sábado, 7 de abril de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 2 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Disse o rei a Daniel: Certamente, o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador de mistérios, pois pudeste revelar este mistério” (Dn 2:47).

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e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 7 de abril

Maravilhosa é a obra que Deus pretende realizar por intermédio de Seus servos, para que Seu nome seja glorificado. O Senhor fez de José uma fonte de vida para a nação egípcia. Por meio de José, foi conservada a vida de todo aquele povo. Por meio de Daniel, Deus salvou a vida de todos os sábios de Babilônia. E esses livramentos foram como lições práticas, pois ilustraram ao povo as bênçãos espirituais a ele proporcionadas mediante a ligação com o Deus a quem José e Daniel adoravam. 
Assim, por intermédio de Seu povo hoje, Deus deseja trazer bênçãos ao mundo. Todo obreiro em cujo coração Cristo habita, todo aquele que manifeste Seu amor ao mundo, é um colaborador de Deus para bênção da humanidade. À medida que ele recebe do Salvador graça para comunicar aos outros, emana de todo o seu ser uma onda de vida espiritual (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 227).

Mas não era intuito de Deus que Seu povo levantasse uma parede separatória entre si e seus semelhantes. O coração do Amor infinito expandia-se a todos os habitantes da Terra. Embora O houvessem rejeitado, Ele estava constantemente procurando Se revelar a eles, e fazê-los participantes de Seu amor e graça. Sua bênção foi concedida ao povo escolhido, a fim de que pudesse abençoar a outros.
Deus chamou Abraão, fê-lo prosperar e o honrou; e a fidelidade do patriarca foi uma luz para o povo em todos os países de sua peregrinação. Abraão não se excluiu do povo em redor de si. Manteve contatos amistosos com os reis das nações circunvizinhas, por alguns dos quais ele era tratado com grande respeito; e sua integridade e abnegação, seu valor e benevolência, estavam a representar o caráter de Deus. Na Mesopotâmia, em Canaã, no Egito, e mesmo aos habitantes de Sodoma, o Deus do Céu foi revelado por meio de Seu representante (Patriarcas e Profetas, p. 368).

Devem servir de condutos pelos quais Deus possa derramar sobre o mundo fluxos de Seu infinito amor.
O propósito que Deus quer realizar por meio de Seu povo hoje é o mesmo que desejou realizar por meio de Israel quando o tirou do Egito. Pela contemplação da bondade, misericórdia, justiça e amor de Deus, manifestados na igreja, o mundo deve ter uma ideia de Seu caráter. E se a lei divina for desse modo exemplificada na conduta dos que a professam, o próprio mundo reconhecerá a superioridade dos que amam, temem e servem a Deus sobre o restante da humanidade. Os olhos do Senhor se fixam em cada um dos membros de Seu povo; Ele tem um plano para cada um. É Seu propósito que os que cumprem Seus santos preceitos, sejam um povo distinto. Ao povo de Deus aplica-se ainda hoje, como ao antigo Israel, as palavras escritas por Moisés sob inspiração divina: “Vocês são povo santo para o Senhor, seu Deus. O Senhor, seu Deus, os escolheu, para que, de todos os povos que há sobre a Terra, vocês fossem o Seu povo próprio, de todos os povos que sobre a Terra há” (Deuteronômio 7:6; Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 12).

Domingo, 8 de abril: Fiel no pouco

Entretanto, Deus escolheu Israel. Ele o chamou para conservar entre os homens o conhecimento de Sua lei, e dos símbolos e profecias que apontavam ao Salvador. Desejava que fosse como fonte de salvação para o mundo. O que Abraão tinha sido na terra de sua peregrinação, o que foi José no Egito e Daniel nas cortes de Babilônia, o povo hebreu devia ser entre as nações. Cumpria-lhe revelar Deus aos homens (O Desejado de Todas as Nações, p. 27).

Somente pela fidelidade nas coisas pequenas é que a pessoa pode ser qualificada para agir com fidelidade sob responsabilidades maiores. Deus pôs Daniel e seus companheiros em contato com os grandes de Babilônia para que esses gentios conhecessem os princípios da verdadeira religião. Em meio de uma nação de idólatras, Daniel devia representar o caráter de Deus. Como se tornou ele apto para uma posição de tanta confiança e honra? Foi a fidelidade nas minúcias que lhe deu integridade à vida toda. Honrava a Deus nos menores deveres, e o Senhor cooperava com ele. A Daniel e seus companheiros Deus outorgou “o conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda visão e sonhos” (Daniel 1:17).
Assim como Deus chamou Daniel para testemunhar Dele em Babilônia, também nos chama para que sejamos Suas testemunhas no mundo de hoje. Deseja que revelemos aos homens os princípios de Seu reino, tanto nos menores como nos maiores afazeres da vida (Parábolas de Jesus, p. 356, 357).

