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sábado, 6 de outubro de 2018

4º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 2 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência" (Pv 9:10).

Sábado à tarde, 6 de outubro

Grande coisa é ser sábio à vista de Deus. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Isto é educação do coração, e é de maior importância do que a educação obtida de livros unicamente. É bom, e mesmo necessário obter conhecimento do mundo no qual vivemos, mas se deixarmos a eternidade fora de cálculo, sofreremos um fracasso do qual jamais nos recuperaremos. Será como o conhecimento obtido de comer do fruto da árvore proibida.
Que pode o mais versado em conhecimento intelectual saber ao certo sem um conhecimento da Palavra de Deus? Sem a educação encontrada na Bíblia, como alcançaremos o mundo vindouro, onde entraremos à presença de Deus e veremos Sua face? Coisa alguma da sabedoria deste mundo, do conhecimento recebido de livros, oferece um verdadeiro e seguro fundamento sobre o qual pudéssemos construir para a eternidade. Coisa alguma senão o pão que vem do Céu satisfaz a fome espiritual. "Porque o pão de Deus é Aquele que desce do Céu e dá vida ao mundo. O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que Eu vos disse são espírito e vida." João 6:33 e 63. Qual luz confortadora esta promessa brilha em meio das trevas morais. Ao comermos as palavras de Cristo, comemos o pão da vida, que proporciona vitalidade espiritual.
A palavra do único Deus verdadeiro é infalível. Infinita sabedoria, santidade, poder e amor unem-se em nos encaminhar para a norma pela qual Deus mede o caráter. A Palavra de Deus define tão claramente as leis de Seu reino que ninguém precisa andar em trevas. Sua lei é a transcrição de Seu caráter. É a norma que todos têm de alcançar, se quiserem entrar no reino de Deus. Ninguém precisa andar em incerteza. ... A lei de Deus não foi abolida. Viverá através dos séculos eternos. Pela morte de Cristo foi ela engrandecida, e o pecado exposto em sua luz verdadeira (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 139).

Se guardassem os mandamentos, Deus lhes prometeu dar o mais belo trigo e tirar-lhes mel da rocha. Com longa vida os havia de satisfazer e havia de mostrar-lhes Sua salvação.
Por desobediência a Deus, Adão e Eva perderam o Éden, e por causa do pecado toda a Terra foi amaldiçoada. Mas se o povo de Deus seguisse as instruções, sua terra seria restaurada à fertilidade e beleza. Deus mesmo lhes dera ensinos quanto à cultura do solo, e deveriam cooperar em sua restauração. Assim, toda a Terra, sob a direção de Deus, se tornaria uma lição objetiva da verdade espiritual. Assim como, em obediência às leis naturais, a terra deve produzir seus tesouros, da mesma forma, como em obediência à Sua lei moral o coração do povo deveria refletir os atributos de Seu caráter em obediência à Sua lei moral. Até os pagãos reconheceriam a superioridade dos que servem e adoram o Deus vivo (Parábolas de Jesus, p. 288, 289).

Sejam essas palavras muitas vezes repetidas, e toda pessoa exercite suas idéias e espírito e ação diariamente para que possa cumprir esta oração de Jesus Cristo. Ele não pede a Seu Pai coisas impossíveis. Ora pelas coisas que justamente se devem achar em Seus discípulos em relação a sua unidade um com o outro e sua unidade com Deus e Jesus Cristo. Qualquer coisa menos que isto não é atingir à perfeição do caráter cristão. A áurea cadeia do amor, ligando o coração dos crentes em unidade, em laços de companheirismo e amor, e em unidade com Cristo e o Pai, torna perfeita a ligação e dá ao mundo um testemunho do poder do cristianismo, que não pode ser contestado. ...
Então será destruído o egoísmo e a infidelidade não existirá. Não haverá então contendas e divisões. Não haverá obstinações em ninguém que se ache ligado a Cristo. Nenhum agirá na obstinada independência da criança desobediente que larga a mão que a está conduzindo e prefere andar sozinha (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 169).

O egoísmo e o orgulho impedem o amor puro que nos une em espírito a Jesus Cristo. Se este amor é verdadeiramente cultivado, o finito se une ao Infinito. A humanidade se unirá à humanidade, e todos se ligarão ao coração do Infinito Amor. O santificado amor de uns pelos outros é sagrado. Nesta grande obra o mútuo amor cristão - incomparavelmente mais elevado, mais constante, mais cortês, mais abnegado do que se tem visto - conserva a brandura cristã, bem como a beneficência, a polidez, e envolve a fraternidade humana no abraço de Deus, reconhecendo a dignidade que Ele conferiu aos direitos do homem (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 169).

Domingo, 7 de outubro: "Volta, ó rebelde Israel"

Nas Escrituras, o caráter sagrado e permanente da relação entre Cristo e Sua igreja é representado pela união matrimonial. O Senhor uniu a Si o Seu povo, por meio de um concerto solene, prometendo-lhe ser seu Deus, enquanto o povo se comprometia a ser unicamente dEle. Disse o Senhor: "E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias." Osé. 2:19. E noutro lugar: "Eu vos desposarei." Jer. 3:14. E Paulo emprega a mesma figura no Novo Testamento, quando diz: "Porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo." II Cor. 11:2.
A infidelidade da igreja para com Cristo, permitindo que sua confiança e afeição dEle se desviem, e consentindo que o amor às coisas mundanas ocupe a alma, é comparada com a violação do voto conjugal (O Grande Conflito, p. 381). 

O coração de Deus anseia por Seus filhos terrestres com amor mais forte que a morte. Entregando Seu Filho, nesse único Dom derramou sobre nós todo o Céu. A vida, morte e intercessão do Salvador, o ministério dos anjos, o pleitear do Espírito, o Pai operando acima de tudo e por tudo, o interesse incessante dos seres celestiais - tudo se empenha em favor da redenção do homem.
Oh! consideremos o maravilhoso sacrifício que foi feito por nós! Procuremos avaliar o esforço e energia que o Céu dedica para reivindicar os perdidos e reconduzi-los ao lar paterno. Motivos mais fortes e instrumentos mais poderosos não poderiam jamais ser postos em operação; as excelentes recompensas de fazer o bem, a alegria do Céu, a sociedade dos anjos, a comunhão e o amor de Deus e Seu Filho, o enobrecimento e dilatação de todas as nossas faculdades através dos séculos da eternidade - acaso não são, estes, poderosos incentivos e encorajamentos para nos impelir a consagrar ao nosso Criador e Redentor os mais amantes serviços do coração? (Caminho a Cristo, p. 21).

Foi-me apontado o antigo Israel. Apenas dois dos adultos, dentre o vasto exército que deixou o Egito, entraram em Canaã. Seus cadáveres ficaram espalhados no deserto por causa de suas transgressões. O Israel moderno está em maior perigo de esquecer-se de Deus e ser levado à idolatria do que o antigo povo de Deus. Adoram-se muitos ídolos, mesmo entre os professos observadores do sábado. Deus advertiu Seu antigo povo a guardar-se da idolatria, pois se se desviassem do Deus vivo, Sua maldição recairia sobre eles, enquanto que se O amassem “de todo o coração, e de toda a alma, e de todas as forças” (Marcos 12:33), Ele abençoaria abundantemente o seu cesto e a sua amassadeira e removeria do meio deles toda enfermidade. 
A bênção ou a maldição estão agora diante do povo de Deus — a bênção se saírem do mundo, se se apartarem dele e andarem nos caminhos da humilde obediência; a maldição, se se unirem aos idólatras e desprezarem os altos reclamos do Céu. Os pecados e iniquidades do rebelde Israel foram registrados e se apresentam diante de nós como advertência, mostrando-nos que se imitarmos seu exemplo transgressor e nos afastarmos de Deus, certamente cairemos como eles (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 609).

