sábado, 14 de julho de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 3 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo” (At 2:46, 47).

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Sábado à tarde, 14 de julho

Nos dias em que a glória do Cristo ressurgido resplandecia sobre ela, foi dito da igreja apostólica que ninguém dizia "que coisa alguma do que possuía era sua própria". Atos 4:32. "Não havia, pois, entre eles necessitado algum." Atos 4:34. "E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça." Atos 4:33. "E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar." Atos 2:46 e 47.
Rebuscai o céu e a Terra, e não existe aí, revelada, uma verdade mais poderosa do que aquela que se manifesta em obras de misericórdia aos que necessitam de nossa simpatia e auxílio. Esta é a verdade tal como se encontra em Jesus. Quando os que professam o nome de Cristo praticarem os princípios da regra áurea, o evangelho será apoiado pelo mesmo poder que o acompanhava na era apostólica (O Maior Discurso de Cristo, p. 137).

Quando o Espírito Santo foi derramado sobre a igreja primitiva, os irmãos amavam-se uns aos outros. “Comiam juntos com alegria e singeleza de coração. Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” Atos dos Apóstolos 2:46, 47. Aqueles cristãos primitivos eram poucos em número, sem riquezas ou honras, mas exerciam poderosa influência. Deles irradiava a luz do mundo. Eram um terror aos malfeitores, onde quer que eram conhecidos seu caráter e doutrinas. Por isso eram odiados pelos ímpios e perseguidos até à morte. 
A norma de santidade é hoje a mesma que nos dias dos apóstolos. Nem as promessas nem as reivindicações de Deus perderam coisa alguma de sua força. Mas qual é o estado do professo povo do Senhor, em comparação com a igreja primitiva? Onde está o Espírito e o poder de Deus que, naquele tempo, acompanhava a pregação do Evangelho? Ai, “como se escureceu o ouro! como se mudou o ouro fino e bom!” (Lamentações 4:1; Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 239, 240).

Quando a graça de Cristo é expressa em palavras e obras por parte dos crentes, a luz brilhará para os que estão em trevas; pois enquanto os lábios estão proferindo louvores a Deus, as mãos estão estendidas em beneficência para ajudar aos que estão perecendo. Lemos que no dia do Pentecoste, quando o Espírito Santo desceu sobre os discípulos, ninguém dizia que seus bens eram exclusivos. Todos os seus bens eram para a propagação da maravilhosa reforma. E milhares foram convertidos num dia. Quando o mesmo espírito atuar nos crentes de hoje, e eles derem a Deus suas propriedades com a mesma liberalidade, será realizada obra ampla e de vasto alcance (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 262).

Domingo, 15 de julho: Ensino e comunhão

Depois do derramamento do Espírito Santo, os discípulos, vestidos da armadura divina, saíram como testemunhas, para contar a maravilhosa história da manjedoura e da cruz. Eram homens humildes, mas saíram com a verdade. Após a morte de seu Senhor eram um grupo indefeso, desapontado e desanimado - como ovelhas sem pastor; mas agora saem como testemunhas da verdade, sem outra arma senão a Palavra e o Espírito de Deus para triunfar sobre toda a oposição.
Seu Salvador fora rejeitado e condenado, e pregado na ignominiosa cruz. Os sacerdotes judeus e príncipes haviam declarado com escárnio: "Salvou os outros e a Si mesmo não pode salvar-Se. Se é o rei de Israel, desça, agora, da cruz, e creremos nEle." Mat. 27:42. Mas essa cruz, esse instrumento de vergonha e tortura, trouxe esperança e salvação ao mundo. A igreja se reuniu; seu desespero e consciente inutilidade os abandonara. Seu caráter fora transformado e eles se uniram pelos laços do amor cristão. Embora não tivessem riquezas, embora fossem contados pelo mundo como meros pescadores ignorantes, foram feitos pelo Espírito Santo testemunhas de Cristo. Sem honras ou reconhecimento terrenos, eram os heróis da fé. De seus lábios saíram palavras de eloquência e poder divino que abalaram o mundo.
O terceiro, quarto e quinto capítulos de Atos, dão um relato de seu testemunho. Os que rejeitaram e crucificaram o Salvador esperavam ver os discípulos desanimados, abatidos e prontos para negar a seu Senhor. Com espanto ouviram o testemunho claro e ousado, dado sob o poder do Espírito Santo. As palavras e obras dos discípulos representaram as palavras e obras de seu Mestre; e todos os que os ouviam diziam: Estes aprenderam de Jesus. Eles falam como Ele falava. "E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça" (Atos 4:33; Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 66, 67).

Muitos desses primeiros crentes foram imediatamente separados da família e dos amigos pelo zeloso fanatismo dos judeus, sendo portanto necessário prover-lhes alimento e abrigo.
O relato declara: "Não havia pois entre eles necessitado algum." Atos 4:34. E diz como as necessidades eram supridas. Aqueles dentre os crentes que tinham dinheiro e bens, alegremente sacrificavam-nos para socorrer na emergência. Vendendo suas casas ou suas terras, eles levavam o dinheiro e o depositavam aos pés dos apóstolos. "E repartia-se por cada um, segundo a necessidade que cada um tinha." Atos 4:35.
Esta liberalidade da parte dos crentes foi o resultado do derramamento do Espírito. "Era um o coração e a alma" (Atos 4:32) dos conversos ao evangelho. Um comum interesse os guiava - o êxito da missão a eles confiada; e a avareza não tinha lugar em sua vida. Seu amor aos irmãos e à causa que haviam abraçado, era maior do que o amor ao dinheiro e às posses. Suas obras testificavam que eles tinham a salvação dos homens em maior apreço que as riquezas terrestres.
Assim será sempre, quando o Espírito de Deus toma posse da vida. Aqueles cujo coração transborda do amor de Cristo, seguirão o exemplo dAquele que por amor de nós, Se tornou pobre, para que por Sua pobreza enriquecêssemos. Dinheiro, tempo, influência - todos os dons que receberam das mãos de Deus - só serão por eles apreciados quando usados como meio de fazer avançar a obra evangélica. Assim foi na igreja primitiva; e, ao ver-se na igreja de hoje que, pelo poder do Espírito os membros retiraram suas afeições das coisas do mundo, e se dispõem a fazer sacrifícios a fim de que seus semelhantes possam ouvir o evangelho, as verdades proclamadas terão poderosa influência sobre os ouvintes (Atos dos Apóstolos, p. 70, 71).

A Providência, embora invisível, está sempre em ação nos negócios humanos. A mão de Deus pode fazer prosperar ou reter, e Ele frequentemente retém de um enquanto parece fazer outro prosperar. Tudo isto é para testar e provar o homem a fim de revelar o coração. Ele permite que sobrevenham revezes sobre um irmão enquanto faz prosperar a outro, a fim de ver se aqueles a quem Ele favorece têm o Seu temor diante dos olhos, e se cumprirão o dever que lhes foi designado em Sua Palavra, de amarem ao seu próximo como a si mesmos e ajudarem seu irmão mais pobre, motivados pelo amor à prática do bem. Atos de generosidade e bondade foram designados por Deus para manter brandos e compassivos os corações dos filhos dos homens, e incentivá-los a demonstrar interesse e afeto uns pelos outros, a exemplo do Mestre, que por nossa causa Se fez pobre, para que através de Sua pobreza pudéssemos nos tornar ricos. A lei do dízimo foi estabelecida sobre um princípio duradouro, e se destinava a ser uma bênção para o homem (Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 547).

