sexta-feira, 3 de agosto de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 6 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que O teme e faz o que é justo Lhe é aceitável” (At 10:34, 35).

Sábado à tarde, 4 de agosto

Cristo veio à Terra com uma mensagem de misericórdia e perdão. Lançou o fundamento de uma religião pela qual judeus e gentios, negros e brancos, livres e escravos são ligados numa irmandade comum, reconhecidos como iguais à vista de Deus. O Salvador tem ilimitado amor por cada ser humano. Em cada um Ele vê a possibilidade de aperfeiçoamento. Com divina energia e esperança, Ele atende àqueles pelos quais deu a vida. Em Sua força, eles podem desenvolver uma vida repleta de boas obras e cheia do poder do Espírito (Testemunhos para a Igreja, v. 7, p. 225).

O Senhor requer que reconheçamos os direitos de todos os homens. Os direitos sociais dos homens, e seus direitos como cristãos, devem ser tomados em consideração. Todos têm de ser tratados fina e delicadamente, como filhos e filhas de Deus.
O cristianismo tornará o homem cavalheiro. Cristo era cortês, mesmo com Seus perseguidores; e Seus verdadeiros seguidores manifestarão o mesmo espírito. Vede Paulo, quando levado perante governadores. Seu discurso perante Agripa é uma ilustração da verdadeira cortesia, bem como de persuasiva eloqência. O evangelho não estimula a polidez formal que circula no mundo, mas a cortesia que parte de real bondade do coração (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 20).

A religião de Cristo eleva o que a recebe a um plano mais alto de pensamento e ação, ao mesmo tempo que apresenta toda a família humana como sendo, semelhantemente, objeto do amor de Deus, sendo comprados pelo sacrifício de Seu Filho. Vêm encontrar-se aos pés de Jesus, o rico e o pobre, o letrado e o ignorante, sem nenhuma ideia de discriminação ou preeminência mundana. Todas as distinções terrestres desaparecem ao contemplarmos Aquele a quem nossos pecados traspassaram. A abnegação, a condescendência, a infinita compaixão dAquele que era tão exaltado no Céu, faz envergonhar o orgulho humano, a presunção e as classes sociais. A religião pura e imaculada manifesta seus celestiais princípios, levando à unidade todos quantos são santificados pela verdade. Todos se unem  como almas compradas por sangue, igualmente dependentes dAquele que os redimiu para Deus (Obreiros Evangélicos, p. 330).

Nulos foram os esforços de Satanás para destruir pela violência a igreja de Cristo. O grande conflito em que os discípulos de Jesus rendiam a vida, não cessava quando estes fiéis porta-estandartes tombavam em seus postos. Com a derrota, venciam. Os obreiros de Deus eram mortos, mas a Sua obra ia avante com firmeza. O evangelho continuava a espalhar-se, e o número de seus aderentes a aumentar. Penetrou em regiões que eram inacessíveis, mesmo às águias romanas. Disse um cristão, contendendo com os governadores pagãos que estavam a impulsionar a perseguição: Podeis "matar-nos, torturar-nos condenar-nos. ... Vossa injustiça é prova de que somos inocentes. ... Tampouco vossa crueldade... vos aproveitará". Não era senão um convite mais forte para se levarem outros à mesma persuasão. "Quanto mais somos ceifados por vós, tanto mais crescemos em número; o sangue dos cristãos é semente." - Apologia, de Tertuliano, parágrafo 50.
Milhares eram aprisionados e mortos, mas outros surgiam para ocupar as vagas. E os que eram martirizados por sua fé tornavam-se aquisição de Cristo, por Ele tidos na conta de vencedores. Haviam pelejado o bom combate, e deveriam receber a coroa de glória quando Cristo viesse (O Grande Conflito, p. 41, 42).

Domingo, 5 de agosto: Em Lida e Jope

Em Jope, que era perto de Lida, vivia uma mulher chamada Dorcas, cujas boas ações a tornaram grandemente amada. Era uma digna discípula de Jesus e sua vida estava repleta de atos de bondade. Sabia quem carecia de roupa confortável e quem necessitava de simpatia, e liberalmente ministrava aos pobres e tristes. Seus hábeis dedos eram mais ativos do que sua língua.
"Aconteceu naqueles dias que, enfermando ela, morreu." Atos 9:37. A igreja de Jope sentiu a sua perda; e, ouvindo que Pedro estava em Lida, os crentes lhe enviaram mensageiros "rogando-lhe que não se demorasse em vir ter com eles. E, levantando-se Pedro, foi com eles. Quando chegou, o levaram ao quarto alto, e todas as viúvas o rodearam, chorando e mostrando as túnicas e vestes que Dorcas fizera quando estava com elas". Atos 9:38 e 39. Em vista da vida de serviços que Dorcas vivera, não admira que chorassem, que cálidas lágrimas caíssem sobre o corpo inanimado.
O coração do apóstolo foi tocado de simpatia ao contemplar-lhes a tristeza. Então, determinando que os amigos em pranto se retirassem do quarto, ajoelhou-se e orou fervorosamente a Deus, para que restabelecesse Dorcas à vida e à saúde. Voltando-se para o corpo, disse: "Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e vendo a Pedro, assentou-se." Atos 9:40. Dorcas fora de grande utilidade à igreja, e Deus quis trazê-la da terra do inimigo, a fim de que sua habilidade e energia pudessem ainda ser uma bênção a outrem, e que também por esta manifestação de Seu poder a causa de Cristo se fortalecesse (Atos dos Apóstolos, p. 131, 132).

O seguidor de Cristo precisa ter no coração fé perseverante; pois sem ela é impossível agradar a Deus. A fé é a mão que se apega ao auxílio infinito; é o meio pelo qual o coração renascido é levado a pulsar em uníssono com o coração de Cristo.
Em seu esforço por atingir o ninho, a águia é muitas vezes abatida pela tempestade nos estreitos desfiladeiros das montanhas. As nuvens, em massas negras e iradas, permanecem entre ela e as alturas batidas pelo sol, em que se encontra o seu ninho. Por algum tempo fica aturdida, seguindo ora este ora aquele rumo, batendo as fortes asas como se quisesse espancar as densas nuvens. Desperta os pombos das montanhas, com seus gritos selvagens, em seus vãos esforços por encontrar saída de sua prisão. Por fim, precipita-se para o alto, para dentro das nuvens negras, e dá um estridente grito de triunfo ao emergir, um momento depois, na calma luz do sol acima. As trevas e a tempestade estão abaixo, e a luz do céu brilha ao seu redor. Alcança o ninho amado, no alto rochedo, e está satisfeita. Foi através das trevas que alcançou a luz. Custou-lhe esforço, mas está recompensada, alcançando o objeto desejado.
Este é o único procedimento que nós, como seguidores de Cristo, podemos adotar. Precisamos exercer essa fé viva, que penetrará as nuvens que, como grossa muralha, nos separam da luz do Céu. Temos alturas de fé a alcançar, onde tudo é paz e alegria no Espírito Santo (Mensagens aos Jovens, p. 102, 103).

