Mostrando postagens com marcador satanás. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador satanás. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de abril de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 1 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 2º Trimestre 2018 - Lição 1 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Sábado à tarde, 31 de março

O mundo caído é o campo de batalha do maior conflito que o universo celeste e as potências terrestres já presenciaram. Foi designado como teatro da grande luta que se havia de travar entre o bem e o mal, entre o Céu e o inferno. Toda criatura humana desempenha uma parte nesse conflito. Ninguém pode ocupar terreno neutro. Os homens, hão de aceitar ou rejeitar o Redentor do mundo. Todos são testemunhas, quer seja a favor, quer contra Cristo. Ele chama os que se acham sob Sua bandeira para que se empenhem com Ele na luta como fiéis soldados, de modo a herdarem a coroa da vida. Foram adotados como filhos e filhas de Deus. Cristo deixou-lhes a firme promessa de que grande será a recompensa no reino do Céu para os que partilham Sua humilhação e sofrimento por amor da verdade.
A cruz do Calvário desafia, e afinal há de vencer todo poder terreno e infernal. Na cruz se concentram todas as influências, e dela todas as influências se irradiam. Ela é o grande centro de atração, pois nela Cristo deu a vida pela humanidade. Esse sacrifício foi oferecido a fim de restaurar o homem à sua perfeição original; e mais ainda: Foi feito para proporcionar-lhe inteira transformação de caráter, tornando-o mais que vencedor. Aqueles que, no poder de Cristo, vencerem o grande inimigo de Deus e do homem, ocuparão nas cortes celestes uma posição acima dos anjos não caídos. … Pois maior alegria do que a que se encontra em Cristo não pode haver (Filhos e Filhas de Deus, p. 242).

Ninguém que recebe a Palavra de Deus está isento de dificuldades; mas quando vem a aflição, o verdadeiro cristão não se torna inquieto, sem confiança nem desanimado. Embora não vejamos o resultado definido das circunstâncias, ou não percebamos o propósito das providências de Deus, não devemos rejeitar nossa confiança. Lembrando-nos da terna misericórdias do Senhor, lancemos sobre Ele nossos cuidados e esperemos com paciência Sua salvação.
Pela luta a vida espiritual é fortalecida. Provações bem suportadas desenvolverão a resistência do caráter e preciosas graças espirituais. O perfeito fruto da fé, da mansidão e da caridade amadurece melhor frequentemente debaixo de tempestades e trevas (Parábolas de Jesus, p. 60, 61).

Muitos há que não entendem o conflito que está em andamento entre Cristo e Satanás, sobre os seres humanos. Não reconhecem que, se quiserem permanecer sob a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel, têm de estar dispostos a ser participantes de Seus conflitos, e travar uma resoluta guerra contra os poderes das trevas.
A conquista da vida eterna sempre representará uma luta, um conflito. Devemos sempre ser encontrados combatendo o bom combate da fé. Somos soldados de Cristo, e dos que se alistam em Seu exército espera-se que façam um trabalho difícil, trabalho que lhes forçará ao máximo as energias. Devemos compreender que a vida de um soldado é de luta intensa, de perseverança e resistência. Por amor de Cristo devemos suportar provas (Nos Lugares Celestiais, p. 265, 266).

Domingo, 1º de abril: A queda de um ser perfeito

O primeiro pecador foi alguém a quem Deus havia exaltado grandemente. … Pouco a pouco, Satanás veio a condescender com o desejo de exaltação própria. A Bíblia diz: “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor” (Ez 28:17). “Tu dizias no teu coração: […] acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e […] serei semelhante ao Altíssimo” [Is 14:13, 14]. Embora toda a sua glória proviesse de Deus, esse poderoso anjo veio a considerá-la como pertencente a si mesmo. Não contente com sua posição, embora honrado acima das hostes do Céu, ele se atreveu a cobiçar a homenagem devida somente ao Criador. Em vez de procurar tornar Deus supremo na afeição e fidelidade de todos os seres criados, empenhou-se em atrair para si o serviço e a lealdade deles (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 66). E, cobiçando a glória que o infinito Pai havia conferido a Seu Filho, esse príncipe dos anjos aspirou ao poder que era prerrogativa apenas de Cristo (Patriarcas e Profetas, p. 35; Comentários de Ellen G. White,Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 1.280).

A lição dessa parábola é ilustrada pelo proceder de Deus para com os homens e os anjos. Satanás é um enganador. Quando pecou no Céu, nem mesmo os anjos fiéis reconheceram plenamente seu caráter. Essa é a razão pela qual Deus não o destruiu imediatamente. Se o tivesse feito, os santos anjos não teriam percebido o amor e a justiça de Deus. Uma só dúvida quanto à bondade de Deus teria sido como semente má, que produziria o amargo fruto do pecado e da desgraça. Por isso, foi poupado o autor do mal, para que desenvolvesse plenamente seu caráter. Durante longos séculos, Deus suportou a angústia de contemplar a obra do mal. Preferiu dar a infinita Dádiva do Gólgota, a deixar alguém ser induzido pelas falsas representações do maligno; pois o joio não podia ser arrancado, sem o risco de desarraigar a preciosa semente. E não seremos tão clementes para com nossos semelhantes, como o Senhor do Céu e da Terra foi para com Satanás? (Parábolas de Jesus, p. 72).

