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sexta-feira, 15 de junho de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 12 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA” (Ap 17:5).

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e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 16 de junho

O termo "Babilônia" é derivado de "Babel" e significa confusão. É empregado nas Escrituras para designar as várias formas de religião falsa ou apóstata. Em Apocalipse, capítulo 17, Babilônia é representada por uma mulher - figura que a Bíblia usa como símbolo de igreja, sendo uma mulher virtuosa a igreja pura, e uma mulher desprezível, a igreja apóstata (O Grande Conflito, p. 381).

Não mais têm as forças do mal poder para conservar cativa a igreja; pois "caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição" (Apoc. 14:8); e ao Israel espiritual é dada a mensagem: "Sai dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas." Apoc. 18:4. Assim como os exilados ouviram a mensagem: "Saí do meio de Babilônia" (Jer. 51:6), e foram restaurados à terra da promessa, assim os que temem a Deus hoje estão aceitando a mensagem para retirar-se da Babilônia espiritual, e logo devem permanecer como troféus da graça divina na Terra renovada, a Canaã celestial (Profetas e Reis, p. 715).

Uma terrível guerra está diante de nós. Aproximamo-nos da batalha do grande dia do Deus Todo-poderoso. O que tem sido mantido sob controle será solto. O anjo da misericórdia está fechando suas asas, preparando-se para sair de seu trono e deixar o mundo sob o domínio de Satanás. Os principados e potestades da Terra estão amargamente revoltados contra o Deus do Céu. Estão cheios de ódio contra os que O servem, e logo, muito breve, será travada a última grande batalha entre o bem e o mal. A Terra será o campo de luta - o cenário do conflito final e da última vitória. 
Enquanto se lhes afrouxavam as mãos e os quatro ventos estavam para soprar, os olhos misericordiosos de Jesus contemplaram os remanescentes que não estavam selados e, erguendo as mãos ao Pai, alegou que havia derramado Seu sangue por eles. Então outro anjo recebeu ordem para voar velozmente aos outros quatro e mandar-lhes reter os ventos até que os servos de Deus fossem selados na fronte com o selo do Deus vivo (Minha Consagração Hoje [MM 1989/1953], p. 289).

Dois grandes poderes opostos são revelados na última grande batalha. De um lado está o Criador do Céu e da Terra. Todos os que se encontram do Seu lado têm o Seu selo. Eles são obedientes a Suas ordens. Do outro lado está o príncipe das trevas, com os que escolheram a apostasia e a rebelião. [...]
Os poderes do mal não capitularão no conflito sem uma luta. Mas a Providência Divina tem uma parte a desempenhar na batalha do Armagedom. Quando a Terra for iluminada com a glória do anjo de Apocalipse 18, os elementos religiosos, bons e maus, despertarão do sono, e os exércitos do Deus vivo pôr-se-ão em campo. 
Em breve será travada a batalha do Armagedom. Aquele em cuja vestimenta está escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores, conduz os exércitos do Céu montados em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro (Apoc. 19:11-16; Eventos Finais, p. 249-251).

Domingo, 17 de junho: O "vinho da fúria da sua prostituição"

Aqueles que sempre se vão aproximando mais do mundo, tornando-se mais e mais semelhantes a ele nos sentimentos, planos e ideias, deixaram um espaço entre eles e o Salvador, e Satanás se insinuou nesse espaço, de modo que sua vida se torna entretecida com planos reles, mundanos e egoístas (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 246).

Aqueles que ficarem confusos em sua compreensão da Palavra, que deixarem de ver o significado do anticristo, certamente se colocarão do lado dele. Não há tempo agora para nos tornarmos semelhantes ao mundo. O caso de Daniel já está decidido [ver Dn 12:13, ARC] e ele está em seu lugar. As profecias de Daniel e de João devem ser entendidas. Elas se interpretam mutuamente. Dão ao mundo verdades que todos devem compreender. Essas profecias devem ser testemunhas ao mundo. Por seu cumprimento nestes últimos dias, elas se explicarão a si mesmas (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1.058).

"Os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus Se lembrou das iniquidades dela." "No cálice em que vos deu de beber dai-lhe a ela em dobro. Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, dai-lhe outro tanto em tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto. Portanto, num dia virão as pragas, a morte, e o pranto e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga. E os reis da Terra, que se prostituíram com ela, e viveram em delicias, a chorarão, e sobre ela prantearão, ... dizendo: Ai! ai daquela grande Babilônia, aquela forte cidade! pois numa hora veio o seu juízo." Apoc. 18:5-10. [...]
Tais são os juízos que caem sobre Babilônia, no dia da ira de Deus. Ela encheu a medida de sua iniquidade; veio o seu tempo; está madura para a destruição (O Grande Conflito, p. 653).

Toda espécie de engano está sendo agora introduzida. As verdades mais claras da Palavra de Deus são cobertas  com uma multidão de teorias de feitura humana. Erros mortais são apresentados como sendo verdade perante os quais todos devam curvar-se. A simplicidade da verdadeira piedade é sepultada debaixo da tradição (Evangelismo, p. 247).

Como a Pedro, é-nos dirigida a palavra: "Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo. Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça." Luc. 22:31 e 32. Graças a Deus, não somos deixados sozinhos. Aquele que "amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16), não nos abandonará na batalha contra o adversário de Deus e do homem. "Eis", diz Ele, "que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum." Luc. 10:19.
Vivei em contato com o Cristo vivo, e Ele vos segurará firmemente com uma mão que nunca soltará. Conhecei e crede o amor que Deus nos tem, e estareis seguros; esse amor é uma fortaleza inexpugnável contra todos os enganos e assaltos de Satanás. "Torre forte é o nome do Senhor; para ela correrá o justo e estará em alto retiro" (Prov. 18:10; O Maior Discurso de Cristo, p. 119).

Segunda, 18 de junho: Caiu! Caiu a grande Babilônia!

O mundo tornou-se ousado na transgressão da lei de Deus. Por causa de Sua longa clemência os homens Lhe espezinharam a autoridade. Fortaleceram-se na opressão e crueldade contra Sua herança, dizendo: "Como o sabe Deus? Ou: Há conhecimento no Altíssimo?" Sal. 73:11. Há, porém, um limite além do qual não podem passar. Próximo está o tempo em que atingirão o limite prescrito. Mesmo agora quase excederam os termos da longanimidade de Deus, e a medida de Sua graça e misericórdia. O Senhor Se interporá para vindicar Sua própria honra, para livrar Seu povo e reprimir os excessos da injustiça. [...]
"Os seus pecados se acumularam até ao Céu, e Deus Se lembrou das iniquidades dela. Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro." Apoc. 18:5 e 6.
Da Índia, da África, da China, das ilhas do mar, dos milhões de oprimidos dos países chamados cristãos, sobe para Deus o clamor do tormento humano. Esse clamor não permanecerá muito tempo sem ser atendido. Deus purificará a Terra da corrupção moral, porém não por um mar de água como nos dias de Noé, mas com um mar de fogo, que não será apagado por artifício humano algum (Parábolas de Jesus, p. 177-179).

