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sexta-feira, 8 de junho de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 11 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!” (Ap 15:3).

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Sábado à tarde, 9 de junho

Dentro de pouco tempo Jesus virá para salvar Seus filhos e dar-lhes o toque final da imortalidade. Este corpo corruptível se revestirá da incorruptibilidade, e este corpo mortal se revestirá da imortalidade. As sepulturas se abrirão, e os mortos sairão vitoriosos, clamando: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" I Cor. 15:55. Os nossos queridos, que dormem em Jesus, sairão revestidos da imortalidade.
E, ao ascenderem os remidos aos Céus, abrir-se-ão os portais da cidade de Deus de par em par, e neles entrarão os que observaram a verdade. Ouvir-se-á uma voz mais bela que qualquer música que já soou aos ouvidos mortais, dizendo: "Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo." Mat. 25:34. Então os justos receberão sua recompensa. Sua vida correrá paralela à vida de Jeová. Lançarão suas coroas aos pés do Redentor, tangerão as harpas de ouro e encherão todo o Céu de bela música (Conselhos sobre Mordomia, p. 350). 

Nosso Senhor demora-Se porque “é longânimo para conosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem a arrependimento”. 2 Pedro 3:9. Quando nós, porém, com todos os remidos, estivermos em pé no mar de vidro, com harpas de ouro e coroas de glória, e diante da imensidão da eternidade, veremos então como foi curto o período de espera e provação. “Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando!” Lucas 12:37. 
Vivemos em um tempo em que todos devem especialmente dar ouvidos à recomendação do Salvador: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.” Mateus 26:41. Conserve cada um em mente que ele deve ser verdadeiro e leal a Deus, crendo na verdade, crescendo na graça e no conhecimento de Jesus Cristo. O convite do Salvador, é: “Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.” Mateus 11:29. O Senhor está disposto a ajudar-nos, a fortalecer-nos e abençoar-nos; importa, porém, que passemos pelo processo de purificação até que todas as impurezas de nosso caráter sejam consumidas. Todo membro da igreja será submetido à fornalha, não para consumir, mas para purificar (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 485). 

Agora a Igreja é militante. Agora temos de enfrentar um mundo de trevas, quase inteiramente dado à idolatria. ... Mas está chegando o dia em que será travada a batalha e ganha a vitória. A vontade de Deus deve ser feita na Terra como o é nos Céus. As nações dos remidos não conhecerão outra lei senão a lei dos Céus. Constituirão todos uma família feliz e unida, revestida com as vestes de louvor e ações de graças - as vestes da justiça de Cristo. Toda a natureza, em sua arrebatadora formosura, oferecerá a Deus um tributo de louvor e adoração. O mundo será banhado com a luz do Céu. A luz da Lua será como a luz do Sol, e a luz do Sol será sete vezes maior do que é hoje. Os anos decorrerão na alegria. Sobre essa cena, as estrelas da manhã cantarão em uníssono, e os filhos de Deus exultarão de alegria, enquanto Deus e Cristo Se unirão proclamando: "Não haverá mais pecado nem morte" (Maranata, o Senhor Vem [MM 1977], p. 356).

Domingo, 10 de junho: O sinal de Deus identifica Seu povo

O rito da circuncisão foi dado a Abraão como "selo da justiça da fé quando estava na incircuncisão". Rom. 4:11. Deveria ser observado pelo patriarca e seus descendentes como sinal de que eram dedicados ao serviço de Deus e assim separados dos idólatras, e de que Deus os aceitava como Seu tesouro peculiar. Por meio deste rito comprometiam-se a satisfazer, por sua parte, as condições do concerto feito com Abraão. Não deveriam contrair matrimônio com os gentios; pois, assim fazendo, perderiam sua reverência para com Deus e Sua santa lei; seriam tentados a entregar-se às práticas pecaminosas de outras nações, e seduzidos à idolatria (Patriarcas e Profetas, p. 138).

Fazendo do batismo o sinal de entrada para o Seu reino espiritual, Cristo o estabeleceu como condição positiva à qual têm de atender os que desejam ser reconhecidos como estando sob a jurisdição do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Antes que o homem possa obter abrigo na igreja, antes de transpor mesmo o limiar do reino espiritual de Deus, deve receber a impressão do nome divino: "O Senhor, Justiça Nossa." Jer. 23:6.
Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo. Os que ao iniciar a carreira cristã são batizados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, declaram publicamente que renunciaram o serviço de Satanás, e se tornaram membros da família real, filhos do celeste Rei. Obedeceram ao preceito que diz: "Saí do meio deles, e apartai-vos... e não toqueis nada imundo." II Cor. 6:17. Cumpriu-se em relação a eles a promessa divina: "E Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso" (II Cor. 6:17 e 18; Evangelismo, p. 307).