Deus nos deu o poder da escolha; a nós cumpre exercê-lo. Não podemos mudar o coração, nem reger nossos pensamentos, impulsos e afeições. Não nos podemos tornar puros, aptos para o serviço de Deus. Mas podemos escolher servi-Lo, podemos entregar-Lhe nossa vontade; então, Ele operará em nós o querer e o efetuar, segundo a Sua aprovação. Assim, nossa natureza toda será posta sob o domínio de Cristo.
Mediante o devido exercício da vontade, uma completa mudança pode ser realizada na vida. Entregando a vontade a Cristo, aliamo-nos com o divino poder. Recebemos força do alto para nos manter firmes. Uma vida nobre e pura, uma vida vitoriosa sobre o apetite e a concupiscência, é possível a todo aquele que quiser unir sua vontade humana, fraca e vacilante, à onipotente e inabalável vontade de Deus (A Ciência do Bom Viver, p. 176).

Segunda, 2 de abril: Conhecimento e submissão

Quando Satanás se tornou inteiramente cônscio de que não havia a possibilidade de ser de novo acolhido no favor de Deus, sua malícia e ódio começaram a ser manifestos. Ele confabulou com seus anjos, e foi estabelecido um plano para ainda operar contra o governo de Deus. Quando Adão e Eva foram colocados no belo jardim, Satanás estava assentando planos para destruí-los. De nenhuma forma poderia o feliz casal ser privado de sua felicidade se obedecesse a Deus. Satanás não poderia exercer seu poder sobre eles, a não ser que eles primeiro desobedecessem a Deus e desmerecessem Seu favor. Algum plano devia, portanto, ser delineado que os levasse à desobediência e os fizesse incorrer no desagrado de Deus, sendo postos sob influência mais direta de Satanás e seus anjos. Ficou decidido que Satanás assumiria uma outra forma e manifestaria interesse pelo homem. Ele devia fazer insinuações contra a fidelidade de Deus e criar a dúvida quanto ser precisamente exato o que Deus dissera; a seguir devia despertar-lhes a curiosidade e levá-los a descobrir os impenetráveis planos de Deus – precisamente o pecado de que Satanás se fizera culpado (Primeiros Escritos, p. 146, 147).

Enquanto Deus procurava o bem do homem, Satanás procurava sua ruína. Quando Eva, desatendendo ao aviso do Senhor relativo à árvore proibida, se arriscou a aproximar-se dela, entrou em contato com seu adversário. Tendo-se despertado seu interesse e curiosidade, Satanás prosseguiu negando a Palavra de Deus e insinuando a desconfiança em Sua sabedoria e bondade.
Conquanto Satanás declarasse ter recebido grande benefício, comendo da árvore proibida, não deixou transparecer que, pela transgressão, tinha sido expulso do Céu. Ali se encontrava a falsidade, tão oculta sob a capa da verdade aparente que Eva, absorta, lisonjeada, iludida, não percebeu o engano. Cobiçou o que Deus havia proibido; desconfiou de Sua sabedoria. Repeliu a fé, a chave do saber.
Quando a mulher viu “que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu” (Gn 3:6). Era agradável ao paladar, e enquanto comia, pareceu-lhe sentir um poder vivificador, e imaginou-se entrando em uma condição superior de existência. Havendo já transgredido, tornou-se tentadora a seu marido, e “ele comeu” (Gn 3:6; Educação, p. 23-25).

Adão e Eva comeram ambos do fruto, e obtiveram um conhecimento que, tivessem obedecido a Deus, jamais teriam adquirido – a experiência na desobediência e deslealdade a Deus – o conhecimento de que estavam nus. As vestes da inocência, o revestimento vindo de Deus, o qual os envolvia, desapareceu; e eles preencheram o lugar dessa roupagem celestial costurando folhas de figueira que ajuntaram para fazer aventais.
Se Adão e Eva jamais houvessem tocado na árvore do conhecimento, teriam estado numa posição em que o Senhor poderia transmitir-lhes o conhecimento de Sua Palavra, o qual não precisaria ser deixado para trás com as coisas deste mundo, mas poderia ser levado por eles para o paraíso de Deus (Vidas Que Falam, p. 12).

