sábado, 17 de fevereiro de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 8 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” (1Co 9:13, 14).

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Sábado à tarde, 17 de fevereiro

Cristo guardará o nome de todos os que não consideram custoso demais um sacrifício para Lhe ser oferecido sobre o altar da fé e do amor. Tudo Ele sacrificou pela humanidade caída. O nome do obediente, do que se sacrifica e é fiel será gravado nas palmas das Suas mãos; não será vomitado de Sua boca, mas tomado em Seus lábios, e Ele rogará especialmente em seu favor diante do Pai. Quando o egoísta e o orgulhoso forem esquecidos, eles serão lembrados; seu nome será imortalizado. Para que nós mesmos possamos ser felizes, devemos viver para tornar outros felizes. É bom para nós dar nossas posses, nossos talentos, e nossas afeições em grata devoção a Cristo, e dessa forma encontrar alegria aqui e imortal glória no além (Conselhos Sobre Mordomia, p. 344).

Quando Cristo, a esperança da glória, está formado no interior, a verdade de Deus atuará por tal forma no temperamento natural que sua influência regeneradora se manifestará em caráter transformado. Não haveis então de, revelando coração e temperamento não santificados, tornar a verdade de Deus em mentira perante qualquer de vossos alunos. Nem haveis de, manifestando um espírito egoísta, diverso do de Cristo, dar a impressão de que a graça de Cristo não vos é suficiente em todo tempo e lugar. Mostrareis que a autoridade de Deus sobre vós não existe só em nome, mas em realidade e verdade (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 194).

Deus nunca ficou sem testemunho na Terra. Em determinada época, Melquisedeque representou o Senhor Jesus Cristo em pessoa, para revelar a verdade do Céu e perpetuar a lei de Deus (Carta 190, p. 1905).

Foi Cristo que falou através de Melquisedeque, o sacerdote do Deus altíssimo. Melquisedeque não era Cristo, mas era a voz de Deus no mundo, representante do Pai. E através de todas as gerações do passado, Cristo falou; Cristo dirigiu Seu povo, e tem sido a luz do mundo. Quando Deus escolheu a Abraão como representante de Sua verdade, tomou-o de sua terra, para fora de sua parentela, pô-lo à parte. Desejava moldá-lo de acordo com o Seu próprio modelo. Desejava ensiná-lo de acordo com o Seu plano. Não lhe devia ser imposto o molde dos mestres do mundo (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 409, 410; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 1203). 

O Senhor declara: "Meu é todo o animal da selva, e as alimárias sobre milhares de montanhas." Sal. 50:10. "Minha é a prata, e Meu é o ouro." E é Deus quem dá aos homens o poder de adquirir riquezas. Ageu 2:8. Como reconhecimento de que todas as coisas provêm dEle, o Senhor determinou que parte de Seus abundantes dons Lhe fosse devolvida em dádivas e ofertas para manterem o Seu culto (Patriarcas e Profetas, p. 525).

Domingo, 18 de fevereiro: Juntos sustentamos a missão

O sistema do dízimo remonta a um tempo anterior aos dias de Moisés. Requeria-se dos homens que oferecessem dons a Deus com intuitos religiosos, antes mesmo que o sistema definido fosse dado a Moisés - já desde os dias de Adão. Cumprindo o que Deus deles requeria, deviam manifestar em ofertas a apreciação pelas misericórdias e bênçãos a eles concedidas. Isso continuou através de sucessivas gerações e foi observado por Abraão, que deu dízimos a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo. O mesmo princípio havia nos dias de Jó (Conselhos Sobre Mordomia, p. 69; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 1203).

Deus tem feito depender a proclamação do evangelho do trabalho e dos donativos de Seu povo. As ofertas voluntárias e os dízimos constituem o meio de manutenção da obra do Senhor. Dos bens confiados aos homens, Deus reclama certa porção - o dízimo. A todos deixa Ele liberdade para decidirem se desejam ou não dar mais do que isto. Mas quando o coração é tocado pela influência do Espírito Santo, e é feito um voto de dar certa importância, aquele que fez o voto não tem mais nenhum direito sobre a porção consagrada. Promessas desta espécie feitas aos homens são olhadas como obrigatórias; seriam menos obrigatórias as feitas a Deus? São as promessas julgadas no tribunal da consciência menos obrigatórias que as escritas nos contratos humanos? (Atos dos Apóstolos, p. 74).

"A qualquer que muito for dado", declarou o Salvador, "muito se lhe pedirá." Luc. 12:48. A liberalidade requerida dos hebreus era-o em grande parte para beneficiar sua própria nação; hoje em dia a obra de Deus se estende por toda a Terra. Cristo tinha colocado nas mãos de Seus seguidores os tesouros do evangelho, e sobre eles colocou a responsabilidade de dar as alegres novas de salvação ao mundo. Nossas obrigações são muito maiores, seguramente, do que o foram as do antigo Israel. 
À medida que a obra de Deus se amplia, pedidos de auxílio aparecerão mais e mais freqüentemente. Para que esses pedidos possam ser atendidos, devem os cristãos acatar a ordem: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na Minha casa." Mal. 3:10. Se os professos cristãos levassem fielmente a Deus os seus dízimos e ofertas, o divino tesouro estaria repleto. Não haveria então ocasião para recorrer a quermesses, rifas ou reuniões de divertimento a fim de angariar fundos para a manutenção do evangelho.
Os homens são tentados a usar seus bens em benefício próprio, na satisfação do apetite, no adorno pessoal ou no embelezamento de seus lares. Para estas coisas muitos membros da igreja não hesitam em gastar livremente, e até extravagantemente. Mas quando solicitados a dar para o tesouro do Senhor, a fim de que se promova Sua obra na Terra, titubeiam. Talvez, sentindo que não podem escapar à conjuntura, dão uma importância tão insignificante que não raro gastam com coisas desnecessárias. Não manifestam nenhum amor real pelo serviço de Cristo, nenhum fervente interesse na salvação de almas. Não admira que a vida cristã de tais criaturas seja uma existência atrofiada e enfermiça!
Aquele cujo coração se abrasa com o amor de Cristo considerará não apenas um dever, mas um prazer, ajudar no avançamento da mais elevada e santa obra cometida a homens - a obra de apresentar ao mundo as riquezas da bondade, misericórdia e verdade (Atos dos Apóstolos, p. 339).

João, no Apocalipse, prediz a proclamação da mensagem do evangelho, justamente antes da vinda de Cristo. Viu "outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, porque vinda é a hora do Seu juízo." Apoc. 14:6 e 7. [...]
O convite do evangelho deve ser dado a todo o mundo - "a toda nação, e tribo, e língua, e povo". Apoc. 14:6. A última mensagem de advertência e misericórdia deve iluminar com sua glória toda a Terra. Deve alcançar todas as classes sociais - ricos e pobres, elevados e humildes. "Sai pelos caminhos e atalhos", diz Cristo, "e força-os a entrar, para que a Minha casa se encha." (Luc. 14:23; Parábolas de Jesus, p. 227, 228).

Segunda, 19 de fevereiro: As bênçãos de Deus

É Deus quem abençoa os homens dando-lhes bens, e faz isto para que eles possam contribuir para o progresso de Sua causa. Ele envia o sol e a chuva. Faz florescer a vegetação. Dá saúde e habilidade para se adquirirem meios. Todas as nossas bênçãos são recebidas de Sua mão generosa. Em retribuição Ele quer que homens e mulheres demonstrem sua gratidão, devolvendo-Lhe uma parte em dízimos e ofertas - em ofertas de ação de graças, em ofertas pelo pecado e ofertas voluntárias. Se o dinheiro entrasse para a tesouraria de acordo com este plano divinamente recomendado - a décima parte do que ganhamos e as ofertas liberais - haveria abundância para o avançamento do trabalho do Senhor (Atos dos Apóstolos, p. 75). 

