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sábado, 1 de setembro de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 10 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At 20:24).

Sábado à tarde, 1 de setembro

O Senhor aborrece a indiferença e deslealdade em tempo de crise em Sua obra. Todo o Universo está observando com inexprimível interesse as cenas finais da grande controvérsia entre o bem e o mal. O povo de Deus está-se aproximando do limiar do mundo eterno; que pode haver de mais importante para eles do que ser leais ao Deus do Céu? Em todos os séculos Deus tem tido heróis morais; e tem-nos agora - os que como José, Elias e Daniel, não se envergonham de se reconhecerem como Seu povo peculiar. Suas bênçãos especiais acompanham os esforços de homens de ação; homens que não se desviarão da linha reta do dever, mas que perguntarão com divina energia: "Quem é do Senhor"? (Êxo. 32:26), homens que não se deterão apenas no perguntar, mas exigirão que os que escolherem identificar-se com o povo de Deus prossigam e demonstrem sem sombra de dúvida sua obediência ao Rei dos reis e Senhor dos senhores. Tais homens subordinam sua vontade e planos à lei de Deus. Por amor a Ele, não têm a sua vida por preciosa. Seu trabalho é captar a luz da Palavra e deixá-la brilhar para o mundo em raios claros e firmes. Fidelidade a Deus é sua divisa (Profetas e Reis, p. 148).

Os apóstolos não consideraram preciosa a própria vida, regozijando-se em ser considerados dignos de sofrer pelo nome de Cristo. Paulo e Silas perderam tudo. Suportaram açoites, e foram atirados, não com brandura, sobre o chão frio de uma prisão, em posição por demais penosa, com os pés erguidos e presos a um tronco. Chegaram então aos ouvidos do carcereiro queixas e murmurações? Oh, não! Da prisão interior irromperam vozes quebrando o silêncio da meia-noite com hinos de alegria e louvor a Deus. Esses discípulos eram animados por profundo e fervoroso amor pela causa de seu Redentor, pela qual sofriam. 
À medida que a verdade de Deus nos enche o coração, absorve-nos as afeições e nos rege a vida, também nós consideraremos alegria sofrer por amor da verdade. Nenhuma parede de prisão, nenhuma estaca de martírio, nos pode intimidar ou impedir na realização da grande obra (Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 406, 407).

Vossa força espiritual e vosso crescimento na graça serão proporcionais ao trabalho de amor e de boas obras que fizerdes alegremente por vosso Salvador, o qual nada reteve; nem mesmo a vida, para que fôsseis salvos. ...
Somente nossas boas obras são salvarão qualquer de nós, mas não podemos ser salvos sem elas. E depois de havermos feito tudo que podemos fazer, no nome e na força de Jesus Cristo devemos dizer: "Somos servos inúteis." Luc. 17:10. 
Se tendes no coração as riquezas da graça de Cristo, não as conservareis para vós mesmos uma vez que a salvação dos homens depende do conhecimento do caminho da salvação, o qual estais em condições de dar. As pessoas talvez não vão ter convosco para vos falar dos anseios de seu coração; muitos, porém, estão famintos, insatisfeitos; e Cristo morreu para que pudessem ter as riquezas de Sua graça. Que fareis para que possam participar das bênçãos que fruís? (A Maravilhosa Graça de Deus [MM 1974], p. 312).

Domingo, 2 de setembro: Éfeso: Parte 1

No tempo dos apóstolos, a parte oeste da Ásia Menor era conhecida como a província romana da Ásia. Éfeso, a capital, era um grande centro comercial. Seu porto estava coalhado de embarcações e suas ruas apinhadas de pessoas de todos os países. Como Corinto, Éfeso apresentava um campo promissor para o trabalho missionário.
Os judeus, então amplamente dispersos por todas as terras civilizadas, estavam geralmente expectantes pelo advento do Messias. Quando João Batista estava pregando, muitos, em suas visitas a Jerusalém por ocasião das festas anuais, haviam ido às barrancas do Jordão para ouvi-lo. Ali ouviram eles ser Jesus proclamado como o Prometido, e tinham levado as novas a todas as partes do mundo. Dessa maneira a providência preparara o caminho para o trabalho dos apóstolos (Atos dos Apóstolos, p. 281, 282).

Durante o longo período de seu ministério em Éfeso, onde promoveu durante três anos uma intensiva campanha evangelística através daquela região, Paulo retornou ao seu ofício. Em Éfeso, como em Corinto, o apóstolo se rejubilou pela presença de Áquila e Priscila, os quais o haviam acompanhado em seu retorno à Ásia ao fim de sua segunda viagem missionária.
Havia alguns que faziam restrição a estar Paulo trabalhando num ofício, sob a alegação de que era incoerente com a obra de um ministro evangélico. Por que deveria Paulo, um ministro da mais alta categoria, assim aliar uma atividade braçal com a pregação da Palavra? Não é o obreiro digno do seu salário? Por que deveria ser gasto na fabricação de tendas o tempo, que, segundo tudo indicava, podia ser empregado com melhor proveito?
Mas Paulo não considerava perdido o tempo assim gasto. Enquanto trabalhava com Áquila, mantinha-se em contato com o grande Mestre, não perdendo oportunidade de dar testemunho do Salvador e de auxiliar a tantos quantos necessitassem de auxílio. Sua mente estava sempre à procura de conhecimento espiritual. A seus coobreiros deu instrução sobre coisas espirituais, e também exemplo de operosidade e inteireza. Era um obreiro hábil e ativo, diligente nos negócios, fervoroso "no espírito, servindo ao Senhor". Rom. 12:11. Enquanto trabalhava em seu ofício, o apóstolo tinha acesso a uma classe de pessoas que de outra maneira não teria podido alcançar. Mostrava aos que a ele estavam unidos que a habilidade nas artes comuns é um dom de Deus, o qual provê tanto o dom como a sabedoria para usá-lo retamente. Ensinava que mesmo nas atividades diárias Deus deve ser honrado. Suas mãos calejadas em nada diminuíam a força de seus patéticos apelos como ministro cristão (Atos dos Apóstolos, p. 351, 352).

Hoje em dia muitos são tão ignorantes do trabalho do Espírito Santo no coração como eram aqueles crentes em Éfeso (Atos 19:1-6); no entanto, nenhuma verdade é ensinada mais claramente na Palavra de Deus. Profetas e apóstolos demoraram-se sobre esse tema.
O próprio Cristo chama nossa atenção para o crescimento do mundo vegetal como ilustração da atividade de Seu Espírito em sustentar a vida espiritual. A seiva da videira, elevando-se da raiz, é difundida até os ramos, sustendo o crescimento e produzindo flores e frutos. Assim também, o poder vivificante do Espírito Santo, procedente do Salvador, impregna a alma, renova os motivos e as afeições e traz até mesmo os pensamentos em obediência à vontade de Deus, habilitando o recebedor a produzir o precioso fruto de ações santas (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 264).

Segunda, 3 de setembro: Éfeso: Parte 2

Queimando seus livros sobre magia, os conversos efésios mostravam que aquilo em que antes se deleitavam abominavam agora. Foi por praticarem artes mágicas, e por meio delas, que haviam especialmente ofendido a Deus e posto em perigo sua alma; e foi contra as artes mágicas que mostraram tal indignação. ... Retendo esses livros os discípulos se estariam expondo à tentação; vendendo-os teriam colocado a tentação no caminho de outros. Haviam renunciado ao reino das trevas, e para destruir seu poder não hesitaram ante qualquer sacrifício. Triunfou assim a verdade sobre o preconceito dos homens e seu amor ao dinheiro.
Por esta manifestação do poder de Cristo, foi ganha poderosa vitória para o cristianismo na própria fortaleza da superstição. A influência do que havia tido lugar espalhou-se mais amplamente do que Paulo mesmo imaginava. De Éfeso as novas circularam por vasta extensão, e forte impulso foi dado à causa de Cristo. Muito tempo depois de haver o apóstolo terminado sua carreira, estas cenas ainda viviam na memória do povo e eram um meio de ganhar conversos para o evangelho (Vidas que Falam [MM 1971], p. 346).

