Mostrando postagens com marcador justiça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador justiça. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de março de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 12 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a Tua palavra. De todo o coração Te busquei; não me deixes fugir aos Teus mandamentos. Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl 119:9-11).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 1º Trimestre 2018 - Lição 12 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 17 de março

O inimigo não pode vencer o humilde que aprende de Cristo, aquele que anda, orando, perante o Senhor. Cristo Se interpõe como uma proteção, um refúgio contra os assaltos do maligno. É-nos feita a promessa: "Vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito do Senhor arvorará contra ele a Sua bandeira." Isa. 59:19. [...]
Foi permitido a Satanás tentar o muito confiante Pedro, como lhe fora permitido tentar a Jó; mas uma vez feito isso, teve que retirar-se. Se houvesse sido permitido a Satanás prosseguir em sua tentativa, não teria havido esperança para Pedro. Ele teria fracassado na fé. Mas o inimigo não ousa avançar um milímetro além dos limites que lhe são permitidos. Não existe, em toda a capacidade satânica, poder algum que incapacite a pessoa que confia, com fé simples, na sabedoria que de Deus vem. 
Cristo é a nossa torre forte, e Satanás não pode exercer poder sobre a pessoa que anda com Deus em humildade de espírito. A promessa é: "Que se apoderem da Minha força e façam paz comigo; sim, que façam paz comigo." Isa. 27:5. Em Cristo, há auxílio perfeito e completo para todo indivíduo tentado. Perigos nos assaltam a cada passo, mas todo o Universo celestial está a postos em guarda, para que ninguém possa ser tentado além do que é capaz de suportar. Alguns têm traços fortes de caráter, que precisarão ser constantemente refreados. Se mantidos sob o domínio do Espírito de Deus, esses traços serão uma bênção, mas se não, se tornarão em maldição. ... Se nos dedicarmos abnegadamente ao trabalho, não nos apartando no mínimo ponto dos princípios, o Senhor nos envolverá com Seus braços eternos e Se tornará um poderoso auxiliar. Se considerarmos a Jesus Alguém em quem podemos confiar, Ele nunca nos falhará em circunstância alguma (Minha Consagração Hoje [MM 1989/1953], p. 296). 

As palavras da verdade crescerão de importância e assumirão largueza e plenitude de significado com que jamais sonhamos. A beleza e a opulência da Palavra têm influência transformadora sobre a mente e o caráter. A luz do amor celeste incidirá sobre a alma, qual inspiração. A apreciação da Bíblia aumenta com o estudo. Para onde quer que se volte o aluno, achará manifestos a infinita sabedoria e o amor de Deus (Parábolas de Jesus, p. 132).

E cristãos que se ligam com associações mundanas estão se prejudicando a si mesmos da mesma maneira que desencaminhando a outros. Os que temem a Deus não podem escolher por companheiros os ímpios, e ficar eles próprios incólumes. Nessas sociedades eles são postos sob a influência de princípios e costumes mundanos, e mediante o poder da associação e do hábito a mente se torna mais e mais conformada às normas do mundo. Esfria seu amor para com Deus, e não têm nenhum desejo de comunhão com Ele. Tornam-se espiritualmente cegos. Não podem ver nenhuma diferença particular entre o transgressor da lei de Deus, e os que O temem e guardam os Seus mandamentos. Eles chamam ao mal bem, e ao bem mal. O esplendor das realidades eternas se esvaece. A verdade pode-lhes ser apresentada de maneira convincente, mas eles não têm fome do pão da vida, nem sede das águas da salvação. Bebem de cisternas rotas que não podem conservar as águas. Oh!, fácil coisa é, pela associação com o mundo, contagiar-se com seu espírito, ser moldado por suas maneiras de ver as coisas, de modo que não discirnamos a preciosidade de Jesus e da verdade. E justamente na medida em que o espírito do mundo habita em nosso coração, regerá ele nossa vida (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 129).

Domingo, 18 de março: Hábito: buscar a Deus em primeiro lugar

Quanto mais nossa fé se firmar em Cristo, em perfeita confiança, tanto mais paz teremos. A fé aumenta pelo exercício. A regra de Deus é: Um dia de cada vez. Dia a dia, fazei a obra correspondente com a consciência de que trabalhais à vista de anjos, querubins e serafins, e Deus e Cristo. Somos "espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens." I Cor. 4:9. "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje." Mat. 6:11. "A tua força será como os teus dias." Deut. 33:25. "Olhando para Jesus, autor e consumador da fé." Heb. 12:2. Vivendo assim, o Espírito Santo ajuda a nossa memória, santifica todas as faculdades e nos mantém lembrados de que a cada dia e a toda hora dependemos do cuidado, da guarda, sabedoria e incessante amor de nosso Pai celestial.
Este é o espírito semelhante ao de criança, que Jesus declarou aos discípulos que deviam ter a fim de entrar no reino dos Céus: confiar como uma criancinha em Deus, nosso Pai celestial. Então as tentações de Satanás são discernidas e mais facilmente vencidas, pois há no coração um constante aproximar-se de Deus. O sentimento de presunção, que opera a ruína de tantas pessoas, não terá então ambiente em que crescer.
"Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas." (Mat. 6:33; Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 227, 228).

Deus será para nós tudo quanto Lhe permitirmos ser. Nossas orações fracas, com coração dividido, não nos trarão resposta do Céu. Oh, necessitamos insistir em nossas petições! Pedi com fé, esperai com fé, recebei com fé, regozijai-vos na esperança, pois todo aquele que busca encontra. Penetrai genuinamente no assunto. Buscai a Deus de todo o coração. O povo põe a alma e diligência em tudo quanto empreende, quanto às coisas temporais, até que seus esforços sejam coroados de êxito. Com intensa seriedade aprendei a ocupação de buscar as ricas bênçãos que Deus prometeu, e com perseverante e determinado esforço obtereis Sua luz e verdade e preciosa graça. 
Clamai a Deus em sinceridade, com fome de alma. Lutai com os poderes celestes até que alcanceis a vitória. Ponde todo o vosso ser nas mãos do Senhor, alma, corpo e espírito, e decidi ser instrumentos vivos, consagrados Seus, movidos por Sua vontade, regidos por Sua mente, possuídos por Seu Espírito.
Contai a Jesus vossas necessidades na sinceridade de vossa alma. Não se exige de vós que entretenhais longo debate com Deus ou Lhe pregueis um sermão, mas com o coração aflito pelos vossos pecados, dizei: "Salva-me, Senhor, senão pereço." Há esperança para tais pessoas. Elas buscarão, pedirão, baterão, e encontrarão. Quando Jesus houver tirado o fardo do pecado que está esmagando a pessoa, experimentareis a bem-aventurança da paz com Deus (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 126, 127).

Jesus foi nosso exemplo em tudo, e foi um diligente e constante obreiro. Começou a vida de utilidade desde a infância. Na idade de doze anos tratava dos negócios de Seu Pai. (Luc. 2:49.) Entre as idades de doze e trinta, antes de entrar em Seu ministério público, levou uma vida de ativo trabalho. Em Seu ministério, Jesus nunca estava ocioso. Disse: "Convém que Eu faça as obras dAquele que Me enviou." João 9:4. [...] Os sofredores que foram ter com Ele não foram mandados embora sem receber alívio. Ele estava relacionado com cada coração e sabia a maneira de atender-lhes as necessidades. Caíam de Seus lábios amoráveis palavras de conforto, animação e bênção; e os grandes princípios do reino do Céu eram expostos a grandes multidões em palavras tão simples que todos as compreendiam.
Jesus era um silencioso e abnegado obreiro. Não buscava fama, riquezas, ou aplausos; nem consultava a própria comodidade e prazer. [...] Não fugia das responsabilidades ou cuidados, como fazem muitos que professam ser Seus seguidores. [...]
Os direitos de Jesus a nosso serviço são novos a cada dia. Por mais completa que tenha sido nossa consagração quando nos convertemos, de nada nos valerá a menos que a renovemos dia a dia; mas uma consagração que abrange o presente é nova, genuína e aceitável a Deus (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 151).

Segunda, 19 de março: Hábito: aguardar o retorno de Jesus

As glórias que aguardam o fiel vencedor estão além de qualquer descrição. O Senhor honrará grandemente e exaltará Seus fiéis. Eles crescerão como o cedro, e sua compreensão certamente aumentará. E a cada passo de avanço no conhecimento sua expectativa se revelará bem aquém da realidade. "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam." I Cor. 2:9. Nossa obra agora é preparar-nos para aquelas mansões que Deus está preparando para aqueles que O amam e guardam os Seus mandamentos. [...] O Senhor Jesus ampliará toda mente e coração para o recebimento do Espírito Santo (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 159). 