Os que ocupam hoje posições de responsabilidade devem procurar aprender a lição ensinada pela oração de Salomão. Quanto mais alta for a posição que um homem ocupa, quanto maior for a responsabilidade que tem de levar, mais ampla será a influência que exerce e maior sua necessidade de dependência de Deus. Deve lembrar-se sempre de que, com o chamado para o trabalho, vem o chamado para andar prudentemente perante seus companheiros. Deve permanecer diante de Deus na atitude de um discípulo. A posição não dá santidade de caráter. É por honrar a Deus e obedecer a Seus mandamentos que o homem se torna verdadeiramente grande.
O Deus a quem servimos não faz acepção de pessoas. Aquele que deu a Salomão o espírito de sábio discernimento, está desejoso de repartir as mesmas bênçãos a Seus filhos hoje. “Se, porém, algum de vocês necessita de sabedoria”, declara Sua Palavra, “peça-a a Deus, que a todos dá com generosidade e sem reprovações, e ela lhe será concedida”, Tiago 1:5. Quando o que leva um fardo opressivo deseja sabedoria mais que riquezas, poder, ou fama, não ficará desapontado. Tal pessoa aprenderá do grande Mestre não somente o que fazer, mas como fazê-lo de maneira a alcançar a divina aprovação (Profetas e Reis, p. 30, 31).

Segunda, 9 de abril: A humildade de Daniel

Neemias se humilhou diante de Deus, dando-Lhe a glória devida ao Seu nome. O mesmo fez Daniel em Babilônia. Estudemos as orações desses homens. Elas nos ensinam que devemos nos humilhar, mas que nunca devemos ocultar a linha de demarcação entre o povo de Deus que guarda os mandamentos e aqueles que não têm nenhum respeito por Sua lei.
Todos precisamos nos achegar a Deus. Ele se aproximará daqueles que a Ele forem em humildade, cheios de santa reverência por Sua sagrada majestade e se colocam diante dEle separados do mundo (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, p. 1.285).

Buscai a justiça e ponde-vos sob o amplo escudo da Onipotência. Essa é vossa única segurança. Deus solicita que O busqueis com humildade de coração. Lede a oração de Daniel e vede se a vossa experiência resistirá à prova de fogo. Deus abençoará ricamente os que se humilham diante dEle (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 270).

Nenhum dos apóstolos e profetas declarou jamais estar sem pecado. Homens que viveram o mais próximo de Deus, que sacrificariam a vida de preferência a cometer conscientemente um ato mau, homens a quem Deus honrou com divina luz e poder, confessaram a pecaminosidade de sua natureza. Eles não puseram a sua confiança na carne, nem alegaram possuir justiça própria, mas confiaram inteiramente na justiça de Cristo.
Assim será com todos que contemplam a Cristo. Quanto mais nos aproximarmos de Jesus, e quanto mais claramente distinguirmos a pureza de Seu caráter, tanto mais claro veremos a excessiva malignidade do pecado, e tanto menos nutriremos o desejo de nos exaltar a nós mesmos. Haverá um contínuo anelo da alma em direção a Deus, uma contínua, sincera, contrita confissão de pecado e humilhação do coração perante Ele. A cada passo para a frente em nossa experiência cristã, nosso arrependimento se aprofundará. Saberemos que nossa suficiência está em Cristo unicamente, e faremos nossa própria a confissão do apóstolo: "Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum." Rom. 7:18. "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo." Gál. 6:14.
Que os anjos relatores escrevam a história das santas lutas e pelejas do povo de Deus; que anotem as orações e lágrimas; mas não permitamos que Deus seja desonrado pela declaração de lábios humanos: "Estou sem pecado; sou santo." Lábios santificados nunca pronunciarão palavras de tanta presunção.
O apóstolo Paulo havia sido arrebatado até o terceiro Céu, e tinha visto e ouvido coisas que não poderiam ser proferidas; contudo, sua humilde afirmação é: "Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo." Filip. 3:12. Que os anjos do Céu escrevam as vitórias de Paulo ao combater o bom combate da fé. Que o Céu se rejubile em sua marcha firme rumo do Céu e que, ao manter ele em vista o prêmio, considere tudo o mais como escória. Os anjos se regozijam ao contar seus triunfos, mas Paulo mesmo não se vangloria de suas conquistas. A atitude de Paulo é a atitude que cada seguidor de Cristo deveria tomar ao prosseguir na luta pela coroa imortal.
Que os que se sentem inclinados a fazer alta profissão de santidade se contemplem no espelho da lei de Deus. Ao verem o vasto alcance de seus reclamos, e compreenderem que ela opera como perscrutadora dos pensamentos e intenções do coração, não se presumirão de estar sem pecado. "Se dissermos que não temos pecado", diz João não se excluindo de seus irmãos, "enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós." "Se dissermos que não pecamos, fazemo-Lo mentiroso, e a Sua palavra não está em nós." "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." I João 1:8, 10 e 9.
Há os que professam possuir santidade, que se declaram santos do Senhor, que reclamam como um direito a promessa de Deus, ao mesmo tempo que recusam obediência aos mandamentos de Deus. Esses transgressores da lei reclamam tudo quanto é prometido aos filhos de Deus; mas isto é presunção da parte deles, pois João nos diz que o verdadeiro amor a Deus se revelará na obediência a todos os Seus mandamentos. Não basta crer na teoria da verdade, fazer uma profissão de fé em Cristo, crer que Jesus não é um impostor, e que a religião da Bíblia não é uma fábula artificialmente composta. "Aquele que diz: Eu conheço-O", escreveu João, "e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a Sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado: nisto conhecemos que estamos nEle." I João 2:4 e 5. "Aquele que guarda os Seus mandamentos nEle está, e Ele nele." I João 3:24.
João não ensinou que a salvação devia ser adquirida pela obediência, mas que a obediência é fruto da fé e do amor. "E bem sabeis que Ele Se manifestou para tirar os nossos pecados", disse, "e nEle não há pecado. Qualquer que permanece nEle não peca; qualquer que peca não O viu nem O conheceu." I João 3:5 e 6. Se estivermos em Cristo, se o amor de Deus estiver no coração, nossos sentimentos, pensamentos e ações estarão em harmonia com a vontade de Deus. O coração santificado está em harmonia com os preceitos da lei de Deus (Atos dos Apóstolos, p. 561-563).

