sábado, 19 de maio de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 8 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24).

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Atenção!
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e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 19 de maio

Pelo que não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais e estejais confirmados na presente verdade. II Ped. 1:12.
Cremos sem nenhuma dúvida que Cristo está para vir em breve. Isto não é uma fábula para nós; é uma realidade. Não temos dúvida, nem por anos temos duvidado uma só vez, de que as doutrinas que hoje mantemos sejam verdade presente, e de que nos estamos aproximando do juízo. Estamos nos preparando para encontrar-nos com Aquele que, acompanhado por uma comitiva de santos anjos, há de aparecer nas nuvens do céu, para dar aos fiéis e justos o toque final da imortalidade. Quando Ele vier, não nos há de purificar de nossos pecados, remover de nós os defeitos que há em nosso caráter, ou curar-nos das fraquezas de nosso gênio e disposição. Se acaso esta obra houver de ser efetuada em nós, sê-lo-á totalmente antes daquela ocasião.
Quando o Senhor vier, os que são santos serão santos ainda. Os que houverem conservado o corpo e o espírito em santidade, em santificação e honra, receberão então o toque final da imortalidade. Mas os que são injustos, não santificados e sujos, assim permanecerão para sempre. Nenhuma obra se fará então por eles para lhes tirar os defeitos, e dar-lhes um caráter santo. Então o Refinador não Se assentará para prosseguir em Seu processo de purificação, e para remover-lhes os pecados e a corrupção. ... É agora que esta obra deve ser feita por nós.
Deus está agora experimentando e provando o Seu povo. O caráter está sendo aperfeiçoado. Os anjos estão pesando o valor moral, e mantendo fiel relatório de todos os atos dos filhos dos homens. ... Aquele Deus que lê o coração de todos, trará à luz coisas ocultas das trevas onde muitas vezes menos delas se suspeitava, para que aquelas pedras de tropeço que têm prejudicado o progresso da verdade sejam removidas. 
Não haverá oportunidade futura em que os homens se poderão preparar para a eternidade. Nesta vida é que devemos trajar as vestes da justiça de Cristo. Esta é a nossa única oportunidade de formar caráter para o lar que Cristo preparou para os que obedecem aos Seus mandamentos (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 215, 216).

Pessoas sinceras verão a cadeia direta da verdade presente. Perceberão suas harmoniosas conexões, elo após elo, unindo-se num grande todo e nela se firmarão. A verdade presente não é difícil de ser compreendida, e o povo a quem Deus está conduzindo estará unido sobre essa ampla e firme plataforma. Ele não utilizará indivíduos de fé, opiniões e pareceres diferentes, para espalhar e dividir. O Céu e os santos anjos estão trabalhando para unir, para conduzir à unidade de fé, em um só corpo. Satanás se opõe a isso e está determinado a dispersar e dividir e produzir os mais variados sentimentos, para que a oração de Cristo não seja respondida: “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em Mim; para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em Mim, e Eu, em Ti; que também eles sejam um em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste.” João 17:20, 21. Jesus determinou que a fé de Seu povo seja uma. Se uma pessoa sai pregando uma coisa, e outra uma coisa diferente, como pode alguém crer que sua palavra seja uma só? Haverá diferença de opiniões (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 326, 327).

Precisamos esquadrinhar diariamente as Escrituras, para que conheçamos o caminho do Senhor, e não sejamos enganados pelos erros religiosos. O mundo está cheio de teorias falsas e idéias espiritualistas sedutoras, que tendem a destruir a clara percepção espiritual, e afastar da verdade e da santidade. Especialmente neste tempo, precisamos dar ouvidos à advertência: "Ninguém vos engane com palavras vãs." Efés. 5:6.
Cumpre-nos ser cuidadosos para que não interpretemos mal as Escrituras. Os claros ensinos da Palavra de Deus não devem ser tão espiritualizados que a realidade se perca de vista. Não forceis o sentido de sentenças bíblicas no esforço de produzir qualquer coisa de singular a fim de comprazer a fantasia. Tomai as Escrituras como rezam. Evitai ociosas especulações acerca do que será no reino do Céu (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 170).

Domingo, 20 de maio: A universalidade do evangelho

As últimas palavras de Cristo a Seus discípulos mostram a importância a ser dada à obra de disseminar a verdade. Pouco antes de Sua ascensão Ele deu-lhes a ordem: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século." Mat. 28:19 e 20. 
Cristo não restringiu Seus labores a um só lugar. Lemos a respeito de Seu trabalho... : "Ele, porém, lhes disse: É necessário que Eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado. E pregava nas sinagogas da Galiléia." Luc. 4:43 e 44.
Oxalá todos os que possuem a luz da verdade seguissem o exemplo dado por Cristo, não despendendo o tempo, a habilidade e os recursos que lhes foram dados por Deus em um ou dois lugares, sendo que a luz da verdade deve ir ao mundo todo. A maravilhosa ostentação de graça manifestada na mensagem do evangelho deve ser levada a todos os lugares (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 107). 

O único modo de crescer na graça é fazer desinteressadamente a obra que Cristo nos ordenou fazer - empenhar-nos, na medida de nossa capacidade, em ajudar e abençoar os que carecem do auxílio que lhes podemos dar. A força se desenvolve pelo exercício; a atividade é a própria condição de vida. Os que procuram manter a vida cristã aceitando passivamente as bênçãos que lhes são oferecidas pelos meios da graça nada fazendo por Cristo, estão simplesmente procurando comer para viver, sem trabalhar. No mundo espiritual, assim como no mundo natural, isso resulta sempre em degeneração e ruína. O homem que se recusasse a servir-se de seus membros, em breve perderia a faculdade de usá-los. Assim o cristão que não exercita as faculdades que Deus lhe deu, não só deixa de crescer em Cristo, como também perde a força que já possuía.
A igreja de Cristo é o agente designado por Deus para a salvação dos homens. Sua missão é levar o evangelho ao mundo. E essa obrigação repousa sobre todos os cristãos. Cada um, na medida de seus talentos e oportunidades, deve cumprir a comissão do Salvador. O amor de Cristo, revelado a nós, torna-nos devedores a todos os que O não conhecem. Deus nos outorgou luz, não para nosso proveito exclusivo, mas para que a derramássemos sobre eles.
Se os seguidores de Cristo estivessem sempre alerta ao chamado do dever, milhares estariam proclamando o evangelho em países gentios onde hoje só existe um. E todos os que se não empenhassem pessoalmente nessa obra, haveriam de sustentá-la com os seus recursos, sua simpatia e suas orações. E muito maior quantidade de zeloso trabalho se faria nos países cristãos (Caminho a Cristo, p. 80, 81).

A misericórdia implica a imperfeição do objeto a quem é concedida. Devido à imperfeição do homem, a misericórdia foi trazida à existência ativa. O pecado não é objeto do amor de Deus, mas de Sua aversão. Todavia Ele tem piedade do pecador, porque o culpado apresenta a imagem do Criador, e dEle recebeu as faculdades que lhe tornam possível tornar-se filho de Deus, não por meio dos próprios méritos, mas dos méritos imputados de Jesus Cristo, pelo grande sacrifício que o Salvador fez em seu favor (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 41).

Vós que tendes prazer em falar nas faltas alheias, despertai, e olhai para vosso próprio coração. Tomai a Bíblia e ide a Deus, em oração fervorosa. Pedi-Lhe que vos ensine a vos conhecerdes a vós mesmos, a compreenderdes vossa fraqueza, vossos pecados e loucuras, à luz da. eternidade. Pedi-Lhe que vos mostre tal como pareceis à vista do Céu. Esta é uma obra individual. ... Humildemente enviai vossa petição a Deus, e não descanseis, nem de dia nem de noite até que possais dizer: Ouvi o que o Senhor fez por mim - até que possais dar um vivo testemunho, e falar de vitórias alcançadas (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 87).