Deus deseja que Seu povo mantenha os olhos fixos no Céu, aguardando “o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo”. Tito 2:13. Enquanto a atenção dos mundanos se volta para seus vários empreendimentos, a nossa deve ser posta no Céu; nossa fé deve atingir mais e mais distante, os gloriosos mistérios do tesouro celestial, extraindo os preciosos e divinos raios de luz do santuário celeste para brilharem em nosso coração, como brilham da face de Jesus. Os escarnecedores zombam dos que esperam e vigiam e lhes perguntam: “‘Onde está a promessa de Sua vinda?’ 2 Pedro 3:4. Vocês foram decepcionados. Venham conosco e prosperarão nas coisas mundanas. Lucrem, ganhem dinheiro e sejam honrados pelo mundo.” Os fiéis olham para cima e respondem: “Estamos vigiando.” E tornando-se dos prazeres, da fama e do engano das riquezas, mostram estar vigiando. Na vigilância, tornam-se fortes, vencem a indolência, o egoísmo e o amor à comodidade. O fogo da aflição arde sobre eles e o tempo de espera parece longo. Algumas vezes se entristecem e a fé vacila; mas, voltam ao combate, suplantando seus temores e dúvidas, e enquanto seus olhos estão dirigidos ao céu, dizem aos adversários: “Estou vigiando e esperando o retorno de meu Senhor. Gloriar-me-ei na tribulação, na aflição, nas necessidades.”
O desejo de nosso Senhor é que estejamos vigilantes, para que, quando Ele vier e bater, possamos abrir imediatamente a porta. Uma bênção é pronunciada sobre aqueles servos a quem Ele encontrar vigiando: Ele “Se cingirá, e os fará assentar à mesa, e, chegando-Se, os servirá”. Lucas 12:37. Quem dentre nós, nesses últimos dias, será assim especialmente honrado pelo Senhor dos Exércitos? Estaremos preparados para sem demora abrir-Lhe a porta e saudá-Lo? Vigiem, vigiem, vigiem. Quase todos cessaram sua vigilância e espera; nós não estamos prontos para imediatamente abrir-Lhe a porta. O amor ao mundo tem ocupado tanto nossos pensamentos, que os olhos não estão postos no alto, mas na Terra. Estamos ansiosos por envolver-nos com zelo e dedicação em diferentes empreendimentos, mas Deus é esquecido e o tesouro celeste não é valorizado. Não estamos em atitude de espera e vigilância. O amor ao mundo e o engano das riquezas obscurecem nossa fé, e não mais ansiamos e amamos o retorno de nosso Salvador. Tentamos arduamente cuidar de nós mesmos. Estamos inquietos e precisamos grandemente de uma firme confiança em Deus. Muitos se afligem e trabalham, imaginando e planejando, temendo passar necessidades. Não se permitem tempo para orar ou assistir aos cultos e, no cuidado de si mesmos, não dão chance para que Deus cuide deles. E o Senhor não pode fazer muito por eles, pois não Lhe dão oportunidade. Fazem demasiado por si mesmos e creem e confiam muito pouco em Deus (Testemunhos para a Igreja, v.2 , p. 194, 195). 

Cristo está a par de tudo quanto é mal interpretado e desfigurado pelos homens. Seus filhos podem esperar com serena paciência e confiança, por mais que sofram malignidade e desprezo; pois nada há oculto que não haja de manifestar-se, e aqueles que honram a Deus hão de por Ele ser honrados na presença dos homens e dos anjos. [...]

Em todos os séculos os escolhidos mensageiros de Deus têm sido ofendidos e perseguidos; não obstante, mediante seus sofrimentos foi o conhecimento de Deus disseminado no mundo. Todo discípulo de Cristo tem de ingressar nas fileiras e levar avante a mesma obra, sabendo que seu inimigo nada pode fazer contra a verdade, senão pela verdade. Deus pretende que a verdade seja posta pela frente, se torne objeto de exame e consideração, a despeito do desprezo que lhe votem. O espírito do povo deve ser agitado; toda polêmica, toda crítica, todo esforço para restringir a liberdade de consciência, é um instrumento de Deus para despertar as mentes que, do contrário, ficariam sonolentas.
Quantas vezes se têm observado esses resultados na história dos mensageiros de Deus! Quando o nobre e eloquente Estêvão foi apedrejado por instigação do conselho do Sinédrio, não houve nenhum prejuízo para a causa do evangelho. A luz do Céu a iluminar-lhe o semblante, a divina compaixão que transpirava de sua oração quando moribundo, foram qual penetrante seta de convicção para os fanáticos membros do Sinédrio ali presentes, e Saulo, o fariseu perseguidor, tornou-se um vaso escolhido para levar diante dos gentios, dos reis e dos filhos de Israel, o nome de Cristo. E muito depois Paulo, já envelhecido, escreveu de sua prisão em Roma: "Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, ... não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento, ou em verdade." Filip. 1:15, 17 e 18. Por meio da prisão de Paulo o evangelho foi difundido, e almas ganhas para Cristo no próprio palácio dos Césares. Pelos esforços de Satanás para a destruir, a "incorruptível" semente da Palavra de Deus, "viva e que permanece para sempre" (I Ped. 1:23), é semeada no coração dos homens; mediante o sofrimento e a perseguição de Seus filhos, o nome de Cristo é magnificado, e almas são salvas.
Grande é no Céu o galardão dos que testemunham em favor de Cristo por meio de perseguição e opróbrio. Enquanto o povo está esperando bens terrenos, Jesus os encaminha a uma recompensa celestial. Não a coloca, entretanto, inteiramente na vida futura; ela começa aqui. O Senhor apareceu na antiguidade a Abraão, dizendo: "Eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão." Gên. 15:1. Esta é a recompensa de todos quantos seguem a Cristo. Jeová Emanuel - Aquele "em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência", em quem habita "corporalmente toda a plenitude da divindade" (Col. 2:3 e 9) - ser levado a sentir em correspondência com Ele, conhecê-Lo, possuí-Lo, à medida que o coração se abre mais e mais para receber-Lhe os atributos; conhecer-Lhe o amor e o poder, possuir as insondáveis riquezas de Cristo, compreender mais e mais "qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus" (Efés. 3:18 e 19) - "esta é a herança dos servos do Senhor e a sua justiça que vem de Mim, diz o Senhor". (Isa. 54:17; O Maior Discurso de Cristo, p. 32-35).

Terça, 20 de março: Hábito: usar o tempo com sabedoria

É o dever de todo cristão adotar hábitos de ordem, perfeição e presteza. Não há desculpa para a morosidade e imperfeição em trabalho de qualquer natureza. Quando alguém está sempre trabalhando, e a tarefa nunca está concluída, é porque a mente e o coração não estão na obra. Os vagarosos, e que trabalham sem o competente preparo, deveriam reconhecer que essas são faltas para serem corrigidas. Precisam exercitar a mente em planejar como utilizar o tempo para alcançar os melhores resultados. Com tino e método alguns conseguirão em cinco horas o mesmo trabalho que outros em dez. Muitos que são encarregados de tarefas domésticas estão sempre labutando, não porque tenham tanto para fazer, mas por não planejarem como poupar tempo. Por causa de suas maneiras morosas e lerdas fazem do pouco trabalho muito. Mas todos quantos quiserem podem vencer estes hábitos falhos e lentos. Devem ter um alvo definido em sua ocupação. Decidam quanto tempo requer certo trabalho, e então se esforcem para executá-lo no dado tempo. O exercício da força de vontade tornará as mãos mais ágeis (Parábolas de Jesus, p. 344).

Todas as providências foram tomadas para que alcancemos em Cristo Jesus uma estatura que satisfaça a norma divina. Deus não Se agrada de Seus representantes se se satisfazem em serem pigmeus, quando poderiam crescer até à plena estatura de homens e mulheres em Cristo. ... Ele quer que tenhais pensamentos grandiosos, nobres aspirações, claras percepções da verdade, elevados propósitos de ação. Cada ano que passa deve aumentar o anseio da alma por pureza e perfeição do caráter cristão. E se esse conhecimento aumentar dia a dia, mês a mês, ano a ano, não será isso uma obra que se consuma como feno, madeira e restolho; mas será como que pôr sobre a pedra fundamental, ouro, prata e pedras preciosas - obras que não perecem, mas que resistirão ao fogo do último dia.
Está nossa obra terrestre sendo executada de modo cabal e com tal fidelidade que resista a inquirição? Haverá os que tenhamos ofendido e que testificarão contra nós no dia de Deus? Neste caso, o registro foi feito no Céu, e o encontraremos de novo. Devemos trabalhar à vista do grande Senhor da tarefa, quer nossos penosos esforços sejam vistos e apreciados pelos homens, quer não. Nenhum homem, mulher ou criança pode servir a Deus aceitavelmente, trabalhando de modo negligente, a esmo, hipocritamente, quer se trate de serviço secular ou religioso. O verdadeiro cristão terá em vista a glória de Deus em todas as coisas, animando seus propósitos e fortalecendo os princípios com este pensamento: "Faço isto por Cristo." (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 368) .

