domingo, 4 de fevereiro de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 6 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel” (1Co 4:1, 2).

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Sábado à tarde, 3 de fevereiro

As Escrituras fornecem abundante evidência de que é mais seguro unir-se ao Senhor, perdendo o favor e amizade do mundo, do que esperar deste o favor e apoio, esquecidos de nossa dependência de Deus. ...
O Senhor mesmo estabeleceu uma parede de divisão entre as coisas do mundo e as que Ele escolheu fora do mundo, santificando-as para Ele mesmo. O mundo não reconhece essa distinção. ... Mas foi Deus quem fez a separação, e Ele quer que exista. Tanto no Antigo como no Novo Testamento o Senhor ordenou positivamente a Seu povo que fosse separado do mundo, em espírito, nos negócios, na prática; que fosse nação santa, povo particular, para que anunciasse as virtudes dAquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. O Oriente não está mais longe do Ocidente do que os filhos da luz estão, em costumes, práticas e espírito, dos filhos das trevas. Esta distinção será mais assinalada, mais decidida, ao nos aproximarmos do fim do tempo. [...] (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 305).

"Mas o que se ajunta com o Senhor" - que está estreitamente ligado a Cristo no concerto da graça - "é um mesmo espírito. Fugi da prostituição." I Cor. 6:17 e 18. Não vos de tenhais por um momento para arrazoar. Satanás se regozijaria ao ver-vos vencidos pela tentação. Não pareis para discutir o caso com vossa consciência enfraquecida. Desviai-vos do primeiro passo da transgressão (Conselhos Sobre Saúde, p. 587).

Se jamais houve tempo em que aqueles que professam ser cristãos devessem ser tudo quanto esse nome envolve, esse tempo é agora. Estamos nós seguindo verdadeiramente a Cristo? ... Esta é uma obra individual. Devemos cuidar diligentemente de nossa própria posição e responsabilidade. [...]
Estão os que conhecem a verdade para este tempo ancorados nas doutrinas bíblicas? São nossas armas "Assim diz o Senhor", "Está escrito"? Está nossa âncora firmada para além do véu? Estamos nós individualmente enraizados e fundados na verdade evangélica, de modo que sejamos estabelecidos, fortalecidos e assentados na fé? Somos nós, como aqueles que têm conhecimento dos mistérios de Deus, aqueles a quem Ele confiou os oráculos vivos, leais e fiéis a nossa mordomia? Os que forem verdadeiramente convertidos manifestarão, como missionários de Deus, o que a verdade para eles significa em sua transformadora eficiência e poder santificador.
Se nos achamos carregados dos tesouros da verdade eterna, proclamaremos à Terra agonizante em pecado o que significa possuir o amor santificador e remidor de Cristo na vida. Se estamos verdadeiramente unidos a Cristo, é porque a verdade tomou posse de nós. [...] (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 125).

Domingo, 4 de fevereiro: Fidelidade

[...] solene responsabilidade que repousa sobre os que são designados como vigias da igreja, mordomos dos mistérios de Deus. Eles devem ocupar a posição de sentinelas nos muros de Sião, para fazer soar o alarme à aproximação do inimigo. Se, por qualquer razão, seus sentidos espirituais ficam tão entorpecidos que são incapazes de discernir o perigo, e devido à sua falta em não dar a advertência o povo perece, Deus requererá de suas mãos o sangue dos que se perdem.
Têm as sentinelas sobre os muros de Sião o privilégio de viver tão perto de Deus, e ser tão susceptíveis às impressões de Seu Espírito, que Ele possa operar por meio deles, para avisar os pecadores do perigo que correm, indicando-lhes o lugar de segurança. Escolhidos por Deus, selados com o sangue da consagração, eles devem salvar homens e mulheres da destruição iminente. Cumpre-lhes advertir fielmente seus semelhantes do infalível resultado da transgressão, bem como fielmente salvaguardar os interesses da igreja. Em tempo algum podem eles afrouxar a vigilância. Sua obra requer o exercício de todas as faculdades de seu ser. Sua voz se deve erguer qual sonido de trombeta, nunca fazendo soar uma nota vacilante e incerta. Eles não devem trabalhar por causa do salário, mas por não poderem fazer de outra maneira, visto compreenderem que há um ai sobre eles se deixarem de pregar o evangelho (Obreiros Evangélicos, p. 15).

A respeito da posteridade de Abraão está escrito: "Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas, vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na Terra." Heb. 11:13. Devemos morar neste mundo como peregrinos e estrangeiros se quisermos alcançar uma pátria "melhor, isto é, a celestial". Heb. 11:16. Aqueles que são filhos de Abraão estarão a procurar a cidade que ele estava, "da qual o artífice e construtor é Deus" (Patriarcas e Profetas, p. 170).

Zacarias bem sabia como fora dado a Abraão um filho em sua velhice, porque ele crera fiel Aquele que prometera. Por um momento, porém, o velho sacerdote volvera os pensamentos para a fraqueza da humanidade. Esqueceu-se de que Deus é capaz de cumprir aquilo que promete. Que contraste entre essa incredulidade, e a fé simples e infantil de Maria, a donzela de Nazaré, cuja resposta ao maravilhoso anúncio do anjo, foi: "Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra." Luc. 1:38.
O nascimento de um filho a Zacarias, como o do filho de Abraão, e o de Maria, visava ensinar uma grande verdade espiritual, verdade que somos tardios em aprender e prontos a esquecer. Somos por nós mesmos incapazes de fazer qualquer bem; mas o que não somos capazes de fazer, o poder de Deus há de operar em toda alma submissa e crente. Por meio da fé foi dado o filho da promessa. Mediante a fé é gerada a vida espiritual, e somos habilitados a realizar as obras da justiça (O Desejado de Todas as Nações, p. 98).

Todos os que penetrarem na cidade de Deus, hão de fazê-lo pela porta estreita - por angustiante esforço, pois "não entrará nela coisa alguma que contamine". Apoc. 21:27. Mas ninguém que tenha caído deve se desesperar. Homens encanecidos, uma vez honrados por Deus, podem ter envilecido suas almas, sacrificando a virtude no altar da luxúria; mas se se arrependem, abandonam o pecado e voltam-se para Deus, há ainda esperança para eles. Aquele que declara: "Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida" (Apoc. 2:10), faz também o convite: "Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que Se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar." Isa. 55:7. Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. "Eu sararei sua perversão", Ele declara, "Eu voluntariamente os amarei." (Osé. 14:4; Profetas e Reis, p. 84).

Segunda-feira, 5 de fevereiro: Lealdade

As obras dos que têm um amor louco às riquezas tornam evidente ser impossível servir a dois senhores, a Deus e a Mamom. Mostram ao mundo que seu deus é o dinheiro. Prestam homenagem a seu poder, e em todos os intentos e propósitos servem ao mundo. O amor ao dinheiro torna-se uma força dominante, e por sua causa violam a lei de Deus. Podem professar ter a religião de Cristo, mas não amam aos seus princípios nem lhes atendem as admoestações. Dão suas melhores energias ao serviço do mundo, e se prostram diante de Mamom. [...]
Frequentemente se verifica que a mudança da piedade para o mundanismo se efetuou de maneira tão imperceptível pelas astutas insinuações do maligno, que a alma enganada não percebe que abandonou a companhia de Cristo, e é Sua serva apenas no nome (Conselhos Sobre Mordomia, p. 214). 

