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sábado, 5 de maio de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 6 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (Dn 7:25).

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Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 5 de maio

Na consumação da obra de Deus na Terra, a norma de Sua lei será de novo exaltada. A falsa religião pode prevalecer, a iniquidade se generalizar, o amor de muitos esfriar, a cruz do Calvário pode ser perdida de vista, e as trevas, como um manto de morte, podem espalhar-se sobre o mundo; toda a força da corrente popular pode ser voltada contra a verdade; trama após trama pode ser formada para aniquilar o povo de Deus; mas na hora de maior perigo, o Deus de Elias levantará instrumentos humanos para dar uma mensagem que não será silenciada. Nas populosas cidades da Terra, e nos lugares onde os homens têm ido mais longe em falar contra o Altíssimo, a voz de severa repreensão será ouvida. Corajosamente, homens indicados por Deus denunciarão a união da igreja com o mundo. Com fervor chamarão a homens e mulheres para que voltem da observância de uma instituição de feitura humana para a guarda do verdadeiro sábado. "Temei a Deus e dai-Lhe glória", proclamarão a toda nação, "porque vinda é a hora do Seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas. ... Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da Sua ira" (Apoc. 14:7-10; Profetas e Reis, p. 186, 187).

Necessitamos hoje de homens totalmente fiéis, homens que sigam ao Senhor com integridade, homens que não sejam capazes de silenciar quando devem falar, firmes como o aço em seguir o princípio, que não busquem pretensiosas exibições, mas andem humildemente com Deus, pacientes, bondosos, prestativos, corteses, que compreendam que a ciência da oração é exercer fé e mostrar obras que promovam a glória de Deus e o bem de Seu povo. ... Seguir a Jesus requer sincera conversão no princípio, e uma repetição dessa conversão a cada dia.
Foi a fé de Calebe em Deus que lhe inspirou coragem, que o guardou do temor dos homens, e o habilitou a permanecer ousada e inabalavelmente na defesa do direito. Pela confiança no mesmo Poder, o poderoso General dos exércitos celestes, todo verdadeiro soldado da cruz pode receber força e ânimo para vencer os obstáculos que parecem insuperáveis (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 207).

Deus concedeu aos homens o sábado como sinal entre Ele e eles, como uma prova da fidelidade deles. Os que, na grande crise que está perante nós, depois de receberem iluminação no tocante à lei de Deus, prosseguem desobedecendo e exaltando as leis humanas acima da de Deus, receberão o sinal da besta.
Os esforços de Satanás contra os vindicadores da verdade tornar-se-ão mais pungentes e resolutos até ao fim do tempo. Assim como no tempo de Cristo os principais e sacerdotes instigaram contra Ele o povo, também hoje os líderes religiosos despertarão rancor e preconceito contra a verdade para este tempo. O público será levado a cometer atos de violência e oposição em que nunca haveriam pensado se não fossem saturados da animosidade dos professos cristãos contra a verdade.
E que conduta adotarão os vindicadores da verdade? Possuem eles a imutável, eterna Palavra de Deus, e devem demonstrar que possuem a verdade tal como é em Jesus. Suas palavras não devem ser nem ásperas nem rudes. Na apresentação da verdade devem eles manifestar o amor, a mansidão e a brandura de Cristo. Deixai que a verdade faça o talho; a Palavra de Deus é qual espada afiada de dois gumes e cortará até atingir o coração. Os que sabem que possuem a verdade não devem, pelo uso de expressões desgraciosas e ásperas, conceder a Satanás uma única oportunidade de lhes desvirtuar a intenção.
Foi-me mostrado que Satanás nos está furtivamente tomando a dianteira. A lei de Deus, pela intervenção de Satanás, será invalidada. Em nossa terra [Estados Unidos] de alardeada liberdade, a liberdade religiosa terá o seu fim. A luta será decidida no que toca ao assunto do sábado, e agitará o mundo inteiro.
Curto é o nosso tempo para trabalhar, e Deus nos chama, como pastores e povo, para sermos expeditos. Instrutores tão sábios quanto as serpentes e tão prudentes quanto as pombas precisam acorrer em auxílio do Senhor, em auxílio do Senhor contra os poderosos. Muitos há que não compreendem as profecias relativas a estes dias, e precisam ser esclarecidos (Evangelismo, p. 235-237).

Domingo, 6 de maio: A promessa

O maior perigo do homem está em enganar a si mesmo, em condescender com a presunção, separando-se assim de Deus, a fonte de sua força. A menos que sejam corrigidas pelo Santo Espírito de Deus, nossas tendências naturais encerram em si mesmas os germes da morte. A menos que nos ponhamos em uma ligação vital com Deus, não podemos resistir aos profanos efeitos da satisfação própria, do amor de nós mesmos e da tentação para pecar.
Para que possamos receber auxílio de Cristo, devemos compreender nossa necessidade. Cumpre-nos conhecer-nos verdadeiramente. Unicamente ao que se reconhece pecador, pode Cristo salvar. Só quando vemos nosso inteiro desamparo e renunciamos a toda confiança própria, lançaremos mão do poder divino.
Não é apenas no início da vida cristã que se deve fazer essa renúncia. A cada passo de avanço em direção ao Céu, ela deve ser renovada. Todas as nossas boas obras são dependentes de um poder fora de nós; deve haver portanto um constante anelo do coração para Deus, uma contínua e fervorosa confissão de pecado, e humilhação da alma perante Ele.
Cercam-nos perigos; e só estamos a salvo quando sentimos nossa fraqueza, e nos apegamos com a segurança da fé ao nosso poderoso Libertador (A Ciência do Bom Viver, p. 455, 456).

Paulo reconhecia sua fraqueza, e bem podia duvidar de sua força. Referindo-se à lei, ele diz: "E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte." Rom. 7:10. Ele confiara nas obras da lei. No tocante à sua vida exterior, declara que, "quanto à lei", era "irrepreensível"; e punha a confiança em sua própria justiça. Mas quando o espelho da lei foi colocado diante dele, e viu a si mesmo como Deus o via, cheio de faltas, manchado pelo pecado, exclamou: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Rom. 7:24.
Paulo contemplou o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ouviu a voz de Cristo dizendo: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." João 14:6. Resolveu apossar-se dos benefícios da graça que salva, estar morto para as transgressões e pecados, ter a culpa removida pelo sangue de Cristo, ser revestido da justiça de Cristo, tornar-se um ramo da Videira que vive. Andava com Cristo, e Jesus tornou-Se para ele - não uma parte da salvação, enquanto suas boas obras eram a outra parte - mas o seu tudo em todos, o primeiro e o último, e o melhor em tudo. Tinha a fé que extrai vida de Cristo, que o habilitava a harmonizar a vida com a do Exemplo divino. Essa fé nada reivindica para o seu possuidor devido a sua justiça, mas tudo reivindica em virtude da justiça de Cristo (Exaltai-O [MM 1992], p. 32).

Segunda, 7 de maio: A lei e o pecado

Em Seus ensinos, Cristo mostrou de quão vasto alcance são os princípios da lei pronunciada do Sinai. Fez Ele uma aplicação viva dessa lei cujos princípios permanecem para sempre a grande norma de justiça - norma pela qual todos serão julgados naquele grande dia em que se assentar o juízo e os livros forem abertos. Veio Ele para cumprir toda a justiça e, como cabeça da humanidade, mostrar ao homem que ele pode fazer a mesma obra, satisfazendo a todas as especificações dos reclamos de Deus. Pela medida da graça que Ele concede ao instrumento humano, ninguém precisa perder o Céu. A perfeição de caráter é alcançável por todo aquele que nela se empenha.
Isto é a própria base do novo concerto evangélico. A lei de Jeová é a árvore; o evangelho são as perfumosas flores e os frutos que ela produz (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 211).

