sábado, 7 de outubro de 2017

COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017 - 4º TRIMESTRE - LIÇÃO 2 - 07 A 13 DE OUTUBRO


Verso para Memorizar:
“A lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo 1:17).


Sábado à tarde, 7 de outubro

Aquele que deseja tornar-se filho de Deus tem de receber a verdade de que o arrependimento e o perdão devem ser obtidos por meio de nada menos que a expiação de Cristo. Certo disto, o pecador tem de fazer um esforço em harmonia com a obra feita em seu favor, e com súplicas incansáveis recorrer ao trono da graça, para que o poder renovador de Deus possa vir a sua alma. Cristo não perdoa a ninguém senão ao penitente, mas àquele a quem Ele perdoa, primeiro faz penitente. A providência tomada é completa, e a eterna justiça de Cristo é colocada ao crédito de toda alma crente. As vestes, preciosas e sem mácula, tecidas nos teares do Céu, foram providas para o pecador arrependido e crente, e ele poderá dizer: "Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me vestiu de vestidos de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como o noivo que se adorna com atavios, e como noiva que se enfeita com as suas joias." Isa. 61:10.
Abundante graça foi provida para que o crente possa manter-se livre do pecado; pois todo o Céu, com seus recursos ilimitados, foi posto à nossa disposição. Devemos servir-nos da fonte da salvação. Cristo é o fim da lei, para justiça a todo aquele que crê. Em nós mesmos somos pecadores; mas em Cristo somos justos. Tendo-nos feito justos, mediante a imputada justiça de Cristo, Deus nos pronuncia justos e nos trata como justos. Considera-nos Seus filhos amados. Cristo atua contra o poder do pecado, e onde este abundava, muito mais abundante é a graça. (Rom. 5:20.) "Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus." Rom. 5:1 e 2 (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 393, 394).

Como o homem semeia, assim também ceifará. Todos os que estudam a Palavra com firme propósito de excluir da vida todo pecado, e que examinam as Escrituras para aprender o que é a verdade, acolherão a verdade da Palavra como um Assim diz o Senhor. Arrepender-se-ão sob as severas repreensões da verdade bíblica. ... Se um homem semeia o verdadeiro arrependimento, colherá a recompensa de sadias boas obras. Se continuar na fé, colherá a paz. Se se tornar santificado e purificado de seu apetite de coisas vulgares e loucas, ele... colherá justiça e perfeito amor. .:. A continuação no bom trabalho feito rumo da vitória, torna-o um cotidiano vencedor, por isso que mantém sempre diante de si o alvo da perfeição de Cristo (Para Conhecê-Lo, [MM 1965], p. 278).

A fé que opera por amor e purifica a alma, não podia encontrar união com a religião dos fariseus, feita de cerimônias e injunções de homens. O esforço de ligar os ensinos de Jesus com a religião estabelecida, seria em vão. A verdade vital de Deus, qual vinho em fermentação, estragaria os velhos, apodrecidos odres das tradições farisaicas.
Os fariseus julgavam-se demasiado sábios para necessitar instruções, demasiado justos para precisar salvação, muito altamente honrados para carecer da honra que de Cristo vem. O Salvador deles Se desviou em busca de outros que recebessem a mensagem do Céu.
[...]
Jesus mostrou o poder dos falsos ensinos para destruir a capacidade de apreciar e desejar a verdade. "Ninguém", disse Ele, "tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho." Luc. 5:39. Toda a verdade dada ao mundo por meio de patriarcas e profetas, resplandeceu com nova beleza nas palavras de Cristo. Mas os escribas e fariseus não tinham nenhum desejo quanto ao precioso vinho novo. Enquanto não se esvaziassem das velhas tradições, costumes e práticas, não tinham, na mente e no coração, lugar para os ensinos de Cristo. Apegavam-se às formas mortas, e desviavam-se da verdade viva e do poder de Deus. [...]
Uma religião legal nunca poderá conduzir almas a Cristo; pois é destituída de amor e de Cristo. Jejuar ou orar quando imbuídos de um espírito de justificação própria, é uma abominação aos olhos de Deus. A solene assembleia para o culto, a rotina das cerimônias religiosas, a humilhação externa, o sacrifício imposto, mostram que o que pratica essas coisas se considera justo, e com títulos ao Céu, mas tudo é engano. Nossas próprias obras jamais poderão comprar a salvação (O Desejado de Todas as Nações, p. 279, 280).

Domingo, 8 de outubro: Uma aliança superior

As condições do "velho concerto" eram: Obedece e vive - "cumprindo-os [estatutos e juízos] o homem, viverá por eles" (Ezeq. 20:11; Lev. 18:5); mas "maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei". Deut. 27:26. O "novo concerto" foi estabelecido com melhores promessas: promessas do perdão dos pecados, e da graça de Deus para renovar o coração, e levá-lo à harmonia com os princípios da lei de Deus.
As bênçãos do novo concerto estão baseadas puramente na misericórdia em perdoar a injustiça e os pecados. ... Todo que humilha o coração, confessando os seus pecados, encontrará misericórdia, e graça e segurança. Deixou Deus de ser justo por mostrar misericórdia ao pecador? Desonrou Sua santa lei, e agora, passará por alto as violações da mesma? Deus é fiel. Ele não muda. As condições da salvação são sempre as mesmas. Vida, vida eterna, é para todos que obedeçam à lei de Deus. ...
Sob o novo concerto, as condições pelas quais a vida eterna pode ser alcançada são as mesmas do velho concerto - perfeita obediência. ... No novo e melhor concerto, Cristo cumpriu a lei para o transgressor da lei, se ele O aceitar pela fé como seu Salvador pessoal. ... No melhor concerto somos purificados do pecado pelo sangue de Cristo. (Maravilhosa Graça, [MM 1974], p. 133)

O povo de Deus é justificado por meio da administração da "superior aliança", por meio da justiça de Cristo. Uma aliança é um acordo pelo qual as partes assumem compromissos mútuos de obedecerem a certas condições. Assim o agente humano entra em acordo com Deus de aceitar as condições especificadas em Sua Palavra. Sua conduta mostra se está ou não respeitando as condições.
O ser humano ganha tudo em obedecer ao Deus que guarda a aliança. Os atributos de Deus são comunicados ao crente, habilitando-o a exercer misericórdia e compaixão. A aliança de Deus nos garante Sua conduta imutável. Por que, então, aqueles que afirmam crer em Deus são mutáveis, volúveis, indignos de confiança? Por que não prestam seu serviço resolutamente, como estando sob a obrigação de agradar e glorificar a Deus? Não é suficiente que tenhamos uma ideia geral das reinvidicações divinas; precisamos conhecer, por nós mesmos, quais são as Suas exigências e qual é a nossa obrigação. Os termos da aliança são: "Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo." Essas são as condições de vida. "Faze isso", disse Cristo, "e viverás" (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, p. 1.037, 1.038).

Ao olharmos para as promessas de Deus, encontramos conforto e esperança, pois falam-nos as palavras do Ser Infinito. Para apreciarmos devidamente essas preciosas promessas devemos estudá-las com muito cuidado, examinando-as minuciosamente. Quanta alegria podemos trazer para nossa vida, quanta bondade ao nosso caráter, se apenas, nos apossarmos dessas promessas! Ao viajarmos em nossa viagem para cima, falemos das bênçãos recolhidas ao longo do caminho. Ao pensarmos nas mansões que Cristo nos está preparando, esqueçamo-nos das pequenas contrariedades com que dia a dia nos defrontamos. Procuremos respirar a atmosfera da pátria celestial para a qual caminhamos, e seremos pacificados e confortados. ... Honremos a Deus entretecendo mais a Jesus e o Céu em nossa vida. (Minha Consagração Hoje, [MM 1989], p. 317).

Segunda-feira, 9 de outubro: Leis e regulamentos judaicos

A mesma lei que fora gravada em tábuas de pedra, é escrita pelo Espírito Santo nas tábuas do coração. Em vez de cuidarmos em estabelecer nossa própria justiça, aceitamos a justiça de Cristo. Seu sangue expia os nossos pecados. Sua obediência é aceita em nosso favor. Então o coração renovado pelo Espírito Santo produzirá os "frutos do Espírito". Mediante a graça de Cristo viveremos em obediência à lei de Deus, escrita em nosso coração. Tendo o Espírito de Cristo, andaremos como Ele andou.
Há dois erros contra os quais os filhos de Deus - particularmente os que só há pouco vieram a confiar em Sua graça - devem, especialmente, precaver-se. O primeiro ... é o de tomar em consideração as suas próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de pôr-se em harmonia com Deus. Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras, guardando a lei, tenta o impossível. ...
O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção. ... Se a lei está escrita no coração, não moldará ela a vida? ... É a fé, e ela só, que, em vez de dispensar-nos da obediência, nos torna participantes da graça de Cristo, a qual nos habilita a prestar obediência (Maravilhosa Graça, [MM 1974], p. 133).

A predição de Cristo acerca da destruição do templo era uma lição sobre a purificação religiosa, pelo fato de tornar sem efeito formas e cerimônias. Ele Se declarou maior do que o templo e distinguiu-Se ao proclamar: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida." João 14:6. Era Aquele no qual todo o cerimonial judaico e o serviço típico encontrariam o cumprimento. Ele distinguiu-Se em lugar do templo; todas as funções da igreja centralizavam-se unicamente nEle.
No passado, os homens aproximaram-se de Cristo por meio de formas e cerimônias, mas agora Ele estava sobre a Terra, chamando a atenção diretamente para Si mesmo, apresentando um sacerdócio espiritual e colocando o pecaminoso instrumento humano junto ao estrado da misericórdia. Lucas 11:9; João 14:14 e 15; João 14:21; João 15:9 e 10.
Cristo transmitiu estas lições em Seus ensinos, mostrando que o serviço cerimonial estava passando e não possuía virtude alguma. "A hora vem, - disse Ele - e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade." João 4:23 e 24. A verdadeira circuncisão é a adoração de Cristo em espírito e em verdade, não em formas e cerimônias, com pretensão hipócrita (Fundamentos da Educação Cristã, p. 399).

Terça-feira, 10 de outubro: Conforme o costume de Moisés

Os judeus se haviam sempre orgulhado de seu cerimonial de instituição divina; e muitos dos que se haviam convertido à fé de Cristo ainda sentiam que uma vez que Deus havia claramente esboçado a forma hebreia de adoração, era pouco provável que Ele tivesse autorizado uma mudança em quaisquer de suas especificações. Insistiam em que as leis e cerimônias judaicas deviam ser incorporadas aos ritos da religião cristã. Eram tardos em discernir que todas as ofertas sacrificais não tinham senão prefigurado a morte do Filho de Deus, em que o tipo encontrou o antítipo, depois do que os ritos e cerimônia da dispensação mosaica não mais deviam perdurar.
Antes de sua conversão, Paulo se havia considerado como irrepreensível "segundo a justiça que há na lei". Filip. 3:6. Mas desde sua mudança de coração, ele havia alcançado uma clara concepção da missão do Salvador como Redentor da raça toda, judeus e gentios, e aprendera a diferença entre uma fé viva e um formalismo morto. À luz do evangelho, os antigos ritos e cerimônias confiados a Israel haviam ganho uma nova e mais profunda significação. Aquilo que haviam prefigurado tinha-se cumprido, e os que estavam vivendo sob a dispensação evangélica tinham ficado livres de sua observância. A imutável lei de Deus, dos Dez Mandamentos, entretanto, Paulo ainda guardava no espírito bem como na letra (Atos dos Apóstolos, p. 189, 190).