Segunda, 6 de agosto: Na casa de Cornélio

Pedro não tinha ainda pregado o evangelho aos gentios. Muitos deles tinham sido interessados ouvintes das verdades que ele ensinava; porém, o muro de separação, que a morte de Cristo havia posto abaixo, ainda existia na mente dos apóstolos, e excluíam os gentios dos privilégios do evangelho. Os judeus gregos tinham recebido a obra dos apóstolos e muitos deles corresponderam àqueles esforços aceitando a fé em Jesus; mas a conversão de Cornélio ia ser a primeira de importância entre os gentios.
Pela visão do lençol e seu conteúdo, baixado do céu, Pedro devia ser despido de seu apegado preconceito contra os gentios; e entender que, mediante Cristo, todas as nações seriam participantes das bênçãos e privilégios dos judeus, e seriam assim igualmente beneficiadas como eles. Alguns têm afirmado que esta visão significa que Deus removeu Sua proibição do uso de carne de animais que foram primeiramente chamados imundos; e que, por causa disso, a carne de porco servia para alimento. Esta é uma interpretação estreita e totalmente errônea, e plenamente refutada no sentido escriturístico da visão e suas consequências (História da Redenção, p. 285).

Cristo não reconhece nenhuma casta ou nacionalidade. Ele considera Sua prerrogativa, divina e incomunicável, trabalhar de acordo com Sua própria força e prazer. O compassivo Redentor labutou entre todas as classes. Quando o paralítico foi baixado a Seus pés, através do telhado, Ele viu num relance a dificuldade do sofredor e exerceu imediatamente Seu poder como Salvador que perdoa o pecado. "Tem bom ânimo", disse Ele, "estão perdoados os teus pecados" (Mat. 9:2; Este Dia com Deus [MM 1980], p. 106).

Lembremo-nos que nosso trabalho, ainda que o não tenhamos escolhido, deve ser aceito como tendo sido escolhido por Deus para nós. Seja ele agradável ou não, temos obrigações de cumprir o dever que se nos apresenta. "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma." Ecl. 9:10.
Se o Senhor deseja que levemos uma mensagem a Nínive, não Lhe será agradável que vamos a Jope ou a Cafarnaum. Ele tem motivos para nos enviar aonde nossos passos foram dirigidos. Talvez lá houvesse alguém em necessidade do auxílio que lhe poderíamos prestar. Ele que enviou Filipe ao ministro etíope, Pedro ao centurião romano, e a menina israelita em auxílio de Naamã, o capitão sírio, envia hoje homens, mulheres e jovens como Seus representantes àqueles que têm necessidade de ajuda e guia divinas (A Ciência do Bom Viver, p. 472, 473).

Terça, 7 de agosto: O dom do Espírito

Em sua primeira viagem missionária, os discípulos deviam ir apenas às "ovelhas perdidas da casa de Israel". Houvessem pregado então o evangelho aos gentios ou aos samaritanos, e teriam perdido a influência para com os judeus. Despertando os preconceitos dos fariseus, ter-se-iam envolvido em conflitos que os haveriam desanimado no princípio de seus labores. Mesmo os apóstolos eram tardios em compreender que o evangelho devia ser levado a todas as nações. Enquanto eles próprios não fossem capazes de apreender esta verdade, não se achavam preparados para trabalhar pelos gentios. Se os judeus recebessem o evangelho, Deus intentava fazê-los Seus mensageiros aos gentios. Eram, portanto, eles os que primeiro deviam ouvir a mensagem salvadora (O Desejado de Todas as Nações, p. 351).

"E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Varões irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem." Atos 15:7. Ele arrazoou que o Espírito Santo havia decidido o assunto em discussão ao descer com igual poder sobre os gentios incircuncisos e sobre os circuncisos judeus. Rememorou a visão em que Deus apresentara perante ele um lençol cheio de toda a espécie de quadrúpedes, e lhe ordenara matar e comer. Recusando ele, com a afirmação de que jamais comera coisa comum ou imunda, a resposta fora: "Não faças tu comum ao que Deus purificou." Atos 10:15.
Pedro relatou a clara interpretação destas claras palavras, a qual lhe foi dada quase em seguida à notificação de ir ter com o centurião para instruí-lo na fé cristã. Essa mensagem mostrava que Deus não faz acepção de pessoas, mas aceita e reconhece a quantos O temem. Pedro falou de seu assombro quando, ao transmitir as palavras da verdade àquela assembleia em casa de Cornélio, testemunhara que o Espírito Santo Se apossara de seus ouvintes, tanto gentios como judeus. A mesma luz e glória que se refletira sobre os judeus circuncidados, brilhou igualmente na face dos incircuncisos gentios. Isto era uma advertência de Deus a Pedro para que não considerasse pessoa alguma inferior a outra; porque o sangue de Cristo pode limpar de toda a imundícia (Atos dos Apóstolos, p. 192, 193).

Cristo não conhecia distinção de nacionalidade, posição ou credo. Os escribas e fariseus desejavam fazer dos dons celestes um privilégio local e nacional, e excluir o resto da família de Deus no mundo. Mas Cristo veio derrubar todo muro de separação. Veio mostrar que Seu dom de misericórdia e amor é tão ilimitado como o ar, a luz ou a chuva que refrigera a terra.
A vida de Cristo estabeleceu uma religião em que não há diferenças, a religião em que judeus e gentios, livres e servos são ligados numa fraternidade comum, iguais perante Deus. Nenhuma questão política Lhe influenciava a maneira de agir. Não fazia diferença alguma entre vizinhos e estranhos, amigos e inimigos. O que tocava Seu coração era uma alma sedenta pelas águas da vida (A Ciência do Bom Viver, p. 25).

Quarta, 8 de agosto: A igreja em Antioquia

Foi em Antioquia que os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos. Este nome foi-lhes dado porque Cristo era o principal tema de sua pregação, conversação e ensino. Continuamente estavam eles repetindo os incidentes ocorridos durante os dias de Seu ministério terrestre, quando Seus discípulos foram abençoados com Sua presença pessoal. Demoravam-se incansavelmente sobre Seus ensinos e milagres de cura. Com lábios trêmulos e olhos rasos d'água falavam de Sua agonia no jardim, Sua traição, julgamento e execução, a paciência e humildade com que havia suportado a afronta e a tortura a Ele impostas por Seus inimigos e a divina piedade com que tinha orado por Seus algozes. Sua ressurreição e ascensão e Sua obra no Céu como Mediador do homem caído eram tópicos sobre os quais se regozijavam em se demorar. Os pagãos bem podiam chamá-los cristãos, uma vez que pregavam a Cristo e dirigiam suas orações a Deus por intermédio dEle.
Foi Deus quem lhes deu o nome de cristãos. Este é um nome real, dado a todos os que se unem a Cristo. Foi referindo-se a este nome que Tiago escreveu mais tarde: "Não vos oprimem os ricos, e não vos arrastam aos tribunais? Porventura não blasfemam eles o bom nome que sobre vós foi invocado?" Tia. 2:6 e 7. E Pedro declarou: "Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte." "Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus" (I Ped. 4:16 e 14; Atos dos Apóstolos, p. 157).

Não é coisa insignificante ser cristão, de propriedade divina e por Deus aprovado. O Senhor me mostrou alguns que professam a verdade presente, cuja vida não corresponde à sua profissão. Têm norma de piedade muito baixa, e estão longe da santidade recomendada na Bíblia. Alguns se entretêm em conversação vã e indecorosa, e outros, dão lugar às imposições do eu. Não devemos esperar agradar a nós mesmos, viver e agir como o mundo, ter seus prazeres, desfrutar a companhia dos que são do mundo, e reinar com Cristo em glória (Primeiros Escritos, p. 47).

