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sábado, 25 de agosto de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 9 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto Eu Sou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (At 18:9, 10).

Sábado à tarde, 25 de agosto

O Espírito de Deus está sendo retirado. Catástrofes por mar e por terra seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Quão frequentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades! Aparentemente essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas pode ler-se o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar a homens e mulheres para que sintam o perigo.
Os mensageiros de Deus nas grandes cidades não devem sentir-se desanimar com a impiedade, a injustiça, a depravação a que são chamados a enfrentar enquanto procuram proclamar as alegres novas da salvação. O Senhor aspira confortar cada um desses obreiros com a mesma mensagem que deu ao apóstolo Paulo na ímpia Corinto: "Não temas, mas fala, e não te cales; porque Eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade." Atos 18:9 e 10. Lembrem-se, os que se empenham no ministério de salvar almas, que, conquanto haja muitos que não aceitarão o conselho de Deus em Sua Palavra, o mundo inteiro não se desviará da luz e verdade, dos convites de um Salvador perdoador e paciente. Em cada cidade, cheia como possa estar de violência e crime, há muitos que, devidamente ensinados aprendem a se tornar seguidores de Jesus. Milhares podem assim ser alcançados com a verdade salvadora e levados a receber Cristo como um Salvador pessoal (Profetas e Reis, p. 277).

Tanto Paulo como Barnabé tinham terno cuidado pelos que haviam aceitado recentemente a mensagem evangélica sob seu ministério, e estavam ansiosos por vê-los uma vez mais. Esta solicitude Paulo jamais a perdeu. Mesmo quando em campos missionários distantes, longe do cenário de suas primeiras atividades, continuava ele a levar sobre o coração a responsabilidade de animar esses conversos a permanecerem fiéis, "aperfeiçoando a santificação no temor de Deus". II Cor. 7:1. Constantemente ele procurava ajudá-los a se tornarem cristãos confiantes e desenvolvidos, fortes na fé, ardentes no zelo e de coração inteiro na consagração a Deus e à obra de ampliar Seu reino (Atos dos Apóstolos, p. 201).

Quando, pois, nos chegamos a Deus, devemos orar para que nos seja dado compreender e realizar Seu propósito, e nossos desejos e interesses se identifiquem com os dEle. Devemos manifestar-Lhe nossa conformidade com Sua vontade e não pedir que condescenda com a nossa. É bom para nós que o Senhor não defira sempre as nossas súplicas ao tempo e do modo que o desejamos. Assim procedendo, far-nos-á maior bem do que cumprindo nossa vontade, porque nossa sabedoria é loucura (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 148).

Domingo, 26 de agosto: De volta a Listra

Paulo viu que Timóteo era fiel, firme e leal, e escolheu-o como companheiro de trabalho e de viagem. Os que haviam ensinado Timóteo na infância foram recompensados com vê-lo, ao filho de seu cuidado, ligado em íntima associação com o grande apóstolo. Timóteo era um simples jovem quando foi escolhido por Deus para ser um ensinador; mas seus princípios tinham sido tão estabelecidos por sua educação dos primeiros anos, que ele estava apto a ocupar seu lugar como auxiliar de Paulo. E embora jovem, levou suas responsabilidades com humildade cristã.
Como medida acauteladora, Paulo aconselhou prudentemente a Timóteo a que se circuncidasse - não que Deus o exigisse, mas a fim de tirar do espírito dos judeus aquilo que poderia servir de objeção ao ministério de Timóteo. Em sua obra, Paulo devia viajar de cidade em cidade, em muitas terras, e teria muitas vezes ocasião de pregar a Cristo em sinagogas judaicas, bem como em outros lugares de reunião. Viesse a ser sabido que um de seus companheiros de trabalho era incircunciso, e sua obra seria grandemente entravada pelo preconceito e fanatismo dos judeus. Em toda parte encontrou o apóstolo determinada oposição e severa perseguição. Ele desejava levar a seus irmãos judeus, bem como aos gentios, o conhecimento do evangelho; e por essa razão buscava ele, tanto quanto estivesse em harmonia com a fé, remover cada pretexto de oposição. E conquanto fizesse esta concessão ao preconceito judaico, cria e ensinava nada ser a circuncisão ou incircuncisão, mas o evangelho de Cristo - este era tudo (Atos dos Apóstolos, p. 203, 204).