É-nos impossível, por nós mesmos, escapar ao abismo do pecado em que estamos mergulhados. Nosso coração é ímpio, e não o podemos transformar. "Quem do imundo tirará o puro? Ninguém!" Jó 14:4. "A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser." Rom. 8:7. A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todos têm sua devida esfera de ação, mas neste caso são impotentes. Poderão levar a um procedimento exteriormente correto, mas não podem mudar o coração; são incapazes de purificar as fontes da vida. É preciso um poder que opere interiormente, uma nova vida que proceda do alto, antes que os homens possam substituir o pecado pela santidade. Esse poder é Cristo. Sua graça, unicamente, é que pode avivar as amortecidas faculdades da alma, e atraí-la a Deus, à santidade. Disse o Salvador: "Aquele que não nascer de novo"- não receber um novo coração, novos desejos, propósitos e motivos, que conduzem a uma nova vida - "não pode ver o reino de Deus." João 3:3. A ideia de que basta desenvolver o bem que por natureza existe no homem, é um erro fatal (Caminho a Cristo, p. 18, 19). 

Não há segurança nem repouso nem justificação na transgressão da lei. Não pode o homem esperar colocar-se inocente diante de Deus e em paz com Ele, mediante os méritos de Cristo, se ao mesmo tempo continua em pecado. Tem de deixar de transgredir, e tornar-se leal e verdadeiro. Ao olhar o pecador para o grande espelho moral, vê seus defeitos de caráter. Vê-se a si mesmo tal qual é, maculado, corrupto e condenado. Sabe, porém, ele que a lei não pode, de modo algum, remover a culpa ou perdoar ao transgressor. Tem de ir mais longe que isso. A lei é apenas o aio para levá-lo a Cristo. Tem de ele olhar para seu Salvador, o portador dos pecados. E ao ser-lhe revelado Cristo na cruz do Calvário, morrendo sob o peso dos pecados de todo o mundo, o Espírito Santo lhe mostra a atitude de Deus para com todos os que se arrependem de suas transgressões (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 213).

Terça, 8 de maio: Do sábado para o domingo?

Quando Jesus Se encontrou com os discípulos, relembrou-lhes as palavras que lhes dissera antes de Sua morte, de que se deviam cumprir todas as coisas que a Seu respeito estavam escritas na lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos. "Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos; e em Seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas" (Luc. 24:46-48; O Desejado de Todas as Nações, p. 804, 805).

oa. Só Lucas ficou com ele, partindo os demais membros da comitiva para Trôade, a fim de ali o esperarem. Os filipenses eram dentre os conversos do apóstolo os mais amorosos e sinceros, e durante os oito dias da festa ele desfrutou pacífica e feliz comunhão com eles.
Embarcando em Filipos, Paulo e Lucas alcançaram os companheiros cinco dias mais tarde, em Trôade, e demoraram-se sete dias com os crentes naquele lugar. Na última noite de sua estada ali os irmãos se ajuntaram "para partir o pão". O fato de que seu amado mestre ia partir, promoveu um ajuntamento maior que o de costume. Reuniram-se num "cenáculo" (Atos 20:7 e 8), no terceiro andar. Ali, no fervor de seu amor e solicitude por eles, o apóstolo pregou até à meia-noite (Atos dos Apóstolos, p. 390, 391).

Muitos insistiam em que a guarda do domingo tinha sido, por muitos séculos, uma doutrina estabelecida e generalizado costume da igreja. Contra este argumento se mostrou que o sábado e sua observância eram mais antigos e generalizados, sendo mesmo tão velhos como o próprio mundo, e trazendo a sanção tanto dos anjos como de Deus. Quando foram postos os fundamentos da Terra, quando as estrelas da alva juntamente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam, foi então lançado o fundamento do sábado (Jó 38:6 e 7; Gên. 2:1-3). Bem pode esta instituição reclamar a nossa reverência; não foi ordenada por nenhuma autoridade humana, e não repousa sobre tradições humanas; foi estabelecida pelo Ancião de Dias e ordenada por Sua eterna Palavra (O Grande Conflito, p. 454, 455).

Deus é misericordioso. Razoáveis são as Suas reivindicações, em harmonia com a bondade e benevolência de Seu caráter. O objetivo do sábado foi beneficiar toda a humanidade. O homem não foi feito para ajustar-se ao sábado; pois o sábado foi feito depois da criação do homem, a fim de lhe satisfazer às necessidades. Depois de haver Deus feito o mundo em seis dias, descansou, e santificou e abençoou o dia no qual descansou de toda a Sua obra que criara e fizera. Ele separou aquele dia especial para o homem nele repousar de seu labor, para que, ao olhar para a Terra embaixo e para os céus em cima, lembrasse de que Deus fez tudo isto em seis dias e descansou ao sétimo; e para que ao contemplar as provas palpáveis da infinita sabedoria de Deus, seu coração se enchesse de amor e reverência por seu Criador (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 582, 583).

Quarta, 9 de maio: O sétimo dia no Novo Testamento

Durante a infância e a juventude, Jesus adorara entre Seus irmãos, na sinagoga de Nazaré. Desde o início de Seu ministério, estivera ausente deles, mas não ignoravam o que Lhe acontecia. Ao aparecer novamente em seu meio, o interesse e expectação deles subiu ao mais alto grau. Ali estavam as figuras e fisionomias familiares, que conhecera na infância. Ali estava Sua mãe, Seus irmãos, e todos os olhos se voltaram para Ele quando entrou na sinagoga, no sábado, tomando lugar entre os adoradores (O Desejado de Todas as Nações, p. 236).

Cristo, durante Seu ministério terrestre, deu ênfase aos imperiosos reclamos do sábado; em todo o Seu ensino Ele mostrou reverência pela instituição que Ele mesmo dera. Em Seus dias o sábado tinha-se tornado tão pervertido que sua observância refletia o caráter de homens egoístas e arbitrários, antes que o caráter de Deus. Cristo pôs de lado o falso ensino pelo qual os que proclamavam conhecer a Deus O tinham deformado. Embora seguido com impiedosa hostilidade pelos rabis, Ele não pareceu sequer conformar-Se a suas exigências, mas prosseguiu retamente, guardando o sábado de acordo com a lei de Deus.
Em linguagem que não pode deixar de ser compreendida, Ele testificou de Sua consideração pela lei de Jeová. "Não cuideis que Eu vim destruir a lei ou os profetas", declarou; "não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer pois que violar um destes mais pequenos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos Céus" (Mat. 5:17-19; Profetas e Reis, p. 183).