Os cristãos são elevados em sua conversação; e embora creiam ser pecado condescender com a tola lisonja, são corteses, bondosos e benévolos. Suas palavras são as da sinceridade e da verdade. São fiéis em seu trato com os irmãos e com o mundo. Evitarão, no vestuário, a superfluidade e a ostentação; mas suas roupas serão asseadas, não luxuosas, discretas, e arranjadas com correção e bom gosto. Especial cuidado será exercido para vestir de maneira que revele sagrada consideração para com o santo sábado e o culto de Deus (Mensagens aos Jovens, p. 349).

“A religião pura e imaculada” (Tiago 1:27) enobrece o seu possuidor. Vocês sempre encontrarão no verdadeiro cristão acentuado contentamento, santa e alegre confiança em Deus, submissão a Suas providências, que refrigeram a alma. O amor e a bondade de Deus podem ser vistos pelo cristão em toda dádiva que ele recebe. [...]
É a ausência de religião que torna sombrio o caminho de tantos que professam religião. Há muitos que podem passar como cristãos mas que são indignos do nome. Não possuem caráter cristão. Quando seu cristianismo é posto à prova, sua falsidade é demasiado evidente. Verdadeira religião é vista na conduta diária. A vida do cristão é caracterizada por atividade sincera e desprendida para fazer o bem a outros e para glorificar a Deus. Seu caminho não é escuro e sombrio. Um escritor inspirado disse: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem conhecem aquilo em que tropeçam” (Provérbios 4:18, 19; Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 377).

Quinta, 9 de agosto: A perseguição de Herodes

A morte de Tiago causou grande dor e consternação entre os crentes. Quando Pedro também foi preso, a igreja toda se empenhou em jejum e oração. [...]
Enquanto, sob vários pretextos, a execução de Pedro estava sendo retardada para depois da páscoa, os membros da igreja tinham tempo para examinar profundamente o coração e orar com fervor. Oravam sem cessar a favor de Pedro, pois achavam que ele não poderia ser dispensado da causa. Compreendiam que haviam chegado a um ponto em que, sem o auxílio especial de Deus, a igreja de Cristo seria destruída (Atos dos Apóstolos, p. 144, 145).

O coração de Herodes se tornou ainda mais duro; e, quando ouviu que Cristo ressuscitara, não ficou muito perturbado. Ele tirou a vida a Tiago, e quando viu que isto agradara aos judeus, lançou mão de Pedro também, intentando levá-lo à morte. Mas Deus tinha uma obra para Pedro fazer, e enviou o Seu anjo para libertá-lo. Herodes foi visitado com os juízos de Deus. Enquanto se exaltava a si mesmo na presença de grande multidão, foi ferido pelo anjo do Senhor, e morreu da maneira mais horrível (Primeiros Escritos, p. 185, 186).

O apóstolo não se intimidou por sua situação. Desde sua reafirmação após sua negação de Cristo, ele tinha afrontado corajosamente o perigo e manifestado nobreza e ousadia em pregar o crucificado, ressurreto e assunto Salvador. Cria ter chegado o tempo em que devia depor sua vida por amor de Cristo. [...]
Na última noite antes da execução, um poderoso anjo, enviado do Céu, desce para resgatá-lo. As vigorosas portas que encerravam o santo de Deus abrem-se sem auxílio de mãos humanas; o anjo do Altíssimo por elas penetra, fechando-se as portas sem ruído por trás dele. Ele entra na cela, aberta na sólida rocha, e ali está Pedro dormindo o abençoado, pacífico sono da inocência e perfeita confiança em Deus, ligado por cadeias a vigorosos guardas, um de cada lado. A luz que envolve o anjo ilumina a prisão, mas não desperta o adormecido apóstolo. Este é o repouso profundo que revigora e renova e que provém de uma boa consciência.
Pedro não despertou antes de sentir o toque da mão do anjo e ouvir sua voz dizendo: "Levanta-te depressa." Atos 12:7. Ele vê sua cela, que jamais havia sido abençoada com um raio de Sol, iluminada pela luz celestial, e um anjo de grande glória em pé diante dele. Automaticamente obedece à ordem do anjo e, como ao se levantar erguesse as mãos, verifica que as cadeias lhe caíram dos pulsos. De novo a voz do anjo é ouvida: "Cinge-te, e ata as tuas alparcas" (Atos 12:8; História da Redenção, p. 293-295).

Não é porque vejamos ou sintamos que Deus nos ouve, que devemos crer. Devemos confiar em Suas promessas. Quando chegamos a Ele com fé, devemos crer que toda petição penetra no coração de Cristo. Quando temos pedido Sua bênção, devemos crer que a receberemos, e agradecer-Lhe porque a temos. Entreguemo-nos então aos nossos deveres, certos de que a bênção virá quando mais dela necessitarmos. 
Quando houvermos aprendido a fazer assim, saberemos que nossas orações são atendidas. Deus fará por nós "muito mais abundantemente" (Efés. 3:20), "segundo as riquezas da Sua glória" (Efés. 3:16), e "a operação da força do Seu poder" (Efés. 1:19; Obreiros Evangélicos, p. 261, 262).

Sexta, 10 de agosto: Estudo adicional

Filhos e Filhas de Deus, "Criados para as Boas Obras", p. 271.



Os trechos em destaque foram extraídos dos originais, mas estão ausentes na compilação do comentário.

sábado, 28 de julho de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 5 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Vai, porque este é para Mim um instrumento escolhido para levar o Meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel” (At 9:15).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 3º Trimestre 2018 - Lição 5 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 28 de julho

Antes de sua conversão, Paulo era acérrimo perseguidor dos seguidores de Cristo. Mas, à porta de Damasco, uma voz lhe falou, sua alma foi iluminada por uma luz celeste, e na revelação que aí lhe foi dada do Crucificado, viu alguma coisa que lhe mudou o inteiro curso da vida. Daí em diante colocava acima de tudo o amor ao Senhor da glória, a quem havia tão incansavelmente perseguido na pessoa de Seus santos. Fora-lhe confiado o tornar conhecido "o mistério que desde tempos eternos esteve oculto". Rom. 16:25. "Este é para Mim um vaso escolhido", declarou o Anjo que apareceu a Ananias, "para levar o Meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel." Atos 9:15. [...]
A vida de Paulo foi de atividades várias e intensas. De cidade a cidade, de um país a outro, viajava, contando a história da cruz, ganhando conversos ao evangelho, e estabelecendo igrejas. Por essas igrejas tinha ele constante cuidado, e escreveu às mesmas várias cartas de instruções. Por vezes trabalhava no seu ofício a fim de ganhar o pão cotidiano (Obreiros Evangélicos, p. 58, 59). 

Como se acham muitos hoje, assim Paulo (antes de sua conversão) era muito confiante numa piedade hereditária; sua confiança, porém, baseava-se numa falsidade. Era uma fé fora de Cristo, pois confiava em formas e cerimônias. Seu zelo pela lei era desligado de Cristo, e sem valor. Seu orgulho era de que ele se achava inculpável na prática dos atos da lei; mas ao Cristo que valorizou a lei, ele recusava. Confiava em que estivesse direito. Diz ele: "Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus nazareno devia eu praticar muitos atos; o que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido poder dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles." Atos 26:9 e 10. Por algum tempo Paulo fez uma obra muito cruel, julgando estar prestando serviço a Deus, pois diz ele: "Porque o fiz ignorantemente, na incredulidade." I Tim. 1:13. Sua sinceridade, porém, não lhe justificou a obra, nem fez do erro, verdade.
A fé é o meio pelo qual a verdade ou o erro encontram abrigo na mente. É pelo mesmo ato da mente que se recebe a verdade ou o erro, mas faz grande diferença crermos na Palavra de Deus ou nos ditos dos homens. Quando Cristo Se revelou a Paulo, e este se convenceu de que estava perseguindo a Jesus na pessoa de Seus santos, aceitou ele a verdade como é em Jesus. Manifestou-se-lhe no caráter e na mente um poder transformador e ele se tornou um novo homem em Cristo Jesus. Recebeu a verdade tão plenamente que nem a Terra nem o inferno lhe poderiam abalar a fé (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 346).