Os cristãos devem manter-se distintos e separados do mundo, de seu espírito e influências. Deus é perfeitamente capaz de guardar-nos no mundo, mas nós não devemos pertencer ao mundo. O amor de Deus não é incerto e vacilante. Ele vigia sempre sobre Seus filhos com desmedido cuidado. Mas requer submissão integral. "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom." Mat. 6:24.
Salomão fora dotado com maravilhosa sabedoria; mas o mundo afastou-o de Deus. Os homens hoje não são mais fortes do que ele o era; são igualmente inclinados a ceder às influências que lhe provocaram a queda. Assim como Deus advertiu Salomão do perigo que o ameaçava, assim adverte Ele hoje a Seus filhos a que não ponham em perigo suas almas pela afinidade com o mundo. "Saí do meio deles", pede Ele, "e apartai-vos, ... não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso". II Cor. 6:17 e 18.
No meio da prosperidade ronda o perigo. Através dos séculos, riquezas e honra sempre têm-se feito seguir do perigo para a humildade e espiritualidade. Não é o copo vazio que se torna difícil de ser transportado; é o copo cheio que precisa ser cuidadosamente equilibrado para ser conduzido. A aflição e adversidade podem causar tristeza, mas é a prosperidade que representa maior perigo para a vida espiritual. A menos que o ser humano esteja em constante submissão à vontade de Deus, a menos que seja santificado pela verdade, a prosperidade fará que ressurja a inclinação natural para a presunção (Profetas e Reis, p. 59, 60).

O universo celeste aguarda instrumentos consagrados por meio dos quais Deus possa comunicar-Se com Seu povo, e por meio dele com o mundo. Deus operará por meio de uma igreja consagrada, cheia de abnegação, e revelará Seu Espírito de maneira visível e gloriosa, especialmente neste tempo, quando Satanás está trabalhando de maneira magistral a fim de enganar as almas, tanto dos ministros como do povo. Se os ministros de Deus cooperarem com Ele, o Senhor estará com eles de maneira assinalada, da mesma forma que estava com Seus discípulos outrora.
Não despertará a igreja para sua responsabilidade? Deus espera para comunicar o Espírito do maior Missionário que o mundo já conheceu aos que trabalharem num espírito de consagração abnegada e pronta ao sacrifício. Quando o povo de Deus receber esse Espírito, deles sairá virtude (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 117).

Terça-feira, 6 de fevereiro: Consciência Limpa

Deus nos ordena encher o espírito com elevados e puros pensamentos. Deseja que meditemos sobre Seu amor e misericórdia, e estudemos Sua maravilhosa obra no grande plano de redenção. Então, nossa percepção da verdade tornar-se-á mais e mais clara, e nosso desejo de pureza de coração e clareza de pensamento mais elevado e mais santo. A alma que descansa na pura atmosfera de santa meditação será transformada pela comunhão com Deus mediante o estudo das Escrituras.
"E dão fruto." Os que, tendo ouvido a Palavra, a guardam, produzirão fruto pela obediência. Recebida na alma, a Palavra de Deus se manifestará em boas obras. O resultado será visto na vida e caráter semelhantes aos de Cristo. Jesus dizia de Si mesmo: "Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração." Sal. 40:8. "Porque não busco a Minha vontade, mas a vontade do Pai, que Me enviou." João 5:30. E a Bíblia diz: "Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou." (I João 2:6; Parábolas de Jesus, p. 60).

Deus, o grande governador do Universo, colocou todas as coisas debaixo de lei. A flor minúscula e o carvalho altaneiro, o grão de areia e o poderoso oceano, Sol e aguaceiro, vento e chuva, obedecem todos às leis da natureza. Mas o homem foi colocado sob uma lei superior. Foi-lhe dado um intelecto para ver, e uma consciência para sentir as poderosas reivindicações da grande lei moral de Deus, a expressão do que Ele deseja que Seus filhos sejam.
Deus deu a conhecer tão claramente Sua vontade, que ninguém precisa errar. Deseja que todos tenham correta compreensão de Sua lei, para lhe sentir o poder dos princípios; pois seus interesses eternos se acham aí envolvidos. Aquele que tem a compreensão das reivindicações de vasto alcance da lei de Deus, pode entender alguma coisa da odiosidade do pecado. E quanto mais exaltadas suas idéias quanto às reivindicações divinas, tanto maior será sua gratidão pelo perdão a ele assegurado. [...]
Em suas próprias forças não pode o pecador satisfazer as reivindicações de Deus. Precisa ir em busca de auxílio Àquele que pagou o resgate por ele. [...] (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 132).

Deus a Si mesmo Se deu para morrer por nós, a fim de que pudesse purificar-nos de toda iniquidade. O Senhor levará avante essa obra de perfeição para nós se consentirmos em ser dominados por Ele. Leva avante essa obra para nosso bem e para a glória de Seu próprio nome (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 201).

Quarta-feira, 7 de fevereiro: Obediência

A razão por que muitos nesta época não fazem maiores progressos na vida religiosa é interpretarem a vontade divina como sendo apenas o que eles gostariam de fazer. Presumem de estar em conformidade com a vontade de Deus, quando na verdade estão seguindo seus próprios desejos. Esses não têm conflito com o eu. Há outros que por algum tempo são bem-sucedidos na luta contra seus desejos egoístas por prazeres e comodidades. São sinceros e fervorosos, mas cansam-se do contínuo esforço, do morrer cada dia, da incessante labuta. A indolência parece convidativa, repulsiva a morte do eu; fecham os olhos sonolentos e caem sob a tentação em vez de resistir-lhe.
As diretrizes traçadas na Palavra de Deus não deixam lugar para compromisso com o mal. O Filho de Deus Se manifestou para atrair a Si todos os homens. Não veio para embalar o mundo em seu sono, mas para indicar o caminho estreito em que todos devem seguir para alcançar afinal os portais da cidade de Deus. Seus filhos precisam seguir por onde Ele abriu caminho; seja qual for o sacrifício do bem-estar ou condescendência egoísta, seja qual for o custo do trabalho ou sofrimento, precisam manter constante batalha contra o eu.

Se agirmos de acordo com as condições que o Senhor estabeleceu, asseguraremos nossa eleição para a salvação. A perfeita obediência a Seus mandamentos é a evidência de que amamos a Deus e de que não estamos endurecidos no pecado.
Cristo tem uma igreja em todas as épocas. Há, na igreja, aqueles que não experimentam nenhuma melhora ao se ligarem a ela. Eles mesmos transgridem as condições de sua eleição. A obediência aos mandamentos de Deus nos dá direito aos privilégios de Sua igreja (Ms 166, 1898; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1201).

O grande objetivo de Deus na execução de Suas providências é provar os homens e dar-lhes oportunidades para desenvolver o caráter. Deste modo prova se são obedientes ou não a Seus mandamentos. Boas obras não adquirem o amor de Deus, porém revelam que possuímos esse amor. Se rendermos a vontade a Deus, não trabalharemos com o fim de merecer o Seu amor. Seu amor, como dádiva livre, será acolhido no coração, e impelido pelo mesmo nos deleitaremos em obedecer aos Seus mandamentos.
Há no mundo hoje somente duas classes, e somente essas duas serão reconhecidas no Juízo - os que violam a lei de Deus, e os que a ela obedecem. Cristo nos dá a prova pela qual demonstramos nossa lealdade ou deslealdade. Diz Ele: "Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos. Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, este é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei e Me manifestarei a ele. Quem não Me ama não guarda as Minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é Minha, mas do Pai que Me enviou." João 14:15, 21 e 24. "Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; do mesmo modo que Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e permaneço no Seu amor." (João 15:10; Parábolas de Jesus, p. 283).