Aconselhava aos que eram seguidores de Jesus em comunidades pagãs, a não andarem como andavam "também os outros gentios, na vaidade do seu sentido, entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus... pela dureza do seu coração" (Efés. 4:14, 13, 17 e 18), mas "como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus". Efés. 5:15 e 16. Animava os crentes a olharem ao tempo em que Cristo, o qual "amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela", haveria de a "apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível". Efés. 5:25 e 27.
Essas mensagens, escritas não com o poder do homem mas de Deus, contêm lições que deviam ser estudadas por todos, e que podem com proveito ser muitas vezes repetidas. Nelas é esboçada a piedade prática, são assentados princípios que deviam ser seguidos em todas as igrejas, e é esclarecido o caminho que leva à vida eterna (Atos dos Apóstolos, p. 470,471).

Quarta, 21 de março: Hábito: manter a mente, o corpo e o espírito saudáveis

Temos a obrigação de controlar os nossos pensamentos e de sujeitá-los à lei de Deus. As nobres faculdades da mente nos foram dadas pelo Senhor a fim de que as possamos empregar na contemplação de coisas celestes. Deus fez abundante provisão para que a pessoa possa fazer contínuo progresso na vida divina. Por toda parte colocou Ele instrumentos para nos ajudarem no desenvolvimento quanto ao conhecimento e a virtude. Contudo, quão pouco esses instrumentos são apreciados ou aproveitados! Quão frequentemente a mente é dada à contemplação daquilo que é terreno, sensual e vil! Dedicamos o tempo e os pensamentos às coisas triviais e comuns do mundo e negligenciamos os grandes interesses que dizem respeito à vida eterna. As nobres faculdades da mente se encolhem e se enfraquecem por não serem exercitadas em temas dignos de sua concentração (Review and Herald, 12/06/1888, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, p. 1297).

A força é um talento, e deve ser usada para glorificar a Deus. Nosso corpo Lhe pertence. Ele pagou o preço da redenção tanto pelo corpo como pela alma. ... Melhor podemos servir a Deus no vigor da saúde do que na apatia da doença; portanto, no cuidado de nosso corpo precisamos cooperar com Ele. Amor a Deus é essencial para a vida e saúde. A fé em Deus é necessária para que tenhamos saúde. A fim de que tenhamos saúde perfeita, deve nosso coração estar cheio de amor, esperança e alegria no Senhor (Conselhos Sobre Mordomia, p. 115).

O devido emprego de si mesmo é a mais valiosa lição que se possa aprender. Não devemos fazer trabalho mental, e parar aí, ou fazer exercício físico e nisto ficar; temos de fazer o melhor uso das várias partes que compõem o organismo humano - o cérebro, os ossos, músculos, cabeça e coração. 
O correto emprego do próprio eu inclui todo o círculo de obrigações para consigo mesmo, para com o mundo e para com Deus. Depois usar as faculdades físicas proporcionalmente com as mentais. Toda ação deriva sua qualidade do motivo que a inspira, e se os motivos não são elevados e puros e abnegados, a mente e o caráter nunca ficarão bem equilibrados. [...] Vós pertenceis ao Senhor; pois Ele vos criou. Sois dEle pela redenção; pois deu a vida por vós. [...] Conservai cada parte do organismo vivo, a fim de o empregardes para o serviço de Deus. Conservai-o para Ele. Vossa saúde depende do devido uso de vosso organismo físico. Não empregueis mal nenhuma parte das faculdades que vos foram dadas por Deus, físicas, mentais ou morais. Todos os vossos hábitos devem ser postos sob a orientação de uma mente por sua vez regida por Deus.
Caso os jovens de ambos os sexos hajam de crescer até à plena estatura de Cristo Jesus, devem-se tratar inteligentemente. ... Os hábitos nocivos à saúde sejam de que espécie forem - dormir tarde, levantar tarde pela manhã, comer depressa - devem ser vencidos. Mastigai bem vossa comida. Não haja precipitação na comida. Ventilai bem o quarto de dormir dia e noite, e fazei trabalho físico útil. ... Usando com propriedade nossas faculdades ao máximo na mais útil ocupação, mantendo com saúde todo órgão do corpo, e assim conservando todo órgão, a mente, os nervos e os músculos hão de trabalhar harmoniosamente, e podemos realizar o mais precioso serviço para Deus. (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956/2005], p. 171).

Deus pede de cada membro da igreja que dedique sem reservas sua vida ao serviço do Senhor. Ele pede decidida reforma. Toda a criação geme sob a maldição. O povo de Deus deve colocar-se onde cresça na graça, sendo santificado no corpo, na alma e no espírito, pela verdade. Quando romperem com toda ruinosa tolerância em matéria de saúde, terão mais clara percepção do que significa verdadeira piedade. Maravilhosa mudança será vista na experiência religiosa. [...]

"E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada e o dia é chegado. Rejeitemos pois as obras das trevas; e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne com suas concupiscências." (Rom. 13:11-14; Conselhos Sobre Saúde, p. 579).

Quinta, 22 de março: Hábito: moderação

Clamai a Deus em sinceridade, com fome de alma. Lutai com os poderes celestes até que alcanceis a vitória. Ponde todo o vosso ser nas mãos do Senhor, alma, corpo e espírito, e decidi ser instrumentos vivos, consagrados Seus, movidos por Sua vontade, regidos por Sua mente, possuídos por Seu Espírito (Filhos e Filhas de Deus [Meditações Matinais, 1956/2005], pág. 105).

Na esperança de imprimir vividamente no espírito dos crentes coríntios a importância de firme autocontrole, estrita temperança e persistente zelo no serviço de Cristo, Paulo em sua carta a eles faz saliente comparação entre a milícia cristã e as celebradas maratonas que se realizavam em intervalos fixos, próximo de Corinto. [...]
As competições eram regidas por regulamentos estritos, dos quais não havia apelação. Os que desejavam ter seus nomes inscritos como competidores ao prêmio, tinham que primeiro submeter-se a severo treino preparatório. Prejudicial condescendência no apetite, ou qualquer outra concessão que pudesse diminuir o vigor físico ou mental, eram estritamente proibidas. Para alguém ter alguma esperança de sucesso nessas competições de força e ligeireza, os músculos tinham de ser fortes e flexíveis e os nervos estar sob controle. Cada movimento tinha de ser exato, cada passo rápido e bem orientado; as faculdades físicas precisavam alcançar o mais alto ponto.
Nestas competições havia grandes riscos. Alguns jamais se refaziam do terrível esforço físico. Não era incomum pessoas caírem no percurso, sangrando pela boca e nariz, e algumas vezes um competidor caía morto quando estava para alcançar o prêmio. Mas a possibilidade de dano para o resto da vida, ou a própria morte, não eram olhados como risco grande demais por amor da honra reservada ao vencedor. [...]
Referindo-se a essas corridas como uma figura da milícia cristã, Paulo deu ênfase à preparação necessária para o sucesso dos contendores na maratona - a disciplina preliminar, o regime de abstenção alimentar, a necessidade de temperança. "E todo aquele que luta", declarou Paulo, "de tudo se abstém." I Cor. 9:25. Os corredores punham de lado toda a condescendência que tendesse a diminuir-lhes as faculdades físicas, e mediante severa e contínua disciplina, treinavam os músculos para se tornarem fortes e resistentes, para que ao chegar o dia da competição pudessem exigir de suas forças o máximo de rendimento. Quão mais importante é que o cristão, cujos eternos interesses estão em jogo, coloquem os apetites e as paixões em sujeição à razão e à vontade de Deus! Jamais deve ele permitir seja sua atenção desviada por entretenimentos, luxos ou comodidades. Todos os seus hábitos e paixões devem ser postos sob a mais estrita disciplina. A razão, iluminada pelos ensinos da Palavra de Deus e guiada por Seu Espírito, tem de tomar as rédeas do controle.
E havendo feito isso, precisa o cristão esforçar-se ao máximo para alcançar a vitória. Nos jogos coríntios, as derradeiras passadas dos contendores eram dadas sob agonizante esforço para conservar a velocidade. Assim o cristão, ao aproximar-se do alvo, prosseguirá com ainda maior zelo e determinação que no início da carreira.
Paulo apresenta a diferença entre a coroa de louros fenecíveis recebida pelo vencedor nas corridas, e a coroa de glória imortal que será dada ao que corre vitoriosamente a carreira cristã. "Eles o fazem", declara, "para alcançar uma coroa corruptível." I Cor. 9:25. Para alcançar um prêmio perecível, os corredores gregos não fugiam a qualquer esforço ou disciplina. Nós estamos lutando por um prêmio infinitamente mais valioso, a própria coroa da vida eterna. Quão mais cuidadosa deveria ser nossa luta, e quão maior nossa disposição para o sacrifício e renúncia!
Na epístola aos hebreus se salienta a inteireza de propósito que deve caracterizar a carreira do cristão para a vida eterna: "Deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé." Heb. 12:1 e 2. Inveja, malícia, ruins suspeitas, maledicências, cobiça - são embaraços que o cristão deve pôr de lado, se quiser correr com êxito a carreira para a imortalidade. Cada hábito ou prática que conduz ao pecado e leva a desonra a Cristo, precisa ser posto de lado, seja qual for o sacrifício. A bênção do Céu não pode acompanhar qualquer homem em violação dos eternos princípios de justiça. Um pecado acariciado é bastante para promover a degradação do caráter e desviar a outros (Atos dos Apóstolos, p. 311, 312).

