sexta-feira, 17 de novembro de 2017

4º TRIMESTRE - LIÇÃO 8 - 18 A 24 DE NOVEMBRO - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017


 Verso para Memorizar:
 “Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra” (Rm 7:6).


Sábado à tarde, 18 de novembro

Mas o Senhor requer obediência perfeita; e se realmente desejamos servi-Lo, não haverá dúvida em nossa mente a respeito de se obedeceremos a Suas exigências ou buscaremos nossos próprios interesses temporais.
¹ O Senhor da glória não levou em conta Sua comodidade ou prazer quando deixou Sua posição de alto comando para tornar-Se um Homem de dores e que sabe o que é padecer, aceitando a ignomínia e a morte a fim de livrar o homem da consequência de sua desobediência. Jesus morreu, não para salvar o homem em seus pecados, mas de seus pecados. Precisamos abandonar o erro de nossos caminhos, tomar nossa cruz e seguir a Cristo, negando o próprio eu e obedecendo a Deus a todo custo.
² Os que professam servir a Deus, mas na realidade servem a Mamom, serão punidos com juízos. Ninguém será justificado numa conduta de desobediência por causa de vantagens mundanas. Se Deus desculpasse um homem, teria de fazê-lo com todos. Os que menosprezam a ordem expressa do Senhor por conveniência pessoal, estão acumulando contra si mesmos ira para o futuro. Cristo disse: "Não está escrito: A Minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores." Mar. 11:17. O povo de Deus deveria indagar diligentemente se eles, como os judeus de outrora, não transformaram a casa de Deus num lugar de negócios.
Muitos estão caindo no pecado de sacrificar sua religião por amor ao lucro mundano, preservando uma forma de piedade, mas dedicando toda a atenção a interesses temporais. A lei de Deus deve, porém, ser considerada antes de mais nada, e obedecida em espírito e na letra. Jesus, nosso grande exemplo, em Sua vida e morte, ensinou a mais estrita obediência. Ele morreu, o justo pelos injustos, o Inocente pelos culpados, para que fosse preservada a honra da lei de Deus e, contudo, o homem não perecesse completamente (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 166, 167).

Ao pecador era impossível observar a lei de Deus, a qual é santa, justa e boa; mas essa impossibilidade foi removida pela comunicação da justiça de Cristo à pessoa arrependida e crente. A vida e a morte de Cristo em favor do homem pecaminoso tinham por finalidade restaurar o pecador à aprovação de Deus, comunicando-lhe a justiça que satisfizesse as reivindicações da lei e encontrasse aceitação da parte do Pai.
Sempre foi, porém, o propósito de Satanás invalidar a lei de Deus e deturpar o verdadeiro significado do plano da salvação. Consequentemente, ele originou a falsidade de que o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário tinha por finalidade livrar os homens da obrigação de guardar os mandamentos de Deus. Ele tem impingido ao mundo o engano de que Deus aboliu Sua constituição, lançou fora Seu padrão moral e invalidou Sua santa e perfeita lei. Caso houvesse feito isso, quão terrível teria sido o custo para o Céu! Em vez de proclamar a abolição da lei, a cruz do Calvário proclama retumbantemente o seu caráter imutável e eterno. Se a lei pudesse ser abolida e mantido o governo do Céu e da Terra e dos incontáveis mundos de Deus, Cristo não precisava ter morrido. A morte de Cristo destinava-se a resolver para sempre a questão da validade da lei de Jeová. Tendo sofrido toda a penalidade por um mundo culpado, Jesus tornou-Se o Mediador entre Deus e o homem, para restaurar a pessoa arrependida ao favor de Deus, concedendo-lhe graça para guardar a lei do Altíssimo. Cristo não veio destruir a lei ou os profetas, mas cumpri-los ao pé da letra. A expiação do Calvário vindicou a lei de Deus como santa, justa e verdadeira, não somente diante do mundo caído, mas também diante do Céu e perante os mundos que não caíram. Cristo veio engrandecer a lei e torná-la honrosa (Fé e Obras, p. 118, 119).

¹: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
²: parágrafo ausente na versão do comentário físico.

Domingo, 19 de novembro: Morto para a lei

Os tipos e sombras do sistema sacrifical, com as profecias, deram aos israelitas uma visão velada e indistinta da misericórdia e graça que seriam trazidos ao mundo pela revelação de Cristo. ... Unicamente por Cristo pode o homem guardar a lei moral. Pela transgressão dessa lei trouxe o homem o pecado ao mundo, e com o pecado veio a morte. Cristo tornou-Se a propiciação do pecado do homem. Ele ofereceu Sua perfeição de caráter em lugar da pecaminosidade do homem. Tomou sobre Si a maldição da desobediência. Os sacrifícios e ofertas apontavam ao futuro, ao sacrifício que Ele faria. O cordeiro morto tipificava o Cordeiro que tiraria o pecado do mundo (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.221). 

Os que professam apegar-se a Cristo, polarizando nEle as suas esperanças, ao mesmo tempo que desprezam a lei moral e as profecias, não estão em posição mais segura do que os judeus descrentes. Não podem chamar inteligentemente os pecadores ao arrependimento, pois são incapazes de explicar devidamente o de que se devem arrepender. O pecador, ao ser exortado a abandonar seus pecados, tem o direito de perguntar: Que é pecado? Os que respeitam a lei de Deus podem responder: Pecado é a transgressão da lei. Em confirmação disto o apóstolo Paulo diz: Eu não conheceria o pecado, não fosse a lei.
Unicamente os que reconhecem a vigência da lei moral podem explicar a natureza da expiação. Cristo veio para servir de mediador entre Deus e o homem, para unir o homem a Deus, levando-o à obediência a Sua lei. Não havia na lei poder para perdoar ao transgressor. Jesus, tão-só, podia pagar a dívida do pecador. Mas o fato de que Jesus pagou a dívida do pecador arrependido não lhe dá licença para continuar na transgressão da lei de Deus; deve ele, daí por diante, viver em obediência a essa lei (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 229, 230).

A maior dificuldade que Paulo teve que defrontar provinha da influência dos mestres judaizantes. Estes lhe causavam muita perturbação, dando motivo a dissensões na igreja de Corinto. Apresentavam constantemente as virtudes das cerimônias da lei, exaltando essas cerimônias acima do evangelho de Cristo, e condenando a Paulo porque não as impunha aos novos conversos.
³ Paulo enfrentou-os em seu próprio terreno. "Se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória", disse ele, "de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do espírito? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça." II Cor. 3:7-9.
⁴ A lei de Deus, pronunciada do Sinai com terrível solenidade, é para o pecador o pronunciamento de sua condenação. É da alçada da lei condenar, mas não existe nela nenhum poder para perdoar ou redimir. É ordenada para vida; os que andam em harmonia com os seus preceitos receberão a recompensa da obediência. Ela traz, porém, escravidão e morte aos que permanecem sob sua condenação.
⁵ Tão sagrada e tão gloriosa é a lei que, quando Moisés voltou do monte santo, onde estivera com Deus, recebendo de Sua mão as tábuas de pedra, sua face refletia uma glória que o povo não podia contemplar sem sofrer, e Moisés viu-se obrigado a cobrir a face com um véu.
⁶ A glória que resplandecia da face de Moisés era um reflexo da justiça de Cristo na lei. A lei em si não possui glória, mas nela Se acha incorporado Cristo. Não tem poder para salvar. É sem brilho, mas nela é representado Cristo, cheio de justiça e verdade.
⁷ Os tipos e sombras do sistema sacrifical, com as profecias, deram aos israelitas uma visão velada e indistinta da misericórdia e graça que seriam trazidos ao mundo pela revelação de Cristo. A Moisés foi desdobrado o sentido dos tipos e sombras que apontavam a Cristo. Ele viu o fim daquilo que era transitório, quando, por ocasião da morte de Cristo, o tipo encontrou o antítipo. Viu ele que unicamente por Cristo pode o homem guardar a lei moral. Pela transgressão dessa lei trouxe o homem o pecado ao mundo, e com o pecado veio a morte. Cristo tornou-Se a propiciação do pecado do homem. Ele ofereceu Sua perfeição de caráter em lugar da pecaminosidade do homem. Tomou sobre Si a maldição da desobediência. Os sacrifícios e ofertas apontavam ao futuro, ao sacrifício que Ele faria. O cordeiro morto tipificava o Cordeiro que tiraria o pecado do mundo.
Foi o ver o objetivo daquilo que era transitório, o ver Cristo tal como é revelado na lei, que iluminou a face de Moisés. O ministério da lei, escrita e gravada em pedra, era um ministério de morte. Sem Cristo, o transgressor era deixado sob sua maldição, sem nenhuma esperança de perdão. O ministério nenhuma glória possuía em si mesmo, mas o Salvador prometido, revelado nos símbolos e sombras da lei cerimonial, tornou gloriosa a lei moral.
Paulo desejava que seus irmãos vissem que a grande glória de um Salvador que perdoa o pecado dava sentido a toda a economia judaica. Desejava também que vissem que, quando Cristo veio ao mundo, e morreu como sacrifício do homem, o tipo encontrara o antítipo (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 236-238).