Jesus... andou como homem na Terra, tendo Sua divindade revestida com a humanidade, e foi um homem sofredor, tentado, atacado pelos ardis de Satanás. ... Agora Ele Se acha à destra de Deus, no Céu, onde atua como Advogado, fazendo intercessão por nós. Devemos sempre ficar confortados e esperançosos ao pensar nisso. Ele pensa naqueles que estão sujeitos a tentações neste mundo. Ele pensa em nós individualmente, e conhece cada necessidade nossa. Quando tentados, simplesmente dizei: Ele tem cuidado de mim, intercede por mim, Ele me ama, e morreu por mim. Entregar-me-ei sem reservas a Ele.
Ofendemos o coração de Cristo quando nos condoemos de nós mesmos, como se fôssemos nosso próprio salvador. Não; precisamos confiar a guarda de nossa vida a Deus, como a um Criador fiel. Ele vive sempre para interceder por nós, criaturas provadas e tentadas. Abri vosso coração aos brilhantes raios do Sol da Justiça, e não deixeis que um único suspiro de dúvida, uma palavra de descrença, escape de vossos lábios, para que não semeeis as sementes da dúvida. Há ricas bênçãos prometidas a nós; apossemo-nos delas pela fé. Suplico-vos que tenhais ânimo no Senhor. A força divina é nossa; falemos, pois, com ânimo, vigor e fé (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 101).

Terça, 19 de junho: Armagedom

Todo o mundo estará em um ou no outro lado da questão. Será travada a batalha do Armagedom. E nesse dia nenhum de nós deverá estar dormindo. Precisamos estar bem despertos, como as virgens prudentes, tendo azeite em nossas vasilhas com nossas lâmpadas. O poder do Espírito Santo deve estar sobre nós, e o Capitão do exército do Senhor estará à frente dos anjos do Céu para dirigir a batalha. 
A inimizade de Satanás contra o bem manifestar-se-á cada vez mais, ao conduzir ele em atividade suas forças em sua última obra de rebelião; e toda alma que não esteja inteiramente entregue a Deus e não seja guardada pelo poder divino, fará uma aliança com Satanás contra o Céu e se unirá na batalha contra o Governador do Universo. 
Logo, todos os habitantes da Terra terão tomado partido, ou a favor ou contra o governo do Céu.
Em breve será travada a batalha do Armagedom. Aquele em cuja vestimenta está escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores, conduz os exércitos do Céu montados em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro. (Apoc. 19:11-16; Eventos Finais, p. 250, 251).

Há apenas dois grupos de pessoas em nosso mundo: as que são leais a Deus e as que estão sob a bandeira do príncipe das trevas. Satanás e seus anjos descerão com grande poder, sinais e prodígios da mentira, para enganar os que habitam sobre a Terra, e, se possível, até os escolhidos. A crise está bem à nossa frente. Mas isso irá paralisar as energias daqueles que têm o conhecimento da verdade? Seria a influência dos poderes enganadores tão forte a ponto de sobrepujar a influência da verdade? (Referência não consta na lição física e não foi encontrada. Se você por acaso encontrar, ponha nos comentários juntamente com o link. Obrigado).

Toda expressão do mal há de lançar-se em intensa atividade. Anjos maus unem seus poderes a homens maus. Como eles têm estado em constante conflito e obtido experiência nos melhores métodos de engano e combate, tendo-se fortalecido durante séculos, não se renderão na última grande contenda sem uma furiosa luta. O mundo inteiro estará de um lado ou de outro da questão. Será travada a batalha do Armagedom, e esse dia não deverá surpreender nenhum de nós adormecidos. Devemos estar bem despertos, como as virgens prudentes, tendo azeite em nossas vasilhas e lâmpadas (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1.098).

O poder do Espírito Santo deve estar sobre nós, e o Capitão do exército do Senhor estará à frente dos anjos do Céu para dirigir a batalha. Solenes acontecimentos ainda ocorrerão diante de nós. Soará uma trombeta após a outra; uma taça após a outra será derramada sucessivamente sobre os habitantes da Terra. Cenas de estupendo interesse se acham precisamente diante de nós (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 426).

Quarta, 20 de junho: O Armagedom e o monte Carmelo: parte 1

Permanecendo em conscienciosa inocência perante Acabe, Elias não procura escusar-se ou lisonjear o rei. Nem busca fugir à ira do rei mediante as boas novas de que a seca está para findar. Ele não tem desculpas a pedir. Com indignação e em zelo pela honra de Deus, devolve a imputação de Acabe, declarando audazmente ao rei que são os pecados dele, rei, e de seus pais, que trouxeram sobre Israel esta terrível calamidade (Vidas que Falam [MM 1971], p. 208). 

Deus não pode usar homens que, em tempos de perigo, quando a força, a coragem e a influência de todos são necessárias, temem tomar uma firme posição pelo direito. Ele chama a homens para que se empenhem fielmente na batalha contra o erro, guerreando contra principados e potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as forças espirituais da maldade nos lugares celestiais. A tais é que Ele dirigirá as palavras: "Bem está, bom e fiel servo... entra no gozo do teu Senhor" (Mat. 25:23; Profetas e Reis, p. 142).

A verdadeira reverência para com Deus é inspirada pela percepção de Sua infinita grandeza e de Sua presença. Todo coração deve ser profundamente impressionado com essa percepção do Invisível. A hora e o lugar da oração são sagrados, porque Deus está ali; e, à medida que a reverência for manifestada em atitude e comportamento, o sentimento que a inspirará se tornará mais profundo. “Ele é santo e poderoso” (Salmos 111:9), declara o salmista. Quando os anjos falam Seu nome, cobrem o rosto. Com que reverência, então, nós, caídos e pecadores, devemos proferi-lo! (Mensagens aos Jovens, p. 251).

Séculos mais tarde Paulo ensinou a mesma verdade nas palavras: "O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do Céu e da Terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; nem tão pouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois Ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; ... para que buscassem ao Senhor, se porventura tateando, O pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; porque nEle vivemos, e nos movemos, e existimos" (Atos 17:24-28; Profetas e Reis, p. 48-50).

Os pátios do templo de Jerusalém, cheios do tumulto de um tráfico profano, representavam com exatidão o templo da alma, contaminado por paixões sensuais e pensamentos profanos. Purificando o templo dos compradores e vendilhões mundanos, Jesus anunciou Sua missão de limpar a alma da contaminação do pecado - dos desejos terrenos, das ambições egoístas, dos maus hábitos que a corrompem. [...]
Sua presença purificará e santificará a alma, de maneira que ela seja um santo templo para o Senhor, e uma "morada de Deus em Espírito" (Efés. 2:21 e 22; O Desejado de Todas as Nações, p. 161, 162).

Quinta, 21 de junho: O Armagedom e o monte Carmelo: parte 2

João [...] foi testemunha das terríveis cenas que ocorrerão como sinais da vinda de Cristo. Ele viu exércitos dispostos para a batalha e pessoas desmaiando de terror. Viu a terra movida de seu lugar, montanhas transportadas para o meio do oceano, cujas ondas rugiam revoltadas. Viu as taças da ira abertas, e a pestilência, fome e morte vindo sobre os habitantes da Terra (Cristo Triunfante [MM 2002], p. 315; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1.098).