A fé que é para salvação não é uma fé casual, não é o mero assentimento do intelecto, é a crença arraigada no coração, que abraça a Cristo como Salvador pessoal, com a certeza de que Ele pode salvar perfeitamente aos que por Ele se chegam a Deus. Crer que Ele salve a outros, mas não vos salvará a vós, não é fé genuína; mas quando a alma se apoia em Cristo como a única esperança de salvação, então se manifesta fé genuína. Esta fé leva seu possuidor a colocar em Cristo todas as afeições da alma; seu entendimento fica sob o controle do Espírito Santo, e seu caráter é moldado segundo a semelhança divina. Sua fé não é uma fé morta, mas sim que opera por amor, e o leva a contemplar a formosura de Cristo, e a tornar-se semelhante ao caráter divino. [Cita Deut. 30:11-14.] "E o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua semente, para amares ao Senhor teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas" (Deut. 30:6; Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 391, 392).

Cada um de nós pode fazer alguma coisa, se tão somente assumir a posição que Deus quer que assumamos. Tudo o que fizerdes para iluminar os outros vos leva mais perto do Deus do Céu e vos põe em harmonia com Ele. Se vos assentardes e olhardes para vós mesmos dizendo: "eu mal posso sustentar a minha família", jamais podereis fazer alguma coisa; mas se disserdes: "farei algo em favor da verdade, vê-la-ei avançar, farei o que puder", Deus abrirá o caminho para que possais fazer alguma coisa. Deveis fazer investimentos na causa da verdade de tal modo que sintais que sois dela uma parte (Conselhos Sobre Mordomia, p. 304).

Segunda, 27 de agosto: Filipos

Veja-o na masmorra em Filipos, onde apesar de ter o corpo dolorido pelas torturas, seu cântico de louvor quebrava o silêncio da meia-noite. Depois que o terremoto abre as portas da prisão, sua voz é de novo ouvida em palavras de ânimo ao carcereiro pagão: "Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos" (Atos 16:28) - cada um em seu lugar, constrangido pela presença de um companheiro de prisão. E o carcereiro, convicto da realidade daquela fé que sustinha a Paulo, inquire acerca do caminho da salvação, e com toda a sua casa se une ao grupo perseguido dos discípulos de Cristo (Educação, p. 66, 67).

Grande é no Céu o galardão dos que testemunham em favor de Cristo por meio de perseguição e opróbrio. Enquanto o povo está esperando bens terrenos, Jesus os encaminha a uma recompensa celestial. Não a coloca, entretanto, inteiramente na vida futura; ela começa aqui. [...]
Foi esta alegria que encheu o coração de Paulo e Silas quando oravam e cantavam louvores a Deus à meia-noite, na prisão de Filipos. Cristo Se achava ali ao seu lado, e a luz de Sua presença irradiava na escuridão com a glória das cortes celestes. De Roma escreveu Paulo, esquecido de suas cadeias, ao ver a difusão do evangelho: "Nisto me regozijo e me regozijarei ainda." Filip. 1:18. E as próprias palavras de Cristo sobre o monte são ecoadas na mensagem de Paulo à igreja dos filipenses, em meio das perseguições que sofriam: "Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos" (Filip. 4:4; O Maior Discurso de Cristo, p. 34, 35).

Assimilai o espírito do grande Obreiro-mestre. Aprendei do Amigo dos pecadores a ajudar os enfermos do pecado. Lembrai-vos de que na vida dos Seus seguidores tem de ser vista a mesma dedicação que se viu em Sua vida, a mesma sujeição à obra de Deus, de toda pretensão social, toda afeição terrestre. As reivindicações de Deus têm de ter sempre a prioridade. O exemplo de Cristo deve inspirar-nos a empenhar incessante esforço para o bem dos outros. 
Tendes vizinhos. Não lhes quereis dar a mensagem? Talvez nunca vos sejam impostas as mãos da ordenação, mas podeis levar humildemente a mensagem. Podeis testificar que Deus ordenou que todos aqueles pelos quais Cristo morreu terão a vida eterna, se nEle crerem. 
Que ninguém fique na ociosidade por não saber fazer a mesma espécie de trabalho que os servos de Deus mais experientes estão fazendo. ... Não é só pelos homens das altas posições de responsabilidade no ministério, não só pelos que são membros de mesas e comissões, não só pelos gerentes de nossos hospitais e casas publicadoras, que deve ser feita a obra que fará que a Terra seja cheia do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar. Esta obra só pode ser efetuada se toda a igreja desempenhar sua parte, sob a guia e no poder de Deus (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 333).