Jesus descansou, afinal. Findara o longo dia de vergonha e tortura. Ao introduzirem os derradeiros raios do sol poente o dia do sábado, o Filho de Deus estava em repouso, no sepulcro de José. Concluída Sua obra, as mãos cruzadas em paz, descansava durante as sagradas horas do sábado.
No princípio, o Pai e o Filho repousaram no sábado após Sua obra de criação. Quando "os céus, e a Terra e todo o seu exército foram acabados" (Gên. 2:1), o Criador e todos os seres celestiais se regozijaram na contemplação da gloriosa cena. "As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam." Jó 38:7. Agora Jesus descansava da obra de redenção; e se bem que houvesse dor entre os que O amavam na Terra, reinou contudo alegria no Céu. Gloriosa era aos olhos dos seres celestiais a perspectiva do futuro. Uma criação restaurada, a raça redimida que, havendo vencido o pecado, nunca mais poderia cair - eis o resultado visto por Deus e os anjos, da obra consumada por Cristo. Com esta cena se acha para sempre ligado o dia em que Jesus descansou. Pois Sua "obra é perfeita" (Deut. 32:4); e "tudo quanto Deus faz durará eternamente". Ecl. 3:14. Quando se der a "restauração de todas as coisas, as quais Deus falou por boca dos Seus santos profetas, desde o princípio do mundo" (Atos 3:21, Versão de Figueiredo), o sábado da criação, o dia em que Jesus esteve em repouso no sepulcro de José, será ainda um dia de descanso e regozijo. O Céu e a Terra se unirão em louvor, quando, "desde um sábado até ao outro" (Isa. 66:23), as nações dos salvos se inclinarem em jubiloso culto a Deus e o Cordeiro (O Desejado de Todas as Nações, p. 769, 770).

Quinta, 10 de maio: A tentativa de mudança do sábado

O característico especial da besta, e, portanto, de sua imagem, é a violação dos mandamentos de Deus. Diz Daniel a respeito da ponta pequena, o papado: "Cuidará em mudar os tempos e a lei." Dan. 7:25. E Paulo intitulou o mesmo poder "o homem do pecado", que deveria exaltar-se acima de Deus. Uma profecia é o complemento da outra. Unicamente mudando a lei de Deus poderia o papado exaltar-se acima de Deus; quem quer que conscientemente guarde a lei assim modificada, estará a prestar suprema honra ao poder pelo qual se efetuou a mudança. Tal ato de obediência às leis papais seria um sinal de vassalagem ao papa em lugar de Deus.
O papado tentou mudar a lei de Deus. O segundo mandamento, que proíbe o culto às imagens, foi omitido da lei, e o quarto foi mudado de molde a autorizar a observância do primeiro dia em vez do sétimo, como sábado. Mas os romanistas aduzem como razão para omitir o segundo mandamento ser ele desnecessário, achando-se incluído no primeiro, e que estão a dar a lei exatamente como era o desígnio de Deus fosse ela compreendida. Essa não pode ser a mudança predita pelo profeta. É apresentada uma mudança intencional, com deliberação. "Cuidará em mudar os tempos e a lei." A mudança no quarto mandamento cumpre exatamente a profecia. Para isto a única autoridade alegada é a da Igreja. Aqui o poder papal se coloca abertamente acima de Deus (O Grande Conflito, p. 446).

Satanás está em constante operação para agitar os poderes do inferno de sua confederação do mal contra os justos. Ele capacita instrumentos humanos com seus próprios atributos. Anjos malignos, unidos com homens iníquos, empreenderão esforços para prejudicar, perseguir e destruir. Mas o Senhor Deus de Israel não Se esquecerá daqueles que nEle confiam. Em meio ao fortalecimento da infidelidade e apostasia, em meio à pretensa iluminação que constitui a mais cega presunção e engano, haverá uma luz do santuário do alto resplandecendo sobre o povo de Deus. A verdade de Deus triunfará.
Os mandamentos de Deus serão calcados aos pés, tal como o foram no Céu por Satanás. A menos que Deus derrame Seu poder convertedor e Sua graça sobre a pessoa, não haverá qualquer tentativa para opor-se a Satanás, mas os homens estarão sob o seu controle, seus cativos voluntários. A inimizade contra Satanás é colocada no homem pelo próprio Deus. Deus insta Seu povo a ocupar uma posição distinta e decidida. O justo fervor com que Cristo denunciava toda abominação em nosso mundo, a imaculada pureza que tornava manifesta a corrupção daqueles que enganavam o povo com uma aparência de santidade, motivavam grande hostilidade contra Ele.
Hoje a mesma atitude da parte do Seu povo atrairá semelhante tratamento. Toda pessoa será reunida sob uma das duas bandeiras. Os escolhidos e fiéis postar-se-ão sob a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel, e os outros sob o estandarte de Satanás. Todos quantos estão do lado de Satanás unir-se-ão com ele em honrar o sábado espúrio, prestando assim homenagem ao homem do pecado que se exaltou acima de tudo quanto se chama Deus e [que] julgou poder mudar os tempos e as leis. Calcam aos pés as leis de Jeová e formulam leis para compelir todos a adorarem o falso sábado, o ídolo que exaltaram. Mas o dia do livramento do povo de Deus não está muito distante (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 288).

No capítulo 14 de Apocalipse, os homens são convidados a adorar o Criador; e a profecia revela uma classe de pessoas que, como resultado da tríplice mensagem, observam os mandamentos de Deus. Um desses mandamentos aponta diretamente para Deus como sendo o Criador. O quarto preceito declara: "O sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus... porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou." Êxo. 20:10 e 11. Acerca do sábado, diz mais o Senhor ser ele um "sinal... para que saibais que Eu sou o Senhor, vosso Deus". Ezeq. 20:20. E a razão apresentada é: "Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, e, ao sétimo dia, descansou, e restaurou-Se." Êxo. 31:17.
Enquanto o fato de que Ele é o nosso Criador continuar a ser razão por que O devamos adorar, permanecerá o sábado como sinal e memória disto. Tivesse sido o sábado universalmente guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos ao Criador como objeto de reverência e culto, jamais tendo havido idólatra, ateu, ou incrédulo. A guarda do sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, "Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas". Apoc. 14:7. Segue-se que a mensagem que ordena aos homens adorar a Deus e guardar Seus mandamentos, apelará especialmente para que observemos o quarto mandamento (Exaltai-O [MM 1992], p. 45. 46).

Sexta, 11 de maio: Estudo adicional

Primeiros Escritos, "A Ressurreição de Cristo", p. 181.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

4º TRIMESTRE - LIÇÃO 8 - 18 A 24 DE NOVEMBRO - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017


 Verso para Memorizar:
 “Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra” (Rm 7:6).


Sábado à tarde, 18 de novembro

Mas o Senhor requer obediência perfeita; e se realmente desejamos servi-Lo, não haverá dúvida em nossa mente a respeito de se obedeceremos a Suas exigências ou buscaremos nossos próprios interesses temporais.
¹ O Senhor da glória não levou em conta Sua comodidade ou prazer quando deixou Sua posição de alto comando para tornar-Se um Homem de dores e que sabe o que é padecer, aceitando a ignomínia e a morte a fim de livrar o homem da consequência de sua desobediência. Jesus morreu, não para salvar o homem em seus pecados, mas de seus pecados. Precisamos abandonar o erro de nossos caminhos, tomar nossa cruz e seguir a Cristo, negando o próprio eu e obedecendo a Deus a todo custo.
² Os que professam servir a Deus, mas na realidade servem a Mamom, serão punidos com juízos. Ninguém será justificado numa conduta de desobediência por causa de vantagens mundanas. Se Deus desculpasse um homem, teria de fazê-lo com todos. Os que menosprezam a ordem expressa do Senhor por conveniência pessoal, estão acumulando contra si mesmos ira para o futuro. Cristo disse: "Não está escrito: A Minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores." Mar. 11:17. O povo de Deus deveria indagar diligentemente se eles, como os judeus de outrora, não transformaram a casa de Deus num lugar de negócios.
Muitos estão caindo no pecado de sacrificar sua religião por amor ao lucro mundano, preservando uma forma de piedade, mas dedicando toda a atenção a interesses temporais. A lei de Deus deve, porém, ser considerada antes de mais nada, e obedecida em espírito e na letra. Jesus, nosso grande exemplo, em Sua vida e morte, ensinou a mais estrita obediência. Ele morreu, o justo pelos injustos, o Inocente pelos culpados, para que fosse preservada a honra da lei de Deus e, contudo, o homem não perecesse completamente (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 166, 167).