Terça, 3 de abril: Guerra no Céu e na Terra

Até o próprio momento do desfecho do conflito no Céu, o grande usurpador continuou a se justificar. Quando se anunciou que, com todos os seus simpatizantes, ele deveria ser expulso da habitação de sua bem-aventurança, o líder rebelde ousadamente declarou seu desdém para com a lei do Criador. Denunciou os estatutos divinos como uma restrição à sua liberdade e declarou ser seu propósito garantir a abolição da lei. De comum acordo, Satanás e suas hostes lançaram a culpa da rebelião inteiramente sobre Cristo, declarando que, se não tivessem sido reprovados, jamais teriam se rebelado.
A rebelião de Satanás seria uma lição para o Universo ao longo de todas as eras vindouras e um testemunho perpétuo quanto à natureza e aos terríveis resultados do pecado. A implantação do domínio de Satanás e seus efeitos sobre homens e anjos revelariam quais devem ser os frutos da decisão de se colocar de lado a autoridade divina. Testificariam o fato de que, à existência do governo de Deus e à Sua lei, está ligado o bem-estar de todas as criaturas que Ele fez. Assim, a história dessa experiência terrível de rebelião deveria constituir uma salvaguarda perpétua para todos os seres santos, impedindo-os de ser enganados quanto à natureza da transgressão e livrando-os de cometer pecado e sofrer sua punição (Comentários de Ellen G. White, no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 1.280, 1.281).

Se permitirmos que o acúmulo de trabalho nos desvie do nosso propósito de buscar ao Senhor diariamente, cometeremos os maiores erros; sofreremos perdas, pois o Senhor não estará conosco; fecharemos a porta de tal maneira que Ele não poderá achar acesso à nossa alma. Se, porém, orarmos mesmo quando nossas mãos estão ocupadas, os ouvidos do Salvador estão abertos para ouvir as nossas petições. Se estivermos determinados a não nos separarmos da Fonte de nossa força, Jesus estará igualmente determinado a permanecer à nossa direita para auxiliar-nos, para que não sejamos postos por opróbrio diante dos nossos inimigos. A graça de Cristo pode realizar em nosso favor o que todos os nossos esforços seriam incapazes de fazer. Os que amam e temem a Deus podem estar rodeados de muitos cuidados, e mesmo assim não tropeçam nem fazem veredas tortuosas para seus pés. Deus tem cuidado de nós no lugar em que é nosso dever estar. Sempre que possível, porém, estejamos certos de ir onde se costuma fazer oração. … Essas pessoas venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho. No meio da poluição moral que prevalecia por toda parte, mantiveram firme sua integridade. E por quê? Eram participantes da natureza divina, e assim escaparam da corrupção que pela concupiscência há no mundo. … Somente a vida de constante de pendência do Salvador é vida santa (Conselhos Sobre Saúde, p. 424).

Quarta, 4 de abril: Ele está conosco todos os dias

A história da verdade tem sido sempre o relato da luta entre o direito e o erro. A proclamação do evangelho sempre tem sido levada avante neste mundo em face de oposição, perigos, perdas e sofrimentos.
Em que consistia a força daqueles que, no passado, sofreram perseguição por amor a Cristo? Era a união com Deus, união com o Espírito Santo, união com Cristo. A acusação e a perseguição têm separado muitos de seus amigos terrestres, mas nunca do amor de Cristo. Nunca a pessoa, provada pela tempestade, é mais encarecidamente amada por seu Salvador do que quando sofre perseguição por amor à verdade. “Eu o amarei”, disse Cristo, “e Me manifestarei a ele” (Jo 14:21). Quando, por causa da verdade, o cristão se acha perante os tribunais terrestres, Cristo está a seu lado. Quando é encerrado entre as paredes da prisão, Cristo Se lhe manifesta e com Seu amor lhe anima o coração. Quando sofre a morte por amor a Cristo, o Salvador lhe diz: Eles podem matar o corpo, mas não podem matar a alma. “Tenham coragem: Eu venci o mundo!” (Jo 16:33). “Não tema, porque Eu estou com você; não fique com medo, porque Eu sou seu Deus: Eu lhe dou forças, sim; Eu o ajudo; sim, Eu o segudo com a mão direita da Minha justiça” (Is 41:10; Atos dos Apóstolos, p. 85, 86).

Aos que estão procurando ser fiéis a Deus podem ser negados muitos dos privilégios do mundo; seu caminho pode ser entravado e sua obra impedida pelos inimigos da verdade; mas não há poder que possa cerrar a porta de comunicação entre Deus e sua mente. O próprio cristão pode fechar essa porta por meio de condescendência com o pecado, ou pela rejeição da luz do Céu. Ele pode desviar os ouvidos de escutarem a mensagem da verdade, e dessa maneira cortar a ligação entre Deus e ele (Nossa Alta Vocação, p. 124).

Deus nunca dirige Seus filhos de maneira diversa daquela por que eles próprios haveriam de preferir ser guiados, se pudessem ver o fim desde o princípio, e perscrutar a glória do desígnio que estão realizando como colaboradores Seus. Nem Enoque, que foi trasladado ao Céu, nem Elias, que ascendeu num carro de fogo, foi maior ou mais honrado do que João Batista, que pereceu sozinho na prisão. “Vocês receberam a graça de sofrer por Cristo, e não somente de crer Nele” (Fp 1:29). E de todos os dons que o Céu pode conceder aos homens, a participação com Cristo em Seus sofrimentos é o mais importante depósito e a mais elevada honra (O Desejado de Todas as Nações, p. 224, 225).