Todos nós sabemos que as lutas íntimas mais graves e mais intensas se produzem no momento da grande resolução de executar as convicções que estão no coração humano. A consagração da alma a Deus é a entrega da guarda da alma Àquele que comprou Sua liberdade a um preço infinito, e então devemos prosseguir em conhecer ao Senhor para que possamos saber que como a alva será a Sua saída. "Obedecer é melhor do que o sacrificar." I Sam. 15:22. Toda a obra do cristão se resume em querer e efetuar (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 241).

Quinta-feira, 8 de fevereiro: Digno de confiança

"Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito." Luc. 16:10. A importância das coisas pequenas é muitas vezes desapreciada por serem insignificantes; porém suprem muito da real disciplina da vida. Realmente não há coisas não essenciais na vida cristã. A formação de nosso caráter será cheia de perigos, se avaliarmos mal a importância das coisas pequenas.
"Quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito." Luc. 16:10. Pela infidelidade mesmo nos mínimos deveres, o homem rouba seu Criador do serviço que Lhe é devido. Esta infidelidade prejudica-o a ele próprio. Deixa de ganhar a graça, o poder, e a força de caráter que podem ser recebidos por uma entrega sem reservas a Deus. Vivendo apartado de Cristo está sujeito às tentações de Satanás e comete erros em sua obra para o Mestre. Por não ser guiado pelos justos princípios nas minúcias, deixa de obedecer a Deus nas grandes coisas que considera sua obra especial. Os defeitos acariciados no trato dos pormenores da vida, passam aos afazeres mais importantes. Procede segundo os princípios a que se acostumou. Assim as ações repetidas formam hábitos, os hábitos formam o caráter, e pelo caráter é decidido nosso destino para este tempo e para a eternidade (Parábolas de Jesus, p. 356).

De todo aquele que Lhe professa o nome, Cristo indaga: “Amas-Me?” João 21:15. Se você ama a Jesus, amará as almas por quem Ele morreu. Talvez um homem não apresente o exterior mais agradável, talvez seja deficiente em muitos respeitos; se, porém, sua reputação é a de uma pessoa reta e honesta, granjeará a confiança dos outros. O amor da verdade, a dependência e confiança que os homens podem nele depositar, removerão ou subjugarão os traços indesejáveis de seu caráter. A fidedignidade em sua posição e vocação, a boa vontade de negar-se com a fidelidade de levar benefício a outros, trará paz de espírito e o favor de Deus. 
Os que andarem estritamente nas pegadas de seu abnegado Redentor, refletirão em sua mente a mente de Cristo. A pureza e o amor de Jesus irradiar-lhes-ão da vida diária e do caráter, ao mesmo tempo que seus caminhos serão guiados pela mansidão e a verdade. Toda a vara frutífera é podada, para que produza mais fruto. Mesmo varas frutíferas podem exibir demasiada folhagem, e parecer o que realmente não são. Talvez os discípulos de Cristo estejam efetuando alguma obra para o Mestre, não fazendo todavia metade do que poderiam produzir. Ele os poda, então, porque o mundanismo, a condescendência consigo mesmos e o orgulho estão brotando em sua vida. O lavrador corta o excesso de gavinhas das videiras, pois estão a pegar o lixo da terra, e as torna assim mais frutíferas. Essas causas de embaraço precisam ser removidas, e os brotos defeituosos cortados, a fim de dar espaço aos saudáveis raios do Sol da Justiça (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 353, 354).

Em cada ato da vida o verdadeiro cristão é justamente aquilo que deseja que os circunstantes pensem que ele seja. É guiado pela verdade e sinceridade. Ele não faz projetos dúbios, portanto nada tem para encobrir. Pode ser criticado, pode ser provado; mas através de tudo sua inflexível integridade transparece como ouro puro. É amigo e benfeitor de todos os que se lhe acham associados, e seus semelhantes nele depõem confiança, pois é digno dela. Emprega assalariados para colher sua seara? Não retém seu suado dinheiro. Possui recursos para os quais não tem emprego imediato? Alivia com eles as necessidades de seu irmão menos afortunado.
Não procura ampliar suas posses prevalecendo-se de circunstâncias adversas de seu próximo. Aceita apenas um preço razoável por aquilo que vende. Se há defeitos nos artigos que vende, disso avisa francamente os fregueses, embora assim fazendo possa parecer estar trabalhando contra seus próprios interesses financeiros. [...]

Satanás sabe muito bem que poder para o bem é a vida de um homem de inflexível integridade, e empenha zelosos esforços para impedir os homens de viverem semelhante vida. Chega-se a eles com sedutoras tentações, prometendo-lhes riqueza, posição, honras mundanas, se tão-somente abandonarem os princípios da justiça. E tem ele muito êxito. ... Da triste história de muitos que fracassaram, aprendemos do perigo da prosperidade. Não são os que perderam a propriedade que estão em maior perigo, mas os que alcançaram fortuna. ... Muitas vezes se pedem orações em favor de homens e mulheres enfermos; e isto é justo. Mas os que fruem prosperidade estão em maior necessidade das orações dos servos de Deus, pois estão em maior perigo de perder a salvação. No vale da humilhação os homens andam com segurança, enquanto reverenciam a Deus e fazem dEle a sua confiança. No pináculo altaneiro, onde se ouvem elogios, precisam do auxílio de poder especial, do alto. [...]
A religião verdadeira não é uma experimentação. É real imitação de Cristo. Deus mantém uma conta especial com todo homem, provando-o pelos resultados práticos de sua obra. Logo se ouvirá o chamado: "Presta contas de tua mordomia" (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 249).

Sexta-feira, 9 de fevereiro: Estudo adicional

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
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sábado, 27 de janeiro de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 5 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar Ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração” (1Ts 2:4).

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Sábado à tarde, 27 de janeiro

Sob a maldição do pecado, a natureza toda devia testemunhar ao homem o caráter e resultado da rebelião contra Deus. Quando Deus fez o homem, Ele o fez governador sobre a Terra e todas as criaturas viventes. Enquanto Adão permanecesse fiel ao Céu, toda a natureza estaria sob a sua sujeição. Quando, porém, se rebelou contra a lei divina, as criaturas inferiores ficaram em rebelião contra o seu domínio. Assim o Senhor, em Sua grande misericórdia, mostraria aos homens a santidade de Sua lei, e os levaria por sua própria experiência a ver o perigo de a pôr de lado, mesmo no mínimo grau.
E a vida de labutas e cuidados que dali em diante deveria ser o quinhão do homem, foi ordenada com amor. Uma disciplina que se tornara necessária pelo seu pecado, foi o obstáculo posto à satisfação do apetite e paixão, e o desenvolvimento de hábitos de domínio próprio. Fazia parte do grande plano de Deus para a restauração do homem, da ruína e degradação do pecado. A advertência feita a nossos primeiros pais - "No dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gên. 2:17), não implicava que devessem eles morrer no próprio dia em que participassem do fruto proibido. Mas naquele dia a irrevogável sentença seria pronunciada. A imortalidade lhes era prometida sob condição de obediência; pela transgressão despojar-se-iam da vida eterna. Naquele mesmo dia estariam condenados à morte (Patriarcas e Profetas, p. 59, 60).

