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sábado, 28 de abril de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 5 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Pelo que também Deus O exaltou sobremaneira e Lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos Céus, na Terra e debaixo da Terra” (Fp 2:9, 10).

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Sábado à tarde, 28 de abril

A glória da humanidade de Cristo não apareceu quando Ele estava na Terra. Era considerado varão de dores, experimentado nos, trabalhos. Nós, por assim dizer, escondíamos dEle o rosto. Mas estava Ele seguindo o caminho que o plano de Deus Lhe indicara. Aquela mesma humanidade aparece agora, ao descer Ele do Céu, revestido de glória, triunfante, exaltado. ... Seus filhos crentes fortaleceram sua vocação e eleição. Erguem-se por ocasião da primeira ressurreição, e vozes incontáveis entoam o cântico: "Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas" (Apoc. 21:3 e 4; Nos Lugares Celestiais, MM [1968], p. 370).

Não há nenhuma força espiritual para nós em continuamente pensar em nossa fraqueza e nossos desvios, e lamentar a força de Satanás. Esta grande verdade deve ser estabelecida como princípio vivo em nosso espírito e coração — a eficácia da oferta feita por nós; que Deus pode salvar perfeitamente, e salva todos quantos a Ele se achegam cumprindo as condições especificadas em Sua Palavra. Nossa obra é colocar a própria vontade ao lado da Sua. Então, mediante o sangue da expiação, tornamo-nos participantes da natureza divina; por intermédio de Cristo, somos filhos de Deus, e temos a certeza de que Deus nos ama, mesmo como amou a Seu Filho. Somos um com Jesus. Andamos seguindo a direção de Cristo; Ele tem poder para dissipar as negras sombras lançadas por Satanás em nosso caminho; e, em vez de trevas e desânimo, brilha em nosso coração o sol de Sua glória. 
Nossa esperança deve ser constantemente fortalecida pelo conhecimento de que Cristo é nossa justiça. Repouse nossa fé sobre esse fundamento, pois ele subsiste para sempre. Em vez de deter-nos nas trevas do inimigo e temer-lhe o poder, devemos abrir o coração para a luz vinda de Cristo e deixar que ela irradie sobre o mundo, declarando que Ele está acima de todo o poder satânico, que Seu braço mantenedor sustentará todos quantos nEle confiam (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 741, 742). 

Ganhamos o Céu, não por nossos méritos, mas pelos méritos de Jesus Cristo. ... Que vossa esperança não se centralize em vós mesmos, mas nAquele, que penetrou para dentro do véu. Falai da bendita esperança e glorioso aparecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
É verdade que nos achamos expostos a grande perigo moral; é verdade que estamos em risco de ser corrompidos. Mas esses perigos só nos ameaçam ao confiarmos em nós mesmos, e não olharmos mais alto que os nossos esforços humanos. Assim fazendo naufragaremos na fé.
Em Cristo centralizam-se nossas esperanças de vida eterna. ... Nossa esperança é uma âncora para a alma, tão segura quão firme quando penetra no interior do véu, pois a alma sacudida pela tempestade se torna participante da natureza divina. Ela está ancorada em Cristo. Entre os elementos em fúria da tentação, ela não será arremessada sobre os rochedos ou envolvida no redemoinho. Sua nau sairá incólume da tempestade (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 75).

Domingo, 29 de abril: Sacrifício supremo

A revelação do amor de Deus para com os homens centraliza-se na cruz. A língua não pode exprimir Sua inteira significação, a pena é impotente para descrever, incapaz a mente humana de a penetrar. Olhando à cruz do Calvário, só nos é possível dizer: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3:16.
Cristo crucificado por nossos pecados, Cristo ressurgido dos mortos, Cristo elevado ao alto, eis a ciência de salvação que temos de aprender e ensinar. ...
É mediante o dom de Cristo que recebemos todas as bênçãos. Por meio desse dom chega dia a dia até nós o fluxo incessante da bondade de Jeová. Toda flor, com seus delicados matizes e sua fragrância, é concedida para nossa satisfação por intermédio daquele Dom. O Sol e a Lua foram feitos por Ele. Não há nenhuma estrela, que embeleze o céu, que por Ele não haja sido criada. Cada gota de chuva a cair, cada raio de sol espargido sobre nosso ingrato mundo, testifica do amor de Deus em Cristo. Tudo nos é suprido através daquele inexprimível Dom, o Filho unigênito de Deus. Ele foi pregado na cruz a fim de que todas essas bênçãos  pudessem fluir para a obra de Deus - o homem (A Ciência do Bom Viver, p. 423-425).

