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sábado, 24 de março de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 13 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (1Pe 2:12).

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e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 24 de março

Deus espera que os que usam o nome de Cristo O representem. ... Devem ser um povo purificado e santo, comunicando luz a todos com quem se puserem em contato. [...]
Os seguidores de Cristo devem separar-se do mundo em princípios e em interesses; não se devem, porém, isolar do mundo. O Salvador misturava-Se constantemente com os homens, não para os animar em qualquer coisa que não estivesse em harmonia com a vontade de Deus, mas para os elevar e enobrecer. "Por eles Me santifico a Mim mesmo", declarou Ele, "para que também eles sejam santificados." João 17:19. Assim o cristão deve habitar entre os homens para que o aroma do amor divino seja como o sal a preservar o mundo da corrupção. [...]
O poder de uma vida mais elevada, mais pura e nobre, eis nossa grande necessidade. O mundo observa a ver que fruto é produzido pelos professos cristãos. Ele tem o direito de esperar abnegação e espírito de sacrifício da parte dos que acreditam em uma avançada verdade. Está atento, pronto a criticar aguda e severamente nossas palavras e atos. ... Estão-se produzindo constantemente impressões favoráveis ou desfavoráveis à religião bíblica no espírito de todos com quem temos de tratar.
Deus e os anjos estão observando. O Senhor deseja que Seu povo manifeste pela vida que vive a vantagem do cristianismo sobre a mundanidade; manifeste agir em plano mais elevado e santo. Ele anseia vê-los mostrar que a verdade que receberam os tornou filhos do celeste Rei. Anela torná-los condutos através dos quais possa vazar Seu ilimitado amor e misericórdia (Maranata, o Senhor Vem [MM 1977], p. 110).

Talvez se pergunte: Não devemos ter ligação alguma com o mundo? A Palavra do Senhor tem de ser nosso guia. Qualquer ligação com os infiéis e incrédulos, que nos viesse identificar com eles, é proibida pela Palavra. Temos de sair do meio deles, e ser separados. Em caso algum devemos unir-nos a eles em seus planos de trabalho. Mas não devemos viver isoladamente. Cumpre-nos fazer aos mundanos todo o bem que nos seja possível. Cristo nos deu um exemplo disto. Quando convidado a comer com publicanos e pecadores, não Se recusava; pois de nenhum outro modo, senão misturando-Se com eles, poderia chegar a essa classe. Mas, em toda ocasião lhes dava talentos de palavras e influência. Puxava temas de conversação que lhes apresentavam ao espírito os interesses eternos. E esse Mestre nos ordena: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos Céus." Mat. 5:16. Quanto à questão da temperança, assumi, sem vacilação, vossa atitude. Sede firmes como a rocha. Não participeis dos pecados dos outros. Atos de desonestidade em transações comerciais, com crentes ou descrentes, devem ser condenados; e se eles não dão prova de reforma, retirai-vos do meio deles, separai-vos (Fundamentos da Educação Cristã, p. 482, 483).

Agora nos parece estarmos ignorados; mas nem sempre será assim. Processam-se movimentos no sentido de pôr-nos em evidência, e se nossas teorias da verdade puderem ser reduzidas a cacos pelos historiadores ou pelos maiores homens do mundo, isso será feito.
Temos que, individualmente, saber por nós mesmos o que é a verdade, e estar preparados para, com mansidão e temor, dar a razão da nossa esperança não com orgulho, vanglória ou pretensão, mas no espírito de Cristo. Aproximamo-nos do tempo em que teremos que permanecer sós, individualmente para responder pela nossa crença. Estão-se multiplicando e entrelaçando com poderio satânico os erros religiosos entre o povo. Quase não resta uma doutrina da Bíblia que não haja sido negada (Evangelismo, p. 69).

Ninguém deve ser presunçoso para entrar em debates, mas contar a simples história do amor de Jesus. Todos devem examinar constantemente as Escrituras quanto à razão de sua fé, de modo que, ao serem interrogados, possam dar "com mansidão e temor" "a razão da esperança que há" (I Ped. 3:15) neles. 
O melhor remédio que podeis ministrar à igreja, não é pregar ou fazer sermões, mas providenciar trabalho para os membros. Caso se empenhasse em trabalho, o desalentado esqueceria em breve seu desânimo, o fraco se tornaria forte, o ignorante inteligente, e todos estariam preparados para apresentar a verdade tal como é em Jesus. Encontrarão um infalível ajudador nAquele que prometeu salvar a todos quantos se chegam a Ele (Evangelismo, p. 356).

Domingo, 25 de março: Mordomia e piedade

Nos preceitos de Sua santa lei, deu Deus uma regra perfeita de vida; e Ele declarou que até o fim do tempo, esta lei, imutável num jota ou num til, deve manter seus reclamos sobre os seres humanos. Cristo veio para engrandecer a lei e a tornar gloriosa. Mostrou que ela está baseada no amplo fundamento do amor a Deus e amor aos homens, e que a obediência a seus preceitos compreende todo o dever do homem. Em Sua própria vida deu Ele exemplo de obediência à lei de Deus. No sermão da montanha Ele mostrou como seus requisitos vão além dos atos exteriores, e penetram os pensamentos e as intenções do coração (Atos dos Apóstolos, p. 505).

Cristo é nosso modelo, o perfeito e santo exemplo que nos foi dado para que o seguíssemos. Jamais poderemos igualar o Modelo; podemos, porém, imitá-Lo e assemelhar-nos a Ele de acordo com nossa capacidade. Quando caímos, em inteiro desamparo, sofrendo em consequência de nosso reconhecimento da malignidade do pecado; quando nos humilhamos perante Deus, afligindo nosso coração com o verdadeiro arrependimento e contrição; quando apresentamos ferventes orações a Deus, em nome de Cristo - seremos então recebidos pelo Pai, na razão direta de nossa sincera entrega de tudo que somos, a Deus. Devemos reconhecer, no íntimo do coração, que todos os nossos esforços em si mesmos serão inteiramente destituídos de valor, pois é unicamente em nome e no poder do Vencedor que seremos vencedores.
Se crermos no poder do nome de Jesus, e em Seu nome apresentarmos a Deus nossas petições, jamais seremos despedidos. [...] Nosso auxílio vem do Senhor, que em Suas mãos mantém todas as coisas. Nossa paz reside na certeza de que Seu amor se exerce em nosso favor. Se pela fé nos apoderarmos desta certeza, tudo teremos ganho; se a perdermos, perdido estará tudo. Quando rendemos a Deus tudo que temos e somos e, colocados em posições difíceis e perigosas, entramos em contato com Satanás, devemos lembrar-nos de que teremos a vitória se enfrentarmos o inimigo no nome e poder do Vencedor. Em vez de sermos abandonados à derrota, serão todos os anjos enviados ao nosso socorro, se assim confiarmos em Cristo.
Não podemos, porém, esperar alcançar a vitória sem sofrimento, pois Jesus sofreu, ao vencer em nosso favor. Ao sofrermos em Seu nome, ao sermos chamados a negar ao apetite e a afastar-nos dos amantes dos prazeres, não devemos murmurar, mas antes alegrar-nos por termos o privilégio de ser, em pequena medida, participantes, com Cristo, das provas, do sacrifício e dos sofrimentos que nosso Senhor suportou em nosso favor, a fim de que obtivéssemos a salvação eterna (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 262). 

A vida cristã é uma batalha e uma marcha. Nesta guerra não há trégua; o esforço deve ser contínuo e perseverante. É assim fazendo que mantemos a vitória sobre as tentações de Satanás. A integridade cristã deve ser buscada com irresistível energia, e mantida com resoluta fixidez de propósito.
Ninguém será levado para o alto sem árduo e perseverante esforço em prol de si mesmo. Todos têm de se empenhar por si nessa luta; nenhuma outra pessoa pode combater os nossos combates. Somos individualmente responsáveis pelos resultados do conflito; ainda que Noé, Jó e Daniel estivessem na Terra, não poderiam, por sua justiça, livrar nem filho nem filha (A Ciência do Bom Viver, p. 453).