Segunda, 16 de julho: A cura de um coxo

Com grande poder os discípulos pregaram sobre o crucificado e ressurgido Salvador. Sinais e maravilhas foram operados por eles em nome de Jesus; os enfermos foram curados, e um homem que havia sido coxo desde o nascimento foi restaurado a perfeita saúde e entrou com Pedro e João no templo, andando e saltando e louvando a Deus à vista de todo o povo. As novas se espalharam, e o povo começou a se comprimir em torno dos discípulos. Muitos se ajuntaram, grandemente atônitos, em face da cura que se havia operado (Primeiros Escritos, p. 192).

A mensagem de salvação é comunicada aos homens por intermédio de instrumentos humanos. Mas os judeus haviam procurado monopolizar a verdade, que é a vida eterna. Entesouraram o vivo maná, que se corrompera. A religião que tinham buscado guardar só para si, tornara-se um tropeço. Roubavam a Deus de Sua glória, e prejudicavam o mundo por uma falsificação do evangelho. Haviam recusado entregar-se a Deus para a salvação do mundo, e tornaram-se instrumento de Satanás para sua destruição.
O povo a quem Deus chamara para ser a coluna e fundamento da verdade, transformara-se em representante de Satanás. Faziam a obra que este queria que fizessem, seguindo uma conduta em que apresentavam mal o caráter de Deus, fazendo com que o mundo O considerasse um tirano. Os próprios sacerdotes que ministravam no templo haviam perdido de vista a significação do serviço que realizavam. Deixaram de olhar, para além do símbolo, àquilo que ele significava. Apresentando as ofertas sacrificais, eram como atores num palco. As ordenanças que o próprio Deus indicara, tinham-se tornado o meio de cegar o espírito e endurecer o coração. Deus não poderia fazer nada mais pelo homem por meio desses veículos. Todo o sistema devia ser banido (O Desejado de Todas as Nações, p. 36).

O arrependimento compreende tristeza pelo pecado e afastamento do mesmo. Não renunciaremos ao pecado enquanto não reconhecermos a sua malignidade; enquanto dele não nos afastarmos sinceramente, não haverá em nós uma mudança real da vida.
Muitos há que não compreendem a verdadeira natureza do arrependimento. Multidões de pessoas se entristecem pelos seus pecados, efetuando mesmo exteriormente uma reforma, porque receiam que seu mau procedimento lhes traga sofrimentos. Mas não é este o arrependimento segundo o sentido que lhe dá a Bíblia. Lamentam antes os sofrimentos, do que o próprio pecado. Tal foi a tristeza de Esaú quando viu que perdera para sempre o direito da primogenitura. Balaão, aterrado à vista do anjo que se lhe pusera no caminho com a espada alçada, reconheceu seu pecado porque temia que devesse perder a vida; não teve, porém, genuíno arrependimento do pecado, nem mudança de propósito ou aborrecimento do mal. Judas Iscariotes, depois de haver traído seu Senhor, exclamou: "Pequei, traindo sangue inocente." Mat. 27:4.
A confissão foi arrancada de sua alma culpada, por uma horrível consciência de condenação e temerosa expectação do juízo. As conseqüências que o aguardavam enchiam-no de terror; mas não houve em sua alma uma profunda e dolorosa tristeza por haver traído o imaculado Filho de Deus e negado o Santo de Israel. Faraó, quando sofria sob os juízos de Deus, reconheceu seu pecado, para escapar a castigos posteriores; mas voltava a desafiar o Céu apenas suspensas as pragas. Todos esses lamentaram as conseqüências do pecado, mas não se entristeceram pelo próprio pecado.
Quando, porém, o coração cede à influência do Espírito de Deus, a consciência é despertada, e o pecador discerne alguma coisa da profundeza e santidade da lei de Deus, base de Seu governo no Céu e na Terra. A "luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo" (João 1:9), ilumina também os secretos escaninhos da alma, e as coisas ocultas das trevas se põem a descoberto. A convicção se apodera do espírito e da alma. O pecador tem então uma intuição da justiça de Jeová e experimenta horror ante a ideia de aparecer, em sua própria culpa e impureza, perante o Perscrutador dos corações. Vê o amor de Deus, a beleza da santidade, a exaltação da pureza; anseia por ser purificado e reintegrado na comunhão do Céu (Caminho a Cristo, p. 23, 24).

O poder de condenação da lei de Deus estende-se não só às coisas que praticamos, mas às coisas que deixamos de praticar. Não nos devemos justificar ao omitirmos a prática das coisas que Deus requer. Devemos não só cessar de fazer o mal, mas também aprender a fazer o bem. Concedeu-nos Deus faculdades que devem ser exercitadas em boas obras; e se essas faculdades não forem postas em uso, certamente seremos considerados servos maus e negligentes. Podemos não ter cometido pecados graves; essas ofensas podem não estar registradas contra nós no livro de Deus; mas o fato de que nossos atos não estão registrados como puros, bons, elevados e nobres, demonstrando que não usamos os talentos que nos foram confiados, isso nos coloca sob condenação (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 220).

Terça, 17 de julho: O surgimento da oposição

No dia seguinte ao da cura do coxo, Anás e Caifás, com os outros dignitários do templo, reuniram-se para o julgamento, e os prisioneiros foram trazidos perante eles. No mesmo recinto, e diante de alguns dos mesmos homens, Pedro tinha vergonhosamente negado seu Senhor. Isto lhe veio claramente à memória, ao comparecer ele próprio para ser julgado. Agora tinha oportunidade para reparar sua covardia. ...
Mas o Pedro que negara a Cristo na hora de sua maior necessidade, era impulsivo e cheio de confiança própria, diferindo grandemente do Pedro que fora trazido perante o Sinédrio para ser interrogado. Depois de sua queda ele se havia convertido. Não era mais orgulhoso e jactancioso, mas modesto e sem confiança em si mesmo. Estava cheio do Espírito Santo, e pelo auxílio deste poder estava resolvido a remover a mancha de sua apostasia, honrando o nome que repudiara (Vidas que Falam [MM 1971], p. 331).

O mundo tem de ser advertido, e nenhuma alma deve ficar satisfeita com um conhecimento superficial da verdade. Não sabeis a que responsabilidade podeis ser chamados. Ignorais aonde vos poderão convidar a ser testemunhas da verdade. Muitos terão de se apresentar nas cortes legislativas; alguns perante reis e diante dos doutos da Terra, para responderem por sua fé. Os que não têm senão um superficial conhecimento da verdade, não serão capazes de expor claramente as Escrituras, e dar razões definidas da fé que possuem. Ficarão confusos, e não serão obreiros que não têm de que se envergonhar. Que ninguém imagine não precisar estudar, visto não ter de pregar do sagrado púlpito. Não sabeis o que Deus pode requerer de vós. É lamentável que o progresso da causa seja estorvado pela falta de obreiros educados, que se hajam habilitado para posições de confiança. O Senhor aceitará milhares para trabalharem em Sua seara, mas muitos têm deixado de se habilitar para a obra. Todo aquele, porém, que esposou a causa de Cristo, que se ofereceu como soldado do exército do Senhor, deve colocar-se onde lhe seja dado exercitar-se fielmente. A religião tem, na verdade, significado bem pouco para os professos seguidores de Cristo; pois não é vontade de Deus que alguém permaneça na ignorância quando ao seu alcance têm sido colocados a sabedoria e o conhecimento (Fundamentos da Educação Cristã, p. 217).