A ordem que foi mantida na primitiva igreja cristã, possibilitou-lhes avançarem firmemente como bem disciplinado exército, vestido com a armadura de Deus. Os grupos de crentes, se bem que espalhados em um grande território, eram todos membros de um só corpo; todos se moviam em concerto e em harmonia uns com os outros. Quando surgia dissensão em uma igreja local, como mais tarde aconteceu em Antioquia e em outros lugares, e os crentes não podiam chegar a um acordo entre si, não se permitia que tais assuntos criassem divisão na igreja, mas eram encaminhados a um concílio geral de todo o conjunto dos crentes, constituído de delegados designados pelas várias igrejas locais, com os apóstolos e anciãos nos cargos de maior responsabilidade. Assim os esforços de Satanás para atacar a igreja nos lugares isolados, foram contidos pela ação concorde por parte de todos; e os planos do inimigo para esfacelar e destruir foram subvertidos (Atos dos Apóstolos, p. 95, 96).

Quarta-feira, 11 de outubro: Os cristãos gentios

Antes de sua conversão, Paulo se havia considerado como irrepreensível "segundo a justiça que há na lei". Filip. 3:6. Mas desde sua mudança de coração, ele havia alcançado uma clara concepção da missão do Salvador como Redentor da raça toda, judeus e gentios, e aprendera a diferença entre uma fé viva e um formalismo morto. À luz do evangelho, os antigos ritos e cerimônias confiados a Israel haviam ganho uma nova e mais profunda significação. Aquilo que haviam prefigurado tinha-se cumprido, e os que estavam vivendo sob a dispensação evangélica tinham ficado livres de sua observância. A imutável lei de Deus, dos Dez Mandamentos, entretanto, Paulo ainda guardava no espírito bem como na letra. Na igreja de Antioquia, a consideração do assunto da circuncisão deu em resultado muitas discussões e litígio. Afinal, os membros da igreja, temendo que o resultado de continuada discussão fosse uma divisão entre eles, decidiram enviar a Jerusalém Paulo e Barnabé, juntamente com alguns homens de responsabilidade na igreja, a fim de exporem a questão perante os apóstolos e anciãos. Ali deviam eles encontrar-se com delegados de diversas igrejas e com os que tinham ido a Jerusalém para assistir às próximas festas. Enquanto isto, toda a discussão devia cessar até que fosse pronunciada a decisão do concílio geral. Esta decisão devia ser então universalmente aceita pelas várias igrejas em todo o país (Atos dos Apóstolos, p. 190).

O próprio sistema de sacrifícios foi planejado por Cristo, e dado a Adão como típico de um Salvador vindouro, que havia de levar os pecados do mundo, e morrer por sua redenção. Por meio de Moisés deu Cristo instruções definidas aos filhos de Israel quanto às ofertas sacrificais. ... Unicamente animais limpos e preciosos, os que melhor poderiam simbolizar a Cristo, eram aceitos como ofertas a Deus. ...
Os israelitas eram proibidos de comer a gordura e o sangue. ... Essa lei não se referia apenas aos animais oferecidos em sacrifício, mas a todo o gado usado como alimento. Essa lei devia impressioná-los quanto ao importante fato de que, se não houvesse pecado, não teria havido derramamento de sangue. ...
O sangue do Filho de Deus era simbolizado pelo sangue da imolada vítima, e Deus queria que fossem conservadas ideias claras e definidas entre o santo e o comum. O sangue era sagrado, porquanto por meio do sangue do Filho de Deus unicamente podia haver expiação de pecado. O sangue era usado também para purificar o santuário dos pecados do povo, tipificando assim o sangue de Cristo, que é unicamente o que pode purificar do pecado (Filhos e Filhas de Deus [MM 1965], p. 225).

Muitos têm adotado o conceito de que não podem pecar porque estão santificados, mas isto é uma enganosa cilada do maligno. Há constante perigo de cair em pecado, pois Cristo nos admoestou a vigiar e orar para que não entremos em tentação. Se estivermos cientes da debilidade do próprio eu, não seremos presunçosos nem indiferentes ao perigo, mas sentiremos a necessidade de recorrer à Fonte de nossa força: Jesus, Justiça nossa. Iremos em arrependimento e contrição, com pungente senso de nossa própria fraqueza finita, e aprenderemos que precisamos apropriar-nos diariamente dos méritos do sangue de Cristo, a fim de que nos tornemos vasos preparados para uso do Mestre.
Confiando assim em Deus, não seremos achados a pelejar contra a verdade, mas sempre seremos habilitados a colocar-nos ao lado do que é direito. Devemos apegar-nos ao ensino da Bíblia e não seguir os costumes e tradições do mundo, as palavras e os atos de homens.
Quando surgem erros e são ensinados como verdade bíblica, os que têm ligação com Cristo não confiarão no que diz o pastor, mas, à semelhança dos nobres bereanos, examinarão as Escrituras todos os dias para ver se essas coisas são de fato assim. Quando eles descobrem qual é a recomendação do Senhor, colocam-se ao lado da verdade. Ouvem a voz do verdadeiro Pastor dizendo: "Este é o caminho; andai nele." Isa. 30:21. Assim sereis ensinados a fazer da Bíblia o vosso conselheiro, e não ouvireis nem seguireis a voz do estranho (Fé e Obras, p. 86, 87).

Quinta-feira, 12 de outubro: Paulo e os gálatas

Os gálatas eram dados à adoração de ídolos, mas como os apóstolos lhes pregassem, rejubilaram-se na mensagem que prometia libertação do cativeiro do pecado. Paulo e seus cooperadores proclamaram a doutrina da justificação pela fé no sacrifício expiatório de Cristo. Apresentaram a Cristo como sendo Aquele que, vendo o estado desesperado da raça caída, veio para redimir a homens e mulheres mediante uma vida de obediência à lei de Deus, e o pagamento da penalidade da desobediência. E à luz do madeiro, muitos que nunca dantes haviam conhecido o verdadeiro Deus, começaram a compreender a magnitude do amor do Pai.
Assim foram os gálatas ensinados no que respeita às verdades fundamentais concernentes a "Deus Pai" e a "nosso Senhor Jesus Cristo, o qual Se deu a Si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai". Gál. 1:3 e 4. "Pela pregação da fé", receberam o Espírito de Deus, e tornaram-se "filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus." (Gál. 3:2 e 26, Atos dos Apóstolos, p. 207, 208).

Aqueles que se empenham hoje na causa de Deus enfrentarão provações tais como suportou Paulo em seu trabalho. Pela mesma obra jactanciosa e enganadora Satanás procurará desviar conversos da fé. Serão introduzidas teorias com as quais não será sábio lidarmos. Satanás é um astuto obreiro, e introduzirá falsidades sutis para obscurecer e confundir a mente e extirpar as doutrinas da salvação. Os que não aceitam a Palavra de Deus tal qual reza, serão apanhados em sua armadilha.
Necessitamos hoje falar a verdade com santa ousadia. O testemunho dado à igreja primitiva pelo mensageiro do Senhor, deve Seu povo ouvir em nossos dias: "Ainda que nós mesmos ou um anjo do Céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema."Gál. 1:8.
O homem que torna a operação de milagres a prova de sua fé verificará que Satanás pode, por meio de uma variedade de enganos, efetuar prodígios que parecerão genuínos milagres. Ele esperou fazer disto um elemento de prova para os israelitas ao tempo de seu livramento do Egito(Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 52).

Precisamos livrar-nos dos costumes e da servidão da sociedade, a fim de que, quando os princípios de nossa fé estiverem em jogo, não hesitemos em mostrar de que lado nos achamos, mesmo que sejamos tidos como singulares por fazê-lo. Mantende uma consciência sensível, para que possais ouvir o mais leve murmúrio da voz que falou como jamais alguém falou. Todos os que querem levar o jugo de Cristo manifestem o inflexível propósito de fazer o que é correto porque é correto. Fixai o olhar em Jesus, perguntando a todo passo: "É este o caminho do Senhor?" O Senhor não permitirá que quem fizer isso se torne o joguete das tentações de Satanás.
Quando surgem perplexidades, como é certo que irá acontecer, chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós outros. E então, quando o inimigo vier como uma torrente impetuosa, o Espírito do Senhor erguerá uma bandeira para vós. Compenetrai-vos de que há uma grande obra a ser realizada, e que a influência ou a oposição de homem algum vos desviarão do claro caminho do dever. Podereis então dizer com Neemias: "A boa mão do meu Deus [está] comigo." Nee. 2:8.
Quando homens relacionados com a obra de Deus consentem em serem comprados ou vendidos, quando violam a verdade para obter o favor e a aprovação dos homens, Deus os inscreve em Seu livro como traidores de encargos sagrados. Mantenha todo homem a independência moral, resolvendo que sua mente será moldada pelo Espírito Santo. Deus requer homens ativos, que não estejam dispostos a enunciar as palavras de homens que, caso se convertessem, poderiam exercer uma boa influência, mas não estando convertidos, não são dignos de confiança. Numa emergência, é indubitável que conduzirão a falsos caminhos. O Senhor não quer que imitemos a homem algum, e, sim, que prossigamos passo a passo em conhecê-Lo. ... (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 282).