O santo dia de repouso de Deus foi feito para o homem, e os atos de misericórdia se acham em perfeita harmonia com seu desígnio. ...
A obra no Céu não cessa nunca, e o homem não deve descansar de fazer o bem. O sábado não se destina a ser um período de inútil inatividade. A lei proíbe trabalho secular no dia de repouso do Senhor; o labor que constitui o ganha-pão, deve cessar; nenhum trabalho que vise prazer ou proveito mundanos, é lícito nesse dia; mas como Deus cessou Seu labor de criar e repousou ao sábado, e o abençoou, assim deve o homem deixar as ocupações da vida diária, e devotar essas sagradas horas a um saudável repouso, ao culto e a boas obras (O Desejado de Todas as Nações, p. 207).

O sinal da obediência, é a observância do sábado do quarto mandamento. Se os homens observarem o quarto mandamento, observarão todo o resto. Não foi voz humana que falou a Moisés, dando-lhe o sábado como sinal. "Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis Meus sábados, porquanto isso é um sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica. Portanto, guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será extirpada do meio do Seu povo" (Êxo. 31:12-14; Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 134, 135).

Segunda, 11 de junho: A besta e a falsa adoração

O Senhor do Céu permite que o mundo escolha a quem eles querem ter como soberano. Leiam todos atentamente o décimo terceiro capítulo do Apocalipse, pois ele tem que ver com todo instrumento humano, grande ou pequeno. Todo ser humano precisa decidir-se, ou a favor do Deus vivo e verdadeiro, que concedeu ao mundo o memorial da Criação no sábado do sétimo dia, ou a favor de um falso sábado, instituído por homens que se exaltaram acima de tudo que se chama Deus ou se adora, e que se imbuíram dos atributos de Satanás, oprimindo os leais e sinceros que guardam os mandamentos de Deus. Esse poder perseguidor imporá a adoração da besta insistindo na observância do sábado que ele instituiu. Assim ele blasfema de Deus, assentando-se "no templo de Deus, querendo parecer Deus" (II Tess. 2:4; Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 424).

A substituição do verdadeiro pelo falso é o último ato do drama. Quando esta substituição se tornar universal, Deus Se revelará. Quando as leis humanas forem exaltadas acima das leis de Deus, quando os poderes da Terra procurarem obrigar os homens a guardar o primeiro dia da semana, sabei que é chegado o tempo para Deus atuar. Ele Se levantará em Sua majestade, e sacudirá terrivelmente a Terra. Sairá do Seu lugar para punir os habitantes do mundo por sua iniquidade. A Terra descobrirá o seu sangue e já não encobrirá aqueles que foram mortos (Maranata, o Senhor Vem [MM 1977], p. 260). 

Como povo, temos sido grandemente humilhados com o procedimento que alguns de nossos irmãos ocupantes de cargos de responsabilidade têm tido ao se apartarem dos limites antigos. Há os que, com o objetivo de executar os seus planos, através das palavras negam a sua fé. Isso revela a pouca confiança que podemos depositar na sabedoria e critério humanos. Agora, como nunca antes, precisamos ver o perigo de ser incautamente desviados da fidelidade aos mandamentos de Deus. É necessário reconhecer que Deus nos confiou uma mensagem categórica de advertência para o mundo, assim como confiou a Noé a mensagem de advertência para os antediluvianos. Que o nosso povo se guarde de amesquinhar a importância do sábado, unindo-se aos incrédulos. Guarde-se de desconsiderar os princípios de nossa fé, fazendo aparentar que não há mal em conformar-se com o mundo. Que se guarde de atentar para o conselho de alguém, qualquer que seja a sua posição, que vá de encontro àquilo que Deus estabeleceu para manter o Seu povo separado do mundo. 
O Senhor está provando Seu povo, para ver quem se manterá fiel aos princípios de Sua verdade. Nossa tarefa consiste em proclamar ao mundo a primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Na desincumbência de nossas obrigações não devemos menosprezar nem temer os adversários. Não consta da ordem divina que, por meio de contratos, nos liguemos aos que não pertencem à nossa fé. Devemos tratar com bondade e cortesia os que se recusam a ser fiéis a Deus, mas nunca a eles nos unir em concílios que visem aos interesses vitais de Sua obra. (Testemunhos para a Igreja, v. 7, p. 107).