A semana - sete anos - findou em 34 d.C. Então pelo apedrejamento de Estêvão os judeus selaram finalmente sua rejeição do evangelho; os discípulos que foram espalhados pela perseguição "iam por toda parte, anunciando a Palavra" (Atos 8:4); e pouco depois, Saulo o perseguidor foi convertido, e tornou-se Paulo, o apóstolo dos gentios (Profetas e Reis, p. 699).

Domingo, 29 de julho: Perseguidor da igreja

Depois da morte de Estêvão, levantou-se em Jerusalém uma perseguição tão implacável contra os crentes que "todos foram dispersos pelas terras da Judéia e Samaria". Atos 8:1. Saulo "assolava a igreja, entrando pelas casas: e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão". Atos 8:3. De seu zelo nesta cruel obra disse ele posteriormente: "Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos; o que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido poder dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; ... e, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui." Atos 26:9-11. Que Estêvão não foi o único que sofreu a morte pode ser evidenciado das próprias palavras de Saulo: "E quando os matavam eu dava o meu voto contra eles" (Atos 26:9; Atos dos Apóstolos, p. 103).

A mente de Saulo foi grandemente agitada pela triunfante morte de Estêvão. Ele foi sacudido em seus preconceitos; porém as opiniões e argumentos dos sacerdotes e príncipes finalmente o convenceram de que Estêvão fora um blasfemo, que Jesus Cristo, a quem ele pregava, fora um impostor e que tinham de ter razão esses que ministravam no templo. Sendo um homem de opinião decidida e firme propósito, tornou-se mais severo em sua oposição ao cristianismo, depois de ter assentado de uma vez na mente que as opiniões dos sacerdotes e escribas eram corretas. Seu zelo levou-o a voluntariamente empenhar-se na perseguição aos crentes. Fez com que homens santos fossem arrastados perante os tribunais, e aprisionados ou condenados à morte sem prova de qualquer ofensa, salvo sua fé em Jesus. De caráter similar, embora numa direção diferente, foi o zelo de Tiago e João quando quiseram pedir fogo do céu para consumir aqueles que desprezavam o seu Mestre e dEle escarneciam.
Saulo estava para viajar a Damasco a seus próprios negócios; mas estava determinado a executar um duplo propósito, descobrindo, quando fosse, todos os crentes em Cristo. Para este propósito obteve cartas do sumo sacerdote para ler nas sinagogas, as quais o autorizavam a prender todos os que fossem suspeitos de serem crentes em Jesus, e mandá-los com mensageiros a Jerusalém, onde seriam julgados e castigados. Ele pôs-se a caminho, cheio do vigor da varonilidade e do fogo de um zelo equivocado (História da Redenção, p. 268, 269).

Temos evidência na Palavra de Deus de que Seu povo está sujeito a ser grandemente enganado. Há muitos casos onde aquilo que parece ser zelo sincero pela honra de Deus tem sua origem em deixar o coração desprevenido para o inimigo tentar e impressionar a mente com um senso pervertido do estado real das coisas. E podemos esperar exatamente essas coisas nestes últimos dias, pois Satanás está tão ocupado agora como estava na congregação de Israel. A crueldade e a força do preconceito não são compreendidas. Depois da congregação ter tido a evidência diante de seus olhos da destruição de seus líderes em rebelião, o poder da suspeita e desconfiança que tinha sido admitido em sua mente não foi removido. Viram a terra abrir-se e os líderes da rebelião descer ao seio da terra. Essa demonstração terrível certamente devia tê-los curado e os levado ao mais profundo arrependimento por sua ofensa a Moisés (Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 353). 

Há na natureza humana a tendência de pender para os extremos, e de um extremo a outro inteiramente oposto. Muitos são fanáticos. São consumidos por um ardente zelo, o qual é tomado por religião; mas o caráter é a verdadeira prova do discipulado. Têm eles a mansidão de Cristo? Têm Sua humildade e suave benevolência? Está o templo da alma vazio de orgulho, arrogância, egoísmo e crítica? Caso não seja assim, eles não sabem de que espírito são. Não compreendem que o verdadeiro cristianismo consiste em produzir muito fruto para a glória de Deus (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 305, 306).

Segunda, 30 de julho: Na estrada de Damasco

Quando os fatigados viajantes se aproximavam de Damasco, os olhos de Saulo repousaram com prazer sobre as terras férteis, belos jardins e pomares frutíferos e as frescas correntes que seguiam murmurantes em meio à verdejante vegetação. Era muito refrigerante contemplar tal cenário, depois de uma longa e cansativa viagem através da vastidão desolada. Enquanto Saulo e seus companheiros contemplavam e admiravam, subitamente uma luz mais brilhante que a do Sol brilhou ao redor, "e, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que Me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a Quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões". Atos 9:4 e 5. [...]
Este único olhar sobre aquele glorioso Ser gravou Sua imagem para sempre na alma do abalado judeu. As palavras atingiram seu coração com terrificante força. Nos entenebrecidos recessos do espírito derramou-se-lhe uma inundação de luz, revelando sua ignorância e erro. Viu que, conquanto imaginando estar zelosamente servindo a Deus no perseguir aos seguidores de Cristo, estivera na realidade fazendo a obra de Satanás (História da Redenção, p. 269)..

Que humilhação foi para Paulo sabe que o tempo todo em que estivera usando suas habilidades contra a verdade, crendo que fazia o serviço de Deus ele perseguia a Cristo! Quando o Salvador Se revelou a Paulo nos raios brilhantes de Sua glória, ele aborreceu sua obra e a si mesmo. O poder da glória de Cristo poderia tê-lo destruído, mas Paulo foi um prisioneiro da esperança. Ficou fisicamente cego por causa da glória da presença Daquele de quem havia blasfemado, mas foi para que pudesse ter visão espiritual, para que pudesse ser despertado da letargia que havia entorpecido e diminuído suas percepções. Sua consciência, despertada, atuava então energicamente acusando-o. O zelo de sua obra, sua decidida resistência à luz que sobre ele havia brilhado pelos mensageiros de Deus lhe trouxeram condenação, e ele se encheu de amargo remorso. Não mais se via como justo, mas como condenado pela lei em pensamento, espírito e em atos; Viu-se como um pecador, totalmente perdido, destituído do Salvador que estivera perseguindo. Durante os dias e as noites de sua cegueira ele teve tempo para reflexão e se lançou completamente impotente e sem esperança sobre Cristo, o único que podia perdoá-lo e vesti-lo com Sua justiça (Ms 23, 1899; Comentários de Ellen White, no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.175).

Quando se faz da Bíblia o livro de estudo, com fervorosa súplica quanto à guia do Espírito e com uma entrega do coração para ser santificado pela verdade, tudo quanto Cristo prometeu se cumprirá. O resultado do estudo da Bíblia assim feito será uma mente bem equilibrada. Avivar-se-á a compressão; serão despertadas as sensibilidades. A consciência tornar-se-á sensível; as simpatias e sentimentos se purificarão; criar-se-á melhor atmosfera moral; e novo poder será comunicado para resistir à tentação (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 357).