³: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
⁴: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
⁵: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
⁶: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
⁷: parágrafo ausente na versão do comentário físico.

Segunda-feira, 20 de novembro: Pecado e lei

O povo de Deus, a quem Ele chama Seu peculiar tesouro, fora privilegiado com um duplo sistema de lei: a moral e a cerimonial. Uma dirige a atenção ao passado, para conservar a lembrança do Deus vivo que fez o mundo, cujos reclamos são obrigatórios para todos os seres humanos, em todas as dispensações, e que existirá enquanto durar o tempo e por toda a eternidade. A outra, dada por causa da transgressão da lei moral por parte do homem, cuja obediência consistia no oferecimento de sacrifícios e ofertas que apontavam para a redenção futura. Cada uma delas é clara e distinta da outra.
Desde a Criação era a lei moral parte essencial do plano divino, e tão imutável como Ele próprio. A lei cerimonial existiu para atender a um propósito particular no plano de Cristo para a salvação da humanidade. O sistema típico de sacrifícios e ofertas fora estabelecido para que através dele o pecador pudesse discernir a grande oferta: Cristo. ... A lei cerimonial era gloriosa; era a provisão feita por Jesus Cristo em conselho com Seu Pai, para auxiliar na salvação da raça. Todos os dispositivos do sistema típico foram baseados em Cristo. Adão vira Cristo prefigurado no inocente animal que sofria, a penalidade da sua própria transgressão à lei de Jeová (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.219, 1.220). 

Quando o Espírito de Deus revela ao homem o pleno sentido da lei, realiza-se em seu coração uma mudança. O fiel quadro de seu verdadeiro estado, pelo profeta Natã, revelou a Davi os seus pecados, ajudando-o a removê-los. Aceitou humildemente o conselho e humilhou-se perante Deus. [...]
O pecado não matou a lei, mas esta matou em Paulo a mente carnal. [...] Paulo chama a atenção de seus ouvintes para a lei quebrantada, e mostra-lhes em que são culpados. Instrui-os como um mestre-escola instrui seus alunos, e mostra-lhes o caminho de volta para a fidelidade a Deus (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 212, 213).

Muitos há que clamam: "Crede, tão-somente crede!" Perguntai-lhes o que é que deveis crer. Devereis crer nas mentiras forjadas por Satanás contra a lei de Deus, santa, justa e boa? Deus não usa Sua grande e preciosa graça para anular a Sua lei, mas sim para estabelecê-la. Qual foi a decisão de Paulo? Diz ele: "Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum: Mas eu não conheci o pecado, senão pela lei. [...] E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e [teve então fim o mandamento? - Não] eu [Paulo] morri. ... E assim a lei [obstruindo-me diretamente o caminho da liberdade e paz? - Não] é santa, e o mandamento santo, justo e bom." Rom. 7:7-12 (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 347).

Terça-feira, 21 de novembro: A lei é santa

Que aconteceria se saíssemos para a rua, sujássemos nossas roupas de lama e, depois, entrássemos em casa; e, olhando para nossas roupas imundas diante do espelho, disséssemos a ele: "Limpe-me de minha sujeira"; ele nos limparia? Essa não é a função do espelho. Tudo o que ele pode fazer é revelar que nossas vestes estão sujas; ele não pode remover a sujeira.
O mesmo ocorre com a lei de Deus. Ela evidencia os defeitos de caráter. Condena-nos como pecadores, mas não oferece perdão para o transgressor; não pode salvá-lo de seus pecados. Porém, Deus fez uma provisão. Diz João: "Se [...] alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo" (1 Jo 2:1). Então vamos a Ele, e ali encontramos o caráter de Jesus, e a justiça de Seu caráter salva o transgressor - se fizemos, de nossa parte, tudo o que podíamos.
Porém, conquanto salve o transgressor, Cristo não abole a lei de Deus, mas a exalta. Ele exalta a lei porque ela é o aferidor do pecado. E é o sangue purificador de Cristo que tira nossos pecados, quando vamos a Ele em contrição de alma, buscando Seu perdão, Ele imputa Sua justiça, toma a culpa sobre Si (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1.042). 

Em resultado da desobediência de Adão, todo ser humano é transgressor da lei, vendido sob o pecado. A menos que se arrependa e se converta, está ele sob a escravidão da lei, servindo a Satanás, caindo nos enganos do inimigo, e dando testemunho contra os preceitos de Jeová. Mas pela obediência perfeita à lei, é o homem justificado. Unicamente por meio da fé em Cristo é possível essa obediência. Podem os homens compreender a espiritualidade da lei, podem reconhecer o seu poder como detector do pecado, mas são incapazes de resistir ao poder e enganos de Satanás, a menos que aceitem a expiação para eles provida no reparador sacrifício de Cristo, que é nossa Expiação, reconciliando-nos com Deus (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 148).

O infinito valor do sacrifício requerido para nossa redenção revela que o pecado é um tremendo mal. Pelo pecado, perturba-se todo o organismo humano, a mente é pervertida, corrompida a imaginação. O pecado tem degradado as faculdades da alma. As tentações exteriores encontram eco no coração, e os pés se volvem imperceptivelmente para o mal.
Como foi completo o sacrifício feito em nosso favor, assim deve ser a nossa restauração do aviltamento do pecado. Nenhum ato de impiedade será desculpado pela lei de Deus; injustiça alguma lhe pode escapar à condenação. A ética evangélica não reconhece nenhuma norma senão a perfeição do caráter divino. A vida de Cristo foi um perfeito cumprimento de todo preceito da lei. Ele disse: "Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai." João 15:10. Sua vida é nosso exemplo de obediência e serviço. Somente Deus pode renovar o coração (A Ciência do Bom Viver, p. 451, 452).

Quarta-feira, 22 de novembro: O homem de Romanos 7

Não basta percebermos a benignidade de Deus, vermos a benevolência, a ternura paternal de Seu caráter. Não basta reconhecermos a sabedoria e justiça de Sua lei, e que ela se baseia sobre o eterno princípio do amor. Paulo, o apóstolo, reconheceu tudo isto quando exclamou: "Consinto com a lei, que é boa." "A lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom." Acrescentou, porém, na amargura de sua íntima angústia e desespero: "Mas eu sou carnal, vendido sob o pecado." Rom. 7:16, 12 e 14. Ansiava a pureza, a justiça, as quais era impotente para alcançar por si mesmo e exclamou: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Rom. 7:24. Tal é o brado que tem subido de corações oprimidos, em todas as terras e em todos os tempos. Para todos só existe uma resposta: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." João 1:29 (Caminho a Cristo, p. 19).