Terça, 12 de junho: O selo de Deus

O selo da lei de Deus se encontra no quarto mandamento. Unicamente este, entre todos os dez, apresenta não só o nome mas o título do Legislador. Declara ser Ele o Criador dos céus e da Terra, e mostra, assim, o Seu direito à reverência e culto, acima de todos. Fora deste preceito, nada há no Decálogo que mostre por autoridade de quem foi dada a lei. Quando o sábado foi mudado pelo poder papal, o selo foi tirado da lei. Os discípulos de Jesus são chamados para que o restabeleçam, exaltando o sábado do quarto mandamento à sua devida posição como monumento do Criador e sinal de Sua autoridade (O Grande Conflito, p. 452).

Quando findar nossa labuta terrestre, e Cristo vier buscar Seus filhos fiéis, resplandeceremos então como o Sol no reino de nosso Pai. Antes que venha, porém, esse tempo, tudo que é imperfeito em nós terá sido visto e deixado de lado. Toda inveja e ciúme, e ruins suspeitas, e todo plano egoísta terão sido banidos da vida (Mente, Caráter e Personalidade, p. 43).

Com todas as faculdades que nos foram dadas por Deus, estamos procurando alcançar a medida da estatura de homens e mulheres em Cristo? Estamos buscando Sua plenitude, chegando cada vez mais alto, procurando atingir a perfeição de Seu caráter? Quando os servos de Deus chegarem a esse ponto, eles serão selados em suas frontes. O anjo relator declarará: "Feito está!" Apoc. 22:11. Eles estarão completos nAquele a quem pertencem pela criação e pela redenção (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 427).

O verdadeiro povo de Deus, os que possuem o espírito da obra do Senhor e levam a sério a salvação das pessoas, verá sempre o pecado em seu caráter real, maligno. Estarão sempre a favor de lidar de maneira fiel e positiva com os pecados que facilmente assaltam o povo de Deus. Em especial na obra final da igreja, no tempo do selamento dos cento e quarenta e quatro mil que hão de permanecer irrepreensíveis diante do trono de Deus, sentirão muito profundamente os erros do professo povo de Deus. (Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 266).

Quarta, 13 de junho: A marca da besta

A mensagem do terceiro anjo foi enviada ao mundo, advertindo as pessoas contra o recebimento da marca da besta ou da sua imagem na fronte ou na mão. Receber essa marca significa tomar a mesma decisão da besta e advogar as mesmas ideias dela, em direta oposição à Palavra de Deus. Acerca de todos aqueles que recebem essa marca, Deus diz: "Também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro".
Se a luz da verdade é apresentada, revelando o sábado do quarto mandamento e mostrando que não há fundamento na Palavra de Deus para a observância do domingo, e se mesmo assim vocês se apegarem ao falso dia de repouso, recusando-se a guardar o sábado que Deus chama de "Meu santo dia", então vocês receberão a marca da besta. Quando ocorrerá isso? Quando vocês obedecerem ao decreto que lhes ordena deixar de trabalhar no domingo para adotar a Deus. Cientes de que não há uma só palavra na Bíblia que mostre ser o domingo outra coisa além de um dia comum de trabalho, vocês consentirão em receber a marca da besta e recusarão o selo de Deus (Maranata, o Senhor Vem [MM 1977], p. 209) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1095).

Se recebermos essa marca em nossa fronte ou em nossa mão, os juízos pronunciados contra os desobedientes cairão também sobre nós. Mas o selo do Deus vivo é colocado sobre aqueles que conscientemente guardam o sábado do Senhor (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1095).

A grande apostasia, que se está desenvolvendo e aumentando e tornando-se mais forte... continuará nesta marcha até que o Senhor desça do Céu com um clamor. Devemos apegar-nos aos primeiros princípios de nossa fé e prosseguir em força e crescimento de fé. Devemos sempre conservar a fé consolidada pelo Espírito Santo de Deus, desde os primeiros eventos de nossa experiência até o tempo presente. Precisamos agora de mais ampla, mais profunda, mais ardente e inamovível fé na direção do Espírito Santo. Se no princípio precisamos da manifesta prova do poder do Espírito Santo para confirmar a verdade, após a passagem do tempo, precisamos hoje de toda evidência na confirmação da verdade, quando pessoas estão se apartando da fé e dando ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas de demônios. Não deve haver nenhuma pessoa desanimando agora.
Se nunca houve um período de tempo em que necessitamos do poder do Espírito Santo em nossos discursos, em nossas orações, em toda ação proposta, é agora. Não devemos deter-nos na primeira experiência, mas enquanto levamos a mesma mensagem ao povo, essa mensagem deve ser fortalecida e ampliada. Devemos ver e reconhecer a importância da mensagem confirmada por sua origem divina. Devemos prosseguir em conhecer o Senhor para que saibamos que Sua vinda é preparada como a manhã. Nossa alma precisa do despertamento da Fonte de todo poder. Podemos ser fortalecidos e confirmados na experiência passada, que nos firma nos pontos essenciais da verdade que nos tornaram adventistas do sétimo dia (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 392).