Adão e Eva, ao serem criados, tinham conhecimento da lei de Deus; estavam familiarizados com os reclamos da mesma relativamente a si; seus preceitos estavam escritos em seu coração. Quando o homem caiu pela transgressão, a lei não foi mudada, mas estabelecido um plano que remediasse a situação trazendo novamente o homem à obediência. Foi feita a promessa de um Salvador e prescritas ofertas sacrificais que apontavam ao futuro, para a morte de Cristo como a grande oferta pelo pecado. Mas, se a lei de Deus nunca houvesse sido transgredida, não teria havido morte, tampouco haveria necessidade de um Salvador; consequentemente não teria havido necessidade de sacrifícios (Patriarcas e Profetas, p. 363).

Somos testemunhas de Cristo, e não devemos permitir que os interesses mundanos de tal maneira nos absorvam o tempo e a atenção que não demos ouvidos às coisas que Deus disse que deviam vir primeiro. Estão em jogo interesses mais elevados. "Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça." Cristo deu tudo à obra que viera fazer, e Sua ordem a nós é: "Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-Me." Mat. 16:24. "E assim sereis Meus discípulos." João 15:8.
Voluntária e alegremente entregou-Se Cristo à execução da vontade de Deus. Foi obediente até à morte, e morte de cruz. Deveríamos nós considerar penoso negar a nós mesmos? Deveríamos recusar ser participantes dos Seus sofrimentos? Sua morte deve fazer vibrar cada fibra do ser, tornando-nos desejosos de consagrar à Sua obra tudo o que temos e somos. Ao pensarmos no que Ele tem feito por nós, deve nosso coração encher-se de amor.
Quando os que conhecem a verdade praticarem a abnegação ordenada pela Palavra de Deus, a mensagem irá com poder. O Senhor nos ouvirá as orações pela conversão de almas. O povo de Deus fará sua luz brilhar, e, vendo suas boas obras, os descrentes glorificarão ao nosso Pai celestial. Relacionemo-nos com Deus na obediência do sacrifício próprio (Conselhos Sobre Mordomia, p. 302).

Segunda, 30 de abril: O Cordeiro de Deus

João ficara profundamente comovido ao ver Jesus curvado como suplicante, rogando com lágrimas a aprovação do Pai. Ao ser Ele envolto na glória de Deus, e ouvir-se a voz do Céu, reconheceu o Batista o sinal que lhe fora prometido por Deus. Sabia ter batizado o Redentor do mundo. O Espírito Santo repousou sobre ele, e, estendendo a mão, apontou para Jesus e exclamou: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" João 1:29.
Ninguém, dentre os ouvintes, nem mesmo o que as proferira, discerniu a importância dessas palavras: "O Cordeiro de Deus". Sobre o monte Moriá, ouvira Abraão a pergunta do filho: "Meu pai! onde está o cordeiro para o holocausto?" O pai respondera: "Deus proverá para Si o cordeiro para o holocausto, meu filho". Gên. 22:7 e 8. E no cordeiro divinamente provido em lugar de Isaque, Abraão viu um símbolo dAquele que havia de morrer pelos pecados dos homens. Por intermédio de Isaías, o Espírito Santo, servindo-Se dessa ilustração, profetizou do Salvador: "Como um cordeiro foi levado ao matadouro", "o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos" (Isa. 53:7 e 6); mas o povo de Israel não compreendera a lição. Muitos deles consideravam as ofertas sacrificais muito semelhantes à maneira por que os gentios olhavam a seus sacrifícios - como dádivas pelas quais tornavam propícia a Divindade. Deus desejava ensinar-lhes que de Seu próprio amor provinha a dádiva que os reconciliava com Ele (O Desejado de Todas as Nações, p. 112, 113).

O serviço sacrifical que apontara a Cristo passou, mas os olhos dos homens voltaram-se para o sacrifício verdadeiro pelos pecados do mundo. ...
"Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles". Heb. 7:25. Conquanto o serviço houvesse de ser transferido do templo terrestre ao celestial; embora o santuário e nosso grande Sumo Sacerdote fossem invisíveis aos olhos humanos, todavia os discípulos não sofreriam com isso nenhum detrimento. Não experimentariam nenhuma falha em sua comunhão, nem enfraquecimento de poder devido à ausência do Salvador. Enquanto Cristo ministra no santuário em cima, continua a ser, por meio de Seu Espírito, o ministro da igreja na Terra. Ausente de nossos olhos, cumpre-se, entretanto, a promessa que nos deu ao partir: "Eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos". Mat. 28:20. Conquanto delegue Seu poder a ministros inferiores, Sua vitalizante presença permanece ainda em Sua igreja (O Desejado de Todas as Nações, p. 166).

Nosso precioso Redentor acha-Se perante o Pai como nosso intercessor. ... Examinem, os que querem satisfazer a norma divina, por si mesmos as Escrituras, a fim de obterem conhecimento da vida de Cristo, e compreenderem Sua missão e obra. Contemplem-nO eles como seu Advogado, dentro do véu, tendo na mão o incensário de ouro, do qual o santo incenso dos méritos de Sua justiça ascendem a Deus em favor dos que a Ele oram. Pudessem eles vê-Lo assim, e sentiriam uma certeza de que possuem um Advogado poderoso, influente nas cortes celestes, e que sua petição está ganha ante o trono de Deus (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 72).