"Pelos seus frutos os conhecereis" (Mat. 7:20), declarou o Salvador. Todos os verdadeiros seguidores de Cristo darão frutos para Sua glória. Sua vida atesta que uma boa obra tem sido neles operada pelo Espírito de Deus, e seus frutos são para santidade. Sua vida é elevada e pura. Retas ações, eis os frutos inequívocos da verdadeira piedade, e os que não os dão dessa espécie revelam não possuir experiência nas coisas de Deus. Não se acham na Videira. Disse Jesus: "Estai em Mim, e Eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em Mim. Eu sou a Videira, e vós as varas; quem está em Mim, e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podereis fazer" (João 15:4 e 5; Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 329).

Segunda, 26 de março: Contentamento

Para sermos felizes, precisamos procurar alcançar um caráter como o que Cristo manifestou. Uma notável peculiaridade de Cristo foi Sua abnegação e benevolência. Ele veio não para buscar o que Lhe era próprio. Andou fazendo o bem, e isto era Sua comida e bebida. Nós podemos, seguindo o exemplo do Salvador, estar em santa comunhão com Ele; e ao buscar diariamente imitar o Seu caráter e seguir o Seu exemplo seremos uma bênção ao mundo e garantiremos nosso contentamento aqui e uma eterna recompensa no futuro (Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 227).

Para que o edifício de nosso caráter seja agradável a Deus, temos de progredir constantemente em espiritualidade. Temos de considerar sem valor tudo que diminua a fé e confiança em nosso Redentor. Quanto mais luz brilhe em nossa vida, tanto maior a responsabilidade que temos, de refletir a outros essa luz. Deus deseja que deixeis vossa luz resplandecer para o mundo. Ele será glorificado em nosso ato individual, de refletir o Seu caráter. [...]
Descansando no amor de Cristo, confiando em que o Redentor e Doador da vida realize em vós a salvação de vossa vida, sabereis, à medida que mais e mais vos aproximardes dEle, o que significa suportar a vista dAquele que é invisível. Deus deseja que descansemos satisfeitos em Seu amor. A satisfação que Cristo concede é um dom de valor infinitamente maior do que ouro e prata e pedras preciosas (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 189). 

 Temos de oferecer aos homens alguma coisa melhor do que eles possuem, a própria paz de Cristo, que excede todo o entendimento. Cumpre-nos falar-lhes da santa Lei de Deus, a transcrição de Seu caráter, e uma expressão daquilo que Ele quer que se tornem. Mostrai-lhes quão infinitamente superior às fugazes alegrias e prazeres do mundo é a imperecível glória celeste. Falai-lhes da liberdade e do repouso que se encontram no Salvador. "Aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede", declarou Ele. João 4:14.
Exaltai a Jesus, clamando: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." João 1:29. Unicamente Ele pode satisfazer o anseio do coração, e dar paz à alma.
De todos os povos da Terra, deviam ser os reformadores os mais abnegados, os mais bondosos, os mais corteses. Dever-se-ia ver em seus atos a verdadeira bondade dos atos desinteressados. O obreiro que manifesta falta de cortesia, que mostra impaciência ante a ignorância dos outros ou por se acharem extraviados, que fala bruscamente ou procede sem reflexão, pode cerrar a porta de corações por tal maneira que nunca mais lhes seja dado conquistá-los. Como o orvalho e a chuva branda caem nas ressequidas plantas, assim deixai cair suavemente as palavras quando procurais desviar os homens de seus erros. O plano de Deus é conquistar primeiro o coração. Devemos falar a verdade com amor, confiando nEle quanto ao poder para a reforma da vida. O Espírito Santo aplicará ao coração a palavra proferida com amor (A Ciência do Bom Viver, p. 157).

A presença do Pai circundou a Cristo e nada Lhe sobreveio sem que o infinito amor permitisse, para a bênção do mundo. Aí estava Sua fonte de conforto, e ela existe para nós. Aquele que estiver impregnado do Espírito de Cristo, habita em Cristo. O golpe que lhe é dirigido cai sobre o Salvador, que o circunda com Sua presença. O que quer que lhe aconteça vem de Cristo. Não precisa resistir ao mal, porque Cristo é sua defesa. Nada lhe pode tocar a não ser pela permissão de nosso Senhor; e todas as coisas que são permitidas "contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus" (Rom. 8:28; O Maior Discurso de Cristo, p. 71).

Terça, 27 de março: Confiança

Deus quer que confiemos nEle e desfrutemos Sua bondade. Ele estende um dia após o outro diante de nós, e precisamos ter olhos e faculdade de percepção para compreender essas coisas. Por mais importante e glorioso que seja o completo e perfeito livramento do mal que alcançaremos no Céu, nem tudo deve ser deixado para o tempo do livramento final. Deus o introduz em nossa vida no tempo atual. Diariamente precisamos cultivar a fé num Salvador presente. Confiando num poder fora e acima de nós mesmos, tendo fé em invisível amparo e poder que aguarda ao pedido dos necessitados e dependentes, podemos estar confiantes tanto no meio de nuvens como de luz solar, cantando o livramento atual e a presente fruição de Seu amor. A vida que agora vivemos deve ser pela fé no Filho de Deus (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 59).

Necessitas de orientação do alto. Confia no Senhor de todo o coração, e Ele jamais trairá tua confiança. Se pedires o auxílio de Deus, não pedirás em vão. A fim de animar-nos a ter confiança e fé, Ele Se aproxima de nós por meio de Sua santa Palavra e Espírito, procurando conquistar-nos a confiança de milhares de maneiras. Mas nada Lhe causa mais deleite do que receber os fracos que vão ter com Ele em busca de força. Se tivermos coração e voz para orar, Ele certamente terá ouvidos para ouvir e braços para salvar.
Não há um só caso em que Deus tenha escondido o Seu rosto das súplicas de Seu povo. Quando falharam todos os outros recursos, Ele foi um auxílio presente em todas as emergências. Deus te abençoe, pobre alma acabrunhada e ferida. Apega-te a Sua mão; segura-a firmemente. Ele te acolherá, bem como a teus filhos e a todos os teus fardos e aflições, se tão somente os lançares sobre Ele (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 202).

É perigoso aos seres humanos resistirem ao Espírito da verdade, da graça e da justiça porque as manifestações do Espírito não estão de acordo com as ideias deles e não se harmonizam com seus planos metódicos. O Senhor atua a seu próprio modo e de acordo com Seus desígnios. Que os seres humanos orem para que possam ser despidos a si mesmos e possam estar em harmonia com o Céu. "Não se faça a minha vontade, ó Deus, mas a Tua". Que as pessoas tenham em mente que os caminhos de Deus não são os seus caminhos, nem os pensamentos Dele os seus pensamentos, pois Ele diz: "Assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os Meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos" (Is 55:9; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 2, p. 1108).

Quarta, 28 de março: Nossa influência

"Andai na luz." Andar na luz quer dizer decidir, exercitar o pensamento, exercer força de vontade, num sincero esforço de representar a Cristo na doçura de caráter. Quer dizer afastar toda disposição para a melancolia. Não vos deveis satisfazer apenas com dizer: "Sou um filho de Deus." Estais contemplando a Jesus e, pela contemplação, transformando-vos à Sua semelhança? Andar na luz significa avanço e progresso nas realizações espirituais. Paulo declarou: "Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; [...] esquecendo-me das coisas que atrás ficam", olhando constantemente ao Modelo, avanço "para as que estão diante de mim". Andar na luz quer dizer andar "retamente", andar "no caminho do Senhor", andar "em fé", andar "em Espírito", andar "na verdade", andar "em amor", andar "em novidade de vida". É aperfeiçoar "a santificação no temor de Deus". 
Que terrível coisa é obscurecer o caminho de outros com o trazer sombras e tristeza sobre nós mesmos! Cuide cada um de si mesmo. Não acuseis a outros por vossos defeitos de caráter. [...] Falai de luz; andai na luz. "Deus é luz, e não há nEle treva nenhuma." I João 1:5. [...] Recolhei em vosso coração a coragem que vem unicamente da Luz do mundo. 
Quando a luz do Céu incidir no instrumento humano, sua fisionomia exprimirá a alegria do Senhor na vida. É a ausência de Cristo na vida que torna as pessoas tristes e de espírito duvidoso. É a falta de Cristo que entristece o semblante, e a vida se torna uma peregrinação de suspiros. Regozijar-se é a própria nota tônica da Palavra de Deus para todos quantos O recebem. Por quê? porque têm a Luz da Vida. A luz traz alegria, e essa alegria se exprime na vida e no caráter (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956, 2005], p. 200).