Terça, 28 de agosto: Tessalônica e Bereia

Paulo e Silas trabalharam na sinagoga judia em Tessalônica com algum sucesso; mas os judeus descrentes estavam bastante insatisfeitos, criaram confusão, fazendo um grande tumulto em oposição a eles. Os dedicados apóstolos foram obrigados a deixar Tessalônica de noite e ir para Bereia, onde foram alegremente recebidos. E assim elogiaram os bereanos: “Estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. De sorte que creram muitos deles” (Atos 17:11, 12; Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 695, 696).

A mente dos bereanos não se achava limitada pelo preconceito. Estavam dispostos a pesquisar a veracidade das doutrinas pregadas pelos apóstolos. Estudavam a Bíblia, não por curiosidade, mas para que pudessem aprender o que havia sido escrito a respeito do Messias prometido. Diariamente examinavam os relatos inspirados; e ao compararem texto com texto, anjos celestiais se colocavam ao lado deles, iluminando-lhes a mente e impressionando-lhes o coração (Atos dos Apóstolos, p. 231).

Os anjos do Céu não foram à escola dos profetas, nem cantaram suas antífonas sobre o templo ou sobre as sinagogas, mas foram ter com os homens que eram suficientemente humildes para receber a mensagem. Eles entoaram as alegres novas de um Salvador sobre as planícies de Belém, ao passo que os grandes homens, os maiorais e os homens ilustres foram deixados em trevas, porque se achavam completamente satisfeitos com sua posição e não sentiam necessidade de maior piedade do que aquela que possuíam. ...
Grandes homens e homens aparentemente muito bons podem praticar ações terríveis em sua intolerância e posição presunçosa, lisonjeando-se de estarem realizando o serviço de Deus. Não convém confiar neles. A verdade, a verdade bíblica, é o que vós e eu necessitamos a todo custo. Como os nobres bereanos, precisamos examinar diariamente as Escrituras, com fervorosa oração, para saber que é a verdade e então obedecer à verdade, custe o que custar para nós, sem atentar para os grandes homens ou para os homens bons (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 334). 

Têm ocorrido apostasias e o Senhor tem permitido que questões dessa natureza se desenvolvessem no passado a fim de mostrar quão facilmente Seu povo será desviado se confiarem nas palavras de homens em vez de examinarem por si mesmos as Escrituras, como fizeram os nobres bereanos, para ver se estas coisas são assim. E o Senhor tem permitido coisas dessa espécie ocorrerem para que sejam dadas advertências de que elas terão lugar.
A rebelião e a apostasia encontram-se no próprio ar que respiramos. Seremos afetados por elas, a menos que, pela fé, façamos nossa alma desamparada segurar-se em Cristo. Se os homens são tão facilmente transviados agora, como subsistirão eles quando Satanás personificar a Cristo, e operar milagres? Quem ficará inabalado então por suas deturpações - professar ser Cristo quando é apenas Satanás assumindo a pessoa de Cristo, e operando aparentemente as obras do próprio Cristo? Que impedirá o povo de Deus de prestar obediência a falsos cristos? "Não vades, nem os sigais." Luc. 17:23.
As doutrinas têm de ser compreendidas com clareza. Os homens aceitos para pregarem a verdade precisam estar ancorados; então sua nau resistirá a tempestades e temporais, porque a âncora os segura firmemente. Aumentarão os enganos, e devemos chamar a rebelião pelo seu próprio nome. Devemos estar revestidos de toda a armadura. Neste conflito, não enfrentamos unicamente homens, mas principados e potestades. Não lutamos contra a carne e o sangue. Leia-se cuidadosamente e de maneira impressiva em nossas igrejas Efésios 6:10-18.
Aqueles que apostataram transmitem as palavras do dragão. Temos de enfrentar os instrumentos satânicos que vieram fazer guerra aos santos. "E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo." Apoc. 12:17. Os que apostataram deixam o verdadeiro e fiel povo de Deus, e confraternizam com aqueles que representam Barrabás. "Pelos seus frutos os conhecereis." Mat. 7:20.
Escrevo isto porque muitos na igreja me são apresentados como vendo os homens como árvores andando. Precisam ter outra e mais profunda experiência antes de discernirem as armadilhas disseminadas para os apanharem na rede do enganador. Importa que não haja neste tempo obra feita pela metade. O Senhor chama homens e mulheres fortes, resolutos, inteiramente dedicados para ficarem na brecha, e restaurarem o muro. Isa. 58:12-14.
Há decidido testemunho a ser dado por todos os nossos pastores em todas as nossas igrejas. Deus tem permitido ocorrerem apostasias a fim de mostrar quão pouco se pode confiar no homem. Devemos olhar sempre a Deus; Sua palavra não é Sim e Não, mas Sim e Amém (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 394, 395).