Quinta, 5 de abril: A lei e o evangelho

Para sermos candidatos ao Céu temos que satisfazer os requisitos da lei: “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, com todas as suas forças e todo o seu entendimento.” E “ame o seu próximo como você ama a si mesmo” (Lc 10:27). Só podemos fazer isso ao nos apegarmos, pela fé, à justiça de Cristo. Contemplando Jesus receberemos no coração um princípio vivo e que se expande, e o Espírito Santo continua a obra, e o cristão prossegue de graça em graça, de força em força, de caráter em caráter. Ele se conforma à imagem de Cristo até que, no crescimento espiritual, alcança a medida da plena estatura de Cristo Jesus. Assim Cristo põe fim à maldição do pecado e livra a pessoa crente de sua ação e efeito.
Cristo, tão-somente, é capaz de fazer isso, pois “era necessário que, em todas as coisas, Ele se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que Ele mesmo sofreu, quando foi tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hb 2:17, 18; Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 395).

Cristo sofreu realmente o castigo pelos pecados do mundo, para que Sua justiça pudesse ser atribuída aos pecadores, e por meio de arrependimento e fé pudessem tornar-se semelhantes a Ele em santidade de caráter. Ele declarou: “Assumo a culpa pelos pecados desse homem. O castigo recaia sobre Mim, e o pecador arrependido fique inocente diante de Ti.” No momento em que o pecador crê em Cristo, permanece sem condenação à vista de Deus; pois a justiça de Cristo é sua: é-lhe atribuída a perfeita obediência de Cristo. Mas deve cooperar com o poder divino e fazer seu esforço humano para dominar o pecado e ficar completo em Cristo.
O resgate pago por Cristo é suficiente para a salvação de todos os homens; só será útil, porém, para os que se tornarem novas criaturas em Cristo Jesus, súditos leais do eterno reino de Deus. Seu sofrimento não protegerá contra o castigo o pecador impenitente e desleal (Fundamentos da Educação Cristã, p. 429, 420).

Olhando para os últimos dias, declarou o apóstolo Paulo: “Virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina” (2Tm 4:3). Chegamos, já, a esse tempo. As multidões rejeitam a verdade das Escrituras, por ser contrária aos desejos do coração pecaminoso e amante do mundo; e Satanás lhes proporciona os enganos que amam.
Mas Deus terá sobre a Terra um povo que mantém a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas. As opiniões de homens ilustrados, as deduções da ciência, os credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas que representam, a voz da maioria – nenhuma dessas coisas, nem todas em conjunto, deveriam considerar-se como prova em favor ou contra qualquer ponto de fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou preceito, devemos pedir em seu apoio um claro “Assim diz o Senhor”.
Satanás se esforça constantemente por atrair a atenção para o homem, em lugar de Deus. Induz o povo a olhar para os bispos, pastores, professores de teologia, como seus guias, em vez de examinarem as Escrituras a fim de, por si mesmos, aprenderem seu dever. Então, dominando o espírito desses dirigentes, [o inimigo] pode influenciar as multidões de acordo com sua vontade (O Grande Conflito, p. 594, 594).

Sexta, 6 de abril: Estudo adicional

Nos Lugares Celestiais, “Não Basta Uma Fé Nominal”, p. 118.
Nossa Alta Vocação, “Força Para Hoje”, p. 120.

sábado, 20 de janeiro de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 4 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “As riquezas de nada aproveitam no dia da ira, mas a justiça livra da morte […]. Quem confia nas suas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a folhagem” (Pv 11:4, 28).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 1º Trimestre 2018 - Lição 4 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 20 de janeiro

Satanás se aproximará de vós, dizendo: Sois pecador. Não deixeis, porém, que ele vos encha a mente com a ideia, de que, por serdes pecador, Deus vos rejeitou. Dizei-lhe: Sim, sou pecador, e por esta razão preciso de um Salvador. Preciso de perdão e remissão, e Cristo diz que, se eu for a Ele, não perecerei. Em Sua carta para mim, leio: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." I João 1:9. Hei de crer na palavra que Ele me deixou. Obedecerei aos Seus mandamentos. Quando Satanás vos disser que estais perdidos, respondei: Sim; mas Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido. Quanto maior meu pecado, tanto maior minha necessidade de um Salvador.
No instante em que, pela fé, lançardes mão às promessas de Deus, e disserdes: Eu sou a ovelha perdida que Jesus veio salvar, nova vida tomará posse de vós, e recebereis força para resistir ao tentador. Mas a fé necessária para lançar mão das promessas não vem por intermédio dos sentimentos. "A fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus." Rom. 10:17. Não deveis esperar que se efetue alguma grande mudança; não deveis esperar sentir maravilhosa emoção. O Espírito de Deus deve impressionar vossa mente. (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 116).

Temos de crer que somos escolhidos de Deus, ser salvos pelo exercício da fé mediante a graça de Cristo e a atuação do Espírito Santo; e cumpre-nos louvar e glorificar a Deus por tão maravilhosa manifestação de Seu imerecido favor. É o amor de Deus que atrai a pessoa a Cristo, para ser graciosamente recebida e apresentada ao Pai. Pela obra do Espírito renova-se a relação divina entre Deus e o pecador. O Pai diz: "Eu serei para eles Deus, e eles Me serão um povo. Exercerei amor perdoador, e lhes concederei Minha alegria. 'Eles serão para Mim particular tesouro' (Mal. 3:17); pois esse povo que formei para Mim manifestará o Meu louvor." (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 72).