Aproximamo-nos do fim da história terrestre, em que só pode haver dois grupos, e todo homem, mulher e criança estará num desses exércitos. Jesus será o General de um exército; do exército oposto Satanás será o dirigente. Todos os que estão transgredindo e ensinando outros a transgredir a lei de Deus, o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra, são arregimentados sob uma liderança superior, que os dirige em oposição ao governo de Deus. E a "anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio" (Jud. 6) são rebeldes contra a lei de Deus e inimigos de todos os que amam os Seus mandamentos e obedecem a eles. Estes súditos, com Satanás, seu dirigente, reunirão outros em suas fileiras de toda maneira possível, a fim de fortalecer suas forças e impor suas reivindicações.
Por meio de sua impostura e mentira, Satanás quer enganar, se possível, os próprios eleitos. Sua hipocrisia não é sem importância. Ele procurará molestar, importunar, deturpar, acusar e desfigurar todos aqueles que não pode compelir a dar-lhe honra e ajudá-lo em sua obra. Seu grande êxito está em manter confusa a mente dos homens e na ignorância dos seus ardis, pois então ele pode conduzir os imprudentes, por assim dizer, de olhos vendados (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 423).

Jeová, o Ser eterno, existente por Si mesmo, incriado, sendo o originador e mantenedor de todas as coisas, é o único que tem direito a reverência e culto supremos. Proíbe-se ao homem conferir a qualquer outro objeto o primeiro lugar nas suas afeições ou serviço. O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou se incompatibilize com o culto a Ele devido, disso fazemos um deus.
"Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na Terra, nem nas águas debaixo da Terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás." [...]
"Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso." A íntima e sagrada relação de Deus para com Seu povo é representada sob a figura do casamento. Sendo a idolatria o adultério espiritual, é o desprazer de Deus contra a mesma apropriadamente chamado ciúme (Patriarcas e Profetas, p. 305, 306).

Tudo o que Cristo foi para os primeiros discípulos, deseja ser para Seus filhos hoje; pois naquela última oração, rodeado do pequeno grupo de discípulos, disse: "Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em Mim." João 17:20.
Jesus orou por nós, pedindo que fôssemos um com Ele, assim como Ele é um com o Pai. Que união é esta! Disse o Salvador, de Si mesmo: "O Filho por Si mesmo não pode fazer coisa alguma" (João 5:19); "o Pai, que está em Mim, é quem faz as obras." João 14:10. Habitando, pois, Cristo em nosso coração, operará, em nós "tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade". Filip. 2:13. Trabalharemos como Ele trabalhou; manifestaremos o mesmo espírito. E assim, amando-O e nEle permanecendo, havemos de crescer "em tudo nAquele que é a cabeça, Cristo" (Efés. 4:15; Caminho a Cristo, p. 75).

Sexta, 22 de junho: Estudo adicional

Este Dia com Deus [MM 1980], "O Cuidado de Deus por Sua Igreja", p. 177.

sábado, 2 de junho de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 10 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro” (Dn 12:1).

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Sábado à tarde, 2 de junho

Um cuidadoso estudo da operação do propósito de Deus na história das nações e na revelação das coisas por acontecer, nos ajudará a estimar no seu verdadeiro valor as coisas visíveis e as invisíveis, e a aprender o que é o verdadeiro alvo da vida. Assim, considerando os acontecimentos do tempo à luz da eternidade, podemos, como Daniel e seus companheiros, viver pelo que é verdadeiro, nobre e perdurável. E aprendendo nesta vida os princípios do reino de nosso Senhor e Salvador, esse abençoado reino que deve durar para todo o sempre, podemos estar preparados em Sua vinda para com Ele entrar em Sua posse (Profetas e Reis, p. 548).

Não ousastes calcar a pés os mandamentos de Deus e aceitastes a verdade impopular, fosse qual fosse o resultado. Abandonar-vos-á o Salvador, deixando-vos lutar sozinho? Não, nunca. Nunca, porém, disse Ele aos discípulos que não teriam provações, nenhuma renúncia que suportar, sacrifício nenhum que fazer. O Mestre era Homem de dores, e experimentado nos trabalhos. "Sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós Se fez pobre para que, pela Sua pobreza, enriquecêsseis." II Cor. 8:9. Agradecemos a Deus por que em vossa pobreza podeis chamar a Deus vosso Pai.
A pobreza está atingindo este mundo, e haverá um tempo de angústia qual nunca houve, desde que houve nação. Haverá guerras e rumores de guerras, e têm-se tornado pálidos todos os rostos. Podereis passar por situações angustiantes; talvez sofrais fome algumas vezes; mas Deus não vos esquecerá em vosso sofrimento. Ele vos provará a fé. Não devemos viver para deleite próprio. Aqui estamos para manifestar Cristo ao mundo, para apresentá-Lo e o Seu poder à humanidade (Evangelismo, p. 240, 241). 

Ao nos aproximarmos dos perigos dos últimos dias, as tentações do inimigo se tornam mais fortes e mais resolutas. Satanás desceu com grande poder, sabendo que tem pouco tempo; e ele age "com todo engano de injustiça para os que perecem". II Tess. 2:10. Vem-nos, através da Palavra de Deus, a advertência de que, se fosse possível, enganaria ele os próprios eleitos.
Acontecimentos maravilhosos hão de em breve desenrolar-se no mundo. O fim de todas as coisas está às portas. Está prestes a sobrevir ao povo de Deus o tempo de angústia. Então é que sairá o decreto que proíbe aos que guardam o sábado do Senhor, comprar ou vender, ameaçando-os de punição, e mesmo de morte, se não observarem como dia de descanso o primeiro dia da semana. ...
Todos aqueles cujo nome ali se achar registrado, serão livrados do poder de Satanás, e Cristo ordenará que suas vestes de trapos de imundícia sejam removidas, e sejam revestidos de Sua justiça. "E eles serão Meus, diz o Senhor dos Exércitos, naquele dia que farei, serão para Mim particular tesouro; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve" (Mal. 3:17; Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 355).

Domingo, 3 de junho: Ferida mortal curada

Os 1.260 anos da supremacia papal começaram em 538 de nossa era e terminariam, portanto, em 1798. Nessa ocasião um exército francês entrou em Roma e tomou prisioneiro o papa, que morreu no exílio. Posto que logo depois fosse eleito novo papa, a hierarquia papal nunca pôde desde então exercer o poder que antes possuíra.
A perseguição da igreja não continuou durante o período todo dos 1.260 anos. Deus, em misericórdia para com Seu povo, abreviou o tempo de sua dolorosa prova. Predizendo a "grande tribulação" a sobrevir à igreja, disse o Salvador: "Se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias." Mat. 24:22. Pela influência da Reforma, a perseguição veio a termo antes de 1798 (O Grande Conflito, p. 266, 267).

Estamos diante de importantes e solenes acontecimentos. As profecias estão em cumprimento. Uma estranha e acidentada História está sendo registrada nos livros do Céu. Tudo em nosso mundo se mostra em estado de agitação. Há guerras e rumores de guerras. As nações estão iradas, e é chegado o tempo dos mortos serem julgados. Os acontecimentos se sucedem, alternando-se e apressando o dia de Deus, que está muito próximo. Só nos resta, por assim dizer, um pequeno instante. Embora nação esteja se levantando contra nação e reino contra reino, não se desencadeou ainda um conflito geral. Os quatro ventos sobre os quatro cantos da Terra ainda estão sendo retidos até que os servos de Deus estejam assinalados na testa. Então as potências do mundo hão de mobilizar as forças para a última grande batalha (Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 14).