Em nome do Senhor devemos avançar, desfraldando o Seu estandarte, defendendo a Sua Palavra. Quando as autoridades nos ordenarem que não façamos esse trabalho; quando nos proibirem de proclamar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, então será preciso que digamos, como o fizeram os apóstolos: “Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido.” Atos dos Apóstolos 4:19, 20. 
A verdade deve ser proclamada com o poder do Espírito Santo. Somente isso pode tornar eficazes as palavras. Unicamente através do poder do Espírito a vitória pode ser alcançada e mantida. O agente humano precisa ser influenciado pelo Espírito de Deus. Por meio da fé na salvação, os obreiros devem ser guardados pelo poder de Deus. Eles devem ter visão divina, para que não seja proferida coisa alguma que incite os homens a nos barrar o caminho. Pela assimilação da verdade espiritual, devemos preparar um povo para, com mansidão e temor, expor a razão da sua fé perante as mais altas autoridades de nosso mundo (Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 395, 396).

Quarta, 18 de julho: Ananias e Safira

Os apóstolos encontraram na igreja os que professavam piedade, ao mesmo tempo em que secretamente acariciavam a iniquidade. Ananias e Safira desempenharam o papel de enganadores pretendendo fazer sacrifício total a Deus, quando cobiçosamente estavam retendo uma parte para si. O Espírito da verdade revelou aos apóstolos o caráter real desses impostores, e os juízos de Deus livraram a igreja dessa detestável mancha em sua pureza. Esta assinalada evidência do discernidor Espírito de Cristo na igreja foi um terror para os hipócritas e malfeitores. Não mais poderiam permanecer em ligação com aqueles que eram, em hábitos e disposição, invariáveis representantes de Cristo; e, quando as provações e perseguições sobrevieram a Seus seguidores, apenas os que estavam dispostos a abandonar tudo por amor à verdade desejaram tornar-se Seus discípulos. Assim, enquanto durou a perseguição, a igreja permaneceu comparativamente pura. Mas, cessando aquela, acrescentaram-se conversos que eram menos sinceros e devotados, e abriu-se o caminho para Satanás tomar pé (O Grande Conflito, p. 44).

O que é humildade? Aquele senso de pecado e indignidade que conduz ao arrependimento. Devemos, porém, estar seguros da malignidade de uma doença antes de sentirmos nossa necessidade de cura. Aqueles que não se compenetram da malignidade do pecado não são capazes de apreciar o valor da expiação e a necessidade de serem purificados de todo pecado. O pecador se mede por si mesmo e por aqueles que, como ele, são pecadores. Não tem em vista a pureza e santidade de Cristo. Mas quando a lei de Deus traz convicção a seu coração, ele diz com Paulo: "Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri." Rom. 7:9.
Deus criou o homem para a Sua glória. Ele não pode e não quer tolerar a presença do pecado em Seu domínio. Se há na igreja aqueles que estão voluntariamente pecando contra Deus, todo meio possível deveria ser utilizado para levá-los ao arrependimento. Se isso não for feito, o nome de Deus será desonrado. Ele é demasiado puro para considerar favoravelmente a iniquidade. ...
O pecado de Adão seria considerado pelas igrejas de hoje como um simples erro a ser imediatamente perdoado e esquecido. Mas o padrão de Deus é elevado e Sua palavra imutável, e todas as práticas egoísticas e cobiçosas são uma abominação à Sua vista (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 3). 

A longanimidade de Deus é maravilhosa. Longamente espera a justiça enquanto a graça intercede com o pecador. Mas "justiça e juízo são a base do Seu trono". Sal. 97:2. "O Senhor é tardio em irar-Se, mas grande em força e ao culpado não tem por inocente; o Senhor tem o Seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos Seus pés." Naum 1:3.
O mundo tornou-se ousado na transgressão da lei de Deus. Por causa de Sua longa clemência os homens Lhe espezinharam a autoridade. Fortaleceram-se na opressão e crueldade contra Sua herança, dizendo: "Como o sabe Deus? Ou: Há conhecimento no Altíssimo?" Sal. 73:11. Há, porém, um limite além do qual não podem passar. Próximo está o tempo em que atingirão o limite prescrito. Mesmo agora quase excederam os termos da longanimidade de Deus, e a medida de Sua graça e misericórdia. O Senhor Se interporá para vindicar Sua própria honra, para livrar Seu povo e reprimir os excessos da injustiça (Parábolas de Jesus, p. 177, 178).

Quinta, 19 de julho: A segunda prisão dos apóstolos

Os apóstolos corajosamente declararam que obedeceriam a Deus antes que aos homens. Disse Pedro: "O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-O no madeiro. Deus, com a sua destra, O elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão dos pecados. E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que Lhe obedecem." Atos 5:30-32. Ante essas desassombradas palavras, os assassinos se enfureceram, e determinaram manchar de novo as mãos em sangue, matando os apóstolos. Estavam planejando isto quando um anjo de Deus moveu o coração de Gamaliel a aconselhar aos sacerdotes e príncipes: "Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la, para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus." Atos 5:38 e 39. Anjos maus estavam atuando sobre os sacerdotes e anciãos a fim de levarem os apóstolos à morte; mas Deus enviou o Seu anjo para evitá-lo, despertando entre os líderes judeus uma voz a favor dos Seus servos. A obra dos apóstolos não estava terminada. Eles deviam ser levados perante reis a fim de testemunhar do nome de Jesus e testificar das coisas que tinham visto e ouvido.
Os sacerdotes de má vontade libertaram os prisioneiros, depois de lhes baterem e ordenarem a não mais falar no nome de Jesus. "Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus. E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo." Atos 5:41 e 42. Assim a palavra de Deus crescia e se multiplicava. Os discípulos ousadamente testificavam das coisas que tinham visto e ouvido, e no nome de Jesus realizavam grandes milagres. Corajosamente lançavam o sangue de Jesus sobre aqueles que tão desejosos se mostraram de recebê-lo quando lhes foi permitido ter poder sobre o Filho de Deus (Primeiros Escritos, p. 195, 196).

Como obreiros, devemos aconselhar-nos uns com os outros sobre assuntos difíceis. É direito um irmão pedir o conselho de outro irmão. E é nosso privilégio, depois de fazermos isto, nos ajoelharmos e rogar sabedoria e orientação divina. Quando, porém, uma só voz humana exerce um poder controlador isto é um erro lamentável. 
No trabalho dos obreiros, devem eles aconselhar-se uns com os outros. Ninguém deve lançar-se ao trabalho, segundo seu juízo independente, e trabalhar de acordo com seu pensamento, a não ser que tenha dinheiro seu para gastar. ... Foi-me mostrado que a direção da obra não deve ser confiada a mãos inexperientes. Os que não têm tido bastante experiência, não são os que devam assumir grandes responsabilidades, embora pensem que são capazes de fazê-lo. Seus irmãos podem ver defeitos onde eles próprios só vêem a perfeição (Evangelismo, p. 97, 98).

Os males da estima própria e de uma não santificada independência, que tanto prejudicam nossa utilidade e que acabarão se demonstrando nossa ruína se não forem vencidos, provêm do egoísmo. “Aconselhai-vos uns aos outros”, é a mensagem que me foi dada repetidamente pelo anjo de Deus. Influindo no julgamento de um homem, Satanás pode empenhar-se em controlar os assuntos de acordo com seus planos. Pode ter êxito em desviar a mente de duas pessoas, mas, quando vários trocam ideias juntos, há mais segurança. Cada plano será estudado mais rigorosamente e cada movimento rumo ao progresso será considerado mais completamente. Então haverá menos perigo de precipitação de planos desavisados, que trariam confusão, perplexidade e derrota. Na união há força. Na divisão há fraqueza e derrota (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 29).