Quinta, 14 de junho: O sábado como o selo

O quarto mandamento, que Roma se empenhou em pôr de lado, é o único preceito do Decálogo que aponta para Deus como o Criador dos céus e da Terra, distinguindo, assim, o verdadeiro Deus, de todos os falsos deuses. O sábado foi instituído para comemorar a obra da criação, e assim dirigir a mente dos homens para o Deus vivo e verdadeiro. O Seu poder criador é citado nas Escrituras como prova de que o Deus de Israel é superior às divindades pagãs. Tivesse sido o sábado sempre guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos para o seu Criador como objeto de reverência e culto, e jamais teria existido um idólatra, um ateu ou um infiel.
Essa instituição que aponta para Deus como Criador, é um sinal de Sua justa autoridade sobre os seres que criou. A mudança do sábado é o sinal, a marca, da autoridade da igreja católica. Aqueles que, compreendendo os reclamos do quarto mandamento, escolhem observar o falso em lugar do verdadeiro sábado, estão por esse meio rendendo homenagem ao único poder que isto autorizou (A História da Redenção, p. 382, 383). 

"A importância do sábado como memória da criação consiste em conservar sempre presente o verdadeiro motivo de se render culto a Deus" - porque Ele é o Criador, e nós as Suas criaturas. "O sábado, portanto, está no fundamento mesmo do culto divino, pois ensina esta grande verdade da maneira mais impressionante, e nenhuma outra instituição faz isso. O verdadeiro fundamento para o culto divino, não meramente o daquele que se realiza no sétimo dia, mas de todo o culto, encontra-se na distinção entre o Criador e Suas criaturas. Este
fato capital jamais poderá tornar-se obsoleto, e jamais deverá ser esquecido." - História do Sábado, J. N. Andrews. Foi para conservar esta verdade sempre perante o espírito dos homens que Deus instituiu o sábado no Éden; e, enquanto o fato de que Ele é o nosso Criador continuar a ser razão por que O devamos adorar, permanecerá o sábado como sinal e memória disto. Tivesse sido o sábado universalmente guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos ao Criador como objeto de reverência e culto, jamais tendo havido idólatra, ateu, ou incrédulo. A guarda do sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, "Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas". Apoc. 14:7. Segue-se que a mensagem que ordena aos homens adorar a Deus e guardar Seus mandamentos, apelará especialmente para que observemos o quarto mandamento (O Grande Conflito, p. 437, 438).

A morte de Cristo prova o grande amor de Deus pelo homem. É o penhor de nossa salvação. Remover do cristianismo a cruz, seria como apagar do céu o Sol. A cruz nos aproxima de Deus, reconciliando-nos com Ele. Com a enternecedora compaixão do amor de um pai, Jeová considera o sofrimento que Seu Filho teve de suportar para salvar a raça da morte eterna, e nos recebe no Amado.
Sem a cruz não teria o homem união com o Pai. Dela depende toda a nossa esperança. Daí brilha a luz do amor do Salvador; e quando ao pé da cruz o pecador contempla Aquele que morreu para salvá-lo, pode rejubilar-se com grande alegria, pois seus pecados estão perdoados. Ao ajoelhar-se em fé junto à cruz, alcançou ele o mais alto lugar que o homem pode atingir.

Sexta, 15 de junho: Estudo adicional

Primeiros Escritos, "O Selamento", p. 36.

sábado, 19 de maio de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 8 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24).