Devemos fazer tudo que pudermos, de nossa parte, para combater o bom combate da fé. Devemos lutar, labutar e esforçar-nos por entrar pela porta estreita. Sempre devemos pôr o Senhor diante de nós. Com mãos limpas, com coração puro, temos de procurar honrar a Deus em todos os nossos caminhos. Foi-nos provido auxílio nAquele que é poderoso para salvar. O espírito de verdade e luz nos vivificará e renovará por suas misteriosas atuações; pois todo o nosso progresso espiritual vem de Deus, e não de nós mesmos. O verdadeiro obreiro terá poder divino para ajudá-lo, mas o ocioso não será sustentado pelo Espírito de Deus.
Em certo sentido somos deixados na dependência de nossas próprias energias; devemos procurar diligentemente ser zelosos e arrepender-nos, limpar as mãos e purificar o coração de toda contaminação; devemos alcançar a norma mais elevada, crendo que Deus nos ajudará em nossos esforços. Precisamos buscar, se queremos achar, e buscar com fé; temos de bater, para que nos seja aberta a porta. A Bíblia ensina que tudo quanto se relaciona com  nossa salvação depende de nossa própria conduta. Se perecermos, a responsabilidade recairá inteiramente sobre nós mesmos. Tendo sido feita a provisão e se aceitarmos as condições de Deus, podemos tomar posse da vida eterna. Temos de ir a Cristo com fé, temos de ser diligentes e confirmar a nossa vocação e eleição.
O perdão do pecado é prometido àquele que se arrepende e crê; a coroa da vida será a recompensa daquele que for fiel até o fim. Podemos crescer na graça aproveitando a graça que já temos. Devemos manter-nos incontaminados do mundo se quisermos ser achados irrepreensíveis no dia de Deus. A fé e as obras andam de mãos dadas; elas atuam harmoniosamente na obra de vencer. As obras sem fé são mortas, e a fé sem obras é inoperante. As obras nunca nos salvarão; é o mérito de Cristo que será eficaz em nosso favor. Mediante a fé nEle, Cristo tornará todos os nossos esforços imperfeitos aceitáveis a Deus. A fé que precisamos ter não é uma fé indolente; a fé que salva é aquela que opera pelo amor e purifica o ser. Quem quer levantar a Deus mãos santas, sem ira e sem rancor, andará inteligentemente no caminho dos mandamentos de Deus (Fé e Obras, p. 49).

Segunda, 4 de junho: Os Estados Unidos na profecia

Mas a besta de chifres semelhantes aos do cordeiro foi vista a "subir da terra". Em vez de subverter outras potências para estabelecer-se, a nação assim representada deve surgir em território anteriormente desocupado, crescendo gradual e pacificamente. Não poderia, pois, surgir entre as nacionalidades populosas e agitadas do Velho Mundo - esse mar turbulento de "povos, e multidões, e nações, e línguas". Deve ser procurada no Ocidente.
Que nação do Novo Mundo se achava em 1798 ascendendo ao poder, apresentando indícios de força e grandeza, e atraindo a atenção do mundo? A aplicação do símbolo não admite dúvidas. Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América do Norte. Reiteradas vezes, ao descreverem a origem e o crescimento desta nação, oradores e escritores têm emitido inconscientemente o mesmo pensamento e quase que empregado as mesmas palavras do escritor sagrado. A besta foi vista a "subir da terra"; e, segundo os tradutores, a palavra aqui traduzida "subir" significa literalmente "crescer ou brotar como uma planta". E, como vimos, a nação deveria surgir em território previamente desocupado. Escritor preeminente, descrevendo a origem dos Estados Unidos, fala do "mistério de sua procedência do nada" (G. A. Towsend, O Novo Mundo Comparado com o Velho), e diz: "Semelhando a semente silenciosa, desenvolvemo-nos em império." Um jornal europeu, em 1850, referiu-se aos Estados Unidos como um império maravilhoso, que estava "emergindo" e "no silêncio da terra aumentando diariamente seu poder e orgulho". - The Dublin Nation. Eduardo Everett, em discurso sobre os peregrinos, fundadores desta nação, disse: "Procuraram um local afastado, inofensivo por sua obscuridade, e seguro pela distância, onde a pequenina igreja de Leyden pudesse gozar de liberdade de consciência? Eis as imensas regiões sobre as quais, em conquista pacífica, ... implantaram os estandartes da cruz!" - Discurso pronunciado em Plymouth, Mass., em 22 de dezembro de 1824.
"E tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro." Os chifres semelhantes aos do cordeiro indicam juventude, inocência e brandura, o que apropriadamente representa o caráter dos Estados Unidos, quando apresentados ao profeta como estando a "subir" em 1798. Entre os exilados cristãos que primeiro fugiram para a América do Norte e buscaram asilo contra a opressão real e a intolerância dos sacerdotes, muitos havia que se decidiram a estabelecer um governo sobre o amplo fundamento da liberdade civil e religiosa. Suas idéias tiveram guarida na Declaração da Independência, que estabeleceu a grande verdade de que "todos os homens são criados iguais", e dotados de inalienável direito à "vida, liberdade, e procura de felicidade". E a Constituição garante ao povo o direito de governar-se a si próprio, estipulando que os representantes eleitos pelo voto do povo façam e administrem as leis. Foi também concedida liberdade de fé religiosa, sendo permitido a todo homem adorar a Deus segundo os ditames de sua consciência. Republicanismo e protestantismo tornaram-se os princípios fundamentais da nação. Estes princípios são o segredo de seu poder e prosperidade. Os oprimidos e desprezados de toda a cristandade têm-se volvido para esta terra com interesse e esperança. Milhões têm aportado às suas praias, e os Estados Unidos alcançaram lugar entre as mais poderosas nações da Terra.
Mas a besta de chifres semelhantes aos do cordeiro "falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a Terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada. E ... dizendo aos que habitam na Terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia" (Apoc. 13:11-14; O Grande Conflito, p. 440-442).

Há muita religião popular que conta seus milhares e dezenas de milhares, mas não há senão uma que traz a inscrição e o selo de Deus. Há uma religião do homem e uma religião de Deus. Precisamos ter a alma bem firmada à Rocha eterna. Tudo, no mundo de Deus, tanto homens como doutrinas e a própria natureza, está cumprindo a firme palavra da profecia divina e cumprindo Sua grande e finalizante obra na história deste mundo.
Devemos estar prontos e aguardando as ordens de Deus. Nações serão agitadas até ao centro. Retirar-se-á o apoio aos que proclamam a única norma de justiça divina, o único seguro teste do caráter. E todos quantos não se curvarem ao decreto dos concílios nacionais e obedecerem às leis nacionais para exaltar o sábado instituído pelo homem do pecado, para menosprezar o santo dia de Deus, sentirão, não somente o poder opressivo do papado, mas do mundo protestante, a imagem da besta (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 379, 380).