Sexta-feira, 13 de outubro: Estudo Adicional

Foi o seu coração mau, incrédulo, dirigido por Satanás, que os levou a ocultar sua luz, em vez de espargi-la sobre os povos vizinhos; foi esse mesmo espírito de fanatismo que fez com que ou seguissem as práticas iníquas dos gentios, ou se encerrassem em um orgulhoso exclusivismo, como se o amor e cuidado de Deus estivessem somente sobre eles.
Assim como a Bíblia apresenta duas leis, uma imutável e eterna, e outra provisória e temporária, assim há dois concertos. O concerto da graça foi feito primeiramente com o homem no Éden, quando, depois da queda, foi feita uma promessa divina de que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente. A todos os homens este concerto oferecia perdão, e a graça auxiliadora de Deus para a futura obediência mediante a fé em Cristo. Prometia-lhes também vida eterna sob condição de fidelidade para com a lei de Deus. Assim receberam os patriarcas a esperança da salvação.
Este mesmo concerto foi renovado a Abraão, na promessa: "Em tua semente serão benditas todas as nações da Terra." Gên. 22:18. Esta promessa apontava para Cristo. Assim Abraão a compreendeu (Gál. 3:8 e 16), e confiou em Cristo para o perdão dos pecados. Foi esta fé que lhe foi atribuída como justiça. O concerto com Abraão mantinha também a autoridade da lei de Deus. O Senhor apareceu a Abraão e disse: "Eu sou o Deus todo-poderoso, anda em Minha presença e sê perfeito." Gên. 17:1. O testemunho de Deus concernente a Seu fiel servo foi: "Abraão obedeceu à Minha voz, e guardou o Meu mandado, os Meus preceitos, os Meus estatutos, e as Minhas leis." Gên. 26:5. E o Senhor lhe declarou: "Estabelecerei o Meu concerto entre Mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus, e à tua semente depois de ti." Gên. 17:7.
Se bem que este concerto houvesse sido feito com Adão e renovado a Abraão, não poderia ser ratificado antes da morte de Cristo. Existira pela promessa de Deus desde que se fez a primeira indicação de redenção; fora aceito pela fé; contudo, ao ser ratificado por Cristo, é chamado um novo concerto. A lei de Deus foi a base deste concerto, que era simplesmente uma disposição destinada a levar os homens de novo à harmonia com a vontade divina, colocando-os onde poderiam obedecer à lei de Deus.
Outro pacto, chamado nas Escrituras o "velho" concerto, foi formado entre Deus e Israel no Sinai, e foi então ratificado pelo sangue de um sacrifício. O concerto abraâmico foi ratificado pelo sangue de Cristo, e é chamado o "segundo", ou o "novo" concerto, porque o sangue pelo qual foi selado foi vertido depois do sangue do primeiro concerto. Que o novo concerto era válido nos dias de Abraão, evidencia-se do fato de que foi então confirmado tanto pela promessa como pelo juramento de Deus, "duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta". Heb. 6:18.
Mas, se o concerto abraâmico continha a promessa da redenção, por que se formou outro concerto no Sinai? - Em seu cativeiro, o povo em grande parte perdera o conhecimento de Deus e os princípios do concerto abraâmico. Libertando-os do Egito, Deus procurou revelar-lhes Seu poder e misericórdia, a fim de que fossem levados a amá-Lo e confiar nEle. Trouxe-os ao Mar Vermelho - onde, perseguidos pelos egípcios, parecia impossível escaparem - a fim de que se compenetrassem de seu completo desamparo, e da necessidade de auxílio divino; e então lhes operou o livramento. Assim eles se encheram de amor e gratidão para com Deus, e de confiança em Seu poder para os ajudar. Ele os ligara a Si na qualidade de seu Libertador do cativeiro temporal.
Havia, porém, uma verdade ainda maior a ser-lhes gravada na mente. Vivendo em meio de idolatria e corrupção, não tinham uma concepção verdadeira da santidade de Deus, da excessiva pecaminosidade de seu próprio coração, de sua completa incapacidade para, por si mesmos, prestar obediência à lei de Deus, e de sua necessidade de um Salvador. Tudo isto deveria ser-lhes ensinado.
Deus os levou ao Sinai; manifestou Sua glória; deu-lhes Sua lei, com promessa de grandes bênçãos sob condição de obediência: "Se diligentemente ouvirdes a Minha voz, e guardardes o Meu concerto, então... Me sereis um reino sacerdotal e o povo santo." Êxo. 19:5 e 6. O povo não compreendia a pecaminosidade de seus corações, e que sem Cristo lhes era impossível guardar a lei de Deus; e prontamente entraram em concerto com Deus. Entendendo que eram capazes de estabelecer sua própria justiça, declararam: "Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos." Êxo. 24:7. Haviam testemunhado a proclamação da lei, com terrível majestade, e tremeram aterrorizados diante do monte; e no entanto apenas algumas semanas se passaram antes que violassem seu concerto com Deus e se curvassem para adorar uma imagem esculpida. Não poderiam esperar o favor de Deus mediante um concerto que tinham violado; e agora, vendo sua índole pecaminosa e necessidade de perdão, foram levados a sentir que necessitavam do Salvador revelado no concerto abraâmico e prefigurado nas ofertas sacrificais. Agora, pela fé e amor, uniram-se a Deus como seu Libertador do cativeiro do pecado. Estavam então, preparados para apreciar as bênçãos do novo concerto.
As condições do "velho concerto" eram: Obedece e vive - "cumprindo-os [estatutos e juízos] o homem, viverá por eles" (Ezeq. 20:11; Lev. 18:5); mas "maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei". Deut. 27:26. O "novo concerto" foi estabelecido com melhores promessas: promessas do perdão dos pecados, e da graça de Deus para renovar o coração, e levá-lo à harmonia com os princípios da lei de Deus. "Este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a Minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração. ... Porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais Me lembrarei dos seus pecados." Jer. 31:33 e 34.
A mesma lei que fora gravada em tábuas de pedra, é escrita pelo Espírito Santo nas tábuas do coração. Em vez de cuidarmos em estabelecer nossa própria justiça, aceitamos a justiça de Cristo. Seu sangue expia os nossos pecados. Sua obediência é aceita em nosso favor. Então o coração renovado pelo Espírito Santo produzirá os "frutos do Espírito". Mediante a graça de Cristo viveremos em obediência à lei de Deus, escrita em nosso coração. Tendo o Espírito de Cristo, andaremos como Ele andou. Pelo profeta Ele declarou a respeito de Si mesmo: "Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a tua lei está dentro do Meu coração." Sal. 40:8. E, quando esteve entre os homens, disse: "O Pai não Me tem deixado só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada." João 8:29.
O apóstolo Paulo apresenta claramente a relação entre a fé e a lei, no novo concerto. Diz ele: "Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo." Rom. 5:1. "Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei." Rom. 3:31. "Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne" - ou seja, ela não podia justificar o homem, porque em sua natureza pecaminosa este não a poderia guardar - "Deus, enviando o Seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rom. 8:3 e 4.
A obra de Deus é a mesma em todos os tempos, embora haja graus diversos de desenvolvimento e diferentes manifestações de Seu poder, para satisfazerem as necessidades dos homens nas várias épocas. Começando com a primeira promessa evangélica, e vindo através da era patriarcal e judaica, e mesmo até ao presente, tem havido um desenvolvimento gradual dos propósitos de Deus no plano da redenção. O Salvador tipificado nos ritos e cerimônias da lei judaica, é precisamente o mesmo que se revela no evangelho. As nuvens que envolviam Sua divina pessoa foram removidas; o nevoeiro e as sombras desapareceram; e Jesus, o Redentor do mundo, Se acha revelado. Aquele que do Sinai proclamou a lei e entregou a Moisés os preceitos da lei ritual, é o mesmo que proferiu o sermão do monte. Os grandes princípios de amor a Deus, que estabeleceu como fundamento da lei e dos profetas, são apenas uma repetição do que Ele dissera por meio de Moisés ao povo hebreu: "Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder." Deut. 6:4 e 5. "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Lev. 19:18. O ensinador é o mesmo em ambas as dispensações. As reivindicações de Deus são as mesmas. Os mesmos são os princípios de Seu governo. Pois tudo procede dAquele "em quem não há mudança nem sombra de variação". (Tia. 1:17, Patriarcas e Profetas, p. 370-373).

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sábado, 30 de setembro de 2017

COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017 - 4º TRIMESTRE - LIÇÃO 1 - 30 DE SETEMBRO A 6 DE OUTUBRO


Verso para Memorizar:
“Primeiramente, dou graças a meu Deus, mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo, é proclamada a vossa fé” (Rm 1:8).


Sábado à tarde, 30 de Setembro

Por muitos anos, os apóstolos Paulo e Pedro estiveram bastante distanciados em seu trabalho, sendo que a atividade de Paulo era levar o evangelho aos gentios, enquanto Pedro trabalhava especialmente pelos judeus. Contudo, na providência de Deus, ambos deviam testemunhar de Cristo na metrópole do mundo, e sobre seu solo ambos deviam derramar o sangue, como semente de uma vasta colheita de santos e mártires (A História da Redenção, p. 315).

Durante sua permanência em Corinto, Paulo achou tempo para projetar novos e mais vastos campos de trabalho. Sua projetada viagem a Roma ocupava especialmente seus pensamentos. Ver a fé cristã firmemente estabelecida no grande centro do mundo conhecido, era uma de suas mais caras esperanças e acalentados planos. Uma igreja já havia sido estabelecida em Roma, e o apóstolo desejava conseguir a cooperação dos crentes dali na obra a ser promovida na Itália e em outros países. A fim de preparar o caminho para os seus trabalhos entre esses irmãos, muitos dos quais lhe eram por enquanto estranhos, enviou-lhes uma carta, anunciando seu intento de visitar Roma e sua esperança de plantar o estandarte da cruz na Espanha.
Em sua epístola aos romanos, Paulo expôs os grandes princípios do evangelho. Ele afirmava a sua posição nas questões que estavam agitando as igrejas judaicas e gentílicas, e mostrava que as esperanças e promessas que haviam pertencido outrora aos judeus especialmente, eram agora oferecidas também aos gentios.
Com grande clareza e poder o apóstolo apresentava a doutrina da justificação pela fé em Cristo. Ele esperava que outras igrejas também pudessem ser ajudadas pela instrução enviada aos cristãos de Roma; mas quão pouco podia ele prever o vasto alcance da influência de suas palavras! Através dos séculos a grande verdade da justificação pela fé tem permanecido como poderoso farol a guiar os pecadores arrependidos ao caminho da vida. Foi esta luz que dissipou as trevas que envolviam a mente de Lutero e revelou-lhe o poder do sangue de Cristo para purificar do pecado. A mesma luz tem guiado à verdadeira fonte de perdão e de paz, milhares de almas sobrecarregadas de pecado. Cada cristão tem motivos para agradecer a Deus pela epístola aos romanos (Atos dos Apóstolos, p. 373, 374).

Paulo não podia falar de tudo o que tinha visto em visão; pois entre seus ouvintes havia alguns que teriam interpretado mal suas palavras. Mas o que lhe fora revelado capacitou-o a trabalhar como líder e sábio mestre, e também a moldar as mensagens que em seus últimos anos enviou às igrejas. A impressão que recebeu quando em visão, ficou para sempre com ele, capacitando-o a dar uma representação correta do caráter cristão. De viva voz e por carta ele apresentou uma mensagem que desde então tem levado auxílio e força à igreja de Deus. Aos crentes de hoje esta mensagem fala claramente dos perigos que ameaçarão a igreja, e das falsas doutrinas que ela terá de enfrentar (Atos dos Apóstolos, p. 469, 470).

Domingo, 1º de outubro: A carta do apóstolo Paulo


Nas igrejas da Galácia, aberta e desmascaradamente estava o erro suplantando a mensagem do evangelho. Cristo, o verdadeiro fundamento da fé, fora virtualmente renunciado pelas obsoletas cerimônias do judaísmo. O apóstolo viu que para que os crentes da Galácia fossem salvos das perigosas influências que os ameaçavam, as mais decisivas medidas deviam ser tomadas, dadas as mais penetrantes advertências.
...
Ele escreveu, não em hesitação e dúvida, mas com a segurança de decidida convicção e absoluto conhecimento. Esboçava claramente a diferença entre ser ensinado pelo homem e receber a instrução diretamente de Cristo.
O apóstolo exortava os gálatas a deixar os falsos guias por quem haviam sido desviados, e a voltar à fé que havia sido acompanhada por inquestionáveis evidências de aprovação divina. Os homens que os haviam procurado desviar de sua fé no evangelho eram hipócritas, de coração não santificado e vida corrupta. Sua religião era feita de um acervo de cerimônias, por cujas práticas esperavam ganhar o favor de Deus. Não tinham interesse num evangelho que requeria obediência à palavra: "Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." João 3:3. Sentiam que uma religião baseada em tal doutrina requeria demasiado sacrifício, e assim se apegavam a seus erros, enganando-se a si e aos outros (Atos dos Apóstolos, p. 385-387).

Cristo predisse que o aparecimento de enganadores seria acompanhado de mais perigos para Seus discípulos do que a própria perseguição.
Esta advertência é várias vezes repetida. Contra os sedutores, com seus problemas científicos, deviam acautelar-se mais do que contra qualquer outro perigo que eles tivessem de enfrentar; pois a entrada desses espíritos sedutores significa a introdução dos erros engenhosamente preparados por Satanás para enfraquecer as percepções espirituais dos que não tiveram senão pequena experiência nas operações do Espírito Santo, e dos que ficam satisfeitos com um bem limitado conhecimento espiritual. O esforço dos sedutores tem sido destruir a confiança na verdade de Deus e tornar impossível discernir a verdade do erro. Problemas científicos admiravelmente aprazíveis, fantasiosos, são apresentados com insistência à atenção dos descuidados; e a menos que os crentes se achem em guarda, o inimigo, disfarçado em anjo de luz, induzi-los-á a seguirem falsos caminhos. ...
Satanás pode jogar habilmente a partida da vida com muitas almas, e opera de maneira capciosa, enganadora, para estragar a fé do povo de Deus e o desanimar. ... Ele trabalha hoje como o fez no Céu, para dividir o povo de Deus, justamente na derradeira etapa da história terrestre. Ele busca suscitar dissensão, levantar contenda e discussão, e remover, se possível, os antigos marcos da verdade confiada ao povo de Deus. Procura fazer parecer como se o Senhor Se contradissesse (Evangelismo, p. 359, 360).