Terça, 1º de maio: O amor do Espírito

Ninguém senão o Filho de Deus poderia efetuar nossa redenção; pois unicamente Aquele que estivera no seio do Pai é que O podia revelar. Só Ele, que conhecia a altura e a profundidade do amor de Deus, podia manifestá-lo. Nada menos que o infinito sacrifício efetuado por Cristo em favor do homem caído, é que podia exprimir o amor do Pai pela humanidade perdida.
"Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito." João 3:16. Ele O deu, não somente para que vivesse entre os homens, tomasse sobre Si os seus pecados, e morresse em sacrifício por eles; deu-O à raça caída. Cristo devia identificar-Se com os interesses e necessidades da humanidade. Ele, que era um com Deus, ligou-Se aos filhos dos homens por laços que nunca se romperão. Jesus "não Se envergonha de lhes chamar irmãos". Heb. 2:11. Ele é nosso sacrifício, nosso Advogado, nosso Irmão, apresentando nossa forma humana perante o trono do Pai, achando-Se, através dos séculos eternos, unido à raça que Ele - o Filho do homem - redimiu. E tudo isto para que o homem pudesse ser erguido da ruína e degradação do pecado, a fim de que refletisse o amor de Deus e participasse da alegria da santidade (Caminho a Cristo, p. 14).

"Convinha que, em todas as coisas, Se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel Sumo Sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo" (Heb. 2:17), mediante a expiação. O pecador arrependido deve crer em Cristo como seu Salvador pessoal. Esta é sua única esperança. Ele pode apoderar-se dos méritos do sangue de Cristo, apresentando a Deus o Salvador crucificado e ressurreto como seu merecimento. Assim, pelo ato de Cristo oferecer-Se a Si mesmo, o Inocente pelo culpado, é removida toda obstrução, e o perdoador amor de Deus flui para o homem caído em abundantes caudais de misericórdia.
Tão somente ide a Jesus agora, durante o tempo que se chama Hoje (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 34). 

Nós que caímos por intermédio da transgressão da lei de Deus, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo. O caminho está livre para todos se prepararem para o segundo aparecimento de Jesus Cristo, para que em Seu aparecimento possamos ser vindicados, tendo posto de parte todo o mal, e tendo vencido mediante a purificação do sangue de Cristo. Mediante a intercessão de Cristo, a imagem de Deus é renovada na mente, coração e caráter. Mediante o sangue do Unigênito Filho de Deus, obtemos redenção. ...
Digo a todos: não permitais que um pensamento ou sentimento não santificado seja acariciado. O poder da graça de Cristo é maravilhoso. Quando o inimigo surge como um dilúvio, o Espírito do Senhor ergue para o crente confiante um estandarte contra o inimigo. Orai, irmãos e irmãs, orai por vós mesmos. O amor e a graça de Cristo ultrapassam em muito nossas concepções finitas. Pleiteai, como por vossas vidas, por serdes purificados de tudo quanto contamine. Revesti-vos de Cristo no comportamento e revelai por todos um interesse altruísta e bondade. Devemos captar o tema do amor redentor e seguir adiante para conhecer o Senhor, para que em simplicidade possamos revelar Seu caráter (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 59).

Quarta, 2 de maio: Nosso Sumo Sacerdote

A intercessão de Cristo no santuário celestial, em prol do homem, é tão essencial ao plano da redenção, como o foi Sua morte sobre a cruz. Pela Sua morte iniciou essa obra, para cuja terminação ascendeu ao Céu, depois de ressurgir. Pela fé devemos penetrar até o interior do véu, onde nosso Precursor entrou por nós. (Heb. 6:20.) Ali se reflete a luz da cruz do Calvário. Ali podemos obter intuição mais clara dos mistérios da redenção. A salvação do homem se efetua a preço infinito para o Céu; o sacrifício feito é igual aos mais amplos requisitos da violada lei de Deus. Jesus abriu o caminho para o trono do Pai, e por meio de Sua mediação pode ser apresentado a Deus o desejo sincero de todos os que a Ele se chegam pela fé (O Grande Conflito, p. 489).