 Aproximando-se o pecador da cruz erguida, e prostrando-se junto à mesma, atraído pelo poder de Cristo, dá-se uma nova criação. É-lhe dado um novo coração. Torna-se uma nova criatura em Cristo Jesus. A santidade acha que nada mais há para requerer. Deus mesmo é "justificador daquele que tem fé em Jesus". Rom. 3:26. E "aos que justificou, a esses também glorificou". Rom. 8:30. Grande como seja a vergonha e degeneração pelo pecado ainda maior será a honra e exaltação pelo amor redentor. Aos seres humanos que lutam por conformidade com a imagem divina, será concedido um suprimento do tesouro celeste, uma excelência de poder que os colocarão acima dos próprios anjos que jamais caíram (Parábolas de Jesus, p. 163).

Os que creem em Cristo e obedecem aos Seus mandamentos não estão debaixo da escravidão da lei de Deus, pois aos que creem e obedecem, Sua lei não é lei de escravidão, mas de liberdade. Todo aquele que crê em Cristo, todo que confia no poder protetor de um Salvador ressurgido, que sofreu a pena pronunciada sobre o transgressor, todo aquele que resiste à tentação e em meio ao mal copia o modelo dado na vida de Cristo, esse, pela fé no sacrifício expiatório de Cristo se tornará participante da natureza divina, havendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo. Todo aquele que, pela fé, obedece aos mandamentos, alcançará o estado de inocência no qual Adão viveu antes de sua transgressão (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 148).

Paulo sempre tinha em vista a coroa da vida, a qual lhe seria dada, e não somente a ele, mas também a todos os que amam a vinda de Cristo. Foi, porém, a vitória por meio de Jesus Cristo que tornou a coroa da vida tão desejável para ele. Jesus não quer que sejamos ambiciosos de obter recompensa, mas ambiciosos de fazer a vontade de Deus porque é Sua vontade, sem levar em conta a recompensa que receberemos (Exaltai-O [MM 1992], p. 398).

Quinta-feira, 23 de novembro: Salvo da morte

Muitos há que pensam ser impossível escapar do poder do pecado, mas a promessa é de que seremos tomados de toda a plenitude de Deus. Nós pomos a mira muito baixo. O alvo é muito mais elevado. Nossa mente carece de expansão, para podermos compreender o sentido das providências de Deus. Devemos refletir os mais altos atributos de caráter divino. Devemos ser gratos por não sermos deixados a nós mesmos. A lei de Deus é a exaltada norma que a todos cumpre alcançar. ... Não devemos andar segundo nossas próprias ideias, ... mas sim seguir as pisadas de Cristo. 
A tarefa de vencer acha-se em nossas próprias mãos, mas não venceremos em nosso próprio nome ou força, pois por nós mesmos não podemos guardar os mandamentos de Deus. O Espírito de Deus tem de ajudar nossas fraquezas. Cristo Se tornou nosso sacrifício e penhor. Tornou-Se pecado por nós, para que nEle pudéssemos tornar-nos a justiça de Deus. Mediante a fé em Seu nome, recebemos dEle a justiça, a qual se torna um princípio vivo em nossa vida. ... Cristo nos atribui Seu caráter sem pecado, apresentando-nos ao Pai em Sua própria pureza (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 299).

Os que não querem cair presa dos enganos de Satanás, devem guardar bem as vias de acesso à alma; devem-se esquivar de ler, ver ou ouvir tudo quanto sugira pensamentos impuros. Não devem permitir que a mente se demore ao acaso em cada assunto que o inimigo das almas possa sugerir. O coração deve ser fielmente guardado, pois de outra maneira os males externos despertarão os internos, e a alma vagará em trevas. 
Tereis de tornar-vos fiéis sentinela sobre os olhos, ouvidos, e vossos sentidos todos, se quereis controlar vossa mente e impedir que pensamentos vãos e corruptos vos manchem a alma. O poder da graça, unicamente, pode realizar esta importante obra (Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 228, 229). 

Muitos compreendem sua impotência; anelam aquela vida espiritual que lhes trará harmonia com Deus, e estão-se esforçando por obtê-la. Mas em vão. Em desespero, clamam: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Rom. 7:24. Que essas almas abatidas, em luta, olhem para o alto. O Salvador inclina-Se sobre a aquisição de Seu sangue, dizendo com inexprimível ternura
e piedade: "Queres ficar são?" João 5:6. Manda-vos levantar em saúde e paz. Não espereis sentir que estais são. Crede na palavra do Salvador. Ponde vossa vontade do lado de Cristo. Determinai servi-Lo, e agindo em obediência a Sua palavra, recebereis forças. Seja qual for a má prática, a paixão dominante que, devido a longa condescendência, prende tanto a alma como o corpo, Cristo é capaz de libertar, e anseia fazê-lo. Ele comunicará vida aos seres "mortos em ofensas". Efés. 2:1. Porá em liberdade o cativo, preso por fraqueza e infortúnio e pelas cadeias do pecado (A Ciência do Bom Viver, p. 84, 85).

Sexta-feira, 24 de novembro: Estudo adicional


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sábado, 11 de novembro de 2017

4º TRIMESTRE - LIÇÃO 7 - 11 A 17 DE NOVEMBRO - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017


 Verso para Memorizar:
 “O pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (Rm 6:14).


Sábado à tarde, 11 de novembro

Satanás hoje apresenta as mesmas tentações que apresentou a Cristo, oferecendo-nos os reinos do mundo em troca de nossa fidelidade. Mas sobre aquele que olha a Jesus como autor e consumador da fé, as tentações de Satanás não têm poder. Não pode levar ao pecado aquele que pela fé aceite as virtudes dAquele que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. 
A expulsão do pecado é ato da própria alma. Na verdade, não possuímos capacidade para livrar-nos do poder de Satanás; mas quando desejamos ser libertos do pecado e, em nossa grande necessidade, clamamos por um poder fora de nós e a nós superior, as faculdades da alma são revestidas da divina energia do Espírito Santo, e obedecem aos ditames da vontade no cumprir o querer de Deus. 
Deus terá um povo zeloso de boas obras, que permanecerá firme entre as corrupções deste século degenerado. Haverá um povo que se apegará tão firmemente à força divina, que estará à prova de toda tentação (Maranata - O Senhor Vem! [MM 1977], pg. 84). 

Deus roga aos homens que se oponham aos poderes do mal. Diz: "Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça." Rom. 6:12 e 13.
Neste conflito da justiça com a injustiça, só podemos ser bem-sucedidos mediante o auxílio divino. Nossa vontade finita precisa ser submetida à vontade do Infinito; a vontade humana precisa confundir-se com a divina. Isso trará em nosso auxílio o Espírito Santo; e toda vitória tenderá à recuperação da comprada possessão de Deus, à restauração de Sua imagem na alma (Nossa Alta Vocação [MM 1962], pg. 148).

Homem algum recebe santidade como direito de nascimento ou por qualquer outra concessão humana. Santidade é dom de Deus por meio de Cristo. Os que recebem o Salvador tornam-se filhos de Deus. São Seus filhos espirituais, nascidos de novo, renovados em justiça e verdadeira santidade. Suas mentes estão mudadas. Contemplam as realidades eternas com visão mais clara. São adotados na família de Deus, e tornam-se conformes a Sua imagem, mudados pelo Seu Espírito de glória em glória. De pessoas que dedicavam supremo amor a si mesmos, tornam-se pessoas que dedicam supremo amor a Deus e a Cristo. ... Aceitar a Cristo como Salvador pessoal e seguir o Seu exemplo de abnegação - eis o segredo da santidade (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, pg. 1246, 1247).