As riquezas vêm do Senhor e Lhe pertencem. “Riquezas e glória vêm de diante de Ti.” 1 Crônicas 29:12. “Minha é a prata, e Meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos.” Ageu 2:8. “Porque Meu é todo animal da selva e as alimárias sobre milhares de montanhas.” Salmos 50:10. “Do Senhor é a Terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.” Salmos 24:1. É o Senhor seu Deus que lhe dá forças para obter riquezas.
As riquezas são em si mesmas efêmeras e insatisfatórias. Somos advertidos a não confiar em riquezas incertas. “Certamente, a riqueza fará para si asas” e voará. Provérbios 23:5. “Não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam.” (Mateus 6:19; Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 549).

Há constantes batalhas a enfrentar, e nem por um instante estamos seguros, a menos que nos coloquemos sob a guarda dAquele que deu Sua vida preciosa, a fim de tornar possível a todos os que crerem nEle como Filho de Deus, ao mesmo tempo que sofrem as pressões de Satanás, escapar das corrupções que pela concupiscência da carne há no mundo. Ele é perfeitamente capaz de, em resposta à nossa fé, unir nossa natureza humana com a Sua, divina (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 117).


Domingo, 21 de janeiro: Relacionamento com Cristo

Nosso espírito toma o nível daquilo em que nossos pensamentos se demoram, e se pensamos em coisas terrenas, deixaremos de receber a marca do celestial. Seríamos grandemente beneficiados por contemplar a misericórdia, a bondade e o amor de Deus; mas sofremos grande perda por deter-nos nas coisas terrenas e temporais. Permitimos que a aflição e o cuidado e a perplexidade nos atraiam a mente à Terra, e fazemos com que um montinho de terra tome as proporções de uma montanha. ... As coisas temporais não devem... absorver nossa mente a ponto de nossos pensamentos serem inteiramente da Terra e do terreno. Cumpre-nos exercitar, disciplinar e educar a mente de maneira que pensemos no sentido espiritual, para que nos detenhamos nas coisas invisíveis e eternas, que se discernirão por meio de visão espiritual. É vendo Aquele que é invisível que podemos obter força mental e vigor espiritual (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 337).

O Senhor é misericordioso e bom. Quero que minha oferta de gratidão ascenda constantemente a Deus. Anseio ter uma intuição mais profunda de Sua bondade, e de Seu amor imutável. Todos os dias anseio pelas águas da vida. ... Preciso constantemente pôr em Deus minha força. Minha confiança nEle não pode vacilar. Nenhum agente humano deve interpor-se entre minha vida e meu Deus. O Senhor é nossa única esperança. NEle confio, e Ele nunca, não, nunca me faltará. Até aqui me tem ajudado, quando sob grande desânimo. [...]
Darei graças ao Senhor e louvarei Seu santo nome. Louvarei o Senhor pois nEle posso confiar em todos os tempos. Ele é a salvação de minha face e minha torre forte, para a qual posso correr e estar segura. Ele compreende minhas necessidades e me concederá a luz de Seu semblante, para que eu possa refletir luz sobre outros. Não falharei nem ficarei desanimada. Para Ti levanto os olhos, meu Pai celestial, para receber força e graça. ... Louvarei o Senhor em todo tempo, e não esperarei por um êxtase feliz de sentimento. Louva, pois, ao Senhor, porque Ele é bom, e Suas misericórdias me socorrerão de manhã, ao meio-dia e à noite. Uma feliz manifestação de sentimento não é prova; Sua Palavra é que é minha segurança (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 263).

"Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede", nunca mais desejará as vantagens nem as atrações do mundo; "pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna" (Carta 5, 1900).
Vocês precisam ter um Salvador morando em vocês, que será como uma fonte a jorrar para a vida eterna. A água da vida que flui do coração sempre rega o coração de outros (Ms 69, 1912; (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1267).


Segunda-feira, 22 de janeiro: Na Palavra

Dia a dia você deve aprender alguma coisa nova das Escrituras. Pesquise-as como se buscasse tesouros escondidos, pois contêm as palavras da vida eterna. Ore pedindo sabedoria e entendimento a fim de compreender esses santos escritos. Se isso fizer, você encontrará novas belezas na Palavra de Deus; sentirá que recebeu nova e preciosa luz sobre assuntos relacionados com a verdade, e a Bíblia será cada vez mais valorizada em seu apreço (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 266).