Deus deseja que Seus obreiros olhem para Ele como o Doador de tudo que possuem, que se lembrem de que tudo o que têm e são vem daquele que é maravilhoso em conselho e grande em obra. O delicado toque da mão do médico, seu poder sobre os nervos e os músculos, seu conhecimento do delicado organismo do corpo, são a sabedoria do poder divino, para ser usada em prol da humanidade sofredora. A habilidade com que o carpinteiro usa o martelo, a força com que o ferreiro faz retinir a bigorna, vêm de Deus. Ele tem confiado talentos aos homens, e deseja que O procurem em busca de conselho. Poderão assim usar-Lhe os dons com infalível aptidão, testificando que são coobreiros de Deus.
A propriedade é um talento. Deus envia a Seu povo a mensagem: "Vende tudo quanto tens" e dá esmolas. Luc. 18:22. Tudo que temos é, sem dúvida alguma, do Senhor. Ele nos pede que despertemos, para levar uma parte do fardo de Sua causa, a fim de que Sua obra possa prosperar. Todo cristão deve desempenhar sua parte como mordomo fiel. Os métodos de Deus são exatos e certos, e devemos negociar com nossas moedas e notas devolvendo-Lhe nossas ofertas voluntárias, para manter Sua obra, para levar almas a Cristo. Grandes e pequenas somas devem fluir para o tesouro do Senhor (Conselhos sobre Mordomia, p. 114).

Deus fez dos homens os Seus administradores. A propriedade que Ele pôs em suas mãos são os meios que Ele proveu para a propagação do evangelho. Àqueles que se mostrarem mordomos fiéis Ele confiará maiores bens. Diz o Senhor: "Aos que Me honram honrarei" (I Sam. 2:30; Patriarcas e Profetas, p. 529).

Tudo quanto de bom possuímos é um empréstimo a nós feito por nosso Salvador. Ele nos fez mordomos. Nossas menores ofertas, os mais humildes serviços que prestamos, apresentados com fé e amor, podem ser dádivas consagradas para granjear pessoas para o serviço do Mestre e promover-Lhe a glória. O interesse e a prosperidade do reino de Cristo deveriam estar acima de todas as outras considerações. Os que tornam seu prazer e interesse egoísta os principais objetivos de sua vida não são mordomos fiéis.
Os que se negam a si mesmos a fim de beneficiar a outros, e se consagram com tudo quanto têm ao serviço de Cristo, experimentarão a felicidade que o egoísta procura em vão. [...]
Os cristãos se esquecem de que são servos do Mestre; de que eles próprios, o tempo e tudo quanto lhes pertence são dEle (Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 397, 398).

Domingo, 28 de janeiro: Mordomos no Antigo Testamento

Tudo que fizermos deve originar-se no amor de Deus, e ser consoante Sua vontade.
É tão importante fazer a vontade de Deus em estabelecer um edifício, como o é em tomar parte num culto religioso. E se os obreiros seguirem os justos princípios na formação do caráter, então na construção de cada edifício crescerão em graça e sabedoria.
Mas Deus não aceitará os maiores talentos nem os mais esplêndidos cultos, se o eu não for apresentado como sacrifício vivo a consumir-se sobre o altar. A raiz precisa ser santa, senão não haverá frutos aceitáveis a Deus.
O Senhor fez de Daniel e José administradores capazes. Podia por meio deles atuar porque não viviam para satisfazer às inclinações próprias, mas para agradar a Deus (Parábolas de Jesus, p. 350).

No momento em que o homem perde de vista o fato de que suas aptidões e posses pertencem ao Senhor, está ele dissipando os bens de seu Senhor. Faz a parte de um mordomo injusto, provocando o Senhor a transferir os Seus bens para mãos mais fiéis. Deus impele aqueles a quem confiou os Seus bens a administrá-los fielmente, mostrando ao mundo que estão trabalhando para a salvação dos pecadores. Ele roga aos que professam estar sob Sua supervisão, que não O representem mal no caráter (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 311). 

"E o Senhor estava com José, e foi varão próspero." Viu "o seu senhor que o Senhor estava com ele, e que tudo que ele fazia o Senhor prosperava em sua mão". Gên. 39:2 e 3. A confiança de Potifar em José aumentava diariamente, e finalmente o promoveu a seu mordomo, com amplo governo sobre todas as suas posses. "E deixou tudo o que tinha na mão de José, de maneira que de nada sabia do que estava com ele, a não ser do pão que comia." Gên. 39:6.
A assinalada prosperidade que acompanhava todas as coisas postas aos cuidados de José, não era resultado de um milagre direto; mas sim a sua operosidade, zelo e energia eram coroados pela bênção divina. José atribuía seu êxito ao favor de Deus, e mesmo seu senhor idólatra aceitava isto como o segredo de sua prosperidade sem-par. Sem um esforço perseverante e bem dirigido jamais poderia, entretanto, haver conseguido o êxito. Deus era glorificado pela fidelidade de Seu servo. Era Seu propósito que em pureza e correção o crente em Deus se mostrasse em assinalado contraste com os adoradores de ídolos - para que assim a luz da graça celestial pudesse resplandecer entre as trevas do paganismo (Patriarcas e Profetas, p. 216, 217).

Mas quando os homens desrespeitam as exigências de Deus, que lhe são claramente apresentadas, o Senhor lhes permite seguir seu próprio caminho, e colher o fruto de seus atos. Todo aquele que, para o seu próprio uso, se apropria da parte que Deus tem reservado, está-se demonstrando mordomo infiel. Não somente perderá o que reteve de Deus, mas também o que lhe fora confiado, como sendo seu mesmo (Conselhos sobre Mordomia, p. 88).

Segunda-feira, 29 de janeiro: Mordomos no Novo Testamento

No grande campo da ceifa, há abundância de trabalho para todos, e os que negligenciam fazer o que podem, serão achados em culpa perante Deus. Trabalhemos para o presente e para a eternidade. Trabalhemos com todas as forças que Deus nos concedeu, e Ele abençoará nossos esforços bem dirigidos (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 48).

A recusa de Deus em permitir que Seu povo pereça tem sido a razão de tão longa demora. Mas a chegada da manhã para os fiéis, e da noite para os infiéis, está às portas. Ao esperar e vigiar, o povo de Deus deve manifestar seu caráter peculiar, sua separação do mundo. Por meio de nossa atitude de vigilância devemos demonstrar que realmente somos “estrangeiros e peregrinos na Terra”. Hebreus 11:13. A diferença entre os que amam o mundo e os que amam a Cristo é tão clara que se torna inconfundível. Enquanto as pessoas mundanas manifestam extrema diligência e ambição para adquirir o tesouro terrestre, o povo de Deus não se conforma com o mundo; por sua atitude fervorosa, vigilante e de espera, revela, porém, que foram transformados; que seu lar não está neste mundo, mas que estão buscando uma pátria “melhor, isto é, a celestial” (Hebreus 11:16; Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 194).

Os princípios que nos devem nortear como obreiros na causa de Deus foram expostos pelo apóstolo Paulo. Ele disse: “Porque nós somos cooperadores de Deus.” 1 Coríntios 3:9. “E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens.” Colossences 3:23. Pedro exorta os crentes: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre.” 1 Pedro 4:10, 11.
Há grandes leis que governam o mundo da natureza, e as coisas espirituais são controladas por princípios igualmente definidos. Os meios para determinado fim têm de ser empregados, se é que se quer de fato alcançar os resultados desejados. Deus designou a todo homem a sua obra, de acordo com sua habilidade. É pela educação e a prática que as pessoas devem ser habilitadas a enfrentar qualquer emergência que possa surgir, e é necessário um planejamento sábio para colocar cada um em sua própria esfera para que possa obter uma experiência que o faça apto a assumir responsabilidades (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p. 223).