Terça, 31 de julho: A visita de Ananias

Ananias mal podia crer nas palavras do anjo; pois a notícia da tenaz perseguição aos santos em Jerusalém tinha-se espalhado amplamente. Atreveu-se a argumentar: "Senhor, a muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos Teus santos em Jerusalém; e aqui tem poder dos principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o Teu nome." Mas a ordem foi imperativa: "Vai, porque este é para Mim um vaso escolhido, para levar o Meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel." Atos 9:13-15.
Obediente à orientação do anjo, Ananias saiu em busca do homem que ainda recentemente havia respirado ameaças contra todos os que criam no nome de Jesus; e colocando as mãos sobre a cabeça do penitente sofredor, disse: "Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo.
"E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado" (Atos 9:17 e 18; Atos dos Apóstolos, p. 121, 122).

Sempre o Senhor confere ao instrumento humano a sua obra. Eis aí a cooperação humana e a divina. Eis o homem trabalhando em obediência à luz divina concedida. Se Saulo tivesse dito: Senhor, não estou nada inclinado a seguir Tuas específicas direções para operar minha salvação, então poderia o Senhor ter deixado a luz brilhar sobre Saulo dez vezes, e teria sido inútil.
É a obra do homem cooperar com o divino. E é o mais árduo e severo conflito o que se apresenta com o propósito e a hora da grande resolução e decisão do humano de inclinar a vontade e a direção à vontade e conselho de Deus, confiando nas graciosas influências que o acompanharam toda a vida. Ao homem compete a obra de ter inclinação: "Porque Deus é o que opera em vós [em nós] tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade." Filip. 2:13. O caráter determinará a natureza da resolução e da ação. O efetuar não está de acordo com os sentimentos ou a inclinação, mas com a conhecida vontade de nosso Pai que está no Céu. Segui e obedecei a guia do Espírito Santo (Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 757). 

Não foi para exaltar-se, mas para magnificar a graça de Deus, que Paulo assim apresentou aos que estavam pondo em dúvida seu apostolado, provas de que não era "inferior aos mais excelentes apóstolos". II Cor. 11:5. Os que procuravam diminuir sua vocação e sua obra estavam lutando contra Cristo, cuja graça e poder eram manifestos através de Paulo. O apóstolo foi forçado, pela oposição de seus inimigos, a tomar decidida atitude de manter sua posição e autoridade (Atos dos Apóstolos, p. 388).

Quarta, 1º de agosto: O início do ministério de Paulo

Novas de apostasia em alguma das igrejas por ele estabelecidas causaram-lhe profunda tristeza. Temeu que seus esforços em benefício deles tivesse sido em vão. Muitas noites de insônia havia ele passado em oração e fervorosa meditação, quando ouvira que medidas estavam sendo tomadas para contrariar sua obra. Quando tinha oportunidade e quando as condições o requeriam, escrevia às igrejas reprovando, aconselhando, admoestando e encorajando. Nessas cartas o apóstolo não se detém sobre suas próprias lutas, embora houvesse vislumbres ocasionais de seus labores e sofrimentos na causa de Cristo. Açoites e prisões, frio, fome e sede, perigos por terra e por mar, nas cidades e no deserto, da parte de seus patrícios, dos pagãos e dos falsos irmãos - tudo isto ele sofreu por causa do evangelho. Foi "difamado", "injuriado", feito "a escória de todos", "angustiado", "perseguido", "em tudo atribulado", "a toda a hora em perigo, sempre entregue à morte por amor de Jesus". I Cor. 4:13.
Em meio a constantes tempestades de oposição, o clamor de inimigos e a deserção de amigos, o destemido apóstolo quase perdia o ânimo. Mas lançando um olhar retrospectivo ao Calvário, com novo ardor prosseguia disseminando o conhecimento do Crucificado. Ele estava palmilhando a trilha sangrenta que Cristo tinha palmilhado antes dele. Procurava não abandonar a luta até que pudesse depor a armadura aos pés de seu Redentor (Atos dos Apóstolos, p. 296, 297).

A alma provada pela tormenta nunca é amada mais ternamente por seu Salvador do que quando está sofrendo opróbrio por causa da verdade. Quando, por amor à verdade, o crente se encontra à barra de tribunais injustos, Cristo está ao seu lado. Todas as desonras que incidem sobre o crente incidem sobre Cristo na pessoa de Seus santos. "Eu o amarei diz Cristo - e Me manifestarei a ele." João 14:21. Cristo é condenado outra vez na pessoa de Seus discípulos crentes.
Quando, por amor à verdade, o crente é encarcerado dentro dos muros de uma prisão, Cristo Se manifesta a ele, e arrebata-lhe o coração com Seu amor (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 420).

Devemos conservar nosso pensamento no amor, na misericórdia e benignidade de nosso Deus. ... O experimentarmos dúvidas e desencorajamentos não é sinal de que Jesus tenha deixado de nos amar. É pela providência de Deus que nos vem aflição, a fim de que possamos ver que Cristo é nosso Ajudador, que nEle existem amor e consolação. Podemos receber graça pela qual podemos ser vencedores, herdando a vida que se compara com a vida de Deus. Devemos ter tal firmeza que, ao nos sobrevir a aflição, não nos desviemos da fé, preferindo o lado de Satanás. ...
Com a mão da fé, apanhai as promessas de Deus, e mantende-vos em terreno vantajoso (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 275).

Quinta, 2 de agosto: Retorno a Jerusalém

Quando Paulo entrou em Jerusalém, considerou com opiniões mudadas a cidade e o templo. Agora sabia que o juízo retributivo de Deus pendia sobre eles.
O desgosto e a ira dos judeus por causa da conhecida conversão de Paulo não conhecia limites. Mas estava firme qual uma rocha, e esperançoso de que quando relatasse sua maravilhosa experiência a seus amigos, estes mudariam sua fé como ele havia feito, e creriam em Jesus. Havia sido estritamente consciencioso em sua oposição a Cristo e Seus seguidores, e quando foi subjugado e convencido de seu pecado, imediatamente abandonou seus maus caminhos e professou a fé em Jesus. Agora cria plenamente que quando seus amigos e associados anteriores ouvissem as circunstâncias de sua maravilhosa conversão, e vissem quão diferente estava ele do orgulhoso fariseu que perseguira e entregara à morte aqueles que criam em Jesus como o Filho de Deus, eles também se tornariam convictos de seu erro e se uniriam às fileiras dos crentes (História da Redenção, p. 276, 277).

O principal objetivo [de Paulo] ao fazer esta visita, como ele próprio mais tarde declarou, era "ver a Pedro". Gál. 1:18. Tendo chegado à cidade onde outrora fora bem conhecido como "Saulo, o perseguidor", "procurava ele juntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não crendo que fosse 
discípulo". Era-lhes difícil crer que tão fanático fariseu, e um dos que tanto fizeram para destruir a igreja, se pudesse transformar num sincero seguidor de Jesus. "Então Barnabé, tomando-o consigo, o trouxe aos apóstolos, e lhes contou como no caminho ele vira ao Senhor e lhe falara, e como em Damasco falara ousadamente no nome de Jesus" (Atos dos Apóstolos, p. 128, 129).