Segunda, 21 de maio: O ladrão na cruz e o "evangelho eterno"

Os ladrões que foram crucificados com Jesus sofriam a mesma tortura física que Ele: mas um deles pelo sofrimento tornou-se mais endurecido e desesperado. Ecoou a zombaria dos sacerdotes, e lançou-a sobre Jesus, dizendo: "Se Tu és o Cristo, salva-Te a Ti mesmo, e a nós." Luc. 23:39. O outro malfeitor não era um criminoso endurecido. Quando ouviu as palavras de zombaria de seu companheiro de crime, ele "repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas Este nenhum mal fez". Luc. 23:40 e 41. Então, quando seu coração se voltou para Cristo, celestial iluminação inundou-lhe a mente. Em Jesus, ferido, zombado, e pendente da cruz, ele viu seu Redentor, sua única esperança, e a Ele apelou em humilde fé: "Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso" (Luc. 23:42 e 43; História da Redenção, p. 222, 223).

Quando condenado por seu crime, o ladrão ficara possuído de desânimo e desespero; mas pensamentos estranhos, ternos, surgem agora. Evoca tudo quanto ouvira de Jesus. ... O Espírito Santo ilumina-lhe a mente, e pouco a pouco se liga a cadeia das provas. Em Jesus ferido, zombado e pendente da cruz, vê o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Num misto de esperança e de agonia em sua voz, a desamparada, moribunda alma atira-se sobre o agonizante Salvador. "Senhor, lembra-Te de mim, quando vieres no Teu reino." Luc. 23:42, Trad. Trinitariana.
A resposta veio pronta. Suave e melodioso o acento, cheias de amor, de compaixão e de poder as palavras: "Na verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso." Luc. 23:43. ... Ao ladrão contrito sobreveio a perfeita paz da aceitação de Deus (Vidas que Falam [MM 1971], p. 329). 

Jesus não nos abandonou dando-nos razão para ficarmos espantados diante das provações e dificuldades. A respeito delas Ele tudo nos falou, e também nos disse que não ficássemos acabrunhados nem abatidos quando sobreviessem as provações. Olhemos para Jesus, nosso Redentor, alegremo-nos e nos regozijemos. As provações mais difíceis de suportar são as causadas por nossos irmãos, nossos próprios amigos íntimos; mas até essas provas podem ser suportadas com paciência. Jesus não permaneceu no sepulcro novo de José. Ele ressuscitou e ascendeu ao Céu, para ali interceder em nosso favor. Temos um Salvador que nos amou de tal maneira que morreu por nós, para que por Ele possamos ter esperança, e força e ânimo, bem como um lugar com Ele no Seu trono. Ele pode e está desejoso de nos ajudar, sempre que a Ele recorrermos. 
Se tentarmos carregar sozinhos as nossas cargas, ficaremos esmagados sob o seu peso. Temos pesadas responsabilidades. Jesus tem delas conhecimento e, se O não abandonarmos, Ele também não nos deixará. Ele é honrado quando Lhe confiamos, como fiel Criador, a guarda de nossa alma. Ele nos convida a termos esperança em Sua misericórdia, crendo que Ele não deseja que sejamos esmagados por essas pesadas responsabilidades. Tão-somente temos de crer, para ver a salvação operada por Deus (Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 128).

Terça, 22 de maio: Temam a Deus e deem glória a Ele

João, no Apocalipse, prediz a proclamação da mensagem do evangelho, justamente antes da vinda de Cristo. Viu "outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, porque vinda é a hora do Seu juízo." Apoc. 14:6 e 7.
A esta advertência do Juízo e às mensagens com ela relacionadas segue-se, na profecia, a volta do Filho do homem nas nuvens do céu. A proclamação do Juízo é uma anunciação de que a segunda vinda de Cristo está próxima. E esta proclamação é chamada o evangelho eterno. Deste modo é mostrado que a pregação da segunda vinda de Cristo [...] ou a anunciação de sua brevidade, é parte essencial da mensagem evangélica (Parábolas de Jesus, p. 227, 228).

Seus mandamentos e graça são adaptados às nossas necessidades, e sem eles não podemos ser salvos, não importa o que façamos. Ele requer obediência espontânea. A oferta de bens ou de qualquer serviço não será aceita sem o coração. A vontade precisa ser mantida em sujeição. O Senhor pede maior consagração a Ele e maior separação do espírito e influência do mundo. [...]
A conduta do cristão é como a de seu Senhor. Ele ergueu o estandarte e deixou a nosso cargo dizer se desejamos ou não nos arregimentar em volta dele. Nosso Senhor e Salvador deixou de lado Seu domínio, riquezas e glória, e veio até nós para que pudesse salvar-nos da miséria, e fazer-nos semelhantes a Ele. Humilhou-Se e tomou nossa natureza para que pudéssemos ser capazes de aprender dEle e, imitando Sua vida de benevolência e abnegação, segui-Lo passo a passo ao Céu. Vocês não podem igualá-Lo, mas podem parecer-se com Ele e, de acordo com sua capacidade, agir de igual modo (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 169, 170). 

Os pais e as mães que consideram a Deus o primeiro em seus lares, que ensinam a seus filhos que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, glorificam a Deus diante dos anjos e dos homens. [...]
O sagrado privilégio da comunhão com Deus torna distinta e clara a visão das coisas gloriosas, preparadas para os que amam a Deus e reverenciam Seus mandamentos. Temos que trazer reverência à nossa vida diária. ...
Em nossa vida diária, damos muita importância ao que é sem importância e vulgar e o resultado é que falhamos em ver Aquele que é invisível. Assim perdemos muitas ricas bênçãos em nossa experiência religiosa.
A verdadeira reverência se revela pela obediência. Deus nada ordenou que não seja essencial, e não há outro modo tão agradável a Ele para se manifestar reverência como a obediência àquilo que Ele falou (Minha Consagração Hoje [MM 1989/1953], p. 266).

Quarta, 23 de maio: É chegada a hora do Seu juízo

Hoje há entre os professos cristãos muitos que haveriam de julgar que Daniel era por demais esquisito, e o pronunciariam como mesquinho e fanático. Eles consideram a questão do comer e beber como de muito pequena importância para exigir tão decidida resistência - tal que poderia envolver o provável sacrifício de todas as vantagens terrenas. Mas aqueles que assim raciocinam, notarão no dia do juízo que se desviaram das expressas exigências de Deus e se apoiaram em sua própria opinião como norma para o certo e para o errado. Descobrirão que aquilo que lhes parecera sem importância não fora assim considerado por Deus. Suas exigências deveriam ter sido sagradamente obedecidas. Aqueles que aceitam e obedecem a um de Seus preceitos porque lhes convém, ao passo que rejeitam a outro porque sua observância haveria de requerer sacrifício, rebaixam a norma do direito e, por seu exemplo, levam outros a considerarem levianamente a lei de Deus. "Assim diz o Senhor", deve ser nossa regra em todas as coisas (Conselhos sobre Saúde, p. 69, 70).

É privilégio de cada um viver de tal maneira que Deus o aprove e abençoe. Podeis estar a cada hora em comunhão com o Céu; não é vontade de vosso Pai celeste que jamais vos encontreis sob condenação e trevas. Não agrada a Deus que vos desmereçais a vós mesmos. Deveis cultivar o respeito próprio vivendo de modo que tenhais a aprovação de vossa consciência, e dos homens e dos anjos. ... Tendes o privilégio de ir ter com Jesus e ser purificados, e achar-vos perante a lei sem impedimento e sem remorso. "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rom. 8:1. Conquanto não devamos julgar-nos mais do que o devido, a Palavra de Deus não condena o justo respeito próprio. Como filhos e filhas de Deus, devemos ter conscienciosa dignidade de caráter, na qual não têm lugar o orgulho nem a presunção (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 138).