Em suas declarações Demétrio afirmou: "Há o perigo de que a nossa profissão caia em descrédito." Essas palavras revelam a real causa do tumulto de Éfeso, e também de grande parte da perseguição que acompanhava os apóstolos em sua obra. Demétrio e seus colegas de ofício viram que o negócio de fabricação de imagens estava em perigo por causa do ensino e disseminação do evangelho. A renda dos sacerdotes pagãos e dos artífices estava em risco; esta a razão por que se levantaram em acérrima oposição contra Paulo.
A atitude do escrivão e de outros que exerciam funções honrosas na cidade, tinha apresentado Paulo perante o povo como inocente de qualquer ato ilegal. Este foi outro dos triunfos do cristianismo sobre o erro e a superstição. Deus havia despertado um grande magistrado para defender Seu apóstolo e fazer calar a turba. O coração de Paulo se encheu de gratidão a Deus por ter sido a sua vida preservada, e porque o cristianismo não fora desonrado pelo tumulto de Éfeso (Atos dos Apóstolos, p. 295).

Não é preciso buscar maior evidência de que a pessoa se encontra distante de Jesus e negligenciando a oração particular, a piedade pessoal, do que o fato de que ela exprime dúvidas e descrença porque as circunstâncias não são favoráveis. Tais pessoas não têm a religião pura, verdadeira e imaculada de Cristo. Elas possuem um artigo falso que o processo refinador consumirá totalmente como refugo. Tão logo Deus os prove e teste sua fé, eles vacilam, enfraquecem-se e oscilam primeiro para um lado e depois para o outro. Não possuem o artigo genuíno que Paulo possuía, de poder gloriar-se na tribulação porque “a tribulação produz a paciência, e a paciência, experiência; e a experiência, esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração”. Romanos 5:3-5. A religião dessas pessoas é circunstancial. Se todos ao seu redor estão fortes na fé e encorajados com relação ao triunfo final da mensagem do terceiro anjo, e se nenhuma influência especial se fizer presente contra eles, então aparentam possuir alguma fé. Mas tão logo a adversidade pareça surgir contra a causa e o trabalho se arraste pesadamente, e o auxílio de todos se torne necessário, esses pobres seres humanos, embora sejam professos ministros do evangelho, esperam que tudo resulte em nada. Atrapalham em vez de ajudar (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 514, 515).

Terça, 4 de setembro: Trôade

Embarcando em Filipos, Paulo e Lucas alcançaram os companheiros cinco dias mais tarde, em Trôade, e demoraram-se sete dias com os crentes naquele lugar. Na última noite de sua estada ali os irmãos se ajuntaram "para partir o pão". O fato de que seu amado mestre ia partir, promoveu um ajuntamento maior que o de costume. Reuniram-se num "cenáculo" (Atos 20:7 e 8), no terceiro andar. Ali, no fervor de seu amor e solicitude por eles, o apóstolo pregou até à meia-noite.
Numa das janelas abertas estava assentado um jovem por nome Êutico. Nessa perigosa posição adormeceu, e caiu ao solo. Num momento tudo era alarma e confusão. O jovem foi levantado morto, e muitos se acercaram dele com gritos e lamentações. Mas Paulo, passando por entre os irmãos atribulados, abraçou-o e fez uma fervorosa oração para que Deus restaurasse a vida ao morto. Sua petição foi atendida. Sobrepondo-se aos clamores e lamentações, ouviu-se a voz do apóstolo dizendo: "Não vos perturbeis, que a sua alma nele está." Com júbilo, os crentes voltaram a se reunir no cenáculo. Havendo participado da comunhão, Paulo "ainda lhes falou largamente até à alvorada". Atos 20:10 e 11.
O navio em que Paulo e seus companheiros deviam prosseguir viagem estava prestes a partir e os irmãos apressaram-se a subir a bordo. O apóstolo, porém, preferiu tomar o caminho mais perto, por terra, entre Trôade e Assôs, encontrando-se com seus companheiros nesta cidade. Isto lhe deu um pouco de tempo para meditação e oração. As dificuldades e perigos relacionados com sua próxima visita a Jerusalém, a atitude da igreja ali para com ele e sua obra, bem como a condição das igrejas e o interesse da obra evangélica em outros campos, eram assuntos de ardente e solícito pensar; e ele aproveitou esta oportunidade especial para buscar de Deus força e guia (Atos dos Apóstolos, p. 391, 392).

A alegação tantas vezes feita, de que Cristo mudou o sábado, é refutada por Suas próprias palavras. Em Seu sermão no monte, disse Ele: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer pois que violar um destes mais pequenos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos Céus" (Mat. 5:17-19; O Grande Conflito, p. 447).

Mas ninguém deverá sofrer a ira de Deus antes que a verdade se lhe tenha apresentado ao espírito e consciência, e haja sido rejeitada. Há muitos que nunca tiveram oportunidade de ouvir as verdades especiais para este tempo. A obrigatoriedade do quarto mandamento nunca lhes foi apresentada em sua verdadeira luz. Aquele que lê todos os corações e prova todos os intuitos, não deixará que pessoa alguma que deseje o conhecimento da verdade seja enganada quanto ao desfecho da controvérsia. O decreto não será imposto ao povo cegamente. Cada qual receberá esclarecimento bastante para fazer inteligentemente a sua decisão.
O sábado será a pedra de toque da lealdade; pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem. Ao passo que a observância do sábado espúrio em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, é a guarda do verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, uma prova de lealdade para com o Criador. Ao passo que uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o selo de Deus (O Grande Conflito, p. 605).

Quarta, 5 de setembro: Mileto

Nesta época degenerada, serão encontrados muitos que estão de tal forma cegados para a malignidade do pecado que escolhem uma vida licenciosa, pois esta agrada a inclinação natural e perversa do coração. Em lugar de se contemplarem ao espelho — a lei de Deus — e porem o coração e caráter de acordo com a norma divina, permitem que instrumentos de Satanás lhes estabeleçam no coração sua norma. Homens corruptos consideram mais fácil falsear as Escrituras para apoiá-los em sua iniquidade, do que abrir mão de sua corrupção e pecado e se tornarem puros de coração e vida. 
Há mais homens dessa espécie do que muitos têm imaginado, e eles se multiplicarão à medida que nos aproximarmos do fim do tempo. A menos que se tornem arraigados e alicerçados na verdade da Bíblia e tenham uma viva relação com Deus, muitos se tornarão apaixonados e enganados. Os perigos ocultos bloqueiam nosso caminho. Nossa única segurança está na constante vigilância e oração. Quanto mais perto andarmos de Jesus, tanto mais nos tornaremos participantes do Seu caráter puro e santo; e quanto mais ofensivo se nos parecer o pecado, tanto mais exaltados e desejáveis parecerão a pureza e o brilho de Cristo. 
Para acobertar sua vida corrompida e fazer com que seus pecados pareçam inofensivos, esse homem cita exemplos bíblicos em que homens bons caíram em tentação. Paulo enfrentou tal tipo de gente em seus dias, e a igreja tem sido afligida por eles em todas as épocas. Em Mileto, Paulo convocou os anciãos da igreja e os advertiu com respeito ao que iriam enfrentar: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que Ele resgatou com Seu próprio sangue. Porque eu sei isto: que, depois da Minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós” (Atos dos Apóstolos 20:28-31; Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 141, 142).

