sábado, 16 de setembro de 2017

COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017 - LIÇÃO 13 - 16 A 22 DE SETEMBRO


Verso para Memorizar:
“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6:10).

Sábado à tarde, 16 de Setembro

Diz o Senhor: "Bem-aventurados vós, que semeais sobre todas as águas." Isa. 32:20. Semear sobre todas as águas significa dar onde quer que nosso auxílio seja necessário. Isto não levará à pobreza. "O que semeia em abundância em abundância também ceifará." II Cor. 9:6. O semeador multiplica suas sementes, lançando-as. Assim, aumentamos nossas bênçãos, comunicando-as. A promessa de Deus garante a necessária suficiência para que possamos continuar a dar.
Mais do que isto: quando comunicamos as bênçãos desta vida, a gratidão dos que as recebem prepara-lhes o coração para receberem verdades espirituais, e produz-se uma ceifa para a vida eterna.
Pelo lançamento da semente ao solo, o Salvador representa Seu sacrifício por nós. "Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer", disse Ele, "fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto." João 12:24. Unicamente pelo sacrifício de Cristo - a Semente - poderia produzir-se fruto para o reino de Deus. De acordo com a lei do reino vegetal, a vida é o resultado de Sua morte.
Assim é com todos os que produzem frutos como coobreiros de Cristo: o amor e interesse próprios devem perecer, a vida deve ser lançada nos sulcos da necessidade do mundo. A lei do sacrifício próprio é a lei da preservação de si mesmo. O lavrador conserva o seu grão lançando-o fora, por assim dizer. Semelhantemente, a vida que se dá livremente ao serviço de Deus e do homem, é a que será preservada (Educação, p. 109, 110).

Muitos há para quem a vida é uma penosa luta; sentem suas deficiências, e são infelizes e incrédulos; pensam nada terem por que ser agradecidos. Palavras bondosas, olhares de simpatia, expressões de apreciação, seriam para muitas almas lutadoras e solitárias como um copo de água fria a uma alma sedenta. Uma palavra compassiva, um ato de bondade, ergueriam fardos que pesam duramente sobre fatigados ombros. E toda palavra ou ato de abnegada bondade é uma expressão do amor de Cristo pela humanidade perdida.
Os misericordiosos "alcançarão misericórdia". Mat. 5:7. "A alma generosa engordará, e o que regar também será regado." Prov. 11:25. Há uma doce paz para o espírito compassivo, uma bendita satisfação na vida de esquecimento de si mesmo em benefício de outros. O Espírito Santo que habita na alma e Se manifesta na vida, abrandará corações endurecidos, e despertará simpatia e ternura. Haveis de ceifar aquilo que semeardes. "Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre. ... O Senhor o livrará, e o conservará em vida; será abençoado na Terra, e Tu não o entregarás à vontade de seus inimigos. O Senhor o sustentará no leito da enfermidade; Tu renovas a sua cama na doença." Sal. 41:1-3 (O Maior Discurso de Cristo, p. 23, 24).

Domingo, 17 de Setembro: Restaurando os caídos


Nós mesmos devemos tudo à livre graça de Deus. A graça do concerto é que prescreveu nossa adoção. A graça do Salvador efetua nossa redenção, regeneração e exaltação a co-herdeiros de Cristo. Que esta graça seja revelada a outros.
Não dê ao perdido ocasião para desânimo. Não permita intervir uma severidade farisaica para ferir seu irmão. Não surja amargo escárnio no espírito ou no coração. Não manifeste sinal de desprezo na voz. Se falar uma palavra de você mesmo, se tomar atitude de indiferença, ou denotar suspeita ou desconfiança, poderá causar a ruína de uma vida. Carece ela de um irmão com o coração simpatizante do Irmão mais velho para que lhe toque o coração humano. Sinta ela o aperto de uma mão simpatizante, e ouça o sussurro: Oremos. Deus dará rica experiência a ambos. A oração une-nos um ao outro e a Deus. A oração traz Jesus ao nosso lado, e dá à alma fatigada e perplexa novas forças para vencer o mundo, a carne e o diabo. A oração desvia os ataques de Satanás.
Quando alguém se volta da imperfeição humana para contemplar a Jesus, dá-se uma divina transformação no caráter. O Espírito de Cristo que opera no coração conforma-o a Sua imagem. Seja pois vosso esforço exaltar a Jesus. Que os olhos do espírito se dirijam ao "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". João 1:29. Empenhando-vos nesta obra, lembrai-vos de que "aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados". Tia. 5:20.
"Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas." Mat. 6:15. Nada pode justificar o espírito irreconciliável. Aquele que não é misericordioso para com os outros, mostra não ser participante da graça perdoadora de Deus. No perdão de Deus, o coração do perdido é atraído ao grande coração do Infinito Amor. A torrente da compaixão divina derrama-se no espírito do pecador e, dele, na de outros. A benignidade e misericórdia que em Sua própria vida preciosa Cristo revelou, serão vistas também naqueles que se tornam participantes de Sua graça. "Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dEle." Rom. 8:9. Está alienado de Deus e apto unicamente para a eterna separação dEle (Parábolas de Jesus, p. 250, 251).

O poder restaurador de Deus encontra-se por toda a natureza. Se uma árvore é cortada, se um ser humano se fere ou fratura um osso, imediatamente a natureza começa a reparar o dano. Mesmo antes que exista a necessidade, os agentes de cura se encontram de prontidão; e logo que uma parte se acha ferida, toda a energia se aplica ao trabalho da restauração. Assim é no domínio das coisas espirituais. Antes que o pecado criasse a necessidade, Deus providenciara o remédio. Cada pessoa que cede à tentação, torna-se ferida, magoada pelo adversário; mas onde quer que haja pecado, há um Salvador. É a obra de Cristo "curar os quebrantados do coração, ... apregoar liberdade aos cativos, ... pôr em liberdade os oprimidos". Luc. 4:18 e 19.
Devemos cooperar nesta obra. "Se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, ... encaminhai o tal." Gál. 6:1. A palavra aqui traduzida "encaminhar" significa colocar no lugar, como se faz com um osso deslocado. Quão sugestiva é esta figura! Aquele que cai em erro ou pecado, coloca-se fora do lugar em relação a tudo que o cerca. Pode compenetrar-se de seu erro, e encher-se de remorso; mas não pode restabelecer-se a si mesmo. Está em confusão e perplexidade, vencido e desamparado. Deverá ser reclamado, curado e restabelecido. "Vós, que sois espirituais, encaminhai o tal." Gál. 6:1. Unicamente o amor que origina-se no coração de Cristo, pode curar. Unicamente Aquele, em quem flui esse amor, assim como faz a seiva na árvore e o sangue no corpo, poderá restaurar o coração ferido (Educação, p. 113, 114).

Segunda-feira, 18 de Setembro: Cuidado com a tentação!


As promessas de Deus não devem ser invocadas temerariamente por nós, como proteção, ao mesmo tempo que nos precipitamos corajosamente no perigo, violando as leis da natureza, ou desconsiderando a prudência e o juízo que Deus nos deu para deles usarmos. Isso não seria fé genuína, mas presunção.
Satanás vem a nós com honras mundanas, riquezas e prazeres da vida. Essas tentações são variadas a fim de irem ao encontro de homens de toda espécie e classe, tentando-os a se afastarem de Deus para se servirem mais a si que ao Criador. "Tudo isto te darei", disse Satanás a Cristo. Mat. 4:9. "Tudo isto te darei", diz ele ao homem. "Todo este dinheiro, esta terra, este poder, e honra e riquezas, te darei"; e o homem fica encantado, iludido, e traiçoeiramente seduzido, para sua ruína. Caso nos entreguemos ao mundanismo de coração e de vida, Satanás fica satisfeito (Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 25).

Como os discípulos houvessem visto o êxito de seus labores, estavam em risco de atribuir a honra a si mesmos, em risco de nutrir orgulho espiritual, caindo assim sob as tentações de Satanás. Achava-se diante deles uma grande obra, e antes de tudo deviam aprender que sua força não se encontrava neles mesmos, mas em Deus. Qual Moisés no deserto do Sinai, qual Davi entre os montes da Judeia e Elias junto à fonte de Querite, necessitavam os discípulos pôr-se à parte das cenas de sua atarefada atividade, para comungar com Cristo, com a natureza e com o próprio coração (O Desejado de Todas as Nações, p. 360).

Os que professam ser servos do Deus vivo precisam estar dispostos a ser servos de todos em vez de se exaltarem sobre os seus irmãos, e precisam possuir um espírito bondoso, cortês. Se errarem, devem estar prontos a confessá-lo por inteiro. A honestidade da intenção não pode ser tida como escusa para não confessar o erro. A confissão não diminui a confiança da igreja no mensageiro, e ele estaria dando um bom exemplo; seria encorajado o espírito de confissão na igreja, e o resultado seria agradável união. Os que professam ser ensinadores deviam ser padrões de piedade, mansidão e humildade, possuindo um bom espírito para ganhar almas para Jesus e a verdade bíblica. O ministro de Cristo deve ser puro na conversação e nas ações. Deve ter sempre em mente que está usando palavras de inspiração, palavras de um Deus santo. Precisa ter em mente também que o rebanho está confiado aos seus cuidados e que deve levar os seus casos a Jesus, suplicando por eles como Jesus suplica por nós ao Pai. Foi-me indicado o povo de Israel antigamente, e vi quão puros e santos tinham de ser os ministros do santuário, porque mediante o seu trabalho mantinham-se em íntima relação com Deus. Os que ministram devem ser santos, puros, sem mancha, ou Deus os destruirá. Deus não mudou. Ele é tão santo, tão puro e tão minucioso como sempre o foi. Os que professam ser ministros de Jesus devem ser homens de experiência e profunda piedade, e então em todas as ocasiões e em todos os lugares poderão derramar santa influência (Primeiros Escritos, p. 102, 103).

Eu vos rogo em nome de Jesus de Nazaré que afasteis de vós qualquer coisa como o orgulho espiritual e o amor da supremacia. Tornai-vos como criancinhas, se quereis, ao findar a peleja, tornar-vos membros da família real, filhos do celeste Rei. Lede repetidamente João 17. Aquela oração que nosso Salvador dirigiu ao Pai em favor de Seus discípulos, merece ser muitas vezes repetida, e posta em prática na vida. Isto erguerá homens caídos; pois o Senhor prometeu que se mantivermos esta unidade, Deus nos amará como amou a Seu Filho; os pecadores serão salvos, e Deus eternamente glorificado (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 295).

Terça-feira, 19 de setembro:Levando as cargas uns dos outros (Gl 6:2-5)


O Senhor não habilitou nenhum de nós a levar o fardo da obra sozinho. Ele associou homens de mentalidade diferente, para que possam aconselhar-se e ajudar-se mutuamente. Deste modo a deficiência na experiência e na capacidade de um é suprida pela experiência e capacidade de outro. Devemos todos estudar atentamente a instrução dada em Coríntios e Efésios no tocante a nossa relação uns com os outros como membros do corpo de Cristo. ...
Em teu trabalho, Edson, deves considerar a relação que cada obreiro mantém com os outros obreiros ligados à Causa de Deus. Deves lembrar-te de que os outros, como tu mesmo, têm uma obra a fazer em conexão com esta Causa. Não deves fechar a mente aos conselhos. Em teus planos para levar avante a obra, tua mente deve fundir-se com outras mentes. ...
Estamos ligados ao serviço e à Causa de Deus, e temos de compreender individualmente que somos partes de um grande todo. Precisamos buscar sabedoria de Deus, aprendendo o que significa ter um espírito expectante e vigilante, e ir ter com nosso Salvador quando cansados e deprimidos. Confia em Deus, e não só no critério humano.
Tens de aprender a renunciar a tua vontade e a teus planos e a receber luz daqueles que Deus tornou Sua mão auxiliadora, daqueles por cujo intermédio Ele quer que sejas ajudado. Dirige-te a Cristo em busca de alívio. Apega-te a Ele. Demora-te o suficiente para submeter tua vontade à vontade de Deus. Muitos oram com demasiada pressa. Com passos apressados eles passam pela sombra da amorosa presença de Cristo, detendo-se talvez por alguns momentos nos recintos sagrados, mas não esperando receber conselho. Não têm tempo para sentar-se nem para permanecer junto ao Mestre divino. Com seus fardos, retornam a seu trabalho (Este Dia Com Deus [MM 1980], p. 152).

"Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos." Rom. 15:1. Devemos nos relacionar corretamente uns com os outros, mesmo que o fazê-lo requeira sacrifício. Cristo realizou um sacrifício infinito por nós, e não deveríamos estar dispostos a nos sacrificar por outros? Devemos guardar-nos cuidadosamente contra ferir ou magoar o coração dos filhos de Deus, pois quando o fazemos, ferimos e magoamos o coração de Cristo (Olhando Para o Alto [MM 1983], p. 25).

Quarta-feira, 20 de setembro: A lei de Cristo

Caso um membro da família de Cristo caia em tentação, os outros membros devem olhar por ele com bondoso interesse, procurando firmar os pés que se estão desviando para caminhos falsos, e conquistando-o para uma vida pura e santa. Este serviço requer Deus de todo membro de Sua igreja. ... Os membros da família do Senhor devem ser sábios e vigilantes, fazendo tudo ao seu alcance para salvar seus irmãos mais fracos das ocultas redes de Satanás.
Isto é trabalho missionário doméstico, e é tão proveitoso para os que o fazem, como para aqueles por quem é feito. O bondoso interesse que manifestamos no círculo doméstico, as palavras de simpatia que dizemos aos nossos irmãos e irmãs, habilitam-nos a trabalhar pelos membros da família do Senhor, com quem, uma vez que permaneçamos fiéis a Cristo, viveremos por todos os séculos. "Sê fiel até à morte", diz Cristo, "e dar-te-ei a coroa da vida." Apoc. 2:10. Portanto, quão cuidadosamente devem os membros da família do Senhor guardar seus irmãos e irmãs! Tornai-vos amigos seus. Se eles são pobres, e necessitados de alimento e vestuário, ministrai-lhes as necessidades temporais da mesma maneira que as espirituais. Ser-lhes-eis assim dupla bênção (Evangelismo, p. 353).

Vai a Ele, tal qual estás, e confia-te às Suas mãos. Crê que Ele te aceita como o prometeu. Não tentes fazer alguma grande coisa para recomendar-te a Deus, mas confia nEle agora, exatamente agora. Quebra as cadeias da dúvida e desconfiança com as quais Satanás te mantém preso ao castelo da dúvida. Vem em humilde fé Àquele que nunca disse ao necessitado e sofredor: "Buscai-Me em vão." Isa. 45:19. Sabemos que somos pecadores e que muitas vezes erramos e somos frequentemente vencidos pela tentação; mas isto não deveria levar-nos em nossa grande necessidade a manter-nos afastados dAquele que nos pode ajudar e salvar do poder de Satanás. Esta é a obra do inimigo, desanimar e levar ao desespero.
Que evidência temos do inigualável amor de Jesus no fato de que deixou o Céu e veio à Terra para nos ajudar. Disse Ele: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei." Mat. 11:28 (Olhando Para o Alto [MM 1983], p. 322).

Por vezes desabafamos nossas aflições em ouvidos humanos, e contamos nossas dores aos que não nos podem ajudar, e negligenciamos confiar tudo a Jesus, que é capaz de transformar o doloroso caminho em caminhos de paz e alegria. ...
Ele Se propõe ser nosso amigo, andar conosco por todos os difíceis caminhos da vida. Diz-nos: Eu sou o Senhor teu Deus; anda comigo, e hei de encher teu caminho de luz. Jesus, a Majestade do Céu, propõe-Se elevar ao companheirismo com Ele os que a Ele se chegam com seus fardos, suas fraquezas e cuidados (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 95).

Quinta-feira, 21 de setembro: Semear e Colher (Gl 6:6-10)


Em virtude das leis de Deus na natureza, os efeitos seguem as causas com certeza invariável. A colheita testifica da semeadura. Nisto não se admitem simulações. Os homens podem enganar seus semelhantes, e receber louvor e recompensa pelos serviços que não prestaram. Mas quanto à natureza não poderá haver engano. Contra o lavrador infiel a ceifa profere sentença condenatória. E no mais alto sentido isto é verdade também no mundo espiritual. É na aparência e não na realidade que o mal é bem-sucedido. O menino vadio que foge da escola, o jovem preguiçoso em seus estudos, o balconista ou aprendiz que deixa de servir aos interesses de seu patrão, o homem que em qualquer negócio ou profissão é infiel para com as suas mais altas responsabilidades, pode lisonjear-se de que esteja a adquirir vantagens enquanto o mal estiver oculto. De fato, nada ganha com isto, antes se está defraudando a si próprio. A ceifa da vida é o caráter, e é este que determina o destino tanto para esta como para a vida futura.
A ceifa é uma reprodução das sementes semeadas. Cada semente produz fruto "segundo a sua espécie". Gên. 1:11. Assim é com os traços de caráter que acariciamos. Egoísmo, amor-próprio, presunção, condescendência própria, reproduzem-se, e o fim é miséria e ruína. "O que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna." Gál. 6:8. Amor, simpatia, bondade, produzem frutos de bênçãos, colheita esta que é imperecível (Educação, p. 108, 109).

"Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé." Gál. 6:10.
Em sentido especial, Cristo colocou sobre Sua igreja o dever de cuidar dos necessitados dentre seus próprios membros. Ele consente que Seus pobres se encontrem nos limites de todas as igrejas. Devem achar-se sempre entre nós, e Ele dá aos membros da igreja uma responsabilidade pessoal quanto a cuidar deles.
Como os membros de uma verdadeira família cuidam uns dos outros, tratando dos doentes, sustentando os fracos, ensinando os ignorantes, exercitando os inexperientes, assim cumpre aos que pertencem à "família da fé" atender aos seus necessitados e inválidos. Por nenhuma consideração deverão estes ser passados por alto (A Ciência do Bom Viver, p. 201).

Deixar um próximo a sofrer sem o auxiliar, é uma brecha na lei de Deus. ... Quem ama a Deus, não somente ama a seu semelhante, mas olhará com terna compaixão as criaturas feitas por Ele. Quando o Espírito de Deus está em um homem, leva-o a aliviar em vez de causar sofrimento. ... Cumpre-nos cuidar de todo caso de sofrimento, e considerarmos como instrumentos de Deus para ajudar o necessitado ao máximo de nossa capacidade. Devemos ser cooperadores de Deus. Alguns há que manifestam grande afeição pelos parentes, pelos amigos e favoritos, e que todavia falham em ser bondosos e considerados para com os que necessitam de terna simpatia, que necessitam de bondade e amor. Coração ansioso, indaguemos: Quem é meu próximo? Nossos semelhantes não são apenas os vizinhos e amigos especiais, não são meramente os que pertencem à nossa igreja, ou que pensam como nós. Nossos semelhantes são a inteira família humana. Cumpre-nos fazer bem a todos os homens, e especialmente aos que são domésticos da fé. Devemos dar ao mundo uma manifestação do que significa cumprir a lei de Deus. Amar supremamente a Deus, e a nosso próximo como a nós mesmos (Filhos e Filhas e Deus [MM 1956], p. 52).

Sexta-feira, 22 de setembro: Leitura adicional

Refletindo a Cristo [MM 1986], "Jesus Nos Mostrou Como Viver", p. 332.

Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim... evidenciasse Jesus Cristo a Sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nEle para a vida eterna. I Tim. 1:16.
Ele [Jesus] era um Mestre, um educador como o mundo jamais vira ou ouvira antes. Ele falava como tendo autoridade, mas atraía a confiança de todos. "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve." Mat. 11:28-30.
O Filho unigênito do infinito Deus, através de Suas palavras e de Seu exemplo prático, deixou-nos um exemplo simples, que devemos imitar. Por meio de Suas palavras Ele nos ensinou a obedecer a Deus, e por experiência própria nos mostra como podemos obedecer a Deus. Esta é precisamente a obra que Ele deseja todo homem faça: obedecer a Deus inteligentemente, e por preceito e exemplo ensinar aos outros o que precisam fazer, de modo a serem obedientes filhos de Deus.
Jesus ajudou o mundo todo a obter um conhecimento inteligente de Sua missão e obra divinas. Ele veio para representar o caráter do Pai ao nosso mundo, e ao estudarmos a vida, as palavras e obras de Jesus Cristo, seremos auxiliados de todas as maneiras no aprendizado da obediência a Deus; ao imitarmos o exemplo que Ele nos deixou, seremos cartas vivas, conhecidas e lidas por todos os homens. Somos instrumentos humanos vivos para representar no caráter a Jesus Cristo perante o mundo.
Cristo deu não apenas regras explícitas mostrando como podemos nos tornar filhos obedientes, mas também nos mostrou através de Sua própria vida e caráter como fazer as coisas que são corretas e aceitáveis diante de Deus, de modo a não haver desculpa para não fazermos as coisas que são agradáveis a Sua vista. ...
O Grande Mestre veio ao nosso mundo para estar à testa da humanidade, e desse modo erguê-la e santificá-la por meio de Sua santa obediência a todos os requisitos divinos, mostrando que é possível obedecer a todos os mandamentos de Deus. Ele demonstrou que uma vida toda de obediência é possível. Como o Pai deu o Seu Filho, assim Ele dá ao mundo homens escolhidos, representativos, para exemplificarem em sua vida a vida de Jesus Cristo. Manuscrito 1, 1892.
NEle se encontrara o perfeito ideal. A fim de revelar esse ideal como o único verdadeiro modelo a ser atingido; a fim de mostrar o que todo ser humano poderia tornar-se; o que mediante a habitação da divindade na humanidade se tornariam todos os que O recebessem - para isso veio Cristo ao mundo. Veio para mostrar como os homens devem ser ensinados conforme convém a filhos de Deus; como devem praticar na Terra os princípios do Céu e viver a vida celestial. Educação, págs. 73 e 74.


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sábado, 9 de setembro de 2017

COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017 - LIÇÃO 12 - 09 A 15 DE SETEMBRO



Verso para Memorizar:

“Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne” (Gl 5:16, NVI).

Sábado à tarde, 9 de Setembro

Andai na luz." Andar na luz quer dizer decidir, exercitar o pensamento, exercer força de vontade, num sincero esforço de representar a Cristo na doçura de caráter. Quer dizer afastar toda disposição para a melancolia. Não vos deveis satisfazer apenas com dizer: "Sou um filho de Deus." Estais contemplando a Jesus e, pela contemplação, transformando-vos à Sua semelhança? Andar na luz significa avanço e progresso nas realizações espirituais. Paulo declarou: "Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; ... esquecendo-me das coisas que atrás ficam", olhando constantemente ao Modelo, avanço "para as que estão diante de mim". Andar na luz quer dizer andar "retamente", andar "no caminho do Senhor", andar "em fé", andar "em Espírito", andar "na verdade", andar "em amor", andar "em novidade de vida". É aperfeiçoar "a santificação no temor de Deus" (Filhos e Filhas de Deus, [MD 2005], p. 200).

Com que cuidado devem os cristãos reger os seus hábitos, a fim de que possam conservar o pleno vigor de cada faculdade para entregar ao serviço de Cristo! Se estivermos santificados em alma, corpo e espírito, devemos viver em conformidade com a lei divina. O coração não pode manter a consagração a Deus enquanto se condescende com os apetites e paixões a expensas da saúde e da vida. ...
As inspiradas advertências de Paulo contra a condescendência própria soam desde então até o nosso tempo. ... Apresenta ele para o nosso encorajamento a liberdade desfrutada pelo verdadeiramente santificado: "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rom. 8:1. Ele exorta os gálatas: "Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne." Gál. 5:16 e 17. Menciona algumas formas de concupiscências carnais - a idolatria, bebedices e coisas semelhantes. Depois de mencionar os frutos do Espírito, entre os quais está a temperança, acrescenta: "E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências." Gál. 5:24 (Conselhos Sobre Saúde, p. 69).

Há em nosso mundo, hoje, uma classe cheia de justiça própria. Não são glutões, nem beberrões, não são incrédulos; porém, desejam viver para si mesmos e não para Deus. Ele não está em seus pensamentos; por isso são classificados com os descrentes. Caso lhes fosse possível entrar na cidade de Deus, não poderiam ter direito à árvore da vida; pois quando os mandamentos de Deus lhes foram apresentados com todas as reivindicações em vigor, disseram: Não.
Não serviram a Deus aqui, por isso não haveriam de servi-Lo futuramente. Não poderiam viver em Sua presença, e sentiriam que qualquer lugar seria preferível ao Céu.
Aprender de Cristo significa receber Sua graça, que é Seu caráter. Mas os que não apreciam nem aproveitam as preciosas oportunidades e sagradas influências a eles concedidas na Terra, não estão qualificados para tomar parte na pura devoção do Céu. Seu caráter não está moldado segundo a semelhança divina. Por sua própria negligência abriram uma voragem que nada pode transpor. Entre eles e o justo está posto um grande abismo (Parábolas de Jesus, p. 270 e 271).