A graça divina nos recém-conversos é progressiva. É uma graça crescente, que é recebida, não para ser oculta sob o alqueire, mas comunicada para que outros sejam beneficiados. Aquele que está verdadeiramente convertido trabalhará para salvar outros que se encontram em trevas. Uma alma realmente convertida esforçar-se-á com fé para converter outra e ainda outra. Os que isto fazem são instrumentos de Deus, Seus filhos e filhas. Fazem parte de Sua grande firma, e a obra deles é ajudar a reparar a brecha feita por Satanás e seus instrumentos na lei de Deus pisando o sábado verdadeiro, e pondo em seu lugar um falso dia de descanso (Evangelismo, p. 355).

Daniel foi considerado pelo Senhor como homem, porque era um mordomo que lidava fielmente com os bens do Senhor. Ele não se esqueceu de Deus, mas colocou-se no conduto de luz, onde podia comunicar-se com Deus em oração. E lemos que Deus concedeu a Daniel e seus companheiros conhecimento e habilidade em toda cultura e sabedoria. [...]
Em todo lugar, vejam os que vos rodeiam que dais glória a Deus. Que o homem seja posto na penumbra; e que Deus apareça como a única esperança da humanidade! Todo homem deve estabelecer o edifício do seu caráter sobre a Rocha eterna, Cristo Jesus; então ele permanecerá em meio à tormenta e tempestade.
Deus preparará a mente para que reconheça ser Ele o único que pode ajudar a pessoa que se esforça e luta. Todos os que estão sob o Seu estandarte serão por Ele educados a serem fiéis mordomos de Sua graça. Deus deu ao homem princípios imortais a que todo poder humano terá um dia de submeter-se. Ele confiou a verdade à nossa guarda. Os preciosos raios dessa luz não devem ser ocultados debaixo do alqueire, mas alumia a todos os que se encontram na casa. A verdade, a verdade imperecível, deve tornar-se preeminente. Mostrai àqueles com quem entrais em contato que a verdade é importante para vós. Permanecer ao lado dos princípios que subsistirão pelos séculos eternos significa muita coisa para vós.
Deus concedeu talentos a cada pessoa, para que seja exaltado o Seu nome, e não para que o homem seja enaltecido e louvado, honrado e glorificado, ao passo que o Doador é esquecido. A todos foram confiados dons de Deus, desde as pessoas mais humildes e mais afligidas pela pobreza, às mais elevadas e ricas. [...] Que ninguém desperdice o tempo que lhe foi dado por Deus em lamentações por ter apenas um talento. Passai cada momento usando os talentos que tendes. Eles são do Senhor, para serem devolvidos a Ele. Não estais administrando vossa própria propriedade, mas a do Senhor. Um dia Ele virá receber com juros o que é Seu. Cumpri fielmente a mordomia que vos foi designada, para que possais encontrar-vos com Ele em paz (Exaltai-O [MM 1992], p. 426).

Quinta, 29 de março: Palavras que queremos (e não queremos) ouvir

Os cristãos que vivem para si mesmos desonram o Redendor. Podem ser aparentemente muito ativos no serviço do Senhor, mas entretecem o eu em tudo que fazem. Como estão semeando as sementes do egoísmo, deverão, no final, obter uma colheita de corrupção. [...] O serviço egoísta assume uma variedade de formas. Algumas dessas formas parecem inofensivas. A bondade aparente faz com que as pessoas pareçam ter bondade genuína, mas elas não dão glória ao Senhor. O serviço delas atrapalha Sua causa. Cristo diz: "Quem não é por Mim é contra Mim, e quem Comigo não ajunta, espalha". 
Aqueles que colocam o eu em seu trabalho não merecem confiança. Se perdessem de vista o eu em Cristo, seus esforços teriam valor em Sua causa. Conformariam então a vida a Seus ensinos. Fariam planos em harmonia com Seu grande plano de amor; o egoísmo seria banido de seus esforços. [...] A negação própria, a humildade de coração e a nobreza de propósito marcaram a vida do Salvador (Ms 2, 1903; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1221).

Foi o amor pelos perdidos que conduziu Cristo ao Calvário. E esse amor deve levar-nos à abnegação e ao sacrifício, para a salvação dos que estão perdidos. Ao devolverem os seguidores de Cristo seus bens ao Senhor, estarão ajuntando tesouros em cuja posse entrarão quando ouvirem as palavras: “Bem está, servo bom e fiel. ...entra no gozo do teu Senhor.” Mateus 25:21. “Pelo gozo que Lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-Se à destra do trono de Deus.” Hebreus 12:2. A alegria de ver pessoas eternamente salvas será a recompensa de todos os que seguem as pegadas do Redentor (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 59).

Quando o mundo afinal for levado a julgamento diante do grande trono branco para responder por sua rejeição a Jesus Cristo, o mensageiro do próprio Deus ao mundo, quão solene será essa cena! Que ajuste de contas terá que ser feito por ser pregado na cruz Aquele que veio ao nosso mundo com uma carta viva da lei! Deus fará a cada um a pergunta: "O que você fez do Meu Filho unigênito?" O que responderão aqueles que se recusaram a aceitar a verdade? [...] Se aqueles a quem for apresentada a luz do Céu a rejeitarem, estarão rejeitando a Cristo. Estarão rejeitando a única provisão pela qual podem ser purificados da impureza. [...] Será dito a eles: "Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim". Deus certamente vingará a morte de Seu Filho (Review and Herald, 30/01/1900; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1234).

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.” Provérbios 1:7. Uma única frase da Escritura é de muito mais valor que dez mil idéias e argumentos humanos. Os que se recusam a seguir os caminhos de Deus receberão por fim a sentença: “Apartai-vos de Mim.” Mateus 25:41. Mas ao nos submetermos à vontade de Deus, o Senhor Jesus nos dirige a mente e põe nos lábios palavras de certeza. Podemos ser fortes no Senhor e na força do Seu poder. Recebendo a Cristo, somos revestidos do Seu poder. Cristo habitando em nós faz com que Seu poder seja nossa propriedade. A verdade se torna nossa especialidade. Nenhuma injustiça é vista na vida. Somos capazes de falar palavras oportunas aos que não conhecem a verdade. A presença de Cristo no coração é um poder vitalizante que fortalece o ser todo.
Foi-me mandado dizer aos obreiros de nossas instituições de saúde que a incredulidade e a presunção são os perigos contra que deverão estar em guarda constante. Devem combater o mal com zelo e ardor tais que os enfermos sintam a influência enobrecedora dos seus esforços abnegados.
Nenhuma sombra de egoísmo deve manchar nosso serviço. “Não podeis servir a Deus e a Mamom.” Mateus 6:24. Exaltemos o Homem do Calvário. Exaltemo-lO através de uma fé viva em Deus, a fim de que as nossas orações sejam ouvidas. Reconhecemos a proximidade a que Jesus chega de nós? Ele nos fala pessoalmente. Ele Se revelará a cada um que se disponha a revestir-se da Sua justiça. Declara Ele: “Eu [...] te tomo pela tua mão direita.” Isaías 41:13. Coloquemo-nos em lugar onde Ele nos possa tomar pela mão, onde Lhe possamos ouvir a voz, dizendo com segurança e autoridade: “Eu sou o que vivo e estive morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre” (Apocalipse 1:18; Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 71).

Sexta, 30 de março: Estudo adicional

Este Dia com Deus, "Sempre de Prontidão", p. 297.

sábado, 10 de março de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 11 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra. A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei” (Rm 13:7, 8).