Domingo, 12 de novembro: Onde o pecado abundou

Temos o relato animador de que Enoque andou com Deus. Se Enoque andou com Deus, naquela época degenerada pouco antes da destruição do mundo por um dilúvio, devemos cobrar ânimo e ser estimulados por seu exemplo de que não precisamos ser contaminados com o mundo; mas, entre todas as suas influências e tendências corruptoras, podemos andar com Deus. Podemos ter a mente de Cristo (Mensagens Escolhidas, v. 3, pg. 338).

Temos acesso a Deus pelos méritos do nome de Cristo, e Deus nos convida a levar-Lhe nossas aflições e tentações, pois Ele as compreende todas. ¹Não deseja que desabafemos nossos ais a ouvidos humanos. Pelo sangue de Cristo podemos chegar ao trono de Deus e encontrar graça para sermos ajudados em tempo oportuno. Podemos ir confiantes, dizendo: "Minha aceitação depende do Amado." "Porque, por Ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito." Efés. 2:18. "No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nEle." Efés. 3:12.
Tal como um pai terrestre anima o filho a ir ter com ele a qualquer tempo, assim o Senhor nos anima a confiar-Lhe nossas necessidades e perplexidades, nossa gratidão e amor. Toda e qualquer promessa é certa. Jesus é nosso Penhor e Mediador, e colocou ao nosso dispor todos os recursos, a fim de que possamos ter um caráter perfeito.
O sangue de Cristo, de eficácia sempre presente, é nossa única esperança; pois por meio de Seus méritos, tão-somente, temos perdão e paz. Quando a eficiência do sangue de Cristo se tornar uma realidade para a mente, por meio da fé em Cristo, o cristão deixará sua luz brilhar em boas obras, na produção de frutos de justiça (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, pg. 1245, 1246)

Se supondes por um momento que Deus tratará o pecado como coisa leve, ou que tomará providências ou fará isenções de maneira que possais continuar cometendo pecado, sem que a pessoa sofra punição por assim fazer, estais sob terrível engano de Satanás. Qualquer violação voluntária da justa lei de Jeová vos expõe a vida aos francos assaltos de Satanás.
¹Quando perdeis vossa consciente integridade, vossa alma se torna um campo de batalha para o inimigo; tendes dúvidas e temores suficientes para vos paralisarem as energias e vos impelirem ao desânimo. ...
Lembrai-vos de que tentação não é pecado. Lembrai-vos de que por mais difíceis que sejam as circunstâncias em que um homem seja colocado, coisa alguma lhe pode realmente enfraquecer a mente enquanto ele não ceder à tentação mas mantiver a própria integridade. Os interesses mais vitais para vós individualmente, estão em vossa própria guarda. Ninguém os poderá prejudicar sem vosso consentimento. Todo o exército satânico não vos poderá causar dano a menos que venhais a abrir a alma às artes e setas de Satanás. Vossa ruína jamais poderá acontecer enquanto vossa vontade não consentir. Caso não haja corrupção em vossa mente, toda contaminação ambiente não vos pode manchar ou corromper.
A vida eterna vale tudo para nós ou não vale coisa alguma. Unicamente aqueles que desenvolverem perseverante esforço e infatigável zelo com intenso desejo proporcional ao objetivo que estão perseguindo, ganharão aquela vida que se mede com a vida de Deus. ...
Temos o exemplo de Adão e Eva diante de nós, e o resultado de sua transgressão deve levar toda pessoa entre nós a evitar o pecado, a aborrecê-lo como a odiosa coisa que ele é, e a sentir, em vista dos sofrimentos que o pecado certamente infligirá, que é melhor sofrer a perda de todas as coisas do que apartar-se do menor dos mandamentos de Deus (Nossa Alta Vocação [MM 1962], pg. 89, 90).

¹: parágrafo ausente na versão do comentário físico.

Segunda-feira, 13 de novembro: Quando o pecado reina

Justiça própria é o perigo desta época; ela separa a alma de Cristo. Os que confiam em sua própria justiça não podem compreender como a salvação advém por meio de Cristo. Chamam o pecado de justiça, e a justiça de pecado. Não têm noção do mal da transgressão, nem compreensão do terror da lei; pois não respeitam o padrão moral de Deus. A razão de haver tantas conversões não genuínas nestes dias é que há tão pouco apreço da lei de Deus. Em lugar do padrão de justiça de Deus, os homens criaram um padrão de sua própria escolha para avaliar o caráter. Eles vêem como em espelho, obscuramente, e apresentam falsas idéias de santificação ao povo, incentivando assim o egoísmo, o orgulho e a justiça própria. A doutrina da santificação defendida por muitos está cheia de engano, pois é lisonjeira ao coração natural; mas a coisa mais afável que pode ser pregada ao pecador é a verdade da lei de Deus. A fé e as obras precisam andar de mãos dadas; pois a fé sem as obras, por si só está morta (Fé e Obras, pg. 96, 97).

Deus fez o homem reto, mas este decaiu e degradou-se, pelo fato de recusar-se a prestar obediência aos sagrados reclamos que a lei de Deus tem sobre ele. Todas as paixões do homem, se corretamente controladas e adequadamente direcionadas, contribuirão para sua saúde física e moral, assegurando-lhe grande felicidade. O adúltero, o fornicador e o incontinente não desfrutam da vida. Não pode existir verdadeira alegria para o transgressor da lei divina. O Senhor sabia disso, por conseguinte restringiu o homem. Ele dirige, ordena e positivamente proíbe. ... O Senhor bem sabia que a felicidade de Seus filhos depende da submissão à Sua autoridade, e de viver em obediência à Sua santa, justa e boa regra de governo (Testemunhos Sobre Condulta Sexual, Adultério e Divórcio, pg. 100).

"Ninguém pode servir a dois senhores." Não podemos servir a Deus com coração dividido. A influência da religião bíblica não é uma influência entre outras: tem de ser suprema, penetrando em todas as outras e dominando-as. Não deverá ser uma pincelada dando aqui e ali cor a uma tela, mas encher a vida toda, como se a mesma tela fosse imergida na tinta até que cada fio houvesse tomado profundo e firme colorido.
²"De sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso." Mat. 6:22. Pureza e firmeza de propósito são condições para receber luz de Deus. Aquele que deseja conhecer a verdade, deve estar disposto a aceitar tudo que ela mostra. Não pode ter nenhuma transigência com o erro. Estar vacilante e morno para com a verdade, é preferir as trevas do erro e o engano de Satanás.
Os métodos mundanos e os retos princípios da justiça não se misturam imperceptivelmente, como as cores do arco-íris. Há entre eles, traçada pelo eterno Deus, vasta e distinta linha divisória. A semelhança de Cristo ressalta tão marcadamente em contraste com a de Satanás, como o meio-dia em face da meia-noite. E unicamente os que vivem a vida de Cristo, são coobreiros Seus. Se um pecado é nutrido na alma, ou uma prática errônea conservada na vida, todo o ser é contaminado. O homem torna-se instrumento de injustiça.
Todos quantos escolheram o serviço de Deus, devem descansar em Seu cuidado (O Desejado de Todas as Nações, pg. 312, 313). 

²: parágrafo não existente na versão do comentário físico.