Segunda, 8 de outubro: Reto aos seus próprios olhos

Os israelitas "se misturaram com as nações, e aprenderam as suas obras". Ligaram-se matrimonialmente com os cananeus, e a idolatria espalhou-se como uma praga por toda a terra. "Serviram os seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço. Demais disso, sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios. ... E a terra foi manchada com sangue." "Pelo que se acendeu a ira do Senhor contra Seu povo, de modo que abominou a Sua herança." Sal. 106:34, 38 e 40.
Antes que se extinguisse a geração que recebera instruções de Josué, a idolatria fez pequeno avanço; mas os pais haviam preparado o caminho para a apostasia de seus filhos. O desacato às restrições do Senhor por parte daqueles que entraram na posse de Canaã, disseminou sementes de males, as quais continuaram a produzir amargos frutos por muitas gerações. Os hábitos simples dos hebreus lhes haviam assegurado saúde física; mas a associação com os gentios determinou a condescendência com o apetite e paixão, o que diminuiu gradualmente a força física e enfraqueceu as capacidades mentais e morais. Pelos seus pecados os israelitas foram separados de Deus; Sua força foi removida deles, e não mais podiam prevalecer contra seus inimigos. Assim foram levados sob a sujeição das mesmas nações que por intermédio de Deus haviam subjugado (Patriarcas e Profetas, p. 544, 545).

Há alguns que não atendem prontamente ao convite para abandonarem seu próprio caminho e colocarem-se em harmonia com a vontade de Deus. Preferem seguir um caminho de sua própria escolha. Os que desejam fazê-lo, têm o privilégio de continuar andando em seu próprio caminho não consagrado, mas o fim desse caminho é tristeza e destruição.
O Senhor tem homens designados por Ele, aos quais usará em Sua obra, contanto que permitam serem usados de acordo com Sua boa vontade. Jamais poderá usar alguém que está procurando humilhar alguma outra pessoa. Humilhai-vos a vós mesmos, irmãos. Quando fazeis isto, é possível que santos anjos se comuniquem convosco e vos coloquem em terreno vantajoso. Então vossa experiência, em vez de ser defeituosa, estará repleta de felicidade. Procurai relacionar-vos em harmonia com a direção de Deus, e sereis então suscetíveis às impressões de Seu Santo Espírito (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 30).

Nunca vos envergonheis de vosso estandarte; tomai-o e desfraldai-o à vista dos homens e dos anjos. ... O mundo tem o direito de saber justamente o que se pode esperar de todo ser humano inteligente. Quem for um conjunto vivo de princípios firmes, decididos e justos, será uma influência viva sobre os companheiros; e influenciará os outros pelo seu cristianismo. Muitos não discernem nem apreciam quão grande é a influência de cada um para o bem ou para o mal. 
Sua felicidade, tanto nesta vida como na futura, depende de que fixem a mente em coisas animadoras (Minha Consagração Hoje [MM 1953/1989], p. 111). 

Terça, 9 de outubro: A divisão da nação hebraica

As tribos vinham há muito sofrendo cruéis injustiças sob as medidas opressivas do governante anterior. A extravagância do reinado de Salomão durante sua apostasia levara-o a tributar o povo pesadamente, e a requerer dele muito trabalho servil. Antes de levar avante a coroação de um novo monarca, os líderes dentre as tribos determinaram assegurar-se se era ou não propósito do filho de Salomão aliviar aquelas cargas. "Veio, pois, Jeroboão com todo o Israel, e falaram a Roboão, dizendo: Teu pai fez duro o nosso jugo; alivia tu, pois, agora a dura servidão de teu pai, e o pesado jugo que nos tinha imposto, e servir-te-emos".
Desejoso de aconselhar-se com seus auxiliares, antes de expor sua política, Roboão respondeu: "Daqui a três dias tornai a mim. Então o povo se foi". [...]
Inflado pela perspectiva de exercer suprema autoridade, Roboão determinou desconsiderar o conselho dos homens mais idosos do seu reino, e fazer dos jovens seus conselheiros. Sucedeu então que no dia aprazado, quando "Jeroboão, e todo o povo", veio a Roboão em busca de uma resposta concernente ao programa que ele pretendia pôr em prática, Roboão "lhes respondeu asperamente... dizendo: Meu pai agravou o vosso jugo, porém eu lhe acrescentarei mais; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões" (I Reis 12:12-14; Profetas e Reis, p. 88-90).

Resolve alcançar uma norma alta e santa; põe na altura a tua meta; procede com sincero propósito, como fez Daniel, constante e perseverantemente; e assim coisa alguma que o inimigo possa fazer, impedirá teu progresso diário. Não obstante as inconveniências, mudanças, perplexidades, poderás avançar constantemente no vigor mental e no poder moral.
Ninguém precisa ser ignorante, a menos que o prefira. O conhecimento deve ser adquirido constantemente; é alimento para a mente. Nós, que aguardamos a vinda de Cristo, devemos ter a resolução de não viver esta vida constantemente do lado da derrota nessa questão, mas na compreensão das realizações espirituais. Sê homem de Deus, do lado da vitória. O conhecimento está ao alcance de todos os que o desejam. É propósito de Deus que a mente se torne forte, o pensamento mais profundo, mais cheio e claro. Anda com Deus, como andou Enoque. Faze de Deus o teu Conselheiro, e não poderás deixar de progredir (Mente, Caráter e Personalidade, p. 104, 105). 

"Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada." Tia. 1:5.
É privilégio de todo crente primeiro falar com Deus em sua câmara secreta, e depois, como porta-voz de Deus, falar com os outros. A fim de termos alguma coisa para comunicar aos outros, temos de receber diariamente luz e bênção. Homens e mulheres que comungam com Deus, que têm Cristo a habitar no íntimo, que, por cooperar com santos anjos, são circundados de santas influências, estes são necessários hoje. A causa carece de pessoas que têm poder para puxar o jugo ao lado de Cristo, poder para expressar o amor de Deus em palavras de animação e compaixão (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 65).

Quarta, 10 de outubro: Divisão em Corinto

"Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer." I Cor. 1:10. Paulo não teria apelado para eles a fim de que fizessem o impossível. A união é o resultado certo da perfeição cristã (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 90). 

Paulo estava certo de que as mais altos ideais cristãos só podem ser alcançadas mediante muita oração e permanente vigia, e isto procurava ele incutir-lhes na mente. Mas ele sabia também que em Cristo crucificado lhes era oferecido poder suficiente para converter a alma, e divinamente adaptado para habilitá-los a resistir a todas as tentações para o mal. Com fé em Deus como sua armadura, e com Sua Palavra como arma de guerra, eles seriam supridos com poder íntimo que os capacitaria a rechaçar os ataques do inimigo.
Os crentes coríntios necessitavam de mais profunda experiência nas coisas de Deus. Eles não sabiam exatamente o que significa contemplar Sua glória, e ser transformado de glória em glória. Haviam visto apenas os primeiros raios do alvorecer desta glória. O desejo de Paulo por eles era que eles fossem cheios de toda plenitude de Deus, conhecendo e prosseguindo em conhecer Aquele cuja saída é como a alva, e continuassem a aprender dEle até que chegasse a pleno meio-dia de uma perfeita fé evangélica (Atos dos Apóstolos, p. 307, 308).