O Senhor fez de nós Seus despenseiros. Põe em nossas mãos as Suas dádivas, para que repartamos com os que estão em necessidade, e é esse dar prático que será para nós seguro remédio para todo o egoísmo. Ao assim expressar amor para com os que necessitam de auxílio, fareis com que o coração do necessitado dê graças a Deus por Ele haver concedido aos irmãos a graça da beneficência, e feito com que aliviassem as necessidades do necessitado.
É pelo exercício desse amor prático que as igrejas se atraem cada vez mais na unidade cristã. Pelo amor aos irmãos é aumentado o amor a Deus, porque Ele não Se esqueceu dos que estavam angustiados, e assim ascendem a Deus ações de graças pelo Seu cuidado. "Porque a administração desse serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também redunda em muitas graças, que se dão a Deus." II Cor. 9:12. A fé dos irmãos, em Deus, aumenta, e eles são levados a entregar sua alma e corpo a Deus como a um fiel Criador. "Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles e para com todos" (II Cor. 9:13; Conselhos Sobre Mordomia, p. 343, 344).

Os que cultivam a beneficência não estão apenas fazendo uma boa obra em favor de outros, e abençoando os que recebem a boa ação, mas estão beneficiando a si mesmos ao abrirem o coração à benéfica influência da verdadeira beneficência. Cada raio de luz lançado sobre outros será refletido sobre nosso próprio coração. Cada palavra de bondade e simpatia proferida aos tristes, cada ação que vise aliviar os oprimidos, e cada doação para suprir as necessidades de nossos semelhantes, dados ou feitos para glorificar a Deus, resultarão em bênçãos para o doador. Os que assim trabalham, estão obedecendo a uma lei do Céu e receberão a aprovação de Deus. O prazer de fazer o bem aos outros comunica aos sentimentos calor que atravessa os nervos, aviva a circulação do sangue e promove saúde mental e física (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 56).

Aquele cuja vida consiste em receber sempre e nunca dar, logo perde a bênção. Se a verdade não flui dele para outros, ele perde sua capacidade para receber. Precisamos partilhar os bens do Céu se queremos ter novas bênçãos. [...] Se os homens se tornarem condutos por cujo intermédio a graça de Deus possa fluir para outros, o Senhor abastecerá o conduto (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 318).

Terça, 20 de fevereiro: O propósito do dízimo

Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho." I Cor. 9:7-14.
O apóstolo aqui se refere ao plano do Senhor para a manutenção dos sacerdotes que ministravam no templo. Os que eram separados para esse sagrado ofício eram mantidos por seus irmãos, aos quais ministravam bênçãos espirituais. 
A devolução do dízimo era apenas uma parte do plano de Deus para o sustento de Seu trabalho. Numerosas dádivas e ofertas foram divinamente especificadas. Sob o sistema judaico, o povo era ensinado a cultivar o espírito de liberalidade, tanto em sustentar a causa de Deus como em socorrer os necessitados. Para ocasiões especiais havia ofertas voluntárias (Atos dos Apóstolos, p. 336). 

O Senhor designa que os meios a nós confiados sejam utilizados na edificação de Seu reino. Seus bens são outorgados aos mordomos, para que estes possam negociar cuidadosamente com eles, trazendo-Lhe de volta um bom rendimento sob a forma de pessoas salvas para a vida eterna. Essas almas, por sua vez, se tornarão mordomos da verdade e cooperadores do grande empreendimento que cuida dos interesses do reino de Deus (Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 448).

Assim nos tem o Senhor comunicado as mais ricas bênçãos celestiais, ao nos dar Jesus. Com Ele, nos tem dado desfrutar abundantemente todas as coisas. Os produtos da terra, abundantes colheitas, os tesouros de ouro e de prata, são dádivas Suas. Casas e terras, o alimento e o vestuário, colocou-os na posse dos homens. Pede que O reconheçamos como o Doador de todas as coisas; e, por essa razão, diz: De todas as vossas posses reserva a décima parte para Mim, além das dádivas e ofertas, que devem ser trazidas à casa do Meu tesouro. É essa a provisão que Deus fez para levar avante a obra do evangelho.
Foi pelo próprio Senhor Jesus Cristo, que deu Sua vida pela vida do mundo, que foi ideado o plano do dar sistemático. Aquele que deixou as cortes reais, que Se despiu das honras de Comandante das hostes celestes, que revestiu Sua divindade da humanidade para poder levantar a raça caída; Aquele que por amor de nós Se fez pobre, para que pela Sua pobreza enriquecêssemos, falou aos homens, e em Sua sabedoria lhes contou o plano que tinha para a manutenção dos que levam Sua mensagem ao mundo (Conselhos Sobre Mordomia, p. 65, 66). 

Ele deu a Seu povo um plano para levantamento de fundos suficientes para esse empreendimento se manter por si mesmo. O plano divino do sistema do dízimo é belo em sua simplicidade e equidade. Todos podem dele lançar mão com fé e ânimo, pois é divino em sua origem. Nele se aliam a simplicidade e a utilidade, e não exige profundidade de saber o compreendê-lo e executá-lo. Todos podem sentir que lhes é possível ter parte em promover a preciosa obra de salvação. Todo homem, mulher e jovem se pode tornar tesoureiro do Senhor, e agente em atender às exigências sobre o tesouro. Diz o apóstolo: "Cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade." I Cor. 16:2.

Quarta, 21 de fevereiro: A casa do Tesouro

Os que realmente estão convertidos são chamados a realizar uma obra que requer dinheiro e consagração. As obrigações que nos constrangem a colocar nossos nomes no rol da igreja nos tornam responsáveis por trabalhar para Deus até o limite de nossa capacidade. Ele requer serviço não dividido e o pleno devotamento de coração, alma, entendimento e força. Cristo nos conduziu à qualidade de igreja para que Ele possa empregar e absorver todas as nossas capacidades em dedicado serviço pela salvação de outros. Qualquer coisa abaixo disso é oposição à obra. Há somente dois lugares no Universo em que podemos depositar nossos tesouros: no celeiro de Deus ou no de Satanás. E tudo quanto não é dedicado ao serviço de Deus é contado do lado de Satanás e contribui para fortalecer sua causa (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 317).

Grandes objetivos se conseguem com este sistema. Se todos o aceitassem, cada um se tornaria vigilante e fiel tesoureiro de Deus; e não haveria falta de recursos com que levar avante a grande obra de anunciar a última mensagem de advertência ao mundo. O tesouro estará provido se todos adotarem esse sistema, e os contribuintes não ficarão mais pobres. A cada depósito feito, tornar-se-ão mais ligados à causa da verdade presente. Eles estarão entesourando “para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna” (1 Timóteo 6:19; Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 389).

Os membros devem contribuir alegremente para a manutenção do ministério. Devem exercer abnegação e economia, a fim de não ficar atrás em nenhum valioso dom. Somos peregrinos e estrangeiros, procurando uma pátria melhor, e toda alma deve fazer com Deus um concerto com sacrifício. O tempo de salvar almas é breve, e tudo quanto não seja necessário para prover necessidades positivas, deve ser levado como oferta de gratidão a Deus.
E é dever dos que trabalham na palavra e na doutrina manifestar um justo espírito de sacrifício. Repousa sobre aqueles que recebem os liberais donativos da igreja, e administram os meios no tesouro de Deus, uma solene responsabilidade. Cumpre-lhes estudar cuidadosamente as providências do Senhor, a fim de discernir onde existe a maior necessidade. Eles têm de ser colaboradores de Cristo no estabelecer Seu reino na Terra, em harmonia com a oração do Salvador: "Venha o Teu reino. Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu" (Mat. 6:10; Obreiros Evangélicos, p. 454).