Ao pecador era impossível observar a lei de Deus, a qual é santa, justa e boa; mas essa impossibilidade foi removida pela comunicação da justiça de Cristo à pessoa arrependida e crente. A vida e a morte de Cristo em favor do homem pecaminoso tinham por finalidade restaurar o pecador à aprovação de Deus, comunicando-lhe a justiça que satisfizesse as reivindicações da lei e encontrasse aceitação da parte do Pai.
Sempre foi, porém, o propósito de Satanás invalidar a lei de Deus e deturpar o verdadeiro significado do plano da salvação. Consequentemente, ele originou a falsidade de que o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário tinha por finalidade livrar os homens da obrigação de guardar os mandamentos de Deus. Ele tem impingido ao mundo o engano de que Deus aboliu Sua constituição, lançou fora Seu padrão moral e invalidou Sua santa e perfeita lei. Caso houvesse feito isso, quão terrível teria sido o custo para o Céu! Em vez de proclamar a abolição da lei, a cruz do Calvário proclama retumbantemente o seu caráter imutável e eterno. Se a lei pudesse ser abolida e mantido o governo do Céu e da Terra e dos incontáveis mundos de Deus, Cristo não precisava ter morrido. A morte de Cristo destinava-se a resolver para sempre a questão da validade da lei de Jeová. Tendo sofrido toda a penalidade por um mundo culpado, Jesus tornou-Se o Mediador entre Deus e o homem, para restaurar a pessoa arrependida ao favor de Deus, concedendo-lhe graça para guardar a lei do Altíssimo. Cristo não veio destruir a lei ou os profetas, mas cumpri-los ao pé da letra. A expiação do Calvário vindicou a lei de Deus como santa, justa e verdadeira, não somente diante do mundo caído, mas também diante do Céu e perante os mundos que não caíram. Cristo veio engrandecer a lei e torná-la honrosa (Fé e Obras, p. 118, 119).

¹: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
²: parágrafo ausente na versão do comentário físico.

Domingo, 19 de novembro: Morto para a lei

Os tipos e sombras do sistema sacrifical, com as profecias, deram aos israelitas uma visão velada e indistinta da misericórdia e graça que seriam trazidos ao mundo pela revelação de Cristo. ... Unicamente por Cristo pode o homem guardar a lei moral. Pela transgressão dessa lei trouxe o homem o pecado ao mundo, e com o pecado veio a morte. Cristo tornou-Se a propiciação do pecado do homem. Ele ofereceu Sua perfeição de caráter em lugar da pecaminosidade do homem. Tomou sobre Si a maldição da desobediência. Os sacrifícios e ofertas apontavam ao futuro, ao sacrifício que Ele faria. O cordeiro morto tipificava o Cordeiro que tiraria o pecado do mundo (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.221). 

Os que professam apegar-se a Cristo, polarizando nEle as suas esperanças, ao mesmo tempo que desprezam a lei moral e as profecias, não estão em posição mais segura do que os judeus descrentes. Não podem chamar inteligentemente os pecadores ao arrependimento, pois são incapazes de explicar devidamente o de que se devem arrepender. O pecador, ao ser exortado a abandonar seus pecados, tem o direito de perguntar: Que é pecado? Os que respeitam a lei de Deus podem responder: Pecado é a transgressão da lei. Em confirmação disto o apóstolo Paulo diz: Eu não conheceria o pecado, não fosse a lei.
Unicamente os que reconhecem a vigência da lei moral podem explicar a natureza da expiação. Cristo veio para servir de mediador entre Deus e o homem, para unir o homem a Deus, levando-o à obediência a Sua lei. Não havia na lei poder para perdoar ao transgressor. Jesus, tão-só, podia pagar a dívida do pecador. Mas o fato de que Jesus pagou a dívida do pecador arrependido não lhe dá licença para continuar na transgressão da lei de Deus; deve ele, daí por diante, viver em obediência a essa lei (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 229, 230).

A maior dificuldade que Paulo teve que defrontar provinha da influência dos mestres judaizantes. Estes lhe causavam muita perturbação, dando motivo a dissensões na igreja de Corinto. Apresentavam constantemente as virtudes das cerimônias da lei, exaltando essas cerimônias acima do evangelho de Cristo, e condenando a Paulo porque não as impunha aos novos conversos.
³ Paulo enfrentou-os em seu próprio terreno. "Se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória", disse ele, "de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do espírito? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça." II Cor. 3:7-9.
⁴ A lei de Deus, pronunciada do Sinai com terrível solenidade, é para o pecador o pronunciamento de sua condenação. É da alçada da lei condenar, mas não existe nela nenhum poder para perdoar ou redimir. É ordenada para vida; os que andam em harmonia com os seus preceitos receberão a recompensa da obediência. Ela traz, porém, escravidão e morte aos que permanecem sob sua condenação.
⁵ Tão sagrada e tão gloriosa é a lei que, quando Moisés voltou do monte santo, onde estivera com Deus, recebendo de Sua mão as tábuas de pedra, sua face refletia uma glória que o povo não podia contemplar sem sofrer, e Moisés viu-se obrigado a cobrir a face com um véu.
⁶ A glória que resplandecia da face de Moisés era um reflexo da justiça de Cristo na lei. A lei em si não possui glória, mas nela Se acha incorporado Cristo. Não tem poder para salvar. É sem brilho, mas nela é representado Cristo, cheio de justiça e verdade.
⁷ Os tipos e sombras do sistema sacrifical, com as profecias, deram aos israelitas uma visão velada e indistinta da misericórdia e graça que seriam trazidos ao mundo pela revelação de Cristo. A Moisés foi desdobrado o sentido dos tipos e sombras que apontavam a Cristo. Ele viu o fim daquilo que era transitório, quando, por ocasião da morte de Cristo, o tipo encontrou o antítipo. Viu ele que unicamente por Cristo pode o homem guardar a lei moral. Pela transgressão dessa lei trouxe o homem o pecado ao mundo, e com o pecado veio a morte. Cristo tornou-Se a propiciação do pecado do homem. Ele ofereceu Sua perfeição de caráter em lugar da pecaminosidade do homem. Tomou sobre Si a maldição da desobediência. Os sacrifícios e ofertas apontavam ao futuro, ao sacrifício que Ele faria. O cordeiro morto tipificava o Cordeiro que tiraria o pecado do mundo.
Foi o ver o objetivo daquilo que era transitório, o ver Cristo tal como é revelado na lei, que iluminou a face de Moisés. O ministério da lei, escrita e gravada em pedra, era um ministério de morte. Sem Cristo, o transgressor era deixado sob sua maldição, sem nenhuma esperança de perdão. O ministério nenhuma glória possuía em si mesmo, mas o Salvador prometido, revelado nos símbolos e sombras da lei cerimonial, tornou gloriosa a lei moral.
Paulo desejava que seus irmãos vissem que a grande glória de um Salvador que perdoa o pecado dava sentido a toda a economia judaica. Desejava também que vissem que, quando Cristo veio ao mundo, e morreu como sacrifício do homem, o tipo encontrara o antítipo (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 236-238).

³: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
⁴: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
⁵: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
⁶: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
⁷: parágrafo ausente na versão do comentário físico.