Cristo está dividido? - Não. O Cristo que habita na alma não contenderá com o Cristo noutra alma. Precisamos aprender a suportar as peculiaridades dos que nos rodeiam. Se nossa vontade está sob o controle da vontade de Cristo, como podemos estar em desavença com nossos irmãos? Se estamos em desavença, podemos saber que é porque o próprio eu precisa ser crucificado. Aquele a quem Cristo liberta realmente é livre. Não somos perfeitos em Cristo se não nos amamos uns aos outros como Cristo nos amou. Quando fazemos isso, segundo o mandamento que nos foi dado por Cristo, evidenciamos que somos perfeitos nEle (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 274).

Haverá um renhido conflito entre os que são leais a Deus e os que desprezam a Sua lei. A reverência à lei de Deus tem sido subvertida. Os líderes religiosos estão ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Assim como ocorreu nos dias do antigo Israel, acontece nesta era do mundo. Em virtude da prevalência da deslealdade e transgressão, haverão de aqueles que acariciaram a lei de Deus demonstrar agora menor respeito a ela? Será que vão unir-se aos poderes da Terra para ignorá-la? Os fiéis não serão arrastados pela corrente do mal. Não se envolverão em controvérsia em relação àquilo que Deus colocou à parte como sagrado. Não seguirão o exemplo de esquecimento de Israel; trarão antes à lembrança o modo como Deus lidou com Seu povo em todas as épocas, e trilharão o caminho dos Seus mandamentos. 
A prova sobrevirá a cada um. Existem apenas dois lados. Em qual deles se posicionará você? (Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 120).

Quinta, 11 de outubro: "Aparecerão lobos ferozes"

Mesmo que sejam ímpios os homens que falam da verdade, alguns a recebem; mas isto não leva os que falaram a maior favor de Deus. Ímpios são sempre ímpios, e segundo o engano praticado para com os que eram amados de Deus e à confusão levada à igreja, terão a sua punição; seus pecados não permanecerão cobertos, mas serão expostos no dia da ardente ira de Deus.
Esses mensageiros enviados de moto-próprio são uma maldição para a Causa. Almas honestas neles põem sua confiança, pensando que se estão movendo no conselho de Deus e estão em união com a igreja, aceitando portanto que administrem as ordenanças, e ao se lhes tornar claro o seu dever de praticar as primeiras obras, permitem ser por eles batizados. Mas o fazer-se a luz, como geralmente sucede, e ao serem alertados de que esses homens não são o que eles pensavam ser, isto é, mensageiros chamados e escolhidos por Deus, entram em provação e em dúvida quanto à verdade que haviam recebido e sentem que precisam aprendê-la completamente de novo. Sentem-se desassossegados e são levados à perplexidade pelo inimigo sobre a sua experiência, se Deus os tem guiado ou não, e não ficam satisfeitos até que sejam de novo batizados e recomecem tudo. É muito mais penoso para o espírito dos mensageiros de Deus irem a lugares onde têm estado os que exercem esta má influência do que iniciar o trabalho em campos novos. Os servos de Deus precisam tratar com clareza, agir abertamente, e não ocultar erros; pois estão colocados entre os vivos e os mortos, e precisam dar conta de sua fidelidade, de sua missão e da influência que exercem sobre o rebanho do qual o Senhor os constituiu bispos.
Os que recebem a verdade e são conduzidos a tais provações teriam recebido a verdade da mesma forma se esses homens tivessem permanecido afastados e ocupado o humilde lugar que o Senhor lhes designara. Os olhos de Deus estavam sobre as Suas joias, e Deus lhes teria dirigido Seus chamados e escolhidos mensageiros - homens que teriam agido inteligentemente. A luz da verdade teria mostrado e descoberto a essas almas a sua verdadeira posição, e teriam recebido a verdade com entendimento, ficando satisfeitos com sua beleza e clareza. E ao sentirem os seus poderosos efeitos, teriam se fortalecido e derramado santa influência.
De novo foi-me mostrado o perigo desses viajantes a quem Deus não chamou. Mesmo que tenham algum sucesso, as qualificações que lhes faltam serão sentidas. Atitudes imprudentes serão tomadas, e pela falta de sabedoria algumas almas preciosas serão conduzidas aonde jamais poderão ser alcançadas. Vi que a igreja devia sentir sua responsabilidade e vigiar cuidadosa e atentamente a vida, as qualificações e a conduta geral dos que professam ser ensinadores. Se não houver inequívoca evidência de que Deus os chamou, de que sobre eles está o "ai" se não abraçarem o chamado, é dever da igreja agir e permitir seja sabido que essas pessoas não são reconhecidas como ensinadores pela igreja. Este é o único procedimento que a igreja pode adotar para estar livre nesta questão, pois o fardo está sobre ela.
Vi que esta porta pela qual o inimigo entra para perturbar e levar à perplexidade o rebanho, pode ser fechada. Indaguei do anjo como poderia ser ela fechada. Disse ele: "A igreja precisa acorrer para a Palavra de Deus e estabelecer-se na ordem evangélica que tem sido subestimada e negligenciada." Isto é necessariamente indispensável para levar a igreja à unidade da fé. Vi que nos dias dos apóstolos a igreja esteve em perigo de ser enganada e iludida por falsos mestres. Portanto os irmãos escolheram homens que tinham dado boa demonstração de que eram capazes de governar bem a sua própria casa e preservar a ordem em sua própria família, e que podiam esclarecer os que estavam em trevas. Foi feita indagação a Deus com respeito a esses, e então, em harmonia com a mente da igreja e o Espírito Santo, foram separados pela imposição das mãos. Havendo recebido sua comissão da parte de Deus e tendo a aprovação da igreja, saíram batizando no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e administrando as ordenanças da casa do Senhor, muitas vezes servindo os santos na apresentação do corpo partido e do sangue derramado do crucificado Salvador, a fim de conservar sempre na memória dos amados filhos de Deus os Seus sofrimentos e morte.
Vi que não estamos mais seguros contra os falsos ensinadores agora do que estavam eles nos dias dos apóstolos; e, se mais não fizermos, devemos tomar especiais medidas como eles o fizeram, a fim de garantir a paz, a harmonia e união do rebanho. Temos o seu exemplo, e devemos segui-lo. Irmãos de experiência e de mente saudável devem congregar-se, e seguindo a Palavra de Deus e sanção do Espírito Santo, devem, com fervente oração, impor as mãos sobre aqueles que tenham dado plena prova de que receberam o chamado de Deus, sendo então separados para se devotarem inteiramente a Sua obra. Esse ato mostraria a sanção da igreja a sua saída como mensageiros para levarem a mais solene mensagem já dada aos homens (Primeiros Escritos, p. 99-101).

Falo ao nosso povo. Se vocês se aproximarem de Jesus e procurarem honrar sua profissão de fé mediante uma vida bem ordenada e conversação santa, seus pés serão guardados de se desviarem para caminhos proibidos. Se tão somente vigiarem continuamente em oração, se fizerem tudo como se estivessem na presença imediata de Deus, então estarão livres de ceder à tentação, e poderão esperar ser conservados puros, imaculados e incontaminados até o fim. Se retiverem “firmemente o princípio da” sua “confiança até ao fim” (Hebreus 3:14), seus caminhos serão estabelecidos em Deus, e aquilo que a graça começou, a glória coroará no reino de nosso Deus. “O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gálatas 5:22, 23. Se Cristo estiver em nós, crucificaremos a carne com suas paixões e concupiscências (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 148).

Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a falsidade estará tão misturada com a verdade, que somente os que têm a direção do Espírito Santo serão capazes de distinguir a verdade do erro. Precisamos fazer todo esforço para guardar o caminho do Senhor. De modo nenhum devemos afastar-nos de Sua orientação e pôr a confiança no homem. O Senhor determina que os anjos mantenham estrita vigilância sobre os que põem sua fé no Senhor, e esses anjos são nossa especial ajuda em todo tempo de necessidade. Cada dia devemos ir ao Senhor em plena certeza de fé, e d Ele esperar sabedoria. [...] Os que são guiados pela Palavra do Senhor distinguirão com certeza entre a falsidade e a verdade, entre o pecado e a justiça (Maravilhosa Graça de Deus [MM 1974], 199; Comentário de Ellen G. White no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1.007, 1.008).

Sexta, 12 de outubro: Estudo adicional

Profetas e Reis, "O Reino é Rasgado", p. 87-98.
Atos dos Apóstolos, "Mensagem de Advertência e de Apelo", p. 298-308.



Os trechos em destaque foram extraídos dos originais, mas estão ausentes na compilação do comentário.

sábado, 23 de junho de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 13 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (Mt 24:27).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 2º Trimestre 2018 - Lição 13 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 23 de junho

O Doador da vida chamará a Sua adquirida possessão, quando da ressurreição primeira, e até aquela hora triunfante, quando há de soar a última trombeta e o vasto exército ressurgirá para a vitória eterna, todo santo que dorme será conservado em segurança, guardado como joia preciosa, conhecido de Deus por nome. Pelo poder do Salvador que neles habitou quando vivos e por terem sido participantes da natureza divina, são ressurgidos dentre os mortos. 
Nossas mais agradáveis esperanças com frequência malogram aqui. Nossos entes queridos se separam de nós pela morte. Cerramos-lhes os olhos, vestimo-los para a última morada, e são levados da nossa vista. Não estamos separados para sempre, mas encontraremos os nossos queridos que dormem em Jesus. Volverão de novo da terra do inimigo. O Doador da Vida vem. Milhares de santos anjos O escoltam no trajeto. Arrebenta as ataduras da morte, quebra os grilhões da tumba, e os preciosos cativos ressurgem em saúde e beleza imortal (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 182). 

Pela fé os filhos de Deus obtêm um conhecimento de Cristo e acalentam a esperança de Seu aparecimento para julgar o mundo com justiça, até que se torne uma gloriosa expectativa; pois então O verão como Ele é, e se tornarão semelhantes a Ele, e sempre estarão com o Senhor. Os santos que dormem serão então chamados para fora de suas sepulturas, para uma gloriosa imortalidade. Quando chegar o dia do livramento, então vereis outra vez a diferença entre o que serve a Deus e o que não O serve. Quando Cristo vier, será para ser admirado por todos os que creem, e os reinos deste mundo tornar-se-ão os reinos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Os que estão aguardando a revelação de Cristo nas nuvens do céu com poder e grande glória, como Rei dos reis e Senhor dos senhores, procurarão representá-Lo perante o mundo na vida e no caráter. "E qualquer que nEle tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro." I João 3:3. Odiarão o pecado e a iniquidade, assim como Cristo odiou o pecado. Guardarão os mandamentos de Deus, como Cristo guardou os mandamentos de Seu Pai. Compreenderão que não basta aquiescer nas doutrinas da verdade, mas a verdade tem de ser aplicada ao coração e praticada na vida, a fim de que os seguidores de Cristo possam ser um com ele e os homens sejam tão puros em sua esfera com Deus na dEle (Fé e Obras, p. 115).

Cristo virá em Sua própria glória, na glória de Seu Pai, e na glória dos santos anjos. Milhares de milhares e miríades de miríades de anjos - os triunfantes filhos de Deus, possuidores de transcendente beleza e glória, escoltá-Lo-ão em Seu caminho. Em lugar de uma coroa de espinhos, trará coroa de glória - uma coroa dentro de outra. Em lugar daquele velho manto de púrpura, trajará vestes do mais puro branco, "tais como nenhum lavandeiro sobre a Terra as poderia branquear". Mar. 9:3. E em Suas vestes e na coxa terá escrito um nome: "Rei dos reis e Senhor dos senhores" (Apoc. 19:16; Maranata [MM 1977], p. 289).

Domingo, 24 de junho: O Dia do Senhor

Disseram os profetas da antiguidade, ao contemplar em santa visão o dia de Deus: "Uivai, porque o dia do Senhor está perto; vem do Todo-poderoso como assolação." Isaías 13:6. "Entra nas rochas e esconde-te no pó, da presença espantosa do Senhor e da glória da Sua majestade. Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a altivez dos varões será humilhada; e só o Senhor será exaltado naquele dia. Porque o dia do Senhor dos exércitos será contra todo o soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido." 
[...] Os que tudo sacrificaram por Cristo estão agora em segurança, como que escondidos no lugar secreto do pavilhão do Senhor. Foram provados, e perante o mundo e os desprezadores da verdade, evidenciaram sua fidelidade Àquele que por eles morreu (O Grande Conflito, p. 639). 

Maravilhosos acontecimentos logo se desdobrarão perante o mundo. O fim de todas as coisas está próximo. O tempo de angústia está prestes a sobrevir ao povo de Deus. É então que sairá o decreto proibindo os que guardam o sábado do Senhor de comprar ou vender, e ameaçando-os de punição e mesmo de morte, se não observarem o primeiro dia da semana como o sábado.
"Nesse tempo, Se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro." Dan. 12:1. Com isso vemos a importância de ter os nossos nomes escritos no livro da vida. Todos aqueles cujos nomes estão registrados ali serão livrados do poder de Satanás, e Cristo ordenará que sejam tiradas suas vestes sujas e que eles sejam vestidos com Sua justiça. "Eles serão Meus, diz o Senhor dos Exércitos, naquele dia que farei, serão para Mim particular tesouro; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho que o serve" (Mal. 3:17; Exaltai-O [MM 1992], p. 403).

"E os reis da Terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto dAquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da Sua ira; e quem poderá subsistir?" Apoc. 6:15-17. Aqueles que pouco tempo antes queriam destruir da Terra os fiéis filhos de Deus, testemunham agora a glória de Deus que sobre eles repousa. E, por entre todo o seu terror, ouvem as vozes dos santos em alegres acordes, dizendo: "Eis que Este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e Ele nos salvará" (Isa. 25:9; Primeiros Escritos, p. 287).

Segunda, 25 de junho: Daniel e a segunda vinda de Cristo

Almejo ver despedaçar-se o enganoso poder do inimigo. Mas não permitiremos que nossa fé fracasse. O único conforto verdadeiro que encontro é olhar além deste conflito e ver o triunfo final, a glória de Deus refletindo seu esplendor sobre os vencedores. A profecia indica o seguro resultado do conflito, e podemos vê-lo pela fé. Anseio realizar as experiências desdobradas diante de mim nas visões que o Senhor me tem dado.
O poder reprimidor do Espírito de Deus está sendo retirado da Terra. Nossa obra precisa ser efetuada rapidamente. Temos de fazer todo esforço ao nosso alcance para salvar pessoas da morte. Em breve o Senhor Deus do Céu estabelecerá Seu reino, que jamais será destruído. Agora é o tempo de desenvolvermos um caráter puro e celestial. A obra aumentará cada vez mais de fervor e intensidade até o fim. Necessitamos de um acréscimo de fé. Precisamos vigiar em oração (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 206).