A mesma devoção, consagração igual e igual submissão às exigências da Palavra de Deus que se manifestavam em Cristo, devem ver-se em Seus servos. Ele deixou Seu lar de segurança e paz, deixou a glória que tinha com o Pai antes que o mundo existisse, deixou Sua posição sobre o trono do Universo, e foi, como homem tentado e sofredor, em solidão, semear em lágrimas, regar com Seu sangue a semente da vida para um mundo perdido.
Assim devem Seus servos sair a semear. Quando chamado para tornar-se semeador da semente da verdade, foi dito a Abraão: "Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei." Gên. 12:1. "E saiu, sem saber para onde ia" (Heb. 11:8), como portador da luz de Deus, para conservar vivo o Seu nome na Terra. Abandonou seu país, lar, parentes, e todas as aprazíveis relações de sua vida terrestre, para tornar-se peregrino e estrangeiro.
Assim ao apóstolo Paulo, orando no templo em Jerusalém, veio a mensagem: "Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe." Atos 22:21. Da mesma maneira, os que são chamados a se unirem com Cristo, devem deixar tudo a fim de O seguirem. Velhas relações devem ser desfeitas, planos de vida postos à margem, renunciadas as esperanças terrestres. Em fadigas e lágrimas, em solidão e sacrifícios, deve a semente  ser lançada (Obreiros Evangélicos, p. 111, 112).

Sexta, 3 de agosto: Estudo adicional

Para Conhecê-Lo, "Da Derrota para a Vitória", p. 235.

sábado, 21 de julho de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 4 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (At 6:7).

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Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 21 de julho

Quando Cristo bradou na cruz: "Está consumado", o véu do templo rasgou-se em duas partes. Este véu significava a nação judaica. Era feito do mais caro material, de púrpura e ouro, e era de grandes dimensões. No momento em que Cristo exalou o último suspiro, havia testemunhas no templo que contemplaram o rasgar daquela peça forte e resistente, de alto a baixo por mãos invisíveis. Esse ato significava para o universo celeste e para o mundo corrompido pelo pecado, que se abriu à raça caída um novo e vivo caminho, que todas as ofertas sacrificais terminaram na única e grande oferta do Filho de Deus. Aquele que havia até então habitado no templo feito por mãos, havia saído para nunca mais agraciá-lo com Sua presença (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 201); Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1.237).

Por Cristo, a glória oculta do santo dos santos devia ser revelada. Ele sofrera a morte por todo homem, e por esta oferta, os filhos dos homens se deviam tornar filhos de Deus. Com cara descoberta, contemplando como por um espelho a glória do Senhor, os crentes em Cristo deviam ser transformados na mesma imagem, de glória em glória. O propiciatório, sobre o qual repousava a glória de Deus no santíssimo, é franqueado a todo o que aceitar a Cristo como propiciação pelo pecado, e por seu intermédio eles são postos em companheirismo com Deus. O véu está rasgado, a parede de separação derrubada, as ordenanças foram canceladas. Pela virtude de Seu sangue a inimizade está abolida. Pela fé em Cristo, judeus e gentios podem partilhar do pão vivo (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956/2005], p. 228).

O que confessar a Cristo, tem de O possuir em si. Não pode comunicar aquilo que não recebeu. Os discípulos poderiam discorrer fluentemente acerca de doutrinas, poderiam repetir as palavras do próprio Cristo; mas a menos que possuíssem mansidão e amor cristãos, não O estariam confessando. Um espírito contrário ao de Cristo, negá-Lo-ia, fosse qual fosse a profissão de fé. Os homens podem negar a Cristo pela maledicência, por conversas destituídas de senso, por palavras inverídicas ou descorteses. Podem negá-Lo esquivando-se às responsabilidades da vida, pela busca dos prazeres pecaminosos. Podem negá-Lo conformando-se com o mundo, por uma conduta indelicada, pelo amor das próprias opiniões, pela justificação própria, por nutrir dúvidas, por ansiedades desnecessárias, e por deixar-se estar em sombras. Por todas essas coisas declaram não ter consigo a Cristo. E "qualquer que Me negar diante dos homens", diz Ele, "Eu o negarei também diante de Meu Pai, que está nos Céus".
O Salvador declarou a Seus discípulos que não esperassem que a inimizade do mundo para com o evangelho fosse vencida, e sua oposição deixasse de existir depois de algum tempo. Disse: "Não vim trazer paz, mas espada." Esse suscitar de conflitos não é efeito do evangelho, mas o resultado da oposição que lhe é movida. De todas as perseguições a mais dura de sofrer é a discórdia no lar, o afastamento dos mais queridos entes da Terra. Mas Jesus declara: "Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim não é digno de Mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após Mim, não é digno de Mim" (O Desejado de Todas as Nações, p. 357).

Domingo, 22 de julho: A nomeação dos sete

A igreja primitiva era constituída de muitas classes de pessoas de diferentes nacionalidades. Ao tempo do derramamento do Espírito Santo, no dia do Pentecoste, "em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu". Atos 2:5. Entre os que adotavam a fé dos hebreus, reunidos em Jerusalém, havia alguns comumente conhecidos como gregos; entre estes e os judeus da Palestina tinha havido desde muito tempo desconfiança e mesmo antagonismo.
O coração daqueles que se converteram mediante o trabalho dos apóstolos, abrandou-se e uniu-se pelo amor cristão. A despeito de preconceitos anteriores, todos estavam em harmonia uns com os outros. Satanás sabia que, enquanto esta união continuasse a existir, ele seria impotente para deter o progresso da verdade evangélica; e procurou tirar vantagem de anteriores hábitos de pensar, na esperança de que por este meio pudesse introduzir na igreja elementos de desunião (Atos dos Apóstolos, p. 87. 88).

O Espírito Santo sugeriu um método pelo qual os apóstolos poderiam ficar isentos da tarefa de repartir com os pobres, ou de tarefas similares, pois deviam ser deixados livres para pregar a Cristo. "E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra." Atos 6:2-4.
A igreja de comum acordo escolheu sete homens cheios de fé e da sabedoria do Espírito de Deus, para atender aos negócios pertinentes à causa. Estêvão foi o primeiro escolhido; ele era judeu por nascimento e religião, mas falava a língua grega, e era versado nos costumes e maneiras dos gregos. Foi, portanto, considerado a pessoa mais apropriada para estar à testa e ter a supervisão da distribuição dos fundos destinados às viúvas, órfãos e aos reconhecidamente pobres. Esta escolha satisfez a todos, de modo que o descontentamento e a murmuração foram aquietados (História da Redenção, p. 259, 260).

"Os rumores circulados são frequentemente os destruidores da unidade entre os irmãos. Há alguns que vigiam com a mente e os ouvidos abertos para captar os escândalos que estão no ar. Reúnem pequenos incidentes que em si mesmos são sem importância, e que são repetidos e exagerados até que um homem é considerado um ofensor por uma palavra. Seu moto parece ser: 'Conte e nós o contaremos.' Esses mexeriqueiros fazem a obra de Satanás com surpreendente fidelidade, pouco sabendo quão ofensivo a Deus é seu procedimento. ... Se metade da energia e do zelo que devotam a essa obra ímpia fosse por eles empregada no exame do próprio coração, encontrariam tanta coisa a fazer para limpar sua alma da impureza, que não teriam tempo nem disposição para criticar seus irmãos, nem cairiam sob o poder dessa tentação. Deve a porta do espírito ser fechada contra: 'Dizem', ou 'Ouvi'. Por que não devemos nós, em vez de permitir que o ciúme ou as más suspeitas entrem em nosso coração, ir ao nosso irmão, e, depois de com franqueza mas de maneira bondosa apresentar-lhe as coisas que ouvimos e que vêm em detrimento de seu caráter e de sua influência, orar com ele e por ele? Embora não possamos associar-nos com os que são inimigos acérrimos de Cristo, devemos cultivar o espírito de mansidão e de amor que caracterizou o nosso Mestre - o amor que não pensa mal, e que não se deixa facilmente provocar (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 503-505; Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 184; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, p. 1.318, 1.319).