Domingo, 10 de Setembro: Andar no Espírito 


Paulo insta com os efésios para que preservem a unidade e o amor: “Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos.” Efésios 4:1-6.
O apóstolo exorta seus irmãos a manifestarem em sua vida o poder da verdade que ele lhes apresentara. Por sua mansidão e bondade, paciência e amor, deviam exemplificar o caráter de Cristo e as bênçãos de Sua salvação. Só há um corpo, e um Espírito, um Senhor, uma fé. Como membros do corpo de Cristo, todos os crentes são animados pelo mesmo espírito e a mesma esperança (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 239).

Os que são participantes da mansidão de Cristo, de Sua pureza e amor, regozijar-se-ão em Deus, e irradiarão luz e alegria a todos os que os cercam. O pensamento de que Cristo morreu para obter-nos o dom da vida eterna, é suficiente para despertar em nosso coração o mais sincero e fervoroso reconhecimento, e tirar de nossos lábios o mais entusiástico louvor. Ricas são as promessas de Deus, e plenas, e gratuitas. Quem quer que queira, no poder de Cristo, cumprir com as condições, pode reivindicar essas promessas, com toda a sua grandeza de benefícios, como propriedade sua. E sendo assim abundantemente provido do tesouro de Deus, pode, na jornada da vida, andar "dignamente diante do Senhor, agradando-Lhe em tudo" (Col. 1:10); beneficiando seu semelhante pelo exemplo piedoso, e honrando a seu Criador. Ao passo que nosso Salvador queria guardar Seus seguidores da confiança própria mediante a advertência: "Sem Mim nada podereis fazer", Ele pôs ao lado da mesma, para nossa animação, a graciosa certeza: "Quem está em Mim, e Eu nele, esse dá muito fruto." João 15:5. (Filhos e Filhas de Deus, [MD 2005], p. 327).

A verdade de Deus revelada em Sua Palavra deve ser um princípio vivo, que perdura. Não deve ser encarada como uma influência entre muitas outras, mas como algo estabelecido acima de todas as demais. Exercerá um poder sobre a vida e conduta até que todo o ser humano assimile a imagem do Perfeito Modelo e o agente humano seja completo em Jesus Cristo. "Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nEle, ... radicados, e edificados", não em si mesmos, nem segundo concepções humanas, mas nEle " ... tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças. Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs subtilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo." Col. 2:6-8 (Olhando Para o Alto, [MM 1983], p. 21).

Segunda-feira, 11 de Setembro: O conflito do cristão 


Não basta percebermos a benignidade de Deus, vermos a benevolência, a ternura paternal de Seu caráter. Não basta reconhecermos a sabedoria e justiça de Sua lei, e que ela se baseia sobre o eterno princípio do amor. Paulo, o apóstolo, reconheceu tudo isto quando exclamou: "Consinto com a lei, que é boa." "A lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom." Acrescentou, porém, na amargura de sua íntima angústia e desespero: "Mas eu sou carnal, vendido sob o pecado." Rom. 7:16, 12 e 14. Ansiava a pureza, a justiça, as quais era impotente para alcançar por si mesmo e exclamou: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Rom. 7:24. Tal é o brado que tem subido de corações oprimidos, em todas as terras e em todos os tempos. Para todos só existe uma resposta: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." João 1:29 (Caminho à Cristo, p. 19).
É pela renovação do coração que a graça de Deus atua para transformar a vida. Não basta mera mudança externa, para nos pôr em harmonia com Deus. Muitos há que procuram reformar-se corrigindo este ou aquele mau hábito, e esperam desta maneira tornar-se cristãos, mas começam de modo errado. Nossa primeira obra realiza-se no coração. ...
O fermento da verdade atua secreta, silenciosa e constantemente para transformar a vida. As inclinações naturais são abrandadas e subjugadas. Implantam-se novos pensamentos, novos sentimentos, motivos novos. Estabelece-se nova norma de caráter: a vida de Cristo. Transforma-se a mente; as faculdades despertam para a ação em novos rumos. O homem não é dotado de novas faculdades, mas as faculdades que possui são santificadas. Desperta a consciência (Nos Lugares Celestiais, [MM 1968], p. 21).

As grandes verdades da Bíblia são para nós individualmente - para reger, guiar, controlar nossa vida, pois esta é a única forma pela qual Cristo pode ser apropriadamente apresentado ao nosso mundo - em graça e bondade no caráter daqueles que professam ser Seus discípulos. Nada menos do que o serviço de coração será aceitável a Deus. Deus requer a santificação do homem completo: corpo, alma, e espírito. O Espírito Santo implanta uma nova natureza, e molda mediante a graça de Cristo o caráter humano, até que a imagem de Cristo esteja aperfeiçoada. Isso é verdadeira santidade. ...
O espírito, palavra e influência que transmitis estão causando impressões sobre a mente de outros. A atmosfera que rodeia a alma, se for má, será como uma malária espiritual que há de contaminar aqueles que estão ao redor. Mas é proveitoso para a alma ter uma atmosfera que represente um cheiro de vida para vida em relação aos outros. Quando a alma sentir o peso da verdade que opera por amor e purifica o ser, uma atmosfera celestial dominará a vida. "Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau." Prov. 13:20. Toda pessoa que alega crer na verdade deve manifestar retidão de caráter, devoção a Deus, firmeza de propósito, e representar o caráter de Cristo numa vida bem ordenada e conversação santa. Carta 70, 1894 (Olhando Para o Alto, [MM 1938], p. 21).

Terça-feira, 12 de setembro: As obras da carne


Que é semear para a carne? - É seguir os desejos e inclinações de nosso coração natural. Seja qual for nossa profissão, se estivermos servindo ao eu em vez de a Deus, estamos semeando para a carne. A vida cristã é uma vida de abnegação e de carregar a cruz. Devemos suportar as durezas como bons soldados de Jesus Cristo. ... Não podemos indagar: Que é para nossa conveniência? Mas simplesmente: Quais são as ordens para nós? Ninguém considera a vida de um soldado como uma vida de agradar-se e satisfazer-se a si mesmo. Encontramo-nos hoje no campo de batalha, e duas grandes forças estão sempre lutando pela supremacia. ...
Que estais semeando em vossa vida diária? Estais semeando para a carne? Estais pensando apenas em vossos prazeres, vossas conveniências? Semeando para o orgulho e a vaidade e a ambição? "Tudo o que o homem semear, isso também ceifará." Gál. 6:7. Rogo-vos que semeeis para o Espírito. Toda tentação resistida vos dará poder para semear no Espírito em outra ocasião de prova.
Se estais semeando fé, prestando obediência a Cristo, haveis de ceifar fé e poder para futura obediência. Se estais procurando ser uma bênção aos outros, Deus vos abençoará. ... A alegria que aos outros damos refletir-se-á novamente sobre nós; pois segundo semearmos, assim ceifaremos. ...
Têm sido tomadas abundantes providências para que aqueles que desejam viver uma vida piedosa tenham graça e força por Jesus, nosso divino Redentor. A vida cristã não deve ser de fardos e cuidados, se bem que a cruz deva ser erguida e os fardos carregados; pois os servos de Deus devem auferir paz e forças da Fonte de sua força, e assim fazendo acharão a vida plena de felicidade e paz. ...
Todo o ser deve ser consagrado a Deus; pois nosso precioso Salvador nunca partilha de um coração dividido. Nossas inclinações e desejos precisam estar sob o domínio do Espírito de Deus, e então seremos fortalecidos para combater o bom combate da fé. Devemos perguntar diariamente: Quais são as ordens do Chefe? (Para Conhecê-Lo, [MM 1965], p. 92)

Não hesitamos em dizer-vos que a fim de obter a herança imortal e a natureza eterna, deveis ser vencedores nesta vida probatória. Tudo que macula e mancha a alma precisa ser removido, precisa ser purificado do coração. Temos de saber o que significa ser participante da natureza divina, havendo escapado das corrupções que pela concupiscência há no mundo. Estais dispostos a guerrear contra as concupiscências da carne? Estais prontos a batalhar contra o inimigo de Deus e do homem? Satanás está resolvido a escravizar toda pessoa, se puder fazê-lo; pois realiza um jogo de desespero para conquistar as almas dos homens de Cristo e da vida eterna. Permitireis que ele vos arrebate as graças do Espírito de Deus e implante em vós sua própria natureza corrupta? ou aceitareis a grande provisão da salvação, e, mediante os méritos do Sacrifício Infinito feito em vosso favor, tornar-vos-eis participantes da natureza divina? Deus deu Seu Filho unigênito, para que por meio de Sua ignomínia, sofrimento e morte possais ter glória, honra e imortalidade (Este Dia Com Deus, [MM 1980], p. 173).

Há constantes batalhas a enfrentar, e nem por um instante estamos seguros, a menos que nos coloquemos sob a guarda dAquele que deu Sua vida preciosa, a fim de tornar possível a todos os que crerem nEle como Filho de Deus, ao mesmo tempo que sofrem as pressões de Satanás, escapar das corrupções que pela concupiscência da carne há no mundo. Ele é perfeitamente capaz de, em resposta à nossa fé, unir nossa natureza humana com a Sua, divina. Enquanto confiamos na natureza divina e dela participamos, redobrando nossos próprios esforços, proclamamos que a missão de Cristo aqui é de paz na Terra e boa vontade para com os homens. Temos obrigação de falar dos perigos da batalha com adversários invisíveis, e de estar sempre revestidos da armadura, pois não lutamos apenas contra a carne e o sangue, mas contra os principados e potestades, contra os exércitos espirituais da maldade, nos lugares celestiais. ... Por isso devemos manter-nos sempre sob a constante guarda dos santos anjos.
Seguir a Cristo não é isenção de conflito. Não é brincadeira de criança. Não é ociosidade espiritual. Toda a satisfação no serviço de Cristo implica em sagradas obrigações de resistir a lutas severas. Seguir a Cristo significa batalhas ensanguentadas, ativo trabalho, guerra contra o mundo, a carne e o diabo. Nossa alegria está nas vitórias alcançadas para Cristo, em fervoroso e rígido batalhar. ... Somos alistados para o trabalho, "não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna". João 6:27. Devemos cooperar com nossa salvação com temor e tremor (Nos Lugares Celestiais, [MM 1968], p. 117).

Quarta-feira, 13 de setembro: O fruto do Espírito (Gl 5:22-24)

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio... E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.” Gálatas 5:22, 24, 25.
O inimigo procurará introduzir-se mesmo em meio aos cultos. Cada avenida necessitará ser fielmente guardada a fim de que o egoísmo e o orgulho não se misturem com a obra. Se o eu tiver realmente sido crucificado com suas afeições e concupiscências, o fruto se manifestará em boas obras para a glória de Deus. Rogo-lhes, no temor de Deus, não permitam que suas obras degenerem. Sejam cristãos firmes, simétricos. Quando o coração concedeu suas afeições a Cristo, as velhas coisas ficaram para trás e tudo se fez novo.
Nossa religião deve ser inteligente. A sabedoria do alto precisa nos fortalecer, estabelecer e firmar. Precisamos ir cada vez mais para a frente e para o alto, de luz para luz ainda maior, e Deus ainda revelará Sua glória a nós como Ele não fez ao mundo (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 650).

"Quando já o fruto se mostra, mete-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa." Mar. 4:29. Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.
Todo cristão tem o privilégio, não só de esperar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, como também de apressá-la. (II Ped. 3:12.)  Se todos os que professam Seu nome produzissem fruto para Sua glória, quão depressa não estaria o mundo todo semeado com a semente do evangelho! Rapidamente amadureceria a última grande seara e Cristo viria recolher o precioso grão (Parábolas de Jesus, p. 69).

Aquele que é constrangido pelo amor de Cristo, anda entre os semelhantes para ajudar os desajudados e animar os desanimados, para apontar aos pecadores o ideal de Deus para com Seus filhos, e guiá-los Aquele que, só, os pode habilitar a alcançar esse ideal (Nos Lugares Celestiais, [MM 1968], p. 234).