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Atenção!
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Sábado à tarde, 10 de março

Alguns serão honestos quando virem que a honestidade não lhes prejudicará os interesses terrenos; mas o nome de todos quantos agirem segundo estes princípios serão apagados do livro da vida.
Importa cultivar estrita honestidade. Não podemos passar pelo mundo senão uma vez; não nos é possível voltar para retificar quaisquer erros; portanto, todo passo deve ser dado em piedoso temor e cuidadosa consideração. A honestidade e a astúcia não se harmonizam; ou a astúcia será dominada, e a verdade e a honestidade tomarão as rédeas do governo, ou a astúcia tomará as rédeas, e a honestidade deixará de dirigir. Não poderão ambas agir juntamente; elas jamais estarão de acordo. Quando Deus recolher Suas joias, os verdadeiros, os francos, os honestos, serão os Seus escolhidos, os Seus tesouros. Os anjos estão preparando coroas para esses; e a luz do trono de Deus refletir-se-á em seu esplendor desses diademas crivados de estrelas (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 223). 

Alguns não se têm erguido e unido no plano da doação sistemática, desculpando-se de não estarem livres de dívidas. Alegam que primeiro a ninguém devem ficar devendo coisa alguma. (Rom. 13:8.) Mas o fato de terem dívidas não os escusa. Vi que devem dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. Alguns são conscienciosos quanto a não dever coisa alguma a ninguém, e pensam que Deus nada pode exigir deles enquanto todas as suas dívidas não estiverem pagas. Aí é que eles se enganam. Deixam de dar a Deus o que Lhe pertence. Devem todos levar ao Senhor uma oferta agradável. Os que têm dívidas devem retirar a quantia que devem do que possuem, e dar uma parte proporcional do restante (Conselhos Sobre Mordomia, p. 258). 

Jeová, o Ser eterno, existente por Si mesmo, incriado, sendo o originador e mantenedor de todas as coisas, é o único que tem direito a reverência e culto supremos. Proíbe-se ao homem conferir a qualquer outro objeto o primeiro lugar nas suas afeições ou serviço. O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou se incompatibilize com o culto a Ele devido, disso fazemos um deus (Patriarcas e Profetas, p. 305).

É dever de homens e mulheres agir segundo a razão relativamente a seu labor. Não devem gastar as energias desnecessariamente, pois assim fazendo, não somente trazem sofrimentos a si próprios, mas por seus erros, acarretam ansiedade, fadiga e sofrimento àqueles a quem amam. Que requer tal soma de trabalho? Intemperança no comer e no beber, e o desejo de riqueza têm levado a essa intemperança. Caso o apetite seja controlado, e seja ingerido apenas o alimento saudável, haverá tanta economia nas despesas, que homens e mulheres não serão compelidos a trabalhar além de suas forças, violando assim as leis da saúde. O desejo de homens e mulheres de acumular propriedade não é pecado caso em seus esforços para atingirem seu objetivo não esquecerem a Deus, nem transgredirem os últimos seis preceitos de Jeová, que dita o dever do homem para com os semelhantes, colocando-os em posição em que lhes é impossível glorificar a Deus em seu corpo e espírito, que Lhe pertencem. Se em sua pressa de enriquecer eles sobrecarregam as próprias energias, e transgridem as leis de seu ser, situam-se de maneira a não lhes ser possível prestar a Deus serviço perfeito, e seguem uma direção pecaminosa. Os bens assim obtidos são-no a custa de imenso sacrifício (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 429).

Domingo, 11 de março: Empréstimos e despesas

Não existe função na vida, nem fase da experiência humana para a qual a Bíblia não contenha valiosa instrução. Governador ou súdito, senhor ou servo, comprador ou vendedor, o que empresta ou o que toma emprestado, pai ou filho, professor ou aluno - todos podem nela encontrar lições de inestimável valor (Fundamentos da Educação Cristã, p. 542).

Há um tipo de independência digno de louvor. Desejar levar a própria carga e não comer o pão da dependência é correto. É uma ambição nobre e generosa que dita o desejo de manutenção própria. São necessários hábitos de diligência e modéstia. 
Muitos, muitíssimos, não se têm educado o bastante para manter suas despesas nos limites de seus rendimentos. Não aprendem a ajustar-se a circunstâncias, e tomam e tornam a tomar empréstimos, sobrecarregando-se de débitos, e consequentemente ficam desencorajados.
Hábitos de condescendência egoísta, ou falta de tino e habilidade da parte da esposa e mãe, podem ser uma causa constante de escassez de fundos; e todavia essa mãe talvez julgue estar fazendo o melhor que pode, pois nunca foi ensinada a restringir suas necessidades e de seus filhos, e nunca adquiriu habilidade e tino nos negócios domésticos. Daí, uma família pode requerer para sua manutenção duas vezes tanto quanto bastaria para outra do mesmo tamanho.
Todos devem aprender a tomar notas de suas despesas. Alguns o negligenciam como não sendo coisa essencial; é um erro, porém. Todas as despesas devem ser anotadas com exatidão (O Lar Adventista, p. 374, 375). 

O Senhor tem confiado aos homens vida, saúde e as faculdades do raciocínio. Tem-lhes dado força física e mental para ser exercida; e não deveriam estes dons ser fiel e diligentemente empregados para a glória de Seu nome? Têm nossos irmãos considerado que precisam prestar contas de todos os talentos colocados em sua posse? Têm eles negociado sabiamente com os bens de seu Senhor, ou estão gastando negligentemente Sua fazenda e sendo inscritos no Céu como servos infiéis? Muitos estão gastando o dinheiro de seu Senhor em assim chamados prazeres dissolutos; não estão ganhando uma experiência em abnegação, mas gastando o dinheiro em vaidades e deixando de levar a cruz após Jesus. Muitos que são privilegiados com preciosas oportunidades, dadas por Deus, têm desperdiçado a vida e agora se acham em sofrimento e necessidade. [...]
Todos precisam praticar a economia. Nenhum obreiro deve dirigir seus negócios de modo a incorrer em dívida. A prática de sacar dinheiro do tesouro antes de o ganhar, é um laço. Assim os recursos são limitados, de modo que os obreiros não podem ser mantidos na obra missionária. Quando alguém, voluntariamente, se envolve em dívidas, está-se embaraçando numa das redes de Satanás que ele arma para as almas. [...]
A prática de tomar dinheiro emprestado para libertar-se de alguma premente necessidade e não tomar medidas para cancelar os débitos, conquanto comum é desmoralizante. O Senhor deseja que todos os que creem na verdade se convertam dessas práticas enganosas. Devem eles escolher antes sofrer necessidades do que cometer um ato desonesto. [...] Se os que compreendem a verdade não mudam no caráter em correspondência com a influência santificadora da verdade, serão um cheiro de morte para morte. Darão uma representação errônea da verdade, trarão vergonha sobre ela e desonrarão a Cristo, que é a verdade (O Colportor Evangelista, p. 93-96).

Segunda, 12 de março: Mordomia e satisfação instantânea

Propenso à satisfação própria, nada desejava tanto como a liberdade para fazer conforme lhe agradasse. Para ele, poderio e riquezas, festas e orgias, eram felicidade. Ele se gloriava na liberdade sem restrições de sua vida selvagem e errante.
Há muitíssimos que são semelhantes a Esaú. Representa ele uma classe de pessoas que tem ao seu alcance uma bênção especialmente valiosa: a herança imortal; uma vida que é tão duradoura como a vida de Deus, o Criador do Universo; felicidade imensurável; e um eterno peso de glória. Por tanto tempo, porém, condescenderam com os apetites, paixões e tendências, que se enfraqueceu sua faculdade de discernir e apreciar o valor das coisas eternas.
Esaú teve um desejo forte, especial, por uma determinada espécie de alimento, e por tanto tempo estava habituado a satisfazer o eu que não sentiu qualquer necessidade de fugir do prato tentador e cobiçado. Sobre ele pensou, nenhum esforço especial fazendo para restringir o apetite, até que o poder do apetite sobrepôs-se a qualquer outra consideração, e controlou-o, imaginando ele que sofreria grande prejuízo, até mesmo a morte, se não conseguisse esse determinado prato. Quanto mais nele pensava, mais seu desejo era fortalecido, até que sua primogenitura, que era coisa sagrada, perdeu para ele seu valor e santidade (Vidas que Falam [MM 1971], p. 58).