Seja este ponto plenamente estabelecido em todas as mentes: Se aceitamos a Cristo como Redentor, precisamos aceitá-Lo como Soberano. Não podemos ter certeza e perfeita confiança em Cristo como nosso Salvador enquanto não O reconhecermos como nosso Rei e formos obedientes a Seus mandamentos. Assim evidenciamos nossa lealdade a Deus. Nossa fé tem, então, o timbre genuíno, pois é uma fé operante. Ela opera pelo amor. Dizei isto de vosso coração: "Senhor, creio que morreste para resgatar minha alma. Se deste tanto valor à alma que chegaste a dar Tua vida pela minha, mostrar-me-ei sensível. Entrego minha vida, com todas as suas possibilidades, em toda a minha fraqueza, aos Teus cuidados."
A vontade deve ser colocada em completa harmonia com a vontade de Deus. Quando isto é efetuado, não será repelido nenhum raio de luz que incide sobre o coração e sobre os recessos da mente. A alma não será obstruída pelo preconceito, chamando a luz trevas, e as trevas luz. A luz do Céu é bem-recebida, como luz que inunda os recessos da alma. Isto é entoar melodias a Deus (Fé e Obras, p. 16).

Quinta, 24 de maio: Adorai Aquele que fez o céu e a Terra

O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência. E, onde quer que se apresente, na Bíblia, Seu direito à reverência e adoração, acima dos deuses dos pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador. [...] Diz o salmista: "Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele, e não nós que nos fez povo Seu." "Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos! Ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou." Sal. 100:3; 95:6. E os seres santos que adoram a Deus nos Céus, declaram porque Lhe é devida sua homenagem: "Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder porque Tu criaste todas as coisas" (Apoc. 4:11; Exaltai-O [MM 1992], p. 45).

Uma vez que Ele fez todas as coisas, fez também o sábado. Este foi por Ele posto à parte como lembrança da criação. Mostra-O como Criador tanto como Santificador. Declara que Aquele que criou todas as coisas no Céu e na Terra, e por quem todas as coisas se mantêm unidas, é a cabeça da igreja, e que por Seu poder somos reconciliados com Deus. Pois, falando de Israel, disse: "Também lhes dei os Meus sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica" (Ezeq. 20:12) - os torna santos. Portanto, o sábado é um sinal do poder de Cristo para nos fazer santos. E é dado a todos quantos Cristo santifica. Como sinal de Seu poder santificador, o sábado é dado a todos quantos, por meio de Cristo, se tornam parte do Israel de Deus. [...]
A todos quantos recebem o sábado como sinal do poder criador e redentor de Cristo, ele será um deleite. Vendo nele Cristo, nEle se deleitam. O sábado lhes aponta as obras da criação, como testemunho de Seu grande poder em redimir. Ao passo que evoca a perdida paz edênica, fala da paz restaurada por meio do Salvador. E tudo na natureza Lhe repete o convite: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei" (Mat. 11:28; O Desejado de Todas as Nações, p. 288, 289).

Não está longe o tempo quando virá a prova a cada alma. A observância do falso sábado será imposta sobre todos. A controvérsia será entre os mandamentos de Deus e os mandamentos dos homens. Os que passo a passo têm-se rendido às exigências mundanas e se conformado a mundanos costumes, então render-se-ão aos poderes existentes, em vez de se sujeitarem ao escárnio, ao insulto, às ameaças de prisão e morte. Nesse tempo o ouro será separado da escória. A verdadeira piedade será claramente distinguida da piedade aparente e fictícia. Muitas estrelas que temos admirado por seu brilho tornar-se-ão trevas. Os que têm cingido os ornamentos do santuário, mas não estão vestidos com a justiça de Cristo, aparecerão então na vergonha de sua própria nudez (Profetas e Reis, p. 188).

Sexta, 25 de maio: Estudo adicional

Para Conhecê-Lo [MM 1965], "Ressurreição para nova vida", p. 66.

sábado, 12 de maio de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 7 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24).

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Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 12 de maio

As palavras de Cristo foram proferidas aos ouvidos de grande número de pessoas; mas quando Ele Se achava só, sentado sobre o Monte das Oliveiras, Pedro, João, Tiago e André foram ter com Ele. "Dize-nos", perguntaram, "quando serão essas coisas, e que sinal haverá da Tua vinda e do fim do mundo?" Mat. 24:3. Jesus não respondeu aos discípulos falando em separado da destruição de Jerusalém e do grande dia de Sua vinda. Misturou a descrição dos dois acontecimentos. Houvesse desenrolado perante os discípulos os eventos futuros segundo Ele os via, e não teriam podido suportar esse espetáculo. Por misericórdia com eles, Jesus misturou a descrição das duas grandes crises, deixando aos discípulos o procurar por si mesmos a significação. Ao referir-Se à destruição de Jerusalém, Suas palavras proféticas estenderam-se para além daquele acontecimento, à conflagração final do dia em que o Senhor Se levantará do Seu lugar para punir o mundo por sua iniquidade, quando a Terra descobrirá seu sangue, e não mais encobrirá seus mortos. Todo esse discurso foi dado, não para os discípulos somente, mas para os que haveriam de viver nas últimas cenas da história terrestre (O Desejado de Todas as Nações, p. 628).

As perspectivas em nosso mundo são deveras alarmantes. Deus está retirando Seu Espírito das ímpias cidades, as quais se tornaram como as cidades do mundo antediluviano e como Sodoma e Gomorra. Os habitantes dessas cidades têm sido experimentados e provados. Chegamos a um tempo em que Deus está prestes a punir os presunçosos delinquentes, que recusam guardar Seus mandamentos e desprezam Suas mensagens de advertência. Aquele que tolera por muito tempo os que praticam o mal concede a todos a oportunidade de buscá-Lo e humilhar o coração diante dEle (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 155).

Sem a iluminação do Espírito de Deus, não seremos capazes de discernir do erro a verdade, e sucumbiremos sob as astutas tentações e enganos que Satanás fará vir sobre o mundo. Estamos próximo da terminação do conflito entre o Príncipe da luz e o príncipe das trevas, e logo os enganos do inimigo porão à prova nossa fé, para ver de que espécie é. 
Se já houve tempo em que precisássemos de fé e esclarecimento espiritual, é agora esse tempo. Os que vigiam em oração e esquadrinham as Escrituras diariamente, com o sincero desejo de saber e fazer a vontade de Deus, não serão desencaminhados por qualquer dos enganos de Satanás. ...
Queremos a verdade em todos os pontos. Queremo-la inadulterada de erros, impoluta das máximas, costumes e opiniões do mundo. Queremos a verdade com todos os seus inconvenientes. A aceitação da verdade sempre implica numa cruz. Mas Jesus deu a vida em sacrifício por nós, e não Lhe daremos nossas melhores afeições, nossas mais santas aspirações, nosso mais completo serviço? (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 361, 362).