Se aqueles a quem o dinheiro de Deus foi confiado forem fiéis em trazer à tesouraria do Senhor os meios a eles emprestados, Seu trabalho experimentará rápido avanço. Muitas pessoas serão trazidas à causa da verdade, e apressar-se-á o dia da vinda de Cristo. [...]
Assim deve ser levada avante a obra de Deus em nosso mundo. Mordomos fiéis devem colocar o dinheiro do Senhor em Seu tesouro, de modo que obreiros possam ser enviados a todas as partes do mundo. A igreja aqui da Terra deve servir a Deus com abnegação e sacrifício. Assim a obra será levada avante, e serão obtidos os mais gloriosos triunfos (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p. 58, 59).

Quinta, 22 de fevereiro: Dízimo e salvação pela fé

O plano da salvação não é apreciado como devera ser. Não é discernido nem compreendido. Considera-se assunto inteiramente comum - quando a união do humano com o divino exigiu um esforço da Onipotência. ... Cristo, revestindo de humanidade Sua divindade, eleva os homens a um valor infinito na escala dos valores morais. Que condescendência essa, da parte de Deus e de Seu Filho unigênito, que era igual ao Pai! [...]
Tão grande tem sido a cegueira espiritual dos homens, que têm eles procurado tornar sem efeito a Palavra de Deus. Por suas tradições têm declarado que o grande plano da redenção foi elaborado para abolir e tornar sem efeito a lei de Deus - quando é o Calvário o mais poderoso argumento a provar a imutabilidade dos preceitos de Jeová. [...]
O estado do caráter deve ser comparado com a grande norma moral de justiça. Tem de haver um expurgo de determinados pecados que têm sido ofensivos a Deus, desonrando o Seu nome, extinguindo a luz de Seu Espírito e reprimindo na vida o seu primeiro amor. [...]
A vitória é assegurada por meio da fé e obediência. ... A obra de vencer não se limita ao tempo dos mártires. O conflito se destina a nós, nestes dias de sutil tentação ao mundanismo, à proteção própria, à condescendência com o orgulho, à cobiça, às doutrinas falsas e à imoralidade. Subsistiremos ante a prova de Deus? (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 253).

Ao olharem para o grande espelho moral de Deus, Sua santa lei, que é Sua norma de caráter, não suponham por um só momento que ela possa limpá-los. Não há propriedades salvívicas na lei. Ela não pode perdoar o transgressor. A penalidade tem que ser executada. O Senhor não salva pecadores abolindo Sua lei, o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. A punição foi suportada pelo Substituto do pecador. Não que Deus seja cruel e sem misericórdia, e Cristo, tão misericordioso que morreu na cruz do Calvário, crucificado entre dois ladrões, para abolir uma lei tão arbitrária que precisava ser extinta.O trono de Deus não deve carregar uma só mancha de crime, uma só mácula de pecado. Nos concílios do Céu, antes de o mundo ser criado, o Pai e o Filho, que era um com o Pai, tomaria o lugar do transgressor e sofreria a penalidade da justiça que deveria cair sobre ele (Manuscrito 145, 1897).

Quando o pecador penitente, contrito diante de Deus, discerne a expiação de Cristo em seu favor e aceita essa expiação como sua única esperança nesta vida e na vida futura, seus pecados são perdoados. Isso é justificação pela fé. Toda pessoa crente deve submeter sua vontade inteiramente à vontade de Deus e manter-se num estado de arrependimento e contrição, exercendo fé nos méritos expiadores do Redentor e avançando de força em força, e de glória em glória. 
Perdão e justificação são uma só e a mesma coisa. Pela fé, o crente passa da posição de rebelde, de filho do pecado e de Satanás, para a posição de súdito leal de Cristo Jesus, não por causa de alguma bondade inerente, mas porque Cristo o recebe como Seu filho, por adoção (Fé e Obras, p. 93; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1190).

Sexta, 23 de fevereiro: Estudo adicional

A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1969], "A suficiência da justiça de Cristo", p. 107.

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

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Meditação Matinal Este Dia com Deus, sábado, 16 de fevereiro de 1980
Deus Odeia o Engano

Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao Meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados. Isa. 58:1.

A hipocrisia é deveras ofensiva a Deus. A grande maioria dos homens e das mulheres que professam conhecer a verdade preferem mensagens suaves. Não desejam que seus pecados e defeitos sejam apresentados diante deles. Querem ministros acomodatícios, que não despertem convicção por falarem a verdade. Escolhem homens que os adulem, e eles, por sua vez, adulam o ministro que revelou tão "bom" espírito, ao passo que injuriam o fiel servo de Deus. ...

Muitos louvam o ministro que se demora na graça, na misericórdia e no amor de Jesus, que não tem o cuidado de impor deveres e obrigações, que não adverte do perigo da hipocrisia nem apresenta os terrores da ira de Deus.

A obra do Senhor é diligente e definida, e está acima do engano e da hipocrisia. Seus verdadeiros pastores não enaltecerão nem exaltarão o homem. Apresentar-se-ão perante o povo com um claro: "Assim diz o Senhor, o Santo de Israel". Isa. 45:11. Transmitirão Sua mensagem, quer os homens ouçam ou deixem de ouvir. Se os homens desprezam a Palavra de Deus, e confiam na opressão, na hipocrisia e no mundanismo, devem expor-lhes as advertências de Deus, para que, se possível, sejam incitados ao arrependimento. Se forem demasiado altivos para se arrependerem e confessarem seus erros, volvendo-se para Deus, dando boa acolhida a Sua salvação e buscando Seu favor, o Senhor retirará deles a Sua luz e deixará que andem no caminho que escolheram.

Os que causam dificuldades aos fiéis mensageiros do Senhor, que os desanimam, que se colocam entre eles e o povo, para que sua mensagem não tenha a influência que Deus tencionava que tivesse, são responsáveis pelos enganos e heresias que penetram na igreja como resultado de sua conduta. Têm uma conta terrível a ser prestada a Deus. Depois que o Senhor advertiu reiteradas vezes a Seu povo, recusando eles ainda prestar atenção a Sua voz e ser instruídos, sua culpa torna-se deveras abominável para Ele. O relato de sua rebelião é escrito num livro perante Ele, e terão de enfrentá-lo quando se assentar o juízo e se abrirem os livros. Manuscrito 10, 1899.

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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 7 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 A semente “que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança” (Lc 8:15).

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e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 10 de fevereiro

Tudo que o homem recebe da generosidade de Deus, pertence ainda a Deus. O que quer que Deus tenha outorgado dentre as coisas valiosas e belas da Terra, é colocado nas mãos dos homens para os provar - a fim de sondar a profundidade de seu amor para com Ele e sua apreciação de Seus favores. Quer sejam tesouros de riqueza ou de intelecto, devem ser postos como sacrifício voluntário aos pés de Jesus, dizendo ao mesmo tempo o doador, como Davi: "Tudo vem de Ti, e da Tua mão To damos" (I Crôn. 29:14; Patriarcas e Profetas, p. 753).

Deus requer que todo pastor alcance o padrão, que se apresente aprovado diante de Deus, “como obreiro que não tem de que se envergonhar”. 2 Timóteo 2:15. Se eles se recusarem a essa disciplina estrita, Deus os recusará e selecionará homens que não descansarão até estarem completamente “preparados para toda a boa obra”. Tito 3:1. Nosso coração é naturalmente pecaminoso e indolente no serviço de Cristo. Necessitamos estar constantemente prevenidos ou fracassaremos em suportar as dificuldades como bons soldados de Cristo. Não sentiremos a necessidade de dirigir vigorosos golpes contra os pecados que nos rodeiam, mas prontamente aceitaremos as sugestões de Satanás, e ergueremos um estandarte para nós mesmos em lugar do puro e exaltado estandarte que Deus levantou por nós (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 710). 

O "coração honesto e bom" (Luc. 8:15), do qual fala a parábola, não é um coração sem pecado, pois o evangelho deve ser pregado aos perdidos. Cristo disse: "Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores." Mar. 2:17. Quem se rende à convicção do Espírito Santo é o que tem coração honesto. Reconhece sua culpa e sente-se necessitado da misericórdia e do amor de Deus. Tem desejo sincero de conhecer a verdade para obedecer-lhe. O bom coração é um coração crente, que deposita fé na Palavra de Deus. É impossível receber a Palavra sem fé. "Porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que O buscam." (Heb. 11:6; Parábolas de Jesus, p. 58, 59).