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Sábado à tarde, 19 de maio

Pelo que não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais e estejais confirmados na presente verdade. II Ped. 1:12.
Cremos sem nenhuma dúvida que Cristo está para vir em breve. Isto não é uma fábula para nós; é uma realidade. Não temos dúvida, nem por anos temos duvidado uma só vez, de que as doutrinas que hoje mantemos sejam verdade presente, e de que nos estamos aproximando do juízo. Estamos nos preparando para encontrar-nos com Aquele que, acompanhado por uma comitiva de santos anjos, há de aparecer nas nuvens do céu, para dar aos fiéis e justos o toque final da imortalidade. Quando Ele vier, não nos há de purificar de nossos pecados, remover de nós os defeitos que há em nosso caráter, ou curar-nos das fraquezas de nosso gênio e disposição. Se acaso esta obra houver de ser efetuada em nós, sê-lo-á totalmente antes daquela ocasião.
Quando o Senhor vier, os que são santos serão santos ainda. Os que houverem conservado o corpo e o espírito em santidade, em santificação e honra, receberão então o toque final da imortalidade. Mas os que são injustos, não santificados e sujos, assim permanecerão para sempre. Nenhuma obra se fará então por eles para lhes tirar os defeitos, e dar-lhes um caráter santo. Então o Refinador não Se assentará para prosseguir em Seu processo de purificação, e para remover-lhes os pecados e a corrupção. ... É agora que esta obra deve ser feita por nós.
Deus está agora experimentando e provando o Seu povo. O caráter está sendo aperfeiçoado. Os anjos estão pesando o valor moral, e mantendo fiel relatório de todos os atos dos filhos dos homens. ... Aquele Deus que lê o coração de todos, trará à luz coisas ocultas das trevas onde muitas vezes menos delas se suspeitava, para que aquelas pedras de tropeço que têm prejudicado o progresso da verdade sejam removidas. 
Não haverá oportunidade futura em que os homens se poderão preparar para a eternidade. Nesta vida é que devemos trajar as vestes da justiça de Cristo. Esta é a nossa única oportunidade de formar caráter para o lar que Cristo preparou para os que obedecem aos Seus mandamentos (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 215, 216).

Pessoas sinceras verão a cadeia direta da verdade presente. Perceberão suas harmoniosas conexões, elo após elo, unindo-se num grande todo e nela se firmarão. A verdade presente não é difícil de ser compreendida, e o povo a quem Deus está conduzindo estará unido sobre essa ampla e firme plataforma. Ele não utilizará indivíduos de fé, opiniões e pareceres diferentes, para espalhar e dividir. O Céu e os santos anjos estão trabalhando para unir, para conduzir à unidade de fé, em um só corpo. Satanás se opõe a isso e está determinado a dispersar e dividir e produzir os mais variados sentimentos, para que a oração de Cristo não seja respondida: “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em Mim; para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em Mim, e Eu, em Ti; que também eles sejam um em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste.” João 17:20, 21. Jesus determinou que a fé de Seu povo seja uma. Se uma pessoa sai pregando uma coisa, e outra uma coisa diferente, como pode alguém crer que sua palavra seja uma só? Haverá diferença de opiniões (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 326, 327).

Precisamos esquadrinhar diariamente as Escrituras, para que conheçamos o caminho do Senhor, e não sejamos enganados pelos erros religiosos. O mundo está cheio de teorias falsas e idéias espiritualistas sedutoras, que tendem a destruir a clara percepção espiritual, e afastar da verdade e da santidade. Especialmente neste tempo, precisamos dar ouvidos à advertência: "Ninguém vos engane com palavras vãs." Efés. 5:6.
Cumpre-nos ser cuidadosos para que não interpretemos mal as Escrituras. Os claros ensinos da Palavra de Deus não devem ser tão espiritualizados que a realidade se perca de vista. Não forceis o sentido de sentenças bíblicas no esforço de produzir qualquer coisa de singular a fim de comprazer a fantasia. Tomai as Escrituras como rezam. Evitai ociosas especulações acerca do que será no reino do Céu (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 170).

Domingo, 20 de maio: A universalidade do evangelho

As últimas palavras de Cristo a Seus discípulos mostram a importância a ser dada à obra de disseminar a verdade. Pouco antes de Sua ascensão Ele deu-lhes a ordem: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século." Mat. 28:19 e 20. 
Cristo não restringiu Seus labores a um só lugar. Lemos a respeito de Seu trabalho... : "Ele, porém, lhes disse: É necessário que Eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado. E pregava nas sinagogas da Galiléia." Luc. 4:43 e 44.
Oxalá todos os que possuem a luz da verdade seguissem o exemplo dado por Cristo, não despendendo o tempo, a habilidade e os recursos que lhes foram dados por Deus em um ou dois lugares, sendo que a luz da verdade deve ir ao mundo todo. A maravilhosa ostentação de graça manifestada na mensagem do evangelho deve ser levada a todos os lugares (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 107). 