Domingo, 13 de maio: Uma poderosa confirmação das profecias

Em linguagem inequívoca, nosso Senhor fala de Sua segunda vinda, e dá advertência de perigos que hão de preceder Seu advento ao mundo. "Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que Eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que Ele está no deserto, não saiais; eis que Ele está no interior da casa; não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra até ao Ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem." Mat. 24:23-27. Como um dos sinais da destruição de Jerusalém, Cristo havia dito: "E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos." Ergueram-se falsos profetas, enganando o povo, e levando grande número ao deserto. Mágicos e exorcistas, pretendendo miraculoso poder, arrastaram o povo após si, às solidões das montanhas. Mas esta profecia foi dada também para os últimos dias. Este sinal é indício do segundo advento. Mesmo agora falsos cristos e falsos profetas exibem sinais e maravilhas para seduzir Seus discípulos. Não ouvimos nós o grito: "Eis que Ele está no deserto"? Não tem milhares ido ao deserto, na esperança de encontrar a Cristo? E de milhares de reuniões onde os homens professam ter comunicação com espíritos dos que se foram, não vem o brado: "Eis que Ele está no interior da casa [nas câmaras, dizem outras versões]"? É exatamente o que pretende o espiritismo. Mas que diz Cristo? - "Não acrediteis. Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra até ao Ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem" (O Desejado de Todas as Nações, p. 631).

Pela luz que Deus me concedeu, eu sei que o grande perigo dos homens está em se iludirem a si mesmos. Satanás está aguardando uma oportunidade. Ele virá aos homens em forma humana e lhes falará as palavras mais sublimes. Ele os submeterá às mesmas tentações que usou contra Cristo. A menos que sua mente e coração estejam cheios do puro, desprendido e santificado amor que Cristo revelou, eles ficarão subjugados ao poder de Satanás, e hão de fazer, dizer e escrever coisas estranhas para enganar, se possível, os próprios escolhidos (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 327).

Terríveis provas e aflições aguardam ao povo de Deus. O espírito de guerra está incitando as nações de uma a outra extremidade da Terra. Mas em meio do tempo de angústia que está para vir - tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação - o povo escolhido de Deus ficará inabalável. Satanás e seus anjos não poderão destruí-los; pois anjos magníficos em poder protegê-los-ão (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 67). 

A atualidade é uma época de absorvente interesse para todos os que vivem. Governadores e estadistas, homens que ocupam posições de confiança e autoridade, homens e mulheres pensantes de todas as classes, têm fixa a sua atenção nos fatos que se desenrolam em redor de nós. Acham-se a observar as relações tensas e inquietas que existem entre as nações. Observam a intensidade que está tomando posse de todo o elemento terrestre, e reconhecem que algo de grande e decisivo está para ocorrer, ou seja, que o mundo se encontra à beira de uma crise estupenda.
Anjos acham-se hoje a refrear os ventos das contendas, para que não soprem antes que o mundo haja sido avisado de sua condenação vindoura; mas está-se formando uma tempestade, prestes a irromper sobre a Terra; e, quando Deus ordenar a Seus anjos que soltem os ventos, haverá uma cena de lutas que nenhuma pena poderá descrever (Educação, p. 179, 180).

Segunda, 14 de maio: Perseverando até o fim

"Guarda-o." Isto não quer dizer conservar os pecados; mas guardar o conforto, a fé, a esperança que Deus vos deu em Sua Palavra. Jamais vos desanimeis. Um homem desanimado nada pode fazer. Satanás está procurando vos desanimar, dizendo-vos que não adianta servir a Deus, que isso não vale a pena, e que é melhor desfrutar o prazer e divertimento neste mundo. Mas "que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" Mar. 8:36. Podeis fruir prazeres mundanos a expensas do mundo futuro; mas podeis vos permitir pagar um tal preço? Cumpre-nos "guardar" e viver segundo toda a luz que recebemos do Céu. Por quê? - Porque Deus quer que nos apeguemos à verdade eterna, e procedamos como Sua mão ajudadora, comunicando a luz aos que não se acham familiarizados com Seu amor por eles. Quando vos entregastes a Cristo, tomastes compromisso na presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo - os três grandes dignitários do Céu. "Guarda-o", a esse compromisso. ...
O inimigo jamais poderá arrebatar da mão de Cristo àquele que Lhe confia sinceramente nas promessas. Se a pessoa confia e procede em obediência, a mente está susceptível às impressões divinas, e a luz de Deus ilumina o interior, esclarecendo o entendimento. Que privilégios temos em Cristo Jesus! (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 351).

A compreensão correta do que "dizem as Escrituras" quanto ao estado dos mortos é indispensável para este tempo. A Palavra de Deus declara que os mortos não sabem coisa nenhuma; até o seu ódio e o seu amor já pereceram. Temos de recorrer à segura palavra da profecia como nossa fonte de autoridade. A menos que sejamos versados nas Escrituras, quando esse extraordinário poder satânico de realizar milagres, for manifesto em nosso mundo, poderá acontecer sermos enganados e atribuirmos a Deus os enganos; mas oxalá isso não aconteça, pois a Palavra de Deus declara que, se possível, até os escolhidos seriam enganados. A menos que estejamos enraizados e fundados na verdade, seremos colhidos pelos ardis enganosos de Satanás. Precisamos apegar-nos à Bíblia. Se Satanás conseguir fazer-vos crer que existem na Palavra de Deus porções não inspiradas, estará ele, então, preparado para enlaçar a vossa alma. Não teremos segurança, nem certeza no momento mesmo de precisarmos saber que é a verdade (Evangelismo, p. 249).

Os heróis que recusaram prostrar-se diante da imagem de ouro foram lançados numa fornalha de fogo ardente, mas Cristo esteve com eles ali, e o fogo não os consumiu. ...
Agora alguns de nós talvez sejamos submetidos a uma prova tão severa como essa - obedeceremos a mandamentos de homens ou obedeceremos aos mandamentos de Deus? Esta é a pergunta que será feita a muitos. A melhor coisa para nós é entrar em íntima ligação com Deus, e, se Ele quiser que sejamos mártires por amor à verdade, isto poderá ser o meio de conduzir muitos outros à verdade. 
A alma provada pela tormenta nunca é amada mais ternamente por seu Salvador do que quando está sofrendo opróbrio por causa da verdade. Quando, por amor à verdade, o crente se encontra à barra de tribunais injustos, Cristo está ao seu lado. Todas as desonras que incidem sobre o crente incidem sobre Cristo na pessoa de Seus santos. "Eu o amarei diz Cristo - e Me manifestarei a ele." João 14:21. Cristo é condenado outra vez na pessoa de Seus discípulos crentes.
Quando, por amor à verdade, o crente é encarcerado dentro dos muros de uma prisão, Cristo Se manifesta a ele, e arrebata-lhe o coração com Seu amor. Quando ele sofre a morte por Sua causa, Cristo lhe diz: "Eles podem matar o corpo, mas não podem prejudicar a alma." "Tende bom ânimo; Eu venci o mundo." "Eles Me crucificaram, e se vos matarem, estarão Me crucificando novamente na pessoa de Meus santos" (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 420).

Terça, 15 de maio: "A abominação da desolação"

Cristo, porém, chamou a atenção de Seus discípulos para as palavras do profeta Daniel, relativas aos acontecimentos a ocorrerem na época deles, e disse: "Quem lê, entenda." Mat. 24:15, Versão Brasileira. E a afirmação de que o Apocalipse é um mistério, que não pode ser compreendido, é contradita pelo próprio título do livro: "Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus Lhe deu para mostrar a Seus servos as coisas que brevemente devem acontecer. ... Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo" (Apoc. 1:1-3; O Grande Conflito, p. 341).

