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sexta-feira, 6 de abril de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 1 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 2º Trimestre 2018 - Lição 1 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Sábado à tarde, 31 de março

O mundo caído é o campo de batalha do maior conflito que o universo celeste e as potências terrestres já presenciaram. Foi designado como teatro da grande luta que se havia de travar entre o bem e o mal, entre o Céu e o inferno. Toda criatura humana desempenha uma parte nesse conflito. Ninguém pode ocupar terreno neutro. Os homens, hão de aceitar ou rejeitar o Redentor do mundo. Todos são testemunhas, quer seja a favor, quer contra Cristo. Ele chama os que se acham sob Sua bandeira para que se empenhem com Ele na luta como fiéis soldados, de modo a herdarem a coroa da vida. Foram adotados como filhos e filhas de Deus. Cristo deixou-lhes a firme promessa de que grande será a recompensa no reino do Céu para os que partilham Sua humilhação e sofrimento por amor da verdade.
A cruz do Calvário desafia, e afinal há de vencer todo poder terreno e infernal. Na cruz se concentram todas as influências, e dela todas as influências se irradiam. Ela é o grande centro de atração, pois nela Cristo deu a vida pela humanidade. Esse sacrifício foi oferecido a fim de restaurar o homem à sua perfeição original; e mais ainda: Foi feito para proporcionar-lhe inteira transformação de caráter, tornando-o mais que vencedor. Aqueles que, no poder de Cristo, vencerem o grande inimigo de Deus e do homem, ocuparão nas cortes celestes uma posição acima dos anjos não caídos. … Pois maior alegria do que a que se encontra em Cristo não pode haver (Filhos e Filhas de Deus, p. 242).

Ninguém que recebe a Palavra de Deus está isento de dificuldades; mas quando vem a aflição, o verdadeiro cristão não se torna inquieto, sem confiança nem desanimado. Embora não vejamos o resultado definido das circunstâncias, ou não percebamos o propósito das providências de Deus, não devemos rejeitar nossa confiança. Lembrando-nos da terna misericórdias do Senhor, lancemos sobre Ele nossos cuidados e esperemos com paciência Sua salvação.
Pela luta a vida espiritual é fortalecida. Provações bem suportadas desenvolverão a resistência do caráter e preciosas graças espirituais. O perfeito fruto da fé, da mansidão e da caridade amadurece melhor frequentemente debaixo de tempestades e trevas (Parábolas de Jesus, p. 60, 61).

Muitos há que não entendem o conflito que está em andamento entre Cristo e Satanás, sobre os seres humanos. Não reconhecem que, se quiserem permanecer sob a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel, têm de estar dispostos a ser participantes de Seus conflitos, e travar uma resoluta guerra contra os poderes das trevas.
A conquista da vida eterna sempre representará uma luta, um conflito. Devemos sempre ser encontrados combatendo o bom combate da fé. Somos soldados de Cristo, e dos que se alistam em Seu exército espera-se que façam um trabalho difícil, trabalho que lhes forçará ao máximo as energias. Devemos compreender que a vida de um soldado é de luta intensa, de perseverança e resistência. Por amor de Cristo devemos suportar provas (Nos Lugares Celestiais, p. 265, 266).

Domingo, 1º de abril: A queda de um ser perfeito

O primeiro pecador foi alguém a quem Deus havia exaltado grandemente. … Pouco a pouco, Satanás veio a condescender com o desejo de exaltação própria. A Bíblia diz: “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor” (Ez 28:17). “Tu dizias no teu coração: […] acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e […] serei semelhante ao Altíssimo” [Is 14:13, 14]. Embora toda a sua glória proviesse de Deus, esse poderoso anjo veio a considerá-la como pertencente a si mesmo. Não contente com sua posição, embora honrado acima das hostes do Céu, ele se atreveu a cobiçar a homenagem devida somente ao Criador. Em vez de procurar tornar Deus supremo na afeição e fidelidade de todos os seres criados, empenhou-se em atrair para si o serviço e a lealdade deles (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 66). E, cobiçando a glória que o infinito Pai havia conferido a Seu Filho, esse príncipe dos anjos aspirou ao poder que era prerrogativa apenas de Cristo (Patriarcas e Profetas, p. 35; Comentários de Ellen G. White,Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 1.280).

A lição dessa parábola é ilustrada pelo proceder de Deus para com os homens e os anjos. Satanás é um enganador. Quando pecou no Céu, nem mesmo os anjos fiéis reconheceram plenamente seu caráter. Essa é a razão pela qual Deus não o destruiu imediatamente. Se o tivesse feito, os santos anjos não teriam percebido o amor e a justiça de Deus. Uma só dúvida quanto à bondade de Deus teria sido como semente má, que produziria o amargo fruto do pecado e da desgraça. Por isso, foi poupado o autor do mal, para que desenvolvesse plenamente seu caráter. Durante longos séculos, Deus suportou a angústia de contemplar a obra do mal. Preferiu dar a infinita Dádiva do Gólgota, a deixar alguém ser induzido pelas falsas representações do maligno; pois o joio não podia ser arrancado, sem o risco de desarraigar a preciosa semente. E não seremos tão clementes para com nossos semelhantes, como o Senhor do Céu e da Terra foi para com Satanás? (Parábolas de Jesus, p. 72).