Mas aproximava-se o tempo em que Ele seria glorificado. Pela ressurreição dentre os mortos, seria "declarado Filho de Deus em poder". Rom. 1:4. Em Sua segunda vinda, seria revelado como Senhor do Céu e da Terra. Os que se achavam então prestes a crucificá-Lo, reconheceriam Sua grandeza. Perante o Universo, a pedra rejeitada Se tornaria a principal pedra de esquina.
"E aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó." O povo que rejeitou a Cristo, teria de ver em breve destruídas sua cidade e nação. Sua glória seria despedaçada, espalhada como o pó diante do vento. E que foi que destruiu os judeus? Foi a rocha que, houvessem eles edificado sobre ela, teria sido sua segurança. Foi a bondade divina desprezada, a justiça maltratada, e menosprezada Sua misericórdia. Os homens deliberaram opor-se a Deus, e tudo quanto teria servido para sua salvação foi voltado para sua destruição. Tudo quanto Deus ordenara para vida, acharam ser para morte. Na crucifixão de Cristo pelos judeus, estava envolvida a destruição de Jerusalém. O sangue derramado sobre o Calvário, foi o peso que os fez abismar na ruína para este mundo e o mundo por vir. Assim será no grande dia final, quando o juízo cair sobre os que rejeitam a graça divina. Cristo, para eles a pedra de escândalo, aparecer-lhes-á então como vingadora montanha. A glória de Seu rosto, que para os justos é vida, será para os ímpios um fogo consumidor. Por causa do amor rejeitado, da graça desprezada, será destruído o pecador (O Desejado de Todas as Nações, p. 600).

Não vai longe o tempo em que a prova envolverá a todos. A marca da besta nos será recomendada com insistência. Os que, passo a passo, cederam às exigências do mundo e se sujeitaram a costumes mundanos não acharão difícil submeter-se aos poderes dominantes, de preferência a expor-se a escárnio, insultos, ameaças de prisão e morte. O conflito é entre os mandamentos de Deus e os mandamentos de homens. Nesse tempo, o ouro será separado da escória na igreja. A verdadeira piedade distinguir-se-á então claramente daquela que é só aparência. Muitas estrelas cujo brilho temos admirado, então se apagarão transformando-se em trevas. A palha, como nuvem, será levada pelo vento, mesmo de lugares onde só vemos ricos campos de trigo. Todos os que se apoderam dos ornamentos do santuário, mas não se acham vestidos com a justiça de Cristo, aparecerão na vergonha da sua nudez (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 81).

Terça, 26 de junho: Perspectivas em longo prazo

A mensagem para este tempo é positiva, simples, e de profunda importância. Devemos agir como homens e mulheres que creem nela. Aguardar, vigiar, trabalhar, orar, advertir o mundo - eis nossa tarefa. 
Fiquei profundamente impressionada pelas cenas que recentemente passaram diante de mim, à noite. Parecia existir um grande movimento - um trabalho de reavivamento - em ação em vários lugares. Nosso povo movia-se em linha e respondia ao apelo de Deus. Meus irmãos, o Senhor está falando a cada um de nós. Não ouviremos Sua voz? Não espevitaremos nossas lâmpadas e não agiremos como homens que esperam a vinda de seu Senhor? (A Maravilhosa Graça de Deus [MM 1974], p. 357).

Paulo sofreu por amor da verdade; e, contudo, não ouvimos nenhuma queixa de seus lábios. Ao rever sua vida de fadiga, e cuidado, e sacrifício, ele diz: "Para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada." Rom. 8:18. [...]
Embora Paulo fosse afinal confinado a uma prisão romana - excluído da luz e ar do céu, isolado de sua obra ativa no evangelho, esperando a todo o momento ser condenado à morte - não se entregou à dúvida ou ao desespero. Daquela escura masmorra partiu seu testemunho antes da agonia, cheio de uma sublime fé e ânimo que têm inspirado o coração dos santos e mártires em todos os séculos subsequentes. Suas palavras apropriadamente descrevem os resultados daquela santificação que temos desejado apresentar nestas páginas: "Eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas a todos os que amarem a Sua vinda" (II Tim. 4:6-8; Santificação, p. 95, 96).

Fé é o de que precisais. Não deixeis vacilar a fé. Combatei o bom combate da fé e tomai posse da vida eterna. Será uma luta severa, mas combatei-a a todo o custo, pois as promessas de Deus são sim e amém em Cristo Jesus. Ponde a mão na mão de Cristo. Há dificuldades a ser vencidas, mas anjos magníficos em poder cooperarão com o povo de Deus. Olhai a Sião, forçai vossos passos para a cidade das solenidades. Uma coroa gloriosa e vestes tecidas no tear do Céu aguardam o vencedor. Embora Satanás lance sua infernal sombra através de vosso caminho e procure ocultar de vossa vista a escada mística que se estende da Terra para o trono de Deus, na qual sobem e descem os anjos, que são espíritos ministradores aos que hão de herdar a salvação, todavia pressionai vosso caminho para o alto, plantai os pés sobre um degrau após outro, e avançai rumo do trono do Infinito (Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 462, 463).

Quarta, 27 de junho: Nas nuvens do Céu

Há em nosso mundo, hoje, uma classe cheia de justiça própria. Não são glutões, nem beberrões, não são incrédulos; porém, desejam viver para si mesmos e não para Deus. Ele não está em seus pensamentos; por isso são classificados com os descrentes. Caso lhes fosse possível entrar na cidade de Deus, não poderiam ter direito à árvore da vida; pois quando os mandamentos de Deus lhes foram apresentados com todas as reivindicações em vigor, disseram: Não.
Não serviram a Deus aqui, por isso não haveriam de servi-Lo futuramente. Não poderiam viver em Sua presença, e sentiriam que qualquer lugar seria preferível ao Céu.
Aprender de Cristo significa receber Sua graça, que é Seu caráter. Mas os que não apreciam nem aproveitam as preciosas oportunidades e sagradas influências a eles concedidas na Terra, não estão qualificados para tomar parte na pura devoção do Céu. Seu caráter não está moldado segundo a semelhança divina. Por sua própria negligência abriram uma voragem que nada pode transpor. Entre eles e o justo está posto um grande abismo (Parábolas de Jesus, p. 270, 271).

Por ocasião de Sua segunda vinda, será causada convicção em todo coração. Os que se afastaram dEle para as coisas triviais da Terra, em busca de interesses egoístas e honra mundana, reconhecerão o seu erro no dia de Sua vinda. São estes aqueles a quem o revelador se refere ao dizer que "todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele". ... Apoc. 1:7.
"Até quantos O traspassaram". Apoc. 1:7. Estas palavras se aplicam não somente aos homens que traspassaram a Cristo quando Ele estava suspenso na cruz do Calvário, mas também aos que, pela difamação e a prática do mal, O traspassam hoje em dia (Maranata [MM 1977], p. 290).  

Muitos têm adotado o conceito de que não podem pecar porque estão santificados, mas isto é uma enganosa cilada do maligno. Há constante perigo de cair em pecado, pois Cristo nos admoestou a vigiar e orar para que não entremos em tentação. Se estivermos cientes da debilidade do próprio eu, não seremos presunçosos nem indiferentes ao perigo, mas sentiremos a necessidade de recorrer à Fonte de nossa força: Jesus, Justiça nossa. Iremos em arrependimento e contrição, com pungente senso de nossa própria fraqueza finita, e aprenderemos que precisamos apropriar-nos diariamente dos méritos do sangue de Cristo, a fim de que nos tornemos vasos preparados para uso do Mestre.
Confiando assim em Deus, não seremos achados a pelejar contra a verdade, mas sempre seremos habilitados a colocar-nos ao lado do que é direito. Devemos apegar-nos ao ensino da Bíblia e não seguir os costumes e tradições do mundo, as palavras e os atos de homens (Fé e Obras, p. 86).