A profecia do capítulo 13 do Apocalipse declara que o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro fará com que a "Terra e os que nela habitam" adorem o papado, ali simbolizado pela besta "semelhante ao leopardo". A besta de dois chifres dirá também "aos que habitam na Terra que façam uma imagem à besta; e, ainda mais, mandará a todos, "pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos", que recebam o "sinal da besta". Apoc. 13:11-16. Mostrou-se que os Estados Unidos são o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro, e que esta profecia se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo, que Roma alega ser um reconhecimento especial de sua supremacia (O Grande Conflito, p. 578, 579).

Terça, 5 de junho: Uma questão de adoração

Disse Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” Mateus 6:24. Se somos verdadeiros servos de Deus, não deve haver em nossa mente nenhuma dúvida quanto a devermos obedecer aos Seus mandamentos, ou consultar nossos próprios interesses temporais. Se os crentes na verdade não forem sustidos por sua fé nestes dias relativamente pacíficos, que os preservará quando vier a grande prova, e sair o decreto contra todos os que não adorarem a imagem da besta nem receberem na testa ou nas mãos o sinal? Não está longe esse tempo solene. Em vez de se tornar fraco e irresoluto, o povo de Deus deve estar reunindo forças e ânimo para o tempo de angústia (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 251).

Satanás tem sido perseverante e infatigável em seus esforços para levar avante a obra que começou no Céu - mudar a lei de Deus. Tem tido êxito em levar o mundo a crer a teoria que ele apresentou no Céu antes de sua queda, de que a lei de Deus era defeituosa e necessitava ser revisada. Grande parte da professa igreja cristã, por sua atitude, se não por suas palavras, mostra que aceitaram o mesmo erro. Se, porém, a lei de Deus foi mudada num jota ou num til, Satanás ganhou na Terra aquilo que não pôde obter no Céu. Ele preparou seus enganosos laços, na esperança de levar em cativeiro a igreja e o mundo. Mas nem todos serão enlaçados. Está sendo traçada uma linha de distinção entre os filhos da obediência e os filhos da desobediência, os leais e verdadeiros e os desleais e infiéis. Dois grandes partidos se desenvolvem - os adoradores da besta e sua imagem, e os adoradores do Deus vivo e verdadeiro (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 107).

Adorem os homens e sirvam ao Senhor Deus, e a Ele tão-somente. Não permitais que se levante o orgulho egoísta, e seja servido como um deus. Não façais do dinheiro um deus. Caso a sensualidade não seja mantida sob sujeição às faculdades superiores do espírito, as baixas paixões dominarão o ser. Qualquer coisa que se torne objeto de indevidos pensamentos e admiração, absorvendo a mente, é um deus posto diante do Senhor.
Jeová, o Ser eterno, existente por Si mesmo, incriado, sendo o originador e mantenedor de todas as coisas, é o único que tem direito a reverência e culto supremos. Proíbe-se ao homem conferir a qualquer outro objeto o primeiro lugar nas suas afeições ou serviço. O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou se incompatibilize com o culto a Ele devido, disso fazemos um deus (Filhos e Filhas de Deus [MM 2005/1956], p. 56).

Quarta, 6 de junho: A grande Babilônia

Declara-se que Babilônia é "mãe das prostitutas". Como suas filhas devem ser simbolizadas as igrejas que se apegam às suas doutrinas e tradições, seguindo-lhe o exemplo em sacrificar a verdade e a aprovação de Deus, a fim de estabelecer uma aliança ilícita como mundo. A mensagem de Apocalipse 14, anunciando a queda de Babilônia, deve aplicar-se às organizações religiosas que se corromperam. Visto que esta mensagem se segue à advertência acerca do juízo, deve ser proclamada nos últimos dias; portanto, não se refere apenas à Igreja de Roma, pois que esta igreja tem estado em condição decaída há muitos séculos. Demais, no capítulo 18 do Apocalipse, o povo de Deus é convidado a sair de Babilônia. De acordo com esta passagem, muitos do povo de Deus ainda devem estar em Babilônia. E em que corporações religiosas se encontrará hoje a maior parte dos seguidores de Cristo? Sem dúvida, nas várias igrejas que professam a fé protestante (O Grande Conflito, p. 382, 383). 

Não deveriam aqueles que receberam a luz da verdade para este tempo colocar-se em íntima ligação com Deus, usando suas aptidões para levar avante a obra de salvar pessoas? Não deveria aquele que possui uma compreensão das Escrituras partilhar o conhecimento que lhe foi dado com quem não conhece a verdade?
Sobre todo crente na verdade presente está depositada a responsabilidade de trabalhar pelos pecadores. Deus lhes assinala uma obra especial - a proclamação da terceira mensagem angélica. Devem revelar sua apreciação pelo grande dom de Deus, consagrando-se à obra pela qual Cristo deu Sua vida. Devem ser mordomos da graça de Deus, dispensando aos outros as bênçãos que lhes foram concedidas (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 424).

Temos que dar ao mundo uma demonstração dos princípios puros, nobres e santos que devem distinguir do mundo o povo de Deus. Em vez de o povo de Deus chegar a distinguir-se cada vez menos definidamente dos que não guardam o sábado do sétimo dia, devem eles tornar a observância do sábado tão manifesta que o mundo não possa deixar de reconhecer que são adventistas do sétimo dia.
Aprouve ao Senhor dar a Seu povo a mensagem do terceiro anjo como uma mensagem decisiva para ser apresentada ao mundo. João contempla um povo diferente e separado do mundo, que se recusa a adorar a besta ou a sua imagem, que tem sobre si o sinal de Deus, que santifica o Seu sábado - o sétimo dia que deve ser santificado como um memorial do Deus vivo, Criador do Céu e da Terra. Deles escreve o apóstolo: "Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apoc. 14:12; Evangelismo, p. 233).

Quinta, 7 de junho: Sai dela, povo Meu

A mudança do sábado é um sinal ou marca da autoridade da Igreja Romana. Os que, compreendendo os reclamos do quarto mandamento, preferem observar o falso dia de repouso  em lugar do verdadeiro, estão com isso prestando homenagem à única autoridade que o ordena. O sinal da besta é o dia de repouso papal, aceito pelo mundo em substituição ao dia designado por Deus.
Ninguém recebeu até agora o sinal da besta. Ainda não chegou o tempo de prova. Há cristãos verdadeiros em todas as igrejas, inclusive na comunidade católico-romana. Ninguém é condenado sem que haja recebido iluminação nem se compenetrado da obrigatoriedade do quarto mandamento. Mas quando for expedido o decreto que impõe o falso sábado , e o alto clamor do terceiro anjo advertir os homens contra a adoração da besta e de sua imagem, será traçada com clareza a linha divisória entre o falso e o verdadeiro. Então os que ainda persistirem na transgressão receberão o sinal da besta (Evangelismo, p. 234, 235).

Quando se levanta alguém, de nosso meio ou fora de nós, tendo a preocupação de proclamar uma mensagem que declare que o povo de Deus pertence ao número dos de Babilônia, e que pretenda que o alto clamor é um chamado para sair dela, podereis saber que esse tal não é portador da mensagem de verdade. Não o recebais, não lhe desejeis bom êxito; pois Deus não falou por ele, nem lhe confiou uma mensagem, mas ele correu antes de ser enviado. A mensagem contida no folheto intitulado O Alto Clamor, é um engano. Semelhantes mensagens hão de apresentar-se e delas será declarado serem enviadas de Deus, mas tal declaração será falsa; pois não estão cheias de luz, mas de trevas (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 41).

