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sábado, 19 de maio de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 8 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24).

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Sábado à tarde, 19 de maio

Pelo que não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais e estejais confirmados na presente verdade. II Ped. 1:12.
Cremos sem nenhuma dúvida que Cristo está para vir em breve. Isto não é uma fábula para nós; é uma realidade. Não temos dúvida, nem por anos temos duvidado uma só vez, de que as doutrinas que hoje mantemos sejam verdade presente, e de que nos estamos aproximando do juízo. Estamos nos preparando para encontrar-nos com Aquele que, acompanhado por uma comitiva de santos anjos, há de aparecer nas nuvens do céu, para dar aos fiéis e justos o toque final da imortalidade. Quando Ele vier, não nos há de purificar de nossos pecados, remover de nós os defeitos que há em nosso caráter, ou curar-nos das fraquezas de nosso gênio e disposição. Se acaso esta obra houver de ser efetuada em nós, sê-lo-á totalmente antes daquela ocasião.
Quando o Senhor vier, os que são santos serão santos ainda. Os que houverem conservado o corpo e o espírito em santidade, em santificação e honra, receberão então o toque final da imortalidade. Mas os que são injustos, não santificados e sujos, assim permanecerão para sempre. Nenhuma obra se fará então por eles para lhes tirar os defeitos, e dar-lhes um caráter santo. Então o Refinador não Se assentará para prosseguir em Seu processo de purificação, e para remover-lhes os pecados e a corrupção. ... É agora que esta obra deve ser feita por nós.
Deus está agora experimentando e provando o Seu povo. O caráter está sendo aperfeiçoado. Os anjos estão pesando o valor moral, e mantendo fiel relatório de todos os atos dos filhos dos homens. ... Aquele Deus que lê o coração de todos, trará à luz coisas ocultas das trevas onde muitas vezes menos delas se suspeitava, para que aquelas pedras de tropeço que têm prejudicado o progresso da verdade sejam removidas. 
Não haverá oportunidade futura em que os homens se poderão preparar para a eternidade. Nesta vida é que devemos trajar as vestes da justiça de Cristo. Esta é a nossa única oportunidade de formar caráter para o lar que Cristo preparou para os que obedecem aos Seus mandamentos (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 215, 216).

Pessoas sinceras verão a cadeia direta da verdade presente. Perceberão suas harmoniosas conexões, elo após elo, unindo-se num grande todo e nela se firmarão. A verdade presente não é difícil de ser compreendida, e o povo a quem Deus está conduzindo estará unido sobre essa ampla e firme plataforma. Ele não utilizará indivíduos de fé, opiniões e pareceres diferentes, para espalhar e dividir. O Céu e os santos anjos estão trabalhando para unir, para conduzir à unidade de fé, em um só corpo. Satanás se opõe a isso e está determinado a dispersar e dividir e produzir os mais variados sentimentos, para que a oração de Cristo não seja respondida: “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em Mim; para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em Mim, e Eu, em Ti; que também eles sejam um em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste.” João 17:20, 21. Jesus determinou que a fé de Seu povo seja uma. Se uma pessoa sai pregando uma coisa, e outra uma coisa diferente, como pode alguém crer que sua palavra seja uma só? Haverá diferença de opiniões (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 326, 327).

Precisamos esquadrinhar diariamente as Escrituras, para que conheçamos o caminho do Senhor, e não sejamos enganados pelos erros religiosos. O mundo está cheio de teorias falsas e idéias espiritualistas sedutoras, que tendem a destruir a clara percepção espiritual, e afastar da verdade e da santidade. Especialmente neste tempo, precisamos dar ouvidos à advertência: "Ninguém vos engane com palavras vãs." Efés. 5:6.
Cumpre-nos ser cuidadosos para que não interpretemos mal as Escrituras. Os claros ensinos da Palavra de Deus não devem ser tão espiritualizados que a realidade se perca de vista. Não forceis o sentido de sentenças bíblicas no esforço de produzir qualquer coisa de singular a fim de comprazer a fantasia. Tomai as Escrituras como rezam. Evitai ociosas especulações acerca do que será no reino do Céu (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 170).

Domingo, 20 de maio: A universalidade do evangelho

As últimas palavras de Cristo a Seus discípulos mostram a importância a ser dada à obra de disseminar a verdade. Pouco antes de Sua ascensão Ele deu-lhes a ordem: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século." Mat. 28:19 e 20. 
Cristo não restringiu Seus labores a um só lugar. Lemos a respeito de Seu trabalho... : "Ele, porém, lhes disse: É necessário que Eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado. E pregava nas sinagogas da Galiléia." Luc. 4:43 e 44.
Oxalá todos os que possuem a luz da verdade seguissem o exemplo dado por Cristo, não despendendo o tempo, a habilidade e os recursos que lhes foram dados por Deus em um ou dois lugares, sendo que a luz da verdade deve ir ao mundo todo. A maravilhosa ostentação de graça manifestada na mensagem do evangelho deve ser levada a todos os lugares (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 107). 

O único modo de crescer na graça é fazer desinteressadamente a obra que Cristo nos ordenou fazer - empenhar-nos, na medida de nossa capacidade, em ajudar e abençoar os que carecem do auxílio que lhes podemos dar. A força se desenvolve pelo exercício; a atividade é a própria condição de vida. Os que procuram manter a vida cristã aceitando passivamente as bênçãos que lhes são oferecidas pelos meios da graça nada fazendo por Cristo, estão simplesmente procurando comer para viver, sem trabalhar. No mundo espiritual, assim como no mundo natural, isso resulta sempre em degeneração e ruína. O homem que se recusasse a servir-se de seus membros, em breve perderia a faculdade de usá-los. Assim o cristão que não exercita as faculdades que Deus lhe deu, não só deixa de crescer em Cristo, como também perde a força que já possuía.
A igreja de Cristo é o agente designado por Deus para a salvação dos homens. Sua missão é levar o evangelho ao mundo. E essa obrigação repousa sobre todos os cristãos. Cada um, na medida de seus talentos e oportunidades, deve cumprir a comissão do Salvador. O amor de Cristo, revelado a nós, torna-nos devedores a todos os que O não conhecem. Deus nos outorgou luz, não para nosso proveito exclusivo, mas para que a derramássemos sobre eles.
Se os seguidores de Cristo estivessem sempre alerta ao chamado do dever, milhares estariam proclamando o evangelho em países gentios onde hoje só existe um. E todos os que se não empenhassem pessoalmente nessa obra, haveriam de sustentá-la com os seus recursos, sua simpatia e suas orações. E muito maior quantidade de zeloso trabalho se faria nos países cristãos (Caminho a Cristo, p. 80, 81).

A misericórdia implica a imperfeição do objeto a quem é concedida. Devido à imperfeição do homem, a misericórdia foi trazida à existência ativa. O pecado não é objeto do amor de Deus, mas de Sua aversão. Todavia Ele tem piedade do pecador, porque o culpado apresenta a imagem do Criador, e dEle recebeu as faculdades que lhe tornam possível tornar-se filho de Deus, não por meio dos próprios méritos, mas dos méritos imputados de Jesus Cristo, pelo grande sacrifício que o Salvador fez em seu favor (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 41).

Vós que tendes prazer em falar nas faltas alheias, despertai, e olhai para vosso próprio coração. Tomai a Bíblia e ide a Deus, em oração fervorosa. Pedi-Lhe que vos ensine a vos conhecerdes a vós mesmos, a compreenderdes vossa fraqueza, vossos pecados e loucuras, à luz da. eternidade. Pedi-Lhe que vos mostre tal como pareceis à vista do Céu. Esta é uma obra individual. ... Humildemente enviai vossa petição a Deus, e não descanseis, nem de dia nem de noite até que possais dizer: Ouvi o que o Senhor fez por mim - até que possais dar um vivo testemunho, e falar de vitórias alcançadas (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 87).

Segunda, 21 de maio: O ladrão na cruz e o "evangelho eterno"

Os ladrões que foram crucificados com Jesus sofriam a mesma tortura física que Ele: mas um deles pelo sofrimento tornou-se mais endurecido e desesperado. Ecoou a zombaria dos sacerdotes, e lançou-a sobre Jesus, dizendo: "Se Tu és o Cristo, salva-Te a Ti mesmo, e a nós." Luc. 23:39. O outro malfeitor não era um criminoso endurecido. Quando ouviu as palavras de zombaria de seu companheiro de crime, ele "repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas Este nenhum mal fez". Luc. 23:40 e 41. Então, quando seu coração se voltou para Cristo, celestial iluminação inundou-lhe a mente. Em Jesus, ferido, zombado, e pendente da cruz, ele viu seu Redentor, sua única esperança, e a Ele apelou em humilde fé: "Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso" (Luc. 23:42 e 43; História da Redenção, p. 222, 223).