Paulo levou através de sua vida terrena a atmosfera do Céu. Todos os que com ele se associavam sentiam a influência de sua união com Cristo e a companhia com os anjos. Nisto reside o poder da verdade. A influência espontânea e inconsciente de uma vida santa é o mais convincente sermão que se pode fazer em prol do cristianismo. O argumento, mesmo quando seja irrespondível, pode só provocar oposição; mas o exemplo piedoso tem um poder a que é impossível resistir completamente.
Ao passo que o apóstolo perdia de vista os seus próprios sofrimentos que se aproximavam, sentia uma profunda solicitude pelos discípulos que estava prestes a deixar a lutar contra o preconceito, o ódio e a perseguição. Ele se esforçou para fortalecer e encorajar os poucos cristãos que o acompanharam ao local da execução, repetindo as inexcedíveis e preciosas promessas feitas àqueles que são perseguidos por causa da justiça. Assegurou-lhes que nada falharia de tudo aquilo que o Senhor falara com respeito a Seus filhos provados e fiéis. Eles se levantarão e brilharão; pois a luz do Senhor estará sobre eles. Eles vestirão suas belas vestes quando a glória do Senhor lhes for revelada. Por pouco tempo poderão estar sob a opressão de multiformes tentações, poderão estar destituídos de conforto terrestre; mas devem animar seu coração dizendo: Eu sei em quem tenho crido. Ele é capaz de guardar o meu depósito. Os sofrimentos terão fim e a alegre manhã de paz e dia perfeito virá (História da Redenção, p. 318).

Quinta, 6 de setembro: Tiro e Cesareia

O grande apóstolo Paulo estava firme sempre onde o dever e princípio estavam em jogo; pregava a Cristo com grande intrepidez; mas nunca era rude ou indelicado. Tinha um coração terno, e era sempre bondoso e compassivo para com os outros. A cortesia foi um traço marcante de seu caráter, e isto foi o que lhe deu acesso à melhor classe da sociedade. ...
Era zeloso da verdade, intrépido na defesa de Cristo; mas a retidão no procedimento, a graça da verdadeira delicadeza, marcaram toda a sua conduta. ...
Paulo atraía os corações piedosos onde quer que fosse; seu coração estava ligado ao coração de seus irmãos. Quando se ausentava deles, sabendo com certeza que não lhes veria a face, eles se enchiam de profunda tristeza, e assim insistentemente instavam com ele para que ficasse com eles. Certa feita exclamou: "Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração?" Atos 21:13. Seu bondoso coração se oprimia ao sentir a tristeza de sua final separação. Eles o amavam, e sentiam que não podiam ficar sem ele. Que cristão não admira o caráter de Paulo? Firme como uma rocha quando em defesa da verdade, era afeiçoado e gentil como uma criança quando rodeado pelos amigos (Minha Consagração Hoje [MM 1953/1989], p. 180).

A vida de Paulo foi uma exemplificação das verdades que ensinava; e nisto repousava seu poder. Seu coração estava cheio de um profundo e permanente senso de sua responsabilidade; e ele trabalhava em íntima comunhão com Aquele que é a fonte de justiça, misericórdia e verdade. Apegava-se à cruz de Cristo como sua garantia única de sucesso. O amor do Salvador era o permanente motivo que lhe dava a vitória em seus conflitos com o eu e em suas lutas contra o mal, ao avançar, no serviço de Cristo, contra o desamor do mundo e a oposição de seus inimigos.
O que a igreja necessita nestes dias de perigo é de um exército de obreiros que, como Paulo, se tenham educado para utilidade, que tenham uma profunda experiência nas coisas de Deus, e que sejam cheios de fervor e zelo. Necessita-se de homens santificados e abnegados; homens que não se esquivem a provas e responsabilidades; homens que sejam corajosos e verdadeiros; homens em cujo coração Cristo está formado "a esperança da glória" (Col. 1:27), e que com lábios tocados com santo fogo "preguem a Palavra". Por falta de tais obreiros a causa de Deus definha, e erros fatais, como mortal veneno, pervertem a moral e destroem as esperanças de grande parte da raça humana (Atos dos Apóstolos, p. 507).

Deus nos deu as faculdades intelectuais e morais que possuímos; mas toda pessoa é, em grande medida, o arquiteto do próprio caráter. Dia a dia a estrutura aumenta. A Palavra de Deus adverte-nos a cuidar em como construímos, para ver que nosso edifício se ache fundado sobre a Rocha Eterna. Aproxima-se o tempo em que a obra que fazemos se revelará tal qual é. Agora é o tempo de todos cultivarem as faculdades que Deus lhes deu, a fim de formarem caráter que seja útil aqui, e tenham uma vida mais elevada no porvir.
Todo ato da vida, por mais insignificante, tem sua influência na formação do caráter. Um caráter bem formado é mais precioso que as posses mundanas; e moldá-lo é a obra mais nobre em que os homens possam se empenhar. 
O caráter formado segundo as circunstâncias é mutável e discordante — uma massa de contradições. Seus possuidores não têm nenhum objetivo elevado ou propósito na vida. Não exercem nenhuma influência enobrecedora no caráter dos outros. São destituídos de finalidade e de poder. 
O pequeno prazo de vida que nos é designado aqui deve ser sabiamente aproveitado. Deus quer que Sua igreja seja viva, consagrada e ativa. Nosso povo, porém, como corporação, acha-se longe disso agora. Deus pede almas fortes, valorosas, cristãos vivos e laboriosos, que sigam o verdadeiro Modelo e exerçam decidida influência em favor de Deus e do que é correto. Qual sagrado depósito, concedeu-nos o Senhor as mais importantes e solenes verdades, e devemos mostrar a influência delas sobre nossa vida e caráter (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 656, 657).

Sexta, 7 de setembro: Estudo adicional

Educação, "Paulo, Alegre no Serviço", p. 64, 65.



Os trechos em destaque foram extraídos dos originais, mas estão ausentes na compilação do comentário.

sábado, 25 de agosto de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 9 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto Eu Sou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (At 18:9, 10).

Sábado à tarde, 25 de agosto

O Espírito de Deus está sendo retirado. Catástrofes por mar e por terra seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Quão frequentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades! Aparentemente essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas pode ler-se o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar a homens e mulheres para que sintam o perigo.
Os mensageiros de Deus nas grandes cidades não devem sentir-se desanimar com a impiedade, a injustiça, a depravação a que são chamados a enfrentar enquanto procuram proclamar as alegres novas da salvação. O Senhor aspira confortar cada um desses obreiros com a mesma mensagem que deu ao apóstolo Paulo na ímpia Corinto: "Não temas, mas fala, e não te cales; porque Eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade." Atos 18:9 e 10. Lembrem-se, os que se empenham no ministério de salvar almas, que, conquanto haja muitos que não aceitarão o conselho de Deus em Sua Palavra, o mundo inteiro não se desviará da luz e verdade, dos convites de um Salvador perdoador e paciente. Em cada cidade, cheia como possa estar de violência e crime, há muitos que, devidamente ensinados aprendem a se tornar seguidores de Jesus. Milhares podem assim ser alcançados com a verdade salvadora e levados a receber Cristo como um Salvador pessoal (Profetas e Reis, p. 277).

Tanto Paulo como Barnabé tinham terno cuidado pelos que haviam aceitado recentemente a mensagem evangélica sob seu ministério, e estavam ansiosos por vê-los uma vez mais. Esta solicitude Paulo jamais a perdeu. Mesmo quando em campos missionários distantes, longe do cenário de suas primeiras atividades, continuava ele a levar sobre o coração a responsabilidade de animar esses conversos a permanecerem fiéis, "aperfeiçoando a santificação no temor de Deus". II Cor. 7:1. Constantemente ele procurava ajudá-los a se tornarem cristãos confiantes e desenvolvidos, fortes na fé, ardentes no zelo e de coração inteiro na consagração a Deus e à obra de ampliar Seu reino (Atos dos Apóstolos, p. 201).