Os que transgridem as leis de Deus, existentes em seu próprio organismo, não serão menos vagarosos em violar a lei proclamada no Sinai. Aqueles que, após haverem recebido a luz, se recusam a comer e beber guiados pelo princípio em lugar de serem controlados pelo apetite, não serão perseverantes com relação a serem governados por princípio em outras coisas. A ventilação do assunto da reforma no comer e beber desenvolverá o caráter e conduzirá infalivelmente à luz aqueles que "fazem de seu ventre um deus" (Filip. 3:19; Conselhos Sobre Saúde, p. 39).

Há [na Bíblia] muita coisa que a mente finita, não iluminada pela sabedoria divina, é impotente para compreender; e assim encontram ensejo para criticar. Muitos há que parecem entender ser virtude achar-se do lado da descrença, do ceticismo e da incredulidade. Mas, sob aparência de sinceridade, ver-se-á que tais pessoas são movidas pela confiança própria e orgulho. Muitos se deleitam em encontrar nas Escrituras alguma coisa que confunda o espírito de outros. Alguns a princípio criticam e sofismam, por simples amor à controvérsia. Não compreendem que se estão assim enredando nas ciladas do caçador. Tendo, porém, expresso abertamente descrença, entendem que devem manter sua atitude. Assim se unem eles aos ímpios, e fecham para si mesmos as portas do paraíso (O Grande Conflito, p. 526). 

Os que amam a Deus de todo o coração, desejarão prestar-Lhe o melhor serviço de sua vida, e estarão constantemente procurando pôr toda faculdade do ser em harmonia com as leis que os tornarão aptos a fazer a Sua vontade. Não aviltarão nem mancharão, pela condescendência com o apetite ou paixões, a oferta que apresentam a seu Pai celestial.
Diz Pedro: "Peço-vos ... que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma." I Ped. 2:11. Toda condescendência pecaminosa tende a embotar as faculdades e a destruir o poder de percepção mental e espiritual, e a Palavra ou o Espírito de Deus apenas poderão impressionar debilmente o coração. Paulo escreve aos coríntios: "Purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus" (II Cor. 7:1; O Grande Conflito, p. 473, 474).

Terça, 13 de março: Vivendo com seus próprios recursos

Há homens que não agem com sabedoria. Estão ansiosos por ter grande aparência. Pensam que a exibição lhes dará influência. Em seu trabalho, não se assentam primeiro para avaliar o custo, para ver se são capazes de terminar o que começaram. Mostram assim sua fraqueza. Mostram que muito têm a aprender quanto à necessidade de agirem cuidadosa e cautelosamente. Em sua confiança própria, cometem muitos erros. Assim alguns têm tido um prejuízo do qual jamais se recuperarão (Conselhos Sobre Mordomia, p. 273).

Cristãos que creem na verdade presente devem manifestar sabedoria e previdência. Não devem negligenciar a disposição de seus recursos, esperando uma oportunidade favorável de ajustar seus negócios durante uma longa enfermidade. Devem manter seus negócios de tal forma que, se fossem chamados a qualquer hora para deixá-los e não tivessem voz nos arranjos, pudessem ser solucionados como gostariam que fossem se estivessem vivos. Muitas famílias têm sido defraudadas desonestamente de toda sua propriedade e ficaram sujeitas à pobreza porque o trabalho que podia ter sido bem feito numa hora foi negligenciado. Aqueles que preparam seu testamento não devem poupar esforço ou despesa para obter conselho jurídico e os preparar de modo a resistir à prova (Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 117).

Não devem os seguidores de Cristo desprezar a riqueza; devem considerá-la como talento confiado pelo Senhor. Pelo uso sábio de Seus dons, podem eles ser eternamente beneficiados, mas devemos ter sempre em mente o fato de que Deus não nos deu riquezas para usá-las justamente como imaginamos, para satisfazer o impulso, para as conferirmos ou retermos de acordo com a nossa vontade. Não devemos usar as riquezas de maneira egoísta, empregando-as simplesmente para nossa própria satisfação. Tal atitude não seria correta nem para com Deus nem para com nossos semelhantes, trazendo apenas, por fim, perplexidade e dificuldades. [...]
O mundo favorece os ricos e os considera de maior valor que os pobres honestos; mas os ricos desenvolvem seu caráter pela maneira em que usam os dons que lhes foram confiados. Estão revelando se será ou não seguro confiar-lhes riquezas eternas. Tanto os pobres como os ricos estão decidindo o seu próprio destino eterno e provando se são súditos aptos para a herança dos santos na luz. Os que fazem de sua riqueza uso egoísta neste mundo revelam atributos de caráter que mostram o que fariam se tivessem maiores vantagens e possuíssem os tesouros imperecíveis do reino de Deus. Os princípios egoístas exercidos na Terra não são os princípios que prevalecerão no Céu. Todos os homens estão em pé de igualdade no Céu. [...] (Conselhos Sobre Mordomia, p. 133).

Seus recursos não são de maior valor do que a areia, exceto se forem empregados unicamente para as necessidades da vida diária e para abençoar outros e fazer avançar a causa de Deus. Ele lhe concedeu testemunhos de advertência e encorajamento, mas você se desviou deles. Duvidou dos Testemunhos. Quando você retornar e reunir os raios de luz, e tomar a posição de que os Testemunhos procedem de Deus, então se firmará em sua crença e não vacilará em trevas e fraqueza. 
[...] Ele o convida a retirar suas afeições do mundo e a colocá-las sobre coisas celestiais. A fim de conhecer a vontade de Deus, você deve estudá-la ao invés de seguir as próprias inclinações e a tendência natural da sua mente. “Que queres que te faça?” (Lucas 18:41) deve ser a ardente e ansiosa indagação de seu coração (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 53, 54).

Quarta, 14 de março: Dizendo não à dívida

Homens que poderiam ter feito bem se tivessem se consagrado a Deus, se estivessem dispostos a trabalhar de maneira humilde, aumentando gradualmente seus negócios, e recusando entrar em dívidas, fracassam porque não têm trabalhado de maneira correta. E depois de terem caído em dificuldades ficam desmoralizados, tornando-se incompetentes para administrar. Desejavam libertar-se da pressão financeira e não pararam para pensar nos resultados posteriores.
Os que os ajudam a sair da dificuldade são tentados a ligá-los com peias tão fortes na forma de compromissos, que daí por diante sentem que estão escravizados. Raras vezes conseguem ressarcir-se da reputação de má administração e fracasso.
Aos que assim se acham envolvidos em dívidas, fui instruída a dizer: não desanimeis se estiverdes agindo na direção certa. Trabalhai com todas as forças para aliviar vós mesmos a situação. [...] (Conselhos Sobre Mordomia, p. 273, 274).

Vi que Deus estava desgostoso com Seu povo por se tornarem fiadores de incrédulos. Minha atenção foi dirigida para estes textos: “Não estejas entre os que dão as mãos, e entre os que ficam por fiadores de dívidas.” Provérbios 22:26. “De certo sofrerá severamente aquele que fica por fiador do estranho, mas o que aborrece a fiança estará seguro.” Provérbios 11:15. Mordomos infiéis! Empenham aquilo que pertence a outro — seu Pai celeste — e Satanás está a postos para ajudar seus filhos a arrebatá-lo de suas mãos. Os observadores do sábado não devem ser sócios dos incrédulos. O povo de Deus confia demasiado nas palavras dos estranhos, e buscam-lhes o conselho, quando não o devem fazer. O inimigo os torna agentes seus, e por intermédio deles trabalha para desconcertar os filhos de Deus, e os prejudicar (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 200).

Aquilo que se acha na base da integridade comercial e do verdadeiro êxito, é o reconhecimento da propriedade de Deus. O Criador de todas as coisas é o seu proprietário original. Somos Seus mordomos. Tudo que temos foi confiado por Ele, para ser usado de acordo com Sua direção.
Essa é uma obrigação que repousa sobre todo ser humano. Afeta toda esfera da atividade humana. Quer o reconheçamos quer não, somos mordomos, supridos por Deus com talentos e facilidade, e colocados no mundo para realizar uma obra indicada por Ele (Educação, p. 137).