Quarta, 29 de agosto: Paulo em Atenas

Veja Paulo em Atenas perante o conselho do Areópago, defrontando ciência com ciência, lógica com lógica, filosofia com filosofia. Notai como, com aquele tato oriundo do amor divino, aponta a Jeová como o "Deus desconhecido" (Atos 17:23), ao qual os seus ouvintes têm ignorantemente adorado; e com palavras citadas de um poeta deles mesmos, descreve-O como um Pai de quem eles próprios são filhos. Ouvi-o, naquela época de diferenças sociais em que os direitos do homem, como tal, não eram absolutamente reconhecidos, a apresentar a grande verdade da fraternidade humana, declarando que Deus "de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da Terra". Atos 17:26. Então mostra como, à maneira de um fio de ouro, se desenrola o propósito divino da graça e misericórdia através de todo o trato de Deus com o homem. Ele determinou "os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação, para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tateando, O pudessem achar, ainda que não está longe de cada um de nós" (Atos 17:26 e 27; Educação, p. 67).

Hoje em dia a verdade deve ser proclamada a todas as nações, e tribos, e línguas e povos. Cristo deseja que labutemos de tal modo que não suscite preconceito, pois quando este é suscitado, alguns são impedidos de ouvir a verdade. ...
Ainda estamos neste mundo, onde existem essas barreiras, e precisamos trabalhar de tal maneira que nos habilite a alcançar todas as classes. Não permitais que os atuais empecilhos vos aflijam e destruam vossa fé e confiança em Deus (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 282).

Vivemos nas cenas finais da história terrestre. As profecias se cumprem rapidamente. As horas de graça estão passando depressa. Não temos tempo - nenhum momento - a perder. Não sejamos encontrados dormindo no posto do dever. Que ninguém diga em seu coração ou por suas obras: "O meu Senhor tarde virá." Mat. 24:48. Seja a mensagem da breve volta de Cristo emitida em fervorosas palavras de advertência. Persuadamos os homens e as mulheres em toda parte a se arrependerem, e a fugirem da ira futura. Incentivemo-los a preparação imediata; pois sabemos pouca coisa do que está diante de nós. ... Dirijam-se os pastores e os membros leigos para os campos que amadurecem. Encontrarão uma colheita onde quer que proclamem as esquecidas verdades da Bíblia. Encontrarão pessoas que aceitarão a verdade e que dedicarão a vida à conquista de pessoas para Cristo.
O Senhor virá em breve, e precisamos estar preparados para nos encontrarmos com Ele em paz. Tomemos a resolução de fazer tudo o que está ao nosso alcance para comunicar a luz aos que se acham ao nosso redor. Não devemos estar tristes, mas bem dispostos, e conservar sempre o Senhor Jesus diante de nós. ... Devemos estar prontos e à espera de Seu aparecimento. Oh! quão glorioso será vê-Lo e receber as boas-vindas como Seus remidos! Temos esperado por muito tempo, mas nossa fé não deve enfraquecer-se (Maranata, o Senhor Vem [MM 1977], p. 106). 