Deus está despertando uma classe de pessoas para dar o alto clamor da terceira mensagem angélica. ... O objetivo de Satanás agora é suscitar novas teorias para desviar a mente da verdadeira obra e da genuína mensagem para este tempo. Ele incita as mentes a dar uma falsa interpretação da Escritura, um alto clamor falso, para que a mensagem autêntica não tenha seu efeito quando ela vier. Esta é uma das maiores evidências de que o alto clamor logo será ouvido e a Terra se iluminará com a glória de Deus (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 410). 

Quando a tempestade da perseguição realmente rebentar sobre nós, as ovelhas fiéis hão de ouvir a voz do Pastor verdadeiro. Far-se-ão abnegados esforços para salvar os perdidos, e muitos que se têm extraviado do aprisco hão de voltar a seguir o grande Pastor (Serviço Cristão, p. 166).

Sexta, 8 de junho: Estudo adicional

Maranata, o Senhor Vem [MM 1977], "Satanás e a Tríplice União", p. 189.

sábado, 5 de maio de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 6 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (Dn 7:25).

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Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 5 de maio

Na consumação da obra de Deus na Terra, a norma de Sua lei será de novo exaltada. A falsa religião pode prevalecer, a iniquidade se generalizar, o amor de muitos esfriar, a cruz do Calvário pode ser perdida de vista, e as trevas, como um manto de morte, podem espalhar-se sobre o mundo; toda a força da corrente popular pode ser voltada contra a verdade; trama após trama pode ser formada para aniquilar o povo de Deus; mas na hora de maior perigo, o Deus de Elias levantará instrumentos humanos para dar uma mensagem que não será silenciada. Nas populosas cidades da Terra, e nos lugares onde os homens têm ido mais longe em falar contra o Altíssimo, a voz de severa repreensão será ouvida. Corajosamente, homens indicados por Deus denunciarão a união da igreja com o mundo. Com fervor chamarão a homens e mulheres para que voltem da observância de uma instituição de feitura humana para a guarda do verdadeiro sábado. "Temei a Deus e dai-Lhe glória", proclamarão a toda nação, "porque vinda é a hora do Seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas. ... Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da Sua ira" (Apoc. 14:7-10; Profetas e Reis, p. 186, 187).

Necessitamos hoje de homens totalmente fiéis, homens que sigam ao Senhor com integridade, homens que não sejam capazes de silenciar quando devem falar, firmes como o aço em seguir o princípio, que não busquem pretensiosas exibições, mas andem humildemente com Deus, pacientes, bondosos, prestativos, corteses, que compreendam que a ciência da oração é exercer fé e mostrar obras que promovam a glória de Deus e o bem de Seu povo. ... Seguir a Jesus requer sincera conversão no princípio, e uma repetição dessa conversão a cada dia.
Foi a fé de Calebe em Deus que lhe inspirou coragem, que o guardou do temor dos homens, e o habilitou a permanecer ousada e inabalavelmente na defesa do direito. Pela confiança no mesmo Poder, o poderoso General dos exércitos celestes, todo verdadeiro soldado da cruz pode receber força e ânimo para vencer os obstáculos que parecem insuperáveis (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 207).

Deus concedeu aos homens o sábado como sinal entre Ele e eles, como uma prova da fidelidade deles. Os que, na grande crise que está perante nós, depois de receberem iluminação no tocante à lei de Deus, prosseguem desobedecendo e exaltando as leis humanas acima da de Deus, receberão o sinal da besta.
Os esforços de Satanás contra os vindicadores da verdade tornar-se-ão mais pungentes e resolutos até ao fim do tempo. Assim como no tempo de Cristo os principais e sacerdotes instigaram contra Ele o povo, também hoje os líderes religiosos despertarão rancor e preconceito contra a verdade para este tempo. O público será levado a cometer atos de violência e oposição em que nunca haveriam pensado se não fossem saturados da animosidade dos professos cristãos contra a verdade.
E que conduta adotarão os vindicadores da verdade? Possuem eles a imutável, eterna Palavra de Deus, e devem demonstrar que possuem a verdade tal como é em Jesus. Suas palavras não devem ser nem ásperas nem rudes. Na apresentação da verdade devem eles manifestar o amor, a mansidão e a brandura de Cristo. Deixai que a verdade faça o talho; a Palavra de Deus é qual espada afiada de dois gumes e cortará até atingir o coração. Os que sabem que possuem a verdade não devem, pelo uso de expressões desgraciosas e ásperas, conceder a Satanás uma única oportunidade de lhes desvirtuar a intenção.
Foi-me mostrado que Satanás nos está furtivamente tomando a dianteira. A lei de Deus, pela intervenção de Satanás, será invalidada. Em nossa terra [Estados Unidos] de alardeada liberdade, a liberdade religiosa terá o seu fim. A luta será decidida no que toca ao assunto do sábado, e agitará o mundo inteiro.
Curto é o nosso tempo para trabalhar, e Deus nos chama, como pastores e povo, para sermos expeditos. Instrutores tão sábios quanto as serpentes e tão prudentes quanto as pombas precisam acorrer em auxílio do Senhor, em auxílio do Senhor contra os poderosos. Muitos há que não compreendem as profecias relativas a estes dias, e precisam ser esclarecidos (Evangelismo, p. 235-237).

Domingo, 6 de maio: A promessa

O maior perigo do homem está em enganar a si mesmo, em condescender com a presunção, separando-se assim de Deus, a fonte de sua força. A menos que sejam corrigidas pelo Santo Espírito de Deus, nossas tendências naturais encerram em si mesmas os germes da morte. A menos que nos ponhamos em uma ligação vital com Deus, não podemos resistir aos profanos efeitos da satisfação própria, do amor de nós mesmos e da tentação para pecar.
Para que possamos receber auxílio de Cristo, devemos compreender nossa necessidade. Cumpre-nos conhecer-nos verdadeiramente. Unicamente ao que se reconhece pecador, pode Cristo salvar. Só quando vemos nosso inteiro desamparo e renunciamos a toda confiança própria, lançaremos mão do poder divino.
Não é apenas no início da vida cristã que se deve fazer essa renúncia. A cada passo de avanço em direção ao Céu, ela deve ser renovada. Todas as nossas boas obras são dependentes de um poder fora de nós; deve haver portanto um constante anelo do coração para Deus, uma contínua e fervorosa confissão de pecado, e humilhação da alma perante Ele.
Cercam-nos perigos; e só estamos a salvo quando sentimos nossa fraqueza, e nos apegamos com a segurança da fé ao nosso poderoso Libertador (A Ciência do Bom Viver, p. 455, 456).

Paulo reconhecia sua fraqueza, e bem podia duvidar de sua força. Referindo-se à lei, ele diz: "E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte." Rom. 7:10. Ele confiara nas obras da lei. No tocante à sua vida exterior, declara que, "quanto à lei", era "irrepreensível"; e punha a confiança em sua própria justiça. Mas quando o espelho da lei foi colocado diante dele, e viu a si mesmo como Deus o via, cheio de faltas, manchado pelo pecado, exclamou: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Rom. 7:24.
Paulo contemplou o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ouviu a voz de Cristo dizendo: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." João 14:6. Resolveu apossar-se dos benefícios da graça que salva, estar morto para as transgressões e pecados, ter a culpa removida pelo sangue de Cristo, ser revestido da justiça de Cristo, tornar-se um ramo da Videira que vive. Andava com Cristo, e Jesus tornou-Se para ele - não uma parte da salvação, enquanto suas boas obras eram a outra parte - mas o seu tudo em todos, o primeiro e o último, e o melhor em tudo. Tinha a fé que extrai vida de Cristo, que o habilitava a harmonizar a vida com a do Exemplo divino. Essa fé nada reivindica para o seu possuidor devido a sua justiça, mas tudo reivindica em virtude da justiça de Cristo (Exaltai-O [MM 1992], p. 32).