Sexta, 20 de julho: Estudo adicional

Para Conhecê-Lo, "Por que o Senhor Demora", p. 346.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 2 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (At 2:32, 33).

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Sábado à tarde, 7 de julho

Os discípulos reuniram-se num aposento superior, unindo-se em orações às mulheres crentes, com Maria, mãe de Jesus e Seus irmãos. Estes irmãos, que tinham sido descrentes, estavam agora plenamente firmados na fé pelas cenas que acompanharam a crucifixão e pela ressurreição e ascensão do Senhor. O número de pessoas reunidas era cerca de cento e vinte. [...] 
O Espírito Santo, assumindo a forma de línguas de fogo, repousou sobre a assembleia, como um emblema do dom outorgado aos discípulos de falarem com fluência várias línguas diferentes, com as quais nunca tinham tomado contato anteriormente. A aparência de fogo significava o zelo fervente com que os apóstolos trabalhariam, e o poder que assistiria suas palavras.
Sob esta celestial iluminação, as passagens da Escritura que Cristo tinha explanado aos discípulos apresentavam-se a suas mentes com o brilho e a beleza de clara e poderosa verdade. O véu que os impedira de ver o fim daquilo que era abolido foi agora removido, e o objetivo da missão de Cristo e a natureza de Seu reino foram compreendidos com perfeita clareza (História da Redenção, p. 241, 242).

Assim os discípulos pregaram a ressurreição de Cristo. Muitos entre os que os ouviam estavam esperando por este testemunho, e quando o ouviram, creram. Vieram-lhes à mente as palavras que Cristo havia dito, e tomaram posição ao lado dos que aceitaram o evangelho. A semente que o Salvador havia plantado brotava e produzia frutos.
Após a ressurreição de Cristo, os sacerdotes tinham espalhado longe e perto a mentira de que Seu corpo tinha sido roubado pelos discípulos enquanto a guarda romana dormia. Não admira que ficassem descontentes quando ouviram Pedro e João pregar a ressurreição dAquele que haviam matado. Os saduceus, especialmente, estavam sobremodo alvoroçados. Sentiam que suas mais acariciadas doutrinas estavam em perigo e sua reputação em risco.
Os conversos à nova fé estavam rapidamente aumentando, e tanto fariseus como saduceus concordaram em que, se se permitisse a esses novos ensinadores prosseguir livremente, sua própria influência estaria em maior perigo do que quando Jesus estava na Terra. Em conformidade com isto, o capitão do templo, com auxílio de alguns dos saduceus, prendeu a Pedro e João, e os pôs na prisão, visto ser muito tarde para os interrogar naquele dia.
Os inimigos dos discípulos não podiam deixar de estar convencidos de que Cristo ressuscitara dos mortos. A prova era por demais clara para que fosse posta em dúvida. Não obstante, endureceram o coração, recusando arrepender-se da terrível ação que haviam cometido, matando Jesus. Haviam sido dadas aos príncipes judeus abundantes evidências de que os apóstolos estavam falando e agindo sob a divina inspiração, mas eles firmemente resistiram à mensagem da verdade. Cristo não tinha vindo da maneira como esperavam, e embora às vezes tivessem estado convictos de que Ele era o Filho de Deus, fizeram calar a convicção e O crucificaram. Em misericórdia Deus lhes deu novas provas, e agora outra oportunidade era-lhes concedida para voltarem a Ele. Ele enviou os discípulos para dizer-lhes que haviam matado o Príncipe da vida, e nesta terrível acusação deu-lhes outra oportunidade para arrependimento. Mas sentindo-se seguros em sua própria justiça, os ensinadores judeus recusaram-se a admitir que os homens que os acusavam de haverem crucificado a Cristo estivessem falando pela direção do Espírito Santo (Atos dos Apóstolos, p. 60, 61).

No dia de Pentecoste foi dado o Espírito. As testemunhas de Cristo anunciavam o poder do Salvador ressurreto. [...]
Cada cristão via em seu irmão a semelhança divina de benevolência e amor. Um único interesse prevalecia. Um objetivo absorvia todos os outros. Todos os corações palpitavam em harmonia. O único empenho dos crentes era revelar a semelhança do caráter de Cristo e trabalhar pelo engrandecimento de Seu reino. "Era um o coração e a alma da multidão dos que criam. ... E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça" (Atos 4:32 e 33; Parábolas de Jesus, p. 120, 121).

Domingo, 8 de julho: A vinda do Espírito

Depois da ascensão de Cristo, os discípulos reuniram-se em um lugar a fim de suplicar humildemente a Deus. E após dez dias de esquadrinhar o coração e examinar-se a si mesmos, estava preparado o caminho para o Espírito Santo penetrar no templo da alma limpo e consagrado. Todos os corações foram cheios do Espírito, como se Deus desejasse mostrar a Seu povo que Lhe pertenceria a prerrogativa de beneficiá-los com o melhor das bênçãos celestes. ... A espada do Espírito cintilava à direita e à esquerda. Novamente afiada com poder, penetrava até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas. A idolatria que andara misturada com o culto do povo, foi derribada. Novo território foi acrescentado ao reino de Deus. Lugares antes estéreis e desolados, entoavam-lhe os louvores (Evangelismo, p. 698).

O Espírito Santo é o sopro da vida espiritual na alma. A comunicação do Espírito é a transmissão da vida de Cristo. Reveste o que O recebe com os atributos de Cristo. Unicamente os que são assim ensinados por Deus, os que possuem a operação interior do Espírito, e em cuja vida se manifesta a vida de Cristo, devem-se colocar como homens representativos, para servir em favor da igreja (O Desejado de Todas as Nações, p. 805).

É pelo Espírito Santo que o coração é purificado. Por meio do Espírito, o crente torna-se participante da natureza divina. Cristo concedeu o Seu Espírito como um poder divino para vencer todas as tendências para o mal, quer hereditárias, quer cultivadas, e imprimir na Igreja o Seu caráter. ...
Apossando-se do coração, o Espírito de Deus transforma a vida. Pensamentos pecaminosos são afastados, as más ações são renunciadas; o amor, a humildade e a paz tomam o lugar da ira, inveja e discórdia. A alegria substitui a tristeza, e a fisionomia reflete a alegria do Céu. Ninguém vê a mão que remove o fardo ou contempla a luz que desce do Céu. A bênção é recebida quando, pela fé, o crente se entrega a Deus. Então, o poder que olho algum humano pode ver, cria um ser novo à imagem de Deus (Minha Consagração Hoje [MM 1989/1953], p. 46).

Ouve-se o vento por entre os ramos das árvores, fazendo sussurrar as folhas e as flores; é todavia invisível, e homem algum sabe de onde ele vem, nem para onde vai. O mesmo se dá quanto à operação do Espírito Santo na alma. Como os movimentos do vento, não pode ser explicada. Talvez uma pessoa não seja capaz de dizer o tempo ou o lugar exatos de sua conversão, nem delinear todas as circunstâncias no processo da mesma; isso, porém, não prova não estar ela convertida. Mediante um agente tão invisível como o vento, está Cristo continuamente operando no coração (O Desejado de Todas as Nações, p. 172).

Segunda, 9 de julho: O dom de línguas

"E cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e, de repente, veio do Céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." Atos 2:1-4. Havia nessa assembleia zombadores, que não reconheceram a obra do Espírito Santo e disseram: "Estão cheios de mosto." Atos 2:13.
"Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo esta a terceira hora do dia. Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel." Atos 2:14-16. Lede a história. O Senhor estava atuando a Seu modo; mas houvesse tal manifestação entre nós, a quem são chegados os fins dos séculos, e não haveria tais zombadores, como naquela ocasião? Os que não ficaram sob a influência do Espírito Santo, não a compreenderam. Para esta classe os discípulos pareciam homens embriagados (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 66).