Segunda-feira, 20 de novembro: Pecado e lei

O povo de Deus, a quem Ele chama Seu peculiar tesouro, fora privilegiado com um duplo sistema de lei: a moral e a cerimonial. Uma dirige a atenção ao passado, para conservar a lembrança do Deus vivo que fez o mundo, cujos reclamos são obrigatórios para todos os seres humanos, em todas as dispensações, e que existirá enquanto durar o tempo e por toda a eternidade. A outra, dada por causa da transgressão da lei moral por parte do homem, cuja obediência consistia no oferecimento de sacrifícios e ofertas que apontavam para a redenção futura. Cada uma delas é clara e distinta da outra.
Desde a Criação era a lei moral parte essencial do plano divino, e tão imutável como Ele próprio. A lei cerimonial existiu para atender a um propósito particular no plano de Cristo para a salvação da humanidade. O sistema típico de sacrifícios e ofertas fora estabelecido para que através dele o pecador pudesse discernir a grande oferta: Cristo. ... A lei cerimonial era gloriosa; era a provisão feita por Jesus Cristo em conselho com Seu Pai, para auxiliar na salvação da raça. Todos os dispositivos do sistema típico foram baseados em Cristo. Adão vira Cristo prefigurado no inocente animal que sofria, a penalidade da sua própria transgressão à lei de Jeová (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.219, 1.220). 

Quando o Espírito de Deus revela ao homem o pleno sentido da lei, realiza-se em seu coração uma mudança. O fiel quadro de seu verdadeiro estado, pelo profeta Natã, revelou a Davi os seus pecados, ajudando-o a removê-los. Aceitou humildemente o conselho e humilhou-se perante Deus. [...]
O pecado não matou a lei, mas esta matou em Paulo a mente carnal. [...] Paulo chama a atenção de seus ouvintes para a lei quebrantada, e mostra-lhes em que são culpados. Instrui-os como um mestre-escola instrui seus alunos, e mostra-lhes o caminho de volta para a fidelidade a Deus (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 212, 213).

Muitos há que clamam: "Crede, tão-somente crede!" Perguntai-lhes o que é que deveis crer. Devereis crer nas mentiras forjadas por Satanás contra a lei de Deus, santa, justa e boa? Deus não usa Sua grande e preciosa graça para anular a Sua lei, mas sim para estabelecê-la. Qual foi a decisão de Paulo? Diz ele: "Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum: Mas eu não conheci o pecado, senão pela lei. [...] E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e [teve então fim o mandamento? - Não] eu [Paulo] morri. ... E assim a lei [obstruindo-me diretamente o caminho da liberdade e paz? - Não] é santa, e o mandamento santo, justo e bom." Rom. 7:7-12 (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 347).

Terça-feira, 21 de novembro: A lei é santa

Que aconteceria se saíssemos para a rua, sujássemos nossas roupas de lama e, depois, entrássemos em casa; e, olhando para nossas roupas imundas diante do espelho, disséssemos a ele: "Limpe-me de minha sujeira"; ele nos limparia? Essa não é a função do espelho. Tudo o que ele pode fazer é revelar que nossas vestes estão sujas; ele não pode remover a sujeira.
O mesmo ocorre com a lei de Deus. Ela evidencia os defeitos de caráter. Condena-nos como pecadores, mas não oferece perdão para o transgressor; não pode salvá-lo de seus pecados. Porém, Deus fez uma provisão. Diz João: "Se [...] alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo" (1 Jo 2:1). Então vamos a Ele, e ali encontramos o caráter de Jesus, e a justiça de Seu caráter salva o transgressor - se fizemos, de nossa parte, tudo o que podíamos.
Porém, conquanto salve o transgressor, Cristo não abole a lei de Deus, mas a exalta. Ele exalta a lei porque ela é o aferidor do pecado. E é o sangue purificador de Cristo que tira nossos pecados, quando vamos a Ele em contrição de alma, buscando Seu perdão, Ele imputa Sua justiça, toma a culpa sobre Si (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1.042). 

Em resultado da desobediência de Adão, todo ser humano é transgressor da lei, vendido sob o pecado. A menos que se arrependa e se converta, está ele sob a escravidão da lei, servindo a Satanás, caindo nos enganos do inimigo, e dando testemunho contra os preceitos de Jeová. Mas pela obediência perfeita à lei, é o homem justificado. Unicamente por meio da fé em Cristo é possível essa obediência. Podem os homens compreender a espiritualidade da lei, podem reconhecer o seu poder como detector do pecado, mas são incapazes de resistir ao poder e enganos de Satanás, a menos que aceitem a expiação para eles provida no reparador sacrifício de Cristo, que é nossa Expiação, reconciliando-nos com Deus (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 148).

O infinito valor do sacrifício requerido para nossa redenção revela que o pecado é um tremendo mal. Pelo pecado, perturba-se todo o organismo humano, a mente é pervertida, corrompida a imaginação. O pecado tem degradado as faculdades da alma. As tentações exteriores encontram eco no coração, e os pés se volvem imperceptivelmente para o mal.
Como foi completo o sacrifício feito em nosso favor, assim deve ser a nossa restauração do aviltamento do pecado. Nenhum ato de impiedade será desculpado pela lei de Deus; injustiça alguma lhe pode escapar à condenação. A ética evangélica não reconhece nenhuma norma senão a perfeição do caráter divino. A vida de Cristo foi um perfeito cumprimento de todo preceito da lei. Ele disse: "Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai." João 15:10. Sua vida é nosso exemplo de obediência e serviço. Somente Deus pode renovar o coração (A Ciência do Bom Viver, p. 451, 452).

Quarta-feira, 22 de novembro: O homem de Romanos 7

Não basta percebermos a benignidade de Deus, vermos a benevolência, a ternura paternal de Seu caráter. Não basta reconhecermos a sabedoria e justiça de Sua lei, e que ela se baseia sobre o eterno princípio do amor. Paulo, o apóstolo, reconheceu tudo isto quando exclamou: "Consinto com a lei, que é boa." "A lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom." Acrescentou, porém, na amargura de sua íntima angústia e desespero: "Mas eu sou carnal, vendido sob o pecado." Rom. 7:16, 12 e 14. Ansiava a pureza, a justiça, as quais era impotente para alcançar por si mesmo e exclamou: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Rom. 7:24. Tal é o brado que tem subido de corações oprimidos, em todas as terras e em todos os tempos. Para todos só existe uma resposta: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." João 1:29 (Caminho a Cristo, p. 19).

 Aproximando-se o pecador da cruz erguida, e prostrando-se junto à mesma, atraído pelo poder de Cristo, dá-se uma nova criação. É-lhe dado um novo coração. Torna-se uma nova criatura em Cristo Jesus. A santidade acha que nada mais há para requerer. Deus mesmo é "justificador daquele que tem fé em Jesus". Rom. 3:26. E "aos que justificou, a esses também glorificou". Rom. 8:30. Grande como seja a vergonha e degeneração pelo pecado ainda maior será a honra e exaltação pelo amor redentor. Aos seres humanos que lutam por conformidade com a imagem divina, será concedido um suprimento do tesouro celeste, uma excelência de poder que os colocarão acima dos próprios anjos que jamais caíram (Parábolas de Jesus, p. 163).

Os que creem em Cristo e obedecem aos Seus mandamentos não estão debaixo da escravidão da lei de Deus, pois aos que creem e obedecem, Sua lei não é lei de escravidão, mas de liberdade. Todo aquele que crê em Cristo, todo que confia no poder protetor de um Salvador ressurgido, que sofreu a pena pronunciada sobre o transgressor, todo aquele que resiste à tentação e em meio ao mal copia o modelo dado na vida de Cristo, esse, pela fé no sacrifício expiatório de Cristo se tornará participante da natureza divina, havendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo. Todo aquele que, pela fé, obedece aos mandamentos, alcançará o estado de inocência no qual Adão viveu antes de sua transgressão (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 148).