O trato de Deus com a rebelião terá como resultado desmascarar completamente a obra que durante tanto tempo se tem continuado encobertamente. Os resultados do governo de Satanás, os frutos de se porem de lado os estatutos divinos, serão patenteados a todas as inteligências criadas. A lei de Deus ficará inteiramente reivindicada. Ver-se-á que todo o trato de Deus foi orientado com referência ao bem eterno de Seu povo, e ao bem de todos os mundos que Ele criara. O próprio Satanás, na presença do Universo como testemunha, confessará a justiça do governo de Deus, e a retidão de Sua lei.
Não muito longe está o tempo em que Deus Se levantará a fim de reivindicar Sua autoridade insultada (Patriarcas e Profetas, p. 338, 339).

Quinta, 28 de junho: Os vivos e os mortos

A luz emitida da vida do verdadeiro cristão testifica de sua união com Cristo. O eu se perde de vista, e Cristo é revelado. O Céu reconhece o cumprimento da promessa: "Agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é". I João 3:2. Então aqueles cuja vida esteve escondida em Cristo, e que neste mundo combateram o bom combate da fé, resplandecerão com a glória do Redentor no reino de Deus (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 99).

Quando Cristo vier, nosso corpo vil deverá ser transformado, e feito segundo Seu corpo glorioso, mas o caráter vil não se tornará santo então. A transformação do caráter precisa ocorrer antes de Sua vinda. Nossa natureza precisa ser pura e santa; importa possuir a mente de Cristo, de modo que Ele veja com prazer Sua imagem refletida em nossa vida. ... José conservou sua integridade quando cercado de idólatras no Egito, em meio de pecado e blasfêmia e de influências corruptoras. Quando tentado a desviar-se da senda da virtude, sua resposta foi: "Como, pois, faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?" Gên. 39:9. Enoque, José e Daniel confiavam numa força que era infinita. Eis o único caminho seguro para os cristãos seguirem em nossos dias (Nossa Alta Vocação [MM 1952], p. 275).

Todos, porém, surgem com a vivacidade e o vigor de eterna juventude. No princípio o homem foi criado à semelhança de Deus, não somente no caráter, mas na forma e aspecto. O pecado desfigurou e quase obliterou a imagem divina; mas Cristo veio para restaurar aquilo que se havia perdido. Ele mudará nosso corpo vil, modelando-o conforme Seu corpo glorioso. As formas mortais, corruptíveis, destituídas de garbo, poluídas pelo pecado, tornam-se perfeitas, belas e imortais. Todos os defeitos e deformidades são deixados no túmulo. Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto tempo perdido, os remidos crescerão até à estatura completa da raça em sua glória primitiva. Os últimos traços da maldição do pecado serão removidos, e os fiéis de Cristo aparecerão "na beleza do Senhor nosso Deus", refletindo no espírito, alma e corpo, a imagem perfeita de seu Senhor. Oh! maravilhosa redenção! Há tanto tempo objeto das cogitações, há tanto tempo esperada, contemplada com ávida expectativa, mas nunca entendida completamente!
Os justos vivos são transformados "num momento, num abrir e fechar de olhos". I Cor. 15:52. À voz de Deus eles foram glorificados; agora, tornam-se imortais, e com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares. Os anjos "ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus." Mat. 24:31. Crianças são levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se, para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria ascendem juntamente para a cidade de Deus (O Grande Conflito, p. 644, 645).

Por meio da obra redentora de Cristo, o governo de Deus fica justificado. O Onipotente é dado a conhecer como o Deus de amor. As acusações de Satanás são refutadas, e revelado seu caráter. A rebelião não se levantará segunda vez. O pecado jamais poderá entrar novamente no Universo. Todos estarão por todos os séculos garantidos contra a apostasia. Mediante o sacrifício feito pelo amor, os habitantes da Terra e do Céu se acham ligados a seu Criador por laços de indissolúvel união. 
A obra da redenção será completa. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus. A Terra, o próprio campo que Satanás reclama como seu, será não apenas redimida, mas exaltada. Nosso pequenino mundo, sob a maldição do pecado, a única mancha escura de Sua gloriosa criação, será honrado acima de todos os outros mundos do Universo de Deus. [...] E através dos séculos infindos, enquanto os remidos andam na luz do Senhor, hão de louvá-Lo por Seu inefável Dom - EMANUEL,"DEUS CONOSCO" (O Desejado de Todas as Nações, p. 26).

Sexta, 29 de junho: Estudo adicional

A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], "Ora vem, Senhor Jesus", p. 347.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 1 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 2º Trimestre 2018 - Lição 1 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Sábado à tarde, 31 de março

O mundo caído é o campo de batalha do maior conflito que o universo celeste e as potências terrestres já presenciaram. Foi designado como teatro da grande luta que se havia de travar entre o bem e o mal, entre o Céu e o inferno. Toda criatura humana desempenha uma parte nesse conflito. Ninguém pode ocupar terreno neutro. Os homens, hão de aceitar ou rejeitar o Redentor do mundo. Todos são testemunhas, quer seja a favor, quer contra Cristo. Ele chama os que se acham sob Sua bandeira para que se empenhem com Ele na luta como fiéis soldados, de modo a herdarem a coroa da vida. Foram adotados como filhos e filhas de Deus. Cristo deixou-lhes a firme promessa de que grande será a recompensa no reino do Céu para os que partilham Sua humilhação e sofrimento por amor da verdade.
A cruz do Calvário desafia, e afinal há de vencer todo poder terreno e infernal. Na cruz se concentram todas as influências, e dela todas as influências se irradiam. Ela é o grande centro de atração, pois nela Cristo deu a vida pela humanidade. Esse sacrifício foi oferecido a fim de restaurar o homem à sua perfeição original; e mais ainda: Foi feito para proporcionar-lhe inteira transformação de caráter, tornando-o mais que vencedor. Aqueles que, no poder de Cristo, vencerem o grande inimigo de Deus e do homem, ocuparão nas cortes celestes uma posição acima dos anjos não caídos. … Pois maior alegria do que a que se encontra em Cristo não pode haver (Filhos e Filhas de Deus, p. 242).

Ninguém que recebe a Palavra de Deus está isento de dificuldades; mas quando vem a aflição, o verdadeiro cristão não se torna inquieto, sem confiança nem desanimado. Embora não vejamos o resultado definido das circunstâncias, ou não percebamos o propósito das providências de Deus, não devemos rejeitar nossa confiança. Lembrando-nos da terna misericórdias do Senhor, lancemos sobre Ele nossos cuidados e esperemos com paciência Sua salvação.
Pela luta a vida espiritual é fortalecida. Provações bem suportadas desenvolverão a resistência do caráter e preciosas graças espirituais. O perfeito fruto da fé, da mansidão e da caridade amadurece melhor frequentemente debaixo de tempestades e trevas (Parábolas de Jesus, p. 60, 61).

Muitos há que não entendem o conflito que está em andamento entre Cristo e Satanás, sobre os seres humanos. Não reconhecem que, se quiserem permanecer sob a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel, têm de estar dispostos a ser participantes de Seus conflitos, e travar uma resoluta guerra contra os poderes das trevas.
A conquista da vida eterna sempre representará uma luta, um conflito. Devemos sempre ser encontrados combatendo o bom combate da fé. Somos soldados de Cristo, e dos que se alistam em Seu exército espera-se que façam um trabalho difícil, trabalho que lhes forçará ao máximo as energias. Devemos compreender que a vida de um soldado é de luta intensa, de perseverança e resistência. Por amor de Cristo devemos suportar provas (Nos Lugares Celestiais, p. 265, 266).