Com que cuidado devem os cristãos reger os seus hábitos, a fim de que possam conservar o pleno vigor de cada faculdade para entregar ao serviço de Cristo! Se estivermos santificados em alma, corpo e espírito, devemos viver em conformidade com a lei divina. O coração não pode manter a consagração a Deus enquanto se condescende com os apetites e paixões a expensas da saúde e da vida (Conselhos Sobre Saúde, p. 69).

Sexta, 23 de março: Estudo adicional

Refletindo a Cristo, "A Avenida da Saúde", p. 153.

sexta-feira, 2 de março de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 10 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 "Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade". 1 Tessalonicenses 4:7

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 1º Trimestre 2018 - Lição 10 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 3 de março

O povo de Deus deve distinguir-se como um povo que se dedica inteiramente, de todo o coração, ao Seu serviço, não buscando honra para si, e lembrando-se de que por um concerto soleníssimo, se comprometeram a servir ao Senhor, e a Ele somente (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p. 17).

Deus requer de Seus filhos perfeição. Sua lei é um transcrito de Seu caráter, e é o padrão de todo caráter. Essa norma infinita é apresentada a todos, para que não haja má compreensão no tocante à espécie de homens que Deus quer ter para compor o Seu reino. A vida de Cristo na Terra foi uma expressão perfeita da lei de Deus, e quando os que professam ser Seus filhos receberem caráter semelhante ao de Cristo, obedecerão aos mandamentos de Deus. Então o Senhor pode contá-los com toda a confiança entre os que formarão a família do Céu. Trajados com as vestes gloriosas da justiça de Cristo, participarão da ceia do Rei. Têm o direito de associar-se com a multidão lavada no sangue (Parábolas de Jesus, p. 315).

Tudo deve ser visto à luz do exemplo de Cristo. Ele é a verdade. Ele é a Luz verdadeira que alumia a todo o homem que vem ao mundo. Ouvi-Lhe as palavras, imitai-Lhe o exemplo de abnegação e sacrifício próprio, e buscai os méritos de Cristo para alcançar a glória de caráter que Ele possui para vos conceder. Os que seguem a Cristo não vivem para agradar a si mesmos. As normas humanas assemelham-se a hastes frágeis. A norma do Senhor é a perfeição de caráter (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 419, 420).

"Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós." João 15:3 e 4. A mesma seiva que alimenta o tronco, nutre também o ramo da videira. Cristo é representado pela videira que transmite nutrição, vitalidade, vida, vigor, energia, para que o ramo possa produzir frutos, e quando sobrevêm aflição e desapontamento, deveis mostrar um tipo diferente de fruto do que o do mundo. Há evidência de que estais ligados a Jesus Cristo, e de que há um poder que vos sustém em todas as vossas aflições, desapontamentos e provações; e este poder e esta graça suavizam toda aflição. Quando a taça do sofrimento for colocada em vossos lábios, há um consolador e Auxiliador. A taça da consolação está em vossas mãos, e poderá ser o período mais feliz de vossa vida.
"Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em Mim." João 15:4. [...] Aqui estão as mais preciosas gemas da verdade para todo indivíduo. Aqui está a única predestinação na Bíblia, e podeis provar-vos escolhidos de Cristo ao serdes fiéis; podeis provar-vos escolhidos de Cristo ao permanecerdes na videira. ...
Cristo nos diz claramente que toda energia, toda qualidade produtora de frutos está no tronco da videira. Então, se permanecermos em Cristo, e se dEle nos alimentarmos, o que veremos? Veremos algo, e o mundo também. Há uma clara linha de distinção entre os crentes e os descrentes, entre os que obedecem a Deus, e os que Lhe desobedecem; há uma decisiva e assinalada diferença no fruto que eles produzem. [...] O fruto é o caráter. [...]
Toda aptidão e capacidade que tiverdes, vossas faculdades mentais, vossos talentos, devem ser canalizados para a vida religiosa, e a bondade, a compaixão, a piedade, o amor de Deus, são os frutos produzidos pelo ramo que se acha enxertado na videira viva. E então, quando os cachos carregados fizerem... vergar o ramo, mostrarão que aqueles que produzem mais fruto, os cachos mais carregados, possuem a verdadeira humildade, como a de Cristo. Ele diz: "Aprendei de Mim". Mat 11:29. Que todos nós ouçamos isso. É o convite, não do pregador, mas do próprio Cristo (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 347). 

Se já houve um povo que necessitasse de luz, são os que estão vivendo nos dias finais da história terrestre. Precisamos saber o que diz a Escritura. Precisamos achegar-nos aos vivos oráculos de Deus. Precisamos daquela fé viva que se apega ao braço do Poder infinito, e precisamos confiar de todo o nosso ser em Jesus Cristo, justiça nossa. E podemos fazê-lo. Sim, nós o fazemos proveitosamente para o bem de nossa própria alma.
Podeis estar unidos à videira que vive. Cada membro de todo o vosso ser pode estar unido a essa Videira, e a seiva e nutrição provenientes da Videira nutrirão o ramo que está na Videira, até que sejais um com Cristo assim como Ele era um
com o Pai. Deste modo ser-vos-ão transmitidas as Suas bênçãos. Mas, irmãos, não temos tido fé. Há bastante tempo temos desonrado a Deus com a descrença (Fé e Obras, p. 66, 67).

Domingo, 4 de março: Cristo como centro

Não basta conhecermos e respeitarmos as palavras das Escrituras. Precisamos compreendê-las, estudando-as diligentemente. [...] Os cristãos revelarão a intensidade com que fazem isso pelo saudável estado de seu caráter espiritual. Precisamos conhecer a aplicação prática da Palavra à edificação de nosso caráter individual. Devemos ser templos santos, em que Deus possa viver, andar e atuar. *Nunca devemos procurar elevar-nos acima dos servos que Deus escolheu para fazerem Sua obra e honrarem Seu santo nome. “Vós todos sois irmãos.” Apliquemos esta Palavra a nossa própria pessoa, comparando uma passagem com outra.
Em nossa vida diária, perante nossos irmãos e perante o mundo, devemos ser vivos intérpretes das Escrituras, honrando a Cristo ao revelarmos Sua mansidão e Sua humildade de coração. Comendo e assimilando o pão da vida, revelaremos um caráter simétrico. Por nossa unidade, e considerando os outros superiores a nós mesmos, devemos dar ao mundo vivo testemunho do poder da verdade. [...] 
Submetendo-se inteiramente a Deus, comendo o pão da vida e bebendo a água da salvação, os homens crescem em Cristo. Seu caráter se compõe daquilo que a mente come e bebe. Por meio da Palavra da vida, que eles aceitam e a que obedecem, tornam-se participantes da natureza divina. Então... Cristo, e não o homem, é exaltado (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1269).