Terça-feira, 14 de novembro: Não debaixo da lei, mas da graça

Existe unicamente um poder capaz de quebrar o domínio do mal no coração dos homens, e esse é o poder de Deus em Jesus Cristo. Unicamente por meio do sangue do Crucificado existe purificação do pecado. Sua graça, tão-somente, nos habilita a resistir e subjugar as tendências de nossa natureza caída. 
O valor infinito do sacrifício que se tornou necessário para nossa redenção revela o fato de que o pecado é um tremendo mal. Pelo pecado se desarranja todo o organismo humano, se perverte o espírito, se corrompe a imaginação. O pecado degradou as faculdades da alma. As tentações de fora encontram no coração uma corda que responde, e os pés se volvem imperceptivelmente para o mal.
Como o sacrifício em nosso favor foi completo, assim deve ser completa nossa restauração da mancha do pecado. Não existe nenhum ato de impiedade que a lei escuse; nenhuma injustiça existe que escape à sua condenação. A vida de Cristo foi um cumprimento perfeito de cada preceito da lei. Disse Ele: "Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai." João 15:10. Sua vida é nosso padrão de obediência e serviço (Maranata, O Senhor Vem! [MM 1977], pg. 89).

A vontade do homem é agressiva e se esforça sempre para dobrar tudo a seus desígnios. Caso ela esteja do lado de Deus e do direito, os frutos do Espírito aparecerão na vida; e Deus tem designado glória, honra e paz a todo homem que faz o que é bom.
Quando se permite a Satanás que molde a vontade, ele a empregará para realizar seus fins. ... Ele suscitará as más propensões, despertando paixões profanas e ambições. Diz: "Todo este poder, estas honras e riquezas e prazeres pecaminosos, eu tos darei; suas condições, porém, são que seja entregue a integridade, embotada a consciência. Assim degrada ele as faculdades humanas, levando-as ao cativeiro do pecado (Nossa Alta Vocação [MM 1962], pg. 148). 

³É engano de Satanás que a morte de Cristo trouxe a graça para tomar o lugar da lei. A morte de Jesus não mudou, não anulou, ou diminuiu no menor ponto a lei dos Dez Mandamentos. A preciosa graça oferecida aos homens mediante o sangue do Salvador, estabelece a lei de Deus. Desde a queda do homem, o governo moral de Deus e Sua graça são inseparáveis. Andam de mãos dadas em todas as dispensações. "A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram." Sal. 85:10. 
⁴Cada lei divina é uma determinação de misericórdia, amor e poder salvador. Seus preceitos obedecidos, são nossa vida, salvação, felicidade e paz. 
Obediência aos Seus estatutos e leis constitui a vida e a prosperidade de Seu povo. 
A influência da esperança evangélica não levará o pecador a considerar a salvação de Cristo como uma questão de livre graça, enquanto continuar vivendo em transgressão à lei de Deus. ... Ela mudará seus caminhos, tornar-se-á leal a Deus mediante a força obtida de seu Salvador, e o levará a uma vida nova e mais pura. 
⁵Como foi completo o sacrifício feito em nosso favor, assim deve ser a nossa restauração do aviltamento do pecado. Nenhum ato de impiedade será desculpado pela lei de Deus; injustiça alguma lhe pode escapar à condenação. A ética evangélica não reconhece nenhuma norma senão a perfeição do caráter divino. A vida de Cristo foi um perfeito cumprimento de todo preceito da lei. Ele disse: "Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai." João 15:10. Sua vida é nosso exemplo de obediência e serviço. Somente Deus pode renovar o coração. "Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade." Filip. 2:13. Mas é-nos ordenado: "Operai a vossa salvação." Filip. 2:12. 
Para o obediente filho de Deus, os mandamentos constituem um deleite (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], pg. 85, 86). 

³: frase ausente até o ponto seguido na versão do comentário físico.
⁴: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
⁵: parágrafo ausente na versão do comentário físico.

Quarta-feira, 15 de novembro: Pecado ou obediência?

A santificação é uma obra diária. Ninguém se engane a si mesmo com a suposição de que Deus o perdoará e abençoará, enquanto está pisando um de Seus mandamentos. A prática voluntária de um pecado conhecido silencia a testemunhadora voz do Espírito e separa de Deus a alma. Quaisquer que sejam os êxtases do sentimento religioso, Jesus não pode habitar no coração que desrespeita a lei divina. Deus apenas honrará àqueles que O honram (Santificação, pg. 92).

⁶Uma profissão de cristianismo sem a fé e as obras correspondentes, de nada aproveitará. Homem algum pode servir a dois senhores. Os filhos do maligno são servos de seu senhor; de quem se fazem servos para lhe obedecer, desses são servos (Romanos 6:16), e não podem ser servos de Deus enquanto não renunciarem ao diabo e a todas as suas obras. Não pode ser inofensivo para os servos do celeste Rei, o empenharem-se nos prazeres e diversões em que se empenham os servos de Satanás, embora eles repitam muitas vezes que tais diversões são inocentes. Deus tem revelado santas e sagradas verdades para separar Seu povo dos ímpios e purificá-los para Si. Os adventistas do sétimo dia devem viver sua fé. Os que obedecem aos Dez Mandamentos, vêem o estado do mundo e as coisas religiosas de um ponto de vista inteiramente diferente de como os vêem os professos cristãos que são amantes dos prazeres, que se esquivam à cruz e vivem na transgressão do quarto mandamento (Testemunhos Para a Igreja, v. 1, pg. 404, 405). 

Muitos que professam ser servos de Cristo não fazem parte dos Seus. Enganam a si mesmos para a própria perdição. Enquanto professam ser seguidores de Jesus, não estão vivendo em obediência à Sua vontade. “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?” Romanos 6:16. Muitos, conquanto professando serem servos de Cristo, estão obedecendo a outro mestre, trabalhando diariamente contra o Mestre a quem declaram servir (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, pg. 442). 

⁷Falai ao povo de maneira a incutir ânimo; erguei-os a Deus em oração. Muitos dos que têm sido vencidos pela tentação são humilhados por seus fracassos, e sentem ser vão buscar aproximar-se de Deus; mas esse pensamento é sugestão do inimigo. Quando pecaram, e sentem que não podem orar, dizei-lhes que é então o momento de orar. Talvez se encontrem envergonhados, e profundamente humilhados; ao confessarem, porém os seus pecados, Aquele que é fiel e justo lhos perdoará, purificando-os de toda injustiça.
Coisa alguma é aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencível, do que a alma que sente o seu nada, e confia inteiramente nos méritos do Salvador. ⁸Pela oração, pelo estudo de Sua Palavra, pela fé em Sua constante presença, a mais fraca das criaturas humanas pode viver em contato com o Cristo vivo, e Ele a segurará com mão que nunca a soltará.

⁶: frase ausente até o ponto seguido na versão do comentário físico.
⁷: frase ausente até o ponto seguido na versão do comentário físico.
⁸: frase ausente até o ponto seguido na versão do comentário físico.

Quinta-feira, 16 de novembro: Livres do pecado

No coração convertido haverá firme determinação de obedecer à vontade divina, porque há amor pelo que é justo, bom e santo. Não haverá hesitação, concessões ao gosto ou avaliação de conveniências, ou mesmo uma conduta baseada no comportamento de outros. Cada um deve viver por si mesmo. A mente de todos os que são renovados pela graça serão um meio receptor de contínua luz, graça e verdade, transmitindo-as a outros. O trabalho deles é produtivo. Seu fruto é para a santidade e, por fim, para a vida eterna (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, pg. 488). 