Cristo tem direito sobre toda pessoa; muitos, porém, preferem uma vida de pecado. Alguns não irão a Jesus para que lhes dê vida. Alguns dizem ao Seu convite: "Eu vou, Senhor"; mas não vão; não fazem completa entrega para permanecerem só em Cristo, que é vida e paz e alegria indizíveis, e cheio de glória. [...]
Deus vos deu o direito de apoderar-vos dEle pela oração da fé. A oração do que crê é a própria essência da religião pura, o segredo do poder para todo cristão. [...]
Consagrai tempo a orar, a examinar as Escrituras, a pôr o eu sob a disciplina de Jesus Cristo. Vivei em contato com o Cristo vivo, e assim que isto fizerdes, Ele vos segurará firmemente com mão forte que jamais afrouxará (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 97).

As mentes que se têm entregue a pensamentos frouxos, precisam transformar-se. “Cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo, como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo.” 1 Pedro 1:13-16. Os pensamentos têm de centralizar-se em Deus. É agora a ocasião de fazer um fervoroso esforço a fim de vencer as tendências naturais do coração carnal (Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 315).

Em Cristo está, para todo o sempre a plenitude da alegria. Os desejos, prazeres e divertimentos do mundo nunca satisfazem ou curam a alma. Mas Jesus diz: "Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna." João 6:54.
A graciosa presença de Cristo em Sua Palavra está sempre falando à alma, apresentando-O como a fonte de água viva a refrescar a alma sedenta. É nosso privilégio ter um Salvador vivo e permanente. Ele é a fonte de todo o poder implantado dentro de nós, e Sua influência fluirá em palavras e ações, refrigerando a todos os que estiverem dentro da esfera de nossa influência, neles criando desejos e aspirações de força e pureza, de santidade e de paz, e daquela alegria que não traz consigo a tristeza. Esse é o resultado de um Salvador que em nós mora (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 390).


Terça-feira, 23 de janeiro: Vida de oração

Em Sua oração ao Pai, deu Cristo ao mundo uma lição que deve ser gravada na mente e na alma. "A vida eterna", disse, "é esta: Que conheçam a Ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste." João 17:3. Isto é verdadeira educação. Comunica-nos poder. O conhecimento experimental de Deus e de Jesus Cristo, a quem Ele enviou, transforma o homem na semelhança de Deus. Dá ao homem o domínio próprio, submetendo todos os impulsos e paixões da natureza inferior ao domínio das faculdades superiores da mente. Faz de seu possuidor filho de Deus e herdeiro do Céu. Leva-o à comunhão com a mente do Infinito e lhe abre os ricos segredos do Universo (Parábolas de Jesus, p. 114).

Comunhão com Deus é a vida da alma. Não é algo que não possamos interpretar ou que possamos revestir com belas palavras, mas que não nos concede a genuína experiência que realmente valoriza nossas palavras. A comunhão com Deus concede-nos uma experiência diária que verdadeiramente torna nossa alegria plena.
Aqueles que têm esta união com Cristo, assim demonstrarão em espírito, palavras e atitude. A profissão nada é, a menos que bons frutos sejam demonstrados através de palavra e obra. Unidade, comunhão de uns com outros e com Cristo - este é o fruto produzido em todo o ramo da videira viva. A pessoa purificada, nascida de novo, tem um testemunho claro e distinto para dar. [...]
Conhecer a Deus é, no sentido bíblico da expressão, ser um com Ele em coração e mente, tendo um conhecimento experimental dEle, mantendo reverente comunhão com Ele como Redentor. Essa comunhão só pode ser obtida mediante sincera obediência. Onde esta comunhão está faltando, o coração não é, de modo algum, o templo de Deus, mas é controlado pelo inimigo que está realizando seus próprios objetivos mediante o instrumento humano. Tal homem, seja qual for a profissão que alegue ter, não é um templo do Espírito Santo (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 326).

"Sem fé é impossível agradar-Lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador dos que O buscam". Heb. 11:6.
Mas a fé não é de maneira nenhuma aliada à presunção. Somente o que tem verdadeira fé está garantido contra a presunção. Pois presunção é a falsificação da fé, operada por Satanás. A fé reclama as promessas de Deus, e produz frutos de obediência. A presunção também reclama as promessas, mas serve-se delas como fez Satanás, para desculpar a transgressão. A fé teria levado nossos primeiros pais a confiar no amor de Deus, e obedecer-Lhe aos mandamentos. A presunção os levou a transgredir-Lhe a lei, crendo que Seu grande amor os salvaria da consequência de seu pecado. Não é ter fé pretender o favor do Céu, sem cumprir as condições sob as quais é concedida a misericórdia. A fé genuína baseia-se nas promessas e providências das Escrituras (O Desejando de Todas as Nações, p. 126).

Tenho visto frequentemente que os filhos do Senhor negligenciam a oração, especialmente a oração secreta, e isto muito; que muitos não exercem aquela fé que têm o privilégio e o dever de exercer, esperando muitas vezes receber aquele sentir que unicamente a fé pode trazer. Sentimento não é fé; ambos são coisas distintas. Cabe a nós exercitar a fé; mas aquele sentimento de alegria e as bênçãos, Deus é quem os dá. A graça de Deus vem à alma pelo conduto da fé viva, e está ao nosso alcance exercitar semelhante fé (Primeiros Escritos, p. 72).