Quinta, 30 de agosto: Paulo em Corinto

Quando o apóstolo Paulo começou seu ministério em Corinto, populosa, rica e ímpia cidade, poluída pelos revoltantes vícios do paganismo, disse: "Nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e Este crucificado." I Cor. 2:2. [...]
Hoje, como no tempo de Cristo, a obra do reino de Deus não se acha a cargo dos que reclamam o reconhecimento e apoio dos dominadores terrestres e das leis humanas, mas dos que estão declarando ao povo, em Seu nome, as verdades espirituais que operarão, nos que as recebem, a experiência de Paulo: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim." Gál. 2:20. Então eles trabalharão, como Paulo, em benefício dos homens. Disse ele: "De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos pois da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus" (II Cor. 5:20; O Desejado de Todas as Nações, p. 510).

A religião judaica estava sob a proteção do poder romano; e os acusadores de Paulo pensavam que se pudessem aplicar-lhe a pecha de violador das leis de sua religião, provavelmente ele lhes seria entregue para julgamento e sentença. Assim esperavam eles poder conseguir a sua morte. Mas Gálio era um homem de integridade, e recusou tornar-se instrumento da inveja e da intriga dos judeus. Aborrecido com sua hipocrisia e justiça própria, não tomou conhecimento da acusação. Como Paulo se preparasse para falar em defesa própria, Gálio lhe disse não ser necessário. [...]
Tanto judeus como gregos haviam ansiosamente esperado pela decisão de Gálio; e sua imediata rejeição do caso, como sendo destituído de qualquer interesse público, foi o sinal de retirada dos judeus, malsucedidos e irados. A decidida atitude do procônsul abriu os olhos à vociferante multidão que estivera a incitar os judeus. Pela primeira vez durante os trabalhos de Paulo na Europa, a multidão tomou o seu partido; diante das próprias vistas do procônsul, e sem interferência de sua parte, acometeram violentamente contra o mais preeminente dos acusadores do apóstolo. [...] Assim obtivera o cristianismo assinalada vitória. 
[...] Tivesse o apóstolo sido a este tempo compelido a deixar Corinto, e os conversos à fé de Jesus teriam sido colocados em perigosa posição. Os judeus ter-se-iam empenhado em aproveitar a vantagem obtida, até mesmo à exterminação do cristianismo naquela região (Atos dos Apóstolos, p. 253, 254).

As condições predominantes hoje na sociedade, e especialmente nas grandes cidades das nações, proclamam com voz de trovão que a hora do juízo de Deus está próxima, e que o fim de todas as coisas terrestres é chegado. Estamos no limiar da crise dos séculos. Em rápida sucessão os juízos de Deus se seguirão uns aos outros - fogo, inundações e terremotos, com guerras e derramamento de sangue. Nós não devemos ser surpreendidos neste tempo por eventos a um tempo grandes e decisivos; pois o anjo de misericórdia não pode ficar muito tempo mais a proteger o impenitente.
"Porque eis que o Senhor sairá do Seu lugar, para castigar os moradores da Terra, por causa da sua iniquidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais aqueles que foram mortos." Isa. 26:21. A tormenta da ira de Deus está-se acumulando; e subsistirão unicamente os que responderem ao convite de misericórdia, como os habitantes de Nínive pela pregação de Jonas, e se santificarem pela obediência às leis do divino Governante (Profetas e Reis, p. 278). 

Sexta, 31 de agosto: Estudo adicional

Refletindo a Cristo, "Paulo e Silas Cantam na Prisão", p. 334.



Os trechos em destaque foram extraídos dos originais, mas estão ausentes na compilação do comentário.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - LIÇÃO 13 - 22 de Junho


"Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? e um de vós é um diabo."  João 6:70

Quantas duras provas nosso Salvador teve que passar por amor a nós, ingratos seres humanos.

Segunda, 22 de Junho

"Quando permitiu que Judas se unisse a Ele como um dos doze, Cristo sabia que ele era possúido pelo demônio do egoísmo. Sabia que Seu professo discípulo poderia traí-Lo, mas não o separou dos demais discípulos, e o enviou também. Ele estava preparando a mente daqueles homens para Sua morte e ascensão, e previu que, se Ele despedisse Judas, Satanás podia usá-lo para espalhar relatórios que seriam difíceis de explicar. Os líderes da nação judaica estavam assistindo e procurando por algo que eles poderiam usar para tornar sem efeito as palavras de Cristo. O Salvador sabia que Judas, se demitido, poderia então interpretar mal e mistificar suas declarações de que os judeus aceitariam uma versão falsa de suas palavras, usando esta versão para trazer danos terríveis aos discípulos, e deixar nas mentes dos inimigos de Cristo a impressão que os judeus eram justificados em tomar a atitude que eles fizeram em direção a Jesus e seus discípulos.