Ao falar Jesus do novo coração, refere-Se Ele à mente, à vida, ao ser todo. Ter uma mudança de coração é retirar as afeições do mundo, e uni-las a Cristo. Ter um coração novo é possuir nova mente, novos propósitos, motivos novos. Qual é o sinal de um coração novo? — A vida transformada. Há um morrer dia a dia, hora a hora, para o egoísmo e o orgulho.
Alguns cometem grande erro ao supor que professar uma religião elevada substituirá o verdadeiro serviço. Mas a religião que não é prática, não é verdadeira. A verdadeira conversão nos torna estritamente honestos em nosso relacionamento com os semelhantes. Torna-nos fiéis em nosso trabalho diário. Todo sincero seguidor de Cristo demonstrará que a religião bíblica o habilita a usar seus talentos no serviço do Mestre (Mensagens aos Jovens, p. 72).

Os princípios, a justiça e a honestidade sempre devem ser acalentados. A honestidade não permanecerá onde se abriga a astúcia. Elas jamais estarão de acordo; uma é de Baal, a outra é de Deus. O Mestre requer que Seus servos sejam nobres nos intuitos e ações. Toda cobiça e avareza precisam ser vencidas. Os que escolhem a honestidade como sua companheira, introduzi-la-ão em todos os seus atos. Para uma grande classe, tais homens não são agradáveis, mas para Deus eles são belos (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 607).

Domingo, 11 de fevereiro: Uma questão de honestidade

São as raposinhas que destroem a vinha; as pequeninas negligências, as pequeninas deficiências, as desonestidades pequeninas, os pequeninos desvios do princípio, é o que cega a mente e a separa de Deus.
São as pequeninas coisas da vida que desenvolvem o espírito e determinam o caráter. Os que negligenciam as coisas pequeninas não estarão preparados para suportar as provas severas, quando lhes sobrevierem. Lembrai-vos de que a formação do caráter não se conclui antes que termine a vida. Cada dia é colocado na estrutura um tijolo, bom ou mau. Vós estais construindo, ou fora do prumo ou com a exatidão e correção que hão de formar um lindo templo para Deus. Portanto, ao cogitar em fazer grandes coisas, não negligencieis as pequeninas oportunidades que vos vêm dia a dia. Quem negligencia as coisas pequenas, e no entanto se lisonjeia de estar pronto para realizar coisas maravilhosas pelo Mestre, esse está em perigo de fracassar totalmente. A vida se compõe, não de grandes sacrifícios e realizações maravilhosas, mas de coisinhas (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 231). 

Muitos há que menosprezam os pequenos acontecimentos da vida, os pequeninos atos que devem ser executados dia a dia; estes, porém, não devem ser estimados em pouco, pois cada ação influi para benefício ou para dano de alguém. ...
É unicamente o agir em harmonia com os princípios da Palavra de Deus nos pequeninos tratos da vida, que nos coloca do lado do direito. Somos provados e experimentados por estas pequenas ocorrências, e nosso caráter será estimado segundo for a nossa obra. 
É a atenção conscienciosa ao que o mundo chama coisas pequenas, que faz a grande beleza e o êxito da vida (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 223, 224).

A devolução do dízimo era apenas uma parte do plano de Deus para o sustento de Seu trabalho. Numerosas dádivas e ofertas foram divinamente especificadas. Sob o sistema judaico, o povo era ensinado a cultivar o espírito de liberalidade, tanto em sustentar a causa de Deus como em socorrer os necessitados. Para ocasiões especiais havia ofertas voluntárias. Na colheita e na vindima, as primícias dos frutos do campo - grãos, vinho e óleo - eram consagrados como oferta ao Senhor. Os respigos e os cantos do campo eram reservados para o pobre. As primícias da lã, quando o rebanho era tosquiado, do grão, quando era malhado o trigo, eram postos de parte para Deus. De igual forma, os primogênitos de todos os animais; e o preço de resgate era pago pelo filho primogênito. As primícias deviam ser apresentadas perante o Senhor no santuário, e eram então dedicadas ao uso dos sacerdotes.
Por este sistema de beneficência, o Senhor procurava ensinar a Israel que em tudo devia Ele ser o primeiro. Assim era-lhes feito lembrar que Deus era o proprietário de seus campos, rebanhos de ovelhas e de gado; que era Ele quem enviava o sol e a chuva para que a seara se desenvolvesse e amadurecesse. Tudo que possuíam era dEle; eles eram apenas mordomos de Seus bens (Atos dos Apóstolos, p. 337).

O dízimo é sagrado, reservado por Deus para Si mesmo. Tem de ser trazido ao Seu tesouro, para ser empregado em manter os obreiros do evangelho em seu trabalho. Durante longo tempo, o Senhor tem sido roubado, porque há pessoas que não compreendem ser o dízimo a porção que Deus reserva para Si. Alguns se têm sentido insatisfeitos, e afirmado: “Não devolverei mais o dízimo; pois não confio na maneira como as coisas estão sendo dirigidas na sede da obra.” Roubará, porém, a Deus, por pensar que a direção da obra não é correta? Apresente sua queixa franca e abertamente, no devido espírito, e às pessoas competentes. Solicite em suas petições que as coisas sejam corrigidas e colocadas em ordem; mas não se retire da obra de Deus, nem se demonstre infiel porque outros não estejam fazendo o que é correto (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p. 249).

Segunda-feira, 12 de fevereiro: Vida de fé

A prova de Abraão foi a mais dura que pudesse sobrevir a um ser humano. Houvesse ele falhado nisso, e nunca haveria sido registrado como pai dos fiéis. ... A lição foi dada para resplandecer através dos séculos a fim de aprendermos que não há coisa alguma preciosa demais para darmos a Deus. É quando consideramos todo dom como sendo do Senhor, para ser empregado em Seu serviço, que asseguramos a bênção celeste. Devolvei a Deus os bens que vos confiou, e mais vos será concedido. Guardai para vós mesmos esses bens, e não recebereis nenhuma recompensa nesta vida, e perdereis a recompensa da vida por vir. [...] Muitos há que nunca fizeram uma entrega sem reservas de si mesmos a Deus. Não têm justa idéia do infinito sacrifício feito por Deus para salvar um mundo arruinado. Caso Deus lhes falasse como falou a Abraão, não estariam suficientemente relacionados com Sua voz para reconhecer que Ele os estava convidando a fazer um sacrifício a fim de provar a profundidade de seu amor e a sinceridade de sua fé. A mancha da praga do egoísmo é tão contagiosa como a lepra. Os que entram nas cortes celestes precisam estar purificados de todo vestígio dessa praga. [...] (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 187).

Os cristãos professos se deixam ficar demasiadamente próximo das baixadas da Terra. Seus olhos são treinados para ver somente as coisas comuns, e sua mente se demora nas coisas que os olhos contemplam. Sua experiência religiosa é muitas vezes superficial e insatisfatória, e suas palavras são frívolas e sem valor. Como podem tais pessoas refletir a imagem de Cristo? Como podem irradiar os brilhantes raios do Sol da justiça para todos os lugares escuros da Terra? Ser cristão é ser semelhante a Cristo (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1223).

A fé é a confiança em Deus, ou seja, a crença de que Ele nos ama e conhece perfeitamente o que é para o nosso bem. Assim ela nos leva a escolher o Seu caminho em vez de o nosso próprio. Em lugar da nossa ignorância, ela aceita a Sua sabedoria; em lugar de nossa fraqueza, aceita a Sua força; em lugar de nossa pecaminosidade, Sua justiça. Nossa vida e nós mesmos somos já Seus; a fé reconhece essa posse e aceita as bênçãos dela. A verdade, correção e pureza, têm sido designadas como segredos do êxito da vida. É a fé que nos põe na posse destes princípios.
Todo o bom impulso ou aspiração é um dom de Deus; a fé recebe de Deus aquela vida que, somente, pode produzir o verdadeiro crescimento e eficiência (Educação, p. 253).