Domingo, 1º de abril: A queda de um ser perfeito

O primeiro pecador foi alguém a quem Deus havia exaltado grandemente. … Pouco a pouco, Satanás veio a condescender com o desejo de exaltação própria. A Bíblia diz: “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor” (Ez 28:17). “Tu dizias no teu coração: […] acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e […] serei semelhante ao Altíssimo” [Is 14:13, 14]. Embora toda a sua glória proviesse de Deus, esse poderoso anjo veio a considerá-la como pertencente a si mesmo. Não contente com sua posição, embora honrado acima das hostes do Céu, ele se atreveu a cobiçar a homenagem devida somente ao Criador. Em vez de procurar tornar Deus supremo na afeição e fidelidade de todos os seres criados, empenhou-se em atrair para si o serviço e a lealdade deles (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 66). E, cobiçando a glória que o infinito Pai havia conferido a Seu Filho, esse príncipe dos anjos aspirou ao poder que era prerrogativa apenas de Cristo (Patriarcas e Profetas, p. 35; Comentários de Ellen G. White,Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 1.280).

A lição dessa parábola é ilustrada pelo proceder de Deus para com os homens e os anjos. Satanás é um enganador. Quando pecou no Céu, nem mesmo os anjos fiéis reconheceram plenamente seu caráter. Essa é a razão pela qual Deus não o destruiu imediatamente. Se o tivesse feito, os santos anjos não teriam percebido o amor e a justiça de Deus. Uma só dúvida quanto à bondade de Deus teria sido como semente má, que produziria o amargo fruto do pecado e da desgraça. Por isso, foi poupado o autor do mal, para que desenvolvesse plenamente seu caráter. Durante longos séculos, Deus suportou a angústia de contemplar a obra do mal. Preferiu dar a infinita Dádiva do Gólgota, a deixar alguém ser induzido pelas falsas representações do maligno; pois o joio não podia ser arrancado, sem o risco de desarraigar a preciosa semente. E não seremos tão clementes para com nossos semelhantes, como o Senhor do Céu e da Terra foi para com Satanás? (Parábolas de Jesus, p. 72).

Deus nos deu o poder da escolha; a nós cumpre exercê-lo. Não podemos mudar o coração, nem reger nossos pensamentos, impulsos e afeições. Não nos podemos tornar puros, aptos para o serviço de Deus. Mas podemos escolher servi-Lo, podemos entregar-Lhe nossa vontade; então, Ele operará em nós o querer e o efetuar, segundo a Sua aprovação. Assim, nossa natureza toda será posta sob o domínio de Cristo.
Mediante o devido exercício da vontade, uma completa mudança pode ser realizada na vida. Entregando a vontade a Cristo, aliamo-nos com o divino poder. Recebemos força do alto para nos manter firmes. Uma vida nobre e pura, uma vida vitoriosa sobre o apetite e a concupiscência, é possível a todo aquele que quiser unir sua vontade humana, fraca e vacilante, à onipotente e inabalável vontade de Deus (A Ciência do Bom Viver, p. 176).

Segunda, 2 de abril: Conhecimento e submissão

Quando Satanás se tornou inteiramente cônscio de que não havia a possibilidade de ser de novo acolhido no favor de Deus, sua malícia e ódio começaram a ser manifestos. Ele confabulou com seus anjos, e foi estabelecido um plano para ainda operar contra o governo de Deus. Quando Adão e Eva foram colocados no belo jardim, Satanás estava assentando planos para destruí-los. De nenhuma forma poderia o feliz casal ser privado de sua felicidade se obedecesse a Deus. Satanás não poderia exercer seu poder sobre eles, a não ser que eles primeiro desobedecessem a Deus e desmerecessem Seu favor. Algum plano devia, portanto, ser delineado que os levasse à desobediência e os fizesse incorrer no desagrado de Deus, sendo postos sob influência mais direta de Satanás e seus anjos. Ficou decidido que Satanás assumiria uma outra forma e manifestaria interesse pelo homem. Ele devia fazer insinuações contra a fidelidade de Deus e criar a dúvida quanto ser precisamente exato o que Deus dissera; a seguir devia despertar-lhes a curiosidade e levá-los a descobrir os impenetráveis planos de Deus – precisamente o pecado de que Satanás se fizera culpado (Primeiros Escritos, p. 146, 147).

Enquanto Deus procurava o bem do homem, Satanás procurava sua ruína. Quando Eva, desatendendo ao aviso do Senhor relativo à árvore proibida, se arriscou a aproximar-se dela, entrou em contato com seu adversário. Tendo-se despertado seu interesse e curiosidade, Satanás prosseguiu negando a Palavra de Deus e insinuando a desconfiança em Sua sabedoria e bondade.
Conquanto Satanás declarasse ter recebido grande benefício, comendo da árvore proibida, não deixou transparecer que, pela transgressão, tinha sido expulso do Céu. Ali se encontrava a falsidade, tão oculta sob a capa da verdade aparente que Eva, absorta, lisonjeada, iludida, não percebeu o engano. Cobiçou o que Deus havia proibido; desconfiou de Sua sabedoria. Repeliu a fé, a chave do saber.
Quando a mulher viu “que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu” (Gn 3:6). Era agradável ao paladar, e enquanto comia, pareceu-lhe sentir um poder vivificador, e imaginou-se entrando em uma condição superior de existência. Havendo já transgredido, tornou-se tentadora a seu marido, e “ele comeu” (Gn 3:6; Educação, p. 23-25).

Adão e Eva comeram ambos do fruto, e obtiveram um conhecimento que, tivessem obedecido a Deus, jamais teriam adquirido – a experiência na desobediência e deslealdade a Deus – o conhecimento de que estavam nus. As vestes da inocência, o revestimento vindo de Deus, o qual os envolvia, desapareceu; e eles preencheram o lugar dessa roupagem celestial costurando folhas de figueira que ajuntaram para fazer aventais.
Se Adão e Eva jamais houvessem tocado na árvore do conhecimento, teriam estado numa posição em que o Senhor poderia transmitir-lhes o conhecimento de Sua Palavra, o qual não precisaria ser deixado para trás com as coisas deste mundo, mas poderia ser levado por eles para o paraíso de Deus (Vidas Que Falam, p. 12).

Terça, 3 de abril: Guerra no Céu e na Terra

Até o próprio momento do desfecho do conflito no Céu, o grande usurpador continuou a se justificar. Quando se anunciou que, com todos os seus simpatizantes, ele deveria ser expulso da habitação de sua bem-aventurança, o líder rebelde ousadamente declarou seu desdém para com a lei do Criador. Denunciou os estatutos divinos como uma restrição à sua liberdade e declarou ser seu propósito garantir a abolição da lei. De comum acordo, Satanás e suas hostes lançaram a culpa da rebelião inteiramente sobre Cristo, declarando que, se não tivessem sido reprovados, jamais teriam se rebelado.
A rebelião de Satanás seria uma lição para o Universo ao longo de todas as eras vindouras e um testemunho perpétuo quanto à natureza e aos terríveis resultados do pecado. A implantação do domínio de Satanás e seus efeitos sobre homens e anjos revelariam quais devem ser os frutos da decisão de se colocar de lado a autoridade divina. Testificariam o fato de que, à existência do governo de Deus e à Sua lei, está ligado o bem-estar de todas as criaturas que Ele fez. Assim, a história dessa experiência terrível de rebelião deveria constituir uma salvaguarda perpétua para todos os seres santos, impedindo-os de ser enganados quanto à natureza da transgressão e livrando-os de cometer pecado e sofrer sua punição (Comentários de Ellen G. White, no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 1.280, 1.281).