Quando, pois, nos chegamos a Deus, devemos orar para que nos seja dado compreender e realizar Seu propósito, e nossos desejos e interesses se identifiquem com os dEle. Devemos manifestar-Lhe nossa conformidade com Sua vontade e não pedir que condescenda com a nossa. É bom para nós que o Senhor não defira sempre as nossas súplicas ao tempo e do modo que o desejamos. Assim procedendo, far-nos-á maior bem do que cumprindo nossa vontade, porque nossa sabedoria é loucura (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 148).

Domingo, 26 de agosto: De volta a Listra

Paulo viu que Timóteo era fiel, firme e leal, e escolheu-o como companheiro de trabalho e de viagem. Os que haviam ensinado Timóteo na infância foram recompensados com vê-lo, ao filho de seu cuidado, ligado em íntima associação com o grande apóstolo. Timóteo era um simples jovem quando foi escolhido por Deus para ser um ensinador; mas seus princípios tinham sido tão estabelecidos por sua educação dos primeiros anos, que ele estava apto a ocupar seu lugar como auxiliar de Paulo. E embora jovem, levou suas responsabilidades com humildade cristã.
Como medida acauteladora, Paulo aconselhou prudentemente a Timóteo a que se circuncidasse - não que Deus o exigisse, mas a fim de tirar do espírito dos judeus aquilo que poderia servir de objeção ao ministério de Timóteo. Em sua obra, Paulo devia viajar de cidade em cidade, em muitas terras, e teria muitas vezes ocasião de pregar a Cristo em sinagogas judaicas, bem como em outros lugares de reunião. Viesse a ser sabido que um de seus companheiros de trabalho era incircunciso, e sua obra seria grandemente entravada pelo preconceito e fanatismo dos judeus. Em toda parte encontrou o apóstolo determinada oposição e severa perseguição. Ele desejava levar a seus irmãos judeus, bem como aos gentios, o conhecimento do evangelho; e por essa razão buscava ele, tanto quanto estivesse em harmonia com a fé, remover cada pretexto de oposição. E conquanto fizesse esta concessão ao preconceito judaico, cria e ensinava nada ser a circuncisão ou incircuncisão, mas o evangelho de Cristo - este era tudo (Atos dos Apóstolos, p. 203, 204).

A fé que é para salvação não é uma fé casual, não é o mero assentimento do intelecto, é a crença arraigada no coração, que abraça a Cristo como Salvador pessoal, com a certeza de que Ele pode salvar perfeitamente aos que por Ele se chegam a Deus. Crer que Ele salve a outros, mas não vos salvará a vós, não é fé genuína; mas quando a alma se apoia em Cristo como a única esperança de salvação, então se manifesta fé genuína. Esta fé leva seu possuidor a colocar em Cristo todas as afeições da alma; seu entendimento fica sob o controle do Espírito Santo, e seu caráter é moldado segundo a semelhança divina. Sua fé não é uma fé morta, mas sim que opera por amor, e o leva a contemplar a formosura de Cristo, e a tornar-se semelhante ao caráter divino. [Cita Deut. 30:11-14.] "E o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua semente, para amares ao Senhor teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas" (Deut. 30:6; Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 391, 392).

Cada um de nós pode fazer alguma coisa, se tão somente assumir a posição que Deus quer que assumamos. Tudo o que fizerdes para iluminar os outros vos leva mais perto do Deus do Céu e vos põe em harmonia com Ele. Se vos assentardes e olhardes para vós mesmos dizendo: "eu mal posso sustentar a minha família", jamais podereis fazer alguma coisa; mas se disserdes: "farei algo em favor da verdade, vê-la-ei avançar, farei o que puder", Deus abrirá o caminho para que possais fazer alguma coisa. Deveis fazer investimentos na causa da verdade de tal modo que sintais que sois dela uma parte (Conselhos Sobre Mordomia, p. 304).

Segunda, 27 de agosto: Filipos

Veja-o na masmorra em Filipos, onde apesar de ter o corpo dolorido pelas torturas, seu cântico de louvor quebrava o silêncio da meia-noite. Depois que o terremoto abre as portas da prisão, sua voz é de novo ouvida em palavras de ânimo ao carcereiro pagão: "Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos" (Atos 16:28) - cada um em seu lugar, constrangido pela presença de um companheiro de prisão. E o carcereiro, convicto da realidade daquela fé que sustinha a Paulo, inquire acerca do caminho da salvação, e com toda a sua casa se une ao grupo perseguido dos discípulos de Cristo (Educação, p. 66, 67).

Grande é no Céu o galardão dos que testemunham em favor de Cristo por meio de perseguição e opróbrio. Enquanto o povo está esperando bens terrenos, Jesus os encaminha a uma recompensa celestial. Não a coloca, entretanto, inteiramente na vida futura; ela começa aqui. [...]
Foi esta alegria que encheu o coração de Paulo e Silas quando oravam e cantavam louvores a Deus à meia-noite, na prisão de Filipos. Cristo Se achava ali ao seu lado, e a luz de Sua presença irradiava na escuridão com a glória das cortes celestes. De Roma escreveu Paulo, esquecido de suas cadeias, ao ver a difusão do evangelho: "Nisto me regozijo e me regozijarei ainda." Filip. 1:18. E as próprias palavras de Cristo sobre o monte são ecoadas na mensagem de Paulo à igreja dos filipenses, em meio das perseguições que sofriam: "Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos" (Filip. 4:4; O Maior Discurso de Cristo, p. 34, 35).

Assimilai o espírito do grande Obreiro-mestre. Aprendei do Amigo dos pecadores a ajudar os enfermos do pecado. Lembrai-vos de que na vida dos Seus seguidores tem de ser vista a mesma dedicação que se viu em Sua vida, a mesma sujeição à obra de Deus, de toda pretensão social, toda afeição terrestre. As reivindicações de Deus têm de ter sempre a prioridade. O exemplo de Cristo deve inspirar-nos a empenhar incessante esforço para o bem dos outros. 
Tendes vizinhos. Não lhes quereis dar a mensagem? Talvez nunca vos sejam impostas as mãos da ordenação, mas podeis levar humildemente a mensagem. Podeis testificar que Deus ordenou que todos aqueles pelos quais Cristo morreu terão a vida eterna, se nEle crerem. 
Que ninguém fique na ociosidade por não saber fazer a mesma espécie de trabalho que os servos de Deus mais experientes estão fazendo. ... Não é só pelos homens das altas posições de responsabilidade no ministério, não só pelos que são membros de mesas e comissões, não só pelos gerentes de nossos hospitais e casas publicadoras, que deve ser feita a obra que fará que a Terra seja cheia do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar. Esta obra só pode ser efetuada se toda a igreja desempenhar sua parte, sob a guia e no poder de Deus (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 333).

Terça, 28 de agosto: Tessalônica e Bereia

Paulo e Silas trabalharam na sinagoga judia em Tessalônica com algum sucesso; mas os judeus descrentes estavam bastante insatisfeitos, criaram confusão, fazendo um grande tumulto em oposição a eles. Os dedicados apóstolos foram obrigados a deixar Tessalônica de noite e ir para Bereia, onde foram alegremente recebidos. E assim elogiaram os bereanos: “Estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. De sorte que creram muitos deles” (Atos 17:11, 12; Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 695, 696).

A mente dos bereanos não se achava limitada pelo preconceito. Estavam dispostos a pesquisar a veracidade das doutrinas pregadas pelos apóstolos. Estudavam a Bíblia, não por curiosidade, mas para que pudessem aprender o que havia sido escrito a respeito do Messias prometido. Diariamente examinavam os relatos inspirados; e ao compararem texto com texto, anjos celestiais se colocavam ao lado deles, iluminando-lhes a mente e impressionando-lhes o coração (Atos dos Apóstolos, p. 231).