O Senhor virá em breve, e precisamos estar preparados para nos encontrarmos com Ele em paz. Tomemos a resolução de fazer tudo o que está ao nosso alcance para comunicar a luz aos que se acham ao nosso redor. Não devemos estar tristes, mas bem dispostos, e conservar sempre o Senhor Jesus diante de nós. ... Devemos estar prontos e à espera de Seu aparecimento. Oh! quão glorioso será vê-Lo e receber as boas-vindas como Seus remidos! Temos esperado por muito tempo, mas nossa fé não deve enfraquecer-se (Maranata, o Senhor Vem [MM 1977], p. 104).

Terça-feira, 30 de janeiro: Mordomos dos mistérios de Deus

Deus tem o intuito de que ao pesquisador fervoroso as verdades de Sua Palavra sempre estejam a desdobrar-se.
Enquanto "as coisas encobertas são para o Senhor, nosso Deus, ... as reveladas são para nós e para os nossos filhos". Deut. 29:29. A ideia de que certas porções da Bíblia não podem ser compreendidas, tem ocasionado negligenciarem-se algumas de suas mais importantes verdades. Necessita ser encarecido e muitas vezes repetido o fato de que os mistérios da Bíblia não são tais porque Deus tenha desejado ocultar a verdade, mas porque nossa própria fraqueza ou ignorância nos tornam incapazes de compreender a verdade, ou delas nos apropriarmos. Esta limitação não é no Seu propósito, mas sim em nossa capacidade. Dessas mesmas porções das Escrituras, muitas vezes consideradas como impossíveis de se compreenderem, Deus deseja que compreendamos tanto quanto nossa mente possa receber. É "toda Escritura divinamente inspirada" a fim de que possamos ser perfeitamente instruídos "para toda a boa obra". II Tim. 3:16 e 17.
É impossível a qualquer mente humana esgotar mesmo uma única verdade ou promessa da Bíblia. Um apanha a glória sob um ponto de vista, outro sob outro ponto; contudo, podemos divisar apenas lampejos. O brilho completo está além de nossa visão.
Ao contemplarmos as grandes coisas da Palavra de Deus, olhamos para uma fonte que se alarga e se aprofunda sob a nossa admiração. Sua largura e profundidade ultrapassam o nosso conhecimento. Contemplando, amplia-se a nossa visão; estendido diante de nós vemos um mar ilimitado e sem praias (Educação, p. 170, 171).

Aumenta no mundo o crime de toda espécie, e a Terra está contaminada por seus habitantes. Os planos eternos de Deus estão prestes a cumprir-se, e às portas está o fim de todas as coisas. Achamo-nos em um tempo em que os que têm o conhecimento da verdade de Deus devem estar-se enfileirando ao lado da ensanguentada bandeira do Príncipe Emanuel. Devem postar-se como defensores da fé que uma vez foi dada aos santos e manifestar ao mundo o que seja observar os mandamentos de Deus e ter a fé de Jesus. Devem fazer sua luz brilhar em raios fortes e vívidos sobre o caminho dos que andam em trevas. Os soldados de Cristo devem estar ao lado uns dos outros, leais à verdade, reivindicadores da lei de Jeová (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956/2005], p. 269).

Quarta-feira, 31 de janeiro: Mordomos da verdade espiritual

Deus não pretende que a vossa luz brilhe a fim de que vossas palavras ou atos atraiam o louvor dos homens para vós mesmos, e sim, para que o Autor de toda boa obra seja glorificado e exaltado. Jesus, em Sua vida, deu aos homens um modelo de caráter. Quão pequena foi a influência que o mundo teve sobre Ele, para tentar modelá-Lo segundo o seu padrão! Toda a sua influência foi em vão. Disse Ele: "A Minha comida consiste em fazer a vontade dAquele que Me enviou e realizar a Sua obra." João 4:34. Se tivéssemos tal devoção pela obra de Deus, realizando-a com o olhar voltado exclusivamente para a Sua glória, seríamos capazes de dizer com Cristo: "Eu não procuro a Minha própria glória." João 8:50. Sua vida era cheia de boas obras, e é nosso dever viver como nosso grande Exemplo viveu. Nossa vida deve estar escondida com Cristo em Deus, e então a luz será refletida de Jesus para nós, e nós a refletiremos sobre os que nos cercam, não apenas no falar e no professar, mas em boas obras, e no manifestar o caráter de Cristo. Os que estão refletindo a luz de Deus manifestarão uma disposição amável. Serão joviais, bem dispostos, obedientes a todos os requisitos divinos. Serão mansos e abnegados, e trabalharão com amor dedicado em favor da salvação de pessoas (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 33).

Satanás vigia cuidadosamente para encontrar cristãos fora de guarda. Ah, se os seguidores de Cristo se lembrassem de que o preço da vida eterna é a eterna vigilância! Muitos têm uma fé vacilante. A menos que sejam revigorados, revividos, despertados à ação, suas almas se perderão.
O eu deve morrer, e Cristo deve ser entronizado no coração como tudo em todos. Os pensamentos devem demorar-se nEle. Então a vida será uma honra para o Seu nome. A alma receberá poder do alto para resistir aos ilusórios ardis de Satanás.
Esqueceram-se os adventistas do sétimo dia da advertência dada no sexto capítulo de Efésios? Estamos empenhados numa guerra contra os exércitos das trevas. A menos que sigamos nosso Líder, bem de perto, Satanás obterá vitória sobre nós.
"Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus" (Efés. 6:13-17; Olhando para o Alto [MM 1983], p. 216).

Se nossos olhos se abrissem, veríamos em nosso redor os anjos maus procurando inventar alguma nova maneira de molestar-nos e destruir-nos. E também veríamos anjos de Deus guardando-nos do poder daqueles; pois os olhos vigilantes de Deus estão sempre sobre Israel, para o seu bem; e Ele protegerá e salvará Seu povo, se este nEle puser sua confiança. Quando o inimigo vier como uma inundação, o Espírito do Senhor levantará uma bandeira contra ele.
Disse o anjo: "Lembra-te de que estás em terreno encantado." Vi que devemos vigiar e cingir-nos de toda a armadura, tomar o escudo da fé, e então estaremos aptos para ficar em pé, e os dardos inflamados do maligno não nos poderão ferir (Primeiros Escritos, p. 60).

Quinta-feira, 1º de fevereiro: Nossa responsabilidade como mordomos

Daniel e seus companheiros tinham a consciência livre de ofensa para com Deus. Mas isto não se consegue sem luta. Que prova foi a que sobreveio aos três companheiros, de Daniel quando lhes foi exigido que adorassem a grande imagem erguida pelo rei Nabucodonosor nas planícies de Dura! Seus princípios lhes proibiam prestar homenagem ao ídolo; pois era um rival do Deus do Céu. Sabiam que deviam a Deus todas as faculdades que possuíam, e conquanto tivessem o coração cheio de generosa simpatia para com todos os homens, tinham também a elevada aspiração de demonstrar-se inteiramente leais ao seu Deus. [...]
Assim aqueles jovens, imbuídos do Espírito Santo, declararam a toda a nação a sua fé, que Aquele que adoravam era o único Deus vivo, e verdadeiro. Esta demonstração de sua fé foi a mais eloquente apresentação de seus princípios. Para impressionar os idólatras com o poder e grandeza do Deus vivo, devem Seus servos revelar sua reverência para com Deus. Têm de tornar manifesto que é Ele o único objeto de sua honra e culto, e que consideração alguma, nem mesmo a preservação da vida, os pode induzir a fazer a menor concessão à idolatria. Essas lições têm influência direta e vital sobre nossa experiência nestes últimos dias (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 150, 151). 