Lembremo-nos de que nosso grande Sumo Sacerdote está pleiteando diante do propiciatório em favor de Seu povo redimido. Ele vive sempre para interceder por nós. "Se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo" (1 Jo 2:1). ...
Ele não se esquecerá de Sua igreja neste mundo de tentação. Contempla Seu povo que passa por provas e sofrimento, e ora por eles. [...] Sim, neste mundo, que é um mundo perseguidor e todo marcado e desfigurado pelo pecado, Ele contempla Seu povo e sabe que este precisa de todos os recursos divinos de Sua simpatia e de Seu amor. Nosso Precursor entrou por nós além do véu, mas, pela áurea corrente do amor e da verdade, está ligado a Seu povo em íntima simpatia.
Ele intercede pelos mais humildes, pelos mais oprimidos e sofredores, pelos mais provados e tentados. Com as mãos erguidas, Ele alega: "Eis que Eu gravei você nas palmas das Minhas mãos" (Is 49:16). Deus se deleita em ouvir as súplicas de Seu Filho, e as atende [Citado Hb 4:14-16] (Review and Herald, 15/9/1893; Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 47) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1.058).

Muitos que professam ser cristãos se empolgam com empreendimentos mundanos, e seu interesse é despertado por novos e agitados divertimentos, ao passo que têm o coração frio, e parecem gelados na causa de Deus. Eis um tema, pobres formalistas, de suficiente importância para empolgá-los. Interesses eternos acham-se aí envolvidos. Em se tratando desse assunto, é pecado ser calmo e sem entusiasmo. As cenas do Calvário requerem a mais profunda emoção. A esse respeito vocês estarão desculpados se manifestarem entusiasmo. Que Cristo, tão excelente, tão inocente, devesse sofrer tão dolorosa morte, suportando o peso dos pecados do mundo jamais poderão nossos pensamentos e imaginação compreender plenamente. O comprimento, a largura, a altura e a profundidade de tão assombroso amor, não podemos sondar. A contemplação das incomparáveis profundidades do amor do Salvador, deve encher a mente, tocar e sensibilizar o coração, refinar e enobrecer as afeições, transformando inteiramente todo o caráter. Eis a linguagem do apóstolo: “Nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e Este crucificado.” 1 Coríntios 2:2. Também nós devemos olhar para o Calvário, e exclamar: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gálatas 6:14; Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 213).

Quinta, 3 de maio: Nosso Intercessor

Durante dezoito séculos este ministério continuou no primeiro compartimento do santuário. O sangue de Cristo, oferecido em favor dos crentes arrependidos, assegurava-lhes perdão e aceitação perante o Pai; contudo, ainda permaneciam seus pecados nos livros de registro. Como no serviço típico havia uma expiação ao fim do ano, semelhantemente, antes que se complete a obra de Cristo para redenção do homem, há também uma expiação para tirar o pecado do santuário. Este é o serviço iniciado quando terminaram os 2.300 dias. Naquela ocasião, conforme fora predito pelo profeta Daniel, nosso Sumo Sacerdote entrou no lugar santíssimo para efetuar a última parte de Sua solene obra - purificar o santuário (O Grande Conflito, p. 421).

A purificação, tanto no serviço típico como no real, deveria executar-se com sangue: no primeiro com sangue de animais, no último com o sangue de Cristo.
A purificação não era uma remoção de impurezas físicas, pois isso devia ser realizado com sangue e, portanto, devia ser uma purificação do pecado.
Mas, como poderia haver pecado em relação com o santuário, quer no Céu quer na Terra?
Como antigamente os pecados do povo eram transferidos, em figura, para o santuário terrestre mediante o sangue da oferta pelo pecado, assim nossos pecados são, de fato, transferidos para o santuário celestial, mediante o sangue de Cristo. E como a purificação típica do santuário terrestre se efetuava mediante a remoção dos pecados pelos quais se poluíra, consequentemente, a real purificação do santuário celeste deve efetuar-se pela remoção, ou apagamento, dos pecados que ali estão registrados. Isso necessita um exame dos livros de registro para determinar quem, pelo arrependimento dos pecados e fé em Cristo, tem direito aos benefícios de Sua expiação. 
No grande dia da paga final, ... pela virtude do sangue expiatório de Cristo, os pecados de todo o verdadeiro arrependido serão eliminados dos livros do Céu (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 203). 

Vivemos hoje no grande dia da expiação. No cerimonial típico, enquanto o sumo sacerdote fazia expiação por Israel, exigia-se de todos que afligissem a alma pelo arrependimento do pecado e pela humilhação, perante o Senhor, para que não acontecesse serem extirpados dentre o povo. De igual modo, todos quantos desejem seja seu nome conservado no livro da vida, devem, agora, nos poucos dias de graça que restam, afligir a alma diante de Deus, em tristeza pelo pecado e em arrependimento verdadeiro.* Deve haver um exame de coração, profundo e fiel. ... Há uma luta intensa diante de todos os que desejam subjugar as más tendências que insistem no predomínio. A obra de preparação é uma obra individual. Não somos salvos em grupos. A pureza e devoção de um, não suprirá a falta dessas qualidades em outro. ... Cada um deve ser provado, e achado sem mancha ou ruga, ou coisa semelhante. 
Todos os que verdadeiramente se tenham arrependido do pecado e que pela fé hajam reclamado o sangue de Cristo, como seu sacrifício expiatório, tiveram o perdão acrescentado ao seu nome, nos livros do Céu; tornando-se eles participantes da justiça de Cristo, e verificando-se estar o seu caráter em harmonia com a lei de Deus, seus pecados serão riscados e eles próprios havidos por dignos da vida eterna. O Senhor declara: ... "Eu, Eu mesmo, sou O que apago as tuas transgressões por amor de Mim, e dos teus pecados Me não lembro" (Isa. 43:25; Maranata, O Senhor Vem [MM 1977], p. 91).