Quinta-feira, 14 de setembro: O caminho para a vitória


As mais baixas paixões têm sua sede no corpo e por seu intermédio operam. As palavras "carne" ou "carnal" ou ainda "concupiscência da carne" envolvem a natureza inferior, corrupta; a carne por si mesma não pode agir contrariamente à vontade de Deus.
É-nos ordenado crucificar a carne com suas afeições e concupiscências. Como o faremos? Devemos infligir sofrimento ao corpo? Não; mas dar morte à tentação do pecado. Os pensamentos corruptos devem ser expulsos. Todo o pensamento deve ser levado cativo a Jesus Cristo. Toda propensão animal deve ser sujeita às faculdades mais altas da alma. O amor de Deus deve reinar supremo; Cristo deve ocupar um trono não dividido. Nosso corpo deve ser considerado como havendo sido comprado. Os membros do corpo devem tornar-se instrumentos de justiça (O Lar Adventista, p. 127, 128).

Seguir a Cristo não é isenção de conflito. Não é brincadeira de criança. Não é ociosidade espiritual. Toda a satisfação no serviço de Cristo implica em sagradas obrigações de resistir a lutas severas. Seguir a Cristo significa batalhas ensanguentadas, ativo trabalho, guerra contra o mundo, a carne e o diabo. Nossa alegria está nas vitórias alcançadas para Cristo, em fervoroso e rígido batalhar. ... Somos alistados para o trabalho, "não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna". João 6:27. Devemos cooperar com nossa salvação com temor e tremor. ...Toda pessoa deve calcular os sacrifícios. Ninguém alcançará êxito senão pelo diligente esforço. Devemos usar espiritualmente todas as nossas faculdades, e crucificar a carne com suas afeições e concupiscências. A crucifixão significa muito mais do que muitos supõem. ...
Requer constante vigilância o ser fiel até à morte, combater o bom combate da fé até que a carreira esteja terminada e, como vencedores, recebamos a coroa da vida.
Posso ver meu Redentor, e recebo nova animação para nEle crer, como perene Fonte de força (Nos Lugares Celestiais, [MM 1968], p. 117).

Aí se declara a mesma verdade que Jesus expusera a Nicodemos, quando disse: "Aquele que não nascer de novo [de cima, diz outra versão], não pode ver o reino de Deus." João 3:3. Não por procurar um monte santo ou um templo sagrado, são os homens postos em comunhão com o Céu. Religião não é limitar-se a formas e cerimônias exteriores. A religião que vem de Deus é a única que leva a Ele. Para O servirmos devidamente, é mister nascermos do divino Espírito. Isso purificará o coração e renovará a mente, dando-nos nova capacidade para conhecer e amar a Deus. Comunicar-nos-á voluntária obediência a todos os Seus reclamos. Esse é o verdadeiro culto. É o fruto da operação do Espírito Santo. É pelo Espírito que toda prece sincera é ditada, e tal prece é aceitável a Deus. Onde quer que a alma se dilate em busca de Deus, aí é manifesta a obra do Espírito, e Deus Se revelará a essa alma. A tais adoradores ele busca. Espera recebê-los, e torná-los Seus filhos e filhas (O Desejado de Todas as Nações, p. 189).

A Palavra de Deus - a verdade - é o conduto pelo qual o Senhor manifesta Seu Espírito e poder. A obediência à Palavra produz o fruto da qualidade requerida - "caridade fraternal, não fingida". I Ped. 1:22. Este amor tem a sua origem no Céu, e conduz aos mais altos motivos e ações altruístas.
Quando a verdade se torna um princípio dominante na vida, a alma é gerada, "não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela Palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre". I Ped. 1:23. Este novo nascimento é o resultado de receber Cristo como a Palavra de Deus. Quando, mediante o Espírito Santo, as verdades divinas são impressas no coração, surgem novas concepções, e as energias outrora dormentes despertam para cooperar com Deus (Atos dos Apóstolos, p. 520).

Sexta-feira, 15 de setembro: Leitura adicional

Para Conhecê-Lo [MM 1965], "A Medida do Caráter", p. 117.

O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, mão se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. I Cor. 13:4-7.
Por meio de Seu inspirado apóstolo, Cristo apresentou-nos a medida do caráter impregnado do Seu amor. Devemos levar em nós as marcas de Cristo, devemos ter Sua semelhança. Esse exemplo nos é dado a fim de que conheçamos as possibilidades, as alturas a que podemos atingir em Cristo e por meio de Cristo. A norma apresentada por Ele é perfeição nEle, e por Seus méritos a podemos atingir. Ficamos aquém, porque nos contentamos em olhar às coisas terrenas de preferência a fazê-lo às celestiais. É contemplando a Cristo que somos transformados de glória em glória. Os olhos que fitam as coisas comuns necessitam ser elevados. ...
Homem algum já mediu a natureza de Deus ou o caráter de Seu Filho. Precisamos possuir conhecimento de Deus por uma viva experiência. Carta 102, 1899.
Esta vida é nosso tempo de graça. Estamos colocados sob a disciplina e o governo de Deus para formar caracteres e adquirir hábitos para a vida superior. Tentações virão sobre nós. ... Seremos sujeitos a rigorosas provas, oposição, privações, aflição; mas sabemos que Jesus passou por tudo isso. Essas experiências nos são valiosas; as vantagens não se limitam de maneira alguma a esta vida breve; alcançam aos séculos eternos. ... Todas as cenas desta vida, nas quais temos de desempenhar um papel, devem ser cuidadosamente estudadas, pois são parte de nossa educação. Cumpre-nos pôr sólidas vigas na edificação de nosso caráter; pois estamos trabalhando tanto para esta vida como para a eterna. E ao aproximar-nos do final da história da Terra, avançamos mais e mais rapidamente no desenvolvimento cristão, ou retrocedemos na mesma proporção. ... A misericórdia e a verdade se encontraram em Cristo, e a justiça e a paz se abraçaram. É quando estais olhando ao Seu trono, apresentando vosso arrependimento e louvor e ação de graças a Deus, que aperfeiçoais o caráter cristão, e apresentais Cristo ao mundo. Estais em Cristo, e Cristo está em vós.


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sábado, 2 de setembro de 2017

COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017 - LIÇÃO 11 - 2 A 8 DE SETEMBRO


Verso para Memorizar:
"Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor”
(Gl 5:13).

Sábado à tarde, 2 de Setembro

Entre os ouvintes, muitos foram para Ele atraídos com fé, e a estes Jesus disse: "Se vós permanecerdes na Minha palavra, verdadeiramente sereis Meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." João 8:31 e 32.
Estas palavras ofenderam os fariseus. Passaram por alto a longa sujeição de seu povo a um jugo estrangeiro, e exclamaram, zangados: "Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes Tu: Sereis livres?" João 8:33. Jesus olhou a esses homens, escravos da malignidade, cujos pensamentos iam após vinganças, e respondeu com tristeza: "Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado." João 8:34. Eles se achavam na pior espécie de servidão - governados pelo espírito do mal.
Toda alma que recusa entregar-se a Deus, acha-se sob o domínio de outro poder. Não pertence a si mesma. Pode falar de liberdade, mas está na mais vil servidão. Não lhe é permitido ver a beleza da verdade, pois sua mente se encontra sob o poder de Satanás. Enquanto se lisonjeia de seguir os ditames de seu próprio discernimento, obedece à vontade do príncipe das trevas. Cristo veio quebrar as algemas da escravidão do pecado para a alma. "Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." "A lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus" nos liberta "da lei do pecado e da morte." Romanos 8:2 (O Desejado de Todas as Nações, p. 466).

Serão encontrados alguns cuja mente foi por tão longo tempo desacreditada que nunca na vida se tornarão aquilo que poderiam ter sido sob mais favoráveis circunstâncias. Mas os brilhantes raios do Sol da Justiça podem resplandecer na alma. É seu privilégio possuir aquela vida que se estende paralela à vida de Deus. Implantai-lhes na mente pensamentos que elevem e enobreçam. Que vossa vida lhes patenteie a diferença entre o vício e a pureza, as trevas e a luz. Leiam eles em vosso exemplo o que significa ser cristão. Cristo é capaz de levantar os maiores pecadores, colocando-os no estado em que serão reconhecidos como filhos de Deus, herdeiros com Cristo da herança imortal.
Pelo milagre da divina graça, muitos podem tornar-se aptos para uma vida de utilidade. Desprezados e abandonados, perderam por completo o ânimo; talvez pareçam insensíveis e indiferentes. Sob o ministério do Espírito Santo, todavia, a estupidez que faz parecer impossível seu reerguimento desaparecerá. A mente pesada, obscurecida, despertará. O escravo do pecado será posto em liberdade. O vício desaparecerá, será vencida a ignorância. Mediante a fé que opera por amor, o coração será purificado e a mente, iluminada (A Ciência do Bom Viver, p. 169).

Servindo a si mesmos, multidões estão jungidas em servidão a Satanás. São escravos de seus próprios impulsos e paixões, que estão sob o domínio do maligno. Ao chamá-los para o Seu serviço, Deus lhes oferece a liberdade. A obediência a Deus é liberdade da escravidão do pecado, livramento das paixões e impulsos humanos (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 247).


Domingo, 3 de Setembro: Cristo nos libertou

Jesus morreu para salvar o Seu povo dos pecados deles, e redenção em Cristo significa cessar a transgressão da lei de Deus e estar livre de todo pecado; nenhum coração que é incitado pela inimizade contra a lei de Deus está em harmonia com Cristo, o qual sofreu no Calvário para vindicar e exaltar a lei diante do Universo.
Os que fazem ousadas pretensões de santidade demonstram com isso que eles não veem a si mesmos à luz da lei; não são iluminados espiritualmente e não sentem aversão a toda espécie de egoísmo e orgulho. De seus lábios manchados pelo pecado saem as expressões contraditórias: "Sou santo, sou sem pecado. Jesus me ensina que se eu guardar a lei, cairei da graça. A lei é um jugo de servidão." Diz o Senhor: "Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas." Devemos estudar diligentemente a Palavra de Deus para que cheguemos a decisões corretas e procedamos de acordo com elas; pois então obedeceremos à Palavra e estaremos em harmonia com a santa lei de Deus (Fé e Obras, p. 95).

Quão fervorosamente Cristo Se dedicou à obra de nossa salvação! Que dedicação revelou Sua vida, ao procurar valorizar o homem caído, atribuindo a todo pecador arrependido e crente, os méritos de Sua imaculada justiça! Quão incansavelmente trabalhava Ele! No templo e na sinagoga, nas ruas das cidades, na praça, na oficina, junto ao mar, entre as montanhas, pregava Ele o evangelho e curava os doentes. Deu de Si totalmente, a fim de que pudesse efetuar o plano da graça remidora.
Cristo não estava sob obrigação nenhuma de fazer este grande sacrifício. Voluntariamente se entregou para sofrer a punição devida ao transgressor de Sua lei. Seu amor era Sua obrigação única, e sem um queixume suportou Ele toda dor e recebeu toda indignidade que eram parte do plano da salvação (Nos Lugares Celestiais, [MM 1968], p. 43).

Honrou-nos Deus, mostrando quão grande valor nos atribui. Somos comprados por um preço - o precioso sangue do Filho de Deus. Quando os por Ele adquiridos seguirem conscienciosamente a Palavra do Senhor, Sua bênção repousará sobre eles em resposta a suas orações. "Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em beneficência." Joel 2:12 e 13.
Na oração secreta deve a pessoa mostrar-se tal qual é, aos olhos perscrutadores de Deus. ... Quão preciosa é a oração secreta - a pessoa comungando com Deus! A oração secreta só deve ser ouvida por Deus, que ouve orações. Nenhum ouvido curioso deve partilhar do assunto das petições. Calma, porém, fervorosamente, deve o espírito dilatar-se para Deus; e suave e permanente será a influência que procederá dAquele que vê em segredo, cujo ouvido está atento à oração que provém do coração. Aquele que, com fé simples, mantém comunhão com Deus, atrairá a si divinos raios de luz, que o fortalecerão e susterão no conflito com Satanás (Para Conhecê-Lo, [MM 1965], p. 272).