Devemos fazer tudo que pudermos, de nossa parte, para combater o bom combate da fé. Devemos lutar, labutar e esforçar-nos por entrar pela porta estreita. Sempre devemos pôr o Senhor diante de nós. Com mãos limpas, com coração puro, temos de procurar honrar a Deus em todos os nossos caminhos. Foi-nos provido auxílio nAquele que é poderoso para salvar. O espírito de verdade e luz nos vivificará e renovará por suas misteriosas atuações; pois todo o nosso progresso espiritual vem de Deus, e não de nós mesmos. O verdadeiro obreiro terá poder divino para ajudá-lo, mas o ocioso não será sustentado pelo Espírito de Deus.
Em certo sentido somos deixados na dependência de nossas próprias energias; devemos procurar diligentemente ser zelosos e arrepender-nos, limpar as mãos e purificar o coração de toda contaminação; devemos alcançar a norma mais elevada, crendo que Deus nos ajudará em nossos esforços. Precisamos buscar, se queremos achar, e buscar com fé; temos de bater, para que nos seja aberta a porta. A Bíblia ensina que tudo quanto se relaciona com  nossa salvação depende de nossa própria conduta. Se perecermos, a responsabilidade recairá inteiramente sobre nós mesmos. Tendo sido feita a provisão e se aceitarmos as condições de Deus, podemos tomar posse da vida eterna. Temos de ir a Cristo com fé, temos de ser diligentes e confirmar a nossa vocação e eleição (Fé e Obras, p. 48).

Terça-feira, 13 de fevereiro: Uma declaração de fé

Deve-se explicar bem como exercer a fé. Para toda promessa de Deus há condições. Se estamos dispostos a fazer a Sua vontade, toda a Sua força é nossa. Qualquer dom que Ele prometa, está na própria promessa. "A semente é a Palavra de Deus." Luc. 8:11. Tão certo como o carvalho está no seu fruto, o dom de Deus está em Sua promessa. Se recebemos a promessa, temos o dom.
A fé que nos habilita a receber os dons de Deus é em si mesma um dom, do qual certa medida é comunicada a todo ser humano. Ela cresce quando exercitada no apropriar-se da Palavra de Deus. A fim de fortalecer a fé devemos frequentemente trazê-la em contato com a Palavra (Educação, p. 253, 254).

Da confiança no poder divino advém a paz. Logo que a alma resolve agir de acordo com a luz dada, dá o Espírito Santo mais luz e força. A graça do Espírito é suprida para cooperar com a resolução da alma, mas não é um substituto do exercício individual da fé. O êxito na vida cristã depende da apropriação da luz dada por Deus. Não é a abundância de luz e de evidências que torna a alma liberta em Cristo; é o despertar das faculdades, a vontade e as energias da alma para clamar sinceramente: "Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade" (Mar. 9:24; Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 518).

Com profunda gratidão [Jacó] repetiu a promessa de que a presença de Deus seria com ele; e então fez este voto solene: "Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestidos para vestir; e eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor será o meu Deus; e esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente Te darei o dízimo." Gên. 28:20-22.
Jacó não estava aqui a fazer um contrato com Deus. O Senhor já lhe havia prometido prosperidade, e este voto era o transbordar de um coração cheio de gratidão pela certeza do amor e misericórdia de Deus. Jacó entendia que Deus tinha direitos sobre ele, os quais ele devia reconhecer, e que os sinais especiais do favor divino a ele concedidos exigiam retribuição. Assim, toda a bênção que nos é concedida reclama uma resposta ao Autor de todas as nossas vantagens. O cristão deve muitas vezes rever sua vida passada, e relembrar com gratidão os preciosos livramentos que Deus operou em favor dele, amparando-o na provação, abrindo caminho diante dele quando tudo parecia escuro e vedado, refrigerando-o quando pronto a desfalecer. Deve reconhecê-los todos como provas do cuidado vigilante dos anjos celestiais. Em vista destas bênçãos inumeráveis, deve muitas vezes perguntar, com coração submisso e grato: "Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?" (Sal. 116:12; Patriarcas e Profetas, p. 187).

Quarta-feira, 14 de fevereiro: Dízimo honesto: santo ao Senhor

Aquele que dá ao homem a capacidade de adquirir riqueza, deu, juntamente com esse dom, uma obrigação. De tudo que adquirimos Ele exige determinada porção. O dízimo é do Senhor. "Todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, ... as dízimas de vacas e ovelhas, ... santas são ao Senhor." Lev. 27:30 e 32. O voto feito por Jacó em Betel mostra a extensão da obrigação. "De tudo quanto me deres, certamente Te darei o dízimo", disse ele. Gên. 28:22.
"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro" (Mal. 3:10), é a ordem de Deus. Não se apela para a gratidão ou generosidade. É uma questão de simples honestidade. O dízimo é do Senhor; e Ele nos ordena que Lhe devolvamos aquilo que é Seu. [...]
Não somos senão mordomos, e do desempenho de nossa obrigação para com Deus e o homem, depende tanto o bem-estar de nossos semelhantes como nosso próprio destino nesta vida e na vindoura (Educação, p. 138, 139).

Mas o sistema dos dízimos não se originou com os hebreus. Desde os primitivos tempos o Senhor reivindicava como Seu o dízimo; e tal reivindicação era reconhecida e honrada. Abraão pagou dízimos a Melquisedeque, sacerdote do altíssimo Deus. Gên. 14:20. Jacó, quando em Betel, exilado e errante, prometeu ao Senhor: "De tudo quanto me deres, certamente Te darei o dízimo." Gên. 28:22. Quando os israelitas estavam prestes a estabelecer-se como nação, a lei dos dízimos foi confirmada, como um dos estatutos divinamente ordenados, da obediência ao qual dependia a sua prosperidade.
O sistema dos dízimos e ofertas destinava-se a impressionar a mente dos homens com uma grande verdade - verdade de que Deus é a fonte de toda bênção a Suas criaturas, e de que a Ele é devida a gratidão do homem pelas boas dádivas de Sua providência (Patriarcas e Profetas, p. 525).

Os israelitas eram ensinados a consagrar ao serviço do santuário o dízimo de toda renda. Além disso deviam trazer ofertas expiatórias, ofertas voluntárias e ofertas de gratidão. Esses eram os meios para sustentar o ministério do evangelho naquele tempo. Deus não espera menos de nós do que do povo antigamente. A grande obra da salvação precisa ser levada avante. Pelo dízimo, ofertas e dádivas fez Ele provisão para esta obra. Desse modo pretende seja sustentada a pregação do evangelho. Reclama o dízimo como Sua propriedade, e o mesmo deveria ser sempre considerado uma reserva sagrada a ser depositada no Seu tesouro para o benefício de Sua causa. Pede também nossas ofertas voluntárias e dádivas de gratidão. Tudo deve ser consagrado para enviar o evangelho às partes mais remotas da Terra (Parábolas de Jesus, p. 300)

Deus tem direito sobre nós e tudo o que temos. Seu direito está acima de qualquer outro. E, em reconhecimento desse direito, ordena que Lhe demos uma parte proporcional fixa de tudo o que Ele nos dá. Essa parte específica é o dízimo. Sob a direção do Senhor, foi-Lhe consagrado nos tempos mais remotos. [...]
Reclama o dízimo como Seu, e este deve ser sempre considerado uma reserva sagrada, a ser colocada no Seu tesouro para o bem de Sua causa, para o avanço de Sua obra, para enviar Seus mensageiros às partes mais distantes da Terra (Conselhos sobre Mordomia, p. 71).