Quando o apóstolo Paulo, por meio da revelação de Cristo, passou de perseguidor a cristão, declarou que era como alguém nascido fora de tempo. Daí em diante, Cristo foi, para ele, tudo em todos. Paulo declarou: "Para mim, o viver é Cristo" (Fl 1:21). Em toda a Bíblia, esta é a mais perfeita interpretação, em poucas palavras, do que significa ser um cristão. Esta é a verdade integral do evangelho. Paulo entendeu o que muitos parecem incapazes de compreender. Quão intenso era seu fervor! As palavras dele mostram que sua mente estava centralizada em Cristo, que toda a sua vida estava ligada ao Senhor. Cristo era o Autor, o sustentador e a fonte da vida de Paulo (Review and Herald, 19/10/1897; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1003).

A simples forma de piedade a ninguém salvará. Todos têm de ter uma experiência viva e profunda. Isto, unicamente, os salvará no tempo de angústia que nos espera. Então sua obra será provada, para ver de que espécie é. Se for ouro, prata e pedras preciosas, serão escondidos no pavilhão do Senhor. Mas se sua obra for madeira, feno, palha, coisa alguma os poderá proteger da violência da ira de Jeová. [...]
Os que estão dispostos a fazer todo e qualquer sacrifício pela vida eterna, alcançá-la-ão; e vale a pena sofrer por ela, vale por ela crucificar o próprio eu, e renunciar a qualquer ídolo. O peso eterno de glória mui excelente pesa mais que qualquer tesouro terrestre, eclipsando toda terrestre atração (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 300).

Segunda, 5 de março: A doutrina do santuário

Pela fé devemos apropriar-nos das promessas de Deus e munir-nos das copiosas bênçãos que nos foram asseguradas por Cristo Jesus. A esperança nos foi proposta; a saber: a esperança da vida eterna. Nada, a não ser essa bênção para nós, satisfará a nosso Redentor; mas a nossa parte é apoderar-nos dessa esperança pela fé nAquele que prometeu. Podemos esperar sofrimentos; pois os co-participantes nos Seus sofrimentos é que serão co-participantes em Sua glória. Ele adquiriu perdão e imortalidade para as pessoas que perecem; mas a nossa parte é receber essas dádivas pela fé. Crendo nEle, temos essa esperança como âncora da vida, segura e firme. Devemos compreender que podemos esperar confiantemente o favor de Deus não só neste mundo, mas também no mundo celestial, visto que Ele pagou tal preço por nossa salvação. A fé na expiação e na intercessão de Cristo nos manterá firmes e inabaláveis em meio às tentações que nos assediam na Igreja militante. Contemplemos a gloriosa esperança que nos está proposta e apossemo-nos dela pela fé (Exaltai-O [MM 1992], p. 383).

"Ora a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos Céus à destra do trono da Majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem. " Heb. 8:1 e 2.
Aqui se revela o santuário do novo concerto. O santuário do primeiro concerto foi fundado pelo homem, construído por Moisés; este último foi fundado pelo Senhor, e não pelo homem. Naquele santuário os sacerdotes terrestres efetuavam o seu culto; neste, Cristo, nosso Sumo Sacerdote, ministra à destra de Deus. Um santuário estava na Terra, o outro no Céu. [...]
O esplendor sem-par do tabernáculo terrestre refletia à vista humana as glórias do templo celestial em que Cristo, nosso Precursor, ministra por nós perante o trono de Deus (O Grande Conflito, p. 313, 414).

Quando surgirem perplexidades, e dificuldades vos confrontarem, não espereis auxílio de homens. Confiai inteiramente em Deus. O costume de contar as dificuldades a outros, só nos torna fracos e não lhes traz força. Sobrecarrega-os com o fardo de nossas fraquezas espirituais, que não podem remediar. Procuramos os recursos de homens errantes e finitos, quando poderíamos ter a força do Deus infalível e infinito.
Não precisamos ir aos extremos da Terra em busca de sabedoria, porque Deus está perto. Não é a capacidade que agora possuímos ou havemos de possuir, que nos dará êxito. É o que o Senhor pode fazer por nós. Deveríamos depositar muito menos confiança no que o homem é capaz de fazer, e muito mais no que Deus pode fazer para cada alma crente. Anseia Ele que Lhe estendamos as mãos pela fé. Anseia que esperemos grandes coisas dEle. Anela dar-nos sabedoria, tanto nos assuntos temporais como nos espirituais. Pode aguçar o intelecto. Pode dar tato e habilidade. Empreguemos nossos talentos na obra, peçamos a Deus sabedoria, e ser-nos-á dada (Parábolas de Jesus, p. 146).

Terça, 6 de março: Doutrinas cristocêntricas

Os filhos de Deus saberão quem é seu Ajudador. Eles saberão em quem podem confiar implicitamente, e, com a ajuda de Cristo, podem, sem presunção, ter uma santa confiança. Sim, os Seus servos podem com segurança confiar unicamente nEle, sem temor, olhando para Jesus, avançando na obediência a Suas exigências, abandonando tudo que se acha ligado ao mundo, quer o mundo se oponha ou seja favorável. Seu êxito provém de Deus, e eles não fracassarão embora não tenham a riqueza e a influência dos ímpios. Se fracassarem, será porque não obedecem às exigências do Senhor e o Espírito Santo não está com eles. [...]
Nossa única segurança consiste em estar unidos ao Senhor Jesus Cristo. Podemos dar-nos ao luxo de perder a amizade de homens mundanos. Os que se unem a homens mundanos, para que consigam cumprir seus propósitos não santificados, cometem um terrível erro; pois perdem o favor e a bênção de Deus. Tenho de chamar a atenção de nosso povo para o fato de que o Senhor mesmo colocou um muro de separação entre o mundo e o que Ele estabeleceu sobre a Terra. O povo de Deus deve servi-Lo, pois Cristo os chamou para fora do mundo, e os santificou e refinou, para que realizem o Seu serviço. [...] Não existe tal coisa como manter a harmonia entre o profano e o santo. Não pode haver concórdia entre Cristo e Belial. "Sabei, porém, que o Senhor distingue para Si o piedoso." Sal. 4:3. E esta consagração ao Senhor, esta separação do mundo, é claramente asseverada e explicitamente recomendada tanto no Antigo como no Novo Testamento (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 371). 

Os que aceitam a verdade por amor a ela, morrerão para o mundo, e se tornarão mansos e humildes de coração, à semelhança de seu divino Senhor. Logo que o coração esteja direito, a vestimenta, a conversação e a vida estarão em harmonia com a Palavra de Deus. Todos precisamos humilhar-nos sob a potente mão de Deus. Que Ele nos ajude a firmar os nossos pés na plataforma da verdade eterna. 
A transformadora influência da verdade santifica o caráter. O crente ama os mandamentos de Deus. Sua condenação e seu temor são uma coisa. O amor de Cristo, revelado em Seu grande sacrifício para salvar o homem, destruiu todas as barreiras. O amor de Deus flui na vida, e a gratidão aparece no coração que era indiferente como uma pedra. Cristo crucificado, Cristo nossa justiça, ganha o coração e o leva ao arrependimento. Esse tema é tão simples que uma criança pode entendê-lo, os sábios e cultos se deleitam nele, quando o contemplam nas suas profundidades de sabedoria, amor e poder que nunca se podem sondar (Minha Consagração Hoje [MM 1953/1989], p. 247).

Somente pela fé em Cristo é possível ao homem viver a lei. O homem não é capaz de salvar-se a si mesmo, mas o Filho de Deus trava as batalhas por ele e coloca-o numa posição vantajosa concedendo-lhe Seus atributos divinos. E quando aceita a justiça de Cristo, o homem é participante da natureza divina. Ele pode guardar os mandamentos de Deus e viver. Diz Pedro: [...] "Pelas quais Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo." II Ped. 1:4.
A verdade, assim como é em Jesus, é obediência a todos os preceitos de Jeová. É a obra efetuada no coração. A santificação bíblica não é a santificação espúria que não examina as Escrituras, mas confia mais em bons sentimentos e impulsos do que na procura pela verdade como a um tesouro escondido. A santificação bíblica levará os seus possuidores a conhecer os requisitos de Deus e a obedecer-lhes. Há um Céu puro e santo à espera dos que guardam os mandamentos de Deus (Exaltai-O [MM 1992], p. 169).