Se permitirmos que o acúmulo de trabalho nos desvie do nosso propósito de buscar ao Senhor diariamente, cometeremos os maiores erros; sofreremos perdas, pois o Senhor não estará conosco; fecharemos a porta de tal maneira que Ele não poderá achar acesso à nossa alma. Se, porém, orarmos mesmo quando nossas mãos estão ocupadas, os ouvidos do Salvador estão abertos para ouvir as nossas petições. Se estivermos determinados a não nos separarmos da Fonte de nossa força, Jesus estará igualmente determinado a permanecer à nossa direita para auxiliar-nos, para que não sejamos postos por opróbrio diante dos nossos inimigos. A graça de Cristo pode realizar em nosso favor o que todos os nossos esforços seriam incapazes de fazer. Os que amam e temem a Deus podem estar rodeados de muitos cuidados, e mesmo assim não tropeçam nem fazem veredas tortuosas para seus pés. Deus tem cuidado de nós no lugar em que é nosso dever estar. Sempre que possível, porém, estejamos certos de ir onde se costuma fazer oração. … Essas pessoas venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho. No meio da poluição moral que prevalecia por toda parte, mantiveram firme sua integridade. E por quê? Eram participantes da natureza divina, e assim escaparam da corrupção que pela concupiscência há no mundo. … Somente a vida de constante de pendência do Salvador é vida santa (Conselhos Sobre Saúde, p. 424).

Quarta, 4 de abril: Ele está conosco todos os dias

A história da verdade tem sido sempre o relato da luta entre o direito e o erro. A proclamação do evangelho sempre tem sido levada avante neste mundo em face de oposição, perigos, perdas e sofrimentos.
Em que consistia a força daqueles que, no passado, sofreram perseguição por amor a Cristo? Era a união com Deus, união com o Espírito Santo, união com Cristo. A acusação e a perseguição têm separado muitos de seus amigos terrestres, mas nunca do amor de Cristo. Nunca a pessoa, provada pela tempestade, é mais encarecidamente amada por seu Salvador do que quando sofre perseguição por amor à verdade. “Eu o amarei”, disse Cristo, “e Me manifestarei a ele” (Jo 14:21). Quando, por causa da verdade, o cristão se acha perante os tribunais terrestres, Cristo está a seu lado. Quando é encerrado entre as paredes da prisão, Cristo Se lhe manifesta e com Seu amor lhe anima o coração. Quando sofre a morte por amor a Cristo, o Salvador lhe diz: Eles podem matar o corpo, mas não podem matar a alma. “Tenham coragem: Eu venci o mundo!” (Jo 16:33). “Não tema, porque Eu estou com você; não fique com medo, porque Eu sou seu Deus: Eu lhe dou forças, sim; Eu o ajudo; sim, Eu o segudo com a mão direita da Minha justiça” (Is 41:10; Atos dos Apóstolos, p. 85, 86).

Aos que estão procurando ser fiéis a Deus podem ser negados muitos dos privilégios do mundo; seu caminho pode ser entravado e sua obra impedida pelos inimigos da verdade; mas não há poder que possa cerrar a porta de comunicação entre Deus e sua mente. O próprio cristão pode fechar essa porta por meio de condescendência com o pecado, ou pela rejeição da luz do Céu. Ele pode desviar os ouvidos de escutarem a mensagem da verdade, e dessa maneira cortar a ligação entre Deus e ele (Nossa Alta Vocação, p. 124).

Deus nunca dirige Seus filhos de maneira diversa daquela por que eles próprios haveriam de preferir ser guiados, se pudessem ver o fim desde o princípio, e perscrutar a glória do desígnio que estão realizando como colaboradores Seus. Nem Enoque, que foi trasladado ao Céu, nem Elias, que ascendeu num carro de fogo, foi maior ou mais honrado do que João Batista, que pereceu sozinho na prisão. “Vocês receberam a graça de sofrer por Cristo, e não somente de crer Nele” (Fp 1:29). E de todos os dons que o Céu pode conceder aos homens, a participação com Cristo em Seus sofrimentos é o mais importante depósito e a mais elevada honra (O Desejado de Todas as Nações, p. 224, 225).

Quinta, 5 de abril: A lei e o evangelho

Para sermos candidatos ao Céu temos que satisfazer os requisitos da lei: “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, com todas as suas forças e todo o seu entendimento.” E “ame o seu próximo como você ama a si mesmo” (Lc 10:27). Só podemos fazer isso ao nos apegarmos, pela fé, à justiça de Cristo. Contemplando Jesus receberemos no coração um princípio vivo e que se expande, e o Espírito Santo continua a obra, e o cristão prossegue de graça em graça, de força em força, de caráter em caráter. Ele se conforma à imagem de Cristo até que, no crescimento espiritual, alcança a medida da plena estatura de Cristo Jesus. Assim Cristo põe fim à maldição do pecado e livra a pessoa crente de sua ação e efeito.
Cristo, tão-somente, é capaz de fazer isso, pois “era necessário que, em todas as coisas, Ele se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que Ele mesmo sofreu, quando foi tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hb 2:17, 18; Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 395).

Cristo sofreu realmente o castigo pelos pecados do mundo, para que Sua justiça pudesse ser atribuída aos pecadores, e por meio de arrependimento e fé pudessem tornar-se semelhantes a Ele em santidade de caráter. Ele declarou: “Assumo a culpa pelos pecados desse homem. O castigo recaia sobre Mim, e o pecador arrependido fique inocente diante de Ti.” No momento em que o pecador crê em Cristo, permanece sem condenação à vista de Deus; pois a justiça de Cristo é sua: é-lhe atribuída a perfeita obediência de Cristo. Mas deve cooperar com o poder divino e fazer seu esforço humano para dominar o pecado e ficar completo em Cristo.
O resgate pago por Cristo é suficiente para a salvação de todos os homens; só será útil, porém, para os que se tornarem novas criaturas em Cristo Jesus, súditos leais do eterno reino de Deus. Seu sofrimento não protegerá contra o castigo o pecador impenitente e desleal (Fundamentos da Educação Cristã, p. 429, 420).

Olhando para os últimos dias, declarou o apóstolo Paulo: “Virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina” (2Tm 4:3). Chegamos, já, a esse tempo. As multidões rejeitam a verdade das Escrituras, por ser contrária aos desejos do coração pecaminoso e amante do mundo; e Satanás lhes proporciona os enganos que amam.
Mas Deus terá sobre a Terra um povo que mantém a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas. As opiniões de homens ilustrados, as deduções da ciência, os credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas que representam, a voz da maioria – nenhuma dessas coisas, nem todas em conjunto, deveriam considerar-se como prova em favor ou contra qualquer ponto de fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou preceito, devemos pedir em seu apoio um claro “Assim diz o Senhor”.
Satanás se esforça constantemente por atrair a atenção para o homem, em lugar de Deus. Induz o povo a olhar para os bispos, pastores, professores de teologia, como seus guias, em vez de examinarem as Escrituras a fim de, por si mesmos, aprenderem seu dever. Então, dominando o espírito desses dirigentes, [o inimigo] pode influenciar as multidões de acordo com sua vontade (O Grande Conflito, p. 594, 594).

Sexta, 6 de abril: Estudo adicional

Nos Lugares Celestiais, “Não Basta Uma Fé Nominal”, p. 118.
Nossa Alta Vocação, “Força Para Hoje”, p. 120.