Segunda, 7 de maio: A lei e o pecado

Em Seus ensinos, Cristo mostrou de quão vasto alcance são os princípios da lei pronunciada do Sinai. Fez Ele uma aplicação viva dessa lei cujos princípios permanecem para sempre a grande norma de justiça - norma pela qual todos serão julgados naquele grande dia em que se assentar o juízo e os livros forem abertos. Veio Ele para cumprir toda a justiça e, como cabeça da humanidade, mostrar ao homem que ele pode fazer a mesma obra, satisfazendo a todas as especificações dos reclamos de Deus. Pela medida da graça que Ele concede ao instrumento humano, ninguém precisa perder o Céu. A perfeição de caráter é alcançável por todo aquele que nela se empenha.
Isto é a própria base do novo concerto evangélico. A lei de Jeová é a árvore; o evangelho são as perfumosas flores e os frutos que ela produz (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 211).

É-nos impossível, por nós mesmos, escapar ao abismo do pecado em que estamos mergulhados. Nosso coração é ímpio, e não o podemos transformar. "Quem do imundo tirará o puro? Ninguém!" Jó 14:4. "A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser." Rom. 8:7. A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todos têm sua devida esfera de ação, mas neste caso são impotentes. Poderão levar a um procedimento exteriormente correto, mas não podem mudar o coração; são incapazes de purificar as fontes da vida. É preciso um poder que opere interiormente, uma nova vida que proceda do alto, antes que os homens possam substituir o pecado pela santidade. Esse poder é Cristo. Sua graça, unicamente, é que pode avivar as amortecidas faculdades da alma, e atraí-la a Deus, à santidade. Disse o Salvador: "Aquele que não nascer de novo"- não receber um novo coração, novos desejos, propósitos e motivos, que conduzem a uma nova vida - "não pode ver o reino de Deus." João 3:3. A ideia de que basta desenvolver o bem que por natureza existe no homem, é um erro fatal (Caminho a Cristo, p. 18, 19). 

Não há segurança nem repouso nem justificação na transgressão da lei. Não pode o homem esperar colocar-se inocente diante de Deus e em paz com Ele, mediante os méritos de Cristo, se ao mesmo tempo continua em pecado. Tem de deixar de transgredir, e tornar-se leal e verdadeiro. Ao olhar o pecador para o grande espelho moral, vê seus defeitos de caráter. Vê-se a si mesmo tal qual é, maculado, corrupto e condenado. Sabe, porém, ele que a lei não pode, de modo algum, remover a culpa ou perdoar ao transgressor. Tem de ir mais longe que isso. A lei é apenas o aio para levá-lo a Cristo. Tem de ele olhar para seu Salvador, o portador dos pecados. E ao ser-lhe revelado Cristo na cruz do Calvário, morrendo sob o peso dos pecados de todo o mundo, o Espírito Santo lhe mostra a atitude de Deus para com todos os que se arrependem de suas transgressões (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 213).

Terça, 8 de maio: Do sábado para o domingo?

Quando Jesus Se encontrou com os discípulos, relembrou-lhes as palavras que lhes dissera antes de Sua morte, de que se deviam cumprir todas as coisas que a Seu respeito estavam escritas na lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos. "Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos; e em Seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas" (Luc. 24:46-48; O Desejado de Todas as Nações, p. 804, 805).

oa. Só Lucas ficou com ele, partindo os demais membros da comitiva para Trôade, a fim de ali o esperarem. Os filipenses eram dentre os conversos do apóstolo os mais amorosos e sinceros, e durante os oito dias da festa ele desfrutou pacífica e feliz comunhão com eles.
Embarcando em Filipos, Paulo e Lucas alcançaram os companheiros cinco dias mais tarde, em Trôade, e demoraram-se sete dias com os crentes naquele lugar. Na última noite de sua estada ali os irmãos se ajuntaram "para partir o pão". O fato de que seu amado mestre ia partir, promoveu um ajuntamento maior que o de costume. Reuniram-se num "cenáculo" (Atos 20:7 e 8), no terceiro andar. Ali, no fervor de seu amor e solicitude por eles, o apóstolo pregou até à meia-noite (Atos dos Apóstolos, p. 390, 391).

Muitos insistiam em que a guarda do domingo tinha sido, por muitos séculos, uma doutrina estabelecida e generalizado costume da igreja. Contra este argumento se mostrou que o sábado e sua observância eram mais antigos e generalizados, sendo mesmo tão velhos como o próprio mundo, e trazendo a sanção tanto dos anjos como de Deus. Quando foram postos os fundamentos da Terra, quando as estrelas da alva juntamente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam, foi então lançado o fundamento do sábado (Jó 38:6 e 7; Gên. 2:1-3). Bem pode esta instituição reclamar a nossa reverência; não foi ordenada por nenhuma autoridade humana, e não repousa sobre tradições humanas; foi estabelecida pelo Ancião de Dias e ordenada por Sua eterna Palavra (O Grande Conflito, p. 454, 455).

Deus é misericordioso. Razoáveis são as Suas reivindicações, em harmonia com a bondade e benevolência de Seu caráter. O objetivo do sábado foi beneficiar toda a humanidade. O homem não foi feito para ajustar-se ao sábado; pois o sábado foi feito depois da criação do homem, a fim de lhe satisfazer às necessidades. Depois de haver Deus feito o mundo em seis dias, descansou, e santificou e abençoou o dia no qual descansou de toda a Sua obra que criara e fizera. Ele separou aquele dia especial para o homem nele repousar de seu labor, para que, ao olhar para a Terra embaixo e para os céus em cima, lembrasse de que Deus fez tudo isto em seis dias e descansou ao sétimo; e para que ao contemplar as provas palpáveis da infinita sabedoria de Deus, seu coração se enchesse de amor e reverência por seu Criador (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 582, 583).

Quarta, 9 de maio: O sétimo dia no Novo Testamento

Durante a infância e a juventude, Jesus adorara entre Seus irmãos, na sinagoga de Nazaré. Desde o início de Seu ministério, estivera ausente deles, mas não ignoravam o que Lhe acontecia. Ao aparecer novamente em seu meio, o interesse e expectação deles subiu ao mais alto grau. Ali estavam as figuras e fisionomias familiares, que conhecera na infância. Ali estava Sua mãe, Seus irmãos, e todos os olhos se voltaram para Ele quando entrou na sinagoga, no sábado, tomando lugar entre os adoradores (O Desejado de Todas as Nações, p. 236).