Quarta, 7 de março: As três mensagens angélicas

"E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu e a Terra, e o mar, e as fontes das águas." Apoc. 14:6 e 7.
Essa mensagem, caso seja atendida, chamará a atenção de toda nação, e tribo e língua e povo a um acurado exame da Palavra, e à verdadeira luz quanto ao poder que mudou o sábado do sétimo dia para um sábado falso. O único Deus verdadeiro tem sido abandonado, Sua lei, rejeitada, Sua sagrada instituição do sábado foi pisada no pó pelo homem do pecado. O quarto mandamento, tão claro e explícito, foi passado por alto (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 105).

Muitos estão em trevas. Perderam seu rumo. Não sabem que procedimento adotar. Procurem os que estão em perplexidade outros nessas condições e dirijam-lhes palavras de esperança e animação. Ao começarem a fazer este trabalho, a luz do Céu revelar-lhes-á a senda que devem seguir. Por suas palavras de consolação aos aflitos, eles mesmos serão consolados. Ajudando a outrem, eles mesmos serão ajudados a sair de suas dificuldades. A alegria toma o lugar das sombras e tristezas. O coração, pleno do Espírito de Deus, brilha com calor intenso para com todos os seres semelhantes. Cada um desses não permanece mais em trevas; pois sua "escuridão" será "como o meio-dia" (Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 431, 432). 

De vila em vila, de cidade em cidade, de país em país, a mensagem de advertência deve ser proclamada, não com ostentação exterior mas no poder do Espírito, por homens de fé.
E é necessário que lhe dediquemos o melhor trabalho. Chegou o tempo, o importante tempo em que, mediante os mensageiros de Deus, o pergaminho se desenrola perante o mundo. A verdade contida nas mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjos precisa ser proclamada a toda nação, tribo, língua e povo; deve iluminar as trevas de todo continente e estender-se até as ilhas do mar (Evangelismo, p. 19).

Somos o povo de Deus, observador dos mandamentos. Nos passados cinquenta anos tem-se feito pressão sobre nós com toda sorte de heresias, a fim de embotar-nos o espírito em relação aos ensinos da Palavra - especialmente quanto ao ministério de Cristo no santuário celestial e à mensagem do Céu para estes últimos dias, como foi dada pelos anjos do décimo quarto capítulo do Apocalipse. Mensagens de toda espécie e feitio têm feito pressão sobre os adventistas do sétimo dia, pretendendo substituir a verdade que, ponto por ponto, tem sido buscada com estudo e oração, e atestada pelo poder milagroso do Senhor. Mas os marcos que nos tornaram o que somos, devem ser preservados, e sê-lo-ão, conforme Deus o mostrou mediante Sua Palavra e o testemunho de Seu Espírito. Ele nos conclama a nos apegarmos firmemente, com a mão da fé, aos princípios fundamentais baseados em autoridade inquestionável (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 208).

Quinta, 8 de março: Mordomia

A verdadeira santificação significa perfeito amor, perfeita obediência, perfeita conformidade com a vontade de Deus. Devemos santificar-nos para Deus mediante a obediência à verdade. Nossa consciência deve ser expurgada das obras mortas para servir ao Deus vivo. Não somos ainda perfeitos; mas é nosso privilégio desvencilharmo-nos dos obstáculos do eu e do pecado e prosseguir para a perfeição. Grandes possibilidades, altas e santas conquistas são colocadas ao alcance de todos (Atos dos Apóstolos, p. 565).

O Senhor não tem prazer em ver-nos espiritualmente fracos. "Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, Ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós." II Cor. 4:6 e 7. Temos conflitos e provas, ... mas não precisamos falhar ou desanimar. [...]
Deus somente pode ser honrado quando nós que professamos crer nEle estamos ajustados à Sua imagem. Devemos representar ao mundo a beleza da santidade; nunca entraremos pelos portões da cidade de Deus enquanto não aperfeiçoarmos um caráter semelhante ao de Cristo. Se nós, confiando em Deus, lutarmos por santificação, a receberemos. Então como testemunhas de Cristo temos que tornar conhecido o que a graça de Deus operou em nós (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 99, 100).

Sempre que o homem realiza alguma coisa, seja espiritual, seja material, deverá reconhecer que somente o consegue pela cooperação do seu Criador. É-nos muitíssimo necessário reconhecer nossa dependência de Deus. Deposita-se demasiada fé nos homens, e confia-se muito nas invenções humanas. Há pouquíssima confiança no poder que Deus está pronto a proporcionar-nos. "Somos cooperadores de Deus." I Cor. 3:9. Enormemente inferior é a parte do instrumento humano, mas, se estiver ligada à divindade de Cristo, pode fazer todas as coisas pelo poder que Cristo lhe comunica (Parábolas de Jesus, p. 82).

Para além da cruz do Calvário, com sua angústia e opróbrio, contemplou Jesus o grande dia final, quando o príncipe das potestades do ar encontrará sua destruição na Terra tão longamente desfigurada por sua rebelião. Jesus contemplou a obra do mal para sempre finda, e a paz de Deus enchendo o Céu e a Terra.
Daí em diante os seguidores de Cristo haviam de olhar a Satanás como inimigo vencido. Na cruz havia de alcançar a vitória por eles; essa vitória queria Jesus que aceitassem como deles mesmos. "Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum." Luc. 10:19.
A onipotente força do Espírito Santo é a defesa de toda alma contrita. A ninguém que, em arrependimento e fé, haja invocado Sua proteção, permitirá Cristo que caia sob o poder do inimigo. O Salvador Se acha ao lado de Suas criaturas tentadas e provadas. Com Ele não pode haver coisa como fracasso, perda, impossibilidade ou derrota; podemos fazer todas as coisas por meio dAquele que nos fortalece. Ao sobrevirem as tentações e provas, não espereis até haverdes ajustado todas as dificuldades, mas olhai a Jesus, vosso ajudador (O Desejado de Todas as Nações, p. 492, 493).

Sexta, 9 de março: Estudo adicional

Minha Consagração Hoje [MM 1953/1989], "A Verdade Santifica", p. 244.

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
Faça parte deste projeto curtindo, comentando e compartilhando. Marque seus amigos e inimigos também. Vamos utilizar este meio de comunicação para honra e glória de Deus.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 8 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” (1Co 9:13, 14).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 1º Trimestre 2018 - Lição 8 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 17 de fevereiro

Cristo guardará o nome de todos os que não consideram custoso demais um sacrifício para Lhe ser oferecido sobre o altar da fé e do amor. Tudo Ele sacrificou pela humanidade caída. O nome do obediente, do que se sacrifica e é fiel será gravado nas palmas das Suas mãos; não será vomitado de Sua boca, mas tomado em Seus lábios, e Ele rogará especialmente em seu favor diante do Pai. Quando o egoísta e o orgulhoso forem esquecidos, eles serão lembrados; seu nome será imortalizado. Para que nós mesmos possamos ser felizes, devemos viver para tornar outros felizes. É bom para nós dar nossas posses, nossos talentos, e nossas afeições em grata devoção a Cristo, e dessa forma encontrar alegria aqui e imortal glória no além (Conselhos Sobre Mordomia, p. 344).

Quando Cristo, a esperança da glória, está formado no interior, a verdade de Deus atuará por tal forma no temperamento natural que sua influência regeneradora se manifestará em caráter transformado. Não haveis então de, revelando coração e temperamento não santificados, tornar a verdade de Deus em mentira perante qualquer de vossos alunos. Nem haveis de, manifestando um espírito egoísta, diverso do de Cristo, dar a impressão de que a graça de Cristo não vos é suficiente em todo tempo e lugar. Mostrareis que a autoridade de Deus sobre vós não existe só em nome, mas em realidade e verdade (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 194).

Deus nunca ficou sem testemunho na Terra. Em determinada época, Melquisedeque representou o Senhor Jesus Cristo em pessoa, para revelar a verdade do Céu e perpetuar a lei de Deus (Carta 190, p. 1905).

Foi Cristo que falou através de Melquisedeque, o sacerdote do Deus altíssimo. Melquisedeque não era Cristo, mas era a voz de Deus no mundo, representante do Pai. E através de todas as gerações do passado, Cristo falou; Cristo dirigiu Seu povo, e tem sido a luz do mundo. Quando Deus escolheu a Abraão como representante de Sua verdade, tomou-o de sua terra, para fora de sua parentela, pô-lo à parte. Desejava moldá-lo de acordo com o Seu próprio modelo. Desejava ensiná-lo de acordo com o Seu plano. Não lhe devia ser imposto o molde dos mestres do mundo (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 409, 410; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 1203). 