Quando condenado por seu crime, o ladrão ficara possuído de desânimo e desespero; mas pensamentos estranhos, ternos, surgem agora. Evoca tudo quanto ouvira de Jesus. ... O Espírito Santo ilumina-lhe a mente, e pouco a pouco se liga a cadeia das provas. Em Jesus ferido, zombado e pendente da cruz, vê o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Num misto de esperança e de agonia em sua voz, a desamparada, moribunda alma atira-se sobre o agonizante Salvador. "Senhor, lembra-Te de mim, quando vieres no Teu reino." Luc. 23:42, Trad. Trinitariana.
A resposta veio pronta. Suave e melodioso o acento, cheias de amor, de compaixão e de poder as palavras: "Na verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso." Luc. 23:43. ... Ao ladrão contrito sobreveio a perfeita paz da aceitação de Deus (Vidas que Falam [MM 1971], p. 329). 

Jesus não nos abandonou dando-nos razão para ficarmos espantados diante das provações e dificuldades. A respeito delas Ele tudo nos falou, e também nos disse que não ficássemos acabrunhados nem abatidos quando sobreviessem as provações. Olhemos para Jesus, nosso Redentor, alegremo-nos e nos regozijemos. As provações mais difíceis de suportar são as causadas por nossos irmãos, nossos próprios amigos íntimos; mas até essas provas podem ser suportadas com paciência. Jesus não permaneceu no sepulcro novo de José. Ele ressuscitou e ascendeu ao Céu, para ali interceder em nosso favor. Temos um Salvador que nos amou de tal maneira que morreu por nós, para que por Ele possamos ter esperança, e força e ânimo, bem como um lugar com Ele no Seu trono. Ele pode e está desejoso de nos ajudar, sempre que a Ele recorrermos. 
Se tentarmos carregar sozinhos as nossas cargas, ficaremos esmagados sob o seu peso. Temos pesadas responsabilidades. Jesus tem delas conhecimento e, se O não abandonarmos, Ele também não nos deixará. Ele é honrado quando Lhe confiamos, como fiel Criador, a guarda de nossa alma. Ele nos convida a termos esperança em Sua misericórdia, crendo que Ele não deseja que sejamos esmagados por essas pesadas responsabilidades. Tão-somente temos de crer, para ver a salvação operada por Deus (Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 128).

Terça, 22 de maio: Temam a Deus e deem glória a Ele

João, no Apocalipse, prediz a proclamação da mensagem do evangelho, justamente antes da vinda de Cristo. Viu "outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, porque vinda é a hora do Seu juízo." Apoc. 14:6 e 7.
A esta advertência do Juízo e às mensagens com ela relacionadas segue-se, na profecia, a volta do Filho do homem nas nuvens do céu. A proclamação do Juízo é uma anunciação de que a segunda vinda de Cristo está próxima. E esta proclamação é chamada o evangelho eterno. Deste modo é mostrado que a pregação da segunda vinda de Cristo [...] ou a anunciação de sua brevidade, é parte essencial da mensagem evangélica (Parábolas de Jesus, p. 227, 228).

Seus mandamentos e graça são adaptados às nossas necessidades, e sem eles não podemos ser salvos, não importa o que façamos. Ele requer obediência espontânea. A oferta de bens ou de qualquer serviço não será aceita sem o coração. A vontade precisa ser mantida em sujeição. O Senhor pede maior consagração a Ele e maior separação do espírito e influência do mundo. [...]
A conduta do cristão é como a de seu Senhor. Ele ergueu o estandarte e deixou a nosso cargo dizer se desejamos ou não nos arregimentar em volta dele. Nosso Senhor e Salvador deixou de lado Seu domínio, riquezas e glória, e veio até nós para que pudesse salvar-nos da miséria, e fazer-nos semelhantes a Ele. Humilhou-Se e tomou nossa natureza para que pudéssemos ser capazes de aprender dEle e, imitando Sua vida de benevolência e abnegação, segui-Lo passo a passo ao Céu. Vocês não podem igualá-Lo, mas podem parecer-se com Ele e, de acordo com sua capacidade, agir de igual modo (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 169, 170). 

Os pais e as mães que consideram a Deus o primeiro em seus lares, que ensinam a seus filhos que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, glorificam a Deus diante dos anjos e dos homens. [...]
O sagrado privilégio da comunhão com Deus torna distinta e clara a visão das coisas gloriosas, preparadas para os que amam a Deus e reverenciam Seus mandamentos. Temos que trazer reverência à nossa vida diária. ...
Em nossa vida diária, damos muita importância ao que é sem importância e vulgar e o resultado é que falhamos em ver Aquele que é invisível. Assim perdemos muitas ricas bênçãos em nossa experiência religiosa.
A verdadeira reverência se revela pela obediência. Deus nada ordenou que não seja essencial, e não há outro modo tão agradável a Ele para se manifestar reverência como a obediência àquilo que Ele falou (Minha Consagração Hoje [MM 1989/1953], p. 266).

Quarta, 23 de maio: É chegada a hora do Seu juízo

Hoje há entre os professos cristãos muitos que haveriam de julgar que Daniel era por demais esquisito, e o pronunciariam como mesquinho e fanático. Eles consideram a questão do comer e beber como de muito pequena importância para exigir tão decidida resistência - tal que poderia envolver o provável sacrifício de todas as vantagens terrenas. Mas aqueles que assim raciocinam, notarão no dia do juízo que se desviaram das expressas exigências de Deus e se apoiaram em sua própria opinião como norma para o certo e para o errado. Descobrirão que aquilo que lhes parecera sem importância não fora assim considerado por Deus. Suas exigências deveriam ter sido sagradamente obedecidas. Aqueles que aceitam e obedecem a um de Seus preceitos porque lhes convém, ao passo que rejeitam a outro porque sua observância haveria de requerer sacrifício, rebaixam a norma do direito e, por seu exemplo, levam outros a considerarem levianamente a lei de Deus. "Assim diz o Senhor", deve ser nossa regra em todas as coisas (Conselhos sobre Saúde, p. 69, 70).

É privilégio de cada um viver de tal maneira que Deus o aprove e abençoe. Podeis estar a cada hora em comunhão com o Céu; não é vontade de vosso Pai celeste que jamais vos encontreis sob condenação e trevas. Não agrada a Deus que vos desmereçais a vós mesmos. Deveis cultivar o respeito próprio vivendo de modo que tenhais a aprovação de vossa consciência, e dos homens e dos anjos. ... Tendes o privilégio de ir ter com Jesus e ser purificados, e achar-vos perante a lei sem impedimento e sem remorso. "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rom. 8:1. Conquanto não devamos julgar-nos mais do que o devido, a Palavra de Deus não condena o justo respeito próprio. Como filhos e filhas de Deus, devemos ter conscienciosa dignidade de caráter, na qual não têm lugar o orgulho nem a presunção (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 138).

Seja este ponto plenamente estabelecido em todas as mentes: Se aceitamos a Cristo como Redentor, precisamos aceitá-Lo como Soberano. Não podemos ter certeza e perfeita confiança em Cristo como nosso Salvador enquanto não O reconhecermos como nosso Rei e formos obedientes a Seus mandamentos. Assim evidenciamos nossa lealdade a Deus. Nossa fé tem, então, o timbre genuíno, pois é uma fé operante. Ela opera pelo amor. Dizei isto de vosso coração: "Senhor, creio que morreste para resgatar minha alma. Se deste tanto valor à alma que chegaste a dar Tua vida pela minha, mostrar-me-ei sensível. Entrego minha vida, com todas as suas possibilidades, em toda a minha fraqueza, aos Teus cuidados."
A vontade deve ser colocada em completa harmonia com a vontade de Deus. Quando isto é efetuado, não será repelido nenhum raio de luz que incide sobre o coração e sobre os recessos da mente. A alma não será obstruída pelo preconceito, chamando a luz trevas, e as trevas luz. A luz do Céu é bem-recebida, como luz que inunda os recessos da alma. Isto é entoar melodias a Deus (Fé e Obras, p. 16).