O único modo de crescer na graça é fazer desinteressadamente a obra que Cristo nos ordenou fazer - empenhar-nos, na medida de nossa capacidade, em ajudar e abençoar os que carecem do auxílio que lhes podemos dar. A força se desenvolve pelo exercício; a atividade é a própria condição de vida. Os que procuram manter a vida cristã aceitando passivamente as bênçãos que lhes são oferecidas pelos meios da graça nada fazendo por Cristo, estão simplesmente procurando comer para viver, sem trabalhar. No mundo espiritual, assim como no mundo natural, isso resulta sempre em degeneração e ruína. O homem que se recusasse a servir-se de seus membros, em breve perderia a faculdade de usá-los. Assim o cristão que não exercita as faculdades que Deus lhe deu, não só deixa de crescer em Cristo, como também perde a força que já possuía.
A igreja de Cristo é o agente designado por Deus para a salvação dos homens. Sua missão é levar o evangelho ao mundo. E essa obrigação repousa sobre todos os cristãos. Cada um, na medida de seus talentos e oportunidades, deve cumprir a comissão do Salvador. O amor de Cristo, revelado a nós, torna-nos devedores a todos os que O não conhecem. Deus nos outorgou luz, não para nosso proveito exclusivo, mas para que a derramássemos sobre eles.
Se os seguidores de Cristo estivessem sempre alerta ao chamado do dever, milhares estariam proclamando o evangelho em países gentios onde hoje só existe um. E todos os que se não empenhassem pessoalmente nessa obra, haveriam de sustentá-la com os seus recursos, sua simpatia e suas orações. E muito maior quantidade de zeloso trabalho se faria nos países cristãos (Caminho a Cristo, p. 80, 81).

A misericórdia implica a imperfeição do objeto a quem é concedida. Devido à imperfeição do homem, a misericórdia foi trazida à existência ativa. O pecado não é objeto do amor de Deus, mas de Sua aversão. Todavia Ele tem piedade do pecador, porque o culpado apresenta a imagem do Criador, e dEle recebeu as faculdades que lhe tornam possível tornar-se filho de Deus, não por meio dos próprios méritos, mas dos méritos imputados de Jesus Cristo, pelo grande sacrifício que o Salvador fez em seu favor (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 41).

Vós que tendes prazer em falar nas faltas alheias, despertai, e olhai para vosso próprio coração. Tomai a Bíblia e ide a Deus, em oração fervorosa. Pedi-Lhe que vos ensine a vos conhecerdes a vós mesmos, a compreenderdes vossa fraqueza, vossos pecados e loucuras, à luz da. eternidade. Pedi-Lhe que vos mostre tal como pareceis à vista do Céu. Esta é uma obra individual. ... Humildemente enviai vossa petição a Deus, e não descanseis, nem de dia nem de noite até que possais dizer: Ouvi o que o Senhor fez por mim - até que possais dar um vivo testemunho, e falar de vitórias alcançadas (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 87).

Segunda, 21 de maio: O ladrão na cruz e o "evangelho eterno"

Os ladrões que foram crucificados com Jesus sofriam a mesma tortura física que Ele: mas um deles pelo sofrimento tornou-se mais endurecido e desesperado. Ecoou a zombaria dos sacerdotes, e lançou-a sobre Jesus, dizendo: "Se Tu és o Cristo, salva-Te a Ti mesmo, e a nós." Luc. 23:39. O outro malfeitor não era um criminoso endurecido. Quando ouviu as palavras de zombaria de seu companheiro de crime, ele "repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas Este nenhum mal fez". Luc. 23:40 e 41. Então, quando seu coração se voltou para Cristo, celestial iluminação inundou-lhe a mente. Em Jesus, ferido, zombado, e pendente da cruz, ele viu seu Redentor, sua única esperança, e a Ele apelou em humilde fé: "Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso" (Luc. 23:42 e 43; História da Redenção, p. 222, 223).

Quando condenado por seu crime, o ladrão ficara possuído de desânimo e desespero; mas pensamentos estranhos, ternos, surgem agora. Evoca tudo quanto ouvira de Jesus. ... O Espírito Santo ilumina-lhe a mente, e pouco a pouco se liga a cadeia das provas. Em Jesus ferido, zombado e pendente da cruz, vê o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Num misto de esperança e de agonia em sua voz, a desamparada, moribunda alma atira-se sobre o agonizante Salvador. "Senhor, lembra-Te de mim, quando vieres no Teu reino." Luc. 23:42, Trad. Trinitariana.
A resposta veio pronta. Suave e melodioso o acento, cheias de amor, de compaixão e de poder as palavras: "Na verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso." Luc. 23:43. ... Ao ladrão contrito sobreveio a perfeita paz da aceitação de Deus (Vidas que Falam [MM 1971], p. 329). 