Segunda-feira, 2 de outubro: O desejo de Paulo de visitar Roma


Minha atenção foi dirigida aos tempos iniciais desta obra. Naquele tempo, alguns que amavam a verdade podiam com propriedade falar de sacrifícios. Davam muito para a causa de Deus, a fim de que a verdade fosse levada a outros. Ajuntavam com antecedência tesouros no Céu. Irmãos, vocês que receberam a verdade em período posterior e que possuem grandes bens, Deus os chamou para o campo, não simplesmente para que possam desfrutar da verdade, mas para que, com seus meios, auxiliem no avanço desta grande obra. E se vocês têm interesse nesta obra, nela se aventurarão, investirão algo para que outros possam ser salvos por seus esforços, e receberão a recompensa final. Grandes sacrifícios foram feitos e muitas privações suportadas para colocar a verdade sob clara luz perante vocês. Agora Deus os chama para que, por sua vez, façam grandes esforços e sacrifícios visando pôr a verdade diante daqueles que estão em trevas. Deus exige isso. Vocês que professam crer na verdade, deixem que as obras testifiquem desse fato. A menos que a fé atue, é morta. Nada senão uma viva fé os salvará das pavorosas cenas que se acham justamente diante de vocês.
Vi que é tempo de os que possuem grandes posses começarem a trabalhar com firmeza. É tempo de eles fazerem uma poupança, de acordo com a prosperidade que o Senhor lhes deu e dá. Nos dias dos apóstolos foram feitos planos para que alguns não ficassem isentos e outros sobrecarregados. Disposições foram aplicadas para que todos repartissem equitativamente as cargas da igreja de Deus, de acordo com suas variadas capacidades (Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 191, 192).

Nosso Salvador Se representa como um homem que empreendeu uma viagem a um país distante e que deixou sua casa a cargo de servos escolhidos, dando a cada um seu trabalho. Cada cristão tem alguma coisa a fazer no serviço de seu Mestre. Não devemos ir à cata de nossas próprias facilidades ou conveniências, mas fazer da edificação do reino de Cristo nossa primeira preocupação. Esforços abnegados para auxiliar e abençoar nossos semelhantes não apenas evidenciarão nosso amor por Jesus, mas nos manterão ligados a Ele em dependência e fé, e em contínuo crescimento na graça e no conhecimento da verdade.
Deus tem espalhado Seus filhos por várias comunidades, para que a luz da verdade possa brilhar em meio à escuridão moral que cobre a Terra. Quanto mais densa a escuridão ao nosso redor, maior a necessidade de nossa luz brilhar por Deus. Podemos ser colocados em circunstâncias difíceis e probantes, mas isso não significa que não estamos na exata posição que a Providência designou.
Qualquer um que confie integralmente na divina graça pode fazer de sua vida um constante testemunho da verdade. Ninguém está em situação tal que não possa ser um verdadeiro e fiel cristão. Conquanto grandes os obstáculos, todos os que estão determinados a obedecer a Deus encontrarão um caminho aberto para prosseguir (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 182, 183).

Terça-feira, 3 de outubro: Paulo em Roma


Foi com o coração opresso que Paulo partiu para sua muito ansiada visita à metrópole do mundo. Quão diversas eram as circunstâncias do que ele imaginara! Como poderia ele, acorrentado e estigmatizado, proclamar o evangelho? Suas esperanças de conquistar muitas almas para a verdade em Roma, pareciam destinadas ao desapontamento.
Os viajantes chegaram afinal à praça de Ápio, sessenta e quatro quilômetros distante de Roma. Enquanto abrem caminho entre a multidão que transita na grande via, o encanecido ancião, acorrentado com um grupo de criminosos mal-encarados, recebe muitos olhares de zombaria, tornando-se objeto de muito gracejo rude e escarnecedor.
De súbito ouve-se um grito de alegria e um homem se destaca da turba que passa, e lança-se ao pescoço do prisioneiro, abraçando-o e chorando de alegria, como um filho que saudasse o pai por muito tempo ausente. A cena se repete muitas vezes à medida que, com a vista aguçada por expectante amor, muitos reconhecem no preso acorrentado aquele que em Corinto, Filipos e Éfeso, lhes havia pregado as palavras da vida. [...]
A nuvem de tristeza que estava sobre seu espírito se dissipara. Sua vida cristã tinha sido uma sucessão de sofrimentos, desapontamentos e provações, mas neste momento ele se sentia abundantemente recompensado. Com passos mais firmes e o coração repleto de alegria, ele continuou seu caminho. Não podia queixar-se do passado nem temer o futuro. Cadeias e aflições o esperavam, disto ele sabia; mas sabia também que lhe coubera libertar almas de um cativeiro infinitamente mais terrível, e se rejubilava em seus sofrimentos por amor de Cristo (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 448, 449).

O Senhor é compelido a fortalecer o coração contra a autossuficiência e a presunção, de modo que o obreiro não considere suas falhas como virtudes, e desse modo se perca em virtude de exaltação própria. Às vezes o Senhor abre caminho para a humanidade através de um processo doloroso; a obra de purificação é uma grande obra, e sempre acarretará sofrimento e provação ao homem. Mas ele precisa passar pela fornalha até que o fogo tenha consumido a escória, e ele possa refletir a imagem divina.
Os que seguem suas próprias inclinações não são bons juízes do que o Senhor está fazendo, e estão cheios de descontentamento. Veem fracasso onde há triunfo, e perda onde há ganho. Como Jacó, estão prontos a exclamar: "Todas estas coisas me sobrevêm" (Gên. 42:36), quando as próprias coisas das quais reclamam estão juntamente contribuindo para o seu bem. "Os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os Meus caminhos, diz o Senhor". Isa. 55:8. ...
Pensemos um pouco na experiência de Paulo. No exato momento em que os esforços do apóstolo pareciam ser mais necessários para fortalecer a provada e perseguida igreja, sua liberdade lhe foi tirada, e ele foi acorrentado. Mas esta foi a oportunidade para o Senhor atuar, e preciosas foram as vitórias obtidas (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 350).

Quarta-feira, 4 de outubro: Os "santos" em Roma

Nossa santificação é o objetivo de Deus em todo o Seu trato conosco. Ele nos escolheu desde a eternidade para que fôssemos santos. Cristo a Si mesmo Se entregou para nossa redenção, para que por nossa fé em Seu poder para salvar do pecado pudéssemos tornar-nos completos nEle. Ao dar-nos Sua Palavra, Ele nos deu pão do Céu. Ele declara que se comermos Sua carne e bebermos Seu sangue, receberemos a vida eterna.
Por que não nos alongamos mais sobre isso? Por que não procuramos fazer com que seja compreendido com facilidade, visto que significa tanta coisa? Por que os cristãos não abrem os olhos para ver a obra que Deus requer que eles façam? Santificação é a obra progressiva de toda a vida. O Senhor declara: "Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação." I Tess. 4:3. É vossa vontade que vossos desejos e inclinações sejam postos em conformidade com a vontade divina?
Como cristãos, comprometemo-nos a realizar e cumprir nossas responsabilidades e mostrar ao mundo que temos íntima ligação com Deus. Assim, por meio das piedosas palavras e obras de Seus discípulos, Cristo deve ser representado (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 202).

Deus não leva ninguém para o Céu, senão os que primeiramente se tornem santos neste mundo, mediante a graça de Cristo, àqueles nos quais Ele possa ver Cristo exemplificado. Quando o amor de Cristo é um princípio dominante no caráter, então saberemos que estamos escondidos com Cristo em Deus. ...
Somente estes que, pela oração, vigilância e amor, fazem o trabalho de Cristo, podem agradar a Deus com louvor. Quanto mais o Senhor vir o caráter de Seu amado Filho revelado em Seu povo, tanto maior será Sua satisfação e Seu deleite neles. Deus mesmo e os anjos celestiais se regozijam neles com louvor. O pecador que crê é declarado inocente, ao passo que sua culpa é posta sobre Cristo. A justiça de Cristo é creditada na conta do devedor, e defronte de seu nome, na folha do balancete, se encontra: Perdoado. Vida eterna (Minha Consagração Hoje [MM 1989], p. 255).

Não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes a peleja. O mais fraco dos santos, bem como o mais forte, podem alcançar a coroa de glória imortal. Podem vencer todos os que, pelo poder da divina graça, conduzem a vida em conformidade com a vontade de Cristo. A prática, nos pormenores da vida, dos princípios estabelecidos pela Palavra de Deus, é não raro olhada como coisa sem importância - assunto por demais trivial para que se lhe dê atenção. Mas considerando o que está em jogo, nada é pequeno quando ajuda ou estorva. Cada ato acrescenta seu peso na balança que determina a vitória ou fracasso na vida. E a recompensa dada aos que triunfam será proporcional à energia e fervor com que lutaram (Atos dos Apóstolos, p. 313, 314).

Quinta-feira, 5 de outubro: Os cristãos em Roma


Todos passam por provações, por desgostos duros de suportar, por tentações difíceis de resistir. Não conteis vossas aflições a vossos semelhantes, também mortais, mas levai tudo a Deus em oração. Tomai como regra nunca proferir uma palavra de dúvida ou de desânimo. Está em vós fazer muito para iluminar a existência de outros; para lhes fortalecer os esforços, mediante palavras de esperança e santa alegria.
Há muita alma valorosa terrivelmente assaltada por tentações, prestes a desfalecer no conflito com o próprio eu e os poderes do mal. Não desalenteis essa alma em sua penosa luta. Animai-a com palavras de valor e esperança, que a incitem a perseverar no caminho. Assim irradiará, por meio de vós, a luz de Cristo. "Nenhum de nós vive para Si." Rom. 14:7. Pela influência que inconscientemente exercemos, outros se podem animar e fortalecer, ou ficar desanimados e alienados de Cristo e da verdade.
Diz-se muitas vezes que Jesus chorou, mas jamais foi visto a sorrir. Nosso Salvador foi, efetivamente, um Varão de dores, experimentado nos trabalhos, pois abria o coração a todos os sofrimentos humanos. Mas, se bem que Sua vida fosse cheia de abnegação e ensombrada por dores e cuidados, Seu espírito não se abatia. Sua fisionomia não apresentava a expressão do desgosto ou do descontentamento, mas sempre de inalterável serenidade. Seu coração era uma fonte de vida; e onde quer que fosse, levava descanso e paz, contentamento e alegria.
Nosso Salvador era profundamente sério e intensamente zeloso, mas nunca sombrio ou enfadado. A vida dos que O imitam revestir-se-á toda de fervorosos propósitos; experimentarão um profundo sentimento de sua responsabilidade. A leviandade será reprimida; não apresentará ruidosa alegria, nem gracejos de mau gosto. Entretanto, a religião de Jesus proporciona abundância de paz. Não extingue o brilho da alegria; não restringe a felicidade, nem tolda a fisionomia radiante e sorridente. Cristo não veio para ser servido, mas para servir; e uma vez que Seu amor nos domine o coração, havemos de seguir-Lhe o exemplo.
Enquanto deixarmos predominar na lembrança os atos desagradáveis e injustos de outros, parecer-nos-á impossível amá-los como Cristo nos ama; se, porém, nossos pensamentos se fixam no extraordinário amor e piedade de Cristo para conosco, esse mesmo espírito irradiará de nós para os nossos semelhantes. Cumpre-nos amar e respeitar uns aos outros, não obstante as faltas e imperfeições que não podemos, malgrado nosso, deixar de notar neles. Necessitamos cultivar a humildade e a desconfiança de nós mesmos, bem como paciente benevolência para com as faltas do próximo. Isso destruirá em nós todo o mesquinho egoísmo, tornando-nos magnânimos e generosos (Caminho a Cristo, p. 119-121).

Não é o que está ao nosso redor, mas o que está em nós; não o que temos, mas o que somos, que nos faz realmente felizes. Precisamos ter um fogo animado no altar de nosso coração; então consideraremos tudo numa luz feliz, animosa. Podemos ter a paz de Cristo. ... Se formos obedientes, confiantes em Deus, como uma criança em sua simplicidade confia em seus pais terrestres, teremos paz - não a paz que o mundo dá, mas aquela dada por Jesus. ... A vida, esta vida presente, terá muita animação se juntarmos as flores e deixarmos esquecidos os espinhos e cardos.
Introduzi a alegria do Céu em vossa vida. A luz do Céu, refletida em seus formosos encantos daqueles que se estão preparando para a trasladação, traz alegria à família celestial (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 251).