Quarta-feira, 24 de janeiro: Vida sábia

A linguagem usada por Salomão quando em oração a Deus diante do antigo altar de Gibeom, revela sua humildade e forte desejo de honrar a Deus. Ele sentia que sem o divino auxílio para desincumbir-se das responsabilidades impendentes sobre si, estaria tão ao desamparo como uma criancinha. Sabia que lhe faltava discernimento, e foi o senso de sua grande necessidade que o levou a buscar de Deus sabedoria. Em seu coração não havia aspiração egoísta de conhecimento para que se pudesse exaltar sobre outros. Ele desejava desempenhar fielmente os deveres que lhe foram impostos, e escolheu o dom que seria o meio de levar seu reino a glorificar a Deus. Salomão nunca foi tão rico ou tão sábio ou tão verdadeiramente grande como quando confessou: "Não passo de uma criança, não sei como conduzir-me". I Reis 3:7.
Os que ocupam hoje posições de responsabilidade devem procurar aprender a lição ensinada pela oração de Salomão. Quanto mais alta a posição que um homem ocupa, quanto maior a responsabilidade que tem de levar, mais ampla será a influência que exerce e maior sua necessidade de dependência de Deus. Deve lembrar-se sempre que com o chamado para o trabalho, vem o chamado para andar circunspectamente perante seus companheiros. Deve ele permanecer ante Deus na atitude de um discípulo. A posição não dá santidade de caráter. É por honrar a Deus e obedecer a Seus mandamentos que o homem se torna verdadeiramente grande. Profetas e Reis, págs. 30 e 31.
Far-nos-ia bem estudar cuidadosamente a oração de Salomão, e considerar cada um dos pontos dos quais dependia receber ele as ricas bênçãos que o Senhor estava disposto a lhe conceder. ...
Deus aprovou a oração de Salomão. E Ele ainda hoje ouvirá e aprovará a oração dos que, com fé e humildade, a Ele clamarem pedindo auxílio. Por certo atenderá à fervorosa oração em que a pessoa pede um preparo para o serviço. Em resposta Ele dirá: Eis-Me aqui. Que queres que faça por ti? ... Aquele que dirigiu a mente de Salomão ao fazer essa oração, hoje ensinará Seus servos a orar pedindo aquilo que necessitam.
O Deus que servimos não faz acepção de pessoas. Aquele que deu a Salomão o espírito de sábio discernimento, está desejoso de repartir as mesmas bênçãos a Seus filhos hoje. ... Quando o que leva um fardo opressivo deseja sabedoria mais que riquezas, poder, ou fama, não ficará desapontado. Tal pessoa aprenderá do grande Mestre não somente o que fazer, mas como fazê-lo de maneira a alcançar a divina aprovação.
Por todo o tempo em que permanecer consagrado, o homem a quem Deus dotou com discernimento e habilidade não manifestará anseios por alta posição, nem procurará dirigir ou governar. Necessariamente os homens precisam assumir responsabilidades; mas em vez de disputar a supremacia, aquele que é verdadeiro líder orará por um coração entendido, a fim de poder discernir entre o bem e o mal.
A vereda dos homens que estão colocados como líderes não é fácil. Mas devem eles ver em cada dificuldade um chamado à oração. Jamais devem deixar de consultar a grande Fonte de toda a sabedoria. Fortalecidos e iluminados pelo Obreiro-Mestre, serão capacitados a permanecer firmes contra pecaminosas influências, e a discernir entre o certo e o errado, o bem e o mal. Aprovarão o que Deus aprova, e empenhar-se-ão com todo o fervor contra a introdução de princípios errôneos em Sua causa.
A sabedoria que Salomão desejou acima de riquezas, honra, ou vida prolongada, Deus lhe deu. Sua petição por acuidade mental, largueza de coração e brandura de espírito foi satisfeita.

Nossas petições a Deus não devem proceder de um coração cheio de aspirações egoístas. Deus nos exorta a escolher os dons que redundem em Sua glória. Deseja Ele que escolhamos o celestial em vez do terreno. Abre completamente diante de nós as possibilidades e vantagens de um trato com o Céu. Ele concede encorajamento para alcançarmos os mais elevados alvos, segurança ao nosso mais precioso tesouro. Desaparecidas as posses mundanas, o crente regozijar-se-á na posse de seu tesouro celestial - riquezas que não se podem perder em nenhum desastre terrestre (Vidas que Falam [MM 1971], p. 188, 190).

Ninguém que verdadeiramente ame e tema a Deus continuará a transgredir a lei, seja em que forma for. Quando o homem transgride, fica sob a condenação da lei e esta se torna para ele um jugo de escravidão. Seja qual for sua profissão, ele não está justificado, isto é, perdoado.
"A lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma." Sal. 19:7. Mediante a obediência vem a santificação do corpo, alma e espírito. Esta santificação é um processo progressivo e uma subida de um nível de perfeição para outro.
Que uma fé viva se entreteça como fios de ouro na execução dos menores deveres. Então, a labuta diária toda promoverá o crescimento cristão. Contemplaremos então a Cristo continuamente. O amor a Ele dará força vital a tudo quanto empreendermos. Assim podemos, pelo bom uso de nossos talentos, ligar-nos por uma cadeia áurea ao mundo superior. Esta é a verdadeira santificação; porque a santificação consiste na realização alegre de nossos deveres cotidianos em obediência perfeita à vontade de Deus (Minha Consagração Hoje [MM 1989/1953], p. 234).