Segunda, 23 de julho: O ministério de Estêvão

Estêvão era muito ativo na causa de Deus e declarava sua fé corajosamente. "Levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos libertinos, e dos cireneus e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão. E não podiam resistir à sabedoria, e ao Espírito com que falava." Atos 6:9 e 10. Esses estudiosos dos grandes rabis estavam confiantes que numa discussão pública poderiam obter uma completa vitória sobre Estêvão, por causa de sua suposta ignorância. Ele porém, não somente falava com o poder do Espírito Santo, mas ficava claro a toda a vasta assembleia que era também um estudioso das profecias e versado em todos os assuntos da lei. Defendia habilmente as verdades que advogava, e confundia inteiramente seus oponentes.
Os sacerdotes e príncipes que testemunharam a maravilhosa demonstração de poder que acompanhava a apresentação de Estêvão encheram-se de ódio atroz. Em vez de se renderem ao peso das evidências que apresentava, determinaram silenciar sua voz, matando-o (História da Redenção, p. 262).

Em todos os séculos os escolhidos mensageiros de Deus têm sido ofendidos e perseguidos; não obstante, mediante seus sofrimentos foi o conhecimento de Deus disseminado no mundo. Todo discípulo de Cristo tem de ingressar nas fileiras e levar avante a mesma obra, sabendo que seu inimigo nada pode fazer contra a verdade, senão pela verdade. Deus pretende que a verdade seja posta pela frente, se torne objeto de exame e consideração, a despeito do desprezo que lhe votem. O espírito do povo deve ser agitado; toda polêmica, toda crítica, todo esforço para restringir a liberdade de consciência, é um instrumento de Deus para despertar as mentes que, do contrário, ficariam sonolentas (O Maior Discurso de Cristo, p. 33).

Quando nova luz for apresentada à igreja, ser-vos-á perigoso rejeitá-la. Recusar ouvir a mensagem, por ter preconceito contra ela ou contra o mensageiro, não desculpará vosso caso perante Deus. Condenar aquilo que não ouvistes ou não compreendestes, não vos exaltará aos olhos dos que são sinceros em suas buscas da verdade. É loucura falar com desprezo a respeito dos que Deus enviou com uma mensagem verdadeira. Se os jovens estão procurando educar-se para serem obreiros em Sua causa, devem aprender o caminho do Senhor e viver de toda palavra que sai da boca de Deus. Não devem convencer-se de que toda verdade já foi revelada e que o Ser Infinito não tem mais luz para Seu povo. Se se firmam na crença de que toda verdade já foi revelada, estão em perigo de se desfazerem de preciosas gemas da verdade, que serão descobertas ao volverem os homens a atenção para pesquisar a rica mina da Palavra de Deus (Conselhos Sobre a Escola Sabatina, p. 32, 33).

Terça, 24 de julho: Perante o Sinédrio

Ele cria no Deus de Abraão, Isaque e Jacó, e estava vigorosamente firmado em relação aos privilégios dos judeus; mas sua fé era ampla, e ele sabia que viera o tempo em que os verdadeiros crentes deviam adorar não apenas em templos feitos por mãos, mas, através do mundo, homens poderiam adorar a Deus em Espírito e em verdade. O véu foi tirado dos olhos de Estêvão, e ele discerniu o fim daquilo que foi abolido pela morte de Cristo.
Os sacerdotes e príncipes, embora veementes em sua oposição, em nada prevaleceram contra sua clara e calma sabedoria. Determinaram fazer de Estêvão um exemplo e, enquanto assim satisfaziam seu ódio vingativo, impediriam outros, pelo medo, de adotarem sua crença. Acusações foram proferidas contra ele, da maneira mais enganosa. Falsas testemunhas foram assalariadas para testificar que o ouviram proferir palavras blasfemas contra o templo e a lei. Disseram: "Porque nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu." Atos 6:14.
Quando Estêvão se colocou face a face com seus juízes, para responder à acusação de blasfêmia, um santo brilho resplandeceu em seu rosto. "Todos os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto como o rosto de anjo." Atos 6:15. Muitos dos que contemplavam o iluminado rosto de Estêvão tremeram e cobriram a face, mas a pertinaz incredulidade e preconceito não se abalaram.
Estêvão foi interrogado quanto à verdade das acusações contra ele, e tomou sua defesa com voz clara, penetrante, que repercutia pelo recinto do conselho. Com palavras que mantinham a assembleia absorta, prosseguiu relatando a história do povo escolhido de Deus. Mostrou completo conhecimento da história judaica e sua interpretação espiritual, agora manifesta mediante Cristo. Começou com Abraão e fez um retrospecto através da História, de geração em geração, repassando todos os registros nacionais de Israel a Salomão, acentuando os mais impressivos pontos para vindicar sua causa.
Tornou clara sua própria lealdade para com Deus e para com a fé judaica, enquanto mostrava que a lei na qual os judeus confiavam para a salvação não fora capaz de salvar Israel da idolatria. Ligou Jesus Cristo com toda a história judaica. Referiu-se à construção do templo de Salomão, e às palavras deste, bem como de Isaías: "Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens." Atos 7:48. "O Céu é o Meu trono, e a Terra o estrado de Meus pés. Que casa Me edificareis? diz o Senhor: ou qual é o lugar do Meu repouso? Porventura não fez a Minha mão todas estas coisas?" Atos 7:49 e 50. O lugar da mais alta adoração de Deus estava no Céu (História da Redenção, p. 263. 264).

Vi que Estêvão foi um poderoso homem de Deus, suscitado especialmente para preencher um importante lugar na igreja. Satanás exultou com sua morte; pois ele sabia que os discípulos sentiriam sobremaneira a sua perda. Mas o triunfo de Satanás foi breve; pois nesse grupo, testemunhando a morte de Estêvão, havia um a quem Jesus estava para revelar-Se. Saulo não tomou parte no lançamento de pedras em Estêvão, mas consentiu em sua morte. Ele era zeloso na perseguição à igreja de Deus, caçando-os, aprisionando-os em suas casas e entregando-os a quem os mataria. Saulo era um homem de habilidade e educação; seu zelo e erudição tornava-o altamente estimado pelos judeus, ao mesmo tempo que era temido por muitos dos discípulos de Cristo. Seus talentos eram eficazmente empregados por Satanás em promover sua rebelião contra o Filho de Deus, e os que criam nEle. Mas Deus pode quebrar o poder do grande adversário e libertar os que são por ele levados cativos. Cristo havia separado Saulo como "um vaso escolhido" (Atos 9:15) para pregar o Seu nome, para fortalecer os discípulos em sua tarefa e mais ainda para preencher o lugar de Estêvão (Primeiros Escritos, p. 199).

Despertem os que se tornaram sonolentos e indiferentes. Somos chamados para ser santos, e devemos cuidadosamente evitar dar a impressão de que é de pouca monta se retemos ou não os aspectos peculiares de nossa fé. Sobre nós repousa a solene obrigação de tomar uma posição mais decidida para com a verdade e justiça do que tomamos no passado.
A linha demarcatória entre os que guardam os mandamentos de Deus e os que não o fazem deve ser revelada com inconfundível clareza. Devemos honrar a Deus conscienciosamente, usando com diligência todo meio de manter-nos em relação de concerto com Ele, para que recebamos Suas bênçãos - as bênçãos tão essenciais para as pessoas que hão de ser tão severamente provadas. Dar a impressão de que nossa fé, nossa religião, não é um poder dominante em nossa vida, é desonrar grandemente a Deus (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 204).