Estão justamente ante nós, tempos que hão de provar o coração dos homens, e os que são fracos na fé, não resistirão à prova daqueles dias de perigo. As grandes verdades da revelação devem ser estudadas cuidadosamente, pois todos teremos necessidade de um conhecimento inteligente da Palavra de Deus. Mediante o estudo da Bíblia e a diária comunhão com Jesus alcançaremos pontos de vista claros, bem definidos, da responsabilidade individual e a força necessária para subsistir no dia da prova e da tentação. Aquele cuja vida está unida a Cristo por elos ocultos será guardado pelo poder de Deus, mediante a fé para salvação.
Mais atenção deve ser dada às coisas divinas, e menos a assuntos temporais. O crente professo, amante do mundo, se utilizar a mente nessa direção, pode tornar-se tão familiarizado com a Palavra de Deus como o é hoje com os negócios do mundo. “Examinais as Escrituras”, disse Cristo, “porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam.” João 5:39. Requer-se do cristão que seja diligente em examinar as Escrituras lendo e relendo sempre as verdades da Palavra de Deus. A ignorância voluntária neste assunto põe em perigo a vida e o caráter cristãos. Cega o entendimento e corrompe as faculdades mais nobres. É isso que traz confusão à nossa vida. Nosso povo precisa compreender a Palavra de Deus. Muitos carecem de um conhecimento sistemático dos princípios da verdade revelada, que os habilitará para o que há de vir sobre a Terra e os impedirá de serem desviados por algum vento de doutrina (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 273).

Sexta-feira, 6 de outubro: Estudo adicional

Pela fé devemos contemplar o além e tomar posse do penhor de Deus quanto ao desenvolvimento de nosso intelecto, unindo com as divinas as faculdades humanas, e pondo em contato direto com a Fonte da luz todas as faculdades da alma. Poderemos regozijar-nos por tudo o que, nas providências de Deus, se nos tornou objeto de perplexidade. Coisas difíceis de compreender encontrarão explicação; e onde nossa mente finita só descobriu confusão e propósitos fracassados, veremos a mais perfeita e bela harmonia. Diz o apóstolo Paulo: “Agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.” 1 Coríntios 13:12.
Pedro exorta os irmãos: “Crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” 2 Pedro 3:18. Sempre que o povo de Deus estiver crescendo em graça, obterá constantemente uma compreensão mais clara de Sua Palavra. Há de distinguir mais luz e beleza em suas sagradas verdades. Isso se tem verificado na história da igreja em todos os séculos, e assim continuará até ao fim. Mas, à medida que a verdadeira vida espiritual declina, tem sido sempre a tendência cessar o crente de avançar no conhecimento da verdade. As pessoas ficam satisfeitas com a luz já recebida da Palavra de Deus, e desistem de qualquer posterior estudo mais profundo das Escrituras. Tornam-se conservadoras e procuram evitar a discussão do assunto (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 706).

Após muitos inevitáveis atrasos, Paulo chegou afinal a Corinto, cenário de tantos trabalhos ansiosos no passado, e por algum tempo objeto de profunda solicitude. Verificou que muitos dos primitivos crentes ainda se referiam a ele com afeição, como aquele que primeiro lhes levara a luz do evangelho. Como saudasse esses discípulos e visse as evidências de sua fidelidade e zelo, rejubilava-se por sua obra em Corinto não haver sido em vão.
Os crentes de Corinto, outrora tão propensos a perder de vista seu alto chamado em Cristo, tinham desenvolvido força de caráter cristão. Suas palavras e atos revelavam o poder transformador da graça de Deus, e eram eles agora uma potente força para o bem nesse centro de paganismo e superstição. Na sociedade de seus amados companheiros e desses fiéis conversos, o espírito cansado é abatido do apóstolo encontrou repouso.
Durante sua permanência em Corinto, Paulo achou tempo para projetar novos e mais vastos campos de trabalho. Sua projetada viagem a Roma ocupava especialmente seus pensamentos. Ver a fé cristã firmemente estabelecida no grande centro do mundo conhecido, era uma de suas mais caras esperanças e acalentados planos. Uma igreja já havia sido estabelecida em Roma, e o apóstolo desejava conseguir a cooperação dos crentes dali na obra a ser promovida na Itália e em outros países. A fim de preparar o caminho para os seus trabalhos entre esses irmãos, muitos dos quais lhe eram por enquanto estranhos, enviou-lhes uma carta, anunciando seu intento de visitar Roma e sua esperança de plantar o estandarte da cruz na Espanha.
Em sua epístola aos romanos, Paulo expôs os grandes princípios do evangelho. Ele afirmava a sua posição nas questões que estavam agitando as igrejas judaicas e gentílicas, e mostrava que as esperanças e promessas que haviam pertencido outrora aos judeus especialmente, eram agora oferecidas também aos gentios.
Com grande clareza e poder o apóstolo apresentava a doutrina da justificação pela fé em Cristo. Ele esperava que outras igrejas também pudessem ser ajudadas pela instrução enviada aos cristãos de Roma; mas quão pouco podia ele prever o vasto alcance da influência de suas palavras! Através dos séculos a grande verdade da justificação pela fé tem permanecido como poderoso farol a guiar os pecadores arrependidos ao caminho da vida. Foi esta luz que dissipou as trevas que envolviam a mente de Lutero e revelou-lhe o poder do sangue de Cristo para purificar do pecado. A mesma luz tem guiado à verdadeira fonte de perdão e de paz, milhares de almas sobrecarregadas de pecado. Cada cristão tem motivos para agradecer a Deus pela epístola aos romanos.
Nesta carta Paulo deu livre expressão a suas preocupações em favor dos judeus. Desde sua conversão suspirava ele por ajudar seus irmãos de raça a alcançar uma clara compreensão da mensagem do evangelho. "O bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel", declarou, "é para sua salvação." Rom. 10:1.
Não era um desejo comum que o apóstolo sentia. Constantemente estava ele pedindo a Deus para operar em favor dos israelitas que haviam deixado de reconhecer a Jesus de Nazaré como o Messias prometido. "Em Cristo digo a verdade, não minto", afirmou ele aos crentes de Roma, "dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo, que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração. Porque eu mesmo poderia desejar ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne; que são israelitas dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas; dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos Deus bendito eternamente." Rom. 9:1-5.
Os judeus foram o povo escolhido de Deus, por cujo intermédio Ele Se propusera abençoar toda a humanidade. Dentre eles Deus havia levantado muitos profetas. Estes haviam predito o advento de um Redentor que devia ser rejeitado e morto pelos que deveriam ter sido os primeiros a reconhecê-Lo como o Prometido (Atos dos Apóstolos, p. 372-374).

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sábado, 23 de setembro de 2017

COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017 - LIÇÃO 14 - 23 A 29 DE SETEMBRO


Verso para Memorizar:
“Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6:14).

Sábado à tarde, 23 de Setembro

Pudessem os homens enxergar um momento para além do horizonte da visão finita, pudessem ter um vislumbre do Eterno, e toda boca se calaria com seu orgulho. Finitos são os homens que vivem neste pequenino átomo de mundo; Deus tem inumeráveis mundos obedientes a Suas leis, e dirigidos para Sua glória. Quando os homens avançarem em suas pesquisas científicas até aonde lhes permitam as limitadas faculdades, existe ainda para além uma infinidade que lhes escapa à apreensão.
Antes de o homem se tornar realmente sábio, cumpre-lhe avaliar sua dependência de Deus, e encher-se de Sua sabedoria. Ele é a fonte do poder intelectual, bem como do espiritual. Os maiores homens, que atingiram o que o mundo considera o máximo na ciência, não são para se comparar com o amado João ou o apóstolo Paulo. É quando se combinam a capacidade intelectual e a espiritual, que se atinge a mais alta norma de varonilidade. Os que assim fizerem, Deus aceitará como coobreiros Seus no preparo das mentes.
Conhecer a nós mesmos é grande ciência. O mestre que se aprecia devidamente deixará que Deus lhe molde e discipline a mente. E reconhecerá a origem de sua força. O conhecimento de si mesmo leva à humildade e à confiança em Deus; não toma, porém, o lugar dos esforços para o aperfeiçoamento próprio. Aquele que compreende as próprias deficiências, não se poupará a sofrimentos para alcançar a mais alta norma possível na excelência física, mental e moral. No preparo da juventude, não deve ter parte pessoa alguma que se satisfaça com uma norma baixa (Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 66, 67).

Domingo, 24 de Setembro: Da própria mão de Paulo


O desejo do apóstolo àqueles a quem enviava suas cartas de conselho e admoestação, era que não fossem "mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina"; mas para que viessem "à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo". Aconselhava aos que eram seguidores de Jesus em comunidades pagãs, a não andarem como andavam "também os outros gentios, na vaidade do seu sentido, entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus... pela dureza do seu coração" (Efés. 4:14, 13, 17 e 18), mas "como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus". Efés. 5:15 e 16. Animava os crentes a olharem ao tempo em que Cristo, o qual "amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela", haveria de a "apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível". Efés. 5:25 e 27.
Essas mensagens, escritas não com o poder do homem mas de Deus, contêm lições que deviam ser estudadas por todos, e que podem com proveito ser muitas vezes repetidas. Nelas é esboçada a piedade prática, são assentados princípios que deviam ser seguidos em todas as igrejas, e é esclarecido o caminho que leva à vida eterna (Atos dos Apóstolos, p. 470, 471).

Sempre o Senhor confere ao agente humano sua obra. Eis a cooperação entre o humano e o divino. Aí está o homem trabalhando em obediência à luz concedida por Deus. Se Saulo tivesse dito: "Senhor, não estou de maneira alguma inclinado a seguir as orientações que especificaste para que eu desenvolva minha própria salvação", então mesmo que o Senhor tivesse deixado a luz brilhar sobre Saulo dez vezes, isso teria sido inútil.
A obra do homem é cooperar com o divino. E o conflito mais renhido e severo acompanha o propósito e o momento da grande resolução e decisão do ser humano de submeter sua vontade e seus caminhos à vontade e aos caminhos de Deus.
O caráter determinará a natureza da resolução e da ação. O efetuar não está de acordo com os sentimentos nem com a inclinação, mas com a vontade conhecida de nosso Pai que está no Céu. Sigam as orientações do Espírito Santo e obedeçam a ela (CBASD, v. 6, p. 1175, 1176).

A vida em que é acariciado o temor do Senhor não será uma vida de tristeza e melancolia. É a ausência de Cristo que torna triste a fisionomia, e a vida uma peregrinação de gemidos. Quem muito se considera e está cheio de amor-próprio, não sente a necessidade de união vital e pessoal com Cristo. O coração que não caiu sobre a Rocha, vangloria-se de sua integridade. Os homens desejam uma religião dignificada. Desejam caminhar num caminho fácil para admitir seus bons predicados. Seu amor-próprio e sua ambição de popularidade e elogio excluem do coração o Salvador, e sem Ele só há melancolia e sombra. Mas Cristo habitando na vida é uma fonte de alegria. Para todos os que O aceitam, a nota predominante da Palavra de Deus é o regozijo (Parábolas de Jesus, p. 162).