Os judeus tinham sido dispersados por quase todos os países, e falavam vários idiomas. Tinham vindo de longas distâncias a Jerusalém, e temporariamente fixaram residência ali, para permanecer durante as festas religiosas então em andamento e para observar seus reclamos. Quando reunidos, eram de todas as línguas conhecidas. Esta diversidade de linguagem era um grande obstáculo para o trabalho dos servos de Deus em anunciar a doutrina de Cristo nas partes mais afastadas da Terra. Ter Deus suprido a deficiência dos apóstolos de maneira milagrosa, foi para o povo a mais perfeita confirmação do testemunho desses mensageiros de Cristo. O Espírito Santo fez por eles o que não poderiam ter feito por si mesmos em toda uma vida; de modo que eles podiam agora espalhar a verdade do evangelho no estrangeiro, falando com perfeição a língua daqueles por quem estavam trabalhando. Este miraculoso dom era a maior evidência que poderiam apresentar ao mundo de que sua comissão levava o sinete do Céu (História da Redenção, p. 242, 243).

De acordo com a luz que Deus me deu em visão, maldade e engano estão aumentando entre o povo de Deus que professa guardar Seus mandamentos. Discernimento espiritual para ver o pecado como ele existe, e então expulsá-lo do acampamento, está diminuindo entre o povo de Deus; e cegueira espiritual está rapidamente vindo sobre eles. O testemunho franco precisa ser reavivado, e ele vai separar de Israel aqueles que já estiveram em guerra com os meios que Deus ordenou para manter a corrupção fora da igreja. Erros precisam ser chamados erros. Pecados graves precisam ser chamados por seu nome exato. Todo o povo de Deus deve achegar-se mais perto dEle e lavar suas vestes de caráter no sangue do Cordeiro. Então verão o pecado na luz verdadeira e reconhecerão quão ofensivo ele é à vista de Deus (Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 324).

Terça, 10 de julho: O sermão de Pedro

Com clareza e poder Pedro testificou da morte e ressurreição de Cristo: "Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por Ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a Este... crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela." Atos 2:22-24.
Pedro não se referiu aos ensinos de Cristo a fim de justificar sua atitude, porque sabia que o preconceito de seus ouvintes era tal que suas palavras sobre o assunto seriam de nenhum efeito. Em vez disso falou de Davi, que era considerado pelos judeus como um dos patriarcas da nação. [...]
"Varões irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura." Ele "disse da ressurreição de Cristo: que a Sua alma não foi deixada no Hades, nem a Sua carne viu a corrupção. Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas" (Atos 2:29, 31-32; Atos dos Apóstolos, p. 41, 42).

Se essa profecia de Joel encontrou cumprimento parcial nos dias dos apóstolos, estamos vivendo numa época em que esse cumprimento deverá ser manifestado de maneira ainda mais evidente para o povo de Deus. Ele concederá de tal maneira Seu Espírito a Seu povo que ele se tornará uma luz em meio às trevas morais, e grande luz será refletida em todas as partes do mundo. Oh, que nossa fé possa ser aumentada, que o Senhor possa trabalhar poderosamente com Seu povo! (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 1.295, 1.296).

Jesus saiu do sepulcro com o andar de um poderoso vencedor. Houve uma explosão de triunfo, pois a família celestial estava esperando recepcioná-Lo; e o poderoso anjo, seguido do exército do Céu, prostrou-se diante dEle em adoração enquanto Ele, o Rei do Céu, proclamava sobre o partido sepulcro de José: "Eu sou a ressurreição e a vida." João 11:25.
Todos os seres criados vivem pela vontade e o poder de Deus. São recipientes da vida do Filho de Deus. Embora capazes e talentosos, embora grandes sejam suas capacidades, são providos de vida na Fonte de toda vida. Ele é o princípio, a fonte de vida. ...
A vida que Ele depusera quando na humanidade, retomou, e deu à humanidade. "Eu vim", diz Ele, "para que tenham vida e a tenham com abundância." João 10:10. ...
Cristo tornou-Se um com a humanidade, para que esta pudesse se tornar uma com Ele em Espírito e vida. Pela virtude dessa união em obediência à Palavra de Deus, Sua vida se torna a vida deles. Ele diz ao arrependido: "Eu sou a ressurreição e a vida" (João 11:25; Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 237).

Quarta, 11 de julho: A exaltação de Jesus

O sacrifício de Cristo como expiação pelo pecado é a grande verdade em torno da qual se agrupam todas as outras. Para que seja devidamente compreendida e apreciada, toda verdade contida na Palavra de Deus, do Gênesis ao Apocalipse, precisa ser estudada à luz que emana da cruz do Calvário, em ligação com a assombrosa verdade central da expiação feita pelo Salvador. Os que estudam o maravilhoso sacrifício do Redentor, crescem em graça e conhecimento (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1.271). 

Cristo, como sumo sacerdote além do véu, de tal modo imortalizou o Calvário que, embora Ele viva para Deus, morre continuamente para o pecado, e assim, se qualquer homem pecar, tem ele um advogado para com o Pai.
Ressurgiu Ele do túmulo envolto em uma nuvem de anjos, com maravilhoso poder e glória - Divindade e humanidade combinadas. Tomou em Sua mão o mundo sobre o qual Satanás pretendia presidir como seu legítimo território, e por Sua maravilhosa obra de dar a vida, restaurou toda a raça humana ao favor de Deus (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 343).

Como ser pessoal, Deus Se revelou em Seu Filho. Jesus, o resplendor da glória do Pai, “e a expressa imagem da Sua pessoa” (Hebreus 1:3), veio à Terra sob a forma de homem. Como Salvador pessoal, veio Ele ao mundo. Como Salvador pessoal subiu ao Céu. Como Salvador pessoal, intercede nas cortes celestiais. Perante o trono de Deus ministra em nosso favor “um semelhante ao Filho do homem”. Apocalipse 1:13. 
Cristo, a luz do mundo, velou o ofuscante esplendor de Sua divindade, e veio viver como homem entre homens, para que, sem serem destruídos, pudessem relacionar-se com seu Criador. Homem algum viu a Deus jamais, exceto na Sua revelação através de Cristo. 
“Eu e o Pai somos um” (João 10:30), declarou Cristo. “Ninguém conhece o Filho senão o Pai; e ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar” (Mateus 11:27; Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 265).

Jesus Cristo Se entregou a Si mesmo como sacrifício completo em favor de todos os decaídos filhos e filhas de Adão. Oh! que humilhação foi suportada por Ele! Como desceu, passo a passo, cada vez mais baixo na senda da humilhação! No entanto, jamais degradou a alma com uma única sórdida mancha do pecado! Sofreu tudo isto para que pudesse erguer, purificar, refinar e enobrecer a cada um de vós, e colocar-vos sobre Seu trono como coerdeiros dEle mesmo. Como confirmareis a vossa vocação e eleição? Qual é o caminho da salvação? Cristo declara: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida." João 14:6. Por mais pecaminosos e culpados que sejais, sois chamados, sois escolhidos. "Chegai-vos a Deus e Ele Se chegará a vós outros." Tia. 4:8. Ninguém será compelido a ir a Jesus Cristo contra a sua vontade. A Majestade do Céu, o Filho unigênito do Deus vivo e verdadeiro abriu o caminho para irdes a Ele, dando Sua vida como sacrifício na cruz do Calvário (Fundamentos da Educação Cristã, p. 251).