Segunda-feira, 4 de Setembro: A natureza da liberdade cristã
 
Todos quantos preferem o reino de Cristo - reino de amor e justiça e paz - colocando os interesses do mesmo acima de todos os outros, acham-se ligados ao mundo do alto, e pertencem-lhes todas as bênçãos necessárias a esta vida. No livro da providência de Deus, o volume da vida, a cada um de nós é dada uma página. Essa página contém cada particularidade de nossa história; até os cabelos da cabeça estão contados. Os filhos de Deus nunca Lhe estão ausentes do pensamento.
"Não vos inquieteis pois pelo dia de amanhã." Devemos seguir a Cristo dia a dia. Deus não provê auxílio para amanhã. Não dá a Seus filhos imediatamente todas as instruções para a jornada da vida, para que não fiquem confundidos. Diz-lhes apenas quanto possam conservar na memória e realizar. A força e a sabedoria comunicadas destinam-se à emergência do momento. "Se algum de vós tem falta de sabedoria" - para o dia de hoje - "peça a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada." Tiago 1:5. (O Desejado de Todas as Nações, p. 313)

Deus roga aos homens que se oponham aos poderes do mal. Diz: "Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça." Romanos 6:12 e 13.
Neste conflito da justiça com a injustiça, só podemos ser bem-sucedidos mediante o auxílio divino. Nossa vontade finita precisa ser submetida à vontade do Infinito; a vontade humana precisa confundir-se com a divina. Isso trará em nosso auxílio o Espírito Santo; e toda vitória tenderá à recuperação da comprada possessão de Deus, à restauração de Sua imagem na alma. (Nossa Alta Vocação, [MM 1692], p. 151).

A morte entrou no mundo devido à transgressão. Mas Cristo deu Sua vida para que o homem tivesse outra oportunidade. Não morreu Ele na cruz para abolir a lei de Deus, mas para garantir ao homem uma segunda prova. Não morreu para tornar o pecado um atributo imortal; morreu para garantir o direito de destruir aquele que tinha o império da morte, isto é, o diabo. Sofreu toda a penalidade de uma lei quebrada pelo mundo todo. Fê-lo, não para que o homem pudesse continuar na transgressão, mas para que eles pudessem voltar à sua lealdade e guardar os mandamentos de Deus, e a Sua lei como a menina de seus olhos (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 134).


Terça-feira, 5 de Setembro: As perigosas consequências do legalismo (Gl 5:2-12)
 
Formalidade, sabedoria mundana, certa esperteza e métodos mundanos, parecerão a muitos o próprio poder de Deus, mas quando aceitos, ficam como obstáculo impedindo a luz de Deus em advertências, reprovação e conselho de atingir o mundo.
Ele [Satanás] está trabalhando com todo o seu poder insinuante, enganador, para desviar os homens da mensagem do terceiro anjo, que deve ser proclamada com forte poder. Se Satanás vê que Deus está abençoando Seu povo e preparando-os para discernir-lhe os enganos, trabalha com sua magistral capacidade para introduzir fanatismo de um lado e frio formalismo de outro, para que ele possa ceifar uma colheita de almas. Agora é nosso tempo de vigiar incessantemente. Vigiai, barrai o caminho ao mínimo passo de avanço que Satanás possa fazer entre vós.
Há perigo contra o qual estar acautelados à direita e à esquerda. Haverá pessoas inexperientes, recém-conversas, que necessitam ser fortalecidas, e terem diante de si um exemplo correto. Alguns não farão o uso devido da doutrina da justificação pela fé. Apresentá-la-ão de maneira unilateral.
Outros lançarão mão de ideias que não foram devidamente apresentadas, e passam completamente sobre o limite, passando de todo por alto as obras.
Ora, a fé genuína sempre opera por amor. Quando olhais ao Calvário não é para aquietar vossa alma na falta de cumprimento do dever, nem para vos acalmar para dormir, mas para criar fé em Jesus, fé que opere, purificando a alma do lodo do egoísmo. Quando lançamos mão de Cristo pela fé, nossa obra apenas começou. Todo homem tem hábitos corruptos e pecaminosos que precisam ser vencidos por combate vigoroso. Requer-se de toda alma que combata o combate da fé. Se alguém é seguidor de Cristo, não pode ser astuto no negócio, não pode ser duro de coração, falto de compaixão. Não pode ser vulgar na linguagem. Não pode ser cheio de arrogância e presunção. Não pode ser despótico, nem usar palavras ásperas, e censurar e condenar (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 19, 20)

Justiça própria não é verdadeira justiça, e aqueles que a ela se apegam terão que sofrer as consequências de uma decepção fatal. Muitos hoje em dia presumem obedecer aos mandamentos de Deus, todavia não possuem no coração o amor de Deus para transmiti-lo a outros. Chama-os Cristo para se unirem com Ele em Sua obra de salvar o mundo, porém contentam-se com dizer: "Eu vou, Senhor." Não vão, entretanto. Não cooperam com aqueles que estão executando a obra de Deus. São ociosos. Como o filho infiel, fazem falsas promessas a Deus. Assumindo o solene convênio da igreja, comprometeram-se a receber a Palavra de Deus, obedecer-lhe, entregar-se a Seu serviço, porém não fazem isto. Nominalmente professam ser filhos de Deus, mas na vida e no caráter desmentem o parentesco. Não rendem a vontade a Deus. Vivem uma mentira (Parábolas de Jesus, p. 279).

Quando as pessoas alegam que estão santificadas, dão suficiente evidência de estar bem longe de serem santas. Deixam de ver sua própria fraqueza e desamparo. Olham para si mesmas como refletindo a imagem de Cristo, porque não têm verdadeiro conhecimento dEle. Quanto maior a distância entre elas e seu Salvador, tanto mais justas se parecem aos próprios olhos.
Quando, com penitente e humilde confiança, meditamos em Jesus, a quem nossos pecados traspassaram, podemos aprender a andar em Suas pisadas. Contemplando-O, somos transformados à Sua divina semelhança. E quando essa obra se operar em nós, não pretenderemos ter qualquer justiça em nós mesmos, mas exaltaremos a Jesus Cristo, pois nosso enfraquecido coração confia em Seus méritos (Santificação, p. 8).

Quarta-feira, 6 de Setembro: Liberdade, não libertinagem (Gl 5:13)


A todos quantos recebem o espírito deste serviço, ele nunca se poderá tornar uma simples cerimônia. Sua constante lição será: "Servi-vos uns aos outros pela caridade." Gl. 5:13. Ao lavar os pés aos discípulos, Cristo deu nova prova de que estaria disposto a fazer qualquer serviço, por mais humilde que fosse, que os tornasse co-herdeiros Seus da fortuna eterna do tesouro celeste. Seus discípulos, ao realizarem o mesmo rito, penhoram-se a si mesmos para servir de igual maneira aos seus irmãos. Sempre que essa ordenança é devidamente celebrada, os filhos de Deus são levados a uma santa relação uns para com os outros, para se ajudar e beneficiar mutuamente. Comprometem-se a dar a vida a um desinteressado ministério. E isto não somente uns pelos outros. Seu campo de labor é tão vasto como era o de Seu Mestre. O mundo está cheio de pessoas necessitadas de nosso ministério. Os pobres, os ignorantes, os desamparados, acham-se por toda parte. Aqueles que comungaram com Cristo no cenáculo, sairão para servir como Ele serviu.
Jesus, o que era servido por todos, veio a tornar-Se Servo de todos. E porque ministrou a todos, por todos há de ser novamente servido e honrado. E os que quiserem partilhar de Seus divinos atributos, participando com Ele da alegria de ver almas redimidas, devem seguir-Lhe o exemplo de abnegado ministério (O Desejado de Todas as Nações, 651).

O amor é o cordão de seda que liga entre si os corações. Não devemos julgar que nos precisamos pôr como modelos. Enquanto pensarmos em nós mesmos e o que nos é devido pelos outros, impossível nos será fazer nossa obra de salvar pessoas. Quando Cristo tomar posse de nosso coração, não mais faremos o estreito círculo do eu o centro de nossos pensamentos e atenções.
Que admirável reverência pela vida humana Jesus exprimiu na missão de Sua vida! Não esteve entre o povo como um rei, exigindo atenção, reverência, serviço, mas como alguém que desejava servir, erguer a humanidade. Disse que não viera para ser servido mas para servir. ... Onde quer que Cristo visse um ser humano, via alguém necessitado de simpatia. Muitos de nós estamos dispostos a servir certas pessoas - aqueles a quem honramos - mas justo aqueles a quem Cristo nos queria tornar uma bênção caso não tivéssemos tanta frieza de coração, não fôssemos tão descorteses e egoístas, passamos por alto como indignos de nossa atenção (Nossa Alta Vocação, [MM 1962], p. 174).

A vida de Cristo era de serviço abnegado, e Sua vida é nosso livro escolar. A obra que Ele começou, nós devemos continuar. Tendo diante de si a Sua vida de labuta e sacrifício, podem porventura aqueles que professam o Seu nome hesitar em se negar a si mesmos, tomar a cruz e segui-Lo? Ele Se humilhou às mais baixas profundezas a fim de que nós fôssemos erguidos às alturas da pureza e santidade e perfeição. Tornou-Se pobre para que pudesse derramar em nossa vida opressa pela pobreza, a plenitude de Suas riquezas. Suportou a cruz de ignomínia a fim de que nos pudesse dar paz , descanso e alegria, e fazer-nos participantes das glórias de Seu trono. ...
Não deveríamos devolver a Deus tudo que Ele redimiu, as afeições que purificou, e o corpo que comprou, para serem guardados em santificação e santidade? ...
O verdadeiro cristianismo difunde amor através do ser todo. Toca em todas as partes vitais - cérebro, coração, mãos ajudadoras, pés - habilitando os homens a permanecer firmes onde Deus requer que estejam. ...
Nós podemos, nós podemos revelar a semelhança de nosso divino Senhor. Podemos conhecer a ciência da vida espiritual. Podemos glorificar a Deus em nosso corpo e nosso espírito, que são Seus (Nos Lugares Celestiais, [MM 1968], p. 43).


Quinta-feira, 7 de Setembro: Cumprindo toda a lei (Gl 5:13-15)


A seguir a certeza do amor de Deus para conosco, Jesus recomenda amar-nos uns aos outros, em um vasto princípio que abrange todas as relações dos homens entre si.
Os judeus se interessavam no que deviam receber; a preocupação que os fazia ansiosos era garantir-se aquilo a que se julgavam com direito quanto ao poder, ao respeito e ao serviço. Cristo ensina, porém, que nossa ansiedade não devia ser: Quanto devemos receber? mas: Quanto podemos dar? A norma de nossa obrigação para com os outros é-nos apresentada naquilo que nós mesmos consideramos como sua obrigação para conosco.
Em vossa associação com outros, colocai-vos em seu lugar. Penetrai-lhes nos sentimentos, nas dificuldades, nas decepções, nas alegrias e tristezas. Identificai-vos com eles, e depois, fazei-lhes como, se fossem trocados os lugares, desejaríeis que eles procedessem para convosco. Essa é a verdadeira regra da honestidade. É outra expressão da lei:
"Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Mateus 22:39. E isso constitui a substância dos ensinos dos profetas. É um princípio do Céu, e desenvolver-se-á em todos quantos se acharem habilitados a participar de sua santa convivência.
A regra áurea é o princípio da verdadeira cortesia, e sua mais genuína ilustração se manifesta na vida e no caráter de Jesus. Oh! que suave e bela influência partia da vida diária de nosso Salvador! Que doçura exalava só de Sua presença! O mesmo espírito se revelará em Seus filhos. Aqueles em quem Cristo habita, serão circundados duma atmosfera divina. Suas brancas vestes de pureza exalarão o perfume do jardim do Senhor. Seus rostos refletirão a luz do Seu, iluminando o trilho para pés fatigados e prontos a tropeçar.
Homem algum que tenha o verdadeiro ideal quanto a um caráter perfeito, deixará de manifestar o espírito de compreensão e ternura de Cristo. A influência da graça há de abrandar o coração, refinar e purificar os sentimentos, dando uma delicadeza e um senso de correção de origem celeste (O Maior Discurso de Cristo, p. 134, 135).

A fé em Cristo que salva a alma não é o que muitos imaginam que ela é. "Crede, crede", é o seu brado; "tão-somente crede em Cristo, e sereis salvos. É tudo que tereis de fazer." Embora a fé verdadeira confie inteiramente em Cristo para a salvação, ela conduzirá a perfeita conformidade com a lei de Deus. A fé é manifestada pelas obras. E o apóstolo João declara: "Aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nEle não está a verdade." I João 2:4.
É perigoso confiar nos sentimentos ou impressões, pois são guias que não merecem confiança. A lei de Deus é a única norma correta de santidade. É por essa lei que deve ser julgado o caráter. Se quem anda em busca da salvação perguntasse: "Que farei para herdar a vida eterna?", os mestres modernos da santificação responderiam: "Crê somente que Jesus te salva." Quando, porém, essa pergunta foi feita a Cristo, Ele disse: "Que está escrito na lei? Como lês?" E quando o indagador respondeu: "Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração... e ao teu próximo como a ti mesmo", Jesus declarou: "Respondeste bem; faze isso e viverás". Lucas 10:25-28.
A verdadeira santificação será evidenciada por conscienciosa consideração a todos os mandamentos de Deus, por esmerado desenvolvimento de todos os talentos, por conversação ponderada, revelando em todos os atos a mansidão de Cristo (Fé e Obras, 52, 53).