Terça, 10 de abril: Guerra no Céu e na Terra

A história se repetirá. Será exaltada a falsa religião. O primeiro dia da semana, dia comum de trabalho, não possuindo nenhuma santidade, será levantado como o foi a imagem em Babilônia. A todas as nações, e línguas e povos se ordenará venerarem este sábado espúrio. É este o plano de Satanás para invalidar o dia instituído por Deus e dado ao mundo como memorial da criação.
O decreto impondo a veneração deste dia abrangerá o mundo todo (Maranata, o Senhor Vem [MM 1977], p. 212).

Provações e perseguições sobrevirão a todos que, em obediência à Palavra de Deus, se recusarem a adorar esse falso dia de repouso. A força é o último recurso de toda falsa religião. A princípio é tentada a atração, como o rei de Babilônia tentou com o poder da música e da exibição exterior. Se essas atrações, inventadas por homens inspirados por Satanás, falhassem em fazer os homens adorar a imagem, as furiosas chamas da fornalha estavam prontas para consumi-los. Assim será hoje. O papado tem exercido seu poder para compelir os homens a lhe obedecer, e continuará a fazê-lo. Precisamos ter o mesmo espírito que foi manifestado pelos servos de Deus no conflito com o paganismo (ST. 6/5/1897; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1.091).

Aquele que andou com os hebreus valorosos na fornalha ardente, estará com os Seus seguidores em qualquer lugar. Sua constante presença confortará e sustentará. Em meio do tempo de angústia - angústia como nunca houve desde que houve nação - Seus escolhidos ficarão firmes. Satanás com todas as forças do mal não pode destruir o mais fraco dos santos de Deus. Anjos magníficos em poder os protegerão, e em favor deles Jeová Se revelará como "Deus dos deuses" (Dan. 2:47), capaz de salvar perfeitamente os que nEle puseram a sua confiança (Vidas que Falam [MM 1971], p. 253). 

A alma provada pela tormenta nunca é amada mais ternamente por seu Salvador do que quando está sofrendo opróbrio por causa da verdade. Quando, por amor à verdade, o crente se encontra à barra de tribunais injustos, Cristo está ao seu lado. Todas as desonras que incidem sobre o crente incidem sobre Cristo na pessoa de Seus santos. "Eu o amarei diz Cristo - e Me manifestarei a ele." João 14:21. Cristo é condenado outra vez na pessoa de Seus discípulos crentes.
Quando, por amor à verdade, o crente é encarcerado dentro dos muros de uma prisão, Cristo Se manifesta a ele, e arrebata-lhe o coração com Seu amor. Quando ele sofre a morte por Sua causa, Cristo lhe diz: "Eles podem matar o corpo, mas não podem prejudicar a alma." "Tende bom ânimo; Eu venci o mundo." "Eles Me crucificaram, e se vos matarem, estarão Me crucificando novamente na pessoa de Meus santos."
A perseguição só pode causar a morte, mas a vida é preservada para eterna vida e glória. O poder perseguidor pode tomar sua posição, e ordenar que os discípulos de Cristo neguem a fé, deem atenção a espíritos enganadores e doutrinas de demônios, invalidando a lei de Deus. Mas os discípulos podem perguntar: "Por que havia eu de fazer isso? Amo a Jesus, e nunca negarei o Seu nome." Quando o poder diz: "Eu o chamarei perturbador da paz", eles podem responder: "Assim eles chamaram a Jesus, o qual era verdade, e graça e paz" (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 420, 421).