Segunda-feira, 25 de Setembro: Buscando a glória na carne


Que os que se sentem inclinados a fazer alta profissão de santidade se contemplem no espelho da lei de Deus. Ao verem o vasto alcance de seus reclamos, e compreenderem que ela opera como perscrutadora dos pensamentos e intenções do coração, não se presumirão de estar sem pecado. "Se dissermos que não temos pecado", diz João não se excluindo de seus irmãos, "enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós." "Se dissermos que não pecamos, fazemo-Lo mentiroso, e a Sua palavra não está em nós." "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." I João 1:8, 10 e 9.
Há os que professam possuir santidade, que se declaram santos do Senhor, que reclamam como um direito a promessa de Deus, ao mesmo tempo que recusam obediência aos mandamentos de Deus. Esses transgressores da lei reclamam tudo quanto é prometido aos filhos de Deus; mas isto é presunção da parte deles, pois João nos diz que o verdadeiro amor a Deus se revelará na obediência a todos os Seus mandamentos. Não basta crer na teoria da verdade, fazer uma profissão de fé em Cristo, crer que Jesus não é um impostor, e que a religião da Bíblia não é uma fábula artificialmente composta. "Aquele que diz: Eu conheço-O", escreveu João, "e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a Sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado: nisto conhecemos que estamos nEle." I João 2:4 e 5. "Aquele que guarda os Seus mandamentos nEle está, e Ele nele." I João 3:24.
João não ensinou que a salvação devia ser adquirida pela obediência, mas que a obediência é fruto da fé e do amor. "E bem sabeis que Ele Se manifestou para tirar os nossos pecados", disse, "e nEle não há pecado. Qualquer que permanece nEle não peca; qualquer que peca não O viu nem O conheceu." I João 3:5 e 6. Se estivermos em Cristo, se o amor de Deus estiver no coração, nossos sentimentos, pensamentos e ações estarão em harmonia com a vontade de Deus. O coração santificado está em harmonia com os preceitos da lei de Deus (Atos dos Apóstolos, p. 562, 563).

Caso os membros da igreja trabalhem fielmente para edificar a causa da verdade, não escaparão à língua da maledicência, da mentira e calúnia. "Todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições." II Tim. 3:12. Seu modo de viver coerente, inabalável, é constante repreensão à incredulidade, o orgulho e egoísmo dos professos cristãos hipócritas.
Suas orações e admoestações perturbam sua ambição mundana, e eles se esforçam por lançar opróbrio sobre os fiéis seguidores de Cristo. Eles hão de selecionar, desfigurar e apresentar falsamente os fatos, no mesmo espírito que atuava nos fariseus em sua oposição a Cristo.
Jesus não perde de vista a Seu povo, que tem tantos desencorajamentos a enfrentar. Pequeno esforço é requerido para flutuar com a corrente popular, mas os que quiserem alcançar as praias imortais precisam lutar contra o vento e a maré. Há uma forma de cristianismo - artigo falso - que não possui energia reformadora. Seu possuidor deleita-se em opor-se à fé dos outros e desacreditá-la. Sua religião não se vê nos locais de comércio, na família, ou na oficina. Sua experiência religiosa flui no canal corrupto do mundo.
O verdadeiro seguidor de Cristo não se deve desanimar por receber injúria dessa classe. Disse o apóstolo amado: "Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos aborrece". I João 3:13. E nosso Salvador lembra a Seus discípulos: "Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, Me aborreceu a Mim". João 15:18. Os que forem fiéis a Deus não sofrerão dano com o descrédito ou a oposição. Não, antes virtudes serão assim desenvolvidas, as quais não florescem ao sol da prosperidade. Fé, paciência, mansidão e amor desabrocharão entre nuvens e escuridade (Nossa Alta Vocação, [MM 1962], p. 357).

Terça-feira, 26 de setembro: Gloriando-se na cruz (Gl 6:14)


Para o entendimento de multidões que vivem no presente, a cruz do Calvário está cercada de sagradas recordações. Santas associações estão relacionadas com as cenas da crucifixão. Mas nos dias de Paulo a cruz era olhada com sentimentos de repulsa e horror. Exaltar como o Salvador da humanidade Aquele que havia encontrado a morte sobre a cruz, poderia naturalmente despertar o ridículo e a oposição.
Paulo bem sabia como sua mensagem seria considerada tanto pelos judeus como pelos gregos de Corinto. "Nós pregamos a Cristo crucificado", admitiu ele, "que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos." I Cor. 1:23. Entre seus ouvintes judeus havia muitos que ficariam irados com a mensagem que ele estava para proclamar. Na estimação dos gregos, suas palavras seriam absurda loucura. Ele seria considerado como um débil mental ao tentar mostrar como a cruz poderia ter qualquer relação com o reerguimento da raça ou a salvação da humanidade.
Mas para Paulo, a cruz era o único objeto de supremo interesse. Desde que fora detido em sua carreira de perseguição contra os seguidores do crucificado Nazareno, jamais cessara de se gloriar na cruz. Nesse tempo fora-lhe dada uma revelação do infinito amor de Deus, como revelado na morte de Cristo; e maravilhosa transformação tinha-se operado em sua vida, pondo em harmonia com o Céu todos os seus planos e propósitos. Desde esse momento tornara-se um novo homem em Cristo. Ele sabia por experiência pessoal que quando um pecador uma vez contempla o amor do Pai, como se vê no sacrifício de Seu Filho, e se rende à divina influência, tem lugar uma mudança de coração, e desde então Cristo é tudo em todos (Atos dos Apóstolos, p. 245).

Assim será com todos que contemplam a Cristo. Quanto mais nos aproximarmos de Jesus, e quanto mais claramente distinguirmos a pureza de Seu caráter, tanto mais claro veremos a excessiva malignidade do pecado, e tanto menos nutriremos o desejo de nos exaltar a nós mesmos. Haverá um contínuo anelo da alma em direção a Deus, uma contínua, sincera, contrita confissão de pecado e humilhação do coração perante Ele. A cada passo para a frente em nossa experiência cristã, nosso arrependimento se aprofundará. Saberemos que nossa suficiência está em Cristo unicamente, e faremos nossa própria a confissão do apóstolo: "Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum." Rom. 7:18. "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo." (Gál. 6:14 ; Atos dos Apóstolos, p. 561).

Quarta-feira, 27 de setembro: Uma nova criatura

A simples profissão de piedade é sem valor. É o que permanece em Cristo que é cristão. [...] A menos que a mente de Deus se torne a mente do homem, todo esforço de alguém para purificar a si mesmo será inútil; pois é impossível elevar o homem a não ser pelo conhecimento de Deus. Os homens podem revestir-se do brilho exterior, e serem como os fariseus a quem Jesus descreveu como "sepulcros caiados" (Mt 23:37), cheios de corrupção e ossos de mortos. Mas toda a deformidade do caráter é patente Àquele que julga retamente, e a menos que a verdade se ache plantada no coração, não se pode controlar a vida. Limpar o exterior do copo jamais tornará limpo o interior. Uma aceitação nominal da verdade serve, até certo ponto, e a capacidade de dar razão de nossa fé e uma boa é uma boa realização, mas se a verdade não for mais fundo que isso, a pessoa jamais será salva. O coração deve ser purificado de toda contaminação moral (CBASD, v. 7, p. 1060, 1061).

Quando Paulo aceitou o evangelho de Jesus Cristo, tornou-se uma nova criatura. Ele foi transformado; a verdade incutida em sua alma deu-lhe tal fé e coragem como seguidor de Cristo que não podia ser perturbado pela oposição nem intimidado pelo sofrimento.
Os homens podem apresentar o pretexto que quiserem para sua rejeição da lei de Deus; mas nenhum pretexto será aceito no dia do juízo. Os que estão contendendo com Deus e tornando sua alma culpada mais audaz na transgressão muito em breve terão de haver-se com o Grande Legislador, a respeito da violação de Sua lei (Fé e Obras, p. 33).

Pela oferta feita em nosso favor, somos postos em terreno vantajoso. O pecador, atraído pelo poder de Cristo para sair da confederação do pecado, aproxima-se da cruz erguida, e diante dela se prostra. Então, surge uma nova criatura em Cristo Jesus. O pecador está limpo e purificado. É-lhe dado um novo coração. A santidade percebe não ter nada mais a exigir. A obra da redenção envolvia consequências das quais difícil é ao homem ter qualquer concepção. Devia ser comunicada ao ser humano que lutava por se moldar à imagem divina, uma dotação dos tesouros celestes, uma excelência de poder, que o colocasse acima dos anjos que nunca haviam caído. A batalha foi ferida, ganha a vitória. O conflito entre o pecado e a justiça exaltou o Senhor do Céu, e estabeleceu diante da família humana salva, diante dos mundos não caídos, de todo o exército dos obreiros do mal, do maior ao menor, a santidade, a misericórdia, a bondade e sabedoria de Deus.
Cristo na cruz foi o meio pelo qual a misericórdia e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram. Este é o meio de mover o mundo (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 243).

À medida que a fé assim recebe e assimila os princípios da verdade, tornam-se eles parte do próprio ser, e a força motriz da vida. A palavra de Deus, recebida na alma, molda os pensamentos, e entra no desenvolvimento do caráter.
Olhando sempre a Jesus com os olhos da fé, seremos fortalecidos. Deus fará as mais preciosas revelações a Seu povo faminto e sequioso. Verificarão que Cristo é um Salvador pessoal. Ao alimentarem-se de Sua palavra, acharão que ela é espírito e vida. A palavra destrói a natureza carnal, terrena, e comunica nova vida em Cristo Jesus. O Espírito Santo vem ter com a alma como Consolador. Pela transformadora influência de Sua graça, a imagem de Deus se reproduz no discípulo; torna-se uma nova criatura. O amor toma o lugar do ódio, e o coração adquire a semelhança divina. É isto que significa viver "de toda a palavra que sai da boca de Deus". Isto é comer o Pão que desce do Céu (O Desejado de Todas as Nações, p. 391).

Quinta-feira, 28 de setembro: Considerações finais (Gl 6:16-18)


[Paulo] devia levar sempre em seu corpo as marcas da glória de Cristo, em seus olhos, que tinham sido cegados pela luz celestial (CBASD, v. 6, p. 1176).

Como medida acauteladora, Paulo aconselhou prudentemente a Timóteo a que se circuncidasse - não que Deus o exigisse, mas a fim de tirar do espírito dos judeus aquilo que poderia servir de objeção ao ministério de Timóteo. Em sua obra, Paulo devia viajar de cidade em cidade, em muitas terras, e teria muitas vezes ocasião de pregar a Cristo em sinagogas judaicas, bem como em outros lugares de reunião. Viesse a ser sabido que um de seus companheiros de trabalho era incircunciso, e sua obra seria grandemente entravada pelo preconceito e fanatismo dos judeus. Em toda parte encontrou o apóstolo determinada oposição e severa perseguição. Ele desejava levar a seus irmãos judeus, bem como aos gentios, o conhecimento do evangelho; e por essa razão buscava ele, tanto quanto estivesse em harmonia com a fé, remover cada pretexto de oposição. E conquanto fizesse esta concessão ao preconceito judaico, cria e ensinava nada ser a circuncisão ou incircuncisão, mas o evangelho de Cristo - este era tudo (Atos dos Apóstolos, p. 204).

Os gloriosos resultados que acompanharam o ministério dos escolhidos discípulos de Cristo foram consequência de levarem por toda parte, em seu corpo, a mortificação do Senhor Jesus. Alguns dos que testificaram de Cristo eram homens iletrados e ignorantes, mas a graça e a verdade reinavam-lhes no coração, inspirando-os, purificando-lhes a vida e controlando-lhes as ações. Eram representantes vivos da mente e do espírito de Cristo. Eram cartas vivas, conhecidas e lidas por todos os homens. 2 Coríntios 3:2. Foram odiados e perseguidos por todos os que não aceitavam as verdades por eles pregadas e que desprezavam a cruz de Cristo.
Homens ímpios não se oporão a uma forma de piedade, nem rejeitarão um ministério popular que não apresenta uma cruz para carregarem. O homem natural não levantará séria objeção a uma religião que não faz o transgressor da lei tremer ou não traz ao coração e à consciência as terríveis realidades de um julgamento por vir. É a demonstração do Espírito e o poder de Deus que suscita oposição, e leva o coração natural a rebelar-se. A verdade que salva não deve apenas provir de Deus, mas Seu Espírito precisa acompanhar essa comunicação aos outros, senão ela sucumbe impotente diante das influências opositoras. Oh, que essa verdade saísse dos lábios dos servos de Deus com tal poder para inflamar o caminho ao coração das pessoas! (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 343, 344).

Sexta-feira, 29 de setembro: Leitura adicional

Nossa Alta Vocação [MM 1962], "A Cruz Antes da Coroa", p. 359.

Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. II Tim. 3:12.
Podemos fortalecer nossa fé e reavivar nosso amor, indo muitas vezes à cruz, e ali contemplando a humilhação de nosso Salvador. Contemplai a Majestade do Céu sofrendo como um transgressor! A imaculada pureza, a justiça sem mancha, não O resguardaram da falsidade e acusação. Com mansidão suportou a contradição de pecadores e rendeu a vida, para que pudéssemos ser perdoados e viver para sempre. Estamos dispostos a seguir Suas pisadas? A única razão de não estarmos agora sofrendo maior perseguição, é não estarmos em nossa vida exemplificando mais fielmente a vida de Cristo. Asseguro-vos, irmãos e irmãs, se andardes como Ele andou, sabereis o que é ser perseguido e acusado por Sua causa.
Se esperamos usar Sua coroa, temos de esperar suportar a cruz. Nossas maiores provas virão dos que professam piedade. Foi assim com o Redentor do mundo; assim será com os Seus seguidores. ... Os que forem sinceros na conquista da coroa da vida eterna, não precisam ficar surpreendidos ou desanimados se a cada passo rumo à Canaã celestial encontrarem obstáculos e provas. ...
O Salvador sabe o que é melhor. A fé aumenta mediante o conflito com a dúvida, as dificuldades e provas. A virtude reúne forças por meio da resistência à tentação. A vida do soldado fiel é um batalhar e um marchar. Não haverá repouso, ó companheiro de peregrinação, deste lado da Canaã celestial. ... Mas João, em santa visão, contempla os fiéis que saem de grande tribulação, em volta do trono de Deus com vestes brancas, e coroadas de glória imortal. Isso, embora tenham sido consideradas a escória da Terra! No juízo investigativo sua vida e caráter são levados em revista perante Deus, e aquele tribunal solene inverte a decisão de seus inimigos. Sua fidelidade a Deus e a Sua Palavra torna-se manifesta, e as altas honras do Céu são-lhes conferidas, como vencedores na luta com o pecado e Satanás.

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sábado, 16 de setembro de 2017

COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017 - LIÇÃO 13 - 16 A 22 DE SETEMBRO


Verso para Memorizar:
“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6:10).

Sábado à tarde, 16 de Setembro

Diz o Senhor: "Bem-aventurados vós, que semeais sobre todas as águas." Isa. 32:20. Semear sobre todas as águas significa dar onde quer que nosso auxílio seja necessário. Isto não levará à pobreza. "O que semeia em abundância em abundância também ceifará." II Cor. 9:6. O semeador multiplica suas sementes, lançando-as. Assim, aumentamos nossas bênçãos, comunicando-as. A promessa de Deus garante a necessária suficiência para que possamos continuar a dar.
Mais do que isto: quando comunicamos as bênçãos desta vida, a gratidão dos que as recebem prepara-lhes o coração para receberem verdades espirituais, e produz-se uma ceifa para a vida eterna.
Pelo lançamento da semente ao solo, o Salvador representa Seu sacrifício por nós. "Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer", disse Ele, "fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto." João 12:24. Unicamente pelo sacrifício de Cristo - a Semente - poderia produzir-se fruto para o reino de Deus. De acordo com a lei do reino vegetal, a vida é o resultado de Sua morte.
Assim é com todos os que produzem frutos como coobreiros de Cristo: o amor e interesse próprios devem perecer, a vida deve ser lançada nos sulcos da necessidade do mundo. A lei do sacrifício próprio é a lei da preservação de si mesmo. O lavrador conserva o seu grão lançando-o fora, por assim dizer. Semelhantemente, a vida que se dá livremente ao serviço de Deus e do homem, é a que será preservada (Educação, p. 109, 110).

Muitos há para quem a vida é uma penosa luta; sentem suas deficiências, e são infelizes e incrédulos; pensam nada terem por que ser agradecidos. Palavras bondosas, olhares de simpatia, expressões de apreciação, seriam para muitas almas lutadoras e solitárias como um copo de água fria a uma alma sedenta. Uma palavra compassiva, um ato de bondade, ergueriam fardos que pesam duramente sobre fatigados ombros. E toda palavra ou ato de abnegada bondade é uma expressão do amor de Cristo pela humanidade perdida.
Os misericordiosos "alcançarão misericórdia". Mat. 5:7. "A alma generosa engordará, e o que regar também será regado." Prov. 11:25. Há uma doce paz para o espírito compassivo, uma bendita satisfação na vida de esquecimento de si mesmo em benefício de outros. O Espírito Santo que habita na alma e Se manifesta na vida, abrandará corações endurecidos, e despertará simpatia e ternura. Haveis de ceifar aquilo que semeardes. "Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre. ... O Senhor o livrará, e o conservará em vida; será abençoado na Terra, e Tu não o entregarás à vontade de seus inimigos. O Senhor o sustentará no leito da enfermidade; Tu renovas a sua cama na doença." Sal. 41:1-3 (O Maior Discurso de Cristo, p. 23, 24).

Domingo, 17 de Setembro: Restaurando os caídos


Nós mesmos devemos tudo à livre graça de Deus. A graça do concerto é que prescreveu nossa adoção. A graça do Salvador efetua nossa redenção, regeneração e exaltação a co-herdeiros de Cristo. Que esta graça seja revelada a outros.
Não dê ao perdido ocasião para desânimo. Não permita intervir uma severidade farisaica para ferir seu irmão. Não surja amargo escárnio no espírito ou no coração. Não manifeste sinal de desprezo na voz. Se falar uma palavra de você mesmo, se tomar atitude de indiferença, ou denotar suspeita ou desconfiança, poderá causar a ruína de uma vida. Carece ela de um irmão com o coração simpatizante do Irmão mais velho para que lhe toque o coração humano. Sinta ela o aperto de uma mão simpatizante, e ouça o sussurro: Oremos. Deus dará rica experiência a ambos. A oração une-nos um ao outro e a Deus. A oração traz Jesus ao nosso lado, e dá à alma fatigada e perplexa novas forças para vencer o mundo, a carne e o diabo. A oração desvia os ataques de Satanás.
Quando alguém se volta da imperfeição humana para contemplar a Jesus, dá-se uma divina transformação no caráter. O Espírito de Cristo que opera no coração conforma-o a Sua imagem. Seja pois vosso esforço exaltar a Jesus. Que os olhos do espírito se dirijam ao "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". João 1:29. Empenhando-vos nesta obra, lembrai-vos de que "aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados". Tia. 5:20.
"Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas." Mat. 6:15. Nada pode justificar o espírito irreconciliável. Aquele que não é misericordioso para com os outros, mostra não ser participante da graça perdoadora de Deus. No perdão de Deus, o coração do perdido é atraído ao grande coração do Infinito Amor. A torrente da compaixão divina derrama-se no espírito do pecador e, dele, na de outros. A benignidade e misericórdia que em Sua própria vida preciosa Cristo revelou, serão vistas também naqueles que se tornam participantes de Sua graça. "Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dEle." Rom. 8:9. Está alienado de Deus e apto unicamente para a eterna separação dEle (Parábolas de Jesus, p. 250, 251).

O poder restaurador de Deus encontra-se por toda a natureza. Se uma árvore é cortada, se um ser humano se fere ou fratura um osso, imediatamente a natureza começa a reparar o dano. Mesmo antes que exista a necessidade, os agentes de cura se encontram de prontidão; e logo que uma parte se acha ferida, toda a energia se aplica ao trabalho da restauração. Assim é no domínio das coisas espirituais. Antes que o pecado criasse a necessidade, Deus providenciara o remédio. Cada pessoa que cede à tentação, torna-se ferida, magoada pelo adversário; mas onde quer que haja pecado, há um Salvador. É a obra de Cristo "curar os quebrantados do coração, ... apregoar liberdade aos cativos, ... pôr em liberdade os oprimidos". Luc. 4:18 e 19.
Devemos cooperar nesta obra. "Se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, ... encaminhai o tal." Gál. 6:1. A palavra aqui traduzida "encaminhar" significa colocar no lugar, como se faz com um osso deslocado. Quão sugestiva é esta figura! Aquele que cai em erro ou pecado, coloca-se fora do lugar em relação a tudo que o cerca. Pode compenetrar-se de seu erro, e encher-se de remorso; mas não pode restabelecer-se a si mesmo. Está em confusão e perplexidade, vencido e desamparado. Deverá ser reclamado, curado e restabelecido. "Vós, que sois espirituais, encaminhai o tal." Gál. 6:1. Unicamente o amor que origina-se no coração de Cristo, pode curar. Unicamente Aquele, em quem flui esse amor, assim como faz a seiva na árvore e o sangue no corpo, poderá restaurar o coração ferido (Educação, p. 113, 114).

Segunda-feira, 18 de Setembro: Cuidado com a tentação!


As promessas de Deus não devem ser invocadas temerariamente por nós, como proteção, ao mesmo tempo que nos precipitamos corajosamente no perigo, violando as leis da natureza, ou desconsiderando a prudência e o juízo que Deus nos deu para deles usarmos. Isso não seria fé genuína, mas presunção.
Satanás vem a nós com honras mundanas, riquezas e prazeres da vida. Essas tentações são variadas a fim de irem ao encontro de homens de toda espécie e classe, tentando-os a se afastarem de Deus para se servirem mais a si que ao Criador. "Tudo isto te darei", disse Satanás a Cristo. Mat. 4:9. "Tudo isto te darei", diz ele ao homem. "Todo este dinheiro, esta terra, este poder, e honra e riquezas, te darei"; e o homem fica encantado, iludido, e traiçoeiramente seduzido, para sua ruína. Caso nos entreguemos ao mundanismo de coração e de vida, Satanás fica satisfeito (Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 25).

Como os discípulos houvessem visto o êxito de seus labores, estavam em risco de atribuir a honra a si mesmos, em risco de nutrir orgulho espiritual, caindo assim sob as tentações de Satanás. Achava-se diante deles uma grande obra, e antes de tudo deviam aprender que sua força não se encontrava neles mesmos, mas em Deus. Qual Moisés no deserto do Sinai, qual Davi entre os montes da Judeia e Elias junto à fonte de Querite, necessitavam os discípulos pôr-se à parte das cenas de sua atarefada atividade, para comungar com Cristo, com a natureza e com o próprio coração (O Desejado de Todas as Nações, p. 360).

Os que professam ser servos do Deus vivo precisam estar dispostos a ser servos de todos em vez de se exaltarem sobre os seus irmãos, e precisam possuir um espírito bondoso, cortês. Se errarem, devem estar prontos a confessá-lo por inteiro. A honestidade da intenção não pode ser tida como escusa para não confessar o erro. A confissão não diminui a confiança da igreja no mensageiro, e ele estaria dando um bom exemplo; seria encorajado o espírito de confissão na igreja, e o resultado seria agradável união. Os que professam ser ensinadores deviam ser padrões de piedade, mansidão e humildade, possuindo um bom espírito para ganhar almas para Jesus e a verdade bíblica. O ministro de Cristo deve ser puro na conversação e nas ações. Deve ter sempre em mente que está usando palavras de inspiração, palavras de um Deus santo. Precisa ter em mente também que o rebanho está confiado aos seus cuidados e que deve levar os seus casos a Jesus, suplicando por eles como Jesus suplica por nós ao Pai. Foi-me indicado o povo de Israel antigamente, e vi quão puros e santos tinham de ser os ministros do santuário, porque mediante o seu trabalho mantinham-se em íntima relação com Deus. Os que ministram devem ser santos, puros, sem mancha, ou Deus os destruirá. Deus não mudou. Ele é tão santo, tão puro e tão minucioso como sempre o foi. Os que professam ser ministros de Jesus devem ser homens de experiência e profunda piedade, e então em todas as ocasiões e em todos os lugares poderão derramar santa influência (Primeiros Escritos, p. 102, 103).