 
Sexta-feira, 8 de Setembro: Leitura adicional

Este Dia Com Deus, [MM 1980], "Fortes na Sua Força", p. 58.

Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões. Romanos 6:12.
Estai constantemente aprendendo de Jesus, constantemente progredindo na fé e crescendo na graça e no conhecimento da verdade. Estamos fazendo uma grande obra, e o Senhor é nosso Ajudador, o Senhor é nosso Escudo. Ele não nos abandonará nem desamparará. Anjos de Deus estão empenhados nesta obra de proclamar a mensagem de advertência ao mundo. Por nós mesmos nada podemos fazer. Somos tão fracos como a água, sem o Espírito do Senhor. Nossa força está em esconder-nos em Jesus. Deixai que Cristo apareça como Aquele que é totalmente desejável, e o mais distinguido entre dez mil.
Outrossim, exorto-vos a ter bom cuidado da habitação que Deus vos deu. Não reine o pecado em vosso corpo mortal e não desperdiceis as energias físicas que Deus vos concedeu, mas acalentai vossa força, pondo toda a vossa confiança num Salvador perfeito. Ele quer que sejais vitoriosos e que afinal useis uma coroa adornada com pedras preciosas.
O Céu, o doce Céu, é o eterno lar dos santos. Dentro em pouco iremos repousar. Usemos, portanto, nossas energias de maneira a não desperdiçá-las, para que Deus possa aumentá-las e santificá-las, tornando-as da mais alta utilidade. Oxalá o Senhor esteja bem perto de vós... e vos dê uma forte influência para destruir o erro e a superstição e as obras de Satanás.
Podemos pedir grandes coisas a Deus, e Ele no-las concederá. Seremos fortes em Sua força. Deparareis com a oposição do clero ao viverdes de acordo com a elevada norma da religião da Bíblia a apresentardes a outros; o desprezo e a zombaria, a calúnia e a falsidade hão de seguir-vos. Vossos motivos, vossas palavras, vossas ações serão interpretados mal, deturpados e desdenhados. Mas, se continuardes a obra sem levar em conta o abuso que vos é infligido, se fizerdes o que é correto, se fordes bondosos e pacientes, humildes de espírito, felizes em Deus, tereis influência. Obtereis a simpatia de todos os que são sinceros e sensatos.
Pregai a Palavra da Vida; a tempestade da oposição se dissipará com sua própria fúria, amainando-se. O clamor fenecerá. ... A harmonia da verdade será vista e sentida, sendo obedecida pelos sinceros e tementes a Deus.

sábado, 26 de agosto de 2017

COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017 - LIÇÃO 10 - 26 DE AGOSTO A 1º DE SETEMBRO


Verso para Memorizar:
“Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe” (Gl 4:26).

Sábado à tarde, 26 de Agosto 

O espírito de escravidão é gerado por se procurar viver de acordo com a religião legal, pelo esforço de cumprir as reivindicações da lei em nossa própria força. Há esperança para nós somente ao nos colocarmos sob a aliança abraâmica, que é a aliança da graça pela fé em Cristo Jesus. O evangelho pregado a Abraão, por meio do qual ele teve esperança, foi o mesmo que é pregado a nós hoje, por meio do qual temos esperança. Abraão olhou para Jesus, que é também o Autor e Consumador de nossa fé (CBASD, v. 6, p. 1198, 1199).

O Antigo e o Novo Testamento são inseparáveis, pois ambos contêm os ensinos de Cristo. A doutrina dos judeus, que aceitam apenas o Antigo Testamento, não leva à salvação, já que rejeita o Salvador cuja vida e ministério foram o cumprimento da Lei e dos Profetas. E a doutrina daqueles que descartam o Antigo Testamento também não leva à salvação, porque rejeita aquilo que constitui um testemunho direto de Cristo. Os céticos começam menosprezando o Antigo Testamento, e é preciso apenas mais um passo para negar a validade do Novo. Dessa forma, ambos são rejeitados (CBASD, v. 5, p. 1219).

Há milhares a cometer o mesmo erro dos fariseus a quem Cristo reprovou no banquete de Mateus. Em lugar de abandonar certa ideia nutrida, ou rejeitar algum ídolo de opinião, muitos recusam a verdade descida do Pai da luz. Confiam em si mesmos, e dependem da própria sabedoria, e não compreendem sua pobreza espiritual. Insistem em ser salvos por alguma maneira em que realizem alguma obra importante. Quando veem que não há nenhum modo de introduzirem o eu na obra, rejeitam a salvação provida.
Uma religião legal nunca poderá conduzir almas a Cristo; pois é destituída de amor e de Cristo. Jejuar ou orar quando imbuídos de um espírito de justificação própria, é uma abominação aos olhos de Deus. A solene assembleia para o culto, a rotina das cerimônias religiosas, a humilhação externa, o sacrifício imposto, mostram que o que pratica essas coisas se considera justo, e com títulos ao Céu, mas tudo é engano. Nossas próprias obras jamais poderão comprar a salvação (O Desejado de Todas as Nações, p. 280).
A Adão foi dado outro filho, para ser o herdeiro da promessa divina, herdeiro da primogenitura espiritual. O nome de Sete, dado a este filho, significava "designado", ou "compensação"; "porque", disse a mãe, "Deus me deu outra semente em lugar de Abel; porquanto Caim o matou". Gênesis. 4:25. Sete era de estatura mais nobre do que Caim ou Abel, e parecia-se muito mais com Adão do que os demais filhos. Tinha caráter digno, seguindo as pegadas de Abel. Contudo não herdou mais bondade natural do que Caim. Com referência à criação de Adão, acha-se dito: "À semelhança de Deus o fez"; mas o homem, depois da queda, "gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem." Gênesis. 5:1 e 3. Ao passo que Adão foi criado sem pecado, à semelhança de Deus, Sete, como Caim, herdou a natureza decaída de seus pais. Mas recebeu também conhecimento do Redentor, e instrução em justiça. Pela graça divina serviu e honrou a Deus; e trabalhou, como o teria feito Abel caso ele vivesse, para volver a mente dos homens pecadores à reverência e obediência a seu Criador (Patriarcas e Profetas, p. 80).

Notas de Jonath Soares da Silva

Parágrafo 1- Eu não sou salvo por guardar a lei, mas eu guardo a lei porque já sou salvo em Cristo Jesus. A disposição por guardar a lei de Deus precisa brotar do interior para fora, e não de fora para dentro. Essa disposição é um presente dado a nós pelo Espírito Santo quando aceitamos a Sua influência e Seu poder. Deus promete retirar de nós o coração de pedra e por um coração de carne, e isso prefigura uma transformação de dentro para fora. Quando esta transformação ocorrer, a promessa contida em Jeremias 31:33 e 34 se cumprirá. Bendito seja Deus por isso!
 
Parágrafo 3- O pensamento pós-moderno está sendo introduzido no meio cristão em grande medida. A relativização da verdade parece bela e agradável por seus resultados imediatos vistos em batismos, por exemplo; mas esta relativização do que é impossível relativizar traz consigo consequências terríveis. Quando a minha opinião (chamada no parágrafo de “ídolo de opinião”) passa a ser a base para minha atividade religiosa, minha pregação, meu estudo, meu proceder e etc..., eu terei minha vida destituída do Único que a pode transformar, pois Ele não aceita um servo dividido entre dois senhores. Eis o que é adoração: o Senhor diz para que eu faça, e eu faço; Ele diz o que devo comer, e eu como; também diz o que não devo comer, e eu não como; diz que tipo de música devo ouvir, e eu ouço; também adverte de que tipo de música devo me afastar, e eu me afasto; com quem devo andar, e eu ando; de quem devo me afastar, e eu me afasto (Salmo 1:1). Muitas questões podem surgir sobre os porquês desses pedidos, e todas serão devidamente respondidas quando a Palavra for aberta com coração sincero e humilde atitude.
 
Parágrafo 4- Aprendamos a fazer o bem por amor à Cristo. Que a legalidade deixe de existir no nosso meio, pois esta não possui a salvação de que precisamos. Façamos a vontade de Deus por amor.
 
Parágrafo 5- É interessante a explicação da natureza com que nasceu Sete. Tanto ele quanto Caim possuíam a mesma disposição pecaminosa, pois foram herdeiros da natureza de seu pai – a natureza pecaminosa. Adão foi criado à imagem e semelhança de Deus, enquanto que seu filho foi feito à sua imagem e semelhança. Então o argumento de que “todos somos a imagem e semelhança de Deus” é derrubado. Somos a imagem e semelhança dos nossos pais, mas, pelos méritos de Cristo, podemos ser tornados à imagem e semelhança de Deus.
Também é bom destacar que o que diferenciava os irmãos eram suas escolhas. “[Sete] não herdou mais bondade natural do que Caim”, mas este fez más escolhas enquanto aquele as entregou nas mãos de Deus e aceitou a graça oferecida. Assim podemos fazer hoje. Não é o pecado dos nossos pais que determina nossas escolhas em última instância. Estes pecados tem suas influências sobre nós no que se trata da índole herdada, mas ao final, a escolha para aceitar ou não o pecado sempre é individual.
Que a transformação oferecida pelo Céu seja aceita em minha vida e na sua vida, e que sejamos salvos dos nossos pecados em nome de Jesus.


Domingo, 27 de Agosto: Princípios de aliança 

Assim como a Bíblia apresenta duas leis, uma imutável e eterna, e outra provisória e temporária, assim há dois concertos. O concerto da graça foi feito primeiramente com o homem no Éden, quando, depois da queda, foi feita uma promessa divina de que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente. A todos os homens este concerto oferecia perdão, e a graça auxiliadora de Deus para a futura obediência mediante a fé em Cristo. Prometia-lhes também vida eterna sob condição de fidelidade para com a lei de Deus. Assim receberam os patriarcas a esperança da salvação (Patriarcas e Profetas, p. 370).

Cristo não diminui as exigências da lei. Em linguagem inconfundível apresenta a obediência a ela como condição da vida eterna - a mesma condição requerida de Adão antes da queda. O Senhor não espera agora menos de nós, do que esperava do homem no Paraíso, obediência perfeita, justiça irrepreensível. A exigência sob o pacto da graça é tão ampla quanto os requisitos ditados no Éden - harmonia com a lei de Deus, que é santa, justa e boa (Parábolas de Jesus, p. 391).

As bênçãos da nova aliança estão fundamentadas puramente na misericórdia em perdoar a injustiça e os pecados. O Senhor especifica: Farei isso e isso a todos os que voltarem para Mim, abandonando o mal e escolhendo o bem. "Perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais Me lembrarei" [cf. Hebreus 8:12]. Todo que humilha o coração, confessando os pecados, encontrará misericórdia, graça e segurança. Deixou Deus de ser justo por mostrar misericórdia ao pecador? Ele honrou Sua santa lei. Então, passaria por alto as transgressões da lei? Deus é fiel. Ele não muda. As condições da salvação são sempre as mesmas. Vida, vida eterna, é para todos que obedecem à lei de Deus. [...]
Sob a nova aliança, as condições pelas quais a vida eterna pode ser alcançada são as mesmas da antiga aliança: perfeita obediência. Sob a antiga aliança, havia muitas ofensas de caráter atrevido e presunçoso, para as quais não havia expiação especificada na lei. Na nova e superior aliança, Cristo cumpriu a lei para o transgressor da lei, se ele O aceitar pela fé como seu Salvador pessoal. "Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" [João 1:12]. A misericórdia e o perdão são a recompensa de todos os que vêm a Cristo, confiando em Seus méritos, para que Ele tire seus pecados. Na superior aliança, somos purificados do pecado pelo sangue de Cristo (CBASD, v. 7, p. 1037).


Notas de Jonath Soares da Silva


Parágrafo 1- A Verdade é como uma teia bem elaborada, interligada de diferentes maneiras, mas que é um todo. O Senhor prometeu à Adão que o Messias viria para redimir a raça caída. Esta era a graça que Adão e sua descendência receberam. Interessante que esta graça não aboliu a obrigatoriedade da fidelidade requerida pela lei. Eis um elo do emaranhado: a graça e a lei estão ligadas e se completam.
 