Quarta, 11 de abril: Ele está conosco todos os dias

Durante sete anos Nabucodonosor foi um espanto para todos os seus súditos; por sete anos foi humilhado perante todo o mundo. Então sua razão foi restaurada, e levantando os olhos em humildade ao Deus do Céu, ele reconheceu a mão divina no seu castigo. Numa proclamação pública ele admitiu a sua culpa, e a grande misericórdia de Deus em sua restauração. ...
O propósito de Deus de que o maior reino do mundo mostrasse o Seu louvor, estava agora cumprido. Esta proclamação pública, em que Nabucodonosor reconhecia a misericórdia, bondade e autoridade de Deus, foi o último ato de sua vida registrado na história sacra (Vidas que Falam [MM 1971], p. 254).

Quem entre nós segue fielmente o Modelo? Quem começou e continua na batalha contra o orgulho próprio? Quem tem, com determinação, lutado contra o egoísmo até expulsá-lo do coração e da vida? Queira Deus que as lições a nós dadas, enquanto contemplamos a cruz de Cristo e vemos os sinais que nos aproximam do Juízo Final se cumprindo, possam impressionar nosso coração e tornar-nos mais humildes, mais abnegados e bondosos uns para com os outros, menos ressentidos, menos críticos e mais dispostos a levar as cargas uns dos outros. 
Foi-me mostrado que, como um povo, estamos nos afastando da simplicidade da fé e da pureza do evangelho. Muitos estão em grande perigo. A menos que mudem seu curso, serão cortados da Videira Verdadeira como ramos inúteis. Irmãos e irmãs, vi que estamos sob os umbrais do mundo eterno. Precisamos conquistar vitórias a cada passo agora. Toda boa obra é uma semente semeada a fim de dar frutos para a vida eterna. Cada sucesso obtido coloca-nos num degrau superior da escada do progresso e nos dá força espiritual para novas vitórias. Cada ação reta prepara o caminho para sua própria repetição (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 18).

Talvez uma pessoa não seja capaz de dizer o tempo ou o lugar exatos de sua conversão, nem delinear todas as circunstâncias no processo da mesma; isso, porém, não prova não estar ela convertida. Mediante um agente tão invisível como o vento, está Cristo continuamente operando no coração. Pouco a pouco, sem que o objeto dessa obra tenha talvez consciência do fato, produzem-se impressões que tendem a atrair a alma para Cristo. ... De repente, ao chegar o Espírito com mais direto apelo, a alma entrega-se alegremente a Jesus. Isso é chamado por muitos uma conversão repentina; é, no entanto, o resultado de longo processo de conquista efetuado pelo Espírito de Deus - processo paciente e prolongado.
Se bem que o vento seja invisível, seus efeitos são vistos e sentidos. Assim a obra do Espírito sobre a alma revelar-se-á em cada ato daquele que lhe experimentou o poder salvador. Quando o Espírito de Deus toma posse do coração, transforma a vida. Os pensamentos pecaminosos são afastados, renunciadas as más ações; o amor, a humildade, a paz tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A alegria substitui a tristeza, e o semblante reflete a luz do Céu. Ninguém vê a mão que suspende o fardo, nem a luz que desce das cortes celestiais. A bênção vem quando, pela fé, a alma se entrega a Deus. Então, aquele poder que olho algum pode discernir, cria um novo ser à imagem de Deus.
É impossível à mente finita compreender a obra da redenção. Seu mistério excede ao conhecimento humano; todavia, aquele que passa da morte para a vida percebe que é uma divina realidade. O começo da redenção, podemos conhecê-lo aqui, mediante uma experiência pessoal. Seus resultados estendem-se através da eternidade (Maranata, o Senhor vem [MM 1977], p. 68).

Quinta, 12 de abril: A lei e o evangelho

Que seria, se Daniel e seus companheiros se tivessem comprometido com aqueles funcionários pagãos, e tivessem cedido à pressão do momento, comendo e bebendo como era costumeiro entre os babilônios? Esse único exemplo de desvio do princípio ter-lhes-ia enfraquecido o senso da justiça e sua aversão ao mal. A condescendência com o apetite teria implicado no sacrifício do vigor físico, da clareza do intelecto e do poder espiritual. Um só passo errado, provavelmente teria levado a outros, até que, cortada sua ligação com o Céu, tivessem sido arrebatados pela tentação (Conselhos sobre Saúde, p. 66).