Jesus não nos abandonou dando-nos razão para ficarmos espantados diante das provações e dificuldades. A respeito delas Ele tudo nos falou, e também nos disse que não ficássemos acabrunhados nem abatidos quando sobreviessem as provações. Olhemos para Jesus, nosso Redentor, alegremo-nos e nos regozijemos. As provações mais difíceis de suportar são as causadas por nossos irmãos, nossos próprios amigos íntimos; mas até essas provas podem ser suportadas com paciência. Jesus não permaneceu no sepulcro novo de José. Ele ressuscitou e ascendeu ao Céu, para ali interceder em nosso favor. Temos um Salvador que nos amou de tal maneira que morreu por nós, para que por Ele possamos ter esperança, e força e ânimo, bem como um lugar com Ele no Seu trono. Ele pode e está desejoso de nos ajudar, sempre que a Ele recorrermos. 
Se tentarmos carregar sozinhos as nossas cargas, ficaremos esmagados sob o seu peso. Temos pesadas responsabilidades. Jesus tem delas conhecimento e, se O não abandonarmos, Ele também não nos deixará. Ele é honrado quando Lhe confiamos, como fiel Criador, a guarda de nossa alma. Ele nos convida a termos esperança em Sua misericórdia, crendo que Ele não deseja que sejamos esmagados por essas pesadas responsabilidades. Tão-somente temos de crer, para ver a salvação operada por Deus (Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 128).

Terça, 22 de maio: Temam a Deus e deem glória a Ele

João, no Apocalipse, prediz a proclamação da mensagem do evangelho, justamente antes da vinda de Cristo. Viu "outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, porque vinda é a hora do Seu juízo." Apoc. 14:6 e 7.
A esta advertência do Juízo e às mensagens com ela relacionadas segue-se, na profecia, a volta do Filho do homem nas nuvens do céu. A proclamação do Juízo é uma anunciação de que a segunda vinda de Cristo está próxima. E esta proclamação é chamada o evangelho eterno. Deste modo é mostrado que a pregação da segunda vinda de Cristo [...] ou a anunciação de sua brevidade, é parte essencial da mensagem evangélica (Parábolas de Jesus, p. 227, 228).

Seus mandamentos e graça são adaptados às nossas necessidades, e sem eles não podemos ser salvos, não importa o que façamos. Ele requer obediência espontânea. A oferta de bens ou de qualquer serviço não será aceita sem o coração. A vontade precisa ser mantida em sujeição. O Senhor pede maior consagração a Ele e maior separação do espírito e influência do mundo. [...]
A conduta do cristão é como a de seu Senhor. Ele ergueu o estandarte e deixou a nosso cargo dizer se desejamos ou não nos arregimentar em volta dele. Nosso Senhor e Salvador deixou de lado Seu domínio, riquezas e glória, e veio até nós para que pudesse salvar-nos da miséria, e fazer-nos semelhantes a Ele. Humilhou-Se e tomou nossa natureza para que pudéssemos ser capazes de aprender dEle e, imitando Sua vida de benevolência e abnegação, segui-Lo passo a passo ao Céu. Vocês não podem igualá-Lo, mas podem parecer-se com Ele e, de acordo com sua capacidade, agir de igual modo (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 169, 170). 

Os pais e as mães que consideram a Deus o primeiro em seus lares, que ensinam a seus filhos que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, glorificam a Deus diante dos anjos e dos homens. [...]
O sagrado privilégio da comunhão com Deus torna distinta e clara a visão das coisas gloriosas, preparadas para os que amam a Deus e reverenciam Seus mandamentos. Temos que trazer reverência à nossa vida diária. ...
Em nossa vida diária, damos muita importância ao que é sem importância e vulgar e o resultado é que falhamos em ver Aquele que é invisível. Assim perdemos muitas ricas bênçãos em nossa experiência religiosa.
A verdadeira reverência se revela pela obediência. Deus nada ordenou que não seja essencial, e não há outro modo tão agradável a Ele para se manifestar reverência como a obediência àquilo que Ele falou (Minha Consagração Hoje [MM 1989/1953], p. 266).

Quarta, 23 de maio: É chegada a hora do Seu juízo

Hoje há entre os professos cristãos muitos que haveriam de julgar que Daniel era por demais esquisito, e o pronunciariam como mesquinho e fanático. Eles consideram a questão do comer e beber como de muito pequena importância para exigir tão decidida resistência - tal que poderia envolver o provável sacrifício de todas as vantagens terrenas. Mas aqueles que assim raciocinam, notarão no dia do juízo que se desviaram das expressas exigências de Deus e se apoiaram em sua própria opinião como norma para o certo e para o errado. Descobrirão que aquilo que lhes parecera sem importância não fora assim considerado por Deus. Suas exigências deveriam ter sido sagradamente obedecidas. Aqueles que aceitam e obedecem a um de Seus preceitos porque lhes convém, ao passo que rejeitam a outro porque sua observância haveria de requerer sacrifício, rebaixam a norma do direito e, por seu exemplo, levam outros a considerarem levianamente a lei de Deus. "Assim diz o Senhor", deve ser nossa regra em todas as coisas (Conselhos sobre Saúde, p. 69, 70).