Deus nos deu o poder da escolha; a nós cumpre exercê-lo. Não podemos mudar o coração, nem reger nossos pensamentos, impulsos e afeições. Não nos podemos tornar puros, aptos para o serviço de Deus. Mas podemos escolher servi-Lo, podemos entregar-Lhe nossa vontade; então, Ele operará em nós o querer e o efetuar, segundo a Sua aprovação. Assim, nossa natureza toda será posta sob o domínio de Cristo.
Mediante o devido exercício da vontade, uma completa mudança pode ser realizada na vida. Entregando a vontade a Cristo, aliamo-nos com o divino poder. Recebemos força do alto para nos manter firmes. Uma vida nobre e pura, uma vida vitoriosa sobre o apetite e a concupiscência, é possível a todo aquele que quiser unir sua vontade humana, fraca e vacilante, à onipotente e inabalável vontade de Deus (A Ciência do Bom Viver, p. 176).

Segunda, 2 de abril: Conhecimento e submissão

Quando Satanás se tornou inteiramente cônscio de que não havia a possibilidade de ser de novo acolhido no favor de Deus, sua malícia e ódio começaram a ser manifestos. Ele confabulou com seus anjos, e foi estabelecido um plano para ainda operar contra o governo de Deus. Quando Adão e Eva foram colocados no belo jardim, Satanás estava assentando planos para destruí-los. De nenhuma forma poderia o feliz casal ser privado de sua felicidade se obedecesse a Deus. Satanás não poderia exercer seu poder sobre eles, a não ser que eles primeiro desobedecessem a Deus e desmerecessem Seu favor. Algum plano devia, portanto, ser delineado que os levasse à desobediência e os fizesse incorrer no desagrado de Deus, sendo postos sob influência mais direta de Satanás e seus anjos. Ficou decidido que Satanás assumiria uma outra forma e manifestaria interesse pelo homem. Ele devia fazer insinuações contra a fidelidade de Deus e criar a dúvida quanto ser precisamente exato o que Deus dissera; a seguir devia despertar-lhes a curiosidade e levá-los a descobrir os impenetráveis planos de Deus – precisamente o pecado de que Satanás se fizera culpado (Primeiros Escritos, p. 146, 147).

Enquanto Deus procurava o bem do homem, Satanás procurava sua ruína. Quando Eva, desatendendo ao aviso do Senhor relativo à árvore proibida, se arriscou a aproximar-se dela, entrou em contato com seu adversário. Tendo-se despertado seu interesse e curiosidade, Satanás prosseguiu negando a Palavra de Deus e insinuando a desconfiança em Sua sabedoria e bondade.
Conquanto Satanás declarasse ter recebido grande benefício, comendo da árvore proibida, não deixou transparecer que, pela transgressão, tinha sido expulso do Céu. Ali se encontrava a falsidade, tão oculta sob a capa da verdade aparente que Eva, absorta, lisonjeada, iludida, não percebeu o engano. Cobiçou o que Deus havia proibido; desconfiou de Sua sabedoria. Repeliu a fé, a chave do saber.
Quando a mulher viu “que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu” (Gn 3:6). Era agradável ao paladar, e enquanto comia, pareceu-lhe sentir um poder vivificador, e imaginou-se entrando em uma condição superior de existência. Havendo já transgredido, tornou-se tentadora a seu marido, e “ele comeu” (Gn 3:6; Educação, p. 23-25).

Adão e Eva comeram ambos do fruto, e obtiveram um conhecimento que, tivessem obedecido a Deus, jamais teriam adquirido – a experiência na desobediência e deslealdade a Deus – o conhecimento de que estavam nus. As vestes da inocência, o revestimento vindo de Deus, o qual os envolvia, desapareceu; e eles preencheram o lugar dessa roupagem celestial costurando folhas de figueira que ajuntaram para fazer aventais.
Se Adão e Eva jamais houvessem tocado na árvore do conhecimento, teriam estado numa posição em que o Senhor poderia transmitir-lhes o conhecimento de Sua Palavra, o qual não precisaria ser deixado para trás com as coisas deste mundo, mas poderia ser levado por eles para o paraíso de Deus (Vidas Que Falam, p. 12).

Terça, 3 de abril: Guerra no Céu e na Terra

Até o próprio momento do desfecho do conflito no Céu, o grande usurpador continuou a se justificar. Quando se anunciou que, com todos os seus simpatizantes, ele deveria ser expulso da habitação de sua bem-aventurança, o líder rebelde ousadamente declarou seu desdém para com a lei do Criador. Denunciou os estatutos divinos como uma restrição à sua liberdade e declarou ser seu propósito garantir a abolição da lei. De comum acordo, Satanás e suas hostes lançaram a culpa da rebelião inteiramente sobre Cristo, declarando que, se não tivessem sido reprovados, jamais teriam se rebelado.
A rebelião de Satanás seria uma lição para o Universo ao longo de todas as eras vindouras e um testemunho perpétuo quanto à natureza e aos terríveis resultados do pecado. A implantação do domínio de Satanás e seus efeitos sobre homens e anjos revelariam quais devem ser os frutos da decisão de se colocar de lado a autoridade divina. Testificariam o fato de que, à existência do governo de Deus e à Sua lei, está ligado o bem-estar de todas as criaturas que Ele fez. Assim, a história dessa experiência terrível de rebelião deveria constituir uma salvaguarda perpétua para todos os seres santos, impedindo-os de ser enganados quanto à natureza da transgressão e livrando-os de cometer pecado e sofrer sua punição (Comentários de Ellen G. White, no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 1.280, 1.281).