Nenhum cristão pereceu na destruição de Jerusalém. Cristo fizera a Seus discípulos o aviso, e todos os que creram em Suas palavras aguardaram o sinal prometido. "Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos", disse Jesus, "sabei que é chegada a sua desolação. Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, saiam." Luc. 21:20 e 21. Depois que os romanos, sob Céstio, cercaram a cidade, inesperadamente abandonaram o cerco quando tudo parecia favorável a um ataque imediato. Os sitiados, perdendo a esperança de poder resistir, estavam a ponto de se entregar, quando o general romano retirou suas forças sem a mínima razão aparente. Entretanto, a misericordiosa providência de Deus estava dirigindo os acontecimentos para o bem de Seu próprio povo. O sinal prometido fora dado aos cristãos expectantes, e agora se proporcionou a todos oportunidade para obedecer ao aviso do Salvador. Os acontecimentos foram encaminhados de tal maneira que nem judeus nem romanos impediriam a fuga dos cristãos. Com a retirada de Céstio, os judeus, fazendo uma surtida de Jerusalém, foram ao encalço de seu exército que se afastava; e, enquanto ambas as forças estavam assim completamente empenhadas em luta, os cristãos tiveram ensejo de deixar a cidade. Nesta ocasião o território também se havia desembaraçado de inimigos que poderiam ter-se esforçado para lhes interceptar a passagem. Na ocasião do cerco os judeus estavam reunidos em Jerusalém para celebrar a festa dos Tabernáculos, e assim os cristãos em todo o país puderam escapar sem ser molestados. Imediatamente fugiram para um lugar de segurança - a cidade de Pela, na terra de Peréia, além do Jordão (O Grande Conflito, p. 30, 31).

O dia da vingança de Deus está precisamente diante de nós. O selo de Deus será colocado somente na testa daqueles que suspiram e clamam por causa das abominações cometidas na Terra. Aqueles que se ligam ao mundo por laços de simpatia, estão comendo e bebendo com os ébrios e certamente serão destruídos com os que praticam a iniquidade. “Os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os Seus ouvidos atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males.” 1 Pedro 3:12. 
Nossa maneira de proceder determinará se receberemos o selo do Deus vivo, ou seremos abatidos pelas armas destruidoras. Já algumas gotas da ira de Deus caíram sobre a Terra; quando, porém, as sete últimas pragas forem derramadas sem mistura no cálice de Sua indignação, então para sempre será demasiado tarde para o arrependimento e procura de um abrigo. Nenhum sangue expiatório lavará então as manchas do pecado. 
“E naquele tempo Se levantará Miguel, o grande príncipe, que Se levanta pelos filhos de Teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o Teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.” Daniel 12:1. Quando vier este tempo de angústia, todo caso estará decidido; não mais haverá graça, nem misericórdia para o impenitente. O selo do Deus vivo estará sobre o Seu povo. Esses poucos remanescentes, incapazes de se defenderem no conflito mortal com os poderes da Terra, arregimentados pelas forças do dragão, fazem de Deus a sua defesa. Pela mais elevada autoridade terrestre foi feito o decreto para que, sob pena de perseguição e morte, adorem a besta e recebam seu sinal. Queira Deus auxiliar Seu povo agora, pois sem Sua assistência, que poderão eles fazer naquele tempo, em tão terrível conflito?
Ânimo, fortaleza, fé e implícita confiança no poder de Deus para salvar, não nos vêm num instante. Essas graças celestiais são adquiridas pela experiência dos anos. Por uma vida de santo esforço e firme apego à retidão, os filhos de Deus estiveram selando o seu destino. Assediados de inúmeras tentações, souberam que deveriam resistir firmemente ou ser vencidos. Compreenderam que tinham uma grande obra para fazer, e em qualquer momento poderiam ser chamados a depor sua armadura; e se chegassem ao final de sua vida com seu trabalho inacabado, isso significaria perda eterna. Aceitaram avidamente a luz do Céu, como fizeram os primeiros discípulos, dos lábios de Jesus. Quando estes primitivos cristãos foram exilados para as montanhas e desertos; quando abandonados em masmorras para morrer de fome, de frio, ou pela tortura; quando o martírio parecia ser o único caminho para saírem de sua angústia, regozijaram-se de que fossem considerados dignos de sofrer por amor de Cristo, que por eles foi crucificado. O digno exemplo deles será um conforto e animação para o povo de Deus, que passará por um tempo de angústia tal como nunca houve (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 212, 213).

Quarta, 16 de maio: As dez virgens

A última classe tinha recebido a graça de Deus, e o poder do Espírito Santo, que regenera e alumia, tornando a Palavra divina uma lâmpada para os pés e luz para o caminho. No temor de Deus estudaram as Escrituras, para aprenderem a verdade, e fervorosamente buscaram a pureza de coração e de vida. Possuíam uma experiência pessoal, fé em Deus e em Sua Palavra, que não poderiam ser derrotadas pelo desapontamento e demora. Outras, "tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo". Haviam-se movido por um impulso de momento. Seus temores foram excitados pela mensagem solene, mas haviam dependido da fé que possuíam seus irmãos, estando satisfeitos com a luz vacilante das boas emoções, sem terem compreensão perfeita da verdade, nem experimentarem uma genuína operação da graça no coração. Tinham saído para encontrar-se com o Senhor, cheios de esperanças, com a perspectiva de imediata recompensa; mas não estavam preparados para a demora e desapontamento. Quando vieram as provações, faltou-lhes a fé, e sua luz se tornou bruxuleante (O Grande Conflito, p. 394).

A menos, porém, que os membros da igreja de Deus hoje estejam em viva associação com a Fonte de todo o crescimento espiritual, não estarão prontos para o tempo da ceifa. A menos que mantenham suas lâmpadas espevitadas e ardendo, deixarão de receber a graça adicional em tempos de especial necessidade.
Apenas os que estão a receber constantemente novos suprimentos de graça, terão o poder proporcional a sua necessidade diária e sua capacidade de usar esse poder. Em vez de aguardar um tempo futuro, em que, mediante uma concessão especial de poder espiritual recebam uma habilitação miraculosa para conquistar almas, rendem-se diariamente a Deus, para que os torne vasos próprios para o Seu uso. Aproveitam cada dia as oportunidades do serviço que encontram a seu alcance. Diariamente testificam em favor do Mestre, onde quer que estejam, seja em alguma humilde esfera de atividade no lar, ou em algum setor de utilidade pública (Atos dos Apóstolos, p. 55).

Cresçamos no conhecimento da verdade, oferecendo todo louvor e glória Àquele que é Um com o Pai. Busquemos com mais intensidade a unção celestial, o Santo Espírito. Desenvolvamos um cristianismo puro e sempre crescente, de modo que nas cortes celestiais possamos finalmente ser considerados completos em Cristo. 
“Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro!” Mateus 25:6. Não percam agora tempo em espevitar e fazer brilhar as suas luzes. Não percam tempo diante da busca de perfeita unidade uns com os outros. Temos de estar preparados para as dificuldades. Provações sobrevirão. Cristo, o Capitão de nossa salvação, tornou-Se perfeito em meio ao sofrimento. Seus seguidores se defrontarão muitas vezes com o inimigo e serão severamente provados; não necessitam, contudo, entrar em desespero. Cristo lhes diz: “Tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (João 16:33; Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 212).

Quinta, 17 de maio: Usando seu talento

A cada homem se concedem dons individuais denominados talentos. Alguns consideram esses dons como sendo limitados a certos homens que possuem muita inteligência e são dotados de capacidade mental superior. Mas Deus não limitou a concessão de Seus talentos a uns poucos favorecidos. A cada um é concedida alguma dotação especial, pelo que será ele responsabilizado pelo Senhor. Tempo, raciocínio, recursos, força, faculdades mentais, bondade de coração - tudo são dons de Deus, concedidos em confiança para serem usados na obra de abençoar a humanidade (Maravilhosa Graça [MM 1974], p. 62).  

Alguns, aparentemente, têm poucos talentos, mas se negociarem diligentemente os bens de seu Senhor, seus dotes serão grandemente aumentados. ...
O Senhor está observando cada um para ver se usará seus talentos de maneira sábia e altruísta, ou se buscará seu próprio proveito. Os talentos são distribuídos a cada pessoa de acordo com suas várias habilidades, para ver se ela os aumentará ao investi-los sabiamente. Cada um deve prestar contas ao Mestre por seus próprios atos (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1.226).