Quinta, 12 de julho: As primícias

Unicamente aos que esperam humildemente em Deus, que estão atentos à Sua guia e graça, é concedido o Espírito. O poder de Deus aguarda que O peçam e O recebam. Essa prometida bênção, reclamada pela fé, traz após si todas as outras bênçãos. É concedida segundo as riquezas da graça de Cristo, e Ele está pronto a suprir toda alma segundo sua capacidade para receber (O Desejado de Todas as Nações, p. 672).

Quando o Espírito Santo habita no coração, guiará o ser humano para ver seus próprios defeitos de caráter, a se compadecer das fraquezas dos outros, a perdoar como deseja ser perdoado. Ele será compassivo, cortês, semelhante a Cristo (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 49).

Cristo prometeu o dom do Espírito a Sua igreja, e a promessa nos pertence a nós como aos primeiros discípulos. Mas, como toda outra promessa, é dada sob condições. Muitos há que creem e professam reivindicar a promessa do Senhor; falam acerca de Cristo e do Espírito Santo, todavia não recebem nenhum benefício. Não entregam a vida para ser guiada e regida pelas forças divinas. Não podemos usar o Espírito Santo. Este é que deve servir-Se de nós. Por meio do Espírito, Deus atua em Seu povo "tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade". Filip. 2:13. Mas muitos não se submeterão a isso. Querem dirigir-se a si mesmos. É por isso que não recebem o dom celeste. Somente aos que servem humildemente a Deus, que estão atentos a Sua guia e graça, é dado o Espírito. ...
Não há limites à utilidade de alguém que, pondo de parte o próprio eu, dá lugar à atuação do Espírito Santo em seu coração, e vive uma vida inteiramente consagrada a Deus. ... Caso Seu povo afaste os obstáculos, Ele derramará as águas da salvação em abundantes torrentes pelos condutos humanos (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 146).

Nestas horas finais de graça para os filhos dos homens, quando a sorte de cada alma deve ser logo decidida para sempre, o Senhor do Céu e da Terra espera que Sua igreja desperte para a ação como nunca dantes. Os que foram feitos livres em Cristo pelo conhecimento da preciosa verdade, são considerados pelo Senhor Jesus como Seus escolhidos, favorecidos sobre todos os outros povos na face da Terra; e Ele está contando certo que eles manifestarão os louvores dAquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. As bênçãos tão liberalmente outorgadas devem ser comunicadas a outros. As boas novas de salvação devem ir a cada nação, tribo, língua e povo.
Nas visões dos profetas do passado o Senhor da glória foi representado como concedendo luz especial a Sua igreja nos dias de trevas e incredulidade que precederiam Sua segunda vinda. Como Sol da Justiça, Ele devia brilhar sobre Sua igreja, "trazendo salvação debaixo de Suas asas". Mal. 4:2. E de todo verdadeiro discípulo devia ser difundida influência para a vida, coragem, prestatividade e verdadeira cura (Profetas e Reis, p. 716, 717).

Sexta, 13 de julho: Estudo adicional

A Maravilhosa Graça de Deus, "Cristo Compartilha o Trono de Seu Pai", p. 74.

sábado, 30 de junho de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 1 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At 1:8).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 3º Trimestre 2018 - Lição 1 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 30 de junho

Por várias vezes havia Jesus tentado abrir o futuro a Seus discípulos, mas eles não haviam querido refletir no que Ele dissera. Por causa disto, Sua morte veio-lhes como uma surpresa; e mais tarde, ao rememorarem o passado e verem o resultado de sua incredulidade, encheram-se de tristeza. Quando Cristo foi crucificado, eles não creram que Ele ressurgisse. Ele havia afirmado claramente que haveria de ressurgir ao terceiro dia, mas eles ficaram perplexos sobre o que Ele queria dizer. Esta falta de compreensão deixou-os ao tempo da Sua morte em extremo desesperançados. Ficaram amargamente desapontados. Sua fé não penetrava além das sombras que Satanás tinha baixado em seu horizonte. Tudo lhes parecia vago e misterioso. Tivessem eles crido nas palavras do Salvador, e quanta tristeza teria sido evitada! (Atos dos Apóstolos, p. 25, 26)

Enquanto as santas mulheres estavam levando a notícia de que Jesus ressuscitara, a guarda romana circulava a mentira que lhe havia sido colocada na boca pelos principais dos sacerdotes e anciãos, de que os discípulos vieram à noite, enquanto eles dormiam, e roubaram o corpo de Jesus. Satanás pusera esta mentira no coração e boca dos principais dos sacerdotes, e o povo prontificou-se a receber sua palavra. Mas Deus havia agido de um modo seguro, e pusera este importante acontecimento, do qual depende a nossa salvação, fora de toda a dúvida; e era impossível aos sacerdotes e anciãos encobri-lo. Testemunhas foram ressuscitadas dos mortos para atestarem a ressurreição de Cristo.
Jesus permaneceu com Seus discípulos quarenta dias, ocasionando-lhes isto satisfação e alegria de coração, ao desvendar-lhes Ele mais amplamente as realidades do reino de Deus. Ele os comissionara a dar testemunho das coisas que tinham visto e ouvido, concernentes aos Seus sofrimentos, morte e ressurreição; de que Ele fizera um sacrifício pelo pecado, e que todos que o quisessem poderiam vir a Ele e encontrar vida. Com fiel ternura disse-lhes que seriam perseguidos e angustiados; mas que encontrariam alívio recordando-se de sua experiência, e lembrando-se das palavras que Ele lhes falara. Contou-lhes que tinha vencido as tentações de Satanás e obtido vitória através de provações e sofrimentos. Satanás não mais poderia ter poder sobre Ele, e faria suas tentações recaírem mais diretamente sobre eles, e sobre todos os que cressem em Seu nome. Mas poderiam vencer, assim como Ele venceu (Primeiros Escritos, p. 189).

Ao voltarem os discípulos do Olivete para Jerusalém, o povo fitava-os, esperando descobrir-lhes no rosto expressões de tristeza, confusão e derrota; mas viram a alegria e triunfo. Os discípulos não pranteavam desapontadas esperanças. Viram o Salvador ressurgido, e Sua promessa de despedida lhes ecoava constantemente aos ouvidos. [...]
Ao esperarem os discípulos pelo cumprimento da promessa, humilharam o coração em verdadeiro arrependimento e confessaram sua incredulidade. Ao trazerem à lembrança as palavras que Cristo lhes havia dito antes de Sua morte, entenderam mais amplamente seu significado. Verdades que lhes tinham escapado à lembrança lhes voltavam à mente, e eles as repetiam uns aos outros. Reprovavam-se a si mesmos por não haverem compreendido o Salvador. Como numa procissão, cena após cena de Sua maravilhosa vida passou perante eles. Meditando sobre Sua vida pura, santa, sentiram que nenhum trabalho seria árduo demais, nenhum sacrifício demasiado grande, contanto que pudessem testemunhar na própria vida, da amabilidade do caráter de Cristo (Atos dos Apóstolos, p. 35, 36).