Parágrafo 2- Queremos ter a vida eterna? Pois o requisito a se cumprir se encontra em Êxodo 20. É necessário que a obediência seja perfeita, como o próprio texto da inspiração diz, e que a justiça do guardador da lei seja irrepreensível. É possível que o homem consiga por si só? É impossível. Mas ele pode receber as vestes da justiça de Cristo quando permitir que suas vestes sujas sejam retiradas (Zacarias 3:4).
 
Parágrafo 3- "pois o Senhor disciplina a quem ama, e educa todo aquele a quem recebe como filho”. Hebreus 12:6. "Eu repreendo e corrijo a todos quantos amo: sê pois diligente e arrepende-te". Apocalipse 3:19. Números 6:24 a 26 mostra a forma de tratamento que o Senhor busca ter conosco. Ele sendo nosso Pai, deixaremos de ouvir Sua repreensão e disciplina? Não ouviremos Sua voz nos dizendo o caminho por onde devemos andar (Isaías 30:21)?
 
Parágrafo 4- Que aceitemos o poder oferecido pelo Senhor para que sejamos capacitados para cumprir toda boa obra e sermos feitos filhos e filhas de Deus.


Segunda-feira, 28 de Agosto: A aliança abraâmica

 
Este mesmo concerto foi renovado a Abraão, na promessa: “Em tua semente serão benditas todas as nações da Terra.” Gênesis 22:18. Essa promessa apontava para Cristo. Assim Abraão a compreendeu (Gálatas 3:8, 16), e confiou em Cristo para o perdão dos pecados. Foi esta fé que lhe foi atribuída como justiça. O concerto com Abraão mantinha também a autoridade da lei de Deus. O Senhor apareceu a Abraão e disse: “Eu sou o Deus todo-poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.” Gênesis 17:1. O testemunho de Deus concernente a Seu fiel servo foi: “Abraão obedeceu à Minha voz, e guardou o Meu mandado, os Meus preceitos, os Meus estatutos, e as Minhas leis.” Gênesis 26:5. E o Senhor lhe declarou: "Estabelecerei o Meu concerto entre Mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus, e à tua semente depois de ti." Gênesis 17:7 (A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 72.9).

Se bem que este concerto houvesse sido feito com Adão e renovado a Abraão, não poderia ser ratificado antes da morte de Cristo. Existira pela promessa de Deus desde que se fez a primeira indicação de redenção; fora aceito pela fé; contudo, ao ser ratificado por Cristo, é chamado um novo concerto. A lei de Deus foi a base deste concerto, que era simplesmente uma disposição destinada a levar os homens de novo à harmonia com a vontade divina, colocando-os onde poderiam obedecer à lei de Deus (Patriarcas e Profetas, p. 370 e 371).

Se Abraão e Sara tivessem esperado em confiante fé no cumprimento da promessa de que teriam um filho, muita infelicidade teria sido evitada. Eles criam que seria tal como Deus havia prometido, mas não podiam crer que Sara, em sua idade avançada, pudesse ter um filho. Sara sugeriu um plano pelo qual pensava que a promessa de Deus pudesse ser cumprida. Ela suplicou a Abraão para tomar Hagar como esposa. Nisto ambos mostraram falta de fé e de perfeita confiança no poder de Deus. Por ter ouvido a voz de Sara e tomado Hagar como esposa, Abraão falhou em resistir à prova de sua fé no ilimitado poder de Deus, e atraiu sobre si e sobre Sara muita infelicidade. O Senhor intentava provar a firme fé e confiança de Abraão nas promessas que lhe fizera (História da Redenção, p. 77).

Por que é que somos tão fracos na fé? ... Somos tão destituídos de fé, tão descrentes, que o Senhor não pode fazer por nós aquilo que anseia fazer. Temos no espírito dúvidas que são motivo de muita tristeza, e muito difícil é expulsá-las.
Examinai-as [as dúvidas], porém, à luz da Palavra de Deus; então falai sobre elas com Jesus, tendo na mão Sua Palavra de promessa, e pedi em oração que sejam removidas. Dizei ao Senhor: "Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade." Mar. 9:24. Não deis à dúvida uma confortável cadeira preguiçosa. Ela é hóspede perigoso, quando deixada a infeccionar a mente e combater a fé (Para Conhecê-Lo, [MM], p. 227).


Notas de Jonath Soares da Silva


Parágrafo 1- O concerto com Abraão se estende a nós, bem como a ordem de Gênesis 17:1. Que seja dito de nós o mesmo que foi dito de Abraão em Gênesis 26:5.
 
Parágrafo 2- As pessoas que não sabem a diferença entre "perfeccionismo" e "perfeição cristã", costumam juntar as duas coisas num mesmo pacote e condenar os que pregam seja qual for das duas. Os que rotulam de perfeccionismo a verdade bíblica da perfeição cristã, costumam dizer que se o homem conseguir vencer o pecado, então o sacrifício de Cristo perde seu significado e a pessoa já não precisa de Jesus para ser redimida. Grande engano em todos os sentidos. Cristo disse que sem Ele nada podemos fazer (João 15:5), e Seu sacrifício foi para nos colocar em "harmonia com a vontade divina", permitindo que nós obtenhamos o Seu poder para "obedecer à lei de Deus". A verdade da perfeição cristã é totalmente associada à Cristo, pois ela só é possível pela graça Dele. Amém por isso.
 
Parágrafo 3- Este relato é um ótimo exemplo do que acontece quando nossa ligação com o Céu não é grande o suficiente para confiarmos nas palavras do Senhor exatamente da maneira que Ele as enviou para nós. O elemento humano tende a querer tomar as rédeas, quando é o Espírito Santo quem deve guiar o verdadeiro servo de Deus. A "perfeita confiança" na promessa divina faltou a Abraão e Sara, e nós caímos no mesmo engano inúmeras vezes. A falta de fé "no ilimitado poder de Deus" atraiu sobre eles grande infortúnio, pois incorria no pecado da bigamia. Toda história encontrada na Bíblia em que houve um caso de bigamia, é um relato cheio de tristezas. Nunca foi plano de Deus que o homem tivesse mais de uma mulher.
 
Parágrafo 4- Todos temos algumas dúvidas. Estas sempre surgirão. Algumas serão sanadas, outras ficarão para a eternidade, quando Aquele que tudo sabe as sanará. Aquele que é ávido na busca das gemas escondidas na Palavra de Deus, encontrará muitas respostas, pois o Senhor não tem obrigação, mas as dá de bom grado quando sabe que estas fortalecerão a nossa fé. Caso não obtenha alguma, minha adoração precisa permanecer a mesma, pois Deus continua sendo Quem Ele é e nos amando da mesma maneira, seja respondendo, seja Se calando. Confiemos no Senhor. Ele sabe o que faz.


Terça-feira, 29 de agosto: Abraão, Sara e Hagar

 
O nascimento de um filho a Zacarias, como o do filho de Abraão, e o de Maria, visava ensinar uma grande verdade espiritual, verdade que somos tardios em aprender e prontos a esquecer. Somos por nós mesmos incapazes de fazer qualquer bem; mas o que não somos capazes de fazer, o poder de Deus há de operar em toda alma submissa e crente. Por meio da fé foi dado o filho da promessa. Mediante a fé é gerada a vida espiritual, e somos habilitados a realizar as obras da justiça (O Desejado de Todas as Nações, p. 98).

Quem dentre vós tem reunido todas as dúvidas e questões que poderia reunir e amontoar contra essa justiça de Cristo? Quem tem feito isso? De que lado vos encontrais?
Tendes aceito um ponto após o outro das preciosas verdades, à medida que têm sido apresentados? Ou tendes pensado que seguis vossas próprias ideias e opiniões, lendo e julgando a Palavra de Deus por vossas opiniões e teorias? Ou levareis vossas ideias e teorias à Palavra de Deus e deixareis que os oráculos vivos vos revelem onde se encontram as deficiências e os defeitos de vossas ideias e teorias? Não podemos adotar a posição de que julgaremos a Palavra de Deus porque críamos assim e assim. "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva." Isaías. 8:20.
Se já houve um povo que necessitasse de luz, são os que estão vivendo nos dias finais da história terrestre. Precisamos saber o que diz a Escritura. Precisamos achegar-nos aos vivos oráculos de Deus. Precisamos daquela fé viva que se apega ao braço do Poder infinito, e precisamos confiar de todo o nosso ser em Jesus Cristo, justiça nossa. E podemos fazê-lo. Sim, nós o fazemos proveitosamente para o bem de nossa própria alma.
Podeis estar unidos à videira que vive. Cada membro de todo o vosso ser pode estar unido a essa Videira, e a seiva e nutrição provenientes da Videira nutrirão o ramo que está na Videira, até que sejais um com Cristo assim como Ele era um com o Pai. Deste modo ser-vos-ão transmitidas as Suas bênçãos. Mas, irmãos, não temos tido fé. Há bastante tempo temos desonrado a Deus com a descrença (Fé e Obras, p. 66, 67).

A religião de Cristo não é religião de meras emoções. Não podeis confiar em vossos sentimentos quanto a uma prova de aceitação para com Deus, pois os sentimentos são variáveis. Tendes de colocar os pés sobre as promessas da Palavra de Deus, deveis andar segundo o exemplo de Jesus, e aprender a viver pela fé.
Logo que alguém comece a dar atenção aos seus sentimentos, está ele em terreno perigoso. Se se sente alegre e feliz, fica muito confiante e tem emoções muito agradáveis. Mas vem a mudança. Ocorrem certas circunstâncias que trazem depressão e sentimentos tristes; então o espírito naturalmente começa a duvidar se o Senhor está com ele ou não.
Ora, os sentimentos não devem ser feitos a prova do estado espiritual, sejam eles bons ou sejam desanimadores. A palavra de Deus deve ser nossa prova quanto a nossa verdadeira situação perante Ele. Muitos neste ponto se confundem. ...
Se confessardes vossos pecados, crede que estão perdoados, pois a promessa é categórica. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." I João 1:9. Por que, então, desonrar a Deus duvidando de Seu amor e perdão? Tendo confessado vossos pecados, crede que a palavra de Deus não faltará, mas que é fiel O que prometeu. Exatamente como é vosso dever confessar vossos pecados, é-o também de crer que Deus cumprirá Sua palavra e vos perdoará. Deveis exercer fé em Deus como Alguém que fará justamente o que disse que faria - perdoar todas as vossas transgressões. ...
Oh, quantos e quantos andam se lamentando, pecando e arrependendo-se, mas sempre sob uma nuvem de condenação! Não creem na palavra do Senhor. Não creem que Ele fará justamente o que disse que faria. ...
Feris o coração de Cristo pela dúvida, quando Ele nos deu tais provas de Seu amor, entregando a própria vida para nos salvar - para não perecermos mas termos vida eterna.
Temos de confiar; temos de ensinar e educar nossa mente de modo a crer implicitamente na palavra de Deus (Nos Lugares Celestiais, [MM 1968].p. 126).


Notas de André Areia Santos


Parágrafo 1- Qualquer bem que fazemos não vem de nós mesmos. Sendo assim, se defino minha vida espiritual por algumas coisas que venci e outras não, jamais terei sucesso, pois a transformação do caráter é plena, não pela metade, pois Cristo é pleno. É a justiça de Cristo que deve imbuir minha vida, não alguns "pontos" que ganhei na caminhada cristã. Em resumo: Eu não posso fazer nada. Sendo assim, é Cristo 100% ou nada.
 
Parágrafo 3- Não há lugar para teorias e opiniões quando se trata da verdade contida na Palavra de Deus.
 
Parágrafo 4 e 5- Não há segurança senão no estudo profundo da Palavra de Deus, principalmente nestes últimos dias, quando milhões de lobos devoradores estão pelo mundo afora.
 
Parágrafo 6 a 8- O cristianismo não é movido por emoção, mas por razão. Um claro "assim diz o Senhor" deve ser nossa bússola.


Parágrafo 9 a 11-
Cristo nos perdoa totalmente, quando sinceramente confessamos e abandonamos nossos pecados [Pv 28:13]. Não é preciso desconfiar disso.


Quarta-feira, 30 de agosto: Hagar e o Monte Sinai (Gl 4:21-31)


Deus havia chamado Abraão para ser o pai dos fiéis, e sua vida devia ser um exemplo de fé para as gerações subsequentes. Mas sua fé não tinha sido perfeita. Mostrara falta de confiança em Deus, ocultando o fato de que Sara era sua esposa, e novamente com o seu casamento com Hagar. Para que atingisse a mais elevada norma, Deus o sujeitou a outra prova, a mais severa que o homem jamais foi chamado a suportar. Em uma visão da noite foi-lhe determinado que se dirigisse à terra de Moriá, e ali oferecesse seu filho em holocausto sobre um monte que lhe seria mostrado (Patriarcas e Profetas, 147).