Se permitirmos que o acúmulo de trabalho nos desvie do nosso propósito de buscar ao Senhor diariamente, cometeremos os maiores erros; sofreremos perdas, pois o Senhor não estará conosco; fecharemos a porta de tal maneira que Ele não poderá achar acesso à nossa alma. Se, porém, orarmos mesmo quando nossas mãos estão ocupadas, os ouvidos do Salvador estão abertos para ouvir as nossas petições. Se estivermos determinados a não nos separarmos da Fonte de nossa força, Jesus estará igualmente determinado a permanecer à nossa direita para auxiliar-nos, para que não sejamos postos por opróbrio diante dos nossos inimigos. A graça de Cristo pode realizar em nosso favor o que todos os nossos esforços seriam incapazes de fazer. Os que amam e temem a Deus podem estar rodeados de muitos cuidados, e mesmo assim não tropeçam nem fazem veredas tortuosas para seus pés. Deus tem cuidado de nós no lugar em que é nosso dever estar. Sempre que possível, porém, estejamos certos de ir onde se costuma fazer oração. … Essas pessoas venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho. No meio da poluição moral que prevalecia por toda parte, mantiveram firme sua integridade. E por quê? Eram participantes da natureza divina, e assim escaparam da corrupção que pela concupiscência há no mundo. … Somente a vida de constante de pendência do Salvador é vida santa (Conselhos Sobre Saúde, p. 424).

Quarta, 4 de abril: Ele está conosco todos os dias

A história da verdade tem sido sempre o relato da luta entre o direito e o erro. A proclamação do evangelho sempre tem sido levada avante neste mundo em face de oposição, perigos, perdas e sofrimentos.
Em que consistia a força daqueles que, no passado, sofreram perseguição por amor a Cristo? Era a união com Deus, união com o Espírito Santo, união com Cristo. A acusação e a perseguição têm separado muitos de seus amigos terrestres, mas nunca do amor de Cristo. Nunca a pessoa, provada pela tempestade, é mais encarecidamente amada por seu Salvador do que quando sofre perseguição por amor à verdade. “Eu o amarei”, disse Cristo, “e Me manifestarei a ele” (Jo 14:21). Quando, por causa da verdade, o cristão se acha perante os tribunais terrestres, Cristo está a seu lado. Quando é encerrado entre as paredes da prisão, Cristo Se lhe manifesta e com Seu amor lhe anima o coração. Quando sofre a morte por amor a Cristo, o Salvador lhe diz: Eles podem matar o corpo, mas não podem matar a alma. “Tenham coragem: Eu venci o mundo!” (Jo 16:33). “Não tema, porque Eu estou com você; não fique com medo, porque Eu sou seu Deus: Eu lhe dou forças, sim; Eu o ajudo; sim, Eu o segudo com a mão direita da Minha justiça” (Is 41:10; Atos dos Apóstolos, p. 85, 86).

Aos que estão procurando ser fiéis a Deus podem ser negados muitos dos privilégios do mundo; seu caminho pode ser entravado e sua obra impedida pelos inimigos da verdade; mas não há poder que possa cerrar a porta de comunicação entre Deus e sua mente. O próprio cristão pode fechar essa porta por meio de condescendência com o pecado, ou pela rejeição da luz do Céu. Ele pode desviar os ouvidos de escutarem a mensagem da verdade, e dessa maneira cortar a ligação entre Deus e ele (Nossa Alta Vocação, p. 124).

Deus nunca dirige Seus filhos de maneira diversa daquela por que eles próprios haveriam de preferir ser guiados, se pudessem ver o fim desde o princípio, e perscrutar a glória do desígnio que estão realizando como colaboradores Seus. Nem Enoque, que foi trasladado ao Céu, nem Elias, que ascendeu num carro de fogo, foi maior ou mais honrado do que João Batista, que pereceu sozinho na prisão. “Vocês receberam a graça de sofrer por Cristo, e não somente de crer Nele” (Fp 1:29). E de todos os dons que o Céu pode conceder aos homens, a participação com Cristo em Seus sofrimentos é o mais importante depósito e a mais elevada honra (O Desejado de Todas as Nações, p. 224, 225).

Quinta, 5 de abril: A lei e o evangelho

Para sermos candidatos ao Céu temos que satisfazer os requisitos da lei: “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, com todas as suas forças e todo o seu entendimento.” E “ame o seu próximo como você ama a si mesmo” (Lc 10:27). Só podemos fazer isso ao nos apegarmos, pela fé, à justiça de Cristo. Contemplando Jesus receberemos no coração um princípio vivo e que se expande, e o Espírito Santo continua a obra, e o cristão prossegue de graça em graça, de força em força, de caráter em caráter. Ele se conforma à imagem de Cristo até que, no crescimento espiritual, alcança a medida da plena estatura de Cristo Jesus. Assim Cristo põe fim à maldição do pecado e livra a pessoa crente de sua ação e efeito.
Cristo, tão-somente, é capaz de fazer isso, pois “era necessário que, em todas as coisas, Ele se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que Ele mesmo sofreu, quando foi tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hb 2:17, 18; Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 395).