Domingo, 1º de julho: A restauração de Israel

Quando Jesus abriu o entendimento dos discípulos para o significado das profecias concernentes a Ele próprio, assegurou-lhes de que todo o poder Lhe era dado nos Céus e na Terra, e enviou-os a pregar o evangelho a toda a criatura. Os discípulos, com o súbito reavivamento da antiga esperança de que Jesus haveria de tomar Seu lugar sobre o trono de Davi em Jerusalém, indagaram: "Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?" Atos 1:6. O Salvador, em referência ao assunto, pôs a incerteza em suas mentes replicando que não lhes competia "saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo Seu próprio poder". Atos 1:7.
Os discípulos começaram a esperar que o maravilhoso derramamento do Espírito Santo influenciasse o povo judeu a aceitar a Jesus. O Salvador absteve-Se de explanar mais alguma coisa, pois sabia que quando o Espírito fosse derramado sobre eles em medida completa, suas mentes seriam iluminadas e haveriam de compreender inteiramente o seu trabalho e retomá-lo onde Ele o havia deixado História da Redenção, p. 241).

Os verdadeiros discípulos, sentando-se aos pés de Cristo, descobrem as preciosas gemas da verdade proferidas por nosso Salvador, e discernirão seu significado e apreciarão seu valor. E cada vez mais, ao tornarem-se humildes e dóceis, sua compreensão será aberta para descobrir maravilhosas coisas de Sua lei, pois Cristo as apresentou de modo claro e distinto.
A doutrina da graça e salvação por meio de Jesus Cristo é um mistério para uma grande parte daqueles cujos nomes se encontram nos livros da igreja. Se Cristo estivesse na Terra, falando a Seu povo, Ele os censuraria por sua morosidade de compreensão. Diria para os vagarosos e incompreensivos: "Deixei em vosso poder verdades que têm que ver com a vossa salvação, cujo valor não podeis imaginar" (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 187, 188).

Depois de Sua ressurreição, ao estar andando para Emaús com dois dos discípulos, Ele lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras, explicando-lhes o Antigo Testamento de tal maneira que viram nos seus ensinos um significado que os próprios escritores não tinham visto. ...
As palavras de Cristo são o pão da vida. Quando os discípulos comeram as palavras de Cristo, avivou-se-lhes o entendimento. Eles compreenderam melhor o valor dos ensinos do Salvador. Em sua compreensão desses ensinos, eles saíram da obscuridade do amanhecer para o brilho do meio-dia. Acontecerá a mesma coisa conosco ao estudarmos a Palavra de Deus (Exaltai-O [MM 1992], p. 124).

Segunda, 2 de julho: A missão dos discípulos

Ser-Me-eis testemunhas." Atos 1:8. Estas palavras de Jesus não perderam nada de sua força. Nosso Salvador pede fiéis testemunhas nestes dias de formalismo religioso; mas quão poucos mesmo entre os professos embaixadores de Cristo, se acham prontos a dar um fiel testemunho pessoal em favor de seu Mestre! Muitos podem dizer o que têm feito os grandes e bons homens das gerações passadas, o que ousaram, o que sofreram e sentiram. Tornam-se eloquentes ao salientar o poder do evangelho que habilitou outros a se regozijarem em suas aflições, e a se manterem firmes diante de cruéis tentações. Mas, conquanto tão fervorosos em apresentar outros cristãos como testemunhas de Jesus, eles próprios não parecem possuir uma experiência nova, atual, para relatar.
Ministros de Cristo, que tendes vós a contar quanto a vós mesmos? Que conflito de alma experimentastes vós, que se tornou em bem para vós, para outros, e para a glória de Deus? Vós, que professais estar proclamando a última e solene mensagem de misericórdia ao mundo, qual é vossa experiência no conhecimento da verdade, e quais têm sido seus efeitos sobre o vosso próprio coração? Acaso vosso caráter testifica em favor de Cristo? Podeis vós falar da influência da verdade como é em Jesus, a qual refina, enobrece e santifica? Que tendes vós visto, que tendes vós conhecido, do poder de Cristo? Esta é a espécie de testemunho que o Senhor pede, e por cuja falta as igrejas estão sofrendo. 
Sem uma fé viva em Cristo como um Salvador pessoal, é impossível fazer sentir vossa fé a um mundo cético. Se quereis arrebatar pecadores da impetuosa corrente, vossos próprios pés não se devem achar em lugar escorregadio (Obreiros Evangélicos, p. 273, 274).

Todo o Céu está interessado na obra que se processa na Terra, atualmente. Os anjos observam com interesse os que são honrados em participar como colaboradores de Deus. Quando os servos de Cristo têm um senso de percepção da presença dAquele que é poderoso para salvar, serão cheios de gratidão para com Deus pelo poder da Sua graça. ... Os que se dedicam integralmente a Cristo aprenderão como ganhar pessoas, pois terão íntima ligação com o Redentor do mundo (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 289). 

Deu Cristo "a cada um a sua obra". Mar. 13:34. Espera Ele que todo homem faça com fidelidade a obra que lhe toca. Elevados e humildes, ricos e pobres, todos têm uma obra a fazer pelo Mestre. Todos são conclamados para a ação. Se, porém, não obedecerdes à voz do Senhor, se não fizerdes a obra por Ele designada, com firme confiança em Cristo como vossa suficiência, se não seguirdes o Seu exemplo, será registrada junto de vosso nome a sentença "mau e negligente servo". A menos que a luz que vos foi concedida seja comunicada a outros, a menos que façais resplandecer vossa luz, ela se extinguirá em trevas, e vossa alma quedará em tremendo perigo. Diz Deus a todo aquele que conhece a verdade: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos Céus." Mat. 5:16. Comunicai aos outros o conhecimento da verdade. Este é o plano de Deus para iluminar o mundo (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 266).

Terça, 3 de julho: Ele voltará

Os discípulos não somente viram o Senhor em ascensão, mas tiveram o testemunho dos anjos de que Ele havia ido ocupar o trono de Seu Pai no Céu. ... O brilho da escolta celestial e a abertura das portas gloriosas de Deus para recebê-Lo não eram para ser discernidos por olhos mortais. Tivesse o caminho de Cristo para o Céu sido revelado aos discípulos em toda a sua inexprimível glória, e eles não teriam suportado a cena. [...]
Mediante a visível ascensão de Cristo, toda a sua visão e contemplação do Céu está mudada. ... Agora olham [os discípulos] para ele como o seu futuro lar, onde mansões estavam-lhes sendo preparadas pelo seu amante Redentor. A oração se revestira de novo interesse, visto que era uma comunhão com o seu Salvador. ...
Eles tinham um evangelho para pregar - Cristo em forma humana, um Homem de dores; Cristo em humilhação, tomado por mãos ímpias e crucificado; Cristo ressurreto e assunto ao Céu, introduzido à presença de Deus, para ser o Advogado do homem; Cristo a voltar com poder e grande glória nas nuvens do céu (Maravilhosa Graça [MM 1974], p. 43). 

"Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!" (Ap. 1:7). ...
"Os mesmos que O traspassaram" (Apoc. 1:7), os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os mais acérrimos inimigos de Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória, e ver a honra conferida aos fiéis e obedientes (O Grande Conflito, p. 635).

Quando Cristo vier pela segunda vez, ... eles O verão como Rei do Céu. ... Então os sacerdotes e maiorais recordarão distintamente a cena na sala de julgamento. Todas as circunstâncias aparecerão diante deles como que escritas com letras de fogo (Maranata [MM 1977], p. 280).