Paulo sempre tinha em vista a coroa da vida, a qual lhe seria dada, e não somente a ele, mas também a todos os que amam a vinda de Cristo. Foi, porém, a vitória por meio de Jesus Cristo que tornou a coroa da vida tão desejável para ele. Jesus não quer que sejamos ambiciosos de obter recompensa, mas ambiciosos de fazer a vontade de Deus porque é Sua vontade, sem levar em conta a recompensa que receberemos (Exaltai-O [MM 1992], p. 398).

Quinta-feira, 23 de novembro: Salvo da morte

Muitos há que pensam ser impossível escapar do poder do pecado, mas a promessa é de que seremos tomados de toda a plenitude de Deus. Nós pomos a mira muito baixo. O alvo é muito mais elevado. Nossa mente carece de expansão, para podermos compreender o sentido das providências de Deus. Devemos refletir os mais altos atributos de caráter divino. Devemos ser gratos por não sermos deixados a nós mesmos. A lei de Deus é a exaltada norma que a todos cumpre alcançar. ... Não devemos andar segundo nossas próprias ideias, ... mas sim seguir as pisadas de Cristo. 
A tarefa de vencer acha-se em nossas próprias mãos, mas não venceremos em nosso próprio nome ou força, pois por nós mesmos não podemos guardar os mandamentos de Deus. O Espírito de Deus tem de ajudar nossas fraquezas. Cristo Se tornou nosso sacrifício e penhor. Tornou-Se pecado por nós, para que nEle pudéssemos tornar-nos a justiça de Deus. Mediante a fé em Seu nome, recebemos dEle a justiça, a qual se torna um princípio vivo em nossa vida. ... Cristo nos atribui Seu caráter sem pecado, apresentando-nos ao Pai em Sua própria pureza (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 299).

Os que não querem cair presa dos enganos de Satanás, devem guardar bem as vias de acesso à alma; devem-se esquivar de ler, ver ou ouvir tudo quanto sugira pensamentos impuros. Não devem permitir que a mente se demore ao acaso em cada assunto que o inimigo das almas possa sugerir. O coração deve ser fielmente guardado, pois de outra maneira os males externos despertarão os internos, e a alma vagará em trevas. 
Tereis de tornar-vos fiéis sentinela sobre os olhos, ouvidos, e vossos sentidos todos, se quereis controlar vossa mente e impedir que pensamentos vãos e corruptos vos manchem a alma. O poder da graça, unicamente, pode realizar esta importante obra (Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 228, 229). 

Muitos compreendem sua impotência; anelam aquela vida espiritual que lhes trará harmonia com Deus, e estão-se esforçando por obtê-la. Mas em vão. Em desespero, clamam: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Rom. 7:24. Que essas almas abatidas, em luta, olhem para o alto. O Salvador inclina-Se sobre a aquisição de Seu sangue, dizendo com inexprimível ternura
e piedade: "Queres ficar são?" João 5:6. Manda-vos levantar em saúde e paz. Não espereis sentir que estais são. Crede na palavra do Salvador. Ponde vossa vontade do lado de Cristo. Determinai servi-Lo, e agindo em obediência a Sua palavra, recebereis forças. Seja qual for a má prática, a paixão dominante que, devido a longa condescendência, prende tanto a alma como o corpo, Cristo é capaz de libertar, e anseia fazê-lo. Ele comunicará vida aos seres "mortos em ofensas". Efés. 2:1. Porá em liberdade o cativo, preso por fraqueza e infortúnio e pelas cadeias do pecado (A Ciência do Bom Viver, p. 84, 85).

Sexta-feira, 24 de novembro: Estudo adicional


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sábado, 28 de outubro de 2017

4º TRIMESTRE - LIÇÃO 5 - 28 DE OUTUBRO A 3 DE NOVEMBRO - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017


 Verso para Memorizar:
 “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma!
Antes, confirmamos a lei” (Rm 3:31).


Sábado à tarde, 28 de outubro

Visto a lei do Senhor ser perfeita, e portanto imutável, é impossível aos homens pecadores satisfazer, por si mesmos, a norma de sua exigência. Foi por isso que Jesus veio como nosso Redentor. Era Sua missão, mediante o tornar os homens participantes da natureza divina, pô-los em harmonia com os princípios da lei celestial. Quando abandonamos nossos pecados, e recebemos a Cristo como nosso Salvador, a lei é exaltada. Pergunta o apóstolo Paulo: "Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei." Rom. 3:31.
A promessa do novo concerto é: "Porei as Minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos." Heb. 10:16. Conquanto o sistema de símbolos que apontava para Cristo como o Cordeiro de Deus que devia tirar o pecado do mundo havia de passar com Sua morte, os princípios de justiça contidos no Decálogo são tão imutáveis como o trono eterno. Nenhum mandamento foi anulado, nem um jota ou um til foi mudado. Os princípios que foram dados a conhecer ao homem no Paraíso como a grande lei da vida, existirão, imutáveis, no Paraíso restaurado. Quando o Éden volver a florir na Terra, a lei divina do amor será obedecida por todos debaixo do Sol (O Maior Discurso de Cristo, p. 50).

A fé genuína se manifestará em boas obras, pois boas obras são frutos da fé. Ao operar Deus no coração, e entregar o homem sua vontade a Deus, e com Ele cooperar, ele manifesta na vida aquilo que Deus operou em seu íntimo pelo Espírito Santo, e há harmonia entre o propósito do coração e a prática da vida. Todo pecado deve ser renunciado como a coisa odiosa que crucificou o Senhor da vida e da glória, e o crente tem de ter uma experiência progressiva, fazendo continuamente as obras de Cristo. É pela contínua entrega da vontade, pela obediência contínua, que se retém a bênção da justificação.
Os que são justificados pela fé devem ter no coração o desejo de andar nos caminhos do Senhor. É uma prova de não estar o homem justificado pela fé, não corresponderem suas obras a sua profissão. Diz Tiago: "Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada." Tia. 2:22.
A fé que não produz boas obras não justifica a alma. "Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé." Tia. 2:24. "Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça" (Rom. 4:3; Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 397).

Como cristãos, comprometemo-nos a realizar e cumprir nossas responsabilidades e mostrar ao mundo que temos íntima ligação com Deus. Assim, por meio das piedosas palavras e obras de Seus discípulos, Cristo deve ser representado.
Deus requer de nós perfeita obediência a Sua lei - a expressão de Seu caráter. "Anulamos, pois, a lei, pela fé? Não, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei." Rom. 3:31. Esta lei é o eco da voz de Deus, dizendo a nós: Mais santos, sim, mais santos ainda (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 202).

Domingo, 29 de outubro: A lei

Os judeus volveram-se do Senhor Jesus, a quem os profetas haviam predito como o Messias vindouro, e não foram capazes de ver a finalidade daquilo que foi abolido. Anulando a lei de Deus, tendo aversão à verdade, o mundo cristão volveu costas a Cristo, tornando manifesto o fato de que não estavam acostumados a atentar para a verdade de origem celeste. As trevas se tornaram qual mortalha a cobrir a Terra toda. Não é agora o tempo de nos tornarmos débeis e doentios na fé. Não é tempo para permitir que o mundo converta a igreja de Deus. Levantem-se e resplandeçam agora os que possuem a luz, reunindo todos os raios de luz divina que lhes sejam comunicados (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 340).