Sexta, 4 de maio: Estudo adicional

Olhando para o Alto [MM 1983], "Hoje", p. 192.
Nos Lugares Celestiais [MM 1968], "Cristo, nosso sacrifício e penhor", p. 38.

sábado, 23 de dezembro de 2017

4º TRIMESTRE - LIÇÃO 13 - 23 A 29 DE DEZEMBRO - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017


 Verso para Memorizar:
 “Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus” (Rm 14:10).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: Comentários de Ellen G. White Sobre a Lição da Escola Sabatina 2017, 4º Trimestre, Lição 13, 23 a 29 de dezembro.

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Sábado à tarde, 23 de dezembro

Explicou-lhes a parábola, do mesmo modo que tornará clara Sua palavra a todos os que O procuram em sinceridade de coração. Os que estudam a Palavra de Deus com o coração aberto para a iluminação do Espírito Santo, não permanecerão em trevas quanto à significação da mesma. "Se alguém quiser fazer a vontade dEle", dizia Cristo, "pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se Eu falo de Mim mesmo." João 7:17. Todos os que vão a Cristo com o desejo de um mais claro conhecimento da verdade, o receberão. Ele lhes desdobrará os mistérios do reino dos Céus, e os mesmos serão compreendidos pelos corações que anelam conhecer a verdade. Uma luz celeste raiará no templo da alma e será revelada a outros como o brilho refulgente de uma lâmpada em estrada tenebrosa (Parábolas de Jesus, p. 36).

Os homens não poderão impunemente espezinhar a Palavra de Deus. O sentido desta terrível declaração é apresentado no capítulo final do Apocalipse: "Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão escritas neste livro." Apoc. 11:5; 22:18 e 19.
Estas são as advertências que Deus deu para guardar os homens de mudar de qualquer maneira o que revelou ou ordenou. Essas solenes declarações de castigo se aplicam a todos os que por sua influência levam os homens a considerar levianamente a lei de Deus. Deveriam fazer tremer aos que declaram ser de pouca  importância obedecer ou não à lei de Deus. Todos os que exaltem suas próprias opiniões acima da revelação divina, todos os que mudem o sentido claro das Escrituras para acomodá-lo à sua própria conveniência, ou pelo motivo de se conformar com o mundo, estão a trazer sobre si terrível responsabilidade. A Palavra escrita, a lei de Deus, aferirá o caráter de todo homem, e condenará a todos a quem esta infalível prova declarar em falta (O Grande Conflito, p. 268).

Deus requer homens - aqueles que aos Seus olhos serão fiéis. É preciso que se realizem reformas nas igrejas. Grande é a necessidade hoje de restabelecer no coração de homens e mulheres a antiga reverência para com os dez mandamentos. Pela obediência a esses mandamentos será a humanidade santificada, para que os resultados do ceticismo não se fortaleçam, mas o fundamento de nossa fé seja manifestado, e todos os preceitos da santa lei de Deus revigorados. Importa despertar a compreensão da responsabilidade individual. Cumpre aos homens lembrar que, para serem considerados como homens pelo Senhor, sua conduta deve ser justa, pura e verdadeira. [...]
O amor por Jesus Cristo nos leva a obedecer aos mandamentos de Deus, que são uma lâmpada para os nossos pés e uma luz para o nosso caminho (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 194).

Domingo, 24 de dezembro: Fraco na fé

Coisa muito delicada é lidar com a mente humana. Podes ficar em atitude severa, e nunca jamais abrandar-lhes o coração; ou podes aproximar-te da pessoa aflita e, com o coração repleto de amor, desviá-la do campo de batalha do inimigo. 
Não podemos correr o risco de ser, de qualquer modo, um empecilho a outrem. Cada qual tem suas tentações e provas particulares, e nós devemos estar em condições onde possamos ajudar a fortalecer os tentados. Devemos animar e, se possível, erguer os que estão fracos na fé. Falando das promessas de Deus, podemos às vezes remover a depressão da mente dos que estão em provas e dificuldades (Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 435). 