A fim de aumentar nossa dotação espiritual, é necessário andar na luz. Em vista do acontecimento que é a breve volta de Cristo precisamos trabalhar vigilantemente para preparar nossa alma, manter nossa lâmpada limpa e acesa, resplandecendo a fim de impressionar a outros quanto à necessidade de preparar-se para a vinda do Esposo. Vigiar e trabalhar precisam andar juntos; a fé e as obras precisam estar unidas, do contrário nosso caráter não será simétrico e equilibrado, perfeito em Cristo Jesus.
Se nos entregássemos tão somente a piedosa meditação, nossa luz se iria enfraquecendo, pois foi-nos dada para que possamos comunicar a outros, e quanto mais comunicarmos luz, tanto mais brilhante ela se tornará. Se há uma coisa no mundo em que possamos manifestar entusiasmo, seja este manifestado no buscar a salvação das almas por quem Cristo morreu. Obra dessa espécie não nos fará negligenciar a piedade individual. É-nos dada a exortação de não sermos "vagarosos no cuidado", antes "fervorosos no espírito, servindo ao Senhor" (Rom. 12:11; Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 138, 139).

Quarta, 4 de julho: Preparação para o Pentecostes

[Os] discípulos se prepararam para a obra. Antes do dia de Pentecoste se reuniram e tiraram dentre eles todas as desinteligências. Estavam de um mesmo sentimento. Acreditavam na promessa de Cristo, de que a bênção seria dada, e oravam com fé. Não pediam a bênção apenas para si; estavam preocupados com a responsabilidade quanto à salvação de almas. O evangelho devia ser levado até aos confins da Terra, e eles reclamavam a doação do poder que Cristo prometera. Foi então que o Espírito Santo foi derramado, e milhares se converteram num dia.
Assim pode ser agora. Em vez das especulações dos homens, seja pregada a Palavra de Deus. Tirem os cristãos do meio deles as dissensões, e entreguem-se a si mesmos a Deus para salvação dos perdidos. Peçam a bênção com fé, e ela há de vir. O derramamento do Espírito, nos dias apostólicos, foi a "chuva temporã" (Joel 2:23), e glorioso foi o resultado. Mas a "chuva serôdia" será mais abundante (O Desejado de Todas as Nações, p. 827).

Os que se acham vazios do Espírito Santo não podem ser vigias fiéis sobre os muros de Sião; pois estão cegos quanto à obra que deve ser feita, e não dão à trombeta um sonido certo.
O batismo do Espírito Santo como no dia de Pentecoste levará a um reavivamento da verdadeira religião e à operação de muitas obras maravilhosas. Seres celestes entrarão em nosso meio, e homens falarão segundo forem movidos a fazê-lo pelo Espírito de Deus. Operasse, porém, o Senhor sobre homens como fez no dia de Pentecoste e posteriormente, muitos que hoje professam crer na verdade conheceriam tão pouco da operação do Espírito Santo que haviam de clamar: "Acautelai-vos do fanatismo." Diriam dos que estivessem cheios do Espírito: "Estão cheios de mosto." Atos 2:13.
Não está longe o tempo em que os homens queiram muito mais estreita relação com Cristo, mais achegada união com Seu Santo Espírito, do que jamais tiveram ou terão, a não ser que abandonem sua própria vontade e seu caminho, e se submetam à vontade e ao caminho de Deus. O grande pecado dos que professam ser cristãos é não abrirem o coração para receber o Espírito Santo. Quando almas anseiam por Cristo, e buscam tornar-se um com Ele, então os que estão satisfeitos com a forma de piedade, exclamam: "Tome cuidado, não vá a extremos." Quando os anjos do Céu vierem ao nosso meio, e operarem mediante instrumentos humanos, haverá conversões sólidas, substanciais, segundo a ordem das conversões depois do dia de Pentecoste (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 57).

Quinta, 5 de julho: O décimo segundo apóstolo

Aprendemos, desses passos das Escrituras, que o Senhor tem certos homens para ocupar determinados cargos. Deus ensinará Seu povo a proceder com cautela e a escolher cuidadosamente os homens que não traiam os sagrados encargos. Se nos dias de Cristo foi necessário que os crentes usassem de prudência para a escolha dos homens para os cargos de responsabilidade, nós que vivemos neste tempo certamente precisamos usar de grande discrição. Devemos apresentar a Deus cada caso, e, com oração fervorosa, pedir-Lhe que escolha por nós. 
O Senhor Deus do Céu escolheu homens de experiência para assumir as responsabilidades na Sua causa. Esses homens devem exercer influência especial. Se a todos está sendo concedida a autoridade conferida a esses homens escolhidos, algo terá que ser mudado. Os que são escolhidos para arcar com as responsabilidades da causa de Deus não devem ser precipitados, nem presumidos ou egoístas. Jamais devem a sua influência e exemplo estimular o mal. O Senhor jamais deu a algum homem ou mulher a liberdade de propor ideias que tirem da obra o seu cunho sagrado, produzindo nela vulgaridade. A obra de Deus deve tornar-se para Seu povo mais e mais sagrada. Devemos ressaltar por todos os meios possíveis o exaltado caráter da verdade. Os que foram postos como chefes da obra de Deus em nossas instituições devem acentuar sempre a vontade e o caminho de Deus. O bem da obra em geral depende da fidelidade dos homens designados para executar a vontade de Deus nas igrejas (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p. 264). 

O Senhor não opera por meio de acaso. Buscai-O mais diligentemente em oração. Ele impressionará a mente, e dará linguagem e expressão. O povo de Deus não deve ser educado em confiar em invenções humanas e provas incertas como um meio de conhecer a vontade de Deus a seu respeito. Satanás e seus instrumentos estão sempre prontos a entrar em qualquer porta que encontrem que afaste almas dos puros princípios da Palavra de Deus. O povo que é guiado e ensinado por Deus não dará lugar a métodos para os quais não há um "Assim diz o Senhor" (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 325).

A vontade de Deus exprime-se nos preceitos de Sua santa lei, e os princípios desta lei são os mesmos princípios do Céu. Os anjos celestes não atingem mais alto conhecimento do que saber a vontade de Deus; e fazer Sua vontade é o mais elevado serviço em que se possam ocupar suas faculdades.
No Céu, porém, o serviço não é prestado no espírito de exigência legal. Quando Satanás se rebelou contra a lei de Jeová, a ideia de que existia uma lei ocorreu aos anjos quase como o despertar para uma coisa em que não se havia pensado. Em seu ministério, os anjos não são como servos, mas como filhos. Existe perfeita unidade entre eles e seu Criador. A obediência não lhes é pesada. O amor para com Deus torna o Seu serviço uma alegria. Assim, em toda alma em que Cristo, a esperança da glória, habita, ecoam Suas palavras: "Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração"(Sal. 40:8; O Maior Discurso de Cristo, p. 109).

Nossa vontade finita precisa ser levada em submissão à vontade do Infinito; a vontade humana deve fundir-se com a divina. Isso trará o Espírito Santo em nosso auxílio; e cada conquista tenderá para o restabelecimento da possessão adquirida de Deus e a restauração de Sua imagem na alma.
O Senhor Jesus age por meio do Espírito Santo; pois Este é Seu representante. Por meio dEle, infunde na alma vida espiritual, vivificando as energias para o bem, purificando-a da corrupção moral e habilitando-a para Seu reino. Jesus tem grandes bênçãos a conceder, ricos dons a distribuir entre os homens. É o maravilhoso Conselheiro, infinito em sabedoria e força; e, se reconhecermos o poder de Seu Espírito e nos sujeitarmos a ser por Ele moldados, estaremos perfeitos nele. Que pensamento é este! Em Cristo "habita corporalmente toda a plenitude da divindade; e estais perfeitos nEle" (Col. 2:9 e 10; Mensagens aos Jovens, p. 55).

Sexta, 6 de julho: Estudo adicional
A Fé Pela Qual Eu Vivo, "Esse Mesmo Jesus Voltará", p. 348.