Assim como a Bíblia apresenta duas leis, uma imutável e eterna, e outra provisória e temporária, assim há dois concertos. O concerto da graça foi feito primeiramente com o homem no Éden, quando, depois da queda, foi feita uma promessa divina de que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente. A todos os homens este concerto oferecia perdão, e a graça auxiliadora de Deus para a futura obediência mediante a fé em Cristo. Prometia-lhes também vida eterna sob condição de fidelidade para com a lei de Deus. Assim receberam os patriarcas a esperança da salvação.
Este mesmo concerto foi renovado a Abraão, na promessa: "Em tua semente serão benditas todas as nações da Terra." Gên. 22:18. Esta promessa apontava para Cristo. Assim Abraão a compreendeu (Gál. 3:8 e 16), e confiou em Cristo para o perdão dos pecados. Foi esta fé que lhe foi atribuída como justiça. O concerto com Abraão mantinha também a autoridade da lei de Deus. O Senhor apareceu a Abraão e disse: "Eu sou o Deus todo-poderoso, anda em Minha presença e sê perfeito." Gên. 17:1. O testemunho de Deus concernente a Seu fiel servo foi: "Abraão obedeceu à Minha voz, e guardou o Meu mandado, os Meus preceitos, os Meus estatutos, e as Minhas leis." Gên. 26:5. E o Senhor lhe declarou: "Estabelecerei o Meu concerto entre Mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus, e à tua semente depois de ti." Gên. 17:7.
Se bem que este concerto houvesse sido feito com Adão e renovado a Abraão, não poderia ser ratificado antes da morte de Cristo. Existira pela promessa de Deus desde que se fez a primeira indicação de redenção; fora aceito pela fé; contudo, ao ser ratificado por Cristo, é chamado um novo concerto. A lei de Deus foi a base deste concerto, que era simplesmente uma disposição destinada a levar os homens de novo à harmonia com a vontade divina, colocando-os onde poderiam obedecer à lei de Deus (Patriarcas e Profetas, p. 370, 371).

Ninguém jamais se torna melhor pela denúncia e recriminação. Falar de sua culpa a uma pessoa tentada, de modo algum lhe incute a resolução de ser melhor. Encaminhai os errantes, desanimados, para Aquele que é capaz de salvar perfeitamente a todos os que vão a Ele. Mostrai-lhe o que ele se pode tornar. Dizei-lhe que não há nele coisa alguma que o recomende a Deus, mas que Cristo morreu por ele a fim de que ele possa ser aceito no Amado. Inspirai-lhe esperança, mostrando-lhe que na força de Cristo ele pode proceder melhor. Apresentai-lhe as possibilidades que lhe pertencem. Apontai-lhe as alturas que pode alcançar. Ajudai-o a apegar-se à misericórdia do Senhor, a confiar em Seu poder de perdoar. Jesus está à espera de tomá-lo pela mão, desejoso de dar-lhe poder para levar uma vida nobre, virtuosa (Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 453).

Segunda-feira, 30 de outubro: Dívida ou graça?

Não bastava aos discípulos de Jesus o serem instruídos quanto à natureza de Seu reino. O que necessitavam era uma mudança de coração que os pusesse em harmonia com seus princípios. Chamando a Si uma criancinha, Jesus a colocou no meio deles; e, envolvendo ternamente o pequenino nos braços, disse: "Em verdade vos digo que, se vos não converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos Céus." Mat. 18:3. A simplicidade, o esquecimento de si mesma e o confiante amor de uma criancinha, são os atributos estimados pelo Céu. São essas as características da verdadeira grandeza.
Jesus tornou a explicar aos discípulos que Seu reino não se caracteriza por terrena dignidade e ostentação. Junto a Jesus esquecem-se todas estas distinções. O rico e o pobre, o instruído e o ignorante se encontram, sem nenhuma idéia de classe ou mundana preeminência. Todos se aproximam como almas compradas por sangue, igualmente dependentes dAquele que as redimiu para Deus (O Desejado de Todas as Nações, p. 437).

Apenas pela fé no nome de Cristo pode o pecador salvar-se. ... A fé em Cristo não é obra da natureza, mas, sim, atuação de Deus sobre o espírito humano, efetuada na vida pelo Espírito Santo, que revela a Cristo, como Cristo revelou o Pai. "A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem." Heb. 11:1. Com seu poder de justificar e santificar, está acima daquilo a que os homens chamam ciência. É a ciência das realidades eternas. A ciência humana é muitas vezes ilusória e desencaminhadora, mas essa ciência celestial jamais desencaminha. É tão simples que uma criança a pode compreender, e todavia os homens mais eruditos não a podem explicar. É inexplicável e imensurável, está além da capacidade humana expressá-la. 
Que inexprimível amor manifestou o Salvador para com os filhos dos homens! Não só afasta Ele o estigma do pecado, mas também limpa e purifica a alma, vestindo-a das roupagens de Sua própria justiça, que é imaculada, tecida nos teares do Céu. Ele não só alivia da maldição o pecador, mas leva-o à união consigo, fazendo incidir sobre ele os brilhantes raios de Sua justiça. O Universo celestial dá-lhe as boas-vindas, e ele é aceito no amado Filho de Deus. Que glória pode o homem caído, mediante arrependimento e fé, devolver a Deus! (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 48, 49).

Terça-feira, 31 de outubro: A promessa

Em uma visão da noite ouviu de novo a voz divina. "Não temas, Abraão", foram as palavras do Príncipe dos príncipes; "Eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão." Gên. 15:1-5. Mas sua mente estava tão oprimida com sinais que ele não pôde então apreender a promessa com implícita confiança, como antes fazia. Orou pedindo alguma prova palpável de que ela se cumpriria. E como deveria cumprir-se a promessa do concerto, enquanto o dom de um filho lhe era recusado? "Que me hás de dar", disse ele, "pois ando sem filhos?" Gên. 15:2. "E eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro." Gên. 15:3. Propôs fazer de seu fiel servo Eliézer seu filho adotivo, e herdeiro de suas posses. Mas foi-lhe assegurado que um filho dele mesmo seria o seu herdeiro. Levado para fora de sua tenda, foi-lhe dito que olhasse para as incontáveis estrelas a resplandecer nos céus; e, fazendo ele isto, foram proferidas estas palavras: "Assim será a tua semente." Gên. 15:5. "Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça" (Rom. 4:3; Patriarcas e Profetas, p. 136, 137).

Conquanto tenhamos de estar em harmonia com a lei de Deus, não somos salvos pelas obras da lei; contudo, não podemos ser salvos sem obediência. A lei é a norma pela qual é avaliada o caráter. Mas não podemos absolutamente guardar os mandamentos de Deus sem a graça regeneradora de Cristo. Só Jesus pode purificar-nos de todo pecado. Ele não nos salva pela lei, nem nos salvará na desobediência à lei.
Nosso amor a Cristo será proporcional à profundeza de nossa convicção do pecado. No entanto, ao vermos a nós mesmos, desviemos o olhar para Jesus, que a Si mesmo Se deu por nós para que pudesse remir-nos de toda iniqüidade. Pela fé apoderai-vos dos méritos de Cristo, e será aplicado o sangue que purifica a alma. Quão mais claramente discernirmos os males e os perigos a que temos estado expostos, tanto mais gratos seremos pela libertação por meio de Cristo. O evangelho de Cristo não dá licença aos homens para transgredirem a lei, pois foi pela transgressão que se abriram sobre o nosso mundo as comportas da aflição (Fé e Obras, p. 95, 96).