Nosso tempo pertence a Deus. Cada momento é Seu, e estamos sob a mais solene obrigação de aproveitá-lo para Sua glória. De nenhum talento que nos concedeu requererá Ele mais estrita conta do que de nosso tempo.
O valor do tempo supera toda computação. Cristo considerava precioso todo momento, e assim devemos considerá-lo. A vida é muito curta para ser esbanjada. Temos somente poucos dias de graça para nos prepararmos para a eternidade. Não temos tempo para dissipar, tempo para devotar aos prazeres egoístas, tempo para contemporizar com o pecado. Agora é que nos devemos formar o caráter para a futura vida imortal. Agora é que nos devemos preparar para o juízo investigativo (Parábolas de Jesus, p. 342).

A cada homem Deus designou a sua obra. Tanto o mais humilde como o mais poderoso têm sido dotados de influência que deve ser exercida em favor do Senhor, e devem dedicar seus talentos a Ele, realizando cada qual no posto do dever que lhe foi designado. O Senhor espera que cada um faça o melhor. Quando a luz brilha no coração, Ele espera que o nosso trabalho corresponda à nossa luz, para estar de acordo com a medida da plenitude de Cristo que temos recebido. Quanto mais usarmos nosso conhecimento e exercitarmos nossas faculdades, tanto mais conhecimento teremos, tanto mais forças adquiriremos para fazer mais e melhor trabalho.

Nossos talentos não nos pertencem, são a propriedade do Senhor, com a qual temos de negociar. Somos responsáveis pelo uso ou pelo abuso dos bens do Senhor. Deus espera que os homens invistam os talentos que lhes foram confiados para que quando o Mestre vier possa receber o Seu com os juros. Com Seu sangue Cristo nos comprou como Seus servos. Servi-Lo-emos? Estudaremos agora para nos apresentarmos a Deus aprovados? Demonstraremos pelas nossas ações que somos mordomos da Sua graça? Todo o esforço envidado em prol do Mestre, movido por um coração puro e sincero, será uma fragrante oferta a Ele (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 165, 166).

Sexta, 18 de maio: Estudo adicional

Olhando para o Alto [MM 1983], "Utilizando os talentos confiados", p. 381.

sábado, 5 de maio de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 6 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (Dn 7:25).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 2º Trimestre 2018 - Lição 6 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 5 de maio

Na consumação da obra de Deus na Terra, a norma de Sua lei será de novo exaltada. A falsa religião pode prevalecer, a iniquidade se generalizar, o amor de muitos esfriar, a cruz do Calvário pode ser perdida de vista, e as trevas, como um manto de morte, podem espalhar-se sobre o mundo; toda a força da corrente popular pode ser voltada contra a verdade; trama após trama pode ser formada para aniquilar o povo de Deus; mas na hora de maior perigo, o Deus de Elias levantará instrumentos humanos para dar uma mensagem que não será silenciada. Nas populosas cidades da Terra, e nos lugares onde os homens têm ido mais longe em falar contra o Altíssimo, a voz de severa repreensão será ouvida. Corajosamente, homens indicados por Deus denunciarão a união da igreja com o mundo. Com fervor chamarão a homens e mulheres para que voltem da observância de uma instituição de feitura humana para a guarda do verdadeiro sábado. "Temei a Deus e dai-Lhe glória", proclamarão a toda nação, "porque vinda é a hora do Seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas. ... Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da Sua ira" (Apoc. 14:7-10; Profetas e Reis, p. 186, 187).

Necessitamos hoje de homens totalmente fiéis, homens que sigam ao Senhor com integridade, homens que não sejam capazes de silenciar quando devem falar, firmes como o aço em seguir o princípio, que não busquem pretensiosas exibições, mas andem humildemente com Deus, pacientes, bondosos, prestativos, corteses, que compreendam que a ciência da oração é exercer fé e mostrar obras que promovam a glória de Deus e o bem de Seu povo. ... Seguir a Jesus requer sincera conversão no princípio, e uma repetição dessa conversão a cada dia.
Foi a fé de Calebe em Deus que lhe inspirou coragem, que o guardou do temor dos homens, e o habilitou a permanecer ousada e inabalavelmente na defesa do direito. Pela confiança no mesmo Poder, o poderoso General dos exércitos celestes, todo verdadeiro soldado da cruz pode receber força e ânimo para vencer os obstáculos que parecem insuperáveis (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 207).

Deus concedeu aos homens o sábado como sinal entre Ele e eles, como uma prova da fidelidade deles. Os que, na grande crise que está perante nós, depois de receberem iluminação no tocante à lei de Deus, prosseguem desobedecendo e exaltando as leis humanas acima da de Deus, receberão o sinal da besta.
Os esforços de Satanás contra os vindicadores da verdade tornar-se-ão mais pungentes e resolutos até ao fim do tempo. Assim como no tempo de Cristo os principais e sacerdotes instigaram contra Ele o povo, também hoje os líderes religiosos despertarão rancor e preconceito contra a verdade para este tempo. O público será levado a cometer atos de violência e oposição em que nunca haveriam pensado se não fossem saturados da animosidade dos professos cristãos contra a verdade.
E que conduta adotarão os vindicadores da verdade? Possuem eles a imutável, eterna Palavra de Deus, e devem demonstrar que possuem a verdade tal como é em Jesus. Suas palavras não devem ser nem ásperas nem rudes. Na apresentação da verdade devem eles manifestar o amor, a mansidão e a brandura de Cristo. Deixai que a verdade faça o talho; a Palavra de Deus é qual espada afiada de dois gumes e cortará até atingir o coração. Os que sabem que possuem a verdade não devem, pelo uso de expressões desgraciosas e ásperas, conceder a Satanás uma única oportunidade de lhes desvirtuar a intenção.
Foi-me mostrado que Satanás nos está furtivamente tomando a dianteira. A lei de Deus, pela intervenção de Satanás, será invalidada. Em nossa terra [Estados Unidos] de alardeada liberdade, a liberdade religiosa terá o seu fim. A luta será decidida no que toca ao assunto do sábado, e agitará o mundo inteiro.
Curto é o nosso tempo para trabalhar, e Deus nos chama, como pastores e povo, para sermos expeditos. Instrutores tão sábios quanto as serpentes e tão prudentes quanto as pombas precisam acorrer em auxílio do Senhor, em auxílio do Senhor contra os poderosos. Muitos há que não compreendem as profecias relativas a estes dias, e precisam ser esclarecidos (Evangelismo, p. 235-237).

Domingo, 6 de maio: A promessa

O maior perigo do homem está em enganar a si mesmo, em condescender com a presunção, separando-se assim de Deus, a fonte de sua força. A menos que sejam corrigidas pelo Santo Espírito de Deus, nossas tendências naturais encerram em si mesmas os germes da morte. A menos que nos ponhamos em uma ligação vital com Deus, não podemos resistir aos profanos efeitos da satisfação própria, do amor de nós mesmos e da tentação para pecar.
Para que possamos receber auxílio de Cristo, devemos compreender nossa necessidade. Cumpre-nos conhecer-nos verdadeiramente. Unicamente ao que se reconhece pecador, pode Cristo salvar. Só quando vemos nosso inteiro desamparo e renunciamos a toda confiança própria, lançaremos mão do poder divino.
Não é apenas no início da vida cristã que se deve fazer essa renúncia. A cada passo de avanço em direção ao Céu, ela deve ser renovada. Todas as nossas boas obras são dependentes de um poder fora de nós; deve haver portanto um constante anelo do coração para Deus, uma contínua e fervorosa confissão de pecado, e humilhação da alma perante Ele.
Cercam-nos perigos; e só estamos a salvo quando sentimos nossa fraqueza, e nos apegamos com a segurança da fé ao nosso poderoso Libertador (A Ciência do Bom Viver, p. 455, 456).