Quinta-feira, 15 de fevereiro: Reavivamento, reforma e dízimo

Ao retornar da Pérsia, Neemias soube da ousada profanação, e tomou de pronto medidas para expulsar o intruso. "Muito me desagradou", ele declara; "de sorte que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara. E, ordenando-o eu, purificaram as câmaras; e tornei a trazer ali os vasos da casa de Deus, com as ofertas de manjares e o incenso." Nee. 13:8 e 9.
Não somente havia o templo sido profanado, mas as ofertas tinham sido mal empregadas. Isto estava desencorajando a liberalidade do povo. Haviam perdido seu zelo e fervor, e relutavam em pagar o dízimo. A tesouraria da casa do Senhor estava pobremente suprida; muitos dos cantores e outros empregados nos serviços do templo, não recebendo sustento suficiente, haviam deixado a obra de Deus para trabalharem em outras partes.
Neemias pôs mãos à obra para corrigir esses abusos. Reuniu todos os que tinham deixado a obra da casa do Senhor, e os restaurou "no seu posto". Isto inspirou confiança ao povo, e todo o Judá "trouxe os dízimos do grão, e do mosto, e do azeite aos celeiros". Homens "que se tinham achado fiéis" foram feitos "tesoureiros... sobre os celeiros", "e se lhes encarregou a eles a distribuição para seus irmãos" (Nee. 13:11-13; Profetas e Reis, p. 670).

Restituindo a Deus essa parte, testemunharemos nosso apreço por Suas dádivas. Como podemos, pois, reivindicar Suas bênçãos, se retemos o que Lhe pertence? Como podemos esperar que nos confie coisas celestiais, se somos mordomos infiéis das terrenas? Pode ser que nisso esteja o segredo das orações não atendidas.
Em Sua grande misericórdia, porém, o Senhor está pronto a perdoar. [...] (Parábolas de Jesus, p. 144).

Na obra de reforma a ocorrer hoje, há necessidade de homens que, como Esdras e Neemias não obscureçam ou desculpem o pecado, nem se esquivem de vindicar a honra de Deus. Aqueles sobre quem repousa o fardo desta obra, não se sentirão em paz quando o erro é praticado, nem cobrirão o mal com o manto da falsa caridade. Eles se lembrarão que Deus não faz acepção de pessoas, e que a severidade para com uns poucos pode representar misericórdia para com muitos. Lembrar-se-ão também de que o Espírito de Cristo deve ser revelado naquele que repreende o mal.
Em sua obra, Esdras e Neemias se humilharam perante Deus, confessando os seus pecados e os pecados do seu povo, e pleiteando o perdão como se fossem eles os ofensores. Pacientemente labutaram, oraram e sofreram. O que tornou mais difícil a sua obra não foram as hostilidades abertas dos pagãos, mas a oposição secreta de pretensos amigos, que, colocando a sua influência a serviço do mal, aumentaram dez vezes o fardo dos servos de Deus. Esses traidores forneceram os inimigos do Senhor com material para ser usado em sua guerra contra o seu próprio povo. Suas más paixões e rebeldes desejos estavam sempre em conflito com os claros reclamos de Deus (Profetas e Reis, p. 675).

Sexta-feira, 16 de fevereiro: Estudo adicional

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
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domingo, 4 de fevereiro de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 6 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel” (1Co 4:1, 2).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 1º Trimestre 2018 - Lição 6 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 3 de fevereiro

As Escrituras fornecem abundante evidência de que é mais seguro unir-se ao Senhor, perdendo o favor e amizade do mundo, do que esperar deste o favor e apoio, esquecidos de nossa dependência de Deus. ...
O Senhor mesmo estabeleceu uma parede de divisão entre as coisas do mundo e as que Ele escolheu fora do mundo, santificando-as para Ele mesmo. O mundo não reconhece essa distinção. ... Mas foi Deus quem fez a separação, e Ele quer que exista. Tanto no Antigo como no Novo Testamento o Senhor ordenou positivamente a Seu povo que fosse separado do mundo, em espírito, nos negócios, na prática; que fosse nação santa, povo particular, para que anunciasse as virtudes dAquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. O Oriente não está mais longe do Ocidente do que os filhos da luz estão, em costumes, práticas e espírito, dos filhos das trevas. Esta distinção será mais assinalada, mais decidida, ao nos aproximarmos do fim do tempo. [...] (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 305).

"Mas o que se ajunta com o Senhor" - que está estreitamente ligado a Cristo no concerto da graça - "é um mesmo espírito. Fugi da prostituição." I Cor. 6:17 e 18. Não vos de tenhais por um momento para arrazoar. Satanás se regozijaria ao ver-vos vencidos pela tentação. Não pareis para discutir o caso com vossa consciência enfraquecida. Desviai-vos do primeiro passo da transgressão (Conselhos Sobre Saúde, p. 587).

Se jamais houve tempo em que aqueles que professam ser cristãos devessem ser tudo quanto esse nome envolve, esse tempo é agora. Estamos nós seguindo verdadeiramente a Cristo? ... Esta é uma obra individual. Devemos cuidar diligentemente de nossa própria posição e responsabilidade. [...]
Estão os que conhecem a verdade para este tempo ancorados nas doutrinas bíblicas? São nossas armas "Assim diz o Senhor", "Está escrito"? Está nossa âncora firmada para além do véu? Estamos nós individualmente enraizados e fundados na verdade evangélica, de modo que sejamos estabelecidos, fortalecidos e assentados na fé? Somos nós, como aqueles que têm conhecimento dos mistérios de Deus, aqueles a quem Ele confiou os oráculos vivos, leais e fiéis a nossa mordomia? Os que forem verdadeiramente convertidos manifestarão, como missionários de Deus, o que a verdade para eles significa em sua transformadora eficiência e poder santificador.
Se nos achamos carregados dos tesouros da verdade eterna, proclamaremos à Terra agonizante em pecado o que significa possuir o amor santificador e remidor de Cristo na vida. Se estamos verdadeiramente unidos a Cristo, é porque a verdade tomou posse de nós. [...] (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 125).

Domingo, 4 de fevereiro: Fidelidade

[...] solene responsabilidade que repousa sobre os que são designados como vigias da igreja, mordomos dos mistérios de Deus. Eles devem ocupar a posição de sentinelas nos muros de Sião, para fazer soar o alarme à aproximação do inimigo. Se, por qualquer razão, seus sentidos espirituais ficam tão entorpecidos que são incapazes de discernir o perigo, e devido à sua falta em não dar a advertência o povo perece, Deus requererá de suas mãos o sangue dos que se perdem.
Têm as sentinelas sobre os muros de Sião o privilégio de viver tão perto de Deus, e ser tão susceptíveis às impressões de Seu Espírito, que Ele possa operar por meio deles, para avisar os pecadores do perigo que correm, indicando-lhes o lugar de segurança. Escolhidos por Deus, selados com o sangue da consagração, eles devem salvar homens e mulheres da destruição iminente. Cumpre-lhes advertir fielmente seus semelhantes do infalível resultado da transgressão, bem como fielmente salvaguardar os interesses da igreja. Em tempo algum podem eles afrouxar a vigilância. Sua obra requer o exercício de todas as faculdades de seu ser. Sua voz se deve erguer qual sonido de trombeta, nunca fazendo soar uma nota vacilante e incerta. Eles não devem trabalhar por causa do salário, mas por não poderem fazer de outra maneira, visto compreenderem que há um ai sobre eles se deixarem de pregar o evangelho (Obreiros Evangélicos, p. 15).

A respeito da posteridade de Abraão está escrito: "Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas, vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na Terra." Heb. 11:13. Devemos morar neste mundo como peregrinos e estrangeiros se quisermos alcançar uma pátria "melhor, isto é, a celestial". Heb. 11:16. Aqueles que são filhos de Abraão estarão a procurar a cidade que ele estava, "da qual o artífice e construtor é Deus" (Patriarcas e Profetas, p. 170).