Daniel, primeiro-ministro dos maiores reinos da Terra, foi ao mesmo tempo profeta de Deus, recebendo luz de celestial inspiração. Um homem sujeito às mesmas paixões que nós, é descrito pela pena da Inspiração como isento de falta. Suas transações de negócios, quando submetidas à mais apurada fiscalização dos seus inimigos, foram consideradas sem falha. Ele foi um exemplo do que cada homem de negócios pode tornar-se quando o seu coração é convertido e consagrado, e quando os seus motivos são retos à vista de Deus. ...
Inamovível em sua fidelidade a Deus, indomável no domínio de si mesmo, Daniel, por sua nobre dignidade e indeclinável integridade, conquanto fosse jovem, alcançou "graça e misericórdia" (Dan. 1:9) diante do oficial pagão a cujo cargo tinha sido posto. ...
Ele ascendeu rapidamente à posição de primeiro-ministro do reino de Babilônia. Através do reinado de sucessivos monarcas, da queda da nação e o estabelecimento de outro império mundial, foram de tal natureza sua sabedoria e capacidade de estadista, tão perfeitos seu tato, cortesia, genuína bondade de coração e sua fidelidade ao princípio, que mesmo seus inimigos foram forçados a confessar que não podiam achar "ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel" (Dan. 6:4; Vidas que Falam [MM 1971], p. 254, 255).

Em todas as épocas as testemunhas designadas por Deus se têm exposto às perseguições e ao desprezo por amor à verdade. José foi caluniado e perseguido por haver preservado sua virtude e integridade. Davi, o mensageiro escolhido de Deus, foi caçado como um animal feroz por seus inimigos. Daniel foi lançado na cova dos leões por ser leal ao seu concerto com o Céu. Jó foi destituído de suas posses terrestres e ferido no corpo de tal maneira que o desprezaram os próprios parentes e amigos; contudo manteve sua integridade. Jeremias não pôde ser impedido de falar as palavras que Deus lhe ordenara; e seu testemunho de tal maneira enfureceu o rei e os príncipes que o atiraram num poço asqueroso. Estevão foi apedrejado por haver pregado a Cristo, e Este crucificado. Paulo foi encarcerado, açoitado, apedrejado e finalmente entregue à morte por ter sido fiel mensageiro de Deus aos gentios. E João foi banido para a ilha de Patmos "por causa da Palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo". Apoc. 1:9.
Esses exemplos de humana firmeza dão testemunho da fidelidade das promessas de Deus - de Sua permanente presença e mantenedora graça. Testificam do poder da fé para enfrentar os poderes do mundo. É obra de fé repousar em Deus na hora mais escura, sentir, embora dolorosamente provado e sacudido pela tempestade, que nosso Pai está ao leme. Somente os olhos da fé podem ver para além das coisas temporais e apreciar com acerto o valor das riquezas eternas (Atos dos Apóstolos, p. 576).

Sexta, 13 de abril: Estudo adicional

Parábolas de Jesus, capítulo 25.
Este Dia com Deus, "Como Deus Encara a Grandeza", p. 368.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 1 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17).

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Sábado à tarde, 31 de março

O mundo caído é o campo de batalha do maior conflito que o universo celeste e as potências terrestres já presenciaram. Foi designado como teatro da grande luta que se havia de travar entre o bem e o mal, entre o Céu e o inferno. Toda criatura humana desempenha uma parte nesse conflito. Ninguém pode ocupar terreno neutro. Os homens, hão de aceitar ou rejeitar o Redentor do mundo. Todos são testemunhas, quer seja a favor, quer contra Cristo. Ele chama os que se acham sob Sua bandeira para que se empenhem com Ele na luta como fiéis soldados, de modo a herdarem a coroa da vida. Foram adotados como filhos e filhas de Deus. Cristo deixou-lhes a firme promessa de que grande será a recompensa no reino do Céu para os que partilham Sua humilhação e sofrimento por amor da verdade.
A cruz do Calvário desafia, e afinal há de vencer todo poder terreno e infernal. Na cruz se concentram todas as influências, e dela todas as influências se irradiam. Ela é o grande centro de atração, pois nela Cristo deu a vida pela humanidade. Esse sacrifício foi oferecido a fim de restaurar o homem à sua perfeição original; e mais ainda: Foi feito para proporcionar-lhe inteira transformação de caráter, tornando-o mais que vencedor. Aqueles que, no poder de Cristo, vencerem o grande inimigo de Deus e do homem, ocuparão nas cortes celestes uma posição acima dos anjos não caídos. … Pois maior alegria do que a que se encontra em Cristo não pode haver (Filhos e Filhas de Deus, p. 242).