Quinta, 24 de maio: Adorai Aquele que fez o céu e a Terra

O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência. E, onde quer que se apresente, na Bíblia, Seu direito à reverência e adoração, acima dos deuses dos pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador. [...] Diz o salmista: "Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele, e não nós que nos fez povo Seu." "Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos! Ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou." Sal. 100:3; 95:6. E os seres santos que adoram a Deus nos Céus, declaram porque Lhe é devida sua homenagem: "Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder porque Tu criaste todas as coisas" (Apoc. 4:11; Exaltai-O [MM 1992], p. 45).

Uma vez que Ele fez todas as coisas, fez também o sábado. Este foi por Ele posto à parte como lembrança da criação. Mostra-O como Criador tanto como Santificador. Declara que Aquele que criou todas as coisas no Céu e na Terra, e por quem todas as coisas se mantêm unidas, é a cabeça da igreja, e que por Seu poder somos reconciliados com Deus. Pois, falando de Israel, disse: "Também lhes dei os Meus sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica" (Ezeq. 20:12) - os torna santos. Portanto, o sábado é um sinal do poder de Cristo para nos fazer santos. E é dado a todos quantos Cristo santifica. Como sinal de Seu poder santificador, o sábado é dado a todos quantos, por meio de Cristo, se tornam parte do Israel de Deus. [...]
A todos quantos recebem o sábado como sinal do poder criador e redentor de Cristo, ele será um deleite. Vendo nele Cristo, nEle se deleitam. O sábado lhes aponta as obras da criação, como testemunho de Seu grande poder em redimir. Ao passo que evoca a perdida paz edênica, fala da paz restaurada por meio do Salvador. E tudo na natureza Lhe repete o convite: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei" (Mat. 11:28; O Desejado de Todas as Nações, p. 288, 289).

Não está longe o tempo quando virá a prova a cada alma. A observância do falso sábado será imposta sobre todos. A controvérsia será entre os mandamentos de Deus e os mandamentos dos homens. Os que passo a passo têm-se rendido às exigências mundanas e se conformado a mundanos costumes, então render-se-ão aos poderes existentes, em vez de se sujeitarem ao escárnio, ao insulto, às ameaças de prisão e morte. Nesse tempo o ouro será separado da escória. A verdadeira piedade será claramente distinguida da piedade aparente e fictícia. Muitas estrelas que temos admirado por seu brilho tornar-se-ão trevas. Os que têm cingido os ornamentos do santuário, mas não estão vestidos com a justiça de Cristo, aparecerão então na vergonha de sua própria nudez (Profetas e Reis, p. 188).

Sexta, 25 de maio: Estudo adicional

Para Conhecê-Lo [MM 1965], "Ressurreição para nova vida", p. 66.

sábado, 17 de março de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 12 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a Tua palavra. De todo o coração Te busquei; não me deixes fugir aos Teus mandamentos. Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl 119:9-11).

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Atenção!
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Sábado à tarde, 17 de março

O inimigo não pode vencer o humilde que aprende de Cristo, aquele que anda, orando, perante o Senhor. Cristo Se interpõe como uma proteção, um refúgio contra os assaltos do maligno. É-nos feita a promessa: "Vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito do Senhor arvorará contra ele a Sua bandeira." Isa. 59:19. [...]
Foi permitido a Satanás tentar o muito confiante Pedro, como lhe fora permitido tentar a Jó; mas uma vez feito isso, teve que retirar-se. Se houvesse sido permitido a Satanás prosseguir em sua tentativa, não teria havido esperança para Pedro. Ele teria fracassado na fé. Mas o inimigo não ousa avançar um milímetro além dos limites que lhe são permitidos. Não existe, em toda a capacidade satânica, poder algum que incapacite a pessoa que confia, com fé simples, na sabedoria que de Deus vem. 
Cristo é a nossa torre forte, e Satanás não pode exercer poder sobre a pessoa que anda com Deus em humildade de espírito. A promessa é: "Que se apoderem da Minha força e façam paz comigo; sim, que façam paz comigo." Isa. 27:5. Em Cristo, há auxílio perfeito e completo para todo indivíduo tentado. Perigos nos assaltam a cada passo, mas todo o Universo celestial está a postos em guarda, para que ninguém possa ser tentado além do que é capaz de suportar. Alguns têm traços fortes de caráter, que precisarão ser constantemente refreados. Se mantidos sob o domínio do Espírito de Deus, esses traços serão uma bênção, mas se não, se tornarão em maldição. ... Se nos dedicarmos abnegadamente ao trabalho, não nos apartando no mínimo ponto dos princípios, o Senhor nos envolverá com Seus braços eternos e Se tornará um poderoso auxiliar. Se considerarmos a Jesus Alguém em quem podemos confiar, Ele nunca nos falhará em circunstância alguma (Minha Consagração Hoje [MM 1989/1953], p. 296). 

As palavras da verdade crescerão de importância e assumirão largueza e plenitude de significado com que jamais sonhamos. A beleza e a opulência da Palavra têm influência transformadora sobre a mente e o caráter. A luz do amor celeste incidirá sobre a alma, qual inspiração. A apreciação da Bíblia aumenta com o estudo. Para onde quer que se volte o aluno, achará manifestos a infinita sabedoria e o amor de Deus (Parábolas de Jesus, p. 132).

E cristãos que se ligam com associações mundanas estão se prejudicando a si mesmos da mesma maneira que desencaminhando a outros. Os que temem a Deus não podem escolher por companheiros os ímpios, e ficar eles próprios incólumes. Nessas sociedades eles são postos sob a influência de princípios e costumes mundanos, e mediante o poder da associação e do hábito a mente se torna mais e mais conformada às normas do mundo. Esfria seu amor para com Deus, e não têm nenhum desejo de comunhão com Ele. Tornam-se espiritualmente cegos. Não podem ver nenhuma diferença particular entre o transgressor da lei de Deus, e os que O temem e guardam os Seus mandamentos. Eles chamam ao mal bem, e ao bem mal. O esplendor das realidades eternas se esvaece. A verdade pode-lhes ser apresentada de maneira convincente, mas eles não têm fome do pão da vida, nem sede das águas da salvação. Bebem de cisternas rotas que não podem conservar as águas. Oh!, fácil coisa é, pela associação com o mundo, contagiar-se com seu espírito, ser moldado por suas maneiras de ver as coisas, de modo que não discirnamos a preciosidade de Jesus e da verdade. E justamente na medida em que o espírito do mundo habita em nosso coração, regerá ele nossa vida (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 129).

Domingo, 18 de março: Hábito: buscar a Deus em primeiro lugar

Quanto mais nossa fé se firmar em Cristo, em perfeita confiança, tanto mais paz teremos. A fé aumenta pelo exercício. A regra de Deus é: Um dia de cada vez. Dia a dia, fazei a obra correspondente com a consciência de que trabalhais à vista de anjos, querubins e serafins, e Deus e Cristo. Somos "espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens." I Cor. 4:9. "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje." Mat. 6:11. "A tua força será como os teus dias." Deut. 33:25. "Olhando para Jesus, autor e consumador da fé." Heb. 12:2. Vivendo assim, o Espírito Santo ajuda a nossa memória, santifica todas as faculdades e nos mantém lembrados de que a cada dia e a toda hora dependemos do cuidado, da guarda, sabedoria e incessante amor de nosso Pai celestial.
Este é o espírito semelhante ao de criança, que Jesus declarou aos discípulos que deviam ter a fim de entrar no reino dos Céus: confiar como uma criancinha em Deus, nosso Pai celestial. Então as tentações de Satanás são discernidas e mais facilmente vencidas, pois há no coração um constante aproximar-se de Deus. O sentimento de presunção, que opera a ruína de tantas pessoas, não terá então ambiente em que crescer.
"Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas." (Mat. 6:33; Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 227, 228).

Deus será para nós tudo quanto Lhe permitirmos ser. Nossas orações fracas, com coração dividido, não nos trarão resposta do Céu. Oh, necessitamos insistir em nossas petições! Pedi com fé, esperai com fé, recebei com fé, regozijai-vos na esperança, pois todo aquele que busca encontra. Penetrai genuinamente no assunto. Buscai a Deus de todo o coração. O povo põe a alma e diligência em tudo quanto empreende, quanto às coisas temporais, até que seus esforços sejam coroados de êxito. Com intensa seriedade aprendei a ocupação de buscar as ricas bênçãos que Deus prometeu, e com perseverante e determinado esforço obtereis Sua luz e verdade e preciosa graça. 
Clamai a Deus em sinceridade, com fome de alma. Lutai com os poderes celestes até que alcanceis a vitória. Ponde todo o vosso ser nas mãos do Senhor, alma, corpo e espírito, e decidi ser instrumentos vivos, consagrados Seus, movidos por Sua vontade, regidos por Sua mente, possuídos por Seu Espírito.
Contai a Jesus vossas necessidades na sinceridade de vossa alma. Não se exige de vós que entretenhais longo debate com Deus ou Lhe pregueis um sermão, mas com o coração aflito pelos vossos pecados, dizei: "Salva-me, Senhor, senão pereço." Há esperança para tais pessoas. Elas buscarão, pedirão, baterão, e encontrarão. Quando Jesus houver tirado o fardo do pecado que está esmagando a pessoa, experimentareis a bem-aventurança da paz com Deus (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 126, 127).