Os anjos do Céu não foram à escola dos profetas, nem cantaram suas antífonas sobre o templo ou sobre as sinagogas, mas foram ter com os homens que eram suficientemente humildes para receber a mensagem. Eles entoaram as alegres novas de um Salvador sobre as planícies de Belém, ao passo que os grandes homens, os maiorais e os homens ilustres foram deixados em trevas, porque se achavam completamente satisfeitos com sua posição e não sentiam necessidade de maior piedade do que aquela que possuíam. ...
Grandes homens e homens aparentemente muito bons podem praticar ações terríveis em sua intolerância e posição presunçosa, lisonjeando-se de estarem realizando o serviço de Deus. Não convém confiar neles. A verdade, a verdade bíblica, é o que vós e eu necessitamos a todo custo. Como os nobres bereanos, precisamos examinar diariamente as Escrituras, com fervorosa oração, para saber que é a verdade e então obedecer à verdade, custe o que custar para nós, sem atentar para os grandes homens ou para os homens bons (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 334). 

Têm ocorrido apostasias e o Senhor tem permitido que questões dessa natureza se desenvolvessem no passado a fim de mostrar quão facilmente Seu povo será desviado se confiarem nas palavras de homens em vez de examinarem por si mesmos as Escrituras, como fizeram os nobres bereanos, para ver se estas coisas são assim. E o Senhor tem permitido coisas dessa espécie ocorrerem para que sejam dadas advertências de que elas terão lugar.
A rebelião e a apostasia encontram-se no próprio ar que respiramos. Seremos afetados por elas, a menos que, pela fé, façamos nossa alma desamparada segurar-se em Cristo. Se os homens são tão facilmente transviados agora, como subsistirão eles quando Satanás personificar a Cristo, e operar milagres? Quem ficará inabalado então por suas deturpações - professar ser Cristo quando é apenas Satanás assumindo a pessoa de Cristo, e operando aparentemente as obras do próprio Cristo? Que impedirá o povo de Deus de prestar obediência a falsos cristos? "Não vades, nem os sigais." Luc. 17:23.
As doutrinas têm de ser compreendidas com clareza. Os homens aceitos para pregarem a verdade precisam estar ancorados; então sua nau resistirá a tempestades e temporais, porque a âncora os segura firmemente. Aumentarão os enganos, e devemos chamar a rebelião pelo seu próprio nome. Devemos estar revestidos de toda a armadura. Neste conflito, não enfrentamos unicamente homens, mas principados e potestades. Não lutamos contra a carne e o sangue. Leia-se cuidadosamente e de maneira impressiva em nossas igrejas Efésios 6:10-18.
Aqueles que apostataram transmitem as palavras do dragão. Temos de enfrentar os instrumentos satânicos que vieram fazer guerra aos santos. "E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo." Apoc. 12:17. Os que apostataram deixam o verdadeiro e fiel povo de Deus, e confraternizam com aqueles que representam Barrabás. "Pelos seus frutos os conhecereis." Mat. 7:20.
Escrevo isto porque muitos na igreja me são apresentados como vendo os homens como árvores andando. Precisam ter outra e mais profunda experiência antes de discernirem as armadilhas disseminadas para os apanharem na rede do enganador. Importa que não haja neste tempo obra feita pela metade. O Senhor chama homens e mulheres fortes, resolutos, inteiramente dedicados para ficarem na brecha, e restaurarem o muro. Isa. 58:12-14.
Há decidido testemunho a ser dado por todos os nossos pastores em todas as nossas igrejas. Deus tem permitido ocorrerem apostasias a fim de mostrar quão pouco se pode confiar no homem. Devemos olhar sempre a Deus; Sua palavra não é Sim e Não, mas Sim e Amém (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 394, 395).

Quarta, 29 de agosto: Paulo em Atenas

Veja Paulo em Atenas perante o conselho do Areópago, defrontando ciência com ciência, lógica com lógica, filosofia com filosofia. Notai como, com aquele tato oriundo do amor divino, aponta a Jeová como o "Deus desconhecido" (Atos 17:23), ao qual os seus ouvintes têm ignorantemente adorado; e com palavras citadas de um poeta deles mesmos, descreve-O como um Pai de quem eles próprios são filhos. Ouvi-o, naquela época de diferenças sociais em que os direitos do homem, como tal, não eram absolutamente reconhecidos, a apresentar a grande verdade da fraternidade humana, declarando que Deus "de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da Terra". Atos 17:26. Então mostra como, à maneira de um fio de ouro, se desenrola o propósito divino da graça e misericórdia através de todo o trato de Deus com o homem. Ele determinou "os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação, para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tateando, O pudessem achar, ainda que não está longe de cada um de nós" (Atos 17:26 e 27; Educação, p. 67).

Hoje em dia a verdade deve ser proclamada a todas as nações, e tribos, e línguas e povos. Cristo deseja que labutemos de tal modo que não suscite preconceito, pois quando este é suscitado, alguns são impedidos de ouvir a verdade. ...
Ainda estamos neste mundo, onde existem essas barreiras, e precisamos trabalhar de tal maneira que nos habilite a alcançar todas as classes. Não permitais que os atuais empecilhos vos aflijam e destruam vossa fé e confiança em Deus (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 282).

Vivemos nas cenas finais da história terrestre. As profecias se cumprem rapidamente. As horas de graça estão passando depressa. Não temos tempo - nenhum momento - a perder. Não sejamos encontrados dormindo no posto do dever. Que ninguém diga em seu coração ou por suas obras: "O meu Senhor tarde virá." Mat. 24:48. Seja a mensagem da breve volta de Cristo emitida em fervorosas palavras de advertência. Persuadamos os homens e as mulheres em toda parte a se arrependerem, e a fugirem da ira futura. Incentivemo-los a preparação imediata; pois sabemos pouca coisa do que está diante de nós. ... Dirijam-se os pastores e os membros leigos para os campos que amadurecem. Encontrarão uma colheita onde quer que proclamem as esquecidas verdades da Bíblia. Encontrarão pessoas que aceitarão a verdade e que dedicarão a vida à conquista de pessoas para Cristo.
O Senhor virá em breve, e precisamos estar preparados para nos encontrarmos com Ele em paz. Tomemos a resolução de fazer tudo o que está ao nosso alcance para comunicar a luz aos que se acham ao nosso redor. Não devemos estar tristes, mas bem dispostos, e conservar sempre o Senhor Jesus diante de nós. ... Devemos estar prontos e à espera de Seu aparecimento. Oh! quão glorioso será vê-Lo e receber as boas-vindas como Seus remidos! Temos esperado por muito tempo, mas nossa fé não deve enfraquecer-se (Maranata, o Senhor Vem [MM 1977], p. 106). 

Quinta, 30 de agosto: Paulo em Corinto

Quando o apóstolo Paulo começou seu ministério em Corinto, populosa, rica e ímpia cidade, poluída pelos revoltantes vícios do paganismo, disse: "Nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e Este crucificado." I Cor. 2:2. [...]
Hoje, como no tempo de Cristo, a obra do reino de Deus não se acha a cargo dos que reclamam o reconhecimento e apoio dos dominadores terrestres e das leis humanas, mas dos que estão declarando ao povo, em Seu nome, as verdades espirituais que operarão, nos que as recebem, a experiência de Paulo: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim." Gál. 2:20. Então eles trabalharão, como Paulo, em benefício dos homens. Disse ele: "De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos pois da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus" (II Cor. 5:20; O Desejado de Todas as Nações, p. 510).