Cristo não tirou Judas de Sua presença, mas o conservou ao Seu lado, onde Ele podia neutralizar a influência que ele poderia exercer contra Sua causa". 

Review and Herald, 12 de maio de 1903

"Fui transportada à ocasião em que Jesus comeu a páscoa com os Seus discípulos. Satanás tinha enganado Judas, e o havia levado a julgar ser ele um dos verdadeiros discípulos de Cristo; seu coração, porém, sempre tinha sido carnal. Tinha visto as obras poderosas de Jesus, com Ele havia estado no decorrer de Seu ministério, e deixara-se convencer pelas provas esmagadoras de que Ele era o Messias; mas Judas era avaro e cobiçoso; amava o dinheiro. Com ira deplorou o uso do precioso ungüento derramado sobre Jesus.

Maria amava a seu Senhor. Havia-lhe perdoado os pecados, que eram muitos, e ressuscitara dos mortos seu irmão mui amado, e ela entendia que nada era demasiado caro para conferir a Jesus. Quanto mais precioso fosse o ungüento, melhor poderia ela exprimir a gratidão para com seu Salvador, dedicando-o a Ele.

Judas, como desculpa de sua cobiça, insistia que o ungüento poderia ter sido vendido, e dado aos pobres. Mas não era porque tivesse qualquer cuidado dos pobres: pois era egoísta e muitas vezes se apossava para seu próprio uso daquilo que era confiado ao seu cuidado para ser dado aos pobres. Judas fora desatencioso ao conforto de Jesus, e mesmo às Suas necessidades, e para desculpar sua cobiça muitas vezes se referia aos pobres. Este ato de generosidade da parte de Maria foi uma repreensão incisiva à sua disposição para a cobiça. O caminho estava preparado para a tentação de Satanás encontrar fácil recepção no coração de Judas.

Os sacerdotes e príncipes dos judeus odiavam a Jesus; mas multidões se juntavam para ouvir Suas palavras de sabedoria e testemunhar Suas poderosas obras. O povo se achava agitado pelo mais profundo interesse, e ansiosamente seguiam a Jesus a fim de ouvir as instruções deste maravilhoso Mestre. Muitos dos príncipes creram nEle, mas não ousavam confessar sua fé para não acontecer que fossem expulsos da sinagoga. Os sacerdotes e anciãos decidiram que algo se deveria fazer para desviar de Jesus a atenção do povo. Temiam que todos os homens cressem nEle. Não podiam ver segurança alguma para si. Haviam de perder sua posição, ou matar a Jesus. E, depois que O matassem, haveria ainda os que eram monumentos vivos de Seu poder. 

Jesus tinha ressuscitado a Lázaro dentre os mortos, e receavam que, se O matassem, Lázaro testificaria de Seu grande poder. O povo estava se aglomerando para ver aquele que tinha sido ressuscitado dentre os mortos, e os príncipes resolveram matar Lázaro também, e abafar assim a excitação. Então teriam de novo influência sobre o povo e o fariam volver às tradições e doutrinas dos homens, para dizimarem a hortelã e o cominho. Convieram em prender Jesus quando Ele estivesse só; pois, se tentassem prendê-Lo em uma multidão quando a mente de todo o povo nEle estivesse interessada, seriam apedrejados.

Judas sabia quão ansiosos estavam para obterem Jesus, e ofereceu-se para traí-Lo aos príncipes dos sacerdotes e anciãos, por algumas moedas de prata. Seu amor ao dinheiro levou-o a consentir em trair seu Senhor às mãos de Seus piores inimigos. Satanás estava operando diretamente por intermédio de Judas, e, em meio da cena impressionante da última ceia, o traidor estava imaginando planos para entregar seu Senhor. Jesus tristemente disse a Seus discípulos que todos eles naquela noite se escandalizariam nEle. Mas Pedro ardorosamente afirmou que, ainda que todos os outros se escandalizassem, ele não se escandalizaria. Jesus disse-lhe: 'Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo. Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos'.” Lucas 22:31, 32. 