⁹Cedendo ao pecado, o homem colocou a vontade sob o domínio de Satanás. Tornou-se um impotente cativo no poder do tentador. Deus mandou Seu Filho ao nosso mundo a fim de derrubar o poder de Satanás, e emancipar a vontade do homem. Enviou-O para proclamar liberdade aos cativos, desfazer a opressão e soltar das prisões os oprimidos. Derramando todo o tesouro do Céu sobre este mundo, dando-nos, em Cristo, o Céu inteiro, Deus comprou a vontade, as afeições, a mente, a alma de todo ser humano. Quando o homem se coloca sob o domínio de Deus, a vontade torna-se firme e forte para fazer o que é direito, o coração é purificado do egoísmo, e cheio de amor cristão. O espírito rende-se à autoridade da lei do amor, e todo pensamento é levado em cativeiro à obediência de Cristo.
Ao ser a vontade posta ao lado do Senhor, o Espírito Santo toma essa vontade e a faz uma com a vontade divina.
O Senhor ama o homem. Deu demonstração desse amor dando Seu Filho unigênito para morrer pelo homem, para que pela Sua graça Ele o pudesse redimir da hostilidade com Deus, levando-o de volta à lealdade com Ele. Se o homem cooperar com Deus, o Senhor lhe trará a vontade à união com Ele próprio, vivificando-a por Seu Espírito. ... O evangelho tem de ser recebido de modo a regenerar o coração, e a recepção da verdade significará a entrega da mente e da vontade à vontade do poder divino.
A vontade do homem só está em segurança quando unida à vontade de Deus (Nossa Alta Vocação [MM 1962], pg. 100). 

Satanás contende, porém, pelas almas dos homens e lança sua sombra infernal através do caminho deles, a fim de que não contemplem a luz. Não quer que tenham um vislumbre da honra futura, das glórias eternas reservadas para os que habitarão no Céu, ou que desfrutem a experiência que constitui um antegozo da felicidade do Céu. Tendo, porém, as atrações celestes diante da mente para infundir esperança, avivar o desejo e estimular o esforço, como poderemos afastar-nos desta perspectiva e escolher o pecado e seu salário, que é a morte?
Os que aceitam a Cristo como seu Salvador têm a promessa da vida que agora existe e da que está para vir. O instrumento humano não é devedor de parte alguma de sua capacidade ao serviço de Satanás; mas deve toda a sua lealdade ao infinito e eterno Deus. O mais humilde discípulo de Cristo pode tornar-se um habitante do Céu, herdeiro de Deus de uma herança incorruptível que não se esvaece. Oxalá todos escolham o dom celestial, tornando-se herdeiros de Deus daquela herança cujo título está resguardado contra todo e qualquer destruidor, um mundo sem fim! Oh! não escolhais o mundo, mas escolhei a herança superior! Apressurai-vos e prossegui com insistência em direção ao alvo, para o prêmio de vossa soberana vocação em Cristo Jesus. Por amor a Cristo, moldai o objetivo de vossa educação pelos incentivos do mundo melhor (Fundamentos da Educação Cristã, pg. 234, 235).

⁹: primeira à quarta frase do parágrafo ausente na versão do comentário físico.

Sexta-feira, 17 de novembro: Estudo adicional


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sábado, 4 de novembro de 2017

4º TRIMESTRE - LIÇÃO 6 - 4 A 10 DE NOVEMBRO - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017


 Verso para Memorizar:
 Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5:1, 2).


Sábado à tarde, 4 de novembro

Quando Cristo viu que nenhum ser humano seria capaz de interceder pelo homem, Ele próprio entrou no cerrado conflito e batalhou com Satanás. O Unigênito de Deus era o único que podia libertar aqueles que pelo pecado de Adão haviam sido subjugados ao maligno.
O Filho de Deus concedeu a Satanás toda oportunidade de tentar suas artimanhas nEle. O inimigo havia tentado os anjos no Céu, e posteriormente o primeiro Adão. Adão caiu, e Satanás julgava que poderia obter êxito em enganar a Cristo após este ter assumido a humanidade. Toda a hoste caída considerava ser esta situação uma oportunidade de obter a supremacia sobre Cristo. Haviam ansiado por uma oportunidade para revelar sua inimizade para com Deus. Quando os lábios de Cristo foram selados na morte, Satanás e seus anjos imaginaram que haviam obtido a vitória. ...
Na luta de morte, o Filho de Deus podia somente confiar em Seu Pai celestial; tudo foi suportado pela fé. Ele próprio foi um resgate, um dom, dado para a libertação dos cativos. Por seu próprio braço Ele trouxe salvação aos filhos dos homens, mas a que custo para Si mesmo! (Cristo Triunfante [MM 2002], p. 3, 4)

Quando Deus perdoa ao pecador, anula o castigo que ele merece e o trata como se não tivesse pecado, recebe-o no favor divino e o justifica em virtude dos méritos da justiça de Cristo. O pecador só pode ser justificado mediante a fé no sacrifício expiatório feito pelo amado Filho de Deus, que Se tornou um sacrifício pelos pecados do mundo culpado. Ninguém pode ser justificado por quaisquer obras próprias. Só pode ser liberto da culpa do pecado, da condenação da lei, da pena da transgressão, pela virtude do sofrimento, morte e ressurreição de Cristo. A fé é a condição única de obter a justificação, e a fé abrange não só a crença mas também a confiança. [...]
A fé que é para salvação não é uma fé casual, não é o mero assentimento do intelecto, é a crença arraigada no coração, que abraça a Cristo como Salvador pessoal, com a certeza de que Ele pode salvar perfeitamente aos que por Ele se chegam a Deus. Crer que Ele salve a outros, mas não vos salvará a vós, não é fé genuína; mas quando a alma se apóia em Cristo como a única esperança de salvação, então se manifesta fé genuína. Esta fé leva seu possuidor a colocar em Cristo todas as afeições da alma; seu entendimento fica sob o controle do Espírito Santo, e seu caráter é moldado segundo a semelhança divina. Sua fé não é uma fé morta, mas sim que opera por amor, e o leva a contemplar a formosura de Cristo, e a tornar-se semelhante ao caráter divino (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 389, 391).

Haverá paz, paz constante a fluir para a pessoa, pois o descanso se encontra na perfeita submissão a Jesus Cristo. A obediência à vontade de Deus encontra o descanso. O discípulo que segue os passos mansos e humildes do Redentor encontra descanso que o mundo não pode dar, nem pode tirar. "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em Ti" (Isa. 26:3; Mente, Caráter e Personalidade, v. 3, p. 802).

Domingo, 5 de novembro: Justificado pela fé

Deus será para nós tudo quanto Lhe permitirmos ser. Nossas orações fracas, com coração dividido, não nos trarão resposta do Céu. Oh, necessitamos insistir em nossas petições! Pedi com fé, esperai com fé, recebei com fé, regozijai-vos na esperança, pois todo aquele que busca encontra. Penetrai genuinamente no assunto. Buscai a Deus de todo o coração. O povo põe a alma e diligência em tudo quanto empreende, quanto às coisas temporais, até que seus esforços sejam coroados de êxito. Com intensa seriedade aprendei a ocupação de buscar as ricas bênçãos que Deus prometeu, e com perseverante e determinado esforço obtereis Sua luz e verdade e preciosa graça. 
Clamai a Deus em sinceridade, com fome de alma. Lutai com os poderes celestes até que alcanceis a vitória. Ponde todo o vosso ser nas mãos do Senhor, alma, corpo e espírito, e decidi ser instrumentos vivos, consagrados Seus, movidos por Sua vontade, regidos por Sua mente, possuídos por Seu Espírito (Nossa Alta Vocação [MM 1962, p. 126, 127]). 