Há um tipo de crença que não é uma fé salvadora. A Palavra de Deus declara que os demônios crêem e tremem. A assim chamada fé que não opera por amor e purifica a alma, não justificará homem algum. Diz o apóstolo: "Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente." Tia. 2:24. Abraão cria em Deus. Como sabemos que ele cria? Suas obras testificavam do caráter de sua fé, e sua fé lhe foi imputada para justiça.
Precisamos da fé de Abraão em nossos dias, a fim de iluminar as trevas que nos cercam, impedindo a doce luz do amor de Deus e tolhendo o crescimento espiritual. Nossa fé deve ser fecunda em boas obras, pois a fé sem as obras é morta. Cada dever executado, cada sacrifício feito em nome de Jesus, resulta numa recompensa excelente. No próprio ato do dever Deus fala e dá a Sua bênção (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 71).

Quarta-feira, 1º de novembro: Lei e fé

É pela fé que os olhos espirituais contemplam a glória de Jesus. Esta glória está oculta até que o Senhor comunique a luz da verdade espiritual; pois os olhos da razão não a podem ver. A glória e mistério de Cristo permanecem incompreensíveis, enevoados por sua excessiva refulgência até que o Senhor faça resplandecer na vida sua significação. ... Pela fé, o homem apreende  luz divina de Cristo. Vemos incomparáveis atrativos em Sua pureza e humildade, em Sua abnegação, Seu assombroso sacrifício para salvar o homem caído. A contemplação de Cristo leva o homem a dar-se a si próprio o devido valor, pois compreende que o amor de Deus o fez grande. ... A possibilidade de ser semelhante a Jesus, a quem ama e adora, inspira-lhe aquela fé que opera por amor e purifica a alma.
Jesus é mais precioso à pessoa que O contempla com os olhos da fé, que tudo o mais; e o crente é mais precioso a Jesus que o fino ouro de Ofir. Cristo olha às próprias mãos - os sinais da crucifixão ali se encontram; e Ele diz: "Eis que, na palma das Minhas mãos, te tenho gravado; os teus muros estão continuamente perante Mim". Isa. 49:16. O cristão se acha murado pelas ricas, plenas promessas de um infinito Deus (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 56).

Temos Sua promessa. Temos o direito de posse à propriedade real no reino da glória. Nunca foi elaborado um título de propriedade mais estritamente de acordo com a lei, nem assinado de modo mais legível, do que o que dá ao povo de Deus o direito às mansões celestiais. "Não se turbe o vosso coração" - diz Cristo; - "credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também" (João 14:1-3; Visões do Céu, p. 35).

Todos os que quiserem podem ser incluídos na promessa do concerto. Precioso é o preço pago pela nossa redenção - o sangue do Filho unigênito de Deus. Cristo passou pela terrível prova da aflição. Sua natureza humana foi provada ao máximo. Ele sofreu a pena de morte da transgressão do homem. Tornou-Se o substituto e penhor do pecador. É poderoso para mostrar o fruto de Seus sofrimentos e morte, em Sua ressurreição dentre os mortos. Do fendido túmulo de José repercute a proclamação: "'Eu sou a ressurreição e a vida.' João 11:25. Os que crêem em Mim e fazem as obras de justiça que Eu faço, são justificados, santificados, embranquecidos e provados. Obtiveram piedade e vida eterna" (O Cuidado de Deus [MM 1995], p. 264).

No instante em que, pela fé, lançardes mão às promessas de Deus, e disserdes: Eu sou a ovelha perdida que Jesus veio salvar, nova vida tomará posse de vós, e recebereis força para resistir ao tentador. Mas a fé necessária para lançar mão das promessas não vem por intermédio dos sentimentos. "A fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus." Rom. 10:17. Não deveis esperar que se efetue alguma grande mudança; não deveis esperar sentir maravilhosa emoção. O Espírito de Deus deve impressionar vossa mente. ...
Dai crédito à palavra de Deus, dizendo: Ele me ama; deu a vida por mim; e Ele me salvará (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 116).

Quinta-feira, 2 de novembro: A lei e o pecado

Somos pecaminosos, e incapazes por nós próprios de praticar as palavras de Cristo. Mas Deus fez uma provisão, através da qual o pecador condenado pode ficar livre de qualquer mancha. "Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo." I João 2:1. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." I João 1:9. Mas enquanto Cristo salva o pecador, Ele não remove a lei que condena o pecador. ... A lei nos mostra os pecados, da mesma maneira que um espelho nos mostra que nosso rosto não está limpo. O espelho não pode limpar o rosto; esta não é sua finalidade.
Assim também com a lei. Ela aponta nossos defeitos, e nos condena, mas não tem poder para salvar-nos. Precisamos ir a Cristo, a fim de obter perdão. Ele tomará nossa culpa sobre Si, e nos justificará perante Deus. E Ele não apenas nos libertará do pecado, mas nos dará poder para obedecer à vontade de Deus (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 47). 

Estamos autorizados a ter na mesma consideração indicada pelo discípulo amado os que alegam permanecer em Cristo ao mesmo tempo que vivem em transgressão da lei de Deus. Existem nestes últimos dias males semelhantes àqueles que ameaçavam a prosperidade da igreja primitiva; e os ensinos do apóstolo João sobre estes pontos deveriam ser cuidadosamente considerados. "Necessitais mostrar caridade", é o clamor que se ouve em todos os lugares, principalmente da parte daqueles que professam santificação. Mas a verdadeira caridade é demasiado pura para acobertar um pecado inconfessado. Conquanto devamos amar as almas por quem Cristo morreu, não nos devemos comprometer com o mal. Não nos podemos unir aos rebeldes e chamar a isto caridade. Deus requer de Seu povo nesta fase do mundo que permaneça firme pelo direito tanto quanto João, em oposição aos erros que arruínam a alma (Atos dos Apóstolos, p. 554, 555).

O desejo de uma religião fácil, que não exija esforço, renúncia, nem ruptura com as loucuras do mundo, tem tornado popular a doutrina da fé, e da fé somente; mas que diz a Palavra de Deus? Declara o apóstolo Tiago: "Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? ... Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada. ... Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé." Tia. 2:14-24.
O testemunho da Palavra de Deus é contra esta doutrina perigosa da fé sem as obras. Não é fé pretender o favor do Céu sem cumprir as condições necessárias para que a graça seja concedida: é presunção; pois que a fé genuína se fundamenta nas promessas e disposições das Escrituras.
Ninguém se engane com a crença de que pode tornar-se santo enquanto voluntariamente transgride um dos mandamentos de Deus. O cometer o pecado conhecido faz silenciar a voz testemunhadora do Espírito e separa a alma de Deus. "Pecado é o quebrantamento da lei." E "qualquer que peca [transgride a lei] não O viu nem O conheceu". I João 3:6. Conquanto João em suas epístolas trate tão amplamente do amor, não hesita, todavia, em revelar o verdadeiro caráter dessa classe de pessoas que pretende ser santificada ao mesmo tempo em que vive a transgredir a lei de Deus. "Aquele que diz: Eu conheço-O, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a Sua Palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado." I João 2:4 e 5. Essa é a pedra de toque de toda profissão de fé. Não podemos atribuir santidade a qualquer pessoa sem julgá-la pela medida da única norma divina de santidade, no Céu e na Terra. Se os homens não sentem o peso da lei moral, se amesquinham e consideram levianamente os preceitos de Deus, se violam o menor desses mandamentos, e assim ensinam os homens, não serão de nenhum apreço à vista do Céu, e podemos saber que suas pretensões são destituídas de fundamento (O Grande Conflito, p. 472, 473).

Sexta-feira, 3 de novembro: Estudo adicional


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