Cristo sofreu realmente o castigo pelos pecados do mundo, para que Sua justiça pudesse ser atribuída aos pecadores, e por meio de arrependimento e fé pudessem tornar-se semelhantes a Ele em santidade de caráter. Ele declarou: “Assumo a culpa pelos pecados desse homem. O castigo recaia sobre Mim, e o pecador arrependido fique inocente diante de Ti.” No momento em que o pecador crê em Cristo, permanece sem condenação à vista de Deus; pois a justiça de Cristo é sua: é-lhe atribuída a perfeita obediência de Cristo. Mas deve cooperar com o poder divino e fazer seu esforço humano para dominar o pecado e ficar completo em Cristo.
O resgate pago por Cristo é suficiente para a salvação de todos os homens; só será útil, porém, para os que se tornarem novas criaturas em Cristo Jesus, súditos leais do eterno reino de Deus. Seu sofrimento não protegerá contra o castigo o pecador impenitente e desleal (Fundamentos da Educação Cristã, p. 429, 420).

Olhando para os últimos dias, declarou o apóstolo Paulo: “Virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina” (2Tm 4:3). Chegamos, já, a esse tempo. As multidões rejeitam a verdade das Escrituras, por ser contrária aos desejos do coração pecaminoso e amante do mundo; e Satanás lhes proporciona os enganos que amam.
Mas Deus terá sobre a Terra um povo que mantém a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas. As opiniões de homens ilustrados, as deduções da ciência, os credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas que representam, a voz da maioria – nenhuma dessas coisas, nem todas em conjunto, deveriam considerar-se como prova em favor ou contra qualquer ponto de fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou preceito, devemos pedir em seu apoio um claro “Assim diz o Senhor”.
Satanás se esforça constantemente por atrair a atenção para o homem, em lugar de Deus. Induz o povo a olhar para os bispos, pastores, professores de teologia, como seus guias, em vez de examinarem as Escrituras a fim de, por si mesmos, aprenderem seu dever. Então, dominando o espírito desses dirigentes, [o inimigo] pode influenciar as multidões de acordo com sua vontade (O Grande Conflito, p. 594, 594).

Sexta, 6 de abril: Estudo adicional

Nos Lugares Celestiais, “Não Basta Uma Fé Nominal”, p. 118.
Nossa Alta Vocação, “Força Para Hoje”, p. 120.

sábado, 16 de dezembro de 2017

4º TRIMESTRE - LIÇÃO 12 - 16 A 22 DE DEZEMBRO - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017


 Verso para Memorizar:
 “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: Comentários de Ellen G. White Sobre a Lição da Escola Sabatina 2017, 4º Trimestre, Lição 12, 16 a 22 de dezembro.

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 16 de dezembro

O homem caído pode ser transformado pela renovação da mente, para experimentar "qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12:2). E como ele experimenta isso? Pelo fato de o Espírito Santo tomar posse de sua mente, seu espírito, seu coração e seu caráter. [...] Uma obra real é operada pelo Espírito Santo no caráter humano, e seus frutos são vistos.
Assim como uma árvore boa dá bons frutos, a árvore que está realmente plantada no jardim do Senhor produz frutos para a vida eterna. Pecados arraigados são vencido; pensamentos maus não são permitidos na mente; maus hábitos são expulsos do templo da alma. As tendências que estavam inclinadas numa direção errada se voltam para a direção certa. Disposições e sentimentos errôneos são mudados, são criados novos princípios de ação, e há um novo padrão de caráter. Temperamento santo e emoções santificadas passam a ser os frutos produzidos na árvore cristã. Ocorre uma transformação completa. Esta é a obra a ser feita (CBASD, v. 6, p. 1.202).

Os homens poluíram o templo da alma e Deus os conclama a despertarem e esforçar-se com todas as suas energias para reconquistar sua varonilidade dada por Deus. Coisa alguma a não ser a graça de Deus pode convencer e converter o coração; somente dEle podem os escravos dos hábitos obter força para romper as algemas que os prendem. É impossível ao homem apresentar o seu corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, enquanto persistir na condescendência com hábitos que o privam do vigor físico, mental e moral. De novo diz o apóstolo: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rom. 12:2; Conselhos Sobre Saúde, p. 23).

O coração em que habita o amor de Cristo, manifestará constantemente mais e mais refinamento; pois a fonte da vida é amor para com Deus e o homem. Cristo é cristianismo. 
É glória a Deus nas alturas, e paz na Terra, boa vontade para os homens. É o cumprimento do desígnio de Deus.
O verdadeiro crescimento cristão tende a subir até à completa estatura de homens e mulheres em Cristo. A verdadeira cultura, o refinamento real de ideias e maneiras, é melhor atingido aprendendo lições na escola de Cristo, do que pelos esforços mais penosos e árduos para observar formas e regras, quando o coração não se acha sob a disciplina do Espírito de Deus.
O seguidor de Cristo deve-se aperfeiçoar constantemente em maneiras, hábitos, espírito e trabalho. Isso se opera conservando o olhar, não somente nas realizações exteriores e superficiais, mas em Jesus. Opera-se uma transformação na mente, no espírito e no caráter. O cristão é educado na escola de Cristo, para nutrir as graças de Seu Espírito em toda a mansidão e humildade. Está-se habilitando para a sociedade dos anjos celestiais.
[...] Quanto mais intimamente um homem se achar ligado com a Fonte de todo o conhecimento e sabedoria, tanto mais ele pode ser auxiliado intelectual e espiritualmente. O conhecimento de Deus é a educação essencial; e todo verdadeiro obreiro dedicará seu constante estudo para obtenção desse conhecimento (Obreiros Evangélicos, p. 282, 283).