Devemos nesta vida enfrentar terríveis provas e fazer grandes sacrifícios, mas a paz de Cristo é a recompensa. Tem havido tão pouca abnegação, tão pouco sofrimento por amor a Cristo, que a cruz é quase inteiramente esquecida. Devemos ser co-participantes de Cristo em Seus sofrimentos, se quisermos sentar-nos em triunfo com Ele em Seu trono. Enquanto preferirmos o caminho fácil da condescendência própria, e nos amedrontarmos com a abnegação, nunca se afirmará a nossa fé, e não poderemos conhecer a paz de Jesus nem a alegria que provêm do sentimento da vitória. Os mais exaltados daquela multidão de resgatados que estão em pé diante do trono de Deus e do Cordeiro, vestidos de branco, conhecem a luta necessária para vencer, pois vieram de grande tribulação. Aqueles que se renderam às circunstâncias em vez de empenhar-se neste conflito, não saberão como ficar em pé naquele dia em que haverá angústia em toda alma, e, ainda que Noé, Jó e Daniel estivessem na Terra, não poderiam salvar nem filho nem filha, pois cada um deve livrar sua alma por sua própria justiça. [...]
Sim, fé viva e eficaz! Dela necessitamos; devemos possuí-la, ou desfaleceremos e fracassaremos no dia da prova. As trevas que hão de cair em nosso caminho não deverão desanimar-nos nem levar-nos ao desespero. É o véu com que Deus cobre Sua glória, ao vir Ele para comunicar Suas ricas bênçãos. Deveríamos saber isso por nossa experiência passada. No dia em que Deus tiver uma contenda com o Seu povo, essa experiência será uma fonte de conforto e esperança (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 215). 

A paciência sob as provas nos guardará de dizer e fazer aquilo que nos prejudique a alma e aos que se acham ao nosso redor. Sejam nossas provações quais forem, coisa alguma nos pode causar sério dano, caso exerçais paciência, sejais calmos, não vos irriteis quando em condições difíceis. [... ]
A paciência deve ter sua obra perfeita, ou não podemos estar perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. São-nos designadas tribulações e aflições, e havemos nós de suportá-las com toda a paciência, ou tornaremos tudo amargo por nossos queixumes? O ouro é metido na fornalha a fim de remover-se a escória. Não seremos nós então pacientes diante dos olhos do refinador? Precisamos recusar-nos a imergir num triste e desconsolado estado de espírito, mostrando antes calma confiança em Deus, considerando tudo alegria ao ser permitido que suportemos provas por amor de Cristo (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 68).

Segunda-feira, 6 de novembro: Enquanto ainda pecadores

Não foi porque nós O amássemos primeiro que Cristo nos amou; mas, "sendo nós ainda pecadores" (Rom. 5:8), Ele morreu por nós. Não nos trata segundo os nossos merecimentos. Embora nossos pecados mereçam condenação, Ele não nos condena. Ano após ano, tem lidado com a nossa fraqueza e ignorância, com nossa ingratidão e extravios. Apesar desses desvios, nossa dureza de coração, nossa negligência de Sua santa Palavra, Sua mão ainda se acha estendida para nós.
A graça é um atributo de Deus, exercido para com as indignas criaturas humanas. Não a buscamos, porém ela foi enviada a procurar-nos. Deus Se regozija de conceder-nos Sua graça, não porque somos dignos, mas porque somos tão completamente indignos. Nosso único direito a Sua misericórdia é nossa grande necessidade.
O Senhor Deus, por intermédio de Jesus Cristo, estende o dia todo a mão num convite aos pecadores e caídos. A todos receberá. Dá as boas-vindas a todos. É Sua glória perdoar ao maior dos pecadores. Ele tomará a presa ao valente, libertará o cativo, tirará do fogo o tição. Baixará a áurea cadeia de Sua misericórdia às mais baixas profundezas da ruína humana, e erguerá a degradada alma, contaminada pelo pecado.
Toda criatura humana é objeto de amoroso interesse por parte dAquele que deu a vida a fim de reconduzir os homens a Deus. Almas culpadas e impotentes, sujeitas a ser destruídas pelos ardis e artes de Satanás, são cuidadas como a ovelha do rebanho o é pelo pastor (A Ciência do Bom Viver, p. 161, 162).

Cristo, e Este crucificado, deve tornar-Se o assunto de nossos pensamentos e despertar as mais profundas emoções de nosso coração. Os verdadeiros seguidores de Cristo apreciarão a grande salvação que Ele efetuou por eles; e segui-Lo-ão para onde quer que Ele os conduzir. Considerarão um privilégio levar qualquer fardo que Cristo colocar sobre eles. É só pela cruz que podemos avaliar o valor do ser humano. O valor dos homens por quem Cristo morreu é tal que o Pai ficou satisfeito com o preço infinito que pagou pela salvação do homem ao entregar o próprio Filho para morrer por sua redenção. Que sabedoria, misericórdia e amor em sua plenitude são aí manifestados! O valor do homem só é conhecido indo ao Calvário. No mistério da cruz de Cristo podemos fazer uma estimativa do homem (Exaltai-O, p. 277).

Os olhos de Adão e Eva foram realmente abertos, mas para quê? Para verem sua própria vergonha e ruína, para descobrirem que as vestes de brilho celestial que haviam constituído sua proteção não mais estariam ao seu redor por muito tempo como sua salvaguarda. Seus olhos foram abertos para ver que a nudez era o fruto da transgressão. Ao ouvirem a voz de Deus no jardim, esconderam-se dEle; pois previram aquilo que até sua queda não haviam conhecido - a condenação de Deus. [...]
Deus declarou que o único meio seguro consiste na inteira obediência a todas as Suas palavras. Não devemos seguir a experiência de provar o caminho do maligno, com todos os seus resultados. Isto trará debilidade por meio da desobediência. O plano de Deus era dar ao homem clara percepção em toda a sua obra (Vidas que Falam, p. 15).

Terça-feira, 7 de novembro: Morte por meio do pecado

O Céu encheu-se de tristeza quando se compreendeu que o homem estava perdido, que o mundo que Deus criara deveria encher-se de mortais condenados à miséria, enfermidade e morte, e não haveria um meio de livramento para o transgressor. A família inteira de Adão deveria morrer. Vi o adorável Jesus e contemplei uma expressão de simpatia e tristeza em Seu rosto. Logo eu O vi aproximar-Se da luz extraordinariamente brilhante que cercava o Pai. Disse meu anjo assistente: Ele está em conversa íntima com o Pai. A ansiedade dos anjos parecia ser intensa, enquanto Jesus Se comunicava com Seu Pai. Três vezes foi encerrado pela luz gloriosa que havia em redor do Pai; na terceira vez, Ele veio de Seu Pai, e podia ser visto. Seu semblante estava calmo, livre de toda perplexidade e inquietação, e resplandecia de benevolência e amabilidade, tais como não podem exprimir as palavras. Fez então saber ao exército angelical que um meio de livramento fora estabelecido para o homem perdido. Dissera-lhes que estivera a pleitear com Seu Pai, oferecera-Se para dar Sua vida como resgate e tomar sobre Si a sentença de morte, a fim de que por meio dEle o homem pudesse encontrar perdão; que, pelos méritos de Seu sangue, e obediência à lei divina, ele poderia ter o favor de Deus, e ser trazido para o belo jardim e comer do fruto da árvore da vida (Primeiros Escritos, p. 149).