Os planos do inimigo são tão ardilosos, e tão capciosas as complicações suscitadas por ele, que os que são fracos na fé não conseguem discernir os seus enganos. Eles caem nas ciladas preparadas por Satanás, o qual atua mediante instrumentos humanos para enganar, se possível, os próprios eleitos. Unicamente os que se acham firmemente ligados a Deus conseguirão discernir as falsidades e as intrigas do inimigo. [...]
Pensai na glória reservada aos que vencerem! Eles verão a face dAquele em cuja presença há plenitude de alegria, e na Sua destra delícias perpetuamente.
Permitamos que Deus controle nossa mente. Não digamos nem façamos coisa alguma que desvie alguém do caminho reto (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 95).

Deus não quer que nos assentemos na cadeira de juiz e nos julguemos uns aos outros. ... Quando virmos erros em outros, lembremo-nos de que nós temos faltas, talvez mais graves à vista de Deus, do que aquela que condenamos em nosso irmão. Em vez de publicar seus defeitos, peçamos a Deus que o abençoe e o ajude a vencê-los. Cristo aprovará tal espírito e ação, e abrirá o caminho para falardes uma palavra de sabedoria que comunicará força e auxílio ao fraco na fé. [...]
Cada coração tem suas mágoas e decepções, e devemos procurar aliviar as cargas uns dos outros, manifestando o amor de Jesus aos que nos rodeiam. Se nossa conversação fosse acerca do Céu e de coisas celestiais, o falar mal logo deixaria de exercer sobre nós qualquer atração. [...]
Em vez de descobrir faltas nos outros, critiquemos a nós mesmos. Cada um de nós deve dirigir-se a pergunta: Está meu coração reto perante Deus? Porventura meu procedimento glorificará meu Pai que está no Céu? Se tendes acariciado um espírito errado, seja ele banido de vossa vida. É dever vosso erradicar do coração tudo que seja de natureza corrupta; toda raiz de amargura deve ser arrancada, a fim de que outros não se contaminem com sua malfazeja influência. Não permitais que uma só planta venenosa permaneça no solo de vosso coração. Destruí-a nesta mesma hora, e plantai em seu lugar a planta do amor. Seja Jesus colocado em lugar especial do coração (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 184).

Segunda-feira, 25 de dezembro: Diante do tribunal de Deus

Ao realizardes a tarefa de que sois incumbidos, sem contender com os demais nem criticá-los, vosso trabalho será acompanhado de liberdade, luz e poder tais, que imprimirá feição peculiar e influência poderosa às instituições ou empreendimentos a que estais ligados.
Lembrai-vos de que quando estais de mau humor e pensais ser vosso dever chamar à ordem toda pessoa que de vós se aproxima, nunca estais em terreno vantajoso. Se cedeis à tentação de criticar os demais, apontar-lhes as faltas e demolir o que fazem, podeis estar certos de que não fareis a vossa parte nobre e devidamente. 
Este é o tempo em que todo homem que ocupa cargo de responsabilidade, e cada membro da igreja deve pôr todo aspecto de seu trabalho em perfeita consonância com os ensinos da Palavra de Deus. Por meio de vigilância incansável, orações fervorosas, e palavras e atos cristãos, devemos mostrar ao mundo o que Deus quer que Sua igreja seja. [...]
Cristo condescendeu em colocar-Se à frente da humanidade para sofrer tentações e suportar as provas que a humanidade tem que sofrer e suportar. Devia conhecer o que a humanidade tem que sofrer da parte do inimigo caído, a fim de saber como socorrer os que são tentados.
E Cristo foi feito nosso juiz. O Pai não é o juiz. Tampouco o são os anjos. Aquele que Se revestiu da humanidade e viveu neste mundo vida perfeita, será quem nos há de julgar. Só Ele pode ser nosso Juiz. ... Nenhum de vós foi designado para julgar a outrem. Tudo o que podeis fazer é corrigir-vos a vós mesmos (Minha Consagração Hoje [MM 1989], p. 314). 

Meus irmãos e irmãs, tereis em mente que ao lidardes com a herança de Deus não deveis dar expansão a vossas características naturais? O povo de Deus é a possessão adquirida de Cristo, e que preço pagou Ele por eles? Será qualquer um de nós encontrado ajudando ao inimigo de Deus e do homem por desanimar e destruir almas? Qual será a retribuição que sobre nós virá se fizermos esta espécie de trabalho? Deve cada um de nós desarraigar de nossa conversação tudo que seja áspero e severo. Não devemos condescender na condenação de outros, e assim não faremos se formos um com Cristo. Devemos representar a Cristo em nosso trato com os nossos semelhantes. Devemos ser colaboradores de Deus em ajudar aos que são tentados. Não devemos encorajar almas a semear as sementes da dúvida; pois estas produzirão uma perniciosa colheita. Devemos aprender de Cristo, pôr em prática Seus métodos e revelar Seu Espírito. É-nos ordenado: "Haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus." Filip. 2:5. Devemos educar-nos a crer na Palavra de Deus que tão maravilhosa e gloriosamente se está cumprindo. Se tivermos a plena certeza de fé, não condescenderemos em duvidar de nossos irmãos e irmãs (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 225).