Jesus foi nosso exemplo em tudo, e foi um diligente e constante obreiro. Começou a vida de utilidade desde a infância. Na idade de doze anos tratava dos negócios de Seu Pai. (Luc. 2:49.) Entre as idades de doze e trinta, antes de entrar em Seu ministério público, levou uma vida de ativo trabalho. Em Seu ministério, Jesus nunca estava ocioso. Disse: "Convém que Eu faça as obras dAquele que Me enviou." João 9:4. [...] Os sofredores que foram ter com Ele não foram mandados embora sem receber alívio. Ele estava relacionado com cada coração e sabia a maneira de atender-lhes as necessidades. Caíam de Seus lábios amoráveis palavras de conforto, animação e bênção; e os grandes princípios do reino do Céu eram expostos a grandes multidões em palavras tão simples que todos as compreendiam.
Jesus era um silencioso e abnegado obreiro. Não buscava fama, riquezas, ou aplausos; nem consultava a própria comodidade e prazer. [...] Não fugia das responsabilidades ou cuidados, como fazem muitos que professam ser Seus seguidores. [...]
Os direitos de Jesus a nosso serviço são novos a cada dia. Por mais completa que tenha sido nossa consagração quando nos convertemos, de nada nos valerá a menos que a renovemos dia a dia; mas uma consagração que abrange o presente é nova, genuína e aceitável a Deus (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 151).

Segunda, 19 de março: Hábito: aguardar o retorno de Jesus

As glórias que aguardam o fiel vencedor estão além de qualquer descrição. O Senhor honrará grandemente e exaltará Seus fiéis. Eles crescerão como o cedro, e sua compreensão certamente aumentará. E a cada passo de avanço no conhecimento sua expectativa se revelará bem aquém da realidade. "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam." I Cor. 2:9. Nossa obra agora é preparar-nos para aquelas mansões que Deus está preparando para aqueles que O amam e guardam os Seus mandamentos. [...] O Senhor Jesus ampliará toda mente e coração para o recebimento do Espírito Santo (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 159). 

Deus deseja que Seu povo mantenha os olhos fixos no Céu, aguardando “o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo”. Tito 2:13. Enquanto a atenção dos mundanos se volta para seus vários empreendimentos, a nossa deve ser posta no Céu; nossa fé deve atingir mais e mais distante, os gloriosos mistérios do tesouro celestial, extraindo os preciosos e divinos raios de luz do santuário celeste para brilharem em nosso coração, como brilham da face de Jesus. Os escarnecedores zombam dos que esperam e vigiam e lhes perguntam: “‘Onde está a promessa de Sua vinda?’ 2 Pedro 3:4. Vocês foram decepcionados. Venham conosco e prosperarão nas coisas mundanas. Lucrem, ganhem dinheiro e sejam honrados pelo mundo.” Os fiéis olham para cima e respondem: “Estamos vigiando.” E tornando-se dos prazeres, da fama e do engano das riquezas, mostram estar vigiando. Na vigilância, tornam-se fortes, vencem a indolência, o egoísmo e o amor à comodidade. O fogo da aflição arde sobre eles e o tempo de espera parece longo. Algumas vezes se entristecem e a fé vacila; mas, voltam ao combate, suplantando seus temores e dúvidas, e enquanto seus olhos estão dirigidos ao céu, dizem aos adversários: “Estou vigiando e esperando o retorno de meu Senhor. Gloriar-me-ei na tribulação, na aflição, nas necessidades.”
O desejo de nosso Senhor é que estejamos vigilantes, para que, quando Ele vier e bater, possamos abrir imediatamente a porta. Uma bênção é pronunciada sobre aqueles servos a quem Ele encontrar vigiando: Ele “Se cingirá, e os fará assentar à mesa, e, chegando-Se, os servirá”. Lucas 12:37. Quem dentre nós, nesses últimos dias, será assim especialmente honrado pelo Senhor dos Exércitos? Estaremos preparados para sem demora abrir-Lhe a porta e saudá-Lo? Vigiem, vigiem, vigiem. Quase todos cessaram sua vigilância e espera; nós não estamos prontos para imediatamente abrir-Lhe a porta. O amor ao mundo tem ocupado tanto nossos pensamentos, que os olhos não estão postos no alto, mas na Terra. Estamos ansiosos por envolver-nos com zelo e dedicação em diferentes empreendimentos, mas Deus é esquecido e o tesouro celeste não é valorizado. Não estamos em atitude de espera e vigilância. O amor ao mundo e o engano das riquezas obscurecem nossa fé, e não mais ansiamos e amamos o retorno de nosso Salvador. Tentamos arduamente cuidar de nós mesmos. Estamos inquietos e precisamos grandemente de uma firme confiança em Deus. Muitos se afligem e trabalham, imaginando e planejando, temendo passar necessidades. Não se permitem tempo para orar ou assistir aos cultos e, no cuidado de si mesmos, não dão chance para que Deus cuide deles. E o Senhor não pode fazer muito por eles, pois não Lhe dão oportunidade. Fazem demasiado por si mesmos e creem e confiam muito pouco em Deus (Testemunhos para a Igreja, v.2 , p. 194, 195). 

Cristo está a par de tudo quanto é mal interpretado e desfigurado pelos homens. Seus filhos podem esperar com serena paciência e confiança, por mais que sofram malignidade e desprezo; pois nada há oculto que não haja de manifestar-se, e aqueles que honram a Deus hão de por Ele ser honrados na presença dos homens e dos anjos. [...]

Em todos os séculos os escolhidos mensageiros de Deus têm sido ofendidos e perseguidos; não obstante, mediante seus sofrimentos foi o conhecimento de Deus disseminado no mundo. Todo discípulo de Cristo tem de ingressar nas fileiras e levar avante a mesma obra, sabendo que seu inimigo nada pode fazer contra a verdade, senão pela verdade. Deus pretende que a verdade seja posta pela frente, se torne objeto de exame e consideração, a despeito do desprezo que lhe votem. O espírito do povo deve ser agitado; toda polêmica, toda crítica, todo esforço para restringir a liberdade de consciência, é um instrumento de Deus para despertar as mentes que, do contrário, ficariam sonolentas.
Quantas vezes se têm observado esses resultados na história dos mensageiros de Deus! Quando o nobre e eloquente Estêvão foi apedrejado por instigação do conselho do Sinédrio, não houve nenhum prejuízo para a causa do evangelho. A luz do Céu a iluminar-lhe o semblante, a divina compaixão que transpirava de sua oração quando moribundo, foram qual penetrante seta de convicção para os fanáticos membros do Sinédrio ali presentes, e Saulo, o fariseu perseguidor, tornou-se um vaso escolhido para levar diante dos gentios, dos reis e dos filhos de Israel, o nome de Cristo. E muito depois Paulo, já envelhecido, escreveu de sua prisão em Roma: "Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, ... não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento, ou em verdade." Filip. 1:15, 17 e 18. Por meio da prisão de Paulo o evangelho foi difundido, e almas ganhas para Cristo no próprio palácio dos Césares. Pelos esforços de Satanás para a destruir, a "incorruptível" semente da Palavra de Deus, "viva e que permanece para sempre" (I Ped. 1:23), é semeada no coração dos homens; mediante o sofrimento e a perseguição de Seus filhos, o nome de Cristo é magnificado, e almas são salvas.
Grande é no Céu o galardão dos que testemunham em favor de Cristo por meio de perseguição e opróbrio. Enquanto o povo está esperando bens terrenos, Jesus os encaminha a uma recompensa celestial. Não a coloca, entretanto, inteiramente na vida futura; ela começa aqui. O Senhor apareceu na antiguidade a Abraão, dizendo: "Eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão." Gên. 15:1. Esta é a recompensa de todos quantos seguem a Cristo. Jeová Emanuel - Aquele "em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência", em quem habita "corporalmente toda a plenitude da divindade" (Col. 2:3 e 9) - ser levado a sentir em correspondência com Ele, conhecê-Lo, possuí-Lo, à medida que o coração se abre mais e mais para receber-Lhe os atributos; conhecer-Lhe o amor e o poder, possuir as insondáveis riquezas de Cristo, compreender mais e mais "qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus" (Efés. 3:18 e 19) - "esta é a herança dos servos do Senhor e a sua justiça que vem de Mim, diz o Senhor". (Isa. 54:17; O Maior Discurso de Cristo, p. 32-35).