Primeiros Escritos, 165, 166

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domingo, 21 de junho de 2015

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - LIÇÃO 13 - 21 de Junho


Se Cristo, o Filho de Deus que nunca pecou necessitou de oração, com súplicas e lágrimas, quanto mais nós, que já caímos em pecado.

"O qual, nos dias da Sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo Ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que Lhe obedecem". Hebreus 5:7-9

Vamos à lição de hoje.

Domingo, 21 de Junho

"Cristo é nosso Redentor. É o Verbo que Se fez carne e habitou entre nós. É a fonte em que podemos ser lavados de toda impureza. É o custoso sacrifício dado pela reconciliação do homem. O universo celeste, os mundos não caídos, o mundo caído e a confederação do mal, não podem dizer que Deus poderia fazer mais pela salvação do homem do que fez. Jamais poderá Seu dom ser ultrapassado, jamais poderá Ele manifestar maior profundidade de amor. O Calvário representa o remate de Sua obra. Cabe ao homem corresponder a Seu grande amor, tomando posse da grande salvação, que a bênção do Senhor tornou possível ao homem obter". Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 69

"Quando Jesus Se preparava para alguma grande prova ou para alguma obra importante, afastava-Se para a solidão dos montes, e passava a noite orando a Seu Pai. Uma noite de oração precedeu a consagração dos apóstolos e o sermão da montanha, a transfiguração, a agonia da sala do juízo e da cruz, e a glória da ressurreição.

Nós também temos de ter um tempo para a meditação e oração, e para receber conforto espiritual. Não apreciamos como devíamos o poder e eficácia da oração. A oração e a fé farão o que nenhum poder da Terra conseguirá realizar. Raramente somos colocados duas vezes nas mesmas circunstâncias sob todos os pontos de vista. Experimentamos continuamente novas cenas e novas provas, onde a experiência passada não pode ser um guia suficiente. Temos de ter a luz perene que vem de Deus.

Cristo envia sempre mensagens aos que estão atentos à Sua voz. Na noite da agonia, no Getsêmani, os discípulos adormecidos não ouviram a voz de Jesus. Tinham um sentimento obscuro da presença dos anjos, mas não se deram conta do poder e glória da cena. Devido ao seu torpor e sonolência, não receberam a evidência que lhes teria fortalecido a alma para as terríveis cenas que ocorreriam. Hoje, da mesma sorte, os que têm mais necessidade da instrução divina não a recebem, muitas vezes, porque não se põem em comunhão com o Céu". A Ciência do Bom Viver, p. 509

"Deus respondeu, nem sempre de acordo com sua expectativa, mas para seu bem, às orações que você fez em sua solidão, fadiga e provação. Você não tinha opiniões claras e corretas de seus irmãos, nem se via numa luz correta. Mas, na providência de Deus, Ele atuava para responder às orações que você fez em sua aflição, de modo a salvá-lo e glorificar o nome dEle. Em sua ignorância de si mesmo, pediu coisas que não eram as melhores para você. Deus ouviu-lhe as orações sinceras, mas a bênção concedida foi muito diferente de suas expectativas. Deus quis, em Sua providência, colocá-lo mais diretamente em ligação com Sua igreja, para que sua confiança fosse menos em si mesmo e maior em outros a quem Ele está dirigindo para promover Sua obra. 

Deus ouve toda oração sincera. Ele o poria em ligação com Sua obra a fim de poder levá-lo mais diretamente à luz. A menos que cerrasse sua vista contra a evidência e a luz, você se persuadiria de que, se fosse mais desconfiado de si mesmo e menos desconfiado de seus irmãos, seria mais próspero em Deus. É Deus quem o levou a situações difíceis. Ele tinha um propósito nisso, 'sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança'. Romanos 5:3, 4. Permitiu que provas lhe sobreviessem a fim de por elas você poder experimentar os frutos pacíficos da justiça.