A religião judaica estava sob a proteção do poder romano; e os acusadores de Paulo pensavam que se pudessem aplicar-lhe a pecha de violador das leis de sua religião, provavelmente ele lhes seria entregue para julgamento e sentença. Assim esperavam eles poder conseguir a sua morte. Mas Gálio era um homem de integridade, e recusou tornar-se instrumento da inveja e da intriga dos judeus. Aborrecido com sua hipocrisia e justiça própria, não tomou conhecimento da acusação. Como Paulo se preparasse para falar em defesa própria, Gálio lhe disse não ser necessário. [...]
Tanto judeus como gregos haviam ansiosamente esperado pela decisão de Gálio; e sua imediata rejeição do caso, como sendo destituído de qualquer interesse público, foi o sinal de retirada dos judeus, malsucedidos e irados. A decidida atitude do procônsul abriu os olhos à vociferante multidão que estivera a incitar os judeus. Pela primeira vez durante os trabalhos de Paulo na Europa, a multidão tomou o seu partido; diante das próprias vistas do procônsul, e sem interferência de sua parte, acometeram violentamente contra o mais preeminente dos acusadores do apóstolo. [...] Assim obtivera o cristianismo assinalada vitória. 
[...] Tivesse o apóstolo sido a este tempo compelido a deixar Corinto, e os conversos à fé de Jesus teriam sido colocados em perigosa posição. Os judeus ter-se-iam empenhado em aproveitar a vantagem obtida, até mesmo à exterminação do cristianismo naquela região (Atos dos Apóstolos, p. 253, 254).

As condições predominantes hoje na sociedade, e especialmente nas grandes cidades das nações, proclamam com voz de trovão que a hora do juízo de Deus está próxima, e que o fim de todas as coisas terrestres é chegado. Estamos no limiar da crise dos séculos. Em rápida sucessão os juízos de Deus se seguirão uns aos outros - fogo, inundações e terremotos, com guerras e derramamento de sangue. Nós não devemos ser surpreendidos neste tempo por eventos a um tempo grandes e decisivos; pois o anjo de misericórdia não pode ficar muito tempo mais a proteger o impenitente.
"Porque eis que o Senhor sairá do Seu lugar, para castigar os moradores da Terra, por causa da sua iniquidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais aqueles que foram mortos." Isa. 26:21. A tormenta da ira de Deus está-se acumulando; e subsistirão unicamente os que responderem ao convite de misericórdia, como os habitantes de Nínive pela pregação de Jonas, e se santificarem pela obediência às leis do divino Governante (Profetas e Reis, p. 278). 

Sexta, 31 de agosto: Estudo adicional

Refletindo a Cristo, "Paulo e Silas Cantam na Prisão", p. 334.



Os trechos em destaque foram extraídos dos originais, mas estão ausentes na compilação do comentário.

sábado, 11 de agosto de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 7 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste; e, por meio Dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés” (At 13:38, 39).

Sábado à tarde, 11 de agosto

Seus trabalhos foram mais abundantes do que de qualquer dos discípulos, seus açoites acima da medida. Foi espancado com varas, apedrejado, sofreu naufrágios, esteve à morte muitas vezes. Esteve em perigo por terra e mar, na cidade e no deserto, em perigos de ladrões, em perigos dos de sua nação. Prosseguiu em sua missão sob contínuas enfermidades, em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em frio e nudez. ... Quando interrogado pelo sanguinário Nero, ninguém estava a seu lado. ...
Mas porventura dedicou Paulo seu precioso tempo a relatar os ofensivos abusos que sofrera? Não, ele desviou a atenção, de si mesmo para Jesus. Não vivia para sua própria felicidade, entretanto era feliz. ... "Transbordante de gozo em todas as nossas tribulações." II Cor. 7:4. [...]
Paulo era vivo exemplo do que deve ser todo cristão verdadeiro. Vivia para glória de Deus. ... "Para mim o viver é Cristo" (Filip. 1:21; Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 361).

Grande parte do assim chamado cristianismo transmite uma fidelidade benigna, mas é dessa forma pois aqueles que o professam não têm de enfrentar perseguição por amor à verdade. Quando chegar o tempo em que a lei de Deus for invalidada e a igreja for peneirada pelas provas ardentes que provarão a todos os que vivem sobre a Terra, uma grande proporção daqueles que supostamente são genuínos cristãos dará ouvidos a espíritos enganadores e se tornarão infiéis, traindo sagrados legados. Eles se demonstrarão nossos piores perseguidores. “Dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (At 20:30); e muitos darão ouvidos a espíritos enganadores.
Aqueles que têm subsistido da carne e do sangue do Filho de Deus - Sua Santa Palavra — serão fortalecidos, arraigados e fundamentados na fé. Verão crescentes evidências da razão pela qual devem prezar a Palavra de Deus e obedecê-la. Com Davi, dirão: “Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a Tua lei está sendo violada. Amo os Teus mandamentos mais do que o ouro, mais do que o ouro refinado” (SI 119:126, 127). Enquanto outros os consideram como escória, eles se levantarão para defender a fé. Todos os que procurarem sua conveniência, seu prazer, seu benefício, não suportarão a prova (RH, 08/06/1897; Comentário de Ellen White, no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.184).

A todos os povos e nações e tribos e línguas deve a verdade ser proclamada. Chegou o tempo de ser feito muito trabalho intensivo nas cidades e em todos os campos negligenciados e não trabalhados. 
Requer-se agora trabalho diligente. Nesta crise, nenhum esforço incompleto será bem-sucedido. Em todo o nosso trabalho nas cidades, devemos sair em busca de almas. Planos sábios têm que ser ideados, a fim de que esse trabalho seja feito com o melhor proveito possível. [...]
Oh! Como me parece ouvir a voz dia e noite: "Avançai; acrescentai novo território; penetrai em novos campos com a tenda, e dai ao mundo a derradeira mensagem de advertência. Não há tempo para perder. Deixai Meu memorial em cada lugar aonde fordes. Meu Espírito irá adiante de vós, e a glória do Senhor será vossa retaguarda" (Evangelismo, p. 59, 61).

Domingo, 12 de agosto: Salamina e Pafos

A igreja cristã estava a esse tempo entrando numa fase importante. A obra de proclamar a mensagem evangélica entre os gentios devia agora prosseguir com vigor; e, em resultado, a igreja se havia de fortalecer por uma grande colheita de almas. Os apóstolos que tinham sido designados para dirigir essa obra, estariam expostos a suspeitas, preconceitos e ciúmes. Seus ensinos a respeito da demolição da "parede de separação que estava no meio" (Efés. 2:14), a qual por tanto tempo separara o mundo judaico do gentílico, haviam naturalmente de acarretar-lhes a acusação de heresia; e sua autoridade como ministros do evangelho seria posta em dúvida por muitos judeus zelosos e crentes. Deus previu as dificuldades que Seus servos seriam chamados a enfrentar; e para que Sua obra estivesse acima de acusação, instruiu a igreja, mediante revelação, a separá-los publicamente para a obra do ministério. Sua ordenação era um reconhecimento público de sua divina designação para levar aos gentios as boas novas do evangelho (Atos dos Apóstolos, p. 161).

Não é sem luta que Satanás permite ser o reino de Deus estabelecido na Terra. As forças do mal estão empenhadas em incessante luta contra os instrumentos indicados para disseminar o evangelho; e esses poderes das trevas são especialmente ativos quando a verdade é proclamada diante de homens de reputação e genuína integridade. Assim foi quando Sérgio Paulo, o procônsul de Chipre, estava ouvindo a mensagem do evangelho. O procônsul tinha solicitado a presença dos apóstolos, para ser instruído na mensagem que possuíam; e agora as forças do mal, operando por intermédio de Elimas, o encantador, procuravam com malignas sugestões desviá-lo da fé, e impedir assim o propósito de Deus. [...]
O mágico tinha cerrado os olhos às evidências da verdade evangélica, e o Senhor, em justa indignação, fez que seus olhos naturais se fechassem, deles excluindo a luz do dia. Esta cegueira não foi permanente, mas apenas por certo período, a fim de que fosse advertido e se arrependesse, buscando o perdão de Deus a quem tão gravemente ofendera. A confusão em que assim foi lançado, tornou de nenhum efeito suas artes sutis contra a doutrina de Cristo. O fato de ter ele de andar apalpando, em sua cegueira, provou a todos que os milagres que os apóstolos haviam realizado, e que Elimas acusara de serem prestidigitações, haviam sido operados pelo poder de Deus. O procônsul, convencido da verdade da doutrina ensinada pelos apóstolos, aceitou o evangelho (Atos dos Apóstolos, p. 167, 168).