Todos nós estamos decidindo nosso destino eterno, e depende inteiramente de nós ganharmos ou não a vida eterna. Viveremos em conformidade com as lições dadas na Palavra de Deus, o grande livro de Cristo? Ela é o livro mais grandioso e no entanto o mais simplesmente arranjado e mais facilmente compreendido já preparado para instruir quanto ao devido comportamento, ao modo de falar, às maneiras, e ao afeto. É o único livro que preparará os seres humanos para a vida que se mede pela vida de Deus.
Jesus Cristo é o único juiz da aptidão dos instrumentos humanos para receberem a vida eterna. As portas da Cidade Santa se abrirão aos que são humildes, mansos, submissos seguidores Seus, tendo dEle aprendido suas lições, e dEle recebido sua apólice de seguro de vida, formando caráter à semelhança divina (Minha Consagração Hoje [MM 1989/1953], p. 318).

Sexta-feira, 2 de fevereiro: Estudo adicional

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
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sábado, 20 de janeiro de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 4 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “As riquezas de nada aproveitam no dia da ira, mas a justiça livra da morte […]. Quem confia nas suas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a folhagem” (Pv 11:4, 28).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 1º Trimestre 2018 - Lição 4 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 20 de janeiro

Satanás se aproximará de vós, dizendo: Sois pecador. Não deixeis, porém, que ele vos encha a mente com a ideia, de que, por serdes pecador, Deus vos rejeitou. Dizei-lhe: Sim, sou pecador, e por esta razão preciso de um Salvador. Preciso de perdão e remissão, e Cristo diz que, se eu for a Ele, não perecerei. Em Sua carta para mim, leio: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." I João 1:9. Hei de crer na palavra que Ele me deixou. Obedecerei aos Seus mandamentos. Quando Satanás vos disser que estais perdidos, respondei: Sim; mas Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido. Quanto maior meu pecado, tanto maior minha necessidade de um Salvador.
No instante em que, pela fé, lançardes mão às promessas de Deus, e disserdes: Eu sou a ovelha perdida que Jesus veio salvar, nova vida tomará posse de vós, e recebereis força para resistir ao tentador. Mas a fé necessária para lançar mão das promessas não vem por intermédio dos sentimentos. "A fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus." Rom. 10:17. Não deveis esperar que se efetue alguma grande mudança; não deveis esperar sentir maravilhosa emoção. O Espírito de Deus deve impressionar vossa mente. (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 116).

Temos de crer que somos escolhidos de Deus, ser salvos pelo exercício da fé mediante a graça de Cristo e a atuação do Espírito Santo; e cumpre-nos louvar e glorificar a Deus por tão maravilhosa manifestação de Seu imerecido favor. É o amor de Deus que atrai a pessoa a Cristo, para ser graciosamente recebida e apresentada ao Pai. Pela obra do Espírito renova-se a relação divina entre Deus e o pecador. O Pai diz: "Eu serei para eles Deus, e eles Me serão um povo. Exercerei amor perdoador, e lhes concederei Minha alegria. 'Eles serão para Mim particular tesouro' (Mal. 3:17); pois esse povo que formei para Mim manifestará o Meu louvor." (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 72).

As riquezas vêm do Senhor e Lhe pertencem. “Riquezas e glória vêm de diante de Ti.” 1 Crônicas 29:12. “Minha é a prata, e Meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos.” Ageu 2:8. “Porque Meu é todo animal da selva e as alimárias sobre milhares de montanhas.” Salmos 50:10. “Do Senhor é a Terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.” Salmos 24:1. É o Senhor seu Deus que lhe dá forças para obter riquezas.
As riquezas são em si mesmas efêmeras e insatisfatórias. Somos advertidos a não confiar em riquezas incertas. “Certamente, a riqueza fará para si asas” e voará. Provérbios 23:5. “Não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam.” (Mateus 6:19; Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 549).

Há constantes batalhas a enfrentar, e nem por um instante estamos seguros, a menos que nos coloquemos sob a guarda dAquele que deu Sua vida preciosa, a fim de tornar possível a todos os que crerem nEle como Filho de Deus, ao mesmo tempo que sofrem as pressões de Satanás, escapar das corrupções que pela concupiscência da carne há no mundo. Ele é perfeitamente capaz de, em resposta à nossa fé, unir nossa natureza humana com a Sua, divina (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 117).


Domingo, 21 de janeiro: Relacionamento com Cristo

Nosso espírito toma o nível daquilo em que nossos pensamentos se demoram, e se pensamos em coisas terrenas, deixaremos de receber a marca do celestial. Seríamos grandemente beneficiados por contemplar a misericórdia, a bondade e o amor de Deus; mas sofremos grande perda por deter-nos nas coisas terrenas e temporais. Permitimos que a aflição e o cuidado e a perplexidade nos atraiam a mente à Terra, e fazemos com que um montinho de terra tome as proporções de uma montanha. ... As coisas temporais não devem... absorver nossa mente a ponto de nossos pensamentos serem inteiramente da Terra e do terreno. Cumpre-nos exercitar, disciplinar e educar a mente de maneira que pensemos no sentido espiritual, para que nos detenhamos nas coisas invisíveis e eternas, que se discernirão por meio de visão espiritual. É vendo Aquele que é invisível que podemos obter força mental e vigor espiritual (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 337).

O Senhor é misericordioso e bom. Quero que minha oferta de gratidão ascenda constantemente a Deus. Anseio ter uma intuição mais profunda de Sua bondade, e de Seu amor imutável. Todos os dias anseio pelas águas da vida. ... Preciso constantemente pôr em Deus minha força. Minha confiança nEle não pode vacilar. Nenhum agente humano deve interpor-se entre minha vida e meu Deus. O Senhor é nossa única esperança. NEle confio, e Ele nunca, não, nunca me faltará. Até aqui me tem ajudado, quando sob grande desânimo. [...]
Darei graças ao Senhor e louvarei Seu santo nome. Louvarei o Senhor pois nEle posso confiar em todos os tempos. Ele é a salvação de minha face e minha torre forte, para a qual posso correr e estar segura. Ele compreende minhas necessidades e me concederá a luz de Seu semblante, para que eu possa refletir luz sobre outros. Não falharei nem ficarei desanimada. Para Ti levanto os olhos, meu Pai celestial, para receber força e graça. ... Louvarei o Senhor em todo tempo, e não esperarei por um êxtase feliz de sentimento. Louva, pois, ao Senhor, porque Ele é bom, e Suas misericórdias me socorrerão de manhã, ao meio-dia e à noite. Uma feliz manifestação de sentimento não é prova; Sua Palavra é que é minha segurança (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 263).

"Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede", nunca mais desejará as vantagens nem as atrações do mundo; "pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna" (Carta 5, 1900).
Vocês precisam ter um Salvador morando em vocês, que será como uma fonte a jorrar para a vida eterna. A água da vida que flui do coração sempre rega o coração de outros (Ms 69, 1912; (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1267).


Segunda-feira, 22 de janeiro: Na Palavra

Dia a dia você deve aprender alguma coisa nova das Escrituras. Pesquise-as como se buscasse tesouros escondidos, pois contêm as palavras da vida eterna. Ore pedindo sabedoria e entendimento a fim de compreender esses santos escritos. Se isso fizer, você encontrará novas belezas na Palavra de Deus; sentirá que recebeu nova e preciosa luz sobre assuntos relacionados com a verdade, e a Bíblia será cada vez mais valorizada em seu apreço (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 266).