O grande dia do Senhor está perto, às portas. Quando Cristo aparecer nas nuvens do céu, os que não O buscaram de todo o coração, os que se deixaram enganar, certamente perecerão. Nossa única segurança encontra-se no arrependimento e na conversão, e no cancelamento dos pecados. Os que agora buscarem fervorosamente ao Senhor, humilhando o coração diante dEle e abandonando seus pecados, irão, mediante a santificação pela verdade, ser habilitados a unir-se com os membros da família real, e verão o Rei em Sua formosura(Este Dia com Deus [MM 1980], p. 259).

Terça-feira, 26 de dezembro: Nenhuma ofensa

Os que professam ser cristãos mas não seguem os passos de Cristo, tornam sem efeito Suas palavras, e obscurecem o plano de salvação. Por seu espírito e procedimento eles virtualmente dizem: "Jesus, em Teus tempos não compreendias tão bem como nós hoje, que o homem pode servir a Deus e às riquezas." Esses professos religiosos alegam observar a lei de Deus, mas na verdade não o fazem. Oh, o que não se teria tornado a norma da verdadeira virilidade tivesse ela sido deixada nas mãos do próprio homem! Deus realçou Sua própria norma - os mandamentos de Deus e a fé de Jesus; e a experiência que se segue a uma entrega total a Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 57). 

Cuidai de que pelo vosso exemplo não ponhais outras almas em perigo. Coisa terrível é perdermos nossa própria alma, mas seguir uma conduta que ocasione a perda de outras almas é ainda mais terrível. Que nossa influência seja um cheiro de morte para morte é um pensamento terrível, no entanto isto é possível. Com que fervor, então, devemos guardar nossos pensamentos, nossas palavras, nossos hábitos, nossa disposição! Deus exige santidade pessoal. Somente revelando o caráter de Cristo poderemos nós cooperar com Ele na salvação de pessoas (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 158).

É a provação que nos leva a ver o que somos. É o período da tentação que nos dá um lampejo do verdadeiro caráter de alguém, e mostra a necessidade de cultivar bons traços. Confiando na bênção de Deus, o cristão está seguro em qualquer parte. Na cidade ele não será corrompido. Na sala do tribunal será destacado por seus hábitos de estrita integridade. Na oficina mecânica todo seu trabalho será feito com fidelidade, visando unicamente a glória de Deus. Quando essa conduta for seguida individualmente por seus membros, a igreja terá êxito. A prosperidade nunca acompanhará essas igrejas a menos que os membros individuais estejam intimamente ligados com Deus, tendo interesse altruísta na salvação de seus semelhantes. Os pastores podem pregar sermões aprazíveis e convincentes, e fazer muito esforço para edificar a igreja e fazê-la prosperar; mas a menos que seus membros façam individualmente sua parte como servos de Jesus Cristo, a igreja estará sempre em trevas e sem forças. Endurecido e tenebroso como se acha o mundo, a influência de um exemplo verdadeiramente coerente será uma força para o bem (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 285, 286).

Quarta-feira, 27 de dezembro: Observância de dias

Deus mostrou quão alto valor dá Ele a toda alma humana, e não dá direito a homem algum de falar desprezivelmente de outro. Veremos faltas e fraquezas nos que nos rodeiam, mas Deus reivindica toda alma como Sua propriedade - Sua pela criação, e duplamente Sua como comprada com o precioso sangue de Cristo. Todos foram criados à Sua imagem, e mesmo os mais degradados devem ser tratados com respeito e ternura. Deus nos considerará responsáveis mesmo por uma palavra proferida em desprezo a respeito de uma alma por quem Cristo depôs a vida. [...]
Quando postos em conflito com os inimigos de Cristo, nada devemos dizer em um espírito de represália, ou que tenha sequer a aparência de um juízo de maldição. Aquele que ocupa o lugar de porta-voz de Deus não deve proferir palavras que nem a Majestade do Céu empregaria quando contendendo com Satanás. Devemos deixar com Deus a obra de julgar e condenar (O Maior Discurso de Cristo, p. 56-58).