Muitos, muitíssimos, não se educaram de modo a poderem conservar seus gastos dentro do limite de suas entradas. Não aprendem a se adaptar às circunstâncias, e vez após vez tomam emprestado, tomam emprestado, ficando sobrecarregados de dívidas, e consequentemente desanimados.
Muitos não se lembram da causa de Deus, e descuidadamente gastam dinheiro em divertimentos dos feriados, em roupas e tolices, e quando se faz um apelo para o avanço da obra tanto nas missões nacionais como nas estrangeiras, nada têm para dar, ou até mesmo já estouraram sua conta. Roubam, assim, a Deus nos dízimos e ofertas, e, pela sua egoísta condescendência expõem a alma a cruéis tentações, e caem nas ciladas de Satanás.
Devemos estar sempre em guarda, e não nos permitir gastar dinheiro com o que não é necessário, simplesmente por ostentação. Não nos devemos permitir condescender com gostos que nos levam a seguir os costumes do mundo, e roubar o tesouro do Senhor (Conselhos Sobre Mordomia, p. 249).

Quinta, 15 de março: Poupando e investindo

O sábio se dirige ao indolente, nestas palavras: "Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio. A qual, não tendo superior, nem oficial, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento." Prov. 6:6-8. A habitação que as formigas constroem para si revela habilidade e perseverança. Tão somente um pequenino grão de cada vez podem elas carregar, mas pela diligência e perseverança realizam maravilhas.
Salomão indica a operosidade da formiga como uma censura aos que desperdiçam suas horas na ociosidade, ou em práticas que corrompem a alma e o corpo. A formiga se prepara para as estações futuras; mas muitos que são dotados das faculdades do raciocínio deixam de se preparar para a futura vida imortal.
O Sol, a Lua, as estrelas, as sólidas rochas, o rio que flui e o vasto e inquieto oceano ensinam lições que todos bem fariam em levar a sério (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 190).

Deus nos chama servos, o que implica que somos empregados por Ele para realizar certo trabalho e assumir certas obrigações. Emprestou-nos um capital para investimento. Este não é nossa propriedade, e desagradamos a Deus se acumularmos os bens do Senhor para gastarmos como nos aprouver. Somos responsáveis pelo uso ou abuso daquilo que Deus nos emprestou. Se o capital que Ele colocou em nossas mãos está inoperante ou enterrado, mesmo que seja apenas um talento, seremos chamados a dar contas ao Mestre. Ele requer, não o nosso, mas o Seu com juros (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 668).

Não devemos atentar "nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas". II Cor. 4:18. A permuta que fazemos ao renunciar desejos e inclinações egoístas, é uma permuta do inútil e transitório com o precioso e duradouro. Isto não é sacrifício, antes infinito ganho.
"Algo melhor" é a senha da educação, a lei de todo o verdadeiro viver. Cristo oferece, em lugar do que quer que nos ordene renunciar, algo melhor. Muitas vezes os jovens anelam objetivos, realizações e prazeres que podem não parecer males, mas que deixam de ser o mais elevado bem. Desviam a vida de seu mais nobre objetivo. Medidas arbitrárias ou ataques diretos podem deixar de produzir efeito no sentido de levar estes jovens a abandonar o que têm na conta de precioso. Sejam eles dirigidos a algo melhor do que a ostentação, ambição e condescendência própria. Ponde-os em contato com uma beleza mais verdadeira, com princípios mais elevados e com mais nobres vidas. Induza-os a contemplar Aquele que é "totalmente desejável". Cant. 5:16. Quando o olhar se fixa nEle, a vida encontra o seu centro. O entusiasmo, a devoção generosa, o apaixonado ardor da juventude encontram aqui o seu verdadeiro objetivo. O dever torna-se um deleite e o sacrifício um prazer. Honrar a Cristo, tornar-se semelhante a Ele, trabalhar por Ele, será a mais elevada ambição da vida e sua máxima alegria (Educação, p. 296, 297).

Sexta, 16 de março: Estudo adicional

Conselhos Sobre Mordomia, "Como nos dias de Noé, p. 135.

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 7 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 A semente “que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança” (Lc 8:15).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 1º Trimestre 2018 - Lição 7 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 10 de fevereiro

Tudo que o homem recebe da generosidade de Deus, pertence ainda a Deus. O que quer que Deus tenha outorgado dentre as coisas valiosas e belas da Terra, é colocado nas mãos dos homens para os provar - a fim de sondar a profundidade de seu amor para com Ele e sua apreciação de Seus favores. Quer sejam tesouros de riqueza ou de intelecto, devem ser postos como sacrifício voluntário aos pés de Jesus, dizendo ao mesmo tempo o doador, como Davi: "Tudo vem de Ti, e da Tua mão To damos" (I Crôn. 29:14; Patriarcas e Profetas, p. 753).

Deus requer que todo pastor alcance o padrão, que se apresente aprovado diante de Deus, “como obreiro que não tem de que se envergonhar”. 2 Timóteo 2:15. Se eles se recusarem a essa disciplina estrita, Deus os recusará e selecionará homens que não descansarão até estarem completamente “preparados para toda a boa obra”. Tito 3:1. Nosso coração é naturalmente pecaminoso e indolente no serviço de Cristo. Necessitamos estar constantemente prevenidos ou fracassaremos em suportar as dificuldades como bons soldados de Cristo. Não sentiremos a necessidade de dirigir vigorosos golpes contra os pecados que nos rodeiam, mas prontamente aceitaremos as sugestões de Satanás, e ergueremos um estandarte para nós mesmos em lugar do puro e exaltado estandarte que Deus levantou por nós (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 710). 

O "coração honesto e bom" (Luc. 8:15), do qual fala a parábola, não é um coração sem pecado, pois o evangelho deve ser pregado aos perdidos. Cristo disse: "Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores." Mar. 2:17. Quem se rende à convicção do Espírito Santo é o que tem coração honesto. Reconhece sua culpa e sente-se necessitado da misericórdia e do amor de Deus. Tem desejo sincero de conhecer a verdade para obedecer-lhe. O bom coração é um coração crente, que deposita fé na Palavra de Deus. É impossível receber a Palavra sem fé. "Porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que O buscam." (Heb. 11:6; Parábolas de Jesus, p. 58, 59).

Ao falar Jesus do novo coração, refere-Se Ele à mente, à vida, ao ser todo. Ter uma mudança de coração é retirar as afeições do mundo, e uni-las a Cristo. Ter um coração novo é possuir nova mente, novos propósitos, motivos novos. Qual é o sinal de um coração novo? — A vida transformada. Há um morrer dia a dia, hora a hora, para o egoísmo e o orgulho.
Alguns cometem grande erro ao supor que professar uma religião elevada substituirá o verdadeiro serviço. Mas a religião que não é prática, não é verdadeira. A verdadeira conversão nos torna estritamente honestos em nosso relacionamento com os semelhantes. Torna-nos fiéis em nosso trabalho diário. Todo sincero seguidor de Cristo demonstrará que a religião bíblica o habilita a usar seus talentos no serviço do Mestre (Mensagens aos Jovens, p. 72).

Os princípios, a justiça e a honestidade sempre devem ser acalentados. A honestidade não permanecerá onde se abriga a astúcia. Elas jamais estarão de acordo; uma é de Baal, a outra é de Deus. O Mestre requer que Seus servos sejam nobres nos intuitos e ações. Toda cobiça e avareza precisam ser vencidas. Os que escolhem a honestidade como sua companheira, introduzi-la-ão em todos os seus atos. Para uma grande classe, tais homens não são agradáveis, mas para Deus eles são belos (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 607).

Domingo, 11 de fevereiro: Uma questão de honestidade

São as raposinhas que destroem a vinha; as pequeninas negligências, as pequeninas deficiências, as desonestidades pequeninas, os pequeninos desvios do princípio, é o que cega a mente e a separa de Deus.
São as pequeninas coisas da vida que desenvolvem o espírito e determinam o caráter. Os que negligenciam as coisas pequeninas não estarão preparados para suportar as provas severas, quando lhes sobrevierem. Lembrai-vos de que a formação do caráter não se conclui antes que termine a vida. Cada dia é colocado na estrutura um tijolo, bom ou mau. Vós estais construindo, ou fora do prumo ou com a exatidão e correção que hão de formar um lindo templo para Deus. Portanto, ao cogitar em fazer grandes coisas, não negligencieis as pequeninas oportunidades que vos vêm dia a dia. Quem negligencia as coisas pequenas, e no entanto se lisonjeia de estar pronto para realizar coisas maravilhosas pelo Mestre, esse está em perigo de fracassar totalmente. A vida se compõe, não de grandes sacrifícios e realizações maravilhosas, mas de coisinhas (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 231). 