Cristo tem direito sobre toda pessoa; muitos, porém, preferem uma vida de pecado. Alguns não irão a Jesus para que lhes dê vida. Alguns dizem ao Seu convite: "Eu vou, Senhor"; mas não vão; não fazem completa entrega para permanecerem só em Cristo, que é vida e paz e alegria indizíveis, e cheio de glória. [...]
Deus vos deu o direito de apoderar-vos dEle pela oração da fé. A oração do que crê é a própria essência da religião pura, o segredo do poder para todo cristão. [...]
Consagrai tempo a orar, a examinar as Escrituras, a pôr o eu sob a disciplina de Jesus Cristo. Vivei em contato com o Cristo vivo, e assim que isto fizerdes, Ele vos segurará firmemente com mão forte que jamais afrouxará (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 97).

As mentes que se têm entregue a pensamentos frouxos, precisam transformar-se. “Cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo, como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo.” 1 Pedro 1:13-16. Os pensamentos têm de centralizar-se em Deus. É agora a ocasião de fazer um fervoroso esforço a fim de vencer as tendências naturais do coração carnal (Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 315).

Em Cristo está, para todo o sempre a plenitude da alegria. Os desejos, prazeres e divertimentos do mundo nunca satisfazem ou curam a alma. Mas Jesus diz: "Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna." João 6:54.
A graciosa presença de Cristo em Sua Palavra está sempre falando à alma, apresentando-O como a fonte de água viva a refrescar a alma sedenta. É nosso privilégio ter um Salvador vivo e permanente. Ele é a fonte de todo o poder implantado dentro de nós, e Sua influência fluirá em palavras e ações, refrigerando a todos os que estiverem dentro da esfera de nossa influência, neles criando desejos e aspirações de força e pureza, de santidade e de paz, e daquela alegria que não traz consigo a tristeza. Esse é o resultado de um Salvador que em nós mora (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 390).


Terça-feira, 23 de janeiro: Vida de oração

Em Sua oração ao Pai, deu Cristo ao mundo uma lição que deve ser gravada na mente e na alma. "A vida eterna", disse, "é esta: Que conheçam a Ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste." João 17:3. Isto é verdadeira educação. Comunica-nos poder. O conhecimento experimental de Deus e de Jesus Cristo, a quem Ele enviou, transforma o homem na semelhança de Deus. Dá ao homem o domínio próprio, submetendo todos os impulsos e paixões da natureza inferior ao domínio das faculdades superiores da mente. Faz de seu possuidor filho de Deus e herdeiro do Céu. Leva-o à comunhão com a mente do Infinito e lhe abre os ricos segredos do Universo (Parábolas de Jesus, p. 114).

Comunhão com Deus é a vida da alma. Não é algo que não possamos interpretar ou que possamos revestir com belas palavras, mas que não nos concede a genuína experiência que realmente valoriza nossas palavras. A comunhão com Deus concede-nos uma experiência diária que verdadeiramente torna nossa alegria plena.
Aqueles que têm esta união com Cristo, assim demonstrarão em espírito, palavras e atitude. A profissão nada é, a menos que bons frutos sejam demonstrados através de palavra e obra. Unidade, comunhão de uns com outros e com Cristo - este é o fruto produzido em todo o ramo da videira viva. A pessoa purificada, nascida de novo, tem um testemunho claro e distinto para dar. [...]
Conhecer a Deus é, no sentido bíblico da expressão, ser um com Ele em coração e mente, tendo um conhecimento experimental dEle, mantendo reverente comunhão com Ele como Redentor. Essa comunhão só pode ser obtida mediante sincera obediência. Onde esta comunhão está faltando, o coração não é, de modo algum, o templo de Deus, mas é controlado pelo inimigo que está realizando seus próprios objetivos mediante o instrumento humano. Tal homem, seja qual for a profissão que alegue ter, não é um templo do Espírito Santo (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 326).

"Sem fé é impossível agradar-Lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador dos que O buscam". Heb. 11:6.
Mas a fé não é de maneira nenhuma aliada à presunção. Somente o que tem verdadeira fé está garantido contra a presunção. Pois presunção é a falsificação da fé, operada por Satanás. A fé reclama as promessas de Deus, e produz frutos de obediência. A presunção também reclama as promessas, mas serve-se delas como fez Satanás, para desculpar a transgressão. A fé teria levado nossos primeiros pais a confiar no amor de Deus, e obedecer-Lhe aos mandamentos. A presunção os levou a transgredir-Lhe a lei, crendo que Seu grande amor os salvaria da consequência de seu pecado. Não é ter fé pretender o favor do Céu, sem cumprir as condições sob as quais é concedida a misericórdia. A fé genuína baseia-se nas promessas e providências das Escrituras (O Desejando de Todas as Nações, p. 126).

Tenho visto frequentemente que os filhos do Senhor negligenciam a oração, especialmente a oração secreta, e isto muito; que muitos não exercem aquela fé que têm o privilégio e o dever de exercer, esperando muitas vezes receber aquele sentir que unicamente a fé pode trazer. Sentimento não é fé; ambos são coisas distintas. Cabe a nós exercitar a fé; mas aquele sentimento de alegria e as bênçãos, Deus é quem os dá. A graça de Deus vem à alma pelo conduto da fé viva, e está ao nosso alcance exercitar semelhante fé (Primeiros Escritos, p. 72).


Quarta-feira, 24 de janeiro: Vida sábia

A linguagem usada por Salomão quando em oração a Deus diante do antigo altar de Gibeom, revela sua humildade e forte desejo de honrar a Deus. Ele sentia que sem o divino auxílio para desincumbir-se das responsabilidades impendentes sobre si, estaria tão ao desamparo como uma criancinha. Sabia que lhe faltava discernimento, e foi o senso de sua grande necessidade que o levou a buscar de Deus sabedoria. Em seu coração não havia aspiração egoísta de conhecimento para que se pudesse exaltar sobre outros. Ele desejava desempenhar fielmente os deveres que lhe foram impostos, e escolheu o dom que seria o meio de levar seu reino a glorificar a Deus. Salomão nunca foi tão rico ou tão sábio ou tão verdadeiramente grande como quando confessou: "Não passo de uma criança, não sei como conduzir-me". I Reis 3:7.
Os que ocupam hoje posições de responsabilidade devem procurar aprender a lição ensinada pela oração de Salomão. Quanto mais alta a posição que um homem ocupa, quanto maior a responsabilidade que tem de levar, mais ampla será a influência que exerce e maior sua necessidade de dependência de Deus. Deve lembrar-se sempre que com o chamado para o trabalho, vem o chamado para andar circunspectamente perante seus companheiros. Deve ele permanecer ante Deus na atitude de um discípulo. A posição não dá santidade de caráter. É por honrar a Deus e obedecer a Seus mandamentos que o homem se torna verdadeiramente grande. Profetas e Reis, págs. 30 e 31.
Far-nos-ia bem estudar cuidadosamente a oração de Salomão, e considerar cada um dos pontos dos quais dependia receber ele as ricas bênçãos que o Senhor estava disposto a lhe conceder. ...
Deus aprovou a oração de Salomão. E Ele ainda hoje ouvirá e aprovará a oração dos que, com fé e humildade, a Ele clamarem pedindo auxílio. Por certo atenderá à fervorosa oração em que a pessoa pede um preparo para o serviço. Em resposta Ele dirá: Eis-Me aqui. Que queres que faça por ti? ... Aquele que dirigiu a mente de Salomão ao fazer essa oração, hoje ensinará Seus servos a orar pedindo aquilo que necessitam.
O Deus que servimos não faz acepção de pessoas. Aquele que deu a Salomão o espírito de sábio discernimento, está desejoso de repartir as mesmas bênçãos a Seus filhos hoje. ... Quando o que leva um fardo opressivo deseja sabedoria mais que riquezas, poder, ou fama, não ficará desapontado. Tal pessoa aprenderá do grande Mestre não somente o que fazer, mas como fazê-lo de maneira a alcançar a divina aprovação.
Por todo o tempo em que permanecer consagrado, o homem a quem Deus dotou com discernimento e habilidade não manifestará anseios por alta posição, nem procurará dirigir ou governar. Necessariamente os homens precisam assumir responsabilidades; mas em vez de disputar a supremacia, aquele que é verdadeiro líder orará por um coração entendido, a fim de poder discernir entre o bem e o mal.
A vereda dos homens que estão colocados como líderes não é fácil. Mas devem eles ver em cada dificuldade um chamado à oração. Jamais devem deixar de consultar a grande Fonte de toda a sabedoria. Fortalecidos e iluminados pelo Obreiro-Mestre, serão capacitados a permanecer firmes contra pecaminosas influências, e a discernir entre o certo e o errado, o bem e o mal. Aprovarão o que Deus aprova, e empenhar-se-ão com todo o fervor contra a introdução de princípios errôneos em Sua causa.
A sabedoria que Salomão desejou acima de riquezas, honra, ou vida prolongada, Deus lhe deu. Sua petição por acuidade mental, largueza de coração e brandura de espírito foi satisfeita.