Eu vos rogo em nome de Jesus de Nazaré que afasteis de vós qualquer coisa como o orgulho espiritual e o amor da supremacia. Tornai-vos como criancinhas, se quereis, ao findar a peleja, tornar-vos membros da família real, filhos do celeste Rei. Lede repetidamente João 17. Aquela oração que nosso Salvador dirigiu ao Pai em favor de Seus discípulos, merece ser muitas vezes repetida, e posta em prática na vida. Isto erguerá homens caídos; pois o Senhor prometeu que se mantivermos esta unidade, Deus nos amará como amou a Seu Filho; os pecadores serão salvos, e Deus eternamente glorificado (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 295).

Terça-feira, 19 de setembro:Levando as cargas uns dos outros (Gl 6:2-5)


O Senhor não habilitou nenhum de nós a levar o fardo da obra sozinho. Ele associou homens de mentalidade diferente, para que possam aconselhar-se e ajudar-se mutuamente. Deste modo a deficiência na experiência e na capacidade de um é suprida pela experiência e capacidade de outro. Devemos todos estudar atentamente a instrução dada em Coríntios e Efésios no tocante a nossa relação uns com os outros como membros do corpo de Cristo. ...
Em teu trabalho, Edson, deves considerar a relação que cada obreiro mantém com os outros obreiros ligados à Causa de Deus. Deves lembrar-te de que os outros, como tu mesmo, têm uma obra a fazer em conexão com esta Causa. Não deves fechar a mente aos conselhos. Em teus planos para levar avante a obra, tua mente deve fundir-se com outras mentes. ...
Estamos ligados ao serviço e à Causa de Deus, e temos de compreender individualmente que somos partes de um grande todo. Precisamos buscar sabedoria de Deus, aprendendo o que significa ter um espírito expectante e vigilante, e ir ter com nosso Salvador quando cansados e deprimidos. Confia em Deus, e não só no critério humano.
Tens de aprender a renunciar a tua vontade e a teus planos e a receber luz daqueles que Deus tornou Sua mão auxiliadora, daqueles por cujo intermédio Ele quer que sejas ajudado. Dirige-te a Cristo em busca de alívio. Apega-te a Ele. Demora-te o suficiente para submeter tua vontade à vontade de Deus. Muitos oram com demasiada pressa. Com passos apressados eles passam pela sombra da amorosa presença de Cristo, detendo-se talvez por alguns momentos nos recintos sagrados, mas não esperando receber conselho. Não têm tempo para sentar-se nem para permanecer junto ao Mestre divino. Com seus fardos, retornam a seu trabalho (Este Dia Com Deus [MM 1980], p. 152).

"Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos." Rom. 15:1. Devemos nos relacionar corretamente uns com os outros, mesmo que o fazê-lo requeira sacrifício. Cristo realizou um sacrifício infinito por nós, e não deveríamos estar dispostos a nos sacrificar por outros? Devemos guardar-nos cuidadosamente contra ferir ou magoar o coração dos filhos de Deus, pois quando o fazemos, ferimos e magoamos o coração de Cristo (Olhando Para o Alto [MM 1983], p. 25).

Quarta-feira, 20 de setembro: A lei de Cristo

Caso um membro da família de Cristo caia em tentação, os outros membros devem olhar por ele com bondoso interesse, procurando firmar os pés que se estão desviando para caminhos falsos, e conquistando-o para uma vida pura e santa. Este serviço requer Deus de todo membro de Sua igreja. ... Os membros da família do Senhor devem ser sábios e vigilantes, fazendo tudo ao seu alcance para salvar seus irmãos mais fracos das ocultas redes de Satanás.
Isto é trabalho missionário doméstico, e é tão proveitoso para os que o fazem, como para aqueles por quem é feito. O bondoso interesse que manifestamos no círculo doméstico, as palavras de simpatia que dizemos aos nossos irmãos e irmãs, habilitam-nos a trabalhar pelos membros da família do Senhor, com quem, uma vez que permaneçamos fiéis a Cristo, viveremos por todos os séculos. "Sê fiel até à morte", diz Cristo, "e dar-te-ei a coroa da vida." Apoc. 2:10. Portanto, quão cuidadosamente devem os membros da família do Senhor guardar seus irmãos e irmãs! Tornai-vos amigos seus. Se eles são pobres, e necessitados de alimento e vestuário, ministrai-lhes as necessidades temporais da mesma maneira que as espirituais. Ser-lhes-eis assim dupla bênção (Evangelismo, p. 353).

Vai a Ele, tal qual estás, e confia-te às Suas mãos. Crê que Ele te aceita como o prometeu. Não tentes fazer alguma grande coisa para recomendar-te a Deus, mas confia nEle agora, exatamente agora. Quebra as cadeias da dúvida e desconfiança com as quais Satanás te mantém preso ao castelo da dúvida. Vem em humilde fé Àquele que nunca disse ao necessitado e sofredor: "Buscai-Me em vão." Isa. 45:19. Sabemos que somos pecadores e que muitas vezes erramos e somos frequentemente vencidos pela tentação; mas isto não deveria levar-nos em nossa grande necessidade a manter-nos afastados dAquele que nos pode ajudar e salvar do poder de Satanás. Esta é a obra do inimigo, desanimar e levar ao desespero.
Que evidência temos do inigualável amor de Jesus no fato de que deixou o Céu e veio à Terra para nos ajudar. Disse Ele: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei." Mat. 11:28 (Olhando Para o Alto [MM 1983], p. 322).

Por vezes desabafamos nossas aflições em ouvidos humanos, e contamos nossas dores aos que não nos podem ajudar, e negligenciamos confiar tudo a Jesus, que é capaz de transformar o doloroso caminho em caminhos de paz e alegria. ...
Ele Se propõe ser nosso amigo, andar conosco por todos os difíceis caminhos da vida. Diz-nos: Eu sou o Senhor teu Deus; anda comigo, e hei de encher teu caminho de luz. Jesus, a Majestade do Céu, propõe-Se elevar ao companheirismo com Ele os que a Ele se chegam com seus fardos, suas fraquezas e cuidados (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 95).

Quinta-feira, 21 de setembro: Semear e Colher (Gl 6:6-10)


Em virtude das leis de Deus na natureza, os efeitos seguem as causas com certeza invariável. A colheita testifica da semeadura. Nisto não se admitem simulações. Os homens podem enganar seus semelhantes, e receber louvor e recompensa pelos serviços que não prestaram. Mas quanto à natureza não poderá haver engano. Contra o lavrador infiel a ceifa profere sentença condenatória. E no mais alto sentido isto é verdade também no mundo espiritual. É na aparência e não na realidade que o mal é bem-sucedido. O menino vadio que foge da escola, o jovem preguiçoso em seus estudos, o balconista ou aprendiz que deixa de servir aos interesses de seu patrão, o homem que em qualquer negócio ou profissão é infiel para com as suas mais altas responsabilidades, pode lisonjear-se de que esteja a adquirir vantagens enquanto o mal estiver oculto. De fato, nada ganha com isto, antes se está defraudando a si próprio. A ceifa da vida é o caráter, e é este que determina o destino tanto para esta como para a vida futura.
A ceifa é uma reprodução das sementes semeadas. Cada semente produz fruto "segundo a sua espécie". Gên. 1:11. Assim é com os traços de caráter que acariciamos. Egoísmo, amor-próprio, presunção, condescendência própria, reproduzem-se, e o fim é miséria e ruína. "O que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna." Gál. 6:8. Amor, simpatia, bondade, produzem frutos de bênçãos, colheita esta que é imperecível (Educação, p. 108, 109).

"Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé." Gál. 6:10.
Em sentido especial, Cristo colocou sobre Sua igreja o dever de cuidar dos necessitados dentre seus próprios membros. Ele consente que Seus pobres se encontrem nos limites de todas as igrejas. Devem achar-se sempre entre nós, e Ele dá aos membros da igreja uma responsabilidade pessoal quanto a cuidar deles.
Como os membros de uma verdadeira família cuidam uns dos outros, tratando dos doentes, sustentando os fracos, ensinando os ignorantes, exercitando os inexperientes, assim cumpre aos que pertencem à "família da fé" atender aos seus necessitados e inválidos. Por nenhuma consideração deverão estes ser passados por alto (A Ciência do Bom Viver, p. 201).

Deixar um próximo a sofrer sem o auxiliar, é uma brecha na lei de Deus. ... Quem ama a Deus, não somente ama a seu semelhante, mas olhará com terna compaixão as criaturas feitas por Ele. Quando o Espírito de Deus está em um homem, leva-o a aliviar em vez de causar sofrimento. ... Cumpre-nos cuidar de todo caso de sofrimento, e considerarmos como instrumentos de Deus para ajudar o necessitado ao máximo de nossa capacidade. Devemos ser cooperadores de Deus. Alguns há que manifestam grande afeição pelos parentes, pelos amigos e favoritos, e que todavia falham em ser bondosos e considerados para com os que necessitam de terna simpatia, que necessitam de bondade e amor. Coração ansioso, indaguemos: Quem é meu próximo? Nossos semelhantes não são apenas os vizinhos e amigos especiais, não são meramente os que pertencem à nossa igreja, ou que pensam como nós. Nossos semelhantes são a inteira família humana. Cumpre-nos fazer bem a todos os homens, e especialmente aos que são domésticos da fé. Devemos dar ao mundo uma manifestação do que significa cumprir a lei de Deus. Amar supremamente a Deus, e a nosso próximo como a nós mesmos (Filhos e Filhas e Deus [MM 1956], p. 52).

Sexta-feira, 22 de setembro: Leitura adicional

Refletindo a Cristo [MM 1986], "Jesus Nos Mostrou Como Viver", p. 332.

Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim... evidenciasse Jesus Cristo a Sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nEle para a vida eterna. I Tim. 1:16.
Ele [Jesus] era um Mestre, um educador como o mundo jamais vira ou ouvira antes. Ele falava como tendo autoridade, mas atraía a confiança de todos. "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve." Mat. 11:28-30.
O Filho unigênito do infinito Deus, através de Suas palavras e de Seu exemplo prático, deixou-nos um exemplo simples, que devemos imitar. Por meio de Suas palavras Ele nos ensinou a obedecer a Deus, e por experiência própria nos mostra como podemos obedecer a Deus. Esta é precisamente a obra que Ele deseja todo homem faça: obedecer a Deus inteligentemente, e por preceito e exemplo ensinar aos outros o que precisam fazer, de modo a serem obedientes filhos de Deus.
Jesus ajudou o mundo todo a obter um conhecimento inteligente de Sua missão e obra divinas. Ele veio para representar o caráter do Pai ao nosso mundo, e ao estudarmos a vida, as palavras e obras de Jesus Cristo, seremos auxiliados de todas as maneiras no aprendizado da obediência a Deus; ao imitarmos o exemplo que Ele nos deixou, seremos cartas vivas, conhecidas e lidas por todos os homens. Somos instrumentos humanos vivos para representar no caráter a Jesus Cristo perante o mundo.
Cristo deu não apenas regras explícitas mostrando como podemos nos tornar filhos obedientes, mas também nos mostrou através de Sua própria vida e caráter como fazer as coisas que são corretas e aceitáveis diante de Deus, de modo a não haver desculpa para não fazermos as coisas que são agradáveis a Sua vista. ...
O Grande Mestre veio ao nosso mundo para estar à testa da humanidade, e desse modo erguê-la e santificá-la por meio de Sua santa obediência a todos os requisitos divinos, mostrando que é possível obedecer a todos os mandamentos de Deus. Ele demonstrou que uma vida toda de obediência é possível. Como o Pai deu o Seu Filho, assim Ele dá ao mundo homens escolhidos, representativos, para exemplificarem em sua vida a vida de Jesus Cristo. Manuscrito 1, 1892.
NEle se encontrara o perfeito ideal. A fim de revelar esse ideal como o único verdadeiro modelo a ser atingido; a fim de mostrar o que todo ser humano poderia tornar-se; o que mediante a habitação da divindade na humanidade se tornariam todos os que O recebessem - para isso veio Cristo ao mundo. Veio para mostrar como os homens devem ser ensinados conforme convém a filhos de Deus; como devem praticar na Terra os princípios do Céu e viver a vida celestial. Educação, págs. 73 e 74.


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