Terça, 20 de março: Hábito: usar o tempo com sabedoria

É o dever de todo cristão adotar hábitos de ordem, perfeição e presteza. Não há desculpa para a morosidade e imperfeição em trabalho de qualquer natureza. Quando alguém está sempre trabalhando, e a tarefa nunca está concluída, é porque a mente e o coração não estão na obra. Os vagarosos, e que trabalham sem o competente preparo, deveriam reconhecer que essas são faltas para serem corrigidas. Precisam exercitar a mente em planejar como utilizar o tempo para alcançar os melhores resultados. Com tino e método alguns conseguirão em cinco horas o mesmo trabalho que outros em dez. Muitos que são encarregados de tarefas domésticas estão sempre labutando, não porque tenham tanto para fazer, mas por não planejarem como poupar tempo. Por causa de suas maneiras morosas e lerdas fazem do pouco trabalho muito. Mas todos quantos quiserem podem vencer estes hábitos falhos e lentos. Devem ter um alvo definido em sua ocupação. Decidam quanto tempo requer certo trabalho, e então se esforcem para executá-lo no dado tempo. O exercício da força de vontade tornará as mãos mais ágeis (Parábolas de Jesus, p. 344).

Todas as providências foram tomadas para que alcancemos em Cristo Jesus uma estatura que satisfaça a norma divina. Deus não Se agrada de Seus representantes se se satisfazem em serem pigmeus, quando poderiam crescer até à plena estatura de homens e mulheres em Cristo. ... Ele quer que tenhais pensamentos grandiosos, nobres aspirações, claras percepções da verdade, elevados propósitos de ação. Cada ano que passa deve aumentar o anseio da alma por pureza e perfeição do caráter cristão. E se esse conhecimento aumentar dia a dia, mês a mês, ano a ano, não será isso uma obra que se consuma como feno, madeira e restolho; mas será como que pôr sobre a pedra fundamental, ouro, prata e pedras preciosas - obras que não perecem, mas que resistirão ao fogo do último dia.
Está nossa obra terrestre sendo executada de modo cabal e com tal fidelidade que resista a inquirição? Haverá os que tenhamos ofendido e que testificarão contra nós no dia de Deus? Neste caso, o registro foi feito no Céu, e o encontraremos de novo. Devemos trabalhar à vista do grande Senhor da tarefa, quer nossos penosos esforços sejam vistos e apreciados pelos homens, quer não. Nenhum homem, mulher ou criança pode servir a Deus aceitavelmente, trabalhando de modo negligente, a esmo, hipocritamente, quer se trate de serviço secular ou religioso. O verdadeiro cristão terá em vista a glória de Deus em todas as coisas, animando seus propósitos e fortalecendo os princípios com este pensamento: "Faço isto por Cristo." (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 368) .

Aconselhava aos que eram seguidores de Jesus em comunidades pagãs, a não andarem como andavam "também os outros gentios, na vaidade do seu sentido, entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus... pela dureza do seu coração" (Efés. 4:14, 13, 17 e 18), mas "como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus". Efés. 5:15 e 16. Animava os crentes a olharem ao tempo em que Cristo, o qual "amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela", haveria de a "apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível". Efés. 5:25 e 27.
Essas mensagens, escritas não com o poder do homem mas de Deus, contêm lições que deviam ser estudadas por todos, e que podem com proveito ser muitas vezes repetidas. Nelas é esboçada a piedade prática, são assentados princípios que deviam ser seguidos em todas as igrejas, e é esclarecido o caminho que leva à vida eterna (Atos dos Apóstolos, p. 470,471).

Quarta, 21 de março: Hábito: manter a mente, o corpo e o espírito saudáveis

Temos a obrigação de controlar os nossos pensamentos e de sujeitá-los à lei de Deus. As nobres faculdades da mente nos foram dadas pelo Senhor a fim de que as possamos empregar na contemplação de coisas celestes. Deus fez abundante provisão para que a pessoa possa fazer contínuo progresso na vida divina. Por toda parte colocou Ele instrumentos para nos ajudarem no desenvolvimento quanto ao conhecimento e a virtude. Contudo, quão pouco esses instrumentos são apreciados ou aproveitados! Quão frequentemente a mente é dada à contemplação daquilo que é terreno, sensual e vil! Dedicamos o tempo e os pensamentos às coisas triviais e comuns do mundo e negligenciamos os grandes interesses que dizem respeito à vida eterna. As nobres faculdades da mente se encolhem e se enfraquecem por não serem exercitadas em temas dignos de sua concentração (Review and Herald, 12/06/1888, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, p. 1297).

A força é um talento, e deve ser usada para glorificar a Deus. Nosso corpo Lhe pertence. Ele pagou o preço da redenção tanto pelo corpo como pela alma. ... Melhor podemos servir a Deus no vigor da saúde do que na apatia da doença; portanto, no cuidado de nosso corpo precisamos cooperar com Ele. Amor a Deus é essencial para a vida e saúde. A fé em Deus é necessária para que tenhamos saúde. A fim de que tenhamos saúde perfeita, deve nosso coração estar cheio de amor, esperança e alegria no Senhor (Conselhos Sobre Mordomia, p. 115).

O devido emprego de si mesmo é a mais valiosa lição que se possa aprender. Não devemos fazer trabalho mental, e parar aí, ou fazer exercício físico e nisto ficar; temos de fazer o melhor uso das várias partes que compõem o organismo humano - o cérebro, os ossos, músculos, cabeça e coração. 
O correto emprego do próprio eu inclui todo o círculo de obrigações para consigo mesmo, para com o mundo e para com Deus. Depois usar as faculdades físicas proporcionalmente com as mentais. Toda ação deriva sua qualidade do motivo que a inspira, e se os motivos não são elevados e puros e abnegados, a mente e o caráter nunca ficarão bem equilibrados. [...] Vós pertenceis ao Senhor; pois Ele vos criou. Sois dEle pela redenção; pois deu a vida por vós. [...] Conservai cada parte do organismo vivo, a fim de o empregardes para o serviço de Deus. Conservai-o para Ele. Vossa saúde depende do devido uso de vosso organismo físico. Não empregueis mal nenhuma parte das faculdades que vos foram dadas por Deus, físicas, mentais ou morais. Todos os vossos hábitos devem ser postos sob a orientação de uma mente por sua vez regida por Deus.
Caso os jovens de ambos os sexos hajam de crescer até à plena estatura de Cristo Jesus, devem-se tratar inteligentemente. ... Os hábitos nocivos à saúde sejam de que espécie forem - dormir tarde, levantar tarde pela manhã, comer depressa - devem ser vencidos. Mastigai bem vossa comida. Não haja precipitação na comida. Ventilai bem o quarto de dormir dia e noite, e fazei trabalho físico útil. ... Usando com propriedade nossas faculdades ao máximo na mais útil ocupação, mantendo com saúde todo órgão do corpo, e assim conservando todo órgão, a mente, os nervos e os músculos hão de trabalhar harmoniosamente, e podemos realizar o mais precioso serviço para Deus. (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956/2005], p. 171).

Deus pede de cada membro da igreja que dedique sem reservas sua vida ao serviço do Senhor. Ele pede decidida reforma. Toda a criação geme sob a maldição. O povo de Deus deve colocar-se onde cresça na graça, sendo santificado no corpo, na alma e no espírito, pela verdade. Quando romperem com toda ruinosa tolerância em matéria de saúde, terão mais clara percepção do que significa verdadeira piedade. Maravilhosa mudança será vista na experiência religiosa. [...]

"E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada e o dia é chegado. Rejeitemos pois as obras das trevas; e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne com suas concupiscências." (Rom. 13:11-14; Conselhos Sobre Saúde, p. 579).