Não ganhamos a salvação por nossa obediência; pois a salvação é dom gratuito de Deus, e que obtemos pela fé. Mas a obediência é fruto da fé. "Bem sabeis que Ele Se manifestou para tirar os nossos pecados; e nEle não há pecado. Qualquer que permanece nEle não peca: qualquer que peca não O viu nem O conheceu". I João 3:5 e 6. Aí é que está a verdadeira prova. Se habitamos em Cristo, se o amor de Deus habita em nós, nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações estão em harmonia com a vontade de Deus tal como se expressa nos preceitos de Sua santa lei. "Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como Ele é justo." I João 3:7. A justiça está definida no padrão da santa lei de Deus, expressa nos dez preceitos dados no Sinai.
A chamada fé em Cristo que professa desobrigar os homens da obediência a Deus, não é fé, mas presunção. "Pela graça sois salvos, por meio da fé." Efés. 2:8. Mas "a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma". Tia. 2:17. Jesus disse de Si mesmo, antes de descer à Terra: "Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração." Sal. 40:8. E justamente antes de ascender para o Céu, declarou: "Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e permaneço no Seu amor." João 15:10. Diz a Escritura: "Nisto sabemos que O conhecemos: se guardarmos os Seus mandamentos. Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou." I João 2:3 e 6. "Pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as Suas pisadas." I Ped. 2:21.

A condição de vida eterna é hoje justamente a mesma que sempre foi - exatamente a mesma que foi no paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais - perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça. Se a vida eterna fosse concedida sob qualquer condição inferior a essa, correria perigo a felicidade do Universo todo. Estaria aberto o caminho para que o pecado, com todo o seu cortejo de infortúnios e misérias, se imortalizasse (Caminho a Cristo, p. 61, 62).

Quinta-feira, 25 de janeiro: O Espírito Santo

Muito descrédito tem acarretado à obra do Espírito Santo o erro de certa gente que, presumindo-se iluminada por Ele, declara não mais necessitar das instruções da palavra divina. Tais pessoas agem sob impulsos que reputam como a voz de Deus às suas almas. Entretanto o espírito que as rege não é de Deus. Essa docilidade às impressões de momento, com desprezo manifesto do que ensina a Bíblia, só pode resultar em confusão e ruína, favorecendo os desígnios do maligno. Como o ministério do Espírito tem importância vital para a igreja de Cristo, é o decidido empenho de Satanás, por meio dessas excentricidades de gente desequilibrada e fanática, cobrir de opróbrio a obra do Espírito Santo e induzir o povo a negligenciar a fonte de virtude que Deus proveu para o Seu povo (O Grande Conflito, p. 7).

A função do Espírito Santo é distintamente especificada nas palavras de Cristo: "E quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo." João 16:8. É o Espírito Santo que convence do pecado. Se o pecador atende à vivificadora influência do Espírito, será levado ao arrependimento e despertado para a importância de obedecer aos reclamos divinos.
Ao pecador arrependido, faminto e sedento de justiça, o Espírito Santo revela o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. "Ele... há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar", disse Cristo. João 16:14. "Esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito." João 14:26.
O Espírito é dado como agente de regeneração, para tornar eficaz a salvação operada pela morte de nosso Redentor. O Espírito está constantemente buscando atrair a atenção dos homens para a grande oferta feita na cruz do Calvário, a fim de desvendar ao mundo o amor de Deus, e abrir às almas convictas as preciosidades das Escrituras (Atos dos Apóstolos, p. 52).

São de suma importância os temas de redenção, e só os de mente espiritual podem discernir sua profundeza e significado. É nossa segurança, nossa alegria, demorar sobre as verdades do plano da salvação. Fé e oração são necessários para podermos contemplar as coisas profundas de Deus. Nosso espírito acha-se tão ligado a ideias estreitas que apanhamos apenas pontos de vista limitados, da experiência que é nosso privilégio possuir. ...
Por que será que muitos que professam ter fé em Cristo não têm força para resistir às tentações do inimigo? - É porque não são fortalecidos com poder, por Seu Espírito, no homem interior. O apóstolo ora para que, "estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus". Efés. 3:17-19. Se tivéssemos esta experiência, saberíamos alguma coisa da cruz do Calvário. Saberíamos o que significa ser participantes dos sofrimentos de Cristo. O amor de Cristo nos constrangeria, e embora não fôssemos capazes de explicar como o amor de Cristo nos aquece o coração, manifestaríamos Seu amor em fervente devoção a Sua causa (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 364).


Sexta-feira, 26 de janeiro: Estudo adicional

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
Faça parte deste projeto curtindo, comentando e compartilhando. Marque seus amigos e inimigos também. Vamos utilizar este meio de comunicação para honra e glória de Deus.