O ser humano finito, [...] deve aceitar o que a Palavra de Deus diz, e então apreciá-la como ela é, aplica-la à vida e entretecê-la no caráter. Tudo o que diz respeito à salvação do homem está claramente revelado na Palavra de Deus, e se tomarmos essa Palavra e procurarmos compreendê-la usando o máximo de nossa capacidade, Deus nos ajudará nessa compreensão.
A mente humana, sem o auxílio especial do Espírito de Deus, verá na Bíblia muitas coisas difíceis de compreender, porque ela não tem a iluminação divina. As pessoas não devem se aproximar à Palavra de Deus segundo seu próprio método, sua própria vontade ou suas próprias ideias, mas com um espírito manso, humilde e santo.
Nunca tentem examinar as Escrituras, a menos que estejam prontos a ouvir, prontos a aprender, prontos a escutar a Palavra de Deus como se Sua voz estivesse falando diretamente a vocês por meio dos oráculos vivos. Que o mortal nunca se coloque como juiz da Palavra de Deus ou queira determinar quanto de um trecho é inspirado e quanto não é, ou que uma porção é mais inspirada do que algumas outras. Deus o adverte a que saia desse terreno. Deus não lhe deu nenhuma obra desse tipo a fazer (CBASD, v. 6, p. 1.022, 1023).

Devemos pedir que o Senhor abra nosso entendimento para que compreendamos a verdade divina. Se humilharmos o coração diante de Deus, se tirarmos dele a vaidade, o orgulho e o egoísmo, mediante a graça abundantemente a nós outorgada; se desejarmos sinceramente e crermos firmemente, os brilhantes raios do Sol da Justiça incidirão sobre a nossa mente, iluminando nosso entendimento obscurecido (Fundamentos da Educação Cristã, p. 183).

Quinta-feira, 28 de dezembro: Palavras finais

Devemos pedir que o Senhor abra nosso entendimento para que compreendamos a verdade divina. Se humilharmos o coração diante de Deus, se tirarmos dele a vaidade, o orgulho e o egoísmo, mediante a graça abundantemente a nós outorgada; se desejarmos sinceramente e crermos firmemente, os brilhantes raios do Sol da Justiça incidirão sobre a nossa mente, iluminando nosso entendimento obscurecido. [...]
Pouco sabemos de nosso próprio coração, e pouca intuição temos de nossa própria necessidade da misericórdia de Deus. Por isso é que tão pouco acariciamos aquela suave compaixão que Jesus manifesta para conosco, e que devemos também manifestar uns para com os outros. Devemos lembrar-nos de que nossos irmãos são fracos e falíveis mortais, tais como nós mesmos. Suponhamos que um irmão, por falta de vigilância, tenha sido arrastado pela tentação; e que, contrariamente à sua conduta geral, tenha cometido algum erro; que procedimento devemos ter para com ele? Aprendemos, da história bíblica, que homens que Deus empregara para realizar uma grande e boa obra, cometeram pecados graves. O Senhor não os passou por alto, sem repreensão, tampouco rejeitou Ele Seus servos. Quando se arrependeram, Ele graciosamente lhes perdoou, revelando-lhes a Sua presença e por eles operando. Considerem os pobres e fracos mortais quão grande é sua necessidade de misericórdia e longanimidade de Deus e de seus irmãos. Guardem-se eles de julgar e condenar os outros. Devemos encarar as instruções do apóstolo: “Vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.” Gálatas 6:1. Podemos cair sob tentação e precisar de toda a paciência que somos chamados a exercer para com o ofensor. “Com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós” (Mateus 7:2; Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 245, 247). 

Perante Aquele que reina nos Céus, são igualmente conhecidos os mistérios do passado e do futuro, pois Deus vê através da miséria, das trevas e ruína operadas pelo pecado, a operação de Seu propósito de amor e bênção. Ainda que nuvens e trevas estejam ao Seu redor, justiça e juízo são a base de Seu trono. [...]
Através do plano da salvação há de realizar-se um desígnio mesmo mais vasto do que a salvação do homem e a redenção da Terra. Mediante a revelação do caráter de Deus em Cristo, seria manifesta perante o Universo a beneficência do governo divino, refutada a acusação de Satanás, esclarecidas a natureza e as consequências do pecado, e demonstrada plenamente a perpetuidade da lei.
Então o extermínio do pecado reivindicará o amor de Deus, e estabelecerá Sua honra perante um universo de seres que se deleitam em fazer Sua vontade, e em cujo coração está a Sua lei (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 365).

Mas mesmo aqui podem os cristãos fruir a alegria da comunhão com Cristo; é-lhes dado possuir a luz do Seu amor, o perpétuo conforto de Sua presença. Cada passo da vida nos pode levar mais perto de Jesus, pode-nos trazer uma mais profunda experiência de Seu amor, conduzindo-nos um passo mais próximo do bendito lar de paz. 
Em crer há paz e alegria no Espírito Santo. O crer traz paz, e a confiança em Deus traz alegria. Crede, crede! diz meu coração, crede. Descansai em Deus. Ele pode guardar aquilo que Lhe confiastes. Ele vos fará mais do que vencedores por Aquele que vos amou (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 118).

Sexta-feira, 29 de dezembro: Estudo adicional

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