Quinta, 22 de março: Hábito: moderação

Clamai a Deus em sinceridade, com fome de alma. Lutai com os poderes celestes até que alcanceis a vitória. Ponde todo o vosso ser nas mãos do Senhor, alma, corpo e espírito, e decidi ser instrumentos vivos, consagrados Seus, movidos por Sua vontade, regidos por Sua mente, possuídos por Seu Espírito (Filhos e Filhas de Deus [Meditações Matinais, 1956/2005], pág. 105).

Na esperança de imprimir vividamente no espírito dos crentes coríntios a importância de firme autocontrole, estrita temperança e persistente zelo no serviço de Cristo, Paulo em sua carta a eles faz saliente comparação entre a milícia cristã e as celebradas maratonas que se realizavam em intervalos fixos, próximo de Corinto. [...]
As competições eram regidas por regulamentos estritos, dos quais não havia apelação. Os que desejavam ter seus nomes inscritos como competidores ao prêmio, tinham que primeiro submeter-se a severo treino preparatório. Prejudicial condescendência no apetite, ou qualquer outra concessão que pudesse diminuir o vigor físico ou mental, eram estritamente proibidas. Para alguém ter alguma esperança de sucesso nessas competições de força e ligeireza, os músculos tinham de ser fortes e flexíveis e os nervos estar sob controle. Cada movimento tinha de ser exato, cada passo rápido e bem orientado; as faculdades físicas precisavam alcançar o mais alto ponto.
Nestas competições havia grandes riscos. Alguns jamais se refaziam do terrível esforço físico. Não era incomum pessoas caírem no percurso, sangrando pela boca e nariz, e algumas vezes um competidor caía morto quando estava para alcançar o prêmio. Mas a possibilidade de dano para o resto da vida, ou a própria morte, não eram olhados como risco grande demais por amor da honra reservada ao vencedor. [...]
Referindo-se a essas corridas como uma figura da milícia cristã, Paulo deu ênfase à preparação necessária para o sucesso dos contendores na maratona - a disciplina preliminar, o regime de abstenção alimentar, a necessidade de temperança. "E todo aquele que luta", declarou Paulo, "de tudo se abstém." I Cor. 9:25. Os corredores punham de lado toda a condescendência que tendesse a diminuir-lhes as faculdades físicas, e mediante severa e contínua disciplina, treinavam os músculos para se tornarem fortes e resistentes, para que ao chegar o dia da competição pudessem exigir de suas forças o máximo de rendimento. Quão mais importante é que o cristão, cujos eternos interesses estão em jogo, coloquem os apetites e as paixões em sujeição à razão e à vontade de Deus! Jamais deve ele permitir seja sua atenção desviada por entretenimentos, luxos ou comodidades. Todos os seus hábitos e paixões devem ser postos sob a mais estrita disciplina. A razão, iluminada pelos ensinos da Palavra de Deus e guiada por Seu Espírito, tem de tomar as rédeas do controle.
E havendo feito isso, precisa o cristão esforçar-se ao máximo para alcançar a vitória. Nos jogos coríntios, as derradeiras passadas dos contendores eram dadas sob agonizante esforço para conservar a velocidade. Assim o cristão, ao aproximar-se do alvo, prosseguirá com ainda maior zelo e determinação que no início da carreira.
Paulo apresenta a diferença entre a coroa de louros fenecíveis recebida pelo vencedor nas corridas, e a coroa de glória imortal que será dada ao que corre vitoriosamente a carreira cristã. "Eles o fazem", declara, "para alcançar uma coroa corruptível." I Cor. 9:25. Para alcançar um prêmio perecível, os corredores gregos não fugiam a qualquer esforço ou disciplina. Nós estamos lutando por um prêmio infinitamente mais valioso, a própria coroa da vida eterna. Quão mais cuidadosa deveria ser nossa luta, e quão maior nossa disposição para o sacrifício e renúncia!
Na epístola aos hebreus se salienta a inteireza de propósito que deve caracterizar a carreira do cristão para a vida eterna: "Deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé." Heb. 12:1 e 2. Inveja, malícia, ruins suspeitas, maledicências, cobiça - são embaraços que o cristão deve pôr de lado, se quiser correr com êxito a carreira para a imortalidade. Cada hábito ou prática que conduz ao pecado e leva a desonra a Cristo, precisa ser posto de lado, seja qual for o sacrifício. A bênção do Céu não pode acompanhar qualquer homem em violação dos eternos princípios de justiça. Um pecado acariciado é bastante para promover a degradação do caráter e desviar a outros (Atos dos Apóstolos, p. 311, 312).

Com que cuidado devem os cristãos reger os seus hábitos, a fim de que possam conservar o pleno vigor de cada faculdade para entregar ao serviço de Cristo! Se estivermos santificados em alma, corpo e espírito, devemos viver em conformidade com a lei divina. O coração não pode manter a consagração a Deus enquanto se condescende com os apetites e paixões a expensas da saúde e da vida (Conselhos Sobre Saúde, p. 69).

Sexta, 23 de março: Estudo adicional

Refletindo a Cristo, "A Avenida da Saúde", p. 153.

sexta-feira, 2 de março de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 10 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 "Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade". 1 Tessalonicenses 4:7

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 1º Trimestre 2018 - Lição 10 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 3 de março

O povo de Deus deve distinguir-se como um povo que se dedica inteiramente, de todo o coração, ao Seu serviço, não buscando honra para si, e lembrando-se de que por um concerto soleníssimo, se comprometeram a servir ao Senhor, e a Ele somente (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p. 17).

Deus requer de Seus filhos perfeição. Sua lei é um transcrito de Seu caráter, e é o padrão de todo caráter. Essa norma infinita é apresentada a todos, para que não haja má compreensão no tocante à espécie de homens que Deus quer ter para compor o Seu reino. A vida de Cristo na Terra foi uma expressão perfeita da lei de Deus, e quando os que professam ser Seus filhos receberem caráter semelhante ao de Cristo, obedecerão aos mandamentos de Deus. Então o Senhor pode contá-los com toda a confiança entre os que formarão a família do Céu. Trajados com as vestes gloriosas da justiça de Cristo, participarão da ceia do Rei. Têm o direito de associar-se com a multidão lavada no sangue (Parábolas de Jesus, p. 315).

Tudo deve ser visto à luz do exemplo de Cristo. Ele é a verdade. Ele é a Luz verdadeira que alumia a todo o homem que vem ao mundo. Ouvi-Lhe as palavras, imitai-Lhe o exemplo de abnegação e sacrifício próprio, e buscai os méritos de Cristo para alcançar a glória de caráter que Ele possui para vos conceder. Os que seguem a Cristo não vivem para agradar a si mesmos. As normas humanas assemelham-se a hastes frágeis. A norma do Senhor é a perfeição de caráter (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 419, 420).

"Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós." João 15:3 e 4. A mesma seiva que alimenta o tronco, nutre também o ramo da videira. Cristo é representado pela videira que transmite nutrição, vitalidade, vida, vigor, energia, para que o ramo possa produzir frutos, e quando sobrevêm aflição e desapontamento, deveis mostrar um tipo diferente de fruto do que o do mundo. Há evidência de que estais ligados a Jesus Cristo, e de que há um poder que vos sustém em todas as vossas aflições, desapontamentos e provações; e este poder e esta graça suavizam toda aflição. Quando a taça do sofrimento for colocada em vossos lábios, há um consolador e Auxiliador. A taça da consolação está em vossas mãos, e poderá ser o período mais feliz de vossa vida.
"Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em Mim." João 15:4. [...] Aqui estão as mais preciosas gemas da verdade para todo indivíduo. Aqui está a única predestinação na Bíblia, e podeis provar-vos escolhidos de Cristo ao serdes fiéis; podeis provar-vos escolhidos de Cristo ao permanecerdes na videira. ...
Cristo nos diz claramente que toda energia, toda qualidade produtora de frutos está no tronco da videira. Então, se permanecermos em Cristo, e se dEle nos alimentarmos, o que veremos? Veremos algo, e o mundo também. Há uma clara linha de distinção entre os crentes e os descrentes, entre os que obedecem a Deus, e os que Lhe desobedecem; há uma decisiva e assinalada diferença no fruto que eles produzem. [...] O fruto é o caráter. [...]
Toda aptidão e capacidade que tiverdes, vossas faculdades mentais, vossos talentos, devem ser canalizados para a vida religiosa, e a bondade, a compaixão, a piedade, o amor de Deus, são os frutos produzidos pelo ramo que se acha enxertado na videira viva. E então, quando os cachos carregados fizerem... vergar o ramo, mostrarão que aqueles que produzem mais fruto, os cachos mais carregados, possuem a verdadeira humildade, como a de Cristo. Ele diz: "Aprendei de Mim". Mat 11:29. Que todos nós ouçamos isso. É o convite, não do pregador, mas do próprio Cristo (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 347). 