Muitos há que menosprezam os pequenos acontecimentos da vida, os pequeninos atos que devem ser executados dia a dia; estes, porém, não devem ser estimados em pouco, pois cada ação influi para benefício ou para dano de alguém. ...
É unicamente o agir em harmonia com os princípios da Palavra de Deus nos pequeninos tratos da vida, que nos coloca do lado do direito. Somos provados e experimentados por estas pequenas ocorrências, e nosso caráter será estimado segundo for a nossa obra. 
É a atenção conscienciosa ao que o mundo chama coisas pequenas, que faz a grande beleza e o êxito da vida (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 223, 224).

A devolução do dízimo era apenas uma parte do plano de Deus para o sustento de Seu trabalho. Numerosas dádivas e ofertas foram divinamente especificadas. Sob o sistema judaico, o povo era ensinado a cultivar o espírito de liberalidade, tanto em sustentar a causa de Deus como em socorrer os necessitados. Para ocasiões especiais havia ofertas voluntárias. Na colheita e na vindima, as primícias dos frutos do campo - grãos, vinho e óleo - eram consagrados como oferta ao Senhor. Os respigos e os cantos do campo eram reservados para o pobre. As primícias da lã, quando o rebanho era tosquiado, do grão, quando era malhado o trigo, eram postos de parte para Deus. De igual forma, os primogênitos de todos os animais; e o preço de resgate era pago pelo filho primogênito. As primícias deviam ser apresentadas perante o Senhor no santuário, e eram então dedicadas ao uso dos sacerdotes.
Por este sistema de beneficência, o Senhor procurava ensinar a Israel que em tudo devia Ele ser o primeiro. Assim era-lhes feito lembrar que Deus era o proprietário de seus campos, rebanhos de ovelhas e de gado; que era Ele quem enviava o sol e a chuva para que a seara se desenvolvesse e amadurecesse. Tudo que possuíam era dEle; eles eram apenas mordomos de Seus bens (Atos dos Apóstolos, p. 337).

O dízimo é sagrado, reservado por Deus para Si mesmo. Tem de ser trazido ao Seu tesouro, para ser empregado em manter os obreiros do evangelho em seu trabalho. Durante longo tempo, o Senhor tem sido roubado, porque há pessoas que não compreendem ser o dízimo a porção que Deus reserva para Si. Alguns se têm sentido insatisfeitos, e afirmado: “Não devolverei mais o dízimo; pois não confio na maneira como as coisas estão sendo dirigidas na sede da obra.” Roubará, porém, a Deus, por pensar que a direção da obra não é correta? Apresente sua queixa franca e abertamente, no devido espírito, e às pessoas competentes. Solicite em suas petições que as coisas sejam corrigidas e colocadas em ordem; mas não se retire da obra de Deus, nem se demonstre infiel porque outros não estejam fazendo o que é correto (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p. 249).

Segunda-feira, 12 de fevereiro: Vida de fé

A prova de Abraão foi a mais dura que pudesse sobrevir a um ser humano. Houvesse ele falhado nisso, e nunca haveria sido registrado como pai dos fiéis. ... A lição foi dada para resplandecer através dos séculos a fim de aprendermos que não há coisa alguma preciosa demais para darmos a Deus. É quando consideramos todo dom como sendo do Senhor, para ser empregado em Seu serviço, que asseguramos a bênção celeste. Devolvei a Deus os bens que vos confiou, e mais vos será concedido. Guardai para vós mesmos esses bens, e não recebereis nenhuma recompensa nesta vida, e perdereis a recompensa da vida por vir. [...] Muitos há que nunca fizeram uma entrega sem reservas de si mesmos a Deus. Não têm justa idéia do infinito sacrifício feito por Deus para salvar um mundo arruinado. Caso Deus lhes falasse como falou a Abraão, não estariam suficientemente relacionados com Sua voz para reconhecer que Ele os estava convidando a fazer um sacrifício a fim de provar a profundidade de seu amor e a sinceridade de sua fé. A mancha da praga do egoísmo é tão contagiosa como a lepra. Os que entram nas cortes celestes precisam estar purificados de todo vestígio dessa praga. [...] (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 187).

Os cristãos professos se deixam ficar demasiadamente próximo das baixadas da Terra. Seus olhos são treinados para ver somente as coisas comuns, e sua mente se demora nas coisas que os olhos contemplam. Sua experiência religiosa é muitas vezes superficial e insatisfatória, e suas palavras são frívolas e sem valor. Como podem tais pessoas refletir a imagem de Cristo? Como podem irradiar os brilhantes raios do Sol da justiça para todos os lugares escuros da Terra? Ser cristão é ser semelhante a Cristo (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1223).

A fé é a confiança em Deus, ou seja, a crença de que Ele nos ama e conhece perfeitamente o que é para o nosso bem. Assim ela nos leva a escolher o Seu caminho em vez de o nosso próprio. Em lugar da nossa ignorância, ela aceita a Sua sabedoria; em lugar de nossa fraqueza, aceita a Sua força; em lugar de nossa pecaminosidade, Sua justiça. Nossa vida e nós mesmos somos já Seus; a fé reconhece essa posse e aceita as bênçãos dela. A verdade, correção e pureza, têm sido designadas como segredos do êxito da vida. É a fé que nos põe na posse destes princípios.
Todo o bom impulso ou aspiração é um dom de Deus; a fé recebe de Deus aquela vida que, somente, pode produzir o verdadeiro crescimento e eficiência (Educação, p. 253).

Devemos fazer tudo que pudermos, de nossa parte, para combater o bom combate da fé. Devemos lutar, labutar e esforçar-nos por entrar pela porta estreita. Sempre devemos pôr o Senhor diante de nós. Com mãos limpas, com coração puro, temos de procurar honrar a Deus em todos os nossos caminhos. Foi-nos provido auxílio nAquele que é poderoso para salvar. O espírito de verdade e luz nos vivificará e renovará por suas misteriosas atuações; pois todo o nosso progresso espiritual vem de Deus, e não de nós mesmos. O verdadeiro obreiro terá poder divino para ajudá-lo, mas o ocioso não será sustentado pelo Espírito de Deus.
Em certo sentido somos deixados na dependência de nossas próprias energias; devemos procurar diligentemente ser zelosos e arrepender-nos, limpar as mãos e purificar o coração de toda contaminação; devemos alcançar a norma mais elevada, crendo que Deus nos ajudará em nossos esforços. Precisamos buscar, se queremos achar, e buscar com fé; temos de bater, para que nos seja aberta a porta. A Bíblia ensina que tudo quanto se relaciona com  nossa salvação depende de nossa própria conduta. Se perecermos, a responsabilidade recairá inteiramente sobre nós mesmos. Tendo sido feita a provisão e se aceitarmos as condições de Deus, podemos tomar posse da vida eterna. Temos de ir a Cristo com fé, temos de ser diligentes e confirmar a nossa vocação e eleição (Fé e Obras, p. 48).

Terça-feira, 13 de fevereiro: Uma declaração de fé

Deve-se explicar bem como exercer a fé. Para toda promessa de Deus há condições. Se estamos dispostos a fazer a Sua vontade, toda a Sua força é nossa. Qualquer dom que Ele prometa, está na própria promessa. "A semente é a Palavra de Deus." Luc. 8:11. Tão certo como o carvalho está no seu fruto, o dom de Deus está em Sua promessa. Se recebemos a promessa, temos o dom.
A fé que nos habilita a receber os dons de Deus é em si mesma um dom, do qual certa medida é comunicada a todo ser humano. Ela cresce quando exercitada no apropriar-se da Palavra de Deus. A fim de fortalecer a fé devemos frequentemente trazê-la em contato com a Palavra (Educação, p. 253, 254).

Da confiança no poder divino advém a paz. Logo que a alma resolve agir de acordo com a luz dada, dá o Espírito Santo mais luz e força. A graça do Espírito é suprida para cooperar com a resolução da alma, mas não é um substituto do exercício individual da fé. O êxito na vida cristã depende da apropriação da luz dada por Deus. Não é a abundância de luz e de evidências que torna a alma liberta em Cristo; é o despertar das faculdades, a vontade e as energias da alma para clamar sinceramente: "Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade" (Mar. 9:24; Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 518).