Deus me instruiu a dizer-vos e a todo o Seu povo que deveis ser muito cuidadosos para não resistir à atuação do Espírito Santo - o Consolador enviado por Cristo - temendo dar o primeiro passo presunçoso de resistência. Quando Cristo falou aos discípulos a respeito do Espírito Santo, procurou elevar-lhes os pensamentos e ampliar suas expectativas a fim de que se apossassem da mais alta concepção de excelência. Procuremos entender Suas palavras. Procuremos apreciar o valor do maravilhoso dom que Ele nos concedeu. Busquemos a plenitude do Espírito Santo (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 269).

Segunda, 13 de agosto: Antioquia da Pisídia: Parte 1

O próprio Salvador, durante o Seu ministério terrestre, predisse a disseminação do evangelho entre os gentios. Na parábola da vinha Ele declarou aos impenitentes judeus: "O reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos." Mat. 21:43. E depois de Sua ressurreição Ele comissionou os discípulos para irem "por todo o mundo" (Mat. 28:19), a ensinar "todas as nações". Não deviam deixar de advertir a ninguém, mas deviam pregar "o evangelho a toda a criatura". Mar. 16:15.
Voltando-se para os gentios em Antioquia da Pisídia, Paulo e Barnabé não deixaram de trabalhar pelos judeus de outras partes, onde quer que a oportunidade lhes deparasse ouvintes. Posteriormente, em Tessalônica, em Corinto, em Éfeso e em outros importantes centros, Paulo e seus companheiros de trabalho pregaram o evangelho tanto a judeus como a gentios. Mas suas maiores energias eram daí por diante dirigidas no sentido de estabelecer o reino de Deus em território gentílico, entre povos que tinham pouco ou nenhum conhecimento do verdadeiro Deus e de Seu Filho (Atos dos Apóstolos, p. 174, 175).

Quando o cristão está na expectativa de deveres e severas provações que ele espera que lhe sobrevenham, devido a sua profissão de fé cristã, é humano e natural pensar nas consequências e esquivar-se às perspectivas, e isto será decididamente assim ao nos aproximarmos do fim da história terrestre. Podemos ser animados pela veracidade da Palavra de Deus, por Cristo nunca haver abandonado Seus filhos como o seu seguro Dirigente na hora de sua provação; pois temos o relato verídico dos que estiveram sob os poderes opressivos de Satanás, de que Sua graça corresponde a seus dias. Deus é fiel, e não permitirá que sejamos tentados além das nossas forças. ... 
[...] [O crente] não deve estar fazendo amplas provisões para si mesmo para proteger-se contra a provação, pois ele é somente o instrumento de Deus e deve avançar com um só propósito, guarnecendo dia a dia sua mente e alma, para que não sacrifique um só princípio de sua integridade, mas não faça afirmações jactanciosas e ameaças, nem diga o que irá fazer ou deixar de fazer. Pois não sabe o que irá fazer até que seja provado (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 398, 399).

Conquanto o pecador não possa salvar-se a si próprio, tem algo que fazer para conseguir a salvação. "O que vem a Mim", disse Cristo, "de maneira nenhuma o lançarei fora." João 6:37. Mas devemos ir a Ele; e, quando nos arrependemos de nossos pecados, devemos crer que Ele nos aceita e perdoa. A fé é dom de Deus, mas a faculdade de exercê-la é nossa. A fé é a mão pela qual a alma se apodera das ofertas divinas de graça e misericórdia.
Nada além da justiça de Cristo pode dar-nos direito às bênçãos do concerto da graça. Muitos há que durante longo tempo têm desejado e procurado obter essas bênçãos, mas não as têm recebido, porque têm acariciado a ideia de que podiam fazer algo para se tornarem dignos das mesmas. Eles não têm olhado fora de si, e crido que Jesus é um Salvador inteiramente capaz. Não devemos crer que nossos próprios méritos nos salvarão; Cristo é a nossa única esperança de salvação. "Debaixo do Céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4:12; Patriarcas e Profetas, p. 431).

Terça, 14 de agosto: Antioquia da Pisídia: Parte 2

Reiteradas vezes me tem sido apresentado o perigo de nutrir, como um povo, falsas ideias da justificação pela fé. Durante anos tem-me sido mostrado que Satanás trabalharia de maneira especial para confundir a mente quanto a esse ponto. Tem-se alongado sobre a lei de Deus e ela tem sido apresentada às congregações quase de modo tão destituído do conhecimento de Jesus Cristo e de Sua relação para com a lei como a oferta de Caim. Foi-me mostrado que muitos se conservam longe da fé devido às ideias embaralhadas e confusas acerca da salvação, e porque os pastores têm trabalhado de maneira errônea para alcançar os corações. O ponto que durante anos tem sido recomendado com insistência à minha mente é a justiça imputada de Cristo. Tenho estranhado que este assunto não se tenha tornado o tema de sermões em nossas igrejas em todas as partes do país, sendo que tão constantemente é realçado perante mim e eu o tenho tornado o assunto de quase todo sermão e palestra que hei proferido para o povo (Fé e Obras, p. 18).

Semelhantemente às novas do nascimento do Salvador, a mensagem do segundo advento não foi confiada aos dirigentes religiosos do povo. Eles não haviam preservado sua união com Deus, recusando a luz do Céu; não eram, portanto, do número descrito pelo apóstolo Paulo: "Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas." I Tess. 5:4 e 5. [...]
Os vigias sobre os muros de Sião deveriam ter sido os primeiros a aprender as novas do advento do Salvador, os primeiros a alçar a voz para proclamar achar-Se Ele perto, os primeiros a advertir o povo a fim de que se preparasse para a Sua vinda. Entregavam-se, porém, ao comodismo, sonhando em paz e segurança, enquanto o povo dormia em seus pecados. Jesus viu a Sua igreja, semelhando a figueira estéril, coberta de pretensiosas folhas e no entanto destituída do precioso fruto. Notava-se alardeada observância das formas da religião, enquanto faltava o espírito da verdadeira humildade, arrependimento e fé - o que unicamente poderia tornar aceitável o culto a Deus. Em vez das graças do Espírito, havia manifesto orgulho, formalismo, vanglória, egoísmo, opressão. Uma igreja apóstata fechava os olhos aos sinais dos tempos. Deus não a abandonou, nem permitiu que Sua fidelidade lhe faltasse; dEle, porém, afastara-se, e separara-se de Seu amor. Recusando-se ela a satisfazer às condições, Suas promessas não foram para com ela cumpridas.
Esse é o resultado certo de não apreciar nem aproveitar a luz e privilégios que Deus confere. A menos que a igreja siga o caminho que lhe abre a Providência, aceitando todo raio de luz, cumprindo todo dever que lhe seja revelado, a religião fatalmente degenerará em formalismo, e desaparecerá o espírito da piedade vital. Esta verdade tem sido repetidas vezes ilustrada na história da igreja. Deus requer de Seu povo obras de fé e obediência correspondentes às bênçãos e privilégios conferidos. A obediência exige sacrifício e implica uma cruz; e este é o motivo por que tantos dentre os professos seguidores de Cristo se recusam a receber a luz do Céu e, como aconteceu com os judeus de outrora, não conhecem o tempo de Sua visitação (Luc. 19:44). Por causa de seu orgulho e incredulidade, o Senhor os passa por alto, e revela Sua verdade aos que, à semelhança dos pastores de Belém e dos magos do Oriente, têm prestado atenção a toda a luz que receberam (O Grande Conflito, p. 315, 316).