Se já houve um povo que necessitasse de luz, são os que estão vivendo nos dias finais da história terrestre. Precisamos saber o que diz a Escritura. Precisamos achegar-nos aos vivos oráculos de Deus. Precisamos daquela fé viva que se apega ao braço do Poder infinito, e precisamos confiar de todo o nosso ser em Jesus Cristo, justiça nossa. E podemos fazê-lo. Sim, nós o fazemos proveitosamente para o bem de nossa própria alma.
Podeis estar unidos à videira que vive. Cada membro de todo o vosso ser pode estar unido a essa Videira, e a seiva e nutrição provenientes da Videira nutrirão o ramo que está na Videira, até que sejais um com Cristo assim como Ele era um
com o Pai. Deste modo ser-vos-ão transmitidas as Suas bênçãos. Mas, irmãos, não temos tido fé. Há bastante tempo temos desonrado a Deus com a descrença (Fé e Obras, p. 66, 67).

Domingo, 4 de março: Cristo como centro

Não basta conhecermos e respeitarmos as palavras das Escrituras. Precisamos compreendê-las, estudando-as diligentemente. [...] Os cristãos revelarão a intensidade com que fazem isso pelo saudável estado de seu caráter espiritual. Precisamos conhecer a aplicação prática da Palavra à edificação de nosso caráter individual. Devemos ser templos santos, em que Deus possa viver, andar e atuar. *Nunca devemos procurar elevar-nos acima dos servos que Deus escolheu para fazerem Sua obra e honrarem Seu santo nome. “Vós todos sois irmãos.” Apliquemos esta Palavra a nossa própria pessoa, comparando uma passagem com outra.
Em nossa vida diária, perante nossos irmãos e perante o mundo, devemos ser vivos intérpretes das Escrituras, honrando a Cristo ao revelarmos Sua mansidão e Sua humildade de coração. Comendo e assimilando o pão da vida, revelaremos um caráter simétrico. Por nossa unidade, e considerando os outros superiores a nós mesmos, devemos dar ao mundo vivo testemunho do poder da verdade. [...] 
Submetendo-se inteiramente a Deus, comendo o pão da vida e bebendo a água da salvação, os homens crescem em Cristo. Seu caráter se compõe daquilo que a mente come e bebe. Por meio da Palavra da vida, que eles aceitam e a que obedecem, tornam-se participantes da natureza divina. Então... Cristo, e não o homem, é exaltado (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1269).

Quando o apóstolo Paulo, por meio da revelação de Cristo, passou de perseguidor a cristão, declarou que era como alguém nascido fora de tempo. Daí em diante, Cristo foi, para ele, tudo em todos. Paulo declarou: "Para mim, o viver é Cristo" (Fl 1:21). Em toda a Bíblia, esta é a mais perfeita interpretação, em poucas palavras, do que significa ser um cristão. Esta é a verdade integral do evangelho. Paulo entendeu o que muitos parecem incapazes de compreender. Quão intenso era seu fervor! As palavras dele mostram que sua mente estava centralizada em Cristo, que toda a sua vida estava ligada ao Senhor. Cristo era o Autor, o sustentador e a fonte da vida de Paulo (Review and Herald, 19/10/1897; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1003).

A simples forma de piedade a ninguém salvará. Todos têm de ter uma experiência viva e profunda. Isto, unicamente, os salvará no tempo de angústia que nos espera. Então sua obra será provada, para ver de que espécie é. Se for ouro, prata e pedras preciosas, serão escondidos no pavilhão do Senhor. Mas se sua obra for madeira, feno, palha, coisa alguma os poderá proteger da violência da ira de Jeová. [...]
Os que estão dispostos a fazer todo e qualquer sacrifício pela vida eterna, alcançá-la-ão; e vale a pena sofrer por ela, vale por ela crucificar o próprio eu, e renunciar a qualquer ídolo. O peso eterno de glória mui excelente pesa mais que qualquer tesouro terrestre, eclipsando toda terrestre atração (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 300).

Segunda, 5 de março: A doutrina do santuário

Pela fé devemos apropriar-nos das promessas de Deus e munir-nos das copiosas bênçãos que nos foram asseguradas por Cristo Jesus. A esperança nos foi proposta; a saber: a esperança da vida eterna. Nada, a não ser essa bênção para nós, satisfará a nosso Redentor; mas a nossa parte é apoderar-nos dessa esperança pela fé nAquele que prometeu. Podemos esperar sofrimentos; pois os co-participantes nos Seus sofrimentos é que serão co-participantes em Sua glória. Ele adquiriu perdão e imortalidade para as pessoas que perecem; mas a nossa parte é receber essas dádivas pela fé. Crendo nEle, temos essa esperança como âncora da vida, segura e firme. Devemos compreender que podemos esperar confiantemente o favor de Deus não só neste mundo, mas também no mundo celestial, visto que Ele pagou tal preço por nossa salvação. A fé na expiação e na intercessão de Cristo nos manterá firmes e inabaláveis em meio às tentações que nos assediam na Igreja militante. Contemplemos a gloriosa esperança que nos está proposta e apossemo-nos dela pela fé (Exaltai-O [MM 1992], p. 383).

"Ora a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos Céus à destra do trono da Majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem. " Heb. 8:1 e 2.
Aqui se revela o santuário do novo concerto. O santuário do primeiro concerto foi fundado pelo homem, construído por Moisés; este último foi fundado pelo Senhor, e não pelo homem. Naquele santuário os sacerdotes terrestres efetuavam o seu culto; neste, Cristo, nosso Sumo Sacerdote, ministra à destra de Deus. Um santuário estava na Terra, o outro no Céu. [...]
O esplendor sem-par do tabernáculo terrestre refletia à vista humana as glórias do templo celestial em que Cristo, nosso Precursor, ministra por nós perante o trono de Deus (O Grande Conflito, p. 313, 414).

Quando surgirem perplexidades, e dificuldades vos confrontarem, não espereis auxílio de homens. Confiai inteiramente em Deus. O costume de contar as dificuldades a outros, só nos torna fracos e não lhes traz força. Sobrecarrega-os com o fardo de nossas fraquezas espirituais, que não podem remediar. Procuramos os recursos de homens errantes e finitos, quando poderíamos ter a força do Deus infalível e infinito.
Não precisamos ir aos extremos da Terra em busca de sabedoria, porque Deus está perto. Não é a capacidade que agora possuímos ou havemos de possuir, que nos dará êxito. É o que o Senhor pode fazer por nós. Deveríamos depositar muito menos confiança no que o homem é capaz de fazer, e muito mais no que Deus pode fazer para cada alma crente. Anseia Ele que Lhe estendamos as mãos pela fé. Anseia que esperemos grandes coisas dEle. Anela dar-nos sabedoria, tanto nos assuntos temporais como nos espirituais. Pode aguçar o intelecto. Pode dar tato e habilidade. Empreguemos nossos talentos na obra, peçamos a Deus sabedoria, e ser-nos-á dada (Parábolas de Jesus, p. 146).

Terça, 6 de março: Doutrinas cristocêntricas

Os filhos de Deus saberão quem é seu Ajudador. Eles saberão em quem podem confiar implicitamente, e, com a ajuda de Cristo, podem, sem presunção, ter uma santa confiança. Sim, os Seus servos podem com segurança confiar unicamente nEle, sem temor, olhando para Jesus, avançando na obediência a Suas exigências, abandonando tudo que se acha ligado ao mundo, quer o mundo se oponha ou seja favorável. Seu êxito provém de Deus, e eles não fracassarão embora não tenham a riqueza e a influência dos ímpios. Se fracassarem, será porque não obedecem às exigências do Senhor e o Espírito Santo não está com eles. [...]
Nossa única segurança consiste em estar unidos ao Senhor Jesus Cristo. Podemos dar-nos ao luxo de perder a amizade de homens mundanos. Os que se unem a homens mundanos, para que consigam cumprir seus propósitos não santificados, cometem um terrível erro; pois perdem o favor e a bênção de Deus. Tenho de chamar a atenção de nosso povo para o fato de que o Senhor mesmo colocou um muro de separação entre o mundo e o que Ele estabeleceu sobre a Terra. O povo de Deus deve servi-Lo, pois Cristo os chamou para fora do mundo, e os santificou e refinou, para que realizem o Seu serviço. [...] Não existe tal coisa como manter a harmonia entre o profano e o santo. Não pode haver concórdia entre Cristo e Belial. "Sabei, porém, que o Senhor distingue para Si o piedoso." Sal. 4:3. E esta consagração ao Senhor, esta separação do mundo, é claramente asseverada e explicitamente recomendada tanto no Antigo como no Novo Testamento (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 371). 