Domingo, 17 de dezembro: Culto racional

Naquele antigo ritual que era o evangelho em símbolo, nenhuma oferta defeituosa podia ser levada ao altar de Deus. O sacrifício que devia representar a Cristo tinha de ser sem mancha. A Palavra de Deus refere-se a isso como uma ilustração do que devem ser Seus filhos - um "sacrifício vivo, santo", "irrepreensível", e "agradável a Deus". Rom. 12:1; Efés. 5:27.
À parte do poder divino, nenhuma reforma genuína pode ser efetuada. As barreiras humanas erguidas contra as tendências naturais e cultivadas não são mais que bancos de areia contra uma torrente. Enquanto a vida de Cristo não se torna um poder vitalizante em nossa vida, não nos é possível resistir às tentações que nos assaltam interior e exteriormente.
Cristo veio a este mundo e viveu a Lei de Deus, a fim de que o homem pudesse ter perfeito domínio sobre as naturais inclinações que corrompem a alma. Médico da alma e do corpo, Ele dá a vitória sobre as concupiscências em luta no íntimo. Proveu toda facilidade para que o homem possa possuir inteireza de caráter (A Ciência do Bom Viver, p. 130, 131).

Os que são santificados pela verdade manifestarão que a verdade efetuou uma reforma em sua vida, que ela os está preparando para a trasladação ao mundo celestial. Mas, enquanto predominam na vida o orgulho, a inveja e ruins suspeitas, Cristo não reina no coração. Seu amor não está no coração. Na vida dos que são participantes da natureza divina há a crucifixão do espírito altivo e autossuficiente que conduz à exaltação do próprio eu. Em seu lugar habita o Espírito de Cristo e na vida se manifestam os frutos do Espírito. Tendo a mente de Cristo, os Seus seguidores revelam as virtudes de Seu caráter.
Nada menos do que isso tornará os homens aceitáveis a Deus. Nada menos do que isso lhes dará o caráter puro e santo que precisam ter os que são admitidos no Céu. Logo que alguém se reveste de Cristo, é vista uma evidência no espírito, nas palavras e ações, da transformação efetuada nele. Uma atmosfera celestial circunda-lhe a vida, pois Cristo está habitando no íntimo (Exaltai-O [MM 1992], p. 347).

Cristo é a fonte de nossa força. Estudemos Seus ensinos. Dando Seu Filho unigênito para viver em nosso mundo e estar exposto à tentação para que pudesse ensinar-nos como vencer, o Pai fez ampla provisão para que não fôssemos levados cativos pelo inimigo. Enfrentando o adversário caído, Cristo venceu para o bem da humanidade. Ele foi tentado em todos os pontos como nós o somos, mas resistiu na força da divindade, a fim de que pudesse socorrer-nos quando somos tentados.
Tornando-nos participantes de Sua natureza divina, devemos aprender a discernir as tentações de Satanás, e, na força de Sua graça, vencer as corrupções que pela concupiscência há no mundo. Aquele que era outrora um ser humano pecaminoso pode ser refinado e purificado pelos méritos conferidos por Cristo e colocar-se diante de seus semelhantes como cooperador de Deus. Ao que busca a Deus com diligência, certamente será comunicada a natureza divina, e outorgada a compaixão de Cristo (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 154).

Segunda-feira, 18 de dezembro: Pensar com moderação

Não permitamos que nossa sensibilidade seja facilmente ferida. Devemos viver, não para vigiar sobre a nossa sensibilidade ou reputação, mas para salvar almas. Quando estamos interessados na salvação das pessoas, deixamos de pensar nas pequenas diferenças que possam levantar-se entre uns e outros na associação mútua. De qualquer sorte que os outros pensem de nós ou conosco procedam, nunca será necessário que perturbemos nossa comunhão com Cristo, nossa companhia com o Espírito. [...]
Se vos forem dirigidas palavras impacientes, nunca respondais no mesmo tom. Lembrai-vos de que "a resposta branda desvia o furor". Prov. 15:1. Há um poder maravilhoso no silêncio. As palavras ditas em réplica a alguém encolerizado por vezes servem apenas para o exasperar. Mas se a cólera encontra o silêncio, e um espírito amável e paciente, em breve se esvai (A Ciência do Bom Viver, p. 486).

Se não há essa perfeita harmonia entre nós, não devemos sentir que nós mesmos não somos absolutamente culpados nesse sentido. Se os pensamentos e sentimentos dos outros não convergem para o mesmo ponto que os nossos, não devemos achar que todos eles estão errados e que nós estamos certos. Precisamos manter constantemente o espírito na direção certa, para atender à oração de Cristo em João 17:21-23. Precisamos saber qual é o jugo que Cristo nos ordena levar e os fardos que temos de carregar neste tempo, e procurar constantemente, com bondade e amor, mostrar a nosso irmão que temos interesse nele, e introduzir o amor em nossas ações dia a dia. Este é o ouro provado no fogo - fé e amor. Se vemos alguém em erro nalgum ponto, não devemos passar adiante sem dizer nada, mas compete-nos procurar transportá-lo das trevas para a luz. Precisamos defender os interesses uns dos outros como fazemos com os nossos próprios. Não avaliamos a alma como devemos. Cumpre que estejamos unidos numa grande irmandade e encontrar-nos em tal condição que possamos suportar as faltas uns dos outros com toda longanimidade e mansidão, e procurar levar as cargas uns dos outros (Efés. 5:1 e 2; Este Dia com Deus [MM 1980], p. 287).

Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: "Segue-Me." João 21:19.
É necessário pôr-se em íntimo contato com o povo mediante esforço pessoal. Se se empregasse menos tempo a pregar sermões, e mais fosse dedicado a serviço pessoal, maiores seriam os resultados que se veriam. Os pobres devem ser socorridos, cuidados os doentes, os aflitos e os que sofreram perdas confortados, instruídos os ignorantes e os inexperientes aconselhados. Cumpre-nos chorar com os que choram, e alegrar-nos com os que se alegram. Aliado ao poder de persuasão, ao poder da oração e ao poder do amor de Deus, esta obra jamais ficará sem frutos (A Ciência do Bom Viver, p. 143, 144).

Terça-feira, 19 de dezembro: O cristão e o estado

A bandeira da verdade e da liberdade religiosa desfraldada pelos fundadores da igreja evangélica e pelas testemunhas de Deus durante os séculos decorridos desde então, foi, neste último conflito, confiada a nossas mãos. A responsabilidade deste grande dom repousa com aqueles a quem Deus abençoou com o conhecimento de Sua Palavra. Temos de receber essa Palavra como autoridade suprema. Cumpre-nos reconhecer o governo humano como uma instituição designada por Deus, e ensinar obediência ao mesmo como um dever sagrado, dentro de sua legítima esfera. Mas, quando suas exigências se chocam com as reivindicações de Deus, temos que obedecer a Deus de preferência aos homens. A Palavra de Deus precisa ser reconhecida como estando acima de toda a legislação humana. Um "Assim diz o Senhor", não deve ser posto à margem por um "Assim diz a igreja", ou um "Assim diz o Estado". A coroa de Cristo tem de ser erguida acima dos diademas de autoridades terrestres (Atos dos Apóstolos, p. 68, 69).

A resposta de Cristo não foi uma evasiva, mas uma réplica sincera. Segurando a moeda romana sobre que se achavam inscritos o nome e a imagem de César, declarou que, uma vez que estavam vivendo sob a proteção do poder romano, deviam prestar àquele poder o apoio que lhes exigia, enquanto isso não estivesse em oposição a um mais elevado dever. Mas, conquanto pacificamente sujeitos às leis da Terra, deviam em todos os tempos manter primeiramente lealdade para com Deus (O Desejado de Todas as Nações, p. 602).

Nosso “reino não é deste mundo”. João 18:36. Estamos aguardando nosso Senhor voltar do Céu à Terra para submeter toda autoridade e poder e estabelecer Seu reino eterno. Os poderes terrenos serão abalados. Não podemos e não devemos esperar união entre as nações da Terra. Nossa posição na imagem de Nabucodonosor é representada pelos dedos do pé, num Estado dividido e feitos de um material fragmentário, que não se une. A profecia nos mostra que o grande dia de Deus está às portas e se apressa grandemente. 
Vi que o nosso dever em cada caso é obedecer às leis de nossa pátria, a menos que se oponham às que Deus proferiu com voz audível do Monte Sinai, e depois, com o próprio dedo, gravou em pedra. “Porei as Minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e Eu lhes serei por Deus, e eles Me serão por povo.” Hebreus 8:10. Quem tem a lei de Deus escrita no coração, obedecerá mais a Deus do que aos homens, e preferirá desobedecer a todos os homens a desviar-se um mínimo que seja dos mandamentos de Deus. O povo de Deus, ensinado pela inspiração da verdade, e guiado por uma consciência pura a viver segundo toda Palavra de Deus, terá a Sua lei, escrita no coração, como única autoridade que reconhece ou consente em obedecer. Supremas são a sabedoria e a autoridade da lei divina (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 360, 361).

Quarta-feira, 20 de dezembro: Amar uns aos outros

Os primeiros quatro dos dez mandamentos resumem-se num grande preceito: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração." Os últimos seis estão incluídos no outro: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Mat. 12:31. Ambos estes mandamentos são uma expressão do princípio do amor. Não se pode guardar o primeiro e violar o segundo, nem se pode observar o segundo enquanto se transgride o primeiro. Quando Deus ocupa o lugar que Lhe é devido no trono do coração, será dado ao próximo o lugar que lhe pertence. Amá-lo-emos como a nós mesmos. E só quando amamos a Deus de maneira suprema, é possível amar o nosso semelhante com imparcialidade (O Desejado de Todas as Nações, p. 607).

A amabilidade do caráter de Cristo se manifestará em Seus seguidores. Era Seu deleite fazer a vontade de Deus. Amor a Deus, zelo por Sua glória, era o motivo dominante na vida de nosso Salvador. O amor embelezava e enobrecia todos os Seus atos. O amor vem de Deus. O coração não consagrado não o pode originar nem produzir. Encontra-se unicamente no coração em que reina Jesus. "Nós O amamos, porque Ele nos amou primeiro." I João 4:19, Bras. No coração renovado pela graça divina, o amor é o princípio da ação. Modifica o caráter, governa os impulsos, domina as paixões, subjuga a inimizade e enobrece as afeições. Este amor, abrigado na alma, ameniza a vida e espalha ao redor uma influência enobrecedora (Caminho a Cristo, p. 59).