Paulo reconhecia sua fraqueza, e bem podia duvidar de sua força. Referindo-se à lei, ele diz: "E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte." Rom. 7:10. Ele confiara nas obras da lei. No tocante à sua vida exterior, declara que, "quanto à lei", era "irrepreensível"; e punha a confiança em sua própria justiça. Mas quando o espelho da lei foi colocado diante dele, e viu a si mesmo como Deus o via, cheio de faltas, manchado pelo pecado, exclamou: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Rom. 7:24.
Paulo contemplou o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ouviu a voz de Cristo dizendo: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." João 14:6. Resolveu apossar-se dos benefícios da graça que salva, estar morto para as transgressões e pecados, ter a culpa removida pelo sangue de Cristo, ser revestido da justiça de Cristo, tornar-se um ramo da Videira que vive. Andava com Cristo, e Jesus tornou-Se para ele - não uma parte da salvação, enquanto suas boas obras eram a outra parte - mas o seu tudo em todos, o primeiro e o último, e o melhor em tudo. Tinha a fé que extrai vida de Cristo, que o habilitava a harmonizar a vida com a do Exemplo divino. Essa fé nada reivindica para o seu possuidor devido a sua justiça, mas tudo reivindica em virtude da justiça de Cristo (Exaltai-O [MM 1992], p. 32).

Segunda, 7 de maio: A lei e o pecado

Em Seus ensinos, Cristo mostrou de quão vasto alcance são os princípios da lei pronunciada do Sinai. Fez Ele uma aplicação viva dessa lei cujos princípios permanecem para sempre a grande norma de justiça - norma pela qual todos serão julgados naquele grande dia em que se assentar o juízo e os livros forem abertos. Veio Ele para cumprir toda a justiça e, como cabeça da humanidade, mostrar ao homem que ele pode fazer a mesma obra, satisfazendo a todas as especificações dos reclamos de Deus. Pela medida da graça que Ele concede ao instrumento humano, ninguém precisa perder o Céu. A perfeição de caráter é alcançável por todo aquele que nela se empenha.
Isto é a própria base do novo concerto evangélico. A lei de Jeová é a árvore; o evangelho são as perfumosas flores e os frutos que ela produz (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 211).

É-nos impossível, por nós mesmos, escapar ao abismo do pecado em que estamos mergulhados. Nosso coração é ímpio, e não o podemos transformar. "Quem do imundo tirará o puro? Ninguém!" Jó 14:4. "A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser." Rom. 8:7. A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todos têm sua devida esfera de ação, mas neste caso são impotentes. Poderão levar a um procedimento exteriormente correto, mas não podem mudar o coração; são incapazes de purificar as fontes da vida. É preciso um poder que opere interiormente, uma nova vida que proceda do alto, antes que os homens possam substituir o pecado pela santidade. Esse poder é Cristo. Sua graça, unicamente, é que pode avivar as amortecidas faculdades da alma, e atraí-la a Deus, à santidade. Disse o Salvador: "Aquele que não nascer de novo"- não receber um novo coração, novos desejos, propósitos e motivos, que conduzem a uma nova vida - "não pode ver o reino de Deus." João 3:3. A ideia de que basta desenvolver o bem que por natureza existe no homem, é um erro fatal (Caminho a Cristo, p. 18, 19). 

Não há segurança nem repouso nem justificação na transgressão da lei. Não pode o homem esperar colocar-se inocente diante de Deus e em paz com Ele, mediante os méritos de Cristo, se ao mesmo tempo continua em pecado. Tem de deixar de transgredir, e tornar-se leal e verdadeiro. Ao olhar o pecador para o grande espelho moral, vê seus defeitos de caráter. Vê-se a si mesmo tal qual é, maculado, corrupto e condenado. Sabe, porém, ele que a lei não pode, de modo algum, remover a culpa ou perdoar ao transgressor. Tem de ir mais longe que isso. A lei é apenas o aio para levá-lo a Cristo. Tem de ele olhar para seu Salvador, o portador dos pecados. E ao ser-lhe revelado Cristo na cruz do Calvário, morrendo sob o peso dos pecados de todo o mundo, o Espírito Santo lhe mostra a atitude de Deus para com todos os que se arrependem de suas transgressões (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 213).

Terça, 8 de maio: Do sábado para o domingo?

Quando Jesus Se encontrou com os discípulos, relembrou-lhes as palavras que lhes dissera antes de Sua morte, de que se deviam cumprir todas as coisas que a Seu respeito estavam escritas na lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos. "Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos; e em Seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas" (Luc. 24:46-48; O Desejado de Todas as Nações, p. 804, 805).

oa. Só Lucas ficou com ele, partindo os demais membros da comitiva para Trôade, a fim de ali o esperarem. Os filipenses eram dentre os conversos do apóstolo os mais amorosos e sinceros, e durante os oito dias da festa ele desfrutou pacífica e feliz comunhão com eles.
Embarcando em Filipos, Paulo e Lucas alcançaram os companheiros cinco dias mais tarde, em Trôade, e demoraram-se sete dias com os crentes naquele lugar. Na última noite de sua estada ali os irmãos se ajuntaram "para partir o pão". O fato de que seu amado mestre ia partir, promoveu um ajuntamento maior que o de costume. Reuniram-se num "cenáculo" (Atos 20:7 e 8), no terceiro andar. Ali, no fervor de seu amor e solicitude por eles, o apóstolo pregou até à meia-noite (Atos dos Apóstolos, p. 390, 391).

Muitos insistiam em que a guarda do domingo tinha sido, por muitos séculos, uma doutrina estabelecida e generalizado costume da igreja. Contra este argumento se mostrou que o sábado e sua observância eram mais antigos e generalizados, sendo mesmo tão velhos como o próprio mundo, e trazendo a sanção tanto dos anjos como de Deus. Quando foram postos os fundamentos da Terra, quando as estrelas da alva juntamente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam, foi então lançado o fundamento do sábado (Jó 38:6 e 7; Gên. 2:1-3). Bem pode esta instituição reclamar a nossa reverência; não foi ordenada por nenhuma autoridade humana, e não repousa sobre tradições humanas; foi estabelecida pelo Ancião de Dias e ordenada por Sua eterna Palavra (O Grande Conflito, p. 454, 455).

Deus é misericordioso. Razoáveis são as Suas reivindicações, em harmonia com a bondade e benevolência de Seu caráter. O objetivo do sábado foi beneficiar toda a humanidade. O homem não foi feito para ajustar-se ao sábado; pois o sábado foi feito depois da criação do homem, a fim de lhe satisfazer às necessidades. Depois de haver Deus feito o mundo em seis dias, descansou, e santificou e abençoou o dia no qual descansou de toda a Sua obra que criara e fizera. Ele separou aquele dia especial para o homem nele repousar de seu labor, para que, ao olhar para a Terra embaixo e para os céus em cima, lembrasse de que Deus fez tudo isto em seis dias e descansou ao sétimo; e para que ao contemplar as provas palpáveis da infinita sabedoria de Deus, seu coração se enchesse de amor e reverência por seu Criador (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 582, 583).

Quarta, 9 de maio: O sétimo dia no Novo Testamento

Durante a infância e a juventude, Jesus adorara entre Seus irmãos, na sinagoga de Nazaré. Desde o início de Seu ministério, estivera ausente deles, mas não ignoravam o que Lhe acontecia. Ao aparecer novamente em seu meio, o interesse e expectação deles subiu ao mais alto grau. Ali estavam as figuras e fisionomias familiares, que conhecera na infância. Ali estava Sua mãe, Seus irmãos, e todos os olhos se voltaram para Ele quando entrou na sinagoga, no sábado, tomando lugar entre os adoradores (O Desejado de Todas as Nações, p. 236).