Os que aceitam a verdade por amor a ela, morrerão para o mundo, e se tornarão mansos e humildes de coração, à semelhança de seu divino Senhor. Logo que o coração esteja direito, a vestimenta, a conversação e a vida estarão em harmonia com a Palavra de Deus. Todos precisamos humilhar-nos sob a potente mão de Deus. Que Ele nos ajude a firmar os nossos pés na plataforma da verdade eterna. 
A transformadora influência da verdade santifica o caráter. O crente ama os mandamentos de Deus. Sua condenação e seu temor são uma coisa. O amor de Cristo, revelado em Seu grande sacrifício para salvar o homem, destruiu todas as barreiras. O amor de Deus flui na vida, e a gratidão aparece no coração que era indiferente como uma pedra. Cristo crucificado, Cristo nossa justiça, ganha o coração e o leva ao arrependimento. Esse tema é tão simples que uma criança pode entendê-lo, os sábios e cultos se deleitam nele, quando o contemplam nas suas profundidades de sabedoria, amor e poder que nunca se podem sondar (Minha Consagração Hoje [MM 1953/1989], p. 247).

Somente pela fé em Cristo é possível ao homem viver a lei. O homem não é capaz de salvar-se a si mesmo, mas o Filho de Deus trava as batalhas por ele e coloca-o numa posição vantajosa concedendo-lhe Seus atributos divinos. E quando aceita a justiça de Cristo, o homem é participante da natureza divina. Ele pode guardar os mandamentos de Deus e viver. Diz Pedro: [...] "Pelas quais Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo." II Ped. 1:4.
A verdade, assim como é em Jesus, é obediência a todos os preceitos de Jeová. É a obra efetuada no coração. A santificação bíblica não é a santificação espúria que não examina as Escrituras, mas confia mais em bons sentimentos e impulsos do que na procura pela verdade como a um tesouro escondido. A santificação bíblica levará os seus possuidores a conhecer os requisitos de Deus e a obedecer-lhes. Há um Céu puro e santo à espera dos que guardam os mandamentos de Deus (Exaltai-O [MM 1992], p. 169).

Quarta, 7 de março: As três mensagens angélicas

"E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu e a Terra, e o mar, e as fontes das águas." Apoc. 14:6 e 7.
Essa mensagem, caso seja atendida, chamará a atenção de toda nação, e tribo e língua e povo a um acurado exame da Palavra, e à verdadeira luz quanto ao poder que mudou o sábado do sétimo dia para um sábado falso. O único Deus verdadeiro tem sido abandonado, Sua lei, rejeitada, Sua sagrada instituição do sábado foi pisada no pó pelo homem do pecado. O quarto mandamento, tão claro e explícito, foi passado por alto (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 105).

Muitos estão em trevas. Perderam seu rumo. Não sabem que procedimento adotar. Procurem os que estão em perplexidade outros nessas condições e dirijam-lhes palavras de esperança e animação. Ao começarem a fazer este trabalho, a luz do Céu revelar-lhes-á a senda que devem seguir. Por suas palavras de consolação aos aflitos, eles mesmos serão consolados. Ajudando a outrem, eles mesmos serão ajudados a sair de suas dificuldades. A alegria toma o lugar das sombras e tristezas. O coração, pleno do Espírito de Deus, brilha com calor intenso para com todos os seres semelhantes. Cada um desses não permanece mais em trevas; pois sua "escuridão" será "como o meio-dia" (Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 431, 432). 

De vila em vila, de cidade em cidade, de país em país, a mensagem de advertência deve ser proclamada, não com ostentação exterior mas no poder do Espírito, por homens de fé.
E é necessário que lhe dediquemos o melhor trabalho. Chegou o tempo, o importante tempo em que, mediante os mensageiros de Deus, o pergaminho se desenrola perante o mundo. A verdade contida nas mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjos precisa ser proclamada a toda nação, tribo, língua e povo; deve iluminar as trevas de todo continente e estender-se até as ilhas do mar (Evangelismo, p. 19).

Somos o povo de Deus, observador dos mandamentos. Nos passados cinquenta anos tem-se feito pressão sobre nós com toda sorte de heresias, a fim de embotar-nos o espírito em relação aos ensinos da Palavra - especialmente quanto ao ministério de Cristo no santuário celestial e à mensagem do Céu para estes últimos dias, como foi dada pelos anjos do décimo quarto capítulo do Apocalipse. Mensagens de toda espécie e feitio têm feito pressão sobre os adventistas do sétimo dia, pretendendo substituir a verdade que, ponto por ponto, tem sido buscada com estudo e oração, e atestada pelo poder milagroso do Senhor. Mas os marcos que nos tornaram o que somos, devem ser preservados, e sê-lo-ão, conforme Deus o mostrou mediante Sua Palavra e o testemunho de Seu Espírito. Ele nos conclama a nos apegarmos firmemente, com a mão da fé, aos princípios fundamentais baseados em autoridade inquestionável (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 208).

Quinta, 8 de março: Mordomia

A verdadeira santificação significa perfeito amor, perfeita obediência, perfeita conformidade com a vontade de Deus. Devemos santificar-nos para Deus mediante a obediência à verdade. Nossa consciência deve ser expurgada das obras mortas para servir ao Deus vivo. Não somos ainda perfeitos; mas é nosso privilégio desvencilharmo-nos dos obstáculos do eu e do pecado e prosseguir para a perfeição. Grandes possibilidades, altas e santas conquistas são colocadas ao alcance de todos (Atos dos Apóstolos, p. 565).

O Senhor não tem prazer em ver-nos espiritualmente fracos. "Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, Ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós." II Cor. 4:6 e 7. Temos conflitos e provas, ... mas não precisamos falhar ou desanimar. [...]
Deus somente pode ser honrado quando nós que professamos crer nEle estamos ajustados à Sua imagem. Devemos representar ao mundo a beleza da santidade; nunca entraremos pelos portões da cidade de Deus enquanto não aperfeiçoarmos um caráter semelhante ao de Cristo. Se nós, confiando em Deus, lutarmos por santificação, a receberemos. Então como testemunhas de Cristo temos que tornar conhecido o que a graça de Deus operou em nós (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 99, 100).

Sempre que o homem realiza alguma coisa, seja espiritual, seja material, deverá reconhecer que somente o consegue pela cooperação do seu Criador. É-nos muitíssimo necessário reconhecer nossa dependência de Deus. Deposita-se demasiada fé nos homens, e confia-se muito nas invenções humanas. Há pouquíssima confiança no poder que Deus está pronto a proporcionar-nos. "Somos cooperadores de Deus." I Cor. 3:9. Enormemente inferior é a parte do instrumento humano, mas, se estiver ligada à divindade de Cristo, pode fazer todas as coisas pelo poder que Cristo lhe comunica (Parábolas de Jesus, p. 82).

Para além da cruz do Calvário, com sua angústia e opróbrio, contemplou Jesus o grande dia final, quando o príncipe das potestades do ar encontrará sua destruição na Terra tão longamente desfigurada por sua rebelião. Jesus contemplou a obra do mal para sempre finda, e a paz de Deus enchendo o Céu e a Terra.
Daí em diante os seguidores de Cristo haviam de olhar a Satanás como inimigo vencido. Na cruz havia de alcançar a vitória por eles; essa vitória queria Jesus que aceitassem como deles mesmos. "Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum." Luc. 10:19.
A onipotente força do Espírito Santo é a defesa de toda alma contrita. A ninguém que, em arrependimento e fé, haja invocado Sua proteção, permitirá Cristo que caia sob o poder do inimigo. O Salvador Se acha ao lado de Suas criaturas tentadas e provadas. Com Ele não pode haver coisa como fracasso, perda, impossibilidade ou derrota; podemos fazer todas as coisas por meio dAquele que nos fortalece. Ao sobrevirem as tentações e provas, não espereis até haverdes ajustado todas as dificuldades, mas olhai a Jesus, vosso ajudador (O Desejado de Todas as Nações, p. 492, 493).

Sexta, 9 de março: Estudo adicional

Minha Consagração Hoje [MM 1953/1989], "A Verdade Santifica", p. 244.

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
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