Nossa maior necessidade é de fé em Deus. Ao olharmos para o lado escuro, perdemos nossa segurança no Senhor Deus de Israel. Quando abrimos o coração aos temores e conjeturas, o caminho do progresso é obstruído pela incredulidade. Não pensemos jamais que Deus tenha abandonado Sua obra.
Tem que falar menos de incredulidade, menos conjeturas de que isto ou aquilo está impedindo o caminho. Vamos avançar com fé; acreditar que o Senhor preparará o caminho para a Sua obra. Então encontraremos descanso em Cristo. Cultivando fé, e colocando-nos na devida relação para com Deus, e dispondo-nos, com fervorosa oração, a cumprir nosso dever, o Espírito Santo atuará em nós. Os muitos problemas que agora parecem misteriosos serão resolvidos, pela contínua confiança em Deus. Não temos de andar em penosa indecisão, pois estamos vivendo sob a guia do Espírito Santo. Podemos andar e trabalhar com confiança.
Se quisermos ter mãos limpas e coração puro, precisamos ter menos fé no que somos capazes de fazer, e mais no que o Senhor pode fazer por nós. Não estamos empenhados em nosso próprio trabalho; estamos fazendo a obra de Deus (Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 211, 212).

Por ordem divina o povo de Israel foi levado a Refidim, um lugar desprovido de água. Aquele que estava encoberto pela coluna de nuvem os estava guiando, e fora por Sua ordem expressa que eles acamparam nesse lugar. Deus sabia da falta de água em Refidim, e levou o Seu povo para lá a fim de provar sua fé; mas quão indignos da confiança divina eles se demonstraram!
Repetidas vezes Ele Se havia manifestado. Havia matado os primogênitos no Egito para efetuar sua libertação, e os tirara da terra de seu cativeiro de braço erguido; Ele os havia alimentado com alimento dos anjos, e Se comprometera a trazê-los à Terra Prometida. Mas agora, quando a dificuldade surgiu diante deles, rebelaram-se, não confiaram em Deus, e reclamaram dizendo que Moisés havia tirado a eles e a seus filhos do Egito para que morressem de sede no deserto. ...
Muitos hoje pensam que ao iniciarem sua vida cristã serão libertados de toda carência e dificuldade. Mas todo aquele que toma a sua cruz para seguir a Cristo chega ao Refidim de sua experiência. A vida não é toda composta de pastagens verdejantes e riachos refrescantes. Somos surpreendidos por desapontamentos, sobrevêm privações, e apresentam-se circunstâncias que nos levam a situações difíceis. Ao seguirmos pelo caminho estreito, fazendo o nosso melhor, segundo pensamos, verificamos que nos sobrevêm cruéis provações. ... Com a consciência ferida, arrazoamos que se tivéssemos andado com Deus, jamais teríamos sofrido isso. ...
Mas na antiguidade o Senhor conduziu o Seu povo a Refidim, e Ele poderá decidir levar-nos para lá também, a fim de provar nossa fidelidade e lealdade para com Ele. Em misericórdia para conosco, Ele nem sempre nos coloca nos lugares mais fáceis, pois se o fizesse, nós, em nossa autossuficiência nos esqueceríamos de que o Senhor é o nosso auxílio em tempo de necessidade. Ele, porém, anela manifestar-Se a nós em nossas emergências, e revelar as abundantes provisões que se acham à nossa disposição, independentemente das circunstâncias; e permite que decepções e provações nos sobrevenham para que possamos perceber nossa própria incapacidade, e aprendamos a invocar o auxílio do Senhor, como uma criança faminta e sedenta que chama por seu pai.
Nosso Pai celestial tem o poder de transformar a dura rocha em torrentes vivificantes e refrescantes. Jamais o saberemos, enquanto não nos encontrarmos face a face com Deus, ... quantos fardos Ele carregou em nosso lugar, e quantos outros estaria disposto a suportar se, com uma fé infantil, os tivéssemos trazido a Ele (Refletindo a Cristo, [MM 1986], p. 345).


Notas de André Areia Santos


Parágrafo 1- Deus provou Abraão para que Lhe demonstrasse perfeita fé.
 
Parágrafo 3- Devemos considerar que, se vivermos uma vida piedosa, todos os problemas e dificuldades que tivermos serão para nosso próprio bem presente e futuro. Nada mais são que provações para crescermos em graça.
 
Parágrafo 4- Só obteremos sucesso quando entendermos de uma vez por todas que nada podemos fazer sem Cristo.
 
Parágrafo 5- Deus conduziu Seu povo a Refidim de propósito, para que pudessem ter sua fé provada.


Parágrafo 7-
Muitos acreditam que sua vida será um mar de rosas se estiverem sempre com Deus no comando. Quanto engano! Quanto mais avançarmos na caminhada, mais o caminho se tornará estreito. Mas isso acontece justamente por Deus nos amar, e querer que cresçamos em graça e fé.


Quinta-feira, 31 de agosto: Ismael e Isaque hoje


Quando Abraão tinha quase cem anos de idade, a promessa de um filho foi-lhe repetida, com a informação de que o futuro herdeiro seria filho de Sara. Mas Abraão ainda não compreendeu a promessa. Sua mente de pronto volveu para Ismael, apegando-se à crença de que por meio dele os propósitos graciosos de Deus deveriam cumprir-se. Em sua afeição para com o filho, exclamou: "Oxalá que viva Ismael diante de Teu rosto". Gênesis. 17:18-20. De novo foi feita a promessa, com palavras que não poderiam ser mal compreendidas: "Na verdade, Sara tua mulher te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei o Meu concerto." Deus, contudo, não Se esqueceu da oração do pai. "E quanto a Ismael", disse Ele, "também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, ... e dele farei uma grande nação" (Patriarcas e Profetas, p. 146).

Jesus continuou: "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito".  João 3:6. O coração, por natureza, é mau, e "quem do imundo tirará o puro? Ninguém". Jó 14:4. Invenção alguma humana pode encontrar o remédio para a alma pecadora. "A inclinação da carne é inimizade contra Deus; pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser". Romanos. 8:7. "Do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituições, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias". Mateus. 15:19. A fonte do coração se deve purificar para que a corrente se possa tornar pura. Aquele que se esforça para alcançar o Céu por suas próprias obras em observar a lei, está tentando o impossível. Não há segurança para uma pessoa que tenha religião meramente legal, uma forma de piedade. A vida cristã não é uma modificação ou melhoramento da antiga, mas uma transformação da natureza. Tem lugar a morte do eu e do pecado, e uma vida toda nova. Essa mudança só se pode efetuar mediante a eficaz operação do Espírito Santo (O Desejado de Todas as Nações, p. 172).

Em cada século e em cada terra, os mensageiros de Deus têm sido chamados a enfrentar amarga oposição dos que deliberadamente escolhem rejeitar a luz do Céu. Não raro, pela mistificação e falsidade, têm os inimigos do evangelho aparentemente triunfado, cerrando assim as portas por onde os mensageiros de Deus poderiam ter acesso ao povo. Mas essas portas não podem permanecer para sempre fechadas; e, muitas vezes, ao voltarem os servos de Deus para reassumir suas atividades, o Senhor tem obrado poderosamente em favor deles, habilitando-os a estabelecerem monumentos para a glória de Seu nome (Atos dos Apóstolos, p. 179).

Disse Cristo aos discípulos: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.” Mateus 10:16.
Os ataques de Satanás contra os advogados da verdade se tornarão cada vez mais implacáveis e resolutos, até ao próprio fim do tempo. Como nos dias de Cristo os principais sacerdotes e príncipes instigavam contra Ele o povo, assim hoje os guias religiosos provocarão oposição e preconceito contra a verdade para este tempo. O povo será levado a atos de violência e oposição nos quais nunca teriam pensado se não tivessem sido imbuídos do rancor de professos cristãos contra a verdade.
Que procedimento devem seguir os defensores da verdade? Possuem eles a imutável, eterna Palavra de Deus, e devem revelar o fato de que possuem a verdade tal como é em Jesus. Suas palavras não devem ser ásperas e incisivas. Em sua apresentação da verdade devem manifestar o amor, a mansidão e a amabilidade de Cristo. Que a verdade por si mesma produza efeito; a Palavra de Deus é aguda espada de dois gumes, e abrirá caminho até ao coração. Os que sabem que possuem a verdade não devem, pelo emprego de expressões ásperas e severas, dar a Satanás ocasião de interpretar falsamente sua intenção.
Como um povo, devemos portar-nos como o Redentor do mundo. Quando em controvérsia com Satanás acerca do corpo de Moisés, Cristo não ousou apresentar contra ele uma acusação injuriosa. Judas 9. Recebera provocações bastantes para isso fazer, e Satanás ficou desapontado por não ter podido despertar em Cristo um espírito de vingança. Satanás estava pronto para interpretar mal qualquer coisa feita por Jesus; e o Salvador não lhe deu ocasião, nem ao menos a sombra de uma desculpa. Não Se desviava do caminho reto da verdade a que Se propusera, para seguir pelos atalhos, perversões, distrações e prevaricações de Satanás (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 239).


Notas de André Areia Santos

Parágrafo 2- Nossa natureza pecaminosa é inclinada a fazer o mal. Por isso não há solução para o pecado quaisquer que sejam nossas obras. Apenas o eu morrendo e Cristo vivendo em nosso lugar será eficaz na vitória contra o pecado. Por nós mesmos só faríamos o que é mal, pois está escrito: "Não há um justo. Nenhum sequer".
 
Parágrafo 3 a 6- Lobos têm adentrado o rebanho, atrapalhando a obra de fiéis obreiros, instigando o povo contra a verdade que proferem. Por isso não devemos dar razão a eles. Devemos proferir a verdade com humildade e mansidão, para que não interpretam maldosamente nossas palavras. O próprio Cristo não deu ocasião para Satanás interpretar mal Suas palavras por ocasião da ressurreição de Moisés. Devemos fazer o mesmo.
 
Sexta-feira, 1º de Setembro: Leitura adicional

Patriarcas e Profetas, "A Lei e os Concertos", p. 363-373.

"Adão e Eva, ao serem criados, tinham conhecimento da lei de Deus; estavam familiarizados com os reclamos da mesma relativamente a si; seus preceitos estavam escritos em seu coração. Quando o homem caiu pela transgressão, a lei não foi mudada, mas estabelecido um plano que remediasse a situação trazendo novamente o homem à obediência. Foi feita a promessa de um Salvador e prescritas ofertas sacrificais que apontavam ao futuro, para a morte de Cristo como a grande oferta pelo pecado. Mas, se a lei de Deus nunca houvesse sido transgredida, não teria havido morte, tampouco haveria necessidade de um Salvador; conseqüentemente não teria havido necessidade de sacrifícios.
Adão ensinou a seus descendentes a lei de Deus, e esta foi transmitida de pai a filho através de gerações sucessivas. Mas apesar das graciosas providências para a redenção do homem, poucos houve que as aceitaram e lhes prestaram obediência. Pela transgressão o mundo se envileceu tanto que foi necessário, pelo dilúvio, limpá-lo de suas corrupções. A lei foi preservada por Noé e sua família, e Noé ensinou a seus descendentes os Dez Mandamentos. Como os homens de novo se afastassem de Deus, o Senhor escolheu Abraão, a respeito de quem declarou: "Abraão obedeceu à Minha voz, e guardou o Meu mandamento, os Meus preceitos, os Meus estatutos, e as Minhas leis." Gên. 26:5. A ele foi dado o rito da circuncisão, que era um sinal de que os que o recebiam eram dedicados ao serviço de Deus - garantia de que permaneceriam separados da idolatria e obedeceriam à lei de Deus. O fracasso dos descendentes de Abraão para manterem este compromisso, conforme se revela em sua disposição para formar alianças com os gentios e adotar-lhes os costumes, foi a causa de sua peregrinação e cativeiro no Egito. Mas, em seu intercâmbio com os idólatras e forçada submissão aos egípcios, os preceitos divinos tornaram-se ainda mais corrompidos com os ensinos vis
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e cruéis do paganismo. Portanto, quando o Senhor os tirou do Egito, desceu sobre o Sinai, cercado de glória e rodeado de Seus anjos, e com terrível majestade proferiu Sua lei aos ouvidos de todo o povo". [...]

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