Pedro negou o Homem de Dores ao Se familiarizar Ele com a dor na hora de Sua humilhação. Mas depois se arrependeu e foi convertido de novo. Ele teve verdadeira contrição de espírito e se rendeu de novo a seu Salvador. Com lágrimas que o cegavam, abre caminho para a solidão do Jardim de Getsêmani e lá se prostra onde vira seu Salvador prostrado quando o suor de sangue vertia de Seus poros por causa de Sua grande agonia. Pedro se lembra com remorso que ele dormia quando Jesus orava durante aquelas horas horríveis. Seu coração orgulhoso parte-se, e lágrimas penitenciais molham o solo recentemente manchado com as gotas de suor sangrento do querido Filho de Deus. Um homem convertido deixou o jardim. Estava pronto então para condoer-se dos que são tentados. Ele foi humilhado e podia simpatizar-se com os fracos e com os que erram. Podia prevenir e advertir os presunçosos, e estava perfeitamente qualificado para fortalecer seus irmãos". Testemunhos para a Igreja, v. 3, 415, 416

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sábado, 20 de junho de 2015

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - LIÇÃO 13 - 20 a 26 de Junho


Retornando aos Comentários da Lição da Escola Sabatina, diretamente inspirados pelo Espírito Santo de Deus, o Autor das Escrituras.

Desculpem a demora. No feriado de Corpus Christi fui a uma chácara de um irmão espairecer com minha esposa e amigos, levei a minha Lição, a utilizei e acabei deixando por lá. Mas foi por uma boa causa. Deus abençoou esse imprevisto. O dono da chácara, depois de estudar os comentários se interessou em adquirir.

Então, de qualquer forma, vamos aos últimos comentários da última lição deste trimestre.

Sábado, 20 de Junho

'Esmagados pelo desapontamento, angústia e desespero, os discípulos se reuniram no cenáculo e fecharam as portas, temendo que seu destino fosse igual ao do seu bem-amado Mestre. Foi nesse recinto que o Salvador, depois da ressurreição, lhes apareceu.

Por quarenta dias, permaneceu Cristo na Terra, preparando os discípulos para a obra que deviam fazer, e explanando o que até então eles tinham sido incapazes de compreender. Falou-lhes das profecias concernentes a Seu advento, Sua rejeição pelos judeus e Sua morte, mostrando que cada especificação dessas profecias tinha sido cumprida. Falou-lhes também que deviam considerar o cumprimento dessas profecias como garantia do poder que haveria de assisti-los nas suas futuras atividades. 'Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos; e em Seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém' E Ele acrescentou: 'E destas coisas sois vós testemunhas'. Lucas 24:45-48.

Durante esses dias que Cristo passou com os discípulos, eles adquiriram nova experiência. Ao ouvirem o querido Mestre explicar-lhes as Escrituras à luz de tudo quanto acontecera, sua fé foi inteiramente firmada nEle. Chegaram ao ponto de poder declarar: 'Eu sei em quem tenho crido'. 2 Timóteo 1:12. Começaram a compreender a natureza e extensão de sua obra e a reconhecer que deviam proclamar ao mundo as verdades a eles confiadas. Os acontecimentos da vida de Cristo, Sua morte e ressurreição, as profecias que apontavam para esses acontecimentos, os mistérios do plano da salvação, o poder de Jesus para remissão de pecados — de todas essas coisas haviam eles sido testemunhas e deviam torná-las conhecidas ao mundo. Deviam proclamar o evangelho de paz e salvação mediante o arrependimento e o poder do Salvador. 

Atos dos Apóstolos, p. 26, 27

"Com provas tiradas da profecia, deu Cristo aos discípulos uma idéia correta do que Ele devia ser na humanidade. A expectativa deles, de um Messias que devia tomar Seu trono e o régio poder segundo os desejos dos homens, os desorientara. Isso interferia com a devida apreensão de Sua descida da mais elevada à mais baixa posição que se podia ocupar. Cristo desejava que as idéias de Seus discípulos fossem puras e verdadeiras em todos os sentidos. Deviam compreender, tanto quanto possível, o que se relacionava com o cálice de sofrimento que Lhe fora aquinhoado. Mostrou-lhes que o tremendo conflito que ainda não podiam compreender, era o cumprimento do concerto feito antes de serem postos os fundamentos do mundo. Cristo devia morrer, como deve morrer todo transgressor da lei, se continuar em pecado. Tudo isso devia ocorrer, mas não devia terminar em derrota, e sim numa gloriosa e eterna vitória. Jesus lhes disse que cumpria fazer todo esforço para salvar o mundo do pecado. Seus seguidores deviam viver como Ele viveu, e trabalhar como Ele trabalhou, com intenso, perseverante esforço". O Desejado de Todas as Nações, p. 799

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