Ninguém que recebe a Palavra de Deus está isento de dificuldades; mas quando vem a aflição, o verdadeiro cristão não se torna inquieto, sem confiança nem desanimado. Embora não vejamos o resultado definido das circunstâncias, ou não percebamos o propósito das providências de Deus, não devemos rejeitar nossa confiança. Lembrando-nos da terna misericórdias do Senhor, lancemos sobre Ele nossos cuidados e esperemos com paciência Sua salvação.
Pela luta a vida espiritual é fortalecida. Provações bem suportadas desenvolverão a resistência do caráter e preciosas graças espirituais. O perfeito fruto da fé, da mansidão e da caridade amadurece melhor frequentemente debaixo de tempestades e trevas (Parábolas de Jesus, p. 60, 61).

Muitos há que não entendem o conflito que está em andamento entre Cristo e Satanás, sobre os seres humanos. Não reconhecem que, se quiserem permanecer sob a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel, têm de estar dispostos a ser participantes de Seus conflitos, e travar uma resoluta guerra contra os poderes das trevas.
A conquista da vida eterna sempre representará uma luta, um conflito. Devemos sempre ser encontrados combatendo o bom combate da fé. Somos soldados de Cristo, e dos que se alistam em Seu exército espera-se que façam um trabalho difícil, trabalho que lhes forçará ao máximo as energias. Devemos compreender que a vida de um soldado é de luta intensa, de perseverança e resistência. Por amor de Cristo devemos suportar provas (Nos Lugares Celestiais, p. 265, 266).

Domingo, 1º de abril: A queda de um ser perfeito

O primeiro pecador foi alguém a quem Deus havia exaltado grandemente. … Pouco a pouco, Satanás veio a condescender com o desejo de exaltação própria. A Bíblia diz: “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor” (Ez 28:17). “Tu dizias no teu coração: […] acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e […] serei semelhante ao Altíssimo” [Is 14:13, 14]. Embora toda a sua glória proviesse de Deus, esse poderoso anjo veio a considerá-la como pertencente a si mesmo. Não contente com sua posição, embora honrado acima das hostes do Céu, ele se atreveu a cobiçar a homenagem devida somente ao Criador. Em vez de procurar tornar Deus supremo na afeição e fidelidade de todos os seres criados, empenhou-se em atrair para si o serviço e a lealdade deles (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 66). E, cobiçando a glória que o infinito Pai havia conferido a Seu Filho, esse príncipe dos anjos aspirou ao poder que era prerrogativa apenas de Cristo (Patriarcas e Profetas, p. 35; Comentários de Ellen G. White,Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 1.280).

A lição dessa parábola é ilustrada pelo proceder de Deus para com os homens e os anjos. Satanás é um enganador. Quando pecou no Céu, nem mesmo os anjos fiéis reconheceram plenamente seu caráter. Essa é a razão pela qual Deus não o destruiu imediatamente. Se o tivesse feito, os santos anjos não teriam percebido o amor e a justiça de Deus. Uma só dúvida quanto à bondade de Deus teria sido como semente má, que produziria o amargo fruto do pecado e da desgraça. Por isso, foi poupado o autor do mal, para que desenvolvesse plenamente seu caráter. Durante longos séculos, Deus suportou a angústia de contemplar a obra do mal. Preferiu dar a infinita Dádiva do Gólgota, a deixar alguém ser induzido pelas falsas representações do maligno; pois o joio não podia ser arrancado, sem o risco de desarraigar a preciosa semente. E não seremos tão clementes para com nossos semelhantes, como o Senhor do Céu e da Terra foi para com Satanás? (Parábolas de Jesus, p. 72).

Deus nos deu o poder da escolha; a nós cumpre exercê-lo. Não podemos mudar o coração, nem reger nossos pensamentos, impulsos e afeições. Não nos podemos tornar puros, aptos para o serviço de Deus. Mas podemos escolher servi-Lo, podemos entregar-Lhe nossa vontade; então, Ele operará em nós o querer e o efetuar, segundo a Sua aprovação. Assim, nossa natureza toda será posta sob o domínio de Cristo.
Mediante o devido exercício da vontade, uma completa mudança pode ser realizada na vida. Entregando a vontade a Cristo, aliamo-nos com o divino poder. Recebemos força do alto para nos manter firmes. Uma vida nobre e pura, uma vida vitoriosa sobre o apetite e a concupiscência, é possível a todo aquele que quiser unir sua vontade humana, fraca e vacilante, à onipotente e inabalável vontade de Deus (A Ciência do Bom Viver, p. 176).

Segunda, 2 de abril: Conhecimento e submissão

Quando Satanás se tornou inteiramente cônscio de que não havia a possibilidade de ser de novo acolhido no favor de Deus, sua malícia e ódio começaram a ser manifestos. Ele confabulou com seus anjos, e foi estabelecido um plano para ainda operar contra o governo de Deus. Quando Adão e Eva foram colocados no belo jardim, Satanás estava assentando planos para destruí-los. De nenhuma forma poderia o feliz casal ser privado de sua felicidade se obedecesse a Deus. Satanás não poderia exercer seu poder sobre eles, a não ser que eles primeiro desobedecessem a Deus e desmerecessem Seu favor. Algum plano devia, portanto, ser delineado que os levasse à desobediência e os fizesse incorrer no desagrado de Deus, sendo postos sob influência mais direta de Satanás e seus anjos. Ficou decidido que Satanás assumiria uma outra forma e manifestaria interesse pelo homem. Ele devia fazer insinuações contra a fidelidade de Deus e criar a dúvida quanto ser precisamente exato o que Deus dissera; a seguir devia despertar-lhes a curiosidade e levá-los a descobrir os impenetráveis planos de Deus – precisamente o pecado de que Satanás se fizera culpado (Primeiros Escritos, p. 146, 147).

Enquanto Deus procurava o bem do homem, Satanás procurava sua ruína. Quando Eva, desatendendo ao aviso do Senhor relativo à árvore proibida, se arriscou a aproximar-se dela, entrou em contato com seu adversário. Tendo-se despertado seu interesse e curiosidade, Satanás prosseguiu negando a Palavra de Deus e insinuando a desconfiança em Sua sabedoria e bondade.
Conquanto Satanás declarasse ter recebido grande benefício, comendo da árvore proibida, não deixou transparecer que, pela transgressão, tinha sido expulso do Céu. Ali se encontrava a falsidade, tão oculta sob a capa da verdade aparente que Eva, absorta, lisonjeada, iludida, não percebeu o engano. Cobiçou o que Deus havia proibido; desconfiou de Sua sabedoria. Repeliu a fé, a chave do saber.
Quando a mulher viu “que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu” (Gn 3:6). Era agradável ao paladar, e enquanto comia, pareceu-lhe sentir um poder vivificador, e imaginou-se entrando em uma condição superior de existência. Havendo já transgredido, tornou-se tentadora a seu marido, e “ele comeu” (Gn 3:6; Educação, p. 23-25).

Adão e Eva comeram ambos do fruto, e obtiveram um conhecimento que, tivessem obedecido a Deus, jamais teriam adquirido – a experiência na desobediência e deslealdade a Deus – o conhecimento de que estavam nus. As vestes da inocência, o revestimento vindo de Deus, o qual os envolvia, desapareceu; e eles preencheram o lugar dessa roupagem celestial costurando folhas de figueira que ajuntaram para fazer aventais.
Se Adão e Eva jamais houvessem tocado na árvore do conhecimento, teriam estado numa posição em que o Senhor poderia transmitir-lhes o conhecimento de Sua Palavra, o qual não precisaria ser deixado para trás com as coisas deste mundo, mas poderia ser levado por eles para o paraíso de Deus (Vidas Que Falam, p. 12).

Terça, 3 de abril: Guerra no Céu e na Terra

Até o próprio momento do desfecho do conflito no Céu, o grande usurpador continuou a se justificar. Quando se anunciou que, com todos os seus simpatizantes, ele deveria ser expulso da habitação de sua bem-aventurança, o líder rebelde ousadamente declarou seu desdém para com a lei do Criador. Denunciou os estatutos divinos como uma restrição à sua liberdade e declarou ser seu propósito garantir a abolição da lei. De comum acordo, Satanás e suas hostes lançaram a culpa da rebelião inteiramente sobre Cristo, declarando que, se não tivessem sido reprovados, jamais teriam se rebelado.
A rebelião de Satanás seria uma lição para o Universo ao longo de todas as eras vindouras e um testemunho perpétuo quanto à natureza e aos terríveis resultados do pecado. A implantação do domínio de Satanás e seus efeitos sobre homens e anjos revelariam quais devem ser os frutos da decisão de se colocar de lado a autoridade divina. Testificariam o fato de que, à existência do governo de Deus e à Sua lei, está ligado o bem-estar de todas as criaturas que Ele fez. Assim, a história dessa experiência terrível de rebelião deveria constituir uma salvaguarda perpétua para todos os seres santos, impedindo-os de ser enganados quanto à natureza da transgressão e livrando-os de cometer pecado e sofrer sua punição (Comentários de Ellen G. White, no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 1.280, 1.281).

Se permitirmos que o acúmulo de trabalho nos desvie do nosso propósito de buscar ao Senhor diariamente, cometeremos os maiores erros; sofreremos perdas, pois o Senhor não estará conosco; fecharemos a porta de tal maneira que Ele não poderá achar acesso à nossa alma. Se, porém, orarmos mesmo quando nossas mãos estão ocupadas, os ouvidos do Salvador estão abertos para ouvir as nossas petições. Se estivermos determinados a não nos separarmos da Fonte de nossa força, Jesus estará igualmente determinado a permanecer à nossa direita para auxiliar-nos, para que não sejamos postos por opróbrio diante dos nossos inimigos. A graça de Cristo pode realizar em nosso favor o que todos os nossos esforços seriam incapazes de fazer. Os que amam e temem a Deus podem estar rodeados de muitos cuidados, e mesmo assim não tropeçam nem fazem veredas tortuosas para seus pés. Deus tem cuidado de nós no lugar em que é nosso dever estar. Sempre que possível, porém, estejamos certos de ir onde se costuma fazer oração. … Essas pessoas venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho. No meio da poluição moral que prevalecia por toda parte, mantiveram firme sua integridade. E por quê? Eram participantes da natureza divina, e assim escaparam da corrupção que pela concupiscência há no mundo. … Somente a vida de constante de pendência do Salvador é vida santa (Conselhos Sobre Saúde, p. 424).

Quarta, 4 de abril: Ele está conosco todos os dias

A história da verdade tem sido sempre o relato da luta entre o direito e o erro. A proclamação do evangelho sempre tem sido levada avante neste mundo em face de oposição, perigos, perdas e sofrimentos.
Em que consistia a força daqueles que, no passado, sofreram perseguição por amor a Cristo? Era a união com Deus, união com o Espírito Santo, união com Cristo. A acusação e a perseguição têm separado muitos de seus amigos terrestres, mas nunca do amor de Cristo. Nunca a pessoa, provada pela tempestade, é mais encarecidamente amada por seu Salvador do que quando sofre perseguição por amor à verdade. “Eu o amarei”, disse Cristo, “e Me manifestarei a ele” (Jo 14:21). Quando, por causa da verdade, o cristão se acha perante os tribunais terrestres, Cristo está a seu lado. Quando é encerrado entre as paredes da prisão, Cristo Se lhe manifesta e com Seu amor lhe anima o coração. Quando sofre a morte por amor a Cristo, o Salvador lhe diz: Eles podem matar o corpo, mas não podem matar a alma. “Tenham coragem: Eu venci o mundo!” (Jo 16:33). “Não tema, porque Eu estou com você; não fique com medo, porque Eu sou seu Deus: Eu lhe dou forças, sim; Eu o ajudo; sim, Eu o segudo com a mão direita da Minha justiça” (Is 41:10; Atos dos Apóstolos, p. 85, 86).

Aos que estão procurando ser fiéis a Deus podem ser negados muitos dos privilégios do mundo; seu caminho pode ser entravado e sua obra impedida pelos inimigos da verdade; mas não há poder que possa cerrar a porta de comunicação entre Deus e sua mente. O próprio cristão pode fechar essa porta por meio de condescendência com o pecado, ou pela rejeição da luz do Céu. Ele pode desviar os ouvidos de escutarem a mensagem da verdade, e dessa maneira cortar a ligação entre Deus e ele (Nossa Alta Vocação, p. 124).

Deus nunca dirige Seus filhos de maneira diversa daquela por que eles próprios haveriam de preferir ser guiados, se pudessem ver o fim desde o princípio, e perscrutar a glória do desígnio que estão realizando como colaboradores Seus. Nem Enoque, que foi trasladado ao Céu, nem Elias, que ascendeu num carro de fogo, foi maior ou mais honrado do que João Batista, que pereceu sozinho na prisão. “Vocês receberam a graça de sofrer por Cristo, e não somente de crer Nele” (Fp 1:29). E de todos os dons que o Céu pode conceder aos homens, a participação com Cristo em Seus sofrimentos é o mais importante depósito e a mais elevada honra (O Desejado de Todas as Nações, p. 224, 225).

Quinta, 5 de abril: A lei e o evangelho

Para sermos candidatos ao Céu temos que satisfazer os requisitos da lei: “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, com todas as suas forças e todo o seu entendimento.” E “ame o seu próximo como você ama a si mesmo” (Lc 10:27). Só podemos fazer isso ao nos apegarmos, pela fé, à justiça de Cristo. Contemplando Jesus receberemos no coração um princípio vivo e que se expande, e o Espírito Santo continua a obra, e o cristão prossegue de graça em graça, