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sábado, 24 de março de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 13 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (1Pe 2:12).

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Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 24 de março

Deus espera que os que usam o nome de Cristo O representem. ... Devem ser um povo purificado e santo, comunicando luz a todos com quem se puserem em contato. [...]
Os seguidores de Cristo devem separar-se do mundo em princípios e em interesses; não se devem, porém, isolar do mundo. O Salvador misturava-Se constantemente com os homens, não para os animar em qualquer coisa que não estivesse em harmonia com a vontade de Deus, mas para os elevar e enobrecer. "Por eles Me santifico a Mim mesmo", declarou Ele, "para que também eles sejam santificados." João 17:19. Assim o cristão deve habitar entre os homens para que o aroma do amor divino seja como o sal a preservar o mundo da corrupção. [...]
O poder de uma vida mais elevada, mais pura e nobre, eis nossa grande necessidade. O mundo observa a ver que fruto é produzido pelos professos cristãos. Ele tem o direito de esperar abnegação e espírito de sacrifício da parte dos que acreditam em uma avançada verdade. Está atento, pronto a criticar aguda e severamente nossas palavras e atos. ... Estão-se produzindo constantemente impressões favoráveis ou desfavoráveis à religião bíblica no espírito de todos com quem temos de tratar.
Deus e os anjos estão observando. O Senhor deseja que Seu povo manifeste pela vida que vive a vantagem do cristianismo sobre a mundanidade; manifeste agir em plano mais elevado e santo. Ele anseia vê-los mostrar que a verdade que receberam os tornou filhos do celeste Rei. Anela torná-los condutos através dos quais possa vazar Seu ilimitado amor e misericórdia (Maranata, o Senhor Vem [MM 1977], p. 110).

Talvez se pergunte: Não devemos ter ligação alguma com o mundo? A Palavra do Senhor tem de ser nosso guia. Qualquer ligação com os infiéis e incrédulos, que nos viesse identificar com eles, é proibida pela Palavra. Temos de sair do meio deles, e ser separados. Em caso algum devemos unir-nos a eles em seus planos de trabalho. Mas não devemos viver isoladamente. Cumpre-nos fazer aos mundanos todo o bem que nos seja possível. Cristo nos deu um exemplo disto. Quando convidado a comer com publicanos e pecadores, não Se recusava; pois de nenhum outro modo, senão misturando-Se com eles, poderia chegar a essa classe. Mas, em toda ocasião lhes dava talentos de palavras e influência. Puxava temas de conversação que lhes apresentavam ao espírito os interesses eternos. E esse Mestre nos ordena: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos Céus." Mat. 5:16. Quanto à questão da temperança, assumi, sem vacilação, vossa atitude. Sede firmes como a rocha. Não participeis dos pecados dos outros. Atos de desonestidade em transações comerciais, com crentes ou descrentes, devem ser condenados; e se eles não dão prova de reforma, retirai-vos do meio deles, separai-vos (Fundamentos da Educação Cristã, p. 482, 483).

Agora nos parece estarmos ignorados; mas nem sempre será assim. Processam-se movimentos no sentido de pôr-nos em evidência, e se nossas teorias da verdade puderem ser reduzidas a cacos pelos historiadores ou pelos maiores homens do mundo, isso será feito.
Temos que, individualmente, saber por nós mesmos o que é a verdade, e estar preparados para, com mansidão e temor, dar a razão da nossa esperança não com orgulho, vanglória ou pretensão, mas no espírito de Cristo. Aproximamo-nos do tempo em que teremos que permanecer sós, individualmente para responder pela nossa crença. Estão-se multiplicando e entrelaçando com poderio satânico os erros religiosos entre o povo. Quase não resta uma doutrina da Bíblia que não haja sido negada (Evangelismo, p. 69).

Ninguém deve ser presunçoso para entrar em debates, mas contar a simples história do amor de Jesus. Todos devem examinar constantemente as Escrituras quanto à razão de sua fé, de modo que, ao serem interrogados, possam dar "com mansidão e temor" "a razão da esperança que há" (I Ped. 3:15) neles. 
O melhor remédio que podeis ministrar à igreja, não é pregar ou fazer sermões, mas providenciar trabalho para os membros. Caso se empenhasse em trabalho, o desalentado esqueceria em breve seu desânimo, o fraco se tornaria forte, o ignorante inteligente, e todos estariam preparados para apresentar a verdade tal como é em Jesus. Encontrarão um infalível ajudador nAquele que prometeu salvar a todos quantos se chegam a Ele (Evangelismo, p. 356).

Domingo, 25 de março: Mordomia e piedade

Nos preceitos de Sua santa lei, deu Deus uma regra perfeita de vida; e Ele declarou que até o fim do tempo, esta lei, imutável num jota ou num til, deve manter seus reclamos sobre os seres humanos. Cristo veio para engrandecer a lei e a tornar gloriosa. Mostrou que ela está baseada no amplo fundamento do amor a Deus e amor aos homens, e que a obediência a seus preceitos compreende todo o dever do homem. Em Sua própria vida deu Ele exemplo de obediência à lei de Deus. No sermão da montanha Ele mostrou como seus requisitos vão além dos atos exteriores, e penetram os pensamentos e as intenções do coração (Atos dos Apóstolos, p. 505).

Cristo é nosso modelo, o perfeito e santo exemplo que nos foi dado para que o seguíssemos. Jamais poderemos igualar o Modelo; podemos, porém, imitá-Lo e assemelhar-nos a Ele de acordo com nossa capacidade. Quando caímos, em inteiro desamparo, sofrendo em consequência de nosso reconhecimento da malignidade do pecado; quando nos humilhamos perante Deus, afligindo nosso coração com o verdadeiro arrependimento e contrição; quando apresentamos ferventes orações a Deus, em nome de Cristo - seremos então recebidos pelo Pai, na razão direta de nossa sincera entrega de tudo que somos, a Deus. Devemos reconhecer, no íntimo do coração, que todos os nossos esforços em si mesmos serão inteiramente destituídos de valor, pois é unicamente em nome e no poder do Vencedor que seremos vencedores.
Se crermos no poder do nome de Jesus, e em Seu nome apresentarmos a Deus nossas petições, jamais seremos despedidos. [...] Nosso auxílio vem do Senhor, que em Suas mãos mantém todas as coisas. Nossa paz reside na certeza de que Seu amor se exerce em nosso favor. Se pela fé nos apoderarmos desta certeza, tudo teremos ganho; se a perdermos, perdido estará tudo. Quando rendemos a Deus tudo que temos e somos e, colocados em posições difíceis e perigosas, entramos em contato com Satanás, devemos lembrar-nos de que teremos a vitória se enfrentarmos o inimigo no nome e poder do Vencedor. Em vez de sermos abandonados à derrota, serão todos os anjos enviados ao nosso socorro, se assim confiarmos em Cristo.
Não podemos, porém, esperar alcançar a vitória sem sofrimento, pois Jesus sofreu, ao vencer em nosso favor. Ao sofrermos em Seu nome, ao sermos chamados a negar ao apetite e a afastar-nos dos amantes dos prazeres, não devemos murmurar, mas antes alegrar-nos por termos o privilégio de ser, em pequena medida, participantes, com Cristo, das provas, do sacrifício e dos sofrimentos que nosso Senhor suportou em nosso favor, a fim de que obtivéssemos a salvação eterna (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 262). 

A vida cristã é uma batalha e uma marcha. Nesta guerra não há trégua; o esforço deve ser contínuo e perseverante. É assim fazendo que mantemos a vitória sobre as tentações de Satanás. A integridade cristã deve ser buscada com irresistível energia, e mantida com resoluta fixidez de propósito.
Ninguém será levado para o alto sem árduo e perseverante esforço em prol de si mesmo. Todos têm de se empenhar por si nessa luta; nenhuma outra pessoa pode combater os nossos combates. Somos individualmente responsáveis pelos resultados do conflito; ainda que Noé, Jó e Daniel estivessem na Terra, não poderiam, por sua justiça, livrar nem filho nem filha (A Ciência do Bom Viver, p. 453).

"Pelos seus frutos os conhecereis" (Mat. 7:20), declarou o Salvador. Todos os verdadeiros seguidores de Cristo darão frutos para Sua glória. Sua vida atesta que uma boa obra tem sido neles operada pelo Espírito de Deus, e seus frutos são para santidade. Sua vida é elevada e pura. Retas ações, eis os frutos inequívocos da verdadeira piedade, e os que não os dão dessa espécie revelam não possuir experiência nas coisas de Deus. Não se acham na Videira. Disse Jesus: "Estai em Mim, e Eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em Mim. Eu sou a Videira, e vós as varas; quem está em Mim, e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podereis fazer" (João 15:4 e 5; Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 329).

Segunda, 26 de março: Contentamento

Para sermos felizes, precisamos procurar alcançar um caráter como o que Cristo manifestou. Uma notável peculiaridade de Cristo foi Sua abnegação e benevolência. Ele veio não para buscar o que Lhe era próprio. Andou fazendo o bem, e isto era Sua comida e bebida. Nós podemos, seguindo o exemplo do Salvador, estar em santa comunhão com Ele; e ao buscar diariamente imitar o Seu caráter e seguir o Seu exemplo seremos uma bênção ao mundo e garantiremos nosso contentamento aqui e uma eterna recompensa no futuro (Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 227).

Para que o edifício de nosso caráter seja agradável a Deus, temos de progredir constantemente em espiritualidade. Temos de considerar sem valor tudo que diminua a fé e confiança em nosso Redentor. Quanto mais luz brilhe em nossa vida, tanto maior a responsabilidade que temos, de refletir a outros essa luz. Deus deseja que deixeis vossa luz resplandecer para o mundo. Ele será glorificado em nosso ato individual, de refletir o Seu caráter. [...]
Descansando no amor de Cristo, confiando em que o Redentor e Doador da vida realize em vós a salvação de vossa vida, sabereis, à medida que mais e mais vos aproximardes dEle, o que significa suportar a vista dAquele que é invisível. Deus deseja que descansemos satisfeitos em Seu amor. A satisfação que Cristo concede é um dom de valor infinitamente maior do que ouro e prata e pedras preciosas (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 189). 

 Temos de oferecer aos homens alguma coisa melhor do que eles possuem, a própria paz de Cristo, que excede todo o entendimento. Cumpre-nos falar-lhes da santa Lei de Deus, a transcrição de Seu caráter, e uma expressão daquilo que Ele quer que se tornem. Mostrai-lhes quão infinitamente superior às fugazes alegrias e prazeres do mundo é a imperecível glória celeste. Falai-lhes da liberdade e do repouso que se encontram no Salvador. "Aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede", declarou Ele. João 4:14.
Exaltai a Jesus, clamando: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." João 1:29. Unicamente Ele pode satisfazer o anseio do coração, e dar paz à alma.
De todos os povos da Terra, deviam ser os reformadores os mais abnegados, os mais bondosos, os mais corteses. Dever-se-ia ver em seus atos a verdadeira bondade dos atos desinteressados. O obreiro que manifesta falta de cortesia, que mostra impaciência ante a ignorância dos outros ou por se acharem extraviados, que fala bruscamente ou procede sem reflexão, pode cerrar a porta de corações por tal maneira que nunca mais lhes seja dado conquistá-los. Como o orvalho e a chuva branda caem nas ressequidas plantas, assim deixai cair suavemente as palavras quando procurais desviar os homens de seus erros. O plano de Deus é conquistar primeiro o coração. Devemos falar a verdade com amor, confiando nEle quanto ao poder para a reforma da vida. O Espírito Santo aplicará ao coração a palavra proferida com amor (A Ciência do Bom Viver, p. 157).

A presença do Pai circundou a Cristo e nada Lhe sobreveio sem que o infinito amor permitisse, para a bênção do mundo. Aí estava Sua fonte de conforto, e ela existe para nós. Aquele que estiver impregnado do Espírito de Cristo, habita em Cristo. O golpe que lhe é dirigido cai sobre o Salvador, que o circunda com Sua presença. O que quer que lhe aconteça vem de Cristo. Não precisa resistir ao mal, porque Cristo é sua defesa. Nada lhe pode tocar a não ser pela permissão de nosso Senhor; e todas as coisas que são permitidas "contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus" (Rom. 8:28; O Maior Discurso de Cristo, p. 71).

Terça, 27 de março: Confiança

Deus quer que confiemos nEle e desfrutemos Sua bondade. Ele estende um dia após o outro diante de nós, e precisamos ter olhos e faculdade de percepção para compreender essas coisas. Por mais importante e glorioso que seja o completo e perfeito livramento do mal que alcançaremos no Céu, nem tudo deve ser deixado para o tempo do livramento final. Deus o introduz em nossa vida no tempo atual. Diariamente precisamos cultivar a fé num Salvador presente. Confiando num poder fora e acima de nós mesmos, tendo fé em invisível amparo e poder que aguarda ao pedido dos necessitados e dependentes, podemos estar confiantes tanto no meio de nuvens como de luz solar, cantando o livramento atual e a presente fruição de Seu amor. A vida que agora vivemos deve ser pela fé no Filho de Deus (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 59).

Necessitas de orientação do alto. Confia no Senhor de todo o coração, e Ele jamais trairá tua confiança. Se pedires o auxílio de Deus, não pedirás em vão. A fim de animar-nos a ter confiança e fé, Ele Se aproxima de nós por meio de Sua santa Palavra e Espírito, procurando conquistar-nos a confiança de milhares de maneiras. Mas nada Lhe causa mais deleite do que receber os fracos que vão ter com Ele em busca de força. Se tivermos coração e voz para orar, Ele certamente terá ouvidos para ouvir e braços para salvar.
Não há um só caso em que Deus tenha escondido o Seu rosto das súplicas de Seu povo. Quando falharam todos os outros recursos, Ele foi um auxílio presente em todas as emergências. Deus te abençoe, pobre alma acabrunhada e ferida. Apega-te a Sua mão; segura-a firmemente. Ele te acolherá, bem como a teus filhos e a todos os teus fardos e aflições, se tão somente os lançares sobre Ele (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 202).

É perigoso aos seres humanos resistirem ao Espírito da verdade, da graça e da justiça porque as manifestações do Espírito não estão de acordo com as ideias deles e não se harmonizam com seus planos metódicos. O Senhor atua a seu próprio modo e de acordo com Seus desígnios. Que os seres humanos orem para que possam ser despidos a si mesmos e possam estar em harmonia com o Céu. "Não se faça a minha vontade, ó Deus, mas a Tua". Que as pessoas tenham em mente que os caminhos de Deus não são os seus caminhos, nem os pensamentos Dele os seus pensamentos, pois Ele diz: "Assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os Meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos" (Is 55:9; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 2, p. 1108).

Quarta, 28 de março: Nossa influência

"Andai na luz." Andar na luz quer dizer decidir, exercitar o pensamento, exercer força de vontade, num sincero esforço de representar a Cristo na doçura de caráter. Quer dizer afastar toda disposição para a melancolia. Não vos deveis satisfazer apenas com dizer: "Sou um filho de Deus." Estais contemplando a Jesus e, pela contemplação, transformando-vos à Sua semelhança? Andar na luz significa avanço e progresso nas realizações espirituais. Paulo declarou: "Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; [...] esquecendo-me das coisas que atrás ficam", olhando constantemente ao Modelo, avanço "para as que estão diante de mim". Andar na luz quer dizer andar "retamente", andar "no caminho do Senhor", andar "em fé", andar "em Espírito", andar "na verdade", andar "em amor", andar "em novidade de vida". É aperfeiçoar "a santificação no temor de Deus". 
Que terrível coisa é obscurecer o caminho de outros com o trazer sombras e tristeza sobre nós mesmos! Cuide cada um de si mesmo. Não acuseis a outros por vossos defeitos de caráter. [...] Falai de luz; andai na luz. "Deus é luz, e não há nEle treva nenhuma." I João 1:5. [...] Recolhei em vosso coração a coragem que vem unicamente da Luz do mundo. 
Quando a luz do Céu incidir no instrumento humano, sua fisionomia exprimirá a alegria do Senhor na vida. É a ausência de Cristo na vida que torna as pessoas tristes e de espírito duvidoso. É a falta de Cristo que entristece o semblante, e a vida se torna uma peregrinação de suspiros. Regozijar-se é a própria nota tônica da Palavra de Deus para todos quantos O recebem. Por quê? porque têm a Luz da Vida. A luz traz alegria, e essa alegria se exprime na vida e no caráter (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956, 2005], p. 200).

A graça divina nos recém-conversos é progressiva. É uma graça crescente, que é recebida, não para ser oculta sob o alqueire, mas comunicada para que outros sejam beneficiados. Aquele que está verdadeiramente convertido trabalhará para salvar outros que se encontram em trevas. Uma alma realmente convertida esforçar-se-á com fé para converter outra e ainda outra. Os que isto fazem são instrumentos de Deus, Seus filhos e filhas. Fazem parte de Sua grande firma, e a obra deles é ajudar a reparar a brecha feita por Satanás e seus instrumentos na lei de Deus pisando o sábado verdadeiro, e pondo em seu lugar um falso dia de descanso (Evangelismo, p. 355).

Daniel foi considerado pelo Senhor como homem, porque era um mordomo que lidava fielmente com os bens do Senhor. Ele não se esqueceu de Deus, mas colocou-se no conduto de luz, onde podia comunicar-se com Deus em oração. E lemos que Deus concedeu a Daniel e seus companheiros conhecimento e habilidade em toda cultura e sabedoria. [...]
Em todo lugar, vejam os que vos rodeiam que dais glória a Deus. Que o homem seja posto na penumbra; e que Deus apareça como a única esperança da humanidade! Todo homem deve estabelecer o edifício do seu caráter sobre a Rocha eterna, Cristo Jesus; então ele permanecerá em meio à tormenta e tempestade.
Deus preparará a mente para que reconheça ser Ele o único que pode ajudar a pessoa que se esforça e luta. Todos os que estão sob o Seu estandarte serão por Ele educados a serem fiéis mordomos de Sua graça. Deus deu ao homem princípios imortais a que todo poder humano terá um dia de submeter-se. Ele confiou a verdade à nossa guarda. Os preciosos raios dessa luz não devem ser ocultados debaixo do alqueire, mas alumia a todos os que se encontram na casa. A verdade, a verdade imperecível, deve tornar-se preeminente. Mostrai àqueles com quem entrais em contato que a verdade é importante para vós. Permanecer ao lado dos princípios que subsistirão pelos séculos eternos significa muita coisa para vós.
Deus concedeu talentos a cada pessoa, para que seja exaltado o Seu nome, e não para que o homem seja enaltecido e louvado, honrado e glorificado, ao passo que o Doador é esquecido. A todos foram confiados dons de Deus, desde as pessoas mais humildes e mais afligidas pela pobreza, às mais elevadas e ricas. [...] Que ninguém desperdice o tempo que lhe foi dado por Deus em lamentações por ter apenas um talento. Passai cada momento usando os talentos que tendes. Eles são do Senhor, para serem devolvidos a Ele. Não estais administrando vossa própria propriedade, mas a do Senhor. Um dia Ele virá receber com juros o que é Seu. Cumpri fielmente a mordomia que vos foi designada, para que possais encontrar-vos com Ele em paz (Exaltai-O [MM 1992], p. 426).

Quinta, 29 de março: Palavras que queremos (e não queremos) ouvir

Os cristãos que vivem para si mesmos desonram o Redendor. Podem ser aparentemente muito ativos no serviço do Senhor, mas entretecem o eu em tudo que fazem. Como estão semeando as sementes do egoísmo, deverão, no final, obter uma colheita de corrupção. [...] O serviço egoísta assume uma variedade de formas. Algumas dessas formas parecem inofensivas. A bondade aparente faz com que as pessoas pareçam ter bondade genuína, mas elas não dão glória ao Senhor. O serviço delas atrapalha Sua causa. Cristo diz: "Quem não é por Mim é contra Mim, e quem Comigo não ajunta, espalha". 
Aqueles que colocam o eu em seu trabalho não merecem confiança. Se perdessem de vista o eu em Cristo, seus esforços teriam valor em Sua causa. Conformariam então a vida a Seus ensinos. Fariam planos em harmonia com Seu grande plano de amor; o egoísmo seria banido de seus esforços. [...] A negação própria, a humildade de coração e a nobreza de propósito marcaram a vida do Salvador (Ms 2, 1903; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1221).

Foi o amor pelos perdidos que conduziu Cristo ao Calvário. E esse amor deve levar-nos à abnegação e ao sacrifício, para a salvação dos que estão perdidos. Ao devolverem os seguidores de Cristo seus bens ao Senhor, estarão ajuntando tesouros em cuja posse entrarão quando ouvirem as palavras: “Bem está, servo bom e fiel. ...entra no gozo do teu Senhor.” Mateus 25:21. “Pelo gozo que Lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-Se à destra do trono de Deus.” Hebreus 12:2. A alegria de ver pessoas eternamente salvas será a recompensa de todos os que seguem as pegadas do Redentor (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 59).

Quando o mundo afinal for levado a julgamento diante do grande trono branco para responder por sua rejeição a Jesus Cristo, o mensageiro do próprio Deus ao mundo, quão solene será essa cena! Que ajuste de contas terá que ser feito por ser pregado na cruz Aquele que veio ao nosso mundo com uma carta viva da lei! Deus fará a cada um a pergunta: "O que você fez do Meu Filho unigênito?" O que responderão aqueles que se recusaram a aceitar a verdade? [...] Se aqueles a quem for apresentada a luz do Céu a rejeitarem, estarão rejeitando a Cristo. Estarão rejeitando a única provisão pela qual podem ser purificados da impureza. [...] Será dito a eles: "Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim". Deus certamente vingará a morte de Seu Filho (Review and Herald, 30/01/1900; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1234).

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.” Provérbios 1:7. Uma única frase da Escritura é de muito mais valor que dez mil idéias e argumentos humanos. Os que se recusam a seguir os caminhos de Deus receberão por fim a sentença: “Apartai-vos de Mim.” Mateus 25:41. Mas ao nos submetermos à vontade de Deus, o Senhor Jesus nos dirige a mente e põe nos lábios palavras de certeza. Podemos ser fortes no Senhor e na força do Seu poder. Recebendo a Cristo, somos revestidos do Seu poder. Cristo habitando em nós faz com que Seu poder seja nossa propriedade. A verdade se torna nossa especialidade. Nenhuma injustiça é vista na vida. Somos capazes de falar palavras oportunas aos que não conhecem a verdade. A presença de Cristo no coração é um poder vitalizante que fortalece o ser todo.
Foi-me mandado dizer aos obreiros de nossas instituições de saúde que a incredulidade e a presunção são os perigos contra que deverão estar em guarda constante. Devem combater o mal com zelo e ardor tais que os enfermos sintam a influência enobrecedora dos seus esforços abnegados.
Nenhuma sombra de egoísmo deve manchar nosso serviço. “Não podeis servir a Deus e a Mamom.” Mateus 6:24. Exaltemos o Homem do Calvário. Exaltemo-lO através de uma fé viva em Deus, a fim de que as nossas orações sejam ouvidas. Reconhecemos a proximidade a que Jesus chega de nós? Ele nos fala pessoalmente. Ele Se revelará a cada um que se disponha a revestir-se da Sua justiça. Declara Ele: “Eu [...] te tomo pela tua mão direita.” Isaías 41:13. Coloquemo-nos em lugar onde Ele nos possa tomar pela mão, onde Lhe possamos ouvir a voz, dizendo com segurança e autoridade: “Eu sou o que vivo e estive morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre” (Apocalipse 1:18; Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 71).

Sexta, 30 de março: Estudo adicional

Este Dia com Deus, "Sempre de Prontidão", p. 297.

sábado, 11 de novembro de 2017

4º TRIMESTRE - LIÇÃO 7 - 11 A 17 DE NOVEMBRO - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017


 Verso para Memorizar:
 “O pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (Rm 6:14).


Sábado à tarde, 11 de novembro

Satanás hoje apresenta as mesmas tentações que apresentou a Cristo, oferecendo-nos os reinos do mundo em troca de nossa fidelidade. Mas sobre aquele que olha a Jesus como autor e consumador da fé, as tentações de Satanás não têm poder. Não pode levar ao pecado aquele que pela fé aceite as virtudes dAquele que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. 
A expulsão do pecado é ato da própria alma. Na verdade, não possuímos capacidade para livrar-nos do poder de Satanás; mas quando desejamos ser libertos do pecado e, em nossa grande necessidade, clamamos por um poder fora de nós e a nós superior, as faculdades da alma são revestidas da divina energia do Espírito Santo, e obedecem aos ditames da vontade no cumprir o querer de Deus. 
Deus terá um povo zeloso de boas obras, que permanecerá firme entre as corrupções deste século degenerado. Haverá um povo que se apegará tão firmemente à força divina, que estará à prova de toda tentação (Maranata - O Senhor Vem! [MM 1977], pg. 84). 

Deus roga aos homens que se oponham aos poderes do mal. Diz: "Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça." Rom. 6:12 e 13.
Neste conflito da justiça com a injustiça, só podemos ser bem-sucedidos mediante o auxílio divino. Nossa vontade finita precisa ser submetida à vontade do Infinito; a vontade humana precisa confundir-se com a divina. Isso trará em nosso auxílio o Espírito Santo; e toda vitória tenderá à recuperação da comprada possessão de Deus, à restauração de Sua imagem na alma (Nossa Alta Vocação [MM 1962], pg. 148).

Homem algum recebe santidade como direito de nascimento ou por qualquer outra concessão humana. Santidade é dom de Deus por meio de Cristo. Os que recebem o Salvador tornam-se filhos de Deus. São Seus filhos espirituais, nascidos de novo, renovados em justiça e verdadeira santidade. Suas mentes estão mudadas. Contemplam as realidades eternas com visão mais clara. São adotados na família de Deus, e tornam-se conformes a Sua imagem, mudados pelo Seu Espírito de glória em glória. De pessoas que dedicavam supremo amor a si mesmos, tornam-se pessoas que dedicam supremo amor a Deus e a Cristo. ... Aceitar a Cristo como Salvador pessoal e seguir o Seu exemplo de abnegação - eis o segredo da santidade (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, pg. 1246, 1247).

Domingo, 12 de novembro: Onde o pecado abundou

Temos o relato animador de que Enoque andou com Deus. Se Enoque andou com Deus, naquela época degenerada pouco antes da destruição do mundo por um dilúvio, devemos cobrar ânimo e ser estimulados por seu exemplo de que não precisamos ser contaminados com o mundo; mas, entre todas as suas influências e tendências corruptoras, podemos andar com Deus. Podemos ter a mente de Cristo (Mensagens Escolhidas, v. 3, pg. 338).

Temos acesso a Deus pelos méritos do nome de Cristo, e Deus nos convida a levar-Lhe nossas aflições e tentações, pois Ele as compreende todas. ¹Não deseja que desabafemos nossos ais a ouvidos humanos. Pelo sangue de Cristo podemos chegar ao trono de Deus e encontrar graça para sermos ajudados em tempo oportuno. Podemos ir confiantes, dizendo: "Minha aceitação depende do Amado." "Porque, por Ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito." Efés. 2:18. "No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nEle." Efés. 3:12.
Tal como um pai terrestre anima o filho a ir ter com ele a qualquer tempo, assim o Senhor nos anima a confiar-Lhe nossas necessidades e perplexidades, nossa gratidão e amor. Toda e qualquer promessa é certa. Jesus é nosso Penhor e Mediador, e colocou ao nosso dispor todos os recursos, a fim de que possamos ter um caráter perfeito.
O sangue de Cristo, de eficácia sempre presente, é nossa única esperança; pois por meio de Seus méritos, tão-somente, temos perdão e paz. Quando a eficiência do sangue de Cristo se tornar uma realidade para a mente, por meio da fé em Cristo, o cristão deixará sua luz brilhar em boas obras, na produção de frutos de justiça (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, pg. 1245, 1246)

Se supondes por um momento que Deus tratará o pecado como coisa leve, ou que tomará providências ou fará isenções de maneira que possais continuar cometendo pecado, sem que a pessoa sofra punição por assim fazer, estais sob terrível engano de Satanás. Qualquer violação voluntária da justa lei de Jeová vos expõe a vida aos francos assaltos de Satanás.
¹Quando perdeis vossa consciente integridade, vossa alma se torna um campo de batalha para o inimigo; tendes dúvidas e temores suficientes para vos paralisarem as energias e vos impelirem ao desânimo. ...
Lembrai-vos de que tentação não é pecado. Lembrai-vos de que por mais difíceis que sejam as circunstâncias em que um homem seja colocado, coisa alguma lhe pode realmente enfraquecer a mente enquanto ele não ceder à tentação mas mantiver a própria integridade. Os interesses mais vitais para vós individualmente, estão em vossa própria guarda. Ninguém os poderá prejudicar sem vosso consentimento. Todo o exército satânico não vos poderá causar dano a menos que venhais a abrir a alma às artes e setas de Satanás. Vossa ruína jamais poderá acontecer enquanto vossa vontade não consentir. Caso não haja corrupção em vossa mente, toda contaminação ambiente não vos pode manchar ou corromper.
A vida eterna vale tudo para nós ou não vale coisa alguma. Unicamente aqueles que desenvolverem perseverante esforço e infatigável zelo com intenso desejo proporcional ao objetivo que estão perseguindo, ganharão aquela vida que se mede com a vida de Deus. ...
Temos o exemplo de Adão e Eva diante de nós, e o resultado de sua transgressão deve levar toda pessoa entre nós a evitar o pecado, a aborrecê-lo como a odiosa coisa que ele é, e a sentir, em vista dos sofrimentos que o pecado certamente infligirá, que é melhor sofrer a perda de todas as coisas do que apartar-se do menor dos mandamentos de Deus (Nossa Alta Vocação [MM 1962], pg. 89, 90).

¹: parágrafo ausente na versão do comentário físico.

Segunda-feira, 13 de novembro: Quando o pecado reina

Justiça própria é o perigo desta época; ela separa a alma de Cristo. Os que confiam em sua própria justiça não podem compreender como a salvação advém por meio de Cristo. Chamam o pecado de justiça, e a justiça de pecado. Não têm noção do mal da transgressão, nem compreensão do terror da lei; pois não respeitam o padrão moral de Deus. A razão de haver tantas conversões não genuínas nestes dias é que há tão pouco apreço da lei de Deus. Em lugar do padrão de justiça de Deus, os homens criaram um padrão de sua própria escolha para avaliar o caráter. Eles vêem como em espelho, obscuramente, e apresentam falsas idéias de santificação ao povo, incentivando assim o egoísmo, o orgulho e a justiça própria. A doutrina da santificação defendida por muitos está cheia de engano, pois é lisonjeira ao coração natural; mas a coisa mais afável que pode ser pregada ao pecador é a verdade da lei de Deus. A fé e as obras precisam andar de mãos dadas; pois a fé sem as obras, por si só está morta (Fé e Obras, pg. 96, 97).

Deus fez o homem reto, mas este decaiu e degradou-se, pelo fato de recusar-se a prestar obediência aos sagrados reclamos que a lei de Deus tem sobre ele. Todas as paixões do homem, se corretamente controladas e adequadamente direcionadas, contribuirão para sua saúde física e moral, assegurando-lhe grande felicidade. O adúltero, o fornicador e o incontinente não desfrutam da vida. Não pode existir verdadeira alegria para o transgressor da lei divina. O Senhor sabia disso, por conseguinte restringiu o homem. Ele dirige, ordena e positivamente proíbe. ... O Senhor bem sabia que a felicidade de Seus filhos depende da submissão à Sua autoridade, e de viver em obediência à Sua santa, justa e boa regra de governo (Testemunhos Sobre Condulta Sexual, Adultério e Divórcio, pg. 100).

"Ninguém pode servir a dois senhores." Não podemos servir a Deus com coração dividido. A influência da religião bíblica não é uma influência entre outras: tem de ser suprema, penetrando em todas as outras e dominando-as. Não deverá ser uma pincelada dando aqui e ali cor a uma tela, mas encher a vida toda, como se a mesma tela fosse imergida na tinta até que cada fio houvesse tomado profundo e firme colorido.
²"De sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso." Mat. 6:22. Pureza e firmeza de propósito são condições para receber luz de Deus. Aquele que deseja conhecer a verdade, deve estar disposto a aceitar tudo que ela mostra. Não pode ter nenhuma transigência com o erro. Estar vacilante e morno para com a verdade, é preferir as trevas do erro e o engano de Satanás.
Os métodos mundanos e os retos princípios da justiça não se misturam imperceptivelmente, como as cores do arco-íris. Há entre eles, traçada pelo eterno Deus, vasta e distinta linha divisória. A semelhança de Cristo ressalta tão marcadamente em contraste com a de Satanás, como o meio-dia em face da meia-noite. E unicamente os que vivem a vida de Cristo, são coobreiros Seus. Se um pecado é nutrido na alma, ou uma prática errônea conservada na vida, todo o ser é contaminado. O homem torna-se instrumento de injustiça.
Todos quantos escolheram o serviço de Deus, devem descansar em Seu cuidado (O Desejado de Todas as Nações, pg. 312, 313). 

²: parágrafo não existente na versão do comentário físico.

Terça-feira, 14 de novembro: Não debaixo da lei, mas da graça

Existe unicamente um poder capaz de quebrar o domínio do mal no coração dos homens, e esse é o poder de Deus em Jesus Cristo. Unicamente por meio do sangue do Crucificado existe purificação do pecado. Sua graça, tão-somente, nos habilita a resistir e subjugar as tendências de nossa natureza caída. 
O valor infinito do sacrifício que se tornou necessário para nossa redenção revela o fato de que o pecado é um tremendo mal. Pelo pecado se desarranja todo o organismo humano, se perverte o espírito, se corrompe a imaginação. O pecado degradou as faculdades da alma. As tentações de fora encontram no coração uma corda que responde, e os pés se volvem imperceptivelmente para o mal.
Como o sacrifício em nosso favor foi completo, assim deve ser completa nossa restauração da mancha do pecado. Não existe nenhum ato de impiedade que a lei escuse; nenhuma injustiça existe que escape à sua condenação. A vida de Cristo foi um cumprimento perfeito de cada preceito da lei. Disse Ele: "Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai." João 15:10. Sua vida é nosso padrão de obediência e serviço (Maranata, O Senhor Vem! [MM 1977], pg. 89).

A vontade do homem é agressiva e se esforça sempre para dobrar tudo a seus desígnios. Caso ela esteja do lado de Deus e do direito, os frutos do Espírito aparecerão na vida; e Deus tem designado glória, honra e paz a todo homem que faz o que é bom.
Quando se permite a Satanás que molde a vontade, ele a empregará para realizar seus fins. ... Ele suscitará as más propensões, despertando paixões profanas e ambições. Diz: "Todo este poder, estas honras e riquezas e prazeres pecaminosos, eu tos darei; suas condições, porém, são que seja entregue a integridade, embotada a consciência. Assim degrada ele as faculdades humanas, levando-as ao cativeiro do pecado (Nossa Alta Vocação [MM 1962], pg. 148). 

³É engano de Satanás que a morte de Cristo trouxe a graça para tomar o lugar da lei. A morte de Jesus não mudou, não anulou, ou diminuiu no menor ponto a lei dos Dez Mandamentos. A preciosa graça oferecida aos homens mediante o sangue do Salvador, estabelece a lei de Deus. Desde a queda do homem, o governo moral de Deus e Sua graça são inseparáveis. Andam de mãos dadas em todas as dispensações. "A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram." Sal. 85:10. 
⁴Cada lei divina é uma determinação de misericórdia, amor e poder salvador. Seus preceitos obedecidos, são nossa vida, salvação, felicidade e paz. 
Obediência aos Seus estatutos e leis constitui a vida e a prosperidade de Seu povo. 
A influência da esperança evangélica não levará o pecador a considerar a salvação de Cristo como uma questão de livre graça, enquanto continuar vivendo em transgressão à lei de Deus. ... Ela mudará seus caminhos, tornar-se-á leal a Deus mediante a força obtida de seu Salvador, e o levará a uma vida nova e mais pura. 
⁵Como foi completo o sacrifício feito em nosso favor, assim deve ser a nossa restauração do aviltamento do pecado. Nenhum ato de impiedade será desculpado pela lei de Deus; injustiça alguma lhe pode escapar à condenação. A ética evangélica não reconhece nenhuma norma senão a perfeição do caráter divino. A vida de Cristo foi um perfeito cumprimento de todo preceito da lei. Ele disse: "Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai." João 15:10. Sua vida é nosso exemplo de obediência e serviço. Somente Deus pode renovar o coração. "Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade." Filip. 2:13. Mas é-nos ordenado: "Operai a vossa salvação." Filip. 2:12. 
Para o obediente filho de Deus, os mandamentos constituem um deleite (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], pg. 85, 86). 

³: frase ausente até o ponto seguido na versão do comentário físico.
⁴: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
⁵: parágrafo ausente na versão do comentário físico.

Quarta-feira, 15 de novembro: Pecado ou obediência?

A santificação é uma obra diária. Ninguém se engane a si mesmo com a suposição de que Deus o perdoará e abençoará, enquanto está pisando um de Seus mandamentos. A prática voluntária de um pecado conhecido silencia a testemunhadora voz do Espírito e separa de Deus a alma. Quaisquer que sejam os êxtases do sentimento religioso, Jesus não pode habitar no coração que desrespeita a lei divina. Deus apenas honrará àqueles que O honram (Santificação, pg. 92).

⁶Uma profissão de cristianismo sem a fé e as obras correspondentes, de nada aproveitará. Homem algum pode servir a dois senhores. Os filhos do maligno são servos de seu senhor; de quem se fazem servos para lhe obedecer, desses são servos (Romanos 6:16), e não podem ser servos de Deus enquanto não renunciarem ao diabo e a todas as suas obras. Não pode ser inofensivo para os servos do celeste Rei, o empenharem-se nos prazeres e diversões em que se empenham os servos de Satanás, embora eles repitam muitas vezes que tais diversões são inocentes. Deus tem revelado santas e sagradas verdades para separar Seu povo dos ímpios e purificá-los para Si. Os adventistas do sétimo dia devem viver sua fé. Os que obedecem aos Dez Mandamentos, vêem o estado do mundo e as coisas religiosas de um ponto de vista inteiramente diferente de como os vêem os professos cristãos que são amantes dos prazeres, que se esquivam à cruz e vivem na transgressão do quarto mandamento (Testemunhos Para a Igreja, v. 1, pg. 404, 405). 

Muitos que professam ser servos de Cristo não fazem parte dos Seus. Enganam a si mesmos para a própria perdição. Enquanto professam ser seguidores de Jesus, não estão vivendo em obediência à Sua vontade. “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?” Romanos 6:16. Muitos, conquanto professando serem servos de Cristo, estão obedecendo a outro mestre, trabalhando diariamente contra o Mestre a quem declaram servir (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, pg. 442). 

⁷Falai ao povo de maneira a incutir ânimo; erguei-os a Deus em oração. Muitos dos que têm sido vencidos pela tentação são humilhados por seus fracassos, e sentem ser vão buscar aproximar-se de Deus; mas esse pensamento é sugestão do inimigo. Quando pecaram, e sentem que não podem orar, dizei-lhes que é então o momento de orar. Talvez se encontrem envergonhados, e profundamente humilhados; ao confessarem, porém os seus pecados, Aquele que é fiel e justo lhos perdoará, purificando-os de toda injustiça.
Coisa alguma é aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencível, do que a alma que sente o seu nada, e confia inteiramente nos méritos do Salvador. ⁸Pela oração, pelo estudo de Sua Palavra, pela fé em Sua constante presença, a mais fraca das criaturas humanas pode viver em contato com o Cristo vivo, e Ele a segurará com mão que nunca a soltará.

⁶: frase ausente até o ponto seguido na versão do comentário físico.
⁷: frase ausente até o ponto seguido na versão do comentário físico.
⁸: frase ausente até o ponto seguido na versão do comentário físico.

Quinta-feira, 16 de novembro: Livres do pecado

No coração convertido haverá firme determinação de obedecer à vontade divina, porque há amor pelo que é justo, bom e santo. Não haverá hesitação, concessões ao gosto ou avaliação de conveniências, ou mesmo uma conduta baseada no comportamento de outros. Cada um deve viver por si mesmo. A mente de todos os que são renovados pela graça serão um meio receptor de contínua luz, graça e verdade, transmitindo-as a outros. O trabalho deles é produtivo. Seu fruto é para a santidade e, por fim, para a vida eterna (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, pg. 488). 

⁹Cedendo ao pecado, o homem colocou a vontade sob o domínio de Satanás. Tornou-se um impotente cativo no poder do tentador. Deus mandou Seu Filho ao nosso mundo a fim de derrubar o poder de Satanás, e emancipar a vontade do homem. Enviou-O para proclamar liberdade aos cativos, desfazer a opressão e soltar das prisões os oprimidos. Derramando todo o tesouro do Céu sobre este mundo, dando-nos, em Cristo, o Céu inteiro, Deus comprou a vontade, as afeições, a mente, a alma de todo ser humano. Quando o homem se coloca sob o domínio de Deus, a vontade torna-se firme e forte para fazer o que é direito, o coração é purificado do egoísmo, e cheio de amor cristão. O espírito rende-se à autoridade da lei do amor, e todo pensamento é levado em cativeiro à obediência de Cristo.
Ao ser a vontade posta ao lado do Senhor, o Espírito Santo toma essa vontade e a faz uma com a vontade divina.
O Senhor ama o homem. Deu demonstração desse amor dando Seu Filho unigênito para morrer pelo homem, para que pela Sua graça Ele o pudesse redimir da hostilidade com Deus, levando-o de volta à lealdade com Ele. Se o homem cooperar com Deus, o Senhor lhe trará a vontade à união com Ele próprio, vivificando-a por Seu Espírito. ... O evangelho tem de ser recebido de modo a regenerar o coração, e a recepção da verdade significará a entrega da mente e da vontade à vontade do poder divino.
A vontade do homem só está em segurança quando unida à vontade de Deus (Nossa Alta Vocação [MM 1962], pg. 100). 

Satanás contende, porém, pelas almas dos homens e lança sua sombra infernal através do caminho deles, a fim de que não contemplem a luz. Não quer que tenham um vislumbre da honra futura, das glórias eternas reservadas para os que habitarão no Céu, ou que desfrutem a experiência que constitui um antegozo da felicidade do Céu. Tendo, porém, as atrações celestes diante da mente para infundir esperança, avivar o desejo e estimular o esforço, como poderemos afastar-nos desta perspectiva e escolher o pecado e seu salário, que é a morte?
Os que aceitam a Cristo como seu Salvador têm a promessa da vida que agora existe e da que está para vir. O instrumento humano não é devedor de parte alguma de sua capacidade ao serviço de Satanás; mas deve toda a sua lealdade ao infinito e eterno Deus. O mais humilde discípulo de Cristo pode tornar-se um habitante do Céu, herdeiro de Deus de uma herança incorruptível que não se esvaece. Oxalá todos escolham o dom celestial, tornando-se herdeiros de Deus daquela herança cujo título está resguardado contra todo e qualquer destruidor, um mundo sem fim! Oh! não escolhais o mundo, mas escolhei a herança superior! Apressurai-vos e prossegui com insistência em direção ao alvo, para o prêmio de vossa soberana vocação em Cristo Jesus. Por amor a Cristo, moldai o objetivo de vossa educação pelos incentivos do mundo melhor (Fundamentos da Educação Cristã, pg. 234, 235).

⁹: primeira à quarta frase do parágrafo ausente na versão do comentário físico.

Sexta-feira, 17 de novembro: Estudo adicional


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sábado, 4 de novembro de 2017

4º TRIMESTRE - LIÇÃO 6 - 4 A 10 DE NOVEMBRO - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017


 Verso para Memorizar:
 Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5:1, 2).


Sábado à tarde, 4 de novembro

Quando Cristo viu que nenhum ser humano seria capaz de interceder pelo homem, Ele próprio entrou no cerrado conflito e batalhou com Satanás. O Unigênito de Deus era o único que podia libertar aqueles que pelo pecado de Adão haviam sido subjugados ao maligno.
O Filho de Deus concedeu a Satanás toda oportunidade de tentar suas artimanhas nEle. O inimigo havia tentado os anjos no Céu, e posteriormente o primeiro Adão. Adão caiu, e Satanás julgava que poderia obter êxito em enganar a Cristo após este ter assumido a humanidade. Toda a hoste caída considerava ser esta situação uma oportunidade de obter a supremacia sobre Cristo. Haviam ansiado por uma oportunidade para revelar sua inimizade para com Deus. Quando os lábios de Cristo foram selados na morte, Satanás e seus anjos imaginaram que haviam obtido a vitória. ...
Na luta de morte, o Filho de Deus podia somente confiar em Seu Pai celestial; tudo foi suportado pela fé. Ele próprio foi um resgate, um dom, dado para a libertação dos cativos. Por seu próprio braço Ele trouxe salvação aos filhos dos homens, mas a que custo para Si mesmo! (Cristo Triunfante [MM 2002], p. 3, 4)

Quando Deus perdoa ao pecador, anula o castigo que ele merece e o trata como se não tivesse pecado, recebe-o no favor divino e o justifica em virtude dos méritos da justiça de Cristo. O pecador só pode ser justificado mediante a fé no sacrifício expiatório feito pelo amado Filho de Deus, que Se tornou um sacrifício pelos pecados do mundo culpado. Ninguém pode ser justificado por quaisquer obras próprias. Só pode ser liberto da culpa do pecado, da condenação da lei, da pena da transgressão, pela virtude do sofrimento, morte e ressurreição de Cristo. A fé é a condição única de obter a justificação, e a fé abrange não só a crença mas também a confiança. [...]
A fé que é para salvação não é uma fé casual, não é o mero assentimento do intelecto, é a crença arraigada no coração, que abraça a Cristo como Salvador pessoal, com a certeza de que Ele pode salvar perfeitamente aos que por Ele se chegam a Deus. Crer que Ele salve a outros, mas não vos salvará a vós, não é fé genuína; mas quando a alma se apóia em Cristo como a única esperança de salvação, então se manifesta fé genuína. Esta fé leva seu possuidor a colocar em Cristo todas as afeições da alma; seu entendimento fica sob o controle do Espírito Santo, e seu caráter é moldado segundo a semelhança divina. Sua fé não é uma fé morta, mas sim que opera por amor, e o leva a contemplar a formosura de Cristo, e a tornar-se semelhante ao caráter divino (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 389, 391).

Haverá paz, paz constante a fluir para a pessoa, pois o descanso se encontra na perfeita submissão a Jesus Cristo. A obediência à vontade de Deus encontra o descanso. O discípulo que segue os passos mansos e humildes do Redentor encontra descanso que o mundo não pode dar, nem pode tirar. "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em Ti" (Isa. 26:3; Mente, Caráter e Personalidade, v. 3, p. 802).

Domingo, 5 de novembro: Justificado pela fé

Deus será para nós tudo quanto Lhe permitirmos ser. Nossas orações fracas, com coração dividido, não nos trarão resposta do Céu. Oh, necessitamos insistir em nossas petições! Pedi com fé, esperai com fé, recebei com fé, regozijai-vos na esperança, pois todo aquele que busca encontra. Penetrai genuinamente no assunto. Buscai a Deus de todo o coração. O povo põe a alma e diligência em tudo quanto empreende, quanto às coisas temporais, até que seus esforços sejam coroados de êxito. Com intensa seriedade aprendei a ocupação de buscar as ricas bênçãos que Deus prometeu, e com perseverante e determinado esforço obtereis Sua luz e verdade e preciosa graça. 
Clamai a Deus em sinceridade, com fome de alma. Lutai com os poderes celestes até que alcanceis a vitória. Ponde todo o vosso ser nas mãos do Senhor, alma, corpo e espírito, e decidi ser instrumentos vivos, consagrados Seus, movidos por Sua vontade, regidos por Sua mente, possuídos por Seu Espírito (Nossa Alta Vocação [MM 1962, p. 126, 127]). 

Devemos nesta vida enfrentar terríveis provas e fazer grandes sacrifícios, mas a paz de Cristo é a recompensa. Tem havido tão pouca abnegação, tão pouco sofrimento por amor a Cristo, que a cruz é quase inteiramente esquecida. Devemos ser co-participantes de Cristo em Seus sofrimentos, se quisermos sentar-nos em triunfo com Ele em Seu trono. Enquanto preferirmos o caminho fácil da condescendência própria, e nos amedrontarmos com a abnegação, nunca se afirmará a nossa fé, e não poderemos conhecer a paz de Jesus nem a alegria que provêm do sentimento da vitória. Os mais exaltados daquela multidão de resgatados que estão em pé diante do trono de Deus e do Cordeiro, vestidos de branco, conhecem a luta necessária para vencer, pois vieram de grande tribulação. Aqueles que se renderam às circunstâncias em vez de empenhar-se neste conflito, não saberão como ficar em pé naquele dia em que haverá angústia em toda alma, e, ainda que Noé, Jó e Daniel estivessem na Terra, não poderiam salvar nem filho nem filha, pois cada um deve livrar sua alma por sua própria justiça. [...]
Sim, fé viva e eficaz! Dela necessitamos; devemos possuí-la, ou desfaleceremos e fracassaremos no dia da prova. As trevas que hão de cair em nosso caminho não deverão desanimar-nos nem levar-nos ao desespero. É o véu com que Deus cobre Sua glória, ao vir Ele para comunicar Suas ricas bênçãos. Deveríamos saber isso por nossa experiência passada. No dia em que Deus tiver uma contenda com o Seu povo, essa experiência será uma fonte de conforto e esperança (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 215). 

A paciência sob as provas nos guardará de dizer e fazer aquilo que nos prejudique a alma e aos que se acham ao nosso redor. Sejam nossas provações quais forem, coisa alguma nos pode causar sério dano, caso exerçais paciência, sejais calmos, não vos irriteis quando em condições difíceis. [... ]
A paciência deve ter sua obra perfeita, ou não podemos estar perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. São-nos designadas tribulações e aflições, e havemos nós de suportá-las com toda a paciência, ou tornaremos tudo amargo por nossos queixumes? O ouro é metido na fornalha a fim de remover-se a escória. Não seremos nós então pacientes diante dos olhos do refinador? Precisamos recusar-nos a imergir num triste e desconsolado estado de espírito, mostrando antes calma confiança em Deus, considerando tudo alegria ao ser permitido que suportemos provas por amor de Cristo (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 68).

Segunda-feira, 6 de novembro: Enquanto ainda pecadores

Não foi porque nós O amássemos primeiro que Cristo nos amou; mas, "sendo nós ainda pecadores" (Rom. 5:8), Ele morreu por nós. Não nos trata segundo os nossos merecimentos. Embora nossos pecados mereçam condenação, Ele não nos condena. Ano após ano, tem lidado com a nossa fraqueza e ignorância, com nossa ingratidão e extravios. Apesar desses desvios, nossa dureza de coração, nossa negligência de Sua santa Palavra, Sua mão ainda se acha estendida para nós.
A graça é um atributo de Deus, exercido para com as indignas criaturas humanas. Não a buscamos, porém ela foi enviada a procurar-nos. Deus Se regozija de conceder-nos Sua graça, não porque somos dignos, mas porque somos tão completamente indignos. Nosso único direito a Sua misericórdia é nossa grande necessidade.
O Senhor Deus, por intermédio de Jesus Cristo, estende o dia todo a mão num convite aos pecadores e caídos. A todos receberá. Dá as boas-vindas a todos. É Sua glória perdoar ao maior dos pecadores. Ele tomará a presa ao valente, libertará o cativo, tirará do fogo o tição. Baixará a áurea cadeia de Sua misericórdia às mais baixas profundezas da ruína humana, e erguerá a degradada alma, contaminada pelo pecado.
Toda criatura humana é objeto de amoroso interesse por parte dAquele que deu a vida a fim de reconduzir os homens a Deus. Almas culpadas e impotentes, sujeitas a ser destruídas pelos ardis e artes de Satanás, são cuidadas como a ovelha do rebanho o é pelo pastor (A Ciência do Bom Viver, p. 161, 162).

Cristo, e Este crucificado, deve tornar-Se o assunto de nossos pensamentos e despertar as mais profundas emoções de nosso coração. Os verdadeiros seguidores de Cristo apreciarão a grande salvação que Ele efetuou por eles; e segui-Lo-ão para onde quer que Ele os conduzir. Considerarão um privilégio levar qualquer fardo que Cristo colocar sobre eles. É só pela cruz que podemos avaliar o valor do ser humano. O valor dos homens por quem Cristo morreu é tal que o Pai ficou satisfeito com o preço infinito que pagou pela salvação do homem ao entregar o próprio Filho para morrer por sua redenção. Que sabedoria, misericórdia e amor em sua plenitude são aí manifestados! O valor do homem só é conhecido indo ao Calvário. No mistério da cruz de Cristo podemos fazer uma estimativa do homem (Exaltai-O, p. 277).

Os olhos de Adão e Eva foram realmente abertos, mas para quê? Para verem sua própria vergonha e ruína, para descobrirem que as vestes de brilho celestial que haviam constituído sua proteção não mais estariam ao seu redor por muito tempo como sua salvaguarda. Seus olhos foram abertos para ver que a nudez era o fruto da transgressão. Ao ouvirem a voz de Deus no jardim, esconderam-se dEle; pois previram aquilo que até sua queda não haviam conhecido - a condenação de Deus. [...]
Deus declarou que o único meio seguro consiste na inteira obediência a todas as Suas palavras. Não devemos seguir a experiência de provar o caminho do maligno, com todos os seus resultados. Isto trará debilidade por meio da desobediência. O plano de Deus era dar ao homem clara percepção em toda a sua obra (Vidas que Falam, p. 15).

Terça-feira, 7 de novembro: Morte por meio do pecado

O Céu encheu-se de tristeza quando se compreendeu que o homem estava perdido, que o mundo que Deus criara deveria encher-se de mortais condenados à miséria, enfermidade e morte, e não haveria um meio de livramento para o transgressor. A família inteira de Adão deveria morrer. Vi o adorável Jesus e contemplei uma expressão de simpatia e tristeza em Seu rosto. Logo eu O vi aproximar-Se da luz extraordinariamente brilhante que cercava o Pai. Disse meu anjo assistente: Ele está em conversa íntima com o Pai. A ansiedade dos anjos parecia ser intensa, enquanto Jesus Se comunicava com Seu Pai. Três vezes foi encerrado pela luz gloriosa que havia em redor do Pai; na terceira vez, Ele veio de Seu Pai, e podia ser visto. Seu semblante estava calmo, livre de toda perplexidade e inquietação, e resplandecia de benevolência e amabilidade, tais como não podem exprimir as palavras. Fez então saber ao exército angelical que um meio de livramento fora estabelecido para o homem perdido. Dissera-lhes que estivera a pleitear com Seu Pai, oferecera-Se para dar Sua vida como resgate e tomar sobre Si a sentença de morte, a fim de que por meio dEle o homem pudesse encontrar perdão; que, pelos méritos de Seu sangue, e obediência à lei divina, ele poderia ter o favor de Deus, e ser trazido para o belo jardim e comer do fruto da árvore da vida (Primeiros Escritos, p. 149).

Temos um Salvador que vive. Ele não está no sepulcro novo de José; ressuscitou dentre os mortos e ascendeu ao alto como Substituto e Penhor de toda pessoa crente. "Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo." Rom. 5:1. O pecador é justificado pelos méritos de Jesus, e isto é o reconhecimento de Deus da perfeição do resgate pago pelo homem. Que Cristo foi obediente até à morte na cruz é uma garantia da aceitação do pecador penitente, pelo Pai. Permitiremos, então, que nós mesmos tenhamos uma experiência vacilante, de duvidar e crer, de crer e duvidar? Jesus é a garantia de nossa aceitação por Deus. Alcançamos favor perante Deus, não em virtude de algum mérito em nós mesmos, mas devido a nossa fé no "Senhor, Justiça Nossa".
Jesus está em pé no Santo dos Santos, para comparecer agora na presença de Deus por nós. Ali, Ele não cessa de apresentar Seu povo, momento após momento, perfeito nEle. No entanto, por sermos assim representados perante o Pai, não devemos imaginar que podemos abusar de Sua misericórdia, tornando-nos descuidados, indiferentes e comodistas. Cristo não é o ministro do pecado. Somos perfeitos nEle, aceitos no Amado, unicamente se permanecemos nEle pela fé.
Nunca podemos alcançar a perfeição por nossas próprias boas obras. A pessoa que vê a Jesus pela fé, rejeita sua própria justiça. Encara a si mesma como incompleta, seu arrependimento como insuficiente, sua mais forte fé como sendo apenas debilidade, seu mais custoso sacrifício como escasso, e se prostra com humildade ao pé da cruz. Mas uma voz lhe fala dos oráculos da Palavra de Deus.
Com estupefação ela ouve a mensagem: "NEle estais aperfeiçoados." Agora tudo está em paz nessa pessoa. Não precisa mais esforçar-se para encontrar algum merecimento em si mesma, alguma ação meritória pela qual alcance o favor de Deus (Fé e Obras, p. 107, 108).

O milagre que Cristo estava prestes a realizar, em ressuscitar a Lázaro dos mortos, representaria a ressurreição de todos os justos mortos. Por Suas palavras e obras, declarou-Se o Autor da ressurreição. Aquele que estava, Ele próprio, prestes a morrer na cruz, retinha as chaves da morte, vencedor do sepulcro, e afirmou Seu direito e poder de dar vida eterna (O Desejado de Todas as Nações, p. 532).

Quarta-feira, 8 de novembro: De Adão a Moisés

Em consequência do pecado de Adão, a morte passou a toda a raça humana. Todos semelhantemente descem ao sepulcro. E, pelas providências do plano da salvação, todos devem ressurgir da sepultura. "Há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos" (Atos 24:15); "assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo." I Cor. 15:22. Uma distinção, porém, se faz entre as duas classes que ressuscitam. "Todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz. E os que fizeram o bem, sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação." João 5:28 e 29. Os que foram "tidos por dignos" da ressurreição da vida, são "bem-aventurados e santos". "Sobre estes não tem poder a segunda morte." Apoc. 20:6. Os que, porém, não alcançaram o perdão, mediante o arrependimento e a fé, devem receber a pena da transgressão: "o salário do pecado". Sofrem castigo, que varia em duração e intensidade, "segundo suas obras", mas que finalmente termina com a segunda morte. Visto ser impossível para Deus, de modo coerente com a Sua justiça e misericórdia salvar o pecador em seus pecados, Ele o despoja da existência, que perdeu por suas transgressões, e da qual se mostrou indigno. Diz um escritor inspirado: "Ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá." Sal. 37:10. E outro declara: "E serão como se nunca tivessem sido." Obad. 16.
Cobertos de infâmia, mergulham, sem esperança, no olvido eterno.
Assim se porá termo ao pecado, juntamente com toda a desgraça e ruína que dele resultaram (O Grande Conflito, p. 544, 545). 

A morte entrou no mundo devido à transgressão. Mas Cristo deu Sua vida para que o homem tivesse outra oportunidade. Não morreu Ele na cruz para abolir a lei de Deus, mas para garantir ao homem uma segunda prova. Não morreu para tornar o pecado um atributo imortal; morreu para garantir o direito de destruir aquele que tinha o império da morte, isto é, o diabo. Sofreu toda a penalidade de uma lei quebrada pelo mundo todo. Fê-lo, não para que o homem pudesse continuar na transgressão, mas para que eles pudessem voltar à sua lealdade e guardar os mandamentos de Deus, e a Sua lei como a menina de seus olhos (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélico, p. 134).

Satanás exultou de ter conseguido fazer com que Moisés pecasse contra Deus. Por causa dessa transgressão, Moisés ficou sob o domínio da morte. Se ele tivesse continuado fiel e sua vida não tivesse sido manchada com essa transgressão, ao não dar a Deus a glória de trazer água da rocha, ele teria entrado na terra prometida e teria sido trasladado para o Céu sem ver a morte (Spiritual Gifts, v. 4A, p. 57).

A obra da redenção será completa. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus. A Terra, o próprio campo que Satanás reclama como seu, será não apenas redimida, mas exaltada. Nosso pequenino mundo, sob a maldição do pecado, a única mancha escura de Sua gloriosa criação, será honrado acima de todos os outros mundos do Universo de Deus. Aqui, onde o Filho de Deus habitou na humanidade; onde o Rei da Glória viveu e sofreu e morreu - aqui, quando Ele houver feito novas todas as coisas, será o tabernáculo de Deus com os homens, "com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus". Apoc. 21:4. E através dos séculos infindos, enquanto os remidos andam na luz do Senhor, hão de louvá-Lo por Seu inefável Dom - EMANUEL,"DEUS CONOSCO" (O Desejado de Todas as Nações, p. 26).

Quinta-feira, 9 de novembro: Jesus, o segundo Adão

No momento em que a obra das mãos de Deus recusou obedecer às leis do reino de Deus, nesse próprio instante ele se tornou desleal ao governo de Deus e se fez inteiramente indigno de todas as bênçãos com as quais Deus o havia favorecido.
Esta foi a posição da raça humana depois que o homem se divorciou de Deus pela transgressão. Então ele não tinha mais direito a uma inspiração de ar, a um raio da luz do Sol ou a uma partícula de alimento. E a razão de o homem não ter sido destruído era que Deus o amou de tal maneira que deu o Seu Filho amado para que sofresse a penalidade da transgressão dele. Cristo Se prontificou a tornar-Se o penhor e substituto do homem, para que este, por meio de graça sem igual, tivesse outra prova - uma segunda oportunidade - tendo a experiência de Adão e Eva como advertência para não transgredir a lei de Deus como eles o fizeram. E, visto que o homem desfruta as bênçãos de Deus na dádiva da luz do Sol e na dádiva do alimento, deve haver da parte do homem um respeito diante de Deus em grato reconhecimento de que todas as coisas provêm dEle. Tudo que Lhe é prestado como retribuição é somente o que Lhe pertence por ser o Doador (Fé e Obras, p. 21, 22).

 Filho de Deus colocou-Se em lugar do pecador, e passou pelo terreno em que Satanás caiu, e suportou a tentação no deserto, a qual era cem vezes mais forte do que aquilo que já incidiu ou virá a incidir sobre o ser humano. Jesus resistiu às tentações de Satanás do mesmo modo que toda alma tentada pode resistir: chamando-lhe a atenção para o relato inspirado e dizendo: "Está escrito."
Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. Ele humilhou-Se por causa de nós. Foi tentado em todas as coisas à nossa semelhança. Remiu o ignominioso fracasso e queda de Adão, e foi vitorioso, demonstrando assim a todos os mundos não caídos, e à humanidade decaída, que o homem podia guardar os mandamentos de Deus pelo poder divino que lhe é concedido pelo Céu. Jesus, o Filho de Deus, humilhou-Se por causa de nós, suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostrar-nos como podemos ser vitoriosos. Ele ligou assim os Seus interesses com a humanidade pelos laços mais íntimos e deu a positiva certeza de que não seremos tentados além das nossas forças, pois juntamente com a tentação proverá livramento (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 136, 137).

Sexta-feira, 10 de novembro: Estudo adicional


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