O Senhor declara: "Meu é todo o animal da selva, e as alimárias sobre milhares de montanhas." Sal. 50:10. "Minha é a prata, e Meu é o ouro." E é Deus quem dá aos homens o poder de adquirir riquezas. Ageu 2:8. Como reconhecimento de que todas as coisas provêm dEle, o Senhor determinou que parte de Seus abundantes dons Lhe fosse devolvida em dádivas e ofertas para manterem o Seu culto (Patriarcas e Profetas, p. 525).

Domingo, 18 de fevereiro: Juntos sustentamos a missão

O sistema do dízimo remonta a um tempo anterior aos dias de Moisés. Requeria-se dos homens que oferecessem dons a Deus com intuitos religiosos, antes mesmo que o sistema definido fosse dado a Moisés - já desde os dias de Adão. Cumprindo o que Deus deles requeria, deviam manifestar em ofertas a apreciação pelas misericórdias e bênçãos a eles concedidas. Isso continuou através de sucessivas gerações e foi observado por Abraão, que deu dízimos a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo. O mesmo princípio havia nos dias de Jó (Conselhos Sobre Mordomia, p. 69; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 1203).

Deus tem feito depender a proclamação do evangelho do trabalho e dos donativos de Seu povo. As ofertas voluntárias e os dízimos constituem o meio de manutenção da obra do Senhor. Dos bens confiados aos homens, Deus reclama certa porção - o dízimo. A todos deixa Ele liberdade para decidirem se desejam ou não dar mais do que isto. Mas quando o coração é tocado pela influência do Espírito Santo, e é feito um voto de dar certa importância, aquele que fez o voto não tem mais nenhum direito sobre a porção consagrada. Promessas desta espécie feitas aos homens são olhadas como obrigatórias; seriam menos obrigatórias as feitas a Deus? São as promessas julgadas no tribunal da consciência menos obrigatórias que as escritas nos contratos humanos? (Atos dos Apóstolos, p. 74).

"A qualquer que muito for dado", declarou o Salvador, "muito se lhe pedirá." Luc. 12:48. A liberalidade requerida dos hebreus era-o em grande parte para beneficiar sua própria nação; hoje em dia a obra de Deus se estende por toda a Terra. Cristo tinha colocado nas mãos de Seus seguidores os tesouros do evangelho, e sobre eles colocou a responsabilidade de dar as alegres novas de salvação ao mundo. Nossas obrigações são muito maiores, seguramente, do que o foram as do antigo Israel. 
À medida que a obra de Deus se amplia, pedidos de auxílio aparecerão mais e mais freqüentemente. Para que esses pedidos possam ser atendidos, devem os cristãos acatar a ordem: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na Minha casa." Mal. 3:10. Se os professos cristãos levassem fielmente a Deus os seus dízimos e ofertas, o divino tesouro estaria repleto. Não haveria então ocasião para recorrer a quermesses, rifas ou reuniões de divertimento a fim de angariar fundos para a manutenção do evangelho.
Os homens são tentados a usar seus bens em benefício próprio, na satisfação do apetite, no adorno pessoal ou no embelezamento de seus lares. Para estas coisas muitos membros da igreja não hesitam em gastar livremente, e até extravagantemente. Mas quando solicitados a dar para o tesouro do Senhor, a fim de que se promova Sua obra na Terra, titubeiam. Talvez, sentindo que não podem escapar à conjuntura, dão uma importância tão insignificante que não raro gastam com coisas desnecessárias. Não manifestam nenhum amor real pelo serviço de Cristo, nenhum fervente interesse na salvação de almas. Não admira que a vida cristã de tais criaturas seja uma existência atrofiada e enfermiça!
Aquele cujo coração se abrasa com o amor de Cristo considerará não apenas um dever, mas um prazer, ajudar no avançamento da mais elevada e santa obra cometida a homens - a obra de apresentar ao mundo as riquezas da bondade, misericórdia e verdade (Atos dos Apóstolos, p. 339).

João, no Apocalipse, prediz a proclamação da mensagem do evangelho, justamente antes da vinda de Cristo. Viu "outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, porque vinda é a hora do Seu juízo." Apoc. 14:6 e 7. [...]
O convite do evangelho deve ser dado a todo o mundo - "a toda nação, e tribo, e língua, e povo". Apoc. 14:6. A última mensagem de advertência e misericórdia deve iluminar com sua glória toda a Terra. Deve alcançar todas as classes sociais - ricos e pobres, elevados e humildes. "Sai pelos caminhos e atalhos", diz Cristo, "e força-os a entrar, para que a Minha casa se encha." (Luc. 14:23; Parábolas de Jesus, p. 227, 228).

Segunda, 19 de fevereiro: As bênçãos de Deus

É Deus quem abençoa os homens dando-lhes bens, e faz isto para que eles possam contribuir para o progresso de Sua causa. Ele envia o sol e a chuva. Faz florescer a vegetação. Dá saúde e habilidade para se adquirirem meios. Todas as nossas bênçãos são recebidas de Sua mão generosa. Em retribuição Ele quer que homens e mulheres demonstrem sua gratidão, devolvendo-Lhe uma parte em dízimos e ofertas - em ofertas de ação de graças, em ofertas pelo pecado e ofertas voluntárias. Se o dinheiro entrasse para a tesouraria de acordo com este plano divinamente recomendado - a décima parte do que ganhamos e as ofertas liberais - haveria abundância para o avançamento do trabalho do Senhor (Atos dos Apóstolos, p. 75). 

O Senhor fez de nós Seus despenseiros. Põe em nossas mãos as Suas dádivas, para que repartamos com os que estão em necessidade, e é esse dar prático que será para nós seguro remédio para todo o egoísmo. Ao assim expressar amor para com os que necessitam de auxílio, fareis com que o coração do necessitado dê graças a Deus por Ele haver concedido aos irmãos a graça da beneficência, e feito com que aliviassem as necessidades do necessitado.
É pelo exercício desse amor prático que as igrejas se atraem cada vez mais na unidade cristã. Pelo amor aos irmãos é aumentado o amor a Deus, porque Ele não Se esqueceu dos que estavam angustiados, e assim ascendem a Deus ações de graças pelo Seu cuidado. "Porque a administração desse serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também redunda em muitas graças, que se dão a Deus." II Cor. 9:12. A fé dos irmãos, em Deus, aumenta, e eles são levados a entregar sua alma e corpo a Deus como a um fiel Criador. "Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles e para com todos" (II Cor. 9:13; Conselhos Sobre Mordomia, p. 343, 344).

Os que cultivam a beneficência não estão apenas fazendo uma boa obra em favor de outros, e abençoando os que recebem a boa ação, mas estão beneficiando a si mesmos ao abrirem o coração à benéfica influência da verdadeira beneficência. Cada raio de luz lançado sobre outros será refletido sobre nosso próprio coração. Cada palavra de bondade e simpatia proferida aos tristes, cada ação que vise aliviar os oprimidos, e cada doação para suprir as necessidades de nossos semelhantes, dados ou feitos para glorificar a Deus, resultarão em bênçãos para o doador. Os que assim trabalham, estão obedecendo a uma lei do Céu e receberão a aprovação de Deus. O prazer de fazer o bem aos outros comunica aos sentimentos calor que atravessa os nervos, aviva a circulação do sangue e promove saúde mental e física (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 56).

Aquele cuja vida consiste em receber sempre e nunca dar, logo perde a bênção. Se a verdade não flui dele para outros, ele perde sua capacidade para receber. Precisamos partilhar os bens do Céu se queremos ter novas bênçãos. [...] Se os homens se tornarem condutos por cujo intermédio a graça de Deus possa fluir para outros, o Senhor abastecerá o conduto (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 318).

Terça, 20 de fevereiro: O propósito do dízimo

Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho." I Cor. 9:7-14.
O apóstolo aqui se refere ao plano do Senhor para a manutenção dos sacerdotes que ministravam no templo. Os que eram separados para esse sagrado ofício eram mantidos por seus irmãos, aos quais ministravam bênçãos espirituais. 
A devolução do dízimo era apenas uma parte do plano de Deus para o sustento de Seu trabalho. Numerosas dádivas e ofertas foram divinamente especificadas. Sob o sistema judaico, o povo era ensinado a cultivar o espírito de liberalidade, tanto em sustentar a causa de Deus como em socorrer os necessitados. Para ocasiões especiais havia ofertas voluntárias (Atos dos Apóstolos, p. 336). 

O Senhor designa que os meios a nós confiados sejam utilizados na edificação de Seu reino. Seus bens são outorgados aos mordomos, para que estes possam negociar cuidadosamente com eles, trazendo-Lhe de volta um bom rendimento sob a forma de pessoas salvas para a vida eterna. Essas almas, por sua vez, se tornarão mordomos da verdade e cooperadores do grande empreendimento que cuida dos interesses do reino de Deus (Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 448).