Com profunda gratidão [Jacó] repetiu a promessa de que a presença de Deus seria com ele; e então fez este voto solene: "Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestidos para vestir; e eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor será o meu Deus; e esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente Te darei o dízimo." Gên. 28:20-22.
Jacó não estava aqui a fazer um contrato com Deus. O Senhor já lhe havia prometido prosperidade, e este voto era o transbordar de um coração cheio de gratidão pela certeza do amor e misericórdia de Deus. Jacó entendia que Deus tinha direitos sobre ele, os quais ele devia reconhecer, e que os sinais especiais do favor divino a ele concedidos exigiam retribuição. Assim, toda a bênção que nos é concedida reclama uma resposta ao Autor de todas as nossas vantagens. O cristão deve muitas vezes rever sua vida passada, e relembrar com gratidão os preciosos livramentos que Deus operou em favor dele, amparando-o na provação, abrindo caminho diante dele quando tudo parecia escuro e vedado, refrigerando-o quando pronto a desfalecer. Deve reconhecê-los todos como provas do cuidado vigilante dos anjos celestiais. Em vista destas bênçãos inumeráveis, deve muitas vezes perguntar, com coração submisso e grato: "Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?" (Sal. 116:12; Patriarcas e Profetas, p. 187).

Quarta-feira, 14 de fevereiro: Dízimo honesto: santo ao Senhor

Aquele que dá ao homem a capacidade de adquirir riqueza, deu, juntamente com esse dom, uma obrigação. De tudo que adquirimos Ele exige determinada porção. O dízimo é do Senhor. "Todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, ... as dízimas de vacas e ovelhas, ... santas são ao Senhor." Lev. 27:30 e 32. O voto feito por Jacó em Betel mostra a extensão da obrigação. "De tudo quanto me deres, certamente Te darei o dízimo", disse ele. Gên. 28:22.
"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro" (Mal. 3:10), é a ordem de Deus. Não se apela para a gratidão ou generosidade. É uma questão de simples honestidade. O dízimo é do Senhor; e Ele nos ordena que Lhe devolvamos aquilo que é Seu. [...]
Não somos senão mordomos, e do desempenho de nossa obrigação para com Deus e o homem, depende tanto o bem-estar de nossos semelhantes como nosso próprio destino nesta vida e na vindoura (Educação, p. 138, 139).

Mas o sistema dos dízimos não se originou com os hebreus. Desde os primitivos tempos o Senhor reivindicava como Seu o dízimo; e tal reivindicação era reconhecida e honrada. Abraão pagou dízimos a Melquisedeque, sacerdote do altíssimo Deus. Gên. 14:20. Jacó, quando em Betel, exilado e errante, prometeu ao Senhor: "De tudo quanto me deres, certamente Te darei o dízimo." Gên. 28:22. Quando os israelitas estavam prestes a estabelecer-se como nação, a lei dos dízimos foi confirmada, como um dos estatutos divinamente ordenados, da obediência ao qual dependia a sua prosperidade.
O sistema dos dízimos e ofertas destinava-se a impressionar a mente dos homens com uma grande verdade - verdade de que Deus é a fonte de toda bênção a Suas criaturas, e de que a Ele é devida a gratidão do homem pelas boas dádivas de Sua providência (Patriarcas e Profetas, p. 525).

Os israelitas eram ensinados a consagrar ao serviço do santuário o dízimo de toda renda. Além disso deviam trazer ofertas expiatórias, ofertas voluntárias e ofertas de gratidão. Esses eram os meios para sustentar o ministério do evangelho naquele tempo. Deus não espera menos de nós do que do povo antigamente. A grande obra da salvação precisa ser levada avante. Pelo dízimo, ofertas e dádivas fez Ele provisão para esta obra. Desse modo pretende seja sustentada a pregação do evangelho. Reclama o dízimo como Sua propriedade, e o mesmo deveria ser sempre considerado uma reserva sagrada a ser depositada no Seu tesouro para o benefício de Sua causa. Pede também nossas ofertas voluntárias e dádivas de gratidão. Tudo deve ser consagrado para enviar o evangelho às partes mais remotas da Terra (Parábolas de Jesus, p. 300)

Deus tem direito sobre nós e tudo o que temos. Seu direito está acima de qualquer outro. E, em reconhecimento desse direito, ordena que Lhe demos uma parte proporcional fixa de tudo o que Ele nos dá. Essa parte específica é o dízimo. Sob a direção do Senhor, foi-Lhe consagrado nos tempos mais remotos. [...]
Reclama o dízimo como Seu, e este deve ser sempre considerado uma reserva sagrada, a ser colocada no Seu tesouro para o bem de Sua causa, para o avanço de Sua obra, para enviar Seus mensageiros às partes mais distantes da Terra (Conselhos sobre Mordomia, p. 71).

Quinta-feira, 15 de fevereiro: Reavivamento, reforma e dízimo

Ao retornar da Pérsia, Neemias soube da ousada profanação, e tomou de pronto medidas para expulsar o intruso. "Muito me desagradou", ele declara; "de sorte que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara. E, ordenando-o eu, purificaram as câmaras; e tornei a trazer ali os vasos da casa de Deus, com as ofertas de manjares e o incenso." Nee. 13:8 e 9.
Não somente havia o templo sido profanado, mas as ofertas tinham sido mal empregadas. Isto estava desencorajando a liberalidade do povo. Haviam perdido seu zelo e fervor, e relutavam em pagar o dízimo. A tesouraria da casa do Senhor estava pobremente suprida; muitos dos cantores e outros empregados nos serviços do templo, não recebendo sustento suficiente, haviam deixado a obra de Deus para trabalharem em outras partes.
Neemias pôs mãos à obra para corrigir esses abusos. Reuniu todos os que tinham deixado a obra da casa do Senhor, e os restaurou "no seu posto". Isto inspirou confiança ao povo, e todo o Judá "trouxe os dízimos do grão, e do mosto, e do azeite aos celeiros". Homens "que se tinham achado fiéis" foram feitos "tesoureiros... sobre os celeiros", "e se lhes encarregou a eles a distribuição para seus irmãos" (Nee. 13:11-13; Profetas e Reis, p. 670).

Restituindo a Deus essa parte, testemunharemos nosso apreço por Suas dádivas. Como podemos, pois, reivindicar Suas bênçãos, se retemos o que Lhe pertence? Como podemos esperar que nos confie coisas celestiais, se somos mordomos infiéis das terrenas? Pode ser que nisso esteja o segredo das orações não atendidas.
Em Sua grande misericórdia, porém, o Senhor está pronto a perdoar. [...] (Parábolas de Jesus, p. 144).

Na obra de reforma a ocorrer hoje, há necessidade de homens que, como Esdras e Neemias não obscureçam ou desculpem o pecado, nem se esquivem de vindicar a honra de Deus. Aqueles sobre quem repousa o fardo desta obra, não se sentirão em paz quando o erro é praticado, nem cobrirão o mal com o manto da falsa caridade. Eles se lembrarão que Deus não faz acepção de pessoas, e que a severidade para com uns poucos pode representar misericórdia para com muitos. Lembrar-se-ão também de que o Espírito de Cristo deve ser revelado naquele que repreende o mal.
Em sua obra, Esdras e Neemias se humilharam perante Deus, confessando os seus pecados e os pecados do seu povo, e pleiteando o perdão como se fossem eles os ofensores. Pacientemente labutaram, oraram e sofreram. O que tornou mais difícil a sua obra não foram as hostilidades abertas dos pagãos, mas a oposição secreta de pretensos amigos, que, colocando a sua influência a serviço do mal, aumentaram dez vezes o fardo dos servos de Deus. Esses traidores forneceram os inimigos do Senhor com material para ser usado em sua guerra contra o seu próprio povo. Suas más paixões e rebeldes desejos estavam sempre em conflito com os claros reclamos de Deus (Profetas e Reis, p. 675).

Sexta-feira, 16 de fevereiro: Estudo adicional

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
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