Cristo, durante Seu ministério terrestre, deu ênfase aos imperiosos reclamos do sábado; em todo o Seu ensino Ele mostrou reverência pela instituição que Ele mesmo dera. Em Seus dias o sábado tinha-se tornado tão pervertido que sua observância refletia o caráter de homens egoístas e arbitrários, antes que o caráter de Deus. Cristo pôs de lado o falso ensino pelo qual os que proclamavam conhecer a Deus O tinham deformado. Embora seguido com impiedosa hostilidade pelos rabis, Ele não pareceu sequer conformar-Se a suas exigências, mas prosseguiu retamente, guardando o sábado de acordo com a lei de Deus.
Em linguagem que não pode deixar de ser compreendida, Ele testificou de Sua consideração pela lei de Jeová. "Não cuideis que Eu vim destruir a lei ou os profetas", declarou; "não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer pois que violar um destes mais pequenos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos Céus" (Mat. 5:17-19; Profetas e Reis, p. 183).

Jesus descansou, afinal. Findara o longo dia de vergonha e tortura. Ao introduzirem os derradeiros raios do sol poente o dia do sábado, o Filho de Deus estava em repouso, no sepulcro de José. Concluída Sua obra, as mãos cruzadas em paz, descansava durante as sagradas horas do sábado.
No princípio, o Pai e o Filho repousaram no sábado após Sua obra de criação. Quando "os céus, e a Terra e todo o seu exército foram acabados" (Gên. 2:1), o Criador e todos os seres celestiais se regozijaram na contemplação da gloriosa cena. "As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam." Jó 38:7. Agora Jesus descansava da obra de redenção; e se bem que houvesse dor entre os que O amavam na Terra, reinou contudo alegria no Céu. Gloriosa era aos olhos dos seres celestiais a perspectiva do futuro. Uma criação restaurada, a raça redimida que, havendo vencido o pecado, nunca mais poderia cair - eis o resultado visto por Deus e os anjos, da obra consumada por Cristo. Com esta cena se acha para sempre ligado o dia em que Jesus descansou. Pois Sua "obra é perfeita" (Deut. 32:4); e "tudo quanto Deus faz durará eternamente". Ecl. 3:14. Quando se der a "restauração de todas as coisas, as quais Deus falou por boca dos Seus santos profetas, desde o princípio do mundo" (Atos 3:21, Versão de Figueiredo), o sábado da criação, o dia em que Jesus esteve em repouso no sepulcro de José, será ainda um dia de descanso e regozijo. O Céu e a Terra se unirão em louvor, quando, "desde um sábado até ao outro" (Isa. 66:23), as nações dos salvos se inclinarem em jubiloso culto a Deus e o Cordeiro (O Desejado de Todas as Nações, p. 769, 770).

Quinta, 10 de maio: A tentativa de mudança do sábado

O característico especial da besta, e, portanto, de sua imagem, é a violação dos mandamentos de Deus. Diz Daniel a respeito da ponta pequena, o papado: "Cuidará em mudar os tempos e a lei." Dan. 7:25. E Paulo intitulou o mesmo poder "o homem do pecado", que deveria exaltar-se acima de Deus. Uma profecia é o complemento da outra. Unicamente mudando a lei de Deus poderia o papado exaltar-se acima de Deus; quem quer que conscientemente guarde a lei assim modificada, estará a prestar suprema honra ao poder pelo qual se efetuou a mudança. Tal ato de obediência às leis papais seria um sinal de vassalagem ao papa em lugar de Deus.
O papado tentou mudar a lei de Deus. O segundo mandamento, que proíbe o culto às imagens, foi omitido da lei, e o quarto foi mudado de molde a autorizar a observância do primeiro dia em vez do sétimo, como sábado. Mas os romanistas aduzem como razão para omitir o segundo mandamento ser ele desnecessário, achando-se incluído no primeiro, e que estão a dar a lei exatamente como era o desígnio de Deus fosse ela compreendida. Essa não pode ser a mudança predita pelo profeta. É apresentada uma mudança intencional, com deliberação. "Cuidará em mudar os tempos e a lei." A mudança no quarto mandamento cumpre exatamente a profecia. Para isto a única autoridade alegada é a da Igreja. Aqui o poder papal se coloca abertamente acima de Deus (O Grande Conflito, p. 446).

Satanás está em constante operação para agitar os poderes do inferno de sua confederação do mal contra os justos. Ele capacita instrumentos humanos com seus próprios atributos. Anjos malignos, unidos com homens iníquos, empreenderão esforços para prejudicar, perseguir e destruir. Mas o Senhor Deus de Israel não Se esquecerá daqueles que nEle confiam. Em meio ao fortalecimento da infidelidade e apostasia, em meio à pretensa iluminação que constitui a mais cega presunção e engano, haverá uma luz do santuário do alto resplandecendo sobre o povo de Deus. A verdade de Deus triunfará.
Os mandamentos de Deus serão calcados aos pés, tal como o foram no Céu por Satanás. A menos que Deus derrame Seu poder convertedor e Sua graça sobre a pessoa, não haverá qualquer tentativa para opor-se a Satanás, mas os homens estarão sob o seu controle, seus cativos voluntários. A inimizade contra Satanás é colocada no homem pelo próprio Deus. Deus insta Seu povo a ocupar uma posição distinta e decidida. O justo fervor com que Cristo denunciava toda abominação em nosso mundo, a imaculada pureza que tornava manifesta a corrupção daqueles que enganavam o povo com uma aparência de santidade, motivavam grande hostilidade contra Ele.
Hoje a mesma atitude da parte do Seu povo atrairá semelhante tratamento. Toda pessoa será reunida sob uma das duas bandeiras. Os escolhidos e fiéis postar-se-ão sob a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel, e os outros sob o estandarte de Satanás. Todos quantos estão do lado de Satanás unir-se-ão com ele em honrar o sábado espúrio, prestando assim homenagem ao homem do pecado que se exaltou acima de tudo quanto se chama Deus e [que] julgou poder mudar os tempos e as leis. Calcam aos pés as leis de Jeová e formulam leis para compelir todos a adorarem o falso sábado, o ídolo que exaltaram. Mas o dia do livramento do povo de Deus não está muito distante (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 288).

No capítulo 14 de Apocalipse, os homens são convidados a adorar o Criador; e a profecia revela uma classe de pessoas que, como resultado da tríplice mensagem, observam os mandamentos de Deus. Um desses mandamentos aponta diretamente para Deus como sendo o Criador. O quarto preceito declara: "O sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus... porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou." Êxo. 20:10 e 11. Acerca do sábado, diz mais o Senhor ser ele um "sinal... para que saibais que Eu sou o Senhor, vosso Deus". Ezeq. 20:20. E a razão apresentada é: "Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, e, ao sétimo dia, descansou, e restaurou-Se." Êxo. 31:17.
Enquanto o fato de que Ele é o nosso Criador continuar a ser razão por que O devamos adorar, permanecerá o sábado como sinal e memória disto. Tivesse sido o sábado universalmente guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos ao Criador como objeto de reverência e culto, jamais tendo havido idólatra, ateu, ou incrédulo. A guarda do sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, "Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas". Apoc. 14:7. Segue-se que a mensagem que ordena aos homens adorar a Deus e guardar Seus mandamentos, apelará especialmente para que observemos o quarto mandamento (Exaltai-O [MM 1992], p. 45. 46).

Sexta, 11 de maio: Estudo adicional

Primeiros Escritos, "A Ressurreição de Cristo", p. 181.