Como a mensagem do evangelho se espalhasse na Pisídia, judeus incrédulos de Antioquia, em seu cego preconceito, "incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram" (Atos 13:50) fora daquele distrito.
Os apóstolos não ficaram desencorajados por este tratamento; lembraram-se das palavras de seu Mestre: "Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por Minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos Céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós." Mat. 5:11 e 12.
A mensagem do evangelho estava avançando, e os apóstolos tinham todo o motivo de sentir-se encorajados. Suas atividades entre os de Antioquia da Pisídia, tinham sido ricamente abençoadas, e os crentes a quem tinham deixado a conduzir a obra sozinhos por algum tempo, "estavam cheios de alegria e do Espírito Santo" (Atos 13:52; Atos dos Apóstolos, p. 176).

Quarta, 15 de agosto: Icônio

De Antioquia da Pisídia, Paulo e Barnabé foram para Icônio. Neste lugar, como em Antioquia, começaram suas atividades na sinagoga de seu próprio povo. Tiveram assinalado sucesso; "creu uma grande multidão, não só de judeus mas de gregos". Mas em Icônio, como em outros lugares onde os apóstolos trabalharam, "os judeus incrédulos incitaram e irritaram, contra os irmãos, os ânimos dos gentios". Atos 14:1 e 2.
Os apóstolos, entretanto, não recuaram de sua missão; pois muitos estavam aceitando o evangelho de Cristo. Enfrentando a oposição, inveja e preconceito foram eles avante com sua obra, "falando ousadamente acerca do Senhor"; e Deus "dava testemunho à palavra de Sua graça, permitindo que por suas mãos se fizessem sinais e prodígios". Atos 14:3. Essas evidências da aprovação divina tinham poderosa influência sobre aqueles cuja mente estava aberta à convicção, e multiplicavam-se os conversos ao evangelho. 
A crescente popularidade da mensagem apresentada pelos apóstolos encheu de inveja e ódio os judeus incrédulos e eles determinaram fazer cessar de uma vez os trabalhos de Paulo e Barnabé. Por meio de relatos falsos e exagerados, levaram as autoridades a temer que toda a cidade estivesse em perigo de ser incitada a uma insurreição. Declararam que grande número se estava aliando aos apóstolos, e sugeriram que havia nisto desígnios secretos e perigosos (Atos dos Apóstolos, p. 177, 178).

Paulo era um apóstolo inspirado, contudo o Senhor não lhe revelava em todos os tempos a condição exata de Seu povo. Os que estavam interessados na prosperidade da igreja e que tinham visto males nela penetrando apresentaram o assunto perante ele, e, pela luz que recebera anteriormente, achava-se preparado para julgar o verdadeiro caráter desses desenvolvimentos. Conquanto o Senhor não lhe houvesse dado uma nova revelação para esse tempo especial, os que estavam realmente em busca de luz não rejeitaram sua mensagem como se fosse apenas uma carta comum. Não mesmo. O Senhor lhe mostrara as dificuldades e os perigos que surgiriam nas igrejas, para que quando se manifestassem ele soubesse exatamente como enfrentá-los (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 55). 

Deus põe Seu amor no povo eleito que vive entre os homens. Esses são o povo a quem Cristo redimiu a preço do próprio sangue; e como eles correspondem a atração de Cristo mediante a soberana misericórdia de Deus, são eleitos para ser salvos como Seus filhos obedientes. Manifesta-se neles a abundante graça de Deus, o amor com que os amara. Todo aquele que se humilhar como uma criancinha, que receber a Palavra de Deus e a ela obedecer com a simplicidade de uma criança, achar-se-á entre os eleitos de Deus (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 75).

Nos concílios do Céu, foi feita provisão para que o homem, embora transgressor, não perecesse na sua desobediência mas, pela fé em Cristo como seu substituto e segurança, pudesse tornar-se eleito de Deus, predestinado para a adoção de filho por Jesus e para Ele segundo a Sua vontade. Deus deseja que todos se salvem; para isso foi feita ampla provisão ao dar Seu Filho unigênito para pagar o resgate do homem. Os que se perderem, perecerão porque se recusaram ser adotados como filhos de Deus mediante Cristo Jesus (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 157).

Quinta, 16 de agosto: Listra e Derbe

Acompanhado de Barnabé, foi ele para outras cidades, pregando a Jesus e operando milagres, e muitos eram convertidos. Havendo sido curado um homem que sempre fora coxo, a população que era adoradora de ídolos estava prestes a queimar sacrifícios em honra dos discípulos. Paulo sentiu-se mortificado, e disse que ele e seu companheiro eram apenas homens, e que unicamente o Deus que fizera o céu e a Terra, o mar e tudo que neles há, devia ser adorado. Assim Paulo exaltou a Deus perante o povo; mas não lhe foi fácil contê-los. A primeira concepção de fé no verdadeiro Deus, e de adoração e honra a Ele devida, estava sendo formada em suas mentes; e ao passo que ouviam a Paulo, Satanás estava instigando os judeus incrédulos de outras cidades a irem após Paulo e destruírem a boa obra realizada por meio dele. Esses judeus inflamaram o espírito dos idólatras mediante falsos relatos sobre Paulo. A estima e admiração do povo agora transmudou-se em ódio, e os que pouco antes estavam prontos a adorar os discípulos, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, supondo que estivesse morto. Mas rodeando-o os discípulos, e chorando por ele, Paulo, para alegria e satisfação deles, levantou-se e entrou com eles na cidade (Primeiros Escritos, p. 203).

Conquanto possuísse altos dotes intelectuais, a vida de Paulo revelava o poder de uma sabedoria mais rara. Princípios do mais profundo alcance, princípios a respeito dos quais os maiores espíritos do seu tempo eram ignorantes, desdobravam-se em seus ensinos e exemplificavam-se em sua vida. Ele possuía a maior de todas as sabedorias - a que proporciona prontidão para discernir e simpatia de coração, e que põe o homem em contato com os homens, e o habilita a suscitar sua melhor natureza e inspirá-los a uma vida mais elevada.
Escute-lhe as palavras diante dos pagãos de Listra, quando ele os dirige a Deus, revelado na natureza, fonte de todo o bem, "dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria o vosso coração" (Atos 14:17; Educação, p. 66).

Paulo não esquecia as igrejas que havia estabelecido. Depois de fazerem uma viagem missionária, Paulo e Barnabé repassavam seu caminho, visitavam as igrejas que haviam estabelecido, escolhendo delas homens a quem pudessem preparar a fim de se unirem na proclamação do evangelho.
Este aspecto da obra de Paulo contém uma importante lição para os ministros de hoje. O apóstolo constituiu como parte de seu trabalho educar jovens para o encargo do ministério. Levava-os consigo em suas viagens missionárias e assim adquiriam experiência que mais tarde os habilitava a ocupar posições de responsabilidade. Separado deles, conservava-se ainda em contato com o trabalho deles, e suas cartas a Timóteo e a Tito são provas de quão profundo era o seu desejo pelo êxito deles.
Os experimentados obreiros de hoje fazem nobre obra quando, em vez de procurarem levar todos os encargos sozinhos, adestram obreiros mais jovens e colocam responsabilidades sobre seus ombros.
Paulo jamais esqueceu a responsabilidade que repousava sobre ele como ministro de Cristo, nem que, se almas se perdessem por infidelidade de sua parte, Deus o faria responsável (Atos dos Apóstolos, p. 368). 

Sexta, 17 de agosto: Estudo adicional

Fé e Obras, "Falar de Fé, Viver e Agir Pela Fé", p. 78.



Os trechos em destaque foram extraídos dos originais, mas estão ausentes na compilação do comentário.