Aproveitai toda oportunidade de contribuir para a felicidade dos que vos rodeiam, com eles partilhando vossa afeição. Palavras de bondade, olhares de simpatia, manifestação de apreço, seriam para muitos desamparados, como um copo de água ao sedento. Uma palavra de alegria, um ato de bondade, muito farão no sentido de aliviar os fardos que lhes pesam sobre os ombros. Através do serviço abnegado é que se encontra a felicidade. E toda palavra e ato desse serviço são registrados nos livros do Céu como se houvessem sido feitos a Cristo. [...] Vivei ao resplendor do amor de Cristo. Vossa influência, então, será uma bênção para o mundo. 
O espírito de trabalho desinteressado em favor de outros, imprime ao caráter solidez e constância, revestindo-o da amabilidade de Cristo, e dá ao seu possuidor paz e ventura. 
Todo dever cumprido, todo sacrifício feito em nome de Jesus, traz uma recompensa excelente. No próprio ato de cumprir o dever, Deus fala e dá Sua bênção (Minha Consagração Hoje [MM 1989], p. 154).

Quinta-feira, 21 de dezembro: Nossa salvação está mais próxima

Deus pede de cada membro da igreja que dedique sem reservas sua vida ao serviço do Senhor. Ele pede decidida reforma. Toda a criação geme sob a maldição. O povo de Deus deve colocar-se onde cresça na graça, sendo santificado no corpo, na alma e no espírito, pela verdade. Quando romperem com toda ruinosa tolerância em matéria de saúde, terão mais clara percepção do que significa verdadeira piedade. Maravilhosa mudança será vista na experiência religiosa. ...
"E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada e o dia é chegado. Rejeitemos pois as obras das trevas; e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne com suas concupiscências" (Rom. 13:11-14; Conselhos Sobre Saúde, p. 579).

Há grande escassez de trabalhadores para ir aos campos missionários, dotados do verdadeiro espírito missionário, prontos a difundir a luz da verdade no meio das trevas morais do mundo. Os inimigos de Deus tramam diariamente a supressão da verdade e a escravização das almas humanas. Estão procurando exaltar o falso sábado e, prendendo os homens no erro, adensar as trevas que cobrem a Terra e a escuridão que cobre os povos. Em tal tempo como este, os que conhecem a verdade manter-se-ão inativos, permitindo que prevaleçam os poderes das trevas? Não deveriam os que creem na verdade para este tempo estar bem despertos e labutar com uma energia compatível com a profissão de sua fé? Não deveriam os que compreendem a verdade de Deus sacrificar-se ao máximo a fim de ganhar almas para Cristo e prestar obediência à lei de Deus? Vai alto o dia, vem chegando a noite, e é necessário trabalhar enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Em tal tempo como este, só deveríamos ter este objetivo em vista: empregar todos os meios providos por Deus para implantar a verdade nos corações humanos. É com esta finalidade que a Palavra de Deus foi transmitida ao mundo, para que governe a vida e transforme o caráter. Compete a todo seguidor de Cristo esforçar-se ao máximo para difundir o conhecimento da verdade. Cristo incumbiu Seus discípulos de ir por todo o mundo e pregar o evangelho a todas as nações (Fundamentos da Educação Cristã, p. 201).

Lembrai-vos de que nenhum ser humano é por si mesmo apto para resistir ao ardiloso inimigo. Escondei-vos em Deus, e certificai-vos de que o Espírito Santo está convosco. Só podeis vencer o inimigo quando o Senhor vai adiante de vós.
Para subsistirmos no grande dia do Senhor, com Cristo como nosso refúgio, nossa torre forte, temos de deixar de lado toda inveja, toda luta pela supremacia. Temos de destruir completamente as raízes dessas coisas profanas, para que não tornem a brotar na vida. Precisamos colocar-nos inteiramente ao lado do Senhor. [...]
Buscai a justiça e ponde-vos sob o amplo escudo da Onipotência. Essa é vossa única segurança. Deus solicita que O busqueis com humildade de coração. Lede a oração de Daniel e vede se a vossa experiência resistirá à prova de fogo. Deus abençoará ricamente os que se humilham diante dEle. [...]
Não devemos permitir que sejamos arrefecidos até à morte pelos que não sabem o que significa andar com Deus. ... Não devemos consentir em entrar em contenda. Devemos proferir palavras que promovam a paz, a virtude e a verdade. Devemos examinar diligentemente o nosso coração, humilhando-nos diante de Deus. Devemos respeitar nossos irmãos, mas não devemos colocá-los onde Deus deve estar, pois eles são apenas homens (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 270).

Sexta-feira, 22 de dezembro: Estudo adicional

Este árduo trabalho é puramente por amor a Deus e ao semelhante. Nosso único lucro é a quantidade de pessoas que visualizam e interagem. Só o que pedimos para nos motivar a continuar com este ministério é sua ajuda, curtindo, compartilhando e comentando. Assim você espalha a boa semente, colaborando para a salvação de alguém.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

PERFEIÇÃO CRISTÃ - GRAÇA E JUSTIÇA


"Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor." II Coríntios 3:18

Para alcançarmos a perfeição de caráter precisamos valorizar o curto tempo de graça que ainda temos.