Assim nos tem o Senhor comunicado as mais ricas bênçãos celestiais, ao nos dar Jesus. Com Ele, nos tem dado desfrutar abundantemente todas as coisas. Os produtos da terra, abundantes colheitas, os tesouros de ouro e de prata, são dádivas Suas. Casas e terras, o alimento e o vestuário, colocou-os na posse dos homens. Pede que O reconheçamos como o Doador de todas as coisas; e, por essa razão, diz: De todas as vossas posses reserva a décima parte para Mim, além das dádivas e ofertas, que devem ser trazidas à casa do Meu tesouro. É essa a provisão que Deus fez para levar avante a obra do evangelho.
Foi pelo próprio Senhor Jesus Cristo, que deu Sua vida pela vida do mundo, que foi ideado o plano do dar sistemático. Aquele que deixou as cortes reais, que Se despiu das honras de Comandante das hostes celestes, que revestiu Sua divindade da humanidade para poder levantar a raça caída; Aquele que por amor de nós Se fez pobre, para que pela Sua pobreza enriquecêssemos, falou aos homens, e em Sua sabedoria lhes contou o plano que tinha para a manutenção dos que levam Sua mensagem ao mundo (Conselhos Sobre Mordomia, p. 65, 66). 

Ele deu a Seu povo um plano para levantamento de fundos suficientes para esse empreendimento se manter por si mesmo. O plano divino do sistema do dízimo é belo em sua simplicidade e equidade. Todos podem dele lançar mão com fé e ânimo, pois é divino em sua origem. Nele se aliam a simplicidade e a utilidade, e não exige profundidade de saber o compreendê-lo e executá-lo. Todos podem sentir que lhes é possível ter parte em promover a preciosa obra de salvação. Todo homem, mulher e jovem se pode tornar tesoureiro do Senhor, e agente em atender às exigências sobre o tesouro. Diz o apóstolo: "Cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade." I Cor. 16:2.

Quarta, 21 de fevereiro: A casa do Tesouro

Os que realmente estão convertidos são chamados a realizar uma obra que requer dinheiro e consagração. As obrigações que nos constrangem a colocar nossos nomes no rol da igreja nos tornam responsáveis por trabalhar para Deus até o limite de nossa capacidade. Ele requer serviço não dividido e o pleno devotamento de coração, alma, entendimento e força. Cristo nos conduziu à qualidade de igreja para que Ele possa empregar e absorver todas as nossas capacidades em dedicado serviço pela salvação de outros. Qualquer coisa abaixo disso é oposição à obra. Há somente dois lugares no Universo em que podemos depositar nossos tesouros: no celeiro de Deus ou no de Satanás. E tudo quanto não é dedicado ao serviço de Deus é contado do lado de Satanás e contribui para fortalecer sua causa (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 317).

Grandes objetivos se conseguem com este sistema. Se todos o aceitassem, cada um se tornaria vigilante e fiel tesoureiro de Deus; e não haveria falta de recursos com que levar avante a grande obra de anunciar a última mensagem de advertência ao mundo. O tesouro estará provido se todos adotarem esse sistema, e os contribuintes não ficarão mais pobres. A cada depósito feito, tornar-se-ão mais ligados à causa da verdade presente. Eles estarão entesourando “para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna” (1 Timóteo 6:19; Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 389).

Os membros devem contribuir alegremente para a manutenção do ministério. Devem exercer abnegação e economia, a fim de não ficar atrás em nenhum valioso dom. Somos peregrinos e estrangeiros, procurando uma pátria melhor, e toda alma deve fazer com Deus um concerto com sacrifício. O tempo de salvar almas é breve, e tudo quanto não seja necessário para prover necessidades positivas, deve ser levado como oferta de gratidão a Deus.
E é dever dos que trabalham na palavra e na doutrina manifestar um justo espírito de sacrifício. Repousa sobre aqueles que recebem os liberais donativos da igreja, e administram os meios no tesouro de Deus, uma solene responsabilidade. Cumpre-lhes estudar cuidadosamente as providências do Senhor, a fim de discernir onde existe a maior necessidade. Eles têm de ser colaboradores de Cristo no estabelecer Seu reino na Terra, em harmonia com a oração do Salvador: "Venha o Teu reino. Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu" (Mat. 6:10; Obreiros Evangélicos, p. 454).

Se aqueles a quem o dinheiro de Deus foi confiado forem fiéis em trazer à tesouraria do Senhor os meios a eles emprestados, Seu trabalho experimentará rápido avanço. Muitas pessoas serão trazidas à causa da verdade, e apressar-se-á o dia da vinda de Cristo. [...]
Assim deve ser levada avante a obra de Deus em nosso mundo. Mordomos fiéis devem colocar o dinheiro do Senhor em Seu tesouro, de modo que obreiros possam ser enviados a todas as partes do mundo. A igreja aqui da Terra deve servir a Deus com abnegação e sacrifício. Assim a obra será levada avante, e serão obtidos os mais gloriosos triunfos (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p. 58, 59).

Quinta, 22 de fevereiro: Dízimo e salvação pela fé

O plano da salvação não é apreciado como devera ser. Não é discernido nem compreendido. Considera-se assunto inteiramente comum - quando a união do humano com o divino exigiu um esforço da Onipotência. ... Cristo, revestindo de humanidade Sua divindade, eleva os homens a um valor infinito na escala dos valores morais. Que condescendência essa, da parte de Deus e de Seu Filho unigênito, que era igual ao Pai! [...]
Tão grande tem sido a cegueira espiritual dos homens, que têm eles procurado tornar sem efeito a Palavra de Deus. Por suas tradições têm declarado que o grande plano da redenção foi elaborado para abolir e tornar sem efeito a lei de Deus - quando é o Calvário o mais poderoso argumento a provar a imutabilidade dos preceitos de Jeová. [...]
O estado do caráter deve ser comparado com a grande norma moral de justiça. Tem de haver um expurgo de determinados pecados que têm sido ofensivos a Deus, desonrando o Seu nome, extinguindo a luz de Seu Espírito e reprimindo na vida o seu primeiro amor. [...]
A vitória é assegurada por meio da fé e obediência. ... A obra de vencer não se limita ao tempo dos mártires. O conflito se destina a nós, nestes dias de sutil tentação ao mundanismo, à proteção própria, à condescendência com o orgulho, à cobiça, às doutrinas falsas e à imoralidade. Subsistiremos ante a prova de Deus? (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 253).

Ao olharem para o grande espelho moral de Deus, Sua santa lei, que é Sua norma de caráter, não suponham por um só momento que ela possa limpá-los. Não há propriedades salvívicas na lei. Ela não pode perdoar o transgressor. A penalidade tem que ser executada. O Senhor não salva pecadores abolindo Sua lei, o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. A punição foi suportada pelo Substituto do pecador. Não que Deus seja cruel e sem misericórdia, e Cristo, tão misericordioso que morreu na cruz do Calvário, crucificado entre dois ladrões, para abolir uma lei tão arbitrária que precisava ser extinta.O trono de Deus não deve carregar uma só mancha de crime, uma só mácula de pecado. Nos concílios do Céu, antes de o mundo ser criado, o Pai e o Filho, que era um com o Pai, tomaria o lugar do transgressor e sofreria a penalidade da justiça que deveria cair sobre ele (Manuscrito 145, 1897).

Quando o pecador penitente, contrito diante de Deus, discerne a expiação de Cristo em seu favor e aceita essa expiação como sua única esperança nesta vida e na vida futura, seus pecados são perdoados. Isso é justificação pela fé. Toda pessoa crente deve submeter sua vontade inteiramente à vontade de Deus e manter-se num estado de arrependimento e contrição, exercendo fé nos méritos expiadores do Redentor e avançando de força em força, e de glória em glória. 
Perdão e justificação são uma só e a mesma coisa. Pela fé, o crente passa da posição de rebelde, de filho do pecado e de Satanás, para a posição de súdito leal de Cristo Jesus, não por causa de alguma bondade inerente, mas porque Cristo o recebe como Seu filho, por adoção (Fé e Obras, p. 93; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1190).

Sexta, 23 de fevereiro: Estudo adicional

A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1969], "A suficiência da justiça de Cristo", p. 107.

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
Faça parte deste projeto curtindo, comentando e compartilhando. Marque seus amigos e inimigos também. Vamos utilizar este meio de comunicação para honra e glória de Deus.