É privilégio de cada um viver de tal maneira que Deus o aprove e abençoe. Podeis estar a cada hora em comunhão com o Céu; não é vontade de vosso Pai celeste que jamais vos encontreis sob condenação e trevas. Não agrada a Deus que vos desmereçais a vós mesmos. Deveis cultivar o respeito próprio vivendo de modo que tenhais a aprovação de vossa consciência, e dos homens e dos anjos. ... Tendes o privilégio de ir ter com Jesus e ser purificados, e achar-vos perante a lei sem impedimento e sem remorso. "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rom. 8:1. Conquanto não devamos julgar-nos mais do que o devido, a Palavra de Deus não condena o justo respeito próprio. Como filhos e filhas de Deus, devemos ter conscienciosa dignidade de caráter, na qual não têm lugar o orgulho nem a presunção (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 138).

Seja este ponto plenamente estabelecido em todas as mentes: Se aceitamos a Cristo como Redentor, precisamos aceitá-Lo como Soberano. Não podemos ter certeza e perfeita confiança em Cristo como nosso Salvador enquanto não O reconhecermos como nosso Rei e formos obedientes a Seus mandamentos. Assim evidenciamos nossa lealdade a Deus. Nossa fé tem, então, o timbre genuíno, pois é uma fé operante. Ela opera pelo amor. Dizei isto de vosso coração: "Senhor, creio que morreste para resgatar minha alma. Se deste tanto valor à alma que chegaste a dar Tua vida pela minha, mostrar-me-ei sensível. Entrego minha vida, com todas as suas possibilidades, em toda a minha fraqueza, aos Teus cuidados."
A vontade deve ser colocada em completa harmonia com a vontade de Deus. Quando isto é efetuado, não será repelido nenhum raio de luz que incide sobre o coração e sobre os recessos da mente. A alma não será obstruída pelo preconceito, chamando a luz trevas, e as trevas luz. A luz do Céu é bem-recebida, como luz que inunda os recessos da alma. Isto é entoar melodias a Deus (Fé e Obras, p. 16).

Quinta, 24 de maio: Adorai Aquele que fez o céu e a Terra

O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência. E, onde quer que se apresente, na Bíblia, Seu direito à reverência e adoração, acima dos deuses dos pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador. [...] Diz o salmista: "Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele, e não nós que nos fez povo Seu." "Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos! Ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou." Sal. 100:3; 95:6. E os seres santos que adoram a Deus nos Céus, declaram porque Lhe é devida sua homenagem: "Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder porque Tu criaste todas as coisas" (Apoc. 4:11; Exaltai-O [MM 1992], p. 45).

Uma vez que Ele fez todas as coisas, fez também o sábado. Este foi por Ele posto à parte como lembrança da criação. Mostra-O como Criador tanto como Santificador. Declara que Aquele que criou todas as coisas no Céu e na Terra, e por quem todas as coisas se mantêm unidas, é a cabeça da igreja, e que por Seu poder somos reconciliados com Deus. Pois, falando de Israel, disse: "Também lhes dei os Meus sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica" (Ezeq. 20:12) - os torna santos. Portanto, o sábado é um sinal do poder de Cristo para nos fazer santos. E é dado a todos quantos Cristo santifica. Como sinal de Seu poder santificador, o sábado é dado a todos quantos, por meio de Cristo, se tornam parte do Israel de Deus. [...]
A todos quantos recebem o sábado como sinal do poder criador e redentor de Cristo, ele será um deleite. Vendo nele Cristo, nEle se deleitam. O sábado lhes aponta as obras da criação, como testemunho de Seu grande poder em redimir. Ao passo que evoca a perdida paz edênica, fala da paz restaurada por meio do Salvador. E tudo na natureza Lhe repete o convite: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei" (Mat. 11:28; O Desejado de Todas as Nações, p. 288, 289).

Não está longe o tempo quando virá a prova a cada alma. A observância do falso sábado será imposta sobre todos. A controvérsia será entre os mandamentos de Deus e os mandamentos dos homens. Os que passo a passo têm-se rendido às exigências mundanas e se conformado a mundanos costumes, então render-se-ão aos poderes existentes, em vez de se sujeitarem ao escárnio, ao insulto, às ameaças de prisão e morte. Nesse tempo o ouro será separado da escória. A verdadeira piedade será claramente distinguida da piedade aparente e fictícia. Muitas estrelas que temos admirado por seu brilho tornar-se-ão trevas. Os que têm cingido os ornamentos do santuário, mas não estão vestidos com a justiça de Cristo, aparecerão então na vergonha de sua própria nudez (Profetas e Reis, p. 188).

Sexta, 25 de maio: Estudo adicional

Para Conhecê-Lo [MM 1965], "Ressurreição para nova vida", p. 66.