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Texto na íntegra:

"Cristo disse: 'Convém-vos que Eu vá.' Ninguém teria então qualquer preferência em virtude de sua localização ou contato pessoal com Cristo. O Salvador seria acessível a todos igualmente, espiritualmente, e nesse sentido Ele estaria mais perto de nós do que se não tivesse ascendido às alturas. Agora todos podem ser igualmente favorecidos, contemplando-O e refletindo Seu caráter. Os olhos da fé O vêem sempre presente, em toda a Sua bondade, graça, paciência, cortesia, e amor — enfim, em todos os Seus atributos espirituais e divinos. E ao contemplá-Lo, somos transformados na Sua semelhança.

Cristo em breve virá nas nuvens do Céu, e precisamos estar preparados para encontrá-Lo, sem mácula ou ruga ou qualquer destas coisas. Devemos agora aceitar o convite de Cristo. Ele diz: 'Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.' Mateus 11:28-29. As palavras de Cristo a Nicodemos são de valor prático para nós hoje: 'Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de Eu te dizer: Importa-vos nascer de novo. O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.' João 3:5-8.

O poder convertedor de Deus precisa estar em nosso coração. Devemos estudar a vida de Cristo e imitar o Modelo divino. Precisamos demorar-nos sobre a perfeição de Seu caráter, e ser transformados na Sua imagem. Ninguém jamais entrará no reino de Deus se a sua vontade não se tornar submissa à vontade de Cristo.

O Céu se acha livre de todo pecado, de toda corrupção e impureza; e se quisermos viver em sua atmosfera, se quisermos contemplar a glória de Cristo, precisamos ser puros de coração, e ter um caráter perfeito por meio de Sua graça e justiça. Não devemos envolver-nos com prazeres e divertimentos, mas aprontar-nos para habitar nas gloriosas mansões que Cristo nos foi preparar. Se formos fiéis, procurando fazer os outros felizes, e sendo pacientes em fazer o bem, Cristo nos coroará com glória, honra e imortalidade, por ocasião de Sua vinda".

Refletindo a Cristo [MM 1912], p. 14

quinta-feira, 9 de julho de 2015

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - LIÇÃO 2 - 9 de Julho

"Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra." Hebreus 11:13

Infelizmente muitos de nós não temos visão espiritual para entendermos que nosso tempo neste mundo não é para ser esbanjado em frivolidades. Temos um Céu a ganhar e um inferno a evitar. Não somos daqui nem viemos pra ficar. Ao batizarmos não pertencemos a esta pátria mundana. Somos filhos da Canaã Celestial.

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Quinta, 9 de Julho

"Foi Cristo que falou através de Melquisedeque, o sacerdote do Deus altíssimo. Melquisedeque não era Cristo, mas era a voz de Deus no mundo, representante do Pai. E através de todas as gerações do passado, Cristo falou; Cristo dirigiu Seu povo, e tem sido a luz do mundo. Quando Deus escolheu a Abraão como representante de Sua verdade, tomou-o de sua terra, para fora de sua parentela, pô-lo à parte. Desejava moldá-lo de acordo com o Seu próprio modelo. Desejava ensiná-lo de acordo com o Seu plano. Não lhe devia ser imposto o molde dos mestres do mundo. Devia ser ensinado a ordenar seus filhos e sua casa após ele, de modo que guardassem o caminho do Senhor, fizessem justiça e juízo. Esta é a obra que Deus quer que façamos. Deseja que compreendamos como governar nossa família, como controlar os filhos, como ordenar nossa casa para que guarde o caminho do Senhor".

Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 409, 410

"O amor pelas almas que pereciam, inspirava a oração de Abraão. Ao mesmo tempo em que lhe repugnavam os pecados daquela cidade corrupta, desejava que os pecadores pudessem salvar-se. Seu profundo interesse por Sodoma mostra a ansiedade que devemos experimentar pelos impenitentes. Devemos alimentar ódio ao pecado, mas piedade e amor para com o pecador.

Em redor de nós existem almas que descem à ruína, tão irremediável, tão terrível, como aquela que recaiu sobre Sodoma. Cada dia o tempo de graça de alguém se encerra. Cada hora alguns passam para além do alcance da misericórdia. E onde estão as vozes de aviso e rogo, mandando o pecador fugir desta condenação terrível? Onde estão as mãos estendidas para o fazer retroceder do caminho da morte? Onde estão os que com humildade e fé perseverante intercedem junto a Deus por ele"? 

Vidas que Falam [MM 1971], p. 51

"A prova de Abraão foi a mais dura que pudesse sobrevir a um ser humano. Houvesse ele falhado nisso, e nunca haveria sido registrado como pai dos fiéis. ... A lição foi dada para resplandecer através dos séculos a fim de aprendermos que não há coisa alguma preciosa demais para darmos a Deus. É quando consideramos todo dom como sendo do Senhor, para ser empregado em Seu serviço, que asseguramos a bênção celeste. Devolvei a Deus os bens que vos confiou, e mais vos será concedido. Guardai para vós mesmos esses bens, e não recebereis nenhuma recompensa nesta vida, e perdereis a recompensa da vida por vir. ... Muitos há que nunca fizeram uma entrega sem reservas de si mesmos a Deus. Não têm justa ideia do infinito sacrifício feito por Deus para salvar um mundo arruinado. Caso Deus lhes falasse como falou a Abraão, não estariam suficientemente relacionados com Sua voz para reconhecer que Ele os estava convidando a fazer um sacrifício a fim de provar a profundidade de seu amor e a sinceridade de sua fé. A mancha da praga do egoísmo é tão contagiosa como a lepra. Os que entram nas cortes celestes precisam estar purificados de todo vestígio dessa praga. ..."

Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 189