Zacarias bem sabia como fora dado a Abraão um filho em sua velhice, porque ele crera fiel Aquele que prometera. Por um momento, porém, o velho sacerdote volvera os pensamentos para a fraqueza da humanidade. Esqueceu-se de que Deus é capaz de cumprir aquilo que promete. Que contraste entre essa incredulidade, e a fé simples e infantil de Maria, a donzela de Nazaré, cuja resposta ao maravilhoso anúncio do anjo, foi: "Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra." Luc. 1:38.
O nascimento de um filho a Zacarias, como o do filho de Abraão, e o de Maria, visava ensinar uma grande verdade espiritual, verdade que somos tardios em aprender e prontos a esquecer. Somos por nós mesmos incapazes de fazer qualquer bem; mas o que não somos capazes de fazer, o poder de Deus há de operar em toda alma submissa e crente. Por meio da fé foi dado o filho da promessa. Mediante a fé é gerada a vida espiritual, e somos habilitados a realizar as obras da justiça (O Desejado de Todas as Nações, p. 98).

Todos os que penetrarem na cidade de Deus, hão de fazê-lo pela porta estreita - por angustiante esforço, pois "não entrará nela coisa alguma que contamine". Apoc. 21:27. Mas ninguém que tenha caído deve se desesperar. Homens encanecidos, uma vez honrados por Deus, podem ter envilecido suas almas, sacrificando a virtude no altar da luxúria; mas se se arrependem, abandonam o pecado e voltam-se para Deus, há ainda esperança para eles. Aquele que declara: "Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida" (Apoc. 2:10), faz também o convite: "Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que Se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar." Isa. 55:7. Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. "Eu sararei sua perversão", Ele declara, "Eu voluntariamente os amarei." (Osé. 14:4; Profetas e Reis, p. 84).

Segunda-feira, 5 de fevereiro: Lealdade

As obras dos que têm um amor louco às riquezas tornam evidente ser impossível servir a dois senhores, a Deus e a Mamom. Mostram ao mundo que seu deus é o dinheiro. Prestam homenagem a seu poder, e em todos os intentos e propósitos servem ao mundo. O amor ao dinheiro torna-se uma força dominante, e por sua causa violam a lei de Deus. Podem professar ter a religião de Cristo, mas não amam aos seus princípios nem lhes atendem as admoestações. Dão suas melhores energias ao serviço do mundo, e se prostram diante de Mamom. [...]
Frequentemente se verifica que a mudança da piedade para o mundanismo se efetuou de maneira tão imperceptível pelas astutas insinuações do maligno, que a alma enganada não percebe que abandonou a companhia de Cristo, e é Sua serva apenas no nome (Conselhos Sobre Mordomia, p. 214). 

Os cristãos devem manter-se distintos e separados do mundo, de seu espírito e influências. Deus é perfeitamente capaz de guardar-nos no mundo, mas nós não devemos pertencer ao mundo. O amor de Deus não é incerto e vacilante. Ele vigia sempre sobre Seus filhos com desmedido cuidado. Mas requer submissão integral. "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom." Mat. 6:24.
Salomão fora dotado com maravilhosa sabedoria; mas o mundo afastou-o de Deus. Os homens hoje não são mais fortes do que ele o era; são igualmente inclinados a ceder às influências que lhe provocaram a queda. Assim como Deus advertiu Salomão do perigo que o ameaçava, assim adverte Ele hoje a Seus filhos a que não ponham em perigo suas almas pela afinidade com o mundo. "Saí do meio deles", pede Ele, "e apartai-vos, ... não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso". II Cor. 6:17 e 18.
No meio da prosperidade ronda o perigo. Através dos séculos, riquezas e honra sempre têm-se feito seguir do perigo para a humildade e espiritualidade. Não é o copo vazio que se torna difícil de ser transportado; é o copo cheio que precisa ser cuidadosamente equilibrado para ser conduzido. A aflição e adversidade podem causar tristeza, mas é a prosperidade que representa maior perigo para a vida espiritual. A menos que o ser humano esteja em constante submissão à vontade de Deus, a menos que seja santificado pela verdade, a prosperidade fará que ressurja a inclinação natural para a presunção (Profetas e Reis, p. 59, 60).

O universo celeste aguarda instrumentos consagrados por meio dos quais Deus possa comunicar-Se com Seu povo, e por meio dele com o mundo. Deus operará por meio de uma igreja consagrada, cheia de abnegação, e revelará Seu Espírito de maneira visível e gloriosa, especialmente neste tempo, quando Satanás está trabalhando de maneira magistral a fim de enganar as almas, tanto dos ministros como do povo. Se os ministros de Deus cooperarem com Ele, o Senhor estará com eles de maneira assinalada, da mesma forma que estava com Seus discípulos outrora.
Não despertará a igreja para sua responsabilidade? Deus espera para comunicar o Espírito do maior Missionário que o mundo já conheceu aos que trabalharem num espírito de consagração abnegada e pronta ao sacrifício. Quando o povo de Deus receber esse Espírito, deles sairá virtude (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 117).

Terça-feira, 6 de fevereiro: Consciência Limpa

Deus nos ordena encher o espírito com elevados e puros pensamentos. Deseja que meditemos sobre Seu amor e misericórdia, e estudemos Sua maravilhosa obra no grande plano de redenção. Então, nossa percepção da verdade tornar-se-á mais e mais clara, e nosso desejo de pureza de coração e clareza de pensamento mais elevado e mais santo. A alma que descansa na pura atmosfera de santa meditação será transformada pela comunhão com Deus mediante o estudo das Escrituras.
"E dão fruto." Os que, tendo ouvido a Palavra, a guardam, produzirão fruto pela obediência. Recebida na alma, a Palavra de Deus se manifestará em boas obras. O resultado será visto na vida e caráter semelhantes aos de Cristo. Jesus dizia de Si mesmo: "Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração." Sal. 40:8. "Porque não busco a Minha vontade, mas a vontade do Pai, que Me enviou." João 5:30. E a Bíblia diz: "Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou." (I João 2:6; Parábolas de Jesus, p. 60).

Deus, o grande governador do Universo, colocou todas as coisas debaixo de lei. A flor minúscula e o carvalho altaneiro, o grão de areia e o poderoso oceano, Sol e aguaceiro, vento e chuva, obedecem todos às leis da natureza. Mas o homem foi colocado sob uma lei superior. Foi-lhe dado um intelecto para ver, e uma consciência para sentir as poderosas reivindicações da grande lei moral de Deus, a expressão do que Ele deseja que Seus filhos sejam.
Deus deu a conhecer tão claramente Sua vontade, que ninguém precisa errar. Deseja que todos tenham correta compreensão de Sua lei, para lhe sentir o poder dos princípios; pois seus interesses eternos se acham aí envolvidos. Aquele que tem a compreensão das reivindicações de vasto alcance da lei de Deus, pode entender alguma coisa da odiosidade do pecado. E quanto mais exaltadas suas idéias quanto às reivindicações divinas, tanto maior será sua gratidão pelo perdão a ele assegurado. [...]
Em suas próprias forças não pode o pecador satisfazer as reivindicações de Deus. Precisa ir em busca de auxílio Àquele que pagou o resgate por ele. [...] (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 132).

Deus a Si mesmo Se deu para morrer por nós, a fim de que pudesse purificar-nos de toda iniquidade. O Senhor levará avante essa obra de perfeição para nós se consentirmos em ser dominados por Ele. Leva avante essa obra para nosso bem e para a glória de Seu próprio nome (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 201).