Temos um Salvador que vive. Ele não está no sepulcro novo de José; ressuscitou dentre os mortos e ascendeu ao alto como Substituto e Penhor de toda pessoa crente. "Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo." Rom. 5:1. O pecador é justificado pelos méritos de Jesus, e isto é o reconhecimento de Deus da perfeição do resgate pago pelo homem. Que Cristo foi obediente até à morte na cruz é uma garantia da aceitação do pecador penitente, pelo Pai. Permitiremos, então, que nós mesmos tenhamos uma experiência vacilante, de duvidar e crer, de crer e duvidar? Jesus é a garantia de nossa aceitação por Deus. Alcançamos favor perante Deus, não em virtude de algum mérito em nós mesmos, mas devido a nossa fé no "Senhor, Justiça Nossa".
Jesus está em pé no Santo dos Santos, para comparecer agora na presença de Deus por nós. Ali, Ele não cessa de apresentar Seu povo, momento após momento, perfeito nEle. No entanto, por sermos assim representados perante o Pai, não devemos imaginar que podemos abusar de Sua misericórdia, tornando-nos descuidados, indiferentes e comodistas. Cristo não é o ministro do pecado. Somos perfeitos nEle, aceitos no Amado, unicamente se permanecemos nEle pela fé.
Nunca podemos alcançar a perfeição por nossas próprias boas obras. A pessoa que vê a Jesus pela fé, rejeita sua própria justiça. Encara a si mesma como incompleta, seu arrependimento como insuficiente, sua mais forte fé como sendo apenas debilidade, seu mais custoso sacrifício como escasso, e se prostra com humildade ao pé da cruz. Mas uma voz lhe fala dos oráculos da Palavra de Deus.
Com estupefação ela ouve a mensagem: "NEle estais aperfeiçoados." Agora tudo está em paz nessa pessoa. Não precisa mais esforçar-se para encontrar algum merecimento em si mesma, alguma ação meritória pela qual alcance o favor de Deus (Fé e Obras, p. 107, 108).

O milagre que Cristo estava prestes a realizar, em ressuscitar a Lázaro dos mortos, representaria a ressurreição de todos os justos mortos. Por Suas palavras e obras, declarou-Se o Autor da ressurreição. Aquele que estava, Ele próprio, prestes a morrer na cruz, retinha as chaves da morte, vencedor do sepulcro, e afirmou Seu direito e poder de dar vida eterna (O Desejado de Todas as Nações, p. 532).

Quarta-feira, 8 de novembro: De Adão a Moisés

Em consequência do pecado de Adão, a morte passou a toda a raça humana. Todos semelhantemente descem ao sepulcro. E, pelas providências do plano da salvação, todos devem ressurgir da sepultura. "Há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos" (Atos 24:15); "assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo." I Cor. 15:22. Uma distinção, porém, se faz entre as duas classes que ressuscitam. "Todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz. E os que fizeram o bem, sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação." João 5:28 e 29. Os que foram "tidos por dignos" da ressurreição da vida, são "bem-aventurados e santos". "Sobre estes não tem poder a segunda morte." Apoc. 20:6. Os que, porém, não alcançaram o perdão, mediante o arrependimento e a fé, devem receber a pena da transgressão: "o salário do pecado". Sofrem castigo, que varia em duração e intensidade, "segundo suas obras", mas que finalmente termina com a segunda morte. Visto ser impossível para Deus, de modo coerente com a Sua justiça e misericórdia salvar o pecador em seus pecados, Ele o despoja da existência, que perdeu por suas transgressões, e da qual se mostrou indigno. Diz um escritor inspirado: "Ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá." Sal. 37:10. E outro declara: "E serão como se nunca tivessem sido." Obad. 16.
Cobertos de infâmia, mergulham, sem esperança, no olvido eterno.
Assim se porá termo ao pecado, juntamente com toda a desgraça e ruína que dele resultaram (O Grande Conflito, p. 544, 545). 

A morte entrou no mundo devido à transgressão. Mas Cristo deu Sua vida para que o homem tivesse outra oportunidade. Não morreu Ele na cruz para abolir a lei de Deus, mas para garantir ao homem uma segunda prova. Não morreu para tornar o pecado um atributo imortal; morreu para garantir o direito de destruir aquele que tinha o império da morte, isto é, o diabo. Sofreu toda a penalidade de uma lei quebrada pelo mundo todo. Fê-lo, não para que o homem pudesse continuar na transgressão, mas para que eles pudessem voltar à sua lealdade e guardar os mandamentos de Deus, e a Sua lei como a menina de seus olhos (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélico, p. 134).

Satanás exultou de ter conseguido fazer com que Moisés pecasse contra Deus. Por causa dessa transgressão, Moisés ficou sob o domínio da morte. Se ele tivesse continuado fiel e sua vida não tivesse sido manchada com essa transgressão, ao não dar a Deus a glória de trazer água da rocha, ele teria entrado na terra prometida e teria sido trasladado para o Céu sem ver a morte (Spiritual Gifts, v. 4A, p. 57).

A obra da redenção será completa. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus. A Terra, o próprio campo que Satanás reclama como seu, será não apenas redimida, mas exaltada. Nosso pequenino mundo, sob a maldição do pecado, a única mancha escura de Sua gloriosa criação, será honrado acima de todos os outros mundos do Universo de Deus. Aqui, onde o Filho de Deus habitou na humanidade; onde o Rei da Glória viveu e sofreu e morreu - aqui, quando Ele houver feito novas todas as coisas, será o tabernáculo de Deus com os homens, "com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus". Apoc. 21:4. E através dos séculos infindos, enquanto os remidos andam na luz do Senhor, hão de louvá-Lo por Seu inefável Dom - EMANUEL,"DEUS CONOSCO" (O Desejado de Todas as Nações, p. 26).

Quinta-feira, 9 de novembro: Jesus, o segundo Adão

No momento em que a obra das mãos de Deus recusou obedecer às leis do reino de Deus, nesse próprio instante ele se tornou desleal ao governo de Deus e se fez inteiramente indigno de todas as bênçãos com as quais Deus o havia favorecido.
Esta foi a posição da raça humana depois que o homem se divorciou de Deus pela transgressão. Então ele não tinha mais direito a uma inspiração de ar, a um raio da luz do Sol ou a uma partícula de alimento. E a razão de o homem não ter sido destruído era que Deus o amou de tal maneira que deu o Seu Filho amado para que sofresse a penalidade da transgressão dele. Cristo Se prontificou a tornar-Se o penhor e substituto do homem, para que este, por meio de graça sem igual, tivesse outra prova - uma segunda oportunidade - tendo a experiência de Adão e Eva como advertência para não transgredir a lei de Deus como eles o fizeram. E, visto que o homem desfruta as bênçãos de Deus na dádiva da luz do Sol e na dádiva do alimento, deve haver da parte do homem um respeito diante de Deus em grato reconhecimento de que todas as coisas provêm dEle. Tudo que Lhe é prestado como retribuição é somente o que Lhe pertence por ser o Doador (Fé e Obras, p. 21, 22).

 Filho de Deus colocou-Se em lugar do pecador, e passou pelo terreno em que Satanás caiu, e suportou a tentação no deserto, a qual era cem vezes mais forte do que aquilo que já incidiu ou virá a incidir sobre o ser humano. Jesus resistiu às tentações de Satanás do mesmo modo que toda alma tentada pode resistir: chamando-lhe a atenção para o relato inspirado e dizendo: "Está escrito."
Cristo venceu as tentações de Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. Ele humilhou-Se por causa de nós. Foi tentado em todas as coisas à nossa semelhança. Remiu o ignominioso fracasso e queda de Adão, e foi vitorioso, demonstrando assim a todos os mundos não caídos, e à humanidade decaída, que o homem podia guardar os mandamentos de Deus pelo poder divino que lhe é concedido pelo Céu. Jesus, o Filho de Deus, humilhou-Se por causa de nós, suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostrar-nos como podemos ser vitoriosos. Ele ligou assim os Seus interesses com a humanidade pelos laços mais íntimos e deu a positiva certeza de que não seremos tentados além das nossas forças, pois juntamente com a tentação proverá livramento (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 136, 137).

Sexta-feira, 10 de novembro: Estudo adicional


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