Quarta, 25 de julho: Jesus no tribunal celestial

Estêvão, o primeiro mártir cristão, em seu terrível conflito com principados e potestades, e a impiedade espiritual nos lugares celestiais, exclamou: "Eis que vejo os Céus abertos e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus." Atos 7:56. O Salvador do mundo foi-lhe revelado a contemplá-lo, do Céu, com o mais profundo interesse; e a gloriosa luz do semblante de Cristo pousou sobre Estêvão com tal brilho que mesmo seus inimigos viram sua face resplandecer como a de um anjo.
Se permitíssemos que nosso espírito se demorasse mais em Cristo e no mundo celestial, encontraríamos poderoso estímulo e auxílio em pelejar as batalhas do Senhor. O orgulho e o amor ao mundo perderão o poder ao contemplarmos as glórias daquela Terra melhor, que tão cedo será nossa pátria. Ao lado da beleza de Cristo, todos os atrativos terrestres parecerão de pouco valor (Mensagens aos Jovens, p. 113).

Embora no meio de seu sermão, concluiu-o abruptamente. ... Nos rostos cruéis em redor de si, o prisioneiro leu a sua sorte; mas não vacilou. Desaparecera o temor da morte. Para ele os coléricos sacerdotes e a turba agitada não ofereciam terror. O quadro que diante dele estava se desvaneceu de sua vista. Para ele as portas do Céu estavam abertas, e, olhando por elas, viu a glória das cortes de Deus, e Cristo, em pé, como que Se havendo levantado de Seu trono precisamente então, para dar auxílio a Seu servo, que estava prestes a sofrer martírio por Sua causa. ...
Descrevendo ele a gloriosa cena que se desdobrava à sua frente, seus perseguidores não o suportaram mais. Tapando os ouvidos para não ouvir suas palavras, e dando altos brados, com fúria correram unânimes sobre ele. "E apedrejaram a Estêvão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu." Atos 7:59 e 60.
A aprovação de Deus na face de Estêvão, e suas palavras, que tocaram o coração dos que as ouviram, permaneceram na mente dos espectadores e testificaram a verdade do que ele havia proclamado (Exaltai-O [MM 1992], p. 111). 

Se os servos de Deus guardarem fielmente o depósito que lhes é confiado, grande será sua recompensa, quando o Mestre disser: "Presta contas da tua mordomia." Luc. 16:2. A ativa lida, a obra desinteressada, o esforço paciente e perseverante, serão abundantemente galardoados. Jesus dirá: "Já vos não chamarei servos, ... mas tenho-vos chamado amigos." João 15:15. A aprovação do Mestre não é dada por causa da grandeza da obra realizada, mas em virtude da fidelidade em tudo quanto foi feito. Não é o resultado que atingimos, mas os motivos por que procedemos, que têm valor para com Deus. Ele preza a bondade e a fidelidade acima de tudo mais (Obreiros Evangélicos, p. 267).

Quinta, 26 de julho: A propagação do evangelho

Este etíope representa uma grande classe que necessita ser ensinada por missionários como Filipe - homens que ouçam a voz de Deus, e vão aonde Ele manda. Muitos há que estão lendo as Escrituras sem compreender-lhes o verdadeiro significado. Em todo o mundo homens e mulheres olham atentamente para o Céu. De almas anelantes de luz, de graça, do Espírito Santo, sobem orações, lágrimas e indagações. Muitos estão no limiar do reino, esperando somente serem recolhidos.
Um anjo guiou Filipe àquele que procurava a luz, e que estava pronto para receber o evangelho; e hoje anjos guiarão os passos dos obreiros que permitam ao Espírito Santo santificar-lhes a língua, educar e enobrecer-lhes o coração. 
Ele que enviou Filipe ao ministro etíope, Pedro ao centurião romano, e a menina israelita em auxílio de Naamã, o capitão sírio, envia hoje homens, mulheres e jovens como Seus representantes àqueles que têm necessidade de ajuda e guia divinas (Vidas que Falam [MM 1971], p. 335). 

O Senhor deseja que cada um de nós preencha o verdadeiro lugar que nos tem designado. Se andarmos em simplicidade e santidade, e confiarmos no Senhor, tal como a criancinha confia em seu pai terreno, Ele nos capacitará a fazermos a obra que nos tem dado para fazer. Se buscarmos ao Senhor Ele trabalhará em nosso favor. O Senhor operará nossa salvação por nós, se confiarmos a guarda de nossa alma a Ele como a um fiel Criador. ...
Não somos nós que influenciamos a mente e o coração. Anjos de Deus o fazem. Eles vêem todo esforço que fazemos e enternecem os corações e iluminam a mente daqueles pelos quais estamos trabalhando, abrindo-os às influências celestiais, para que corações e mentes sejam levados a ver e compreender. ...
Não estais trabalhando sozinhos. Quando sois tentados a tornar-vos desanimados, lembrai-vos disto: Anjos de Deus estão bem ao vosso redor. Eles ministrarão até mesmo na terra, levando-a a produzir seus tesouros. Esta é a instrução que estou tentando dar ao nosso povo. Quero que compreendam o que poderia ser realizado se executassem a vontade do Senhor. É o Senhor quem tem dado a instrução. Sigamos Suas instruções (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 135). 

Nós, individualmente, temos um caso pendente no tribunal divino. O caráter está sendo pesado nas balanças do santuário e ele deveria ser a fervente aspiração de todos que andam humilde e zelosamente, temendo que, por negligência de deixar brilhar sua luz no mundo, descaiam da graça de Deus e percam tudo o que realmente vale a pena. Todas as dissensões, diferenças e críticas deveriam ser postas de lado, com toda a maledicência e amargura. Bondade, amor, a compaixão de uns para com os outros, devem ser acalentados, para que a oração de Cristo a fim de que Seus discípulos pudessem ser um como Ele é com o Pai, possa ser respondida. A harmonia e unidade da igreja são as credenciais que eles devem apresentar ao mundo de que Cristo é o Filho de Deus. Conversão genuína sempre levará ao amor verdadeiro por Jesus e por todos aqueles por quem Ele morreu. 
Cada um que faz por Deus o que está ao seu alcance, que é verdadeiro e zeloso em fazer o bem àqueles que o cercam, receberá a bênção de Deus sobre seus esforços. Um homem pode prestar serviço real a Deus, embora não seja a cabeça ou o coração do corpo de Cristo. O serviço representado na Palavra de Deus pela mão ou o pé, embora humilde, é todavia importante. Não é a grandeza da obra, mas o amor com que é feita que determina seu valor. Há trabalho a ser feito em favor de nossos vizinhos e por aqueles com quem nos associamos. Não temos liberdade para interromper nossos pacientes e piedosos esforços pelas pessoas, enquanto elas estiverem fora da arca da salvação. Não há trégua nessa guerra. Somos soldados de Cristo e estamos sob obrigação de vigiar, receando que o inimigo obtenha vantagem e retenha a seu serviço alguns que podemos conquistar para Cristo (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 279).

Sexta, 27 de julho: Estudo adicional

Para Conhecê-Lo, "Desdenhando o Espírito de Deus", p. 240.