Nossas petições a Deus não devem proceder de um coração cheio de aspirações egoístas. Deus nos exorta a escolher os dons que redundem em Sua glória. Deseja Ele que escolhamos o celestial em vez do terreno. Abre completamente diante de nós as possibilidades e vantagens de um trato com o Céu. Ele concede encorajamento para alcançarmos os mais elevados alvos, segurança ao nosso mais precioso tesouro. Desaparecidas as posses mundanas, o crente regozijar-se-á na posse de seu tesouro celestial - riquezas que não se podem perder em nenhum desastre terrestre (Vidas que Falam [MM 1971], p. 188, 190).

Ninguém que verdadeiramente ame e tema a Deus continuará a transgredir a lei, seja em que forma for. Quando o homem transgride, fica sob a condenação da lei e esta se torna para ele um jugo de escravidão. Seja qual for sua profissão, ele não está justificado, isto é, perdoado.
"A lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma." Sal. 19:7. Mediante a obediência vem a santificação do corpo, alma e espírito. Esta santificação é um processo progressivo e uma subida de um nível de perfeição para outro.
Que uma fé viva se entreteça como fios de ouro na execução dos menores deveres. Então, a labuta diária toda promoverá o crescimento cristão. Contemplaremos então a Cristo continuamente. O amor a Ele dará força vital a tudo quanto empreendermos. Assim podemos, pelo bom uso de nossos talentos, ligar-nos por uma cadeia áurea ao mundo superior. Esta é a verdadeira santificação; porque a santificação consiste na realização alegre de nossos deveres cotidianos em obediência perfeita à vontade de Deus (Minha Consagração Hoje [MM 1989/1953], p. 234).

Não ganhamos a salvação por nossa obediência; pois a salvação é dom gratuito de Deus, e que obtemos pela fé. Mas a obediência é fruto da fé. "Bem sabeis que Ele Se manifestou para tirar os nossos pecados; e nEle não há pecado. Qualquer que permanece nEle não peca: qualquer que peca não O viu nem O conheceu". I João 3:5 e 6. Aí é que está a verdadeira prova. Se habitamos em Cristo, se o amor de Deus habita em nós, nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações estão em harmonia com a vontade de Deus tal como se expressa nos preceitos de Sua santa lei. "Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como Ele é justo." I João 3:7. A justiça está definida no padrão da santa lei de Deus, expressa nos dez preceitos dados no Sinai.
A chamada fé em Cristo que professa desobrigar os homens da obediência a Deus, não é fé, mas presunção. "Pela graça sois salvos, por meio da fé." Efés. 2:8. Mas "a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma". Tia. 2:17. Jesus disse de Si mesmo, antes de descer à Terra: "Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração." Sal. 40:8. E justamente antes de ascender para o Céu, declarou: "Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e permaneço no Seu amor." João 15:10. Diz a Escritura: "Nisto sabemos que O conhecemos: se guardarmos os Seus mandamentos. Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou." I João 2:3 e 6. "Pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as Suas pisadas." I Ped. 2:21.

A condição de vida eterna é hoje justamente a mesma que sempre foi - exatamente a mesma que foi no paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais - perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça. Se a vida eterna fosse concedida sob qualquer condição inferior a essa, correria perigo a felicidade do Universo todo. Estaria aberto o caminho para que o pecado, com todo o seu cortejo de infortúnios e misérias, se imortalizasse (Caminho a Cristo, p. 61, 62).

Quinta-feira, 25 de janeiro: O Espírito Santo

Muito descrédito tem acarretado à obra do Espírito Santo o erro de certa gente que, presumindo-se iluminada por Ele, declara não mais necessitar das instruções da palavra divina. Tais pessoas agem sob impulsos que reputam como a voz de Deus às suas almas. Entretanto o espírito que as rege não é de Deus. Essa docilidade às impressões de momento, com desprezo manifesto do que ensina a Bíblia, só pode resultar em confusão e ruína, favorecendo os desígnios do maligno. Como o ministério do Espírito tem importância vital para a igreja de Cristo, é o decidido empenho de Satanás, por meio dessas excentricidades de gente desequilibrada e fanática, cobrir de opróbrio a obra do Espírito Santo e induzir o povo a negligenciar a fonte de virtude que Deus proveu para o Seu povo (O Grande Conflito, p. 7).

A função do Espírito Santo é distintamente especificada nas palavras de Cristo: "E quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo." João 16:8. É o Espírito Santo que convence do pecado. Se o pecador atende à vivificadora influência do Espírito, será levado ao arrependimento e despertado para a importância de obedecer aos reclamos divinos.
Ao pecador arrependido, faminto e sedento de justiça, o Espírito Santo revela o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. "Ele... há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar", disse Cristo. João 16:14. "Esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito." João 14:26.
O Espírito é dado como agente de regeneração, para tornar eficaz a salvação operada pela morte de nosso Redentor. O Espírito está constantemente buscando atrair a atenção dos homens para a grande oferta feita na cruz do Calvário, a fim de desvendar ao mundo o amor de Deus, e abrir às almas convictas as preciosidades das Escrituras (Atos dos Apóstolos, p. 52).

São de suma importância os temas de redenção, e só os de mente espiritual podem discernir sua profundeza e significado. É nossa segurança, nossa alegria, demorar sobre as verdades do plano da salvação. Fé e oração são necessários para podermos contemplar as coisas profundas de Deus. Nosso espírito acha-se tão ligado a ideias estreitas que apanhamos apenas pontos de vista limitados, da experiência que é nosso privilégio possuir. ...
Por que será que muitos que professam ter fé em Cristo não têm força para resistir às tentações do inimigo? - É porque não são fortalecidos com poder, por Seu Espírito, no homem interior. O apóstolo ora para que, "estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus". Efés. 3:17-19. Se tivéssemos esta experiência, saberíamos alguma coisa da cruz do Calvário. Saberíamos o que significa ser participantes dos sofrimentos de Cristo. O amor de Cristo nos constrangeria, e embora não fôssemos capazes de explicar como o amor de Cristo nos aquece o coração, manifestaríamos Seu amor em fervente devoção a Sua causa (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 364).


Sexta-feira, 26 de janeiro: Estudo adicional

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
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