Quarta-feira, 7 de fevereiro: Obediência

A razão por que muitos nesta época não fazem maiores progressos na vida religiosa é interpretarem a vontade divina como sendo apenas o que eles gostariam de fazer. Presumem de estar em conformidade com a vontade de Deus, quando na verdade estão seguindo seus próprios desejos. Esses não têm conflito com o eu. Há outros que por algum tempo são bem-sucedidos na luta contra seus desejos egoístas por prazeres e comodidades. São sinceros e fervorosos, mas cansam-se do contínuo esforço, do morrer cada dia, da incessante labuta. A indolência parece convidativa, repulsiva a morte do eu; fecham os olhos sonolentos e caem sob a tentação em vez de resistir-lhe.
As diretrizes traçadas na Palavra de Deus não deixam lugar para compromisso com o mal. O Filho de Deus Se manifestou para atrair a Si todos os homens. Não veio para embalar o mundo em seu sono, mas para indicar o caminho estreito em que todos devem seguir para alcançar afinal os portais da cidade de Deus. Seus filhos precisam seguir por onde Ele abriu caminho; seja qual for o sacrifício do bem-estar ou condescendência egoísta, seja qual for o custo do trabalho ou sofrimento, precisam manter constante batalha contra o eu.

Se agirmos de acordo com as condições que o Senhor estabeleceu, asseguraremos nossa eleição para a salvação. A perfeita obediência a Seus mandamentos é a evidência de que amamos a Deus e de que não estamos endurecidos no pecado.
Cristo tem uma igreja em todas as épocas. Há, na igreja, aqueles que não experimentam nenhuma melhora ao se ligarem a ela. Eles mesmos transgridem as condições de sua eleição. A obediência aos mandamentos de Deus nos dá direito aos privilégios de Sua igreja (Ms 166, 1898; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1201).

O grande objetivo de Deus na execução de Suas providências é provar os homens e dar-lhes oportunidades para desenvolver o caráter. Deste modo prova se são obedientes ou não a Seus mandamentos. Boas obras não adquirem o amor de Deus, porém revelam que possuímos esse amor. Se rendermos a vontade a Deus, não trabalharemos com o fim de merecer o Seu amor. Seu amor, como dádiva livre, será acolhido no coração, e impelido pelo mesmo nos deleitaremos em obedecer aos Seus mandamentos.
Há no mundo hoje somente duas classes, e somente essas duas serão reconhecidas no Juízo - os que violam a lei de Deus, e os que a ela obedecem. Cristo nos dá a prova pela qual demonstramos nossa lealdade ou deslealdade. Diz Ele: "Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos. Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, este é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei e Me manifestarei a ele. Quem não Me ama não guarda as Minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é Minha, mas do Pai que Me enviou." João 14:15, 21 e 24. "Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; do mesmo modo que Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e permaneço no Seu amor." (João 15:10; Parábolas de Jesus, p. 283).

Todos nós sabemos que as lutas íntimas mais graves e mais intensas se produzem no momento da grande resolução de executar as convicções que estão no coração humano. A consagração da alma a Deus é a entrega da guarda da alma Àquele que comprou Sua liberdade a um preço infinito, e então devemos prosseguir em conhecer ao Senhor para que possamos saber que como a alva será a Sua saída. "Obedecer é melhor do que o sacrificar." I Sam. 15:22. Toda a obra do cristão se resume em querer e efetuar (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 241).

Quinta-feira, 8 de fevereiro: Digno de confiança

"Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito." Luc. 16:10. A importância das coisas pequenas é muitas vezes desapreciada por serem insignificantes; porém suprem muito da real disciplina da vida. Realmente não há coisas não essenciais na vida cristã. A formação de nosso caráter será cheia de perigos, se avaliarmos mal a importância das coisas pequenas.
"Quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito." Luc. 16:10. Pela infidelidade mesmo nos mínimos deveres, o homem rouba seu Criador do serviço que Lhe é devido. Esta infidelidade prejudica-o a ele próprio. Deixa de ganhar a graça, o poder, e a força de caráter que podem ser recebidos por uma entrega sem reservas a Deus. Vivendo apartado de Cristo está sujeito às tentações de Satanás e comete erros em sua obra para o Mestre. Por não ser guiado pelos justos princípios nas minúcias, deixa de obedecer a Deus nas grandes coisas que considera sua obra especial. Os defeitos acariciados no trato dos pormenores da vida, passam aos afazeres mais importantes. Procede segundo os princípios a que se acostumou. Assim as ações repetidas formam hábitos, os hábitos formam o caráter, e pelo caráter é decidido nosso destino para este tempo e para a eternidade (Parábolas de Jesus, p. 356).

De todo aquele que Lhe professa o nome, Cristo indaga: “Amas-Me?” João 21:15. Se você ama a Jesus, amará as almas por quem Ele morreu. Talvez um homem não apresente o exterior mais agradável, talvez seja deficiente em muitos respeitos; se, porém, sua reputação é a de uma pessoa reta e honesta, granjeará a confiança dos outros. O amor da verdade, a dependência e confiança que os homens podem nele depositar, removerão ou subjugarão os traços indesejáveis de seu caráter. A fidedignidade em sua posição e vocação, a boa vontade de negar-se com a fidelidade de levar benefício a outros, trará paz de espírito e o favor de Deus. 
Os que andarem estritamente nas pegadas de seu abnegado Redentor, refletirão em sua mente a mente de Cristo. A pureza e o amor de Jesus irradiar-lhes-ão da vida diária e do caráter, ao mesmo tempo que seus caminhos serão guiados pela mansidão e a verdade. Toda a vara frutífera é podada, para que produza mais fruto. Mesmo varas frutíferas podem exibir demasiada folhagem, e parecer o que realmente não são. Talvez os discípulos de Cristo estejam efetuando alguma obra para o Mestre, não fazendo todavia metade do que poderiam produzir. Ele os poda, então, porque o mundanismo, a condescendência consigo mesmos e o orgulho estão brotando em sua vida. O lavrador corta o excesso de gavinhas das videiras, pois estão a pegar o lixo da terra, e as torna assim mais frutíferas. Essas causas de embaraço precisam ser removidas, e os brotos defeituosos cortados, a fim de dar espaço aos saudáveis raios do Sol da Justiça (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 353, 354).

Em cada ato da vida o verdadeiro cristão é justamente aquilo que deseja que os circunstantes pensem que ele seja. É guiado pela verdade e sinceridade. Ele não faz projetos dúbios, portanto nada tem para encobrir. Pode ser criticado, pode ser provado; mas através de tudo sua inflexível integridade transparece como ouro puro. É amigo e benfeitor de todos os que se lhe acham associados, e seus semelhantes nele depõem confiança, pois é digno dela. Emprega assalariados para colher sua seara? Não retém seu suado dinheiro. Possui recursos para os quais não tem emprego imediato? Alivia com eles as necessidades de seu irmão menos afortunado.
Não procura ampliar suas posses prevalecendo-se de circunstâncias adversas de seu próximo. Aceita apenas um preço razoável por aquilo que vende. Se há defeitos nos artigos que vende, disso avisa francamente os fregueses, embora assim fazendo possa parecer estar trabalhando contra seus próprios interesses financeiros. [...]

Satanás sabe muito bem que poder para o bem é a vida de um homem de inflexível integridade, e empenha zelosos esforços para impedir os homens de viverem semelhante vida. Chega-se a eles com sedutoras tentações, prometendo-lhes riqueza, posição, honras mundanas, se tão-somente abandonarem os princípios da justiça. E tem ele muito êxito. ... Da triste história de muitos que fracassaram, aprendemos do perigo da prosperidade. Não são os que perderam a propriedade que estão em maior perigo, mas os que alcançaram fortuna. ... Muitas vezes se pedem orações em favor de homens e mulheres enfermos; e isto é justo. Mas os que fruem prosperidade estão em maior necessidade das orações dos servos de Deus, pois estão em maior perigo de perder a salvação. No vale da humilhação os homens andam com segurança, enquanto reverenciam a Deus e fazem dEle a sua confiança. No pináculo altaneiro, onde se ouvem elogios, precisam do auxílio de poder especial, do alto. [...]
A religião verdadeira não é uma experimentação. É real imitação de Cristo. Deus mantém uma conta especial com todo homem, provando-o pelos resultados práticos de sua obra. Logo se ouvirá o chamado: "Presta contas de tua mordomia" (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 249).

Sexta-feira, 9 de fevereiro: Estudo adicional

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
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