Cristo, durante Seu ministério terrestre, deu ênfase aos imperiosos reclamos do sábado; em todo o Seu ensino Ele mostrou reverência pela instituição que Ele mesmo dera. Em Seus dias o sábado tinha-se tornado tão pervertido que sua observância refletia o caráter de homens egoístas e arbitrários, antes que o caráter de Deus. Cristo pôs de lado o falso ensino pelo qual os que proclamavam conhecer a Deus O tinham deformado. Embora seguido com impiedosa hostilidade pelos rabis, Ele não pareceu sequer conformar-Se a suas exigências, mas prosseguiu retamente, guardando o sábado de acordo com a lei de Deus.
Em linguagem que não pode deixar de ser compreendida, Ele testificou de Sua consideração pela lei de Jeová. "Não cuideis que Eu vim destruir a lei ou os profetas", declarou; "não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer pois que violar um destes mais pequenos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos Céus" (Mat. 5:17-19; Profetas e Reis, p. 183).

Jesus descansou, afinal. Findara o longo dia de vergonha e tortura. Ao introduzirem os derradeiros raios do sol poente o dia do sábado, o Filho de Deus estava em repouso, no sepulcro de José. Concluída Sua obra, as mãos cruzadas em paz, descansava durante as sagradas horas do sábado.
No princípio, o Pai e o Filho repousaram no sábado após Sua obra de criação. Quando "os céus, e a Terra e todo o seu exército foram acabados" (Gên. 2:1), o Criador e todos os seres celestiais se regozijaram na contemplação da gloriosa cena. "As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam." Jó 38:7. Agora Jesus descansava da obra de redenção; e se bem que houvesse dor entre os que O amavam na Terra, reinou contudo alegria no Céu. Gloriosa era aos olhos dos seres celestiais a perspectiva do futuro. Uma criação restaurada, a raça redimida que, havendo vencido o pecado, nunca mais poderia cair - eis o resultado visto por Deus e os anjos, da obra consumada por Cristo. Com esta cena se acha para sempre ligado o dia em que Jesus descansou. Pois Sua "obra é perfeita" (Deut. 32:4); e "tudo quanto Deus faz durará eternamente". Ecl. 3:14. Quando se der a "restauração de todas as coisas, as quais Deus falou por boca dos Seus santos profetas, desde o princípio do mundo" (Atos 3:21, Versão de Figueiredo), o sábado da criação, o dia em que Jesus esteve em repouso no sepulcro de José, será ainda um dia de descanso e regozijo. O Céu e a Terra se unirão em louvor, quando, "desde um sábado até ao outro" (Isa. 66:23), as nações dos salvos se inclinarem em jubiloso culto a Deus e o Cordeiro (O Desejado de Todas as Nações, p. 769, 770).

Quinta, 10 de maio: A tentativa de mudança do sábado

O característico especial da besta, e, portanto, de sua imagem, é a violação dos mandamentos de Deus. Diz Daniel a respeito da ponta pequena, o papado: "Cuidará em mudar os tempos e a lei." Dan. 7:25. E Paulo intitulou o mesmo poder "o homem do pecado", que deveria exaltar-se acima de Deus. Uma profecia é o complemento da outra. Unicamente mudando a lei de Deus poderia o papado exaltar-se acima de Deus; quem quer que conscientemente guarde a lei assim modificada, estará a prestar suprema honra ao poder pelo qual se efetuou a mudança. Tal ato de obediência às leis papais seria um sinal de vassalagem ao papa em lugar de Deus.
O papado tentou mudar a lei de Deus. O segundo mandamento, que proíbe o culto às imagens, foi omitido da lei, e o quarto foi mudado de molde a autorizar a observância do primeiro dia em vez do sétimo, como sábado. Mas os romanistas aduzem como razão para omitir o segundo mandamento ser ele desnecessário, achando-se incluído no primeiro, e que estão a dar a lei exatamente como era o desígnio de Deus fosse ela compreendida. Essa não pode ser a mudança predita pelo profeta. É apresentada uma mudança intencional, com deliberação. "Cuidará em mudar os tempos e a lei." A mudança no quarto mandamento cumpre exatamente a profecia. Para isto a única autoridade alegada é a da Igreja. Aqui o poder papal se coloca abertamente acima de Deus (O Grande Conflito, p. 446).

Satanás está em constante operação para agitar os poderes do inferno de sua confederação do mal contra os justos. Ele capacita instrumentos humanos com seus próprios atributos. Anjos malignos, unidos com homens iníquos, empreenderão esforços para prejudicar, perseguir e destruir. Mas o Senhor Deus de Israel não Se esquecerá daqueles que nEle confiam. Em meio ao fortalecimento da infidelidade e apostasia, em meio à pretensa iluminação que constitui a mais cega presunção e engano, haverá uma luz do santuário do alto resplandecendo sobre o povo de Deus. A verdade de Deus triunfará.
Os mandamentos de Deus serão calcados aos pés, tal como o foram no Céu por Satanás. A menos que Deus derrame Seu poder convertedor e Sua graça sobre a pessoa, não haverá qualquer tentativa para opor-se a Satanás, mas os homens estarão sob o seu controle, seus cativos voluntários. A inimizade contra Satanás é colocada no homem pelo próprio Deus. Deus insta Seu povo a ocupar uma posição distinta e decidida. O justo fervor com que Cristo denunciava toda abominação em nosso mundo, a imaculada pureza que tornava manifesta a corrupção daqueles que enganavam o povo com uma aparência de santidade, motivavam grande hostilidade contra Ele.
Hoje a mesma atitude da parte do Seu povo atrairá semelhante tratamento. Toda pessoa será reunida sob uma das duas bandeiras. Os escolhidos e fiéis postar-se-ão sob a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel, e os outros sob o estandarte de Satanás. Todos quantos estão do lado de Satanás unir-se-ão com ele em honrar o sábado espúrio, prestando assim homenagem ao homem do pecado que se exaltou acima de tudo quanto se chama Deus e [que] julgou poder mudar os tempos e as leis. Calcam aos pés as leis de Jeová e formulam leis para compelir todos a adorarem o falso sábado, o ídolo que exaltaram. Mas o dia do livramento do povo de Deus não está muito distante (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 288).

No capítulo 14 de Apocalipse, os homens são convidados a adorar o Criador; e a profecia revela uma classe de pessoas que, como resultado da tríplice mensagem, observam os mandamentos de Deus. Um desses mandamentos aponta diretamente para Deus como sendo o Criador. O quarto preceito declara: "O sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus... porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou." Êxo. 20:10 e 11. Acerca do sábado, diz mais o Senhor ser ele um "sinal... para que saibais que Eu sou o Senhor, vosso Deus". Ezeq. 20:20. E a razão apresentada é: "Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, e, ao sétimo dia, descansou, e restaurou-Se." Êxo. 31:17.
Enquanto o fato de que Ele é o nosso Criador continuar a ser razão por que O devamos adorar, permanecerá o sábado como sinal e memória disto. Tivesse sido o sábado universalmente guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos ao Criador como objeto de reverência e culto, jamais tendo havido idólatra, ateu, ou incrédulo. A guarda do sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, "Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas". Apoc. 14:7. Segue-se que a mensagem que ordena aos homens adorar a Deus e guardar Seus mandamentos, apelará especialmente para que observemos o quarto mandamento (Exaltai-O [MM 1992], p. 45. 46).

Sexta, 11 de maio: Estudo adicional

Primeiros Escritos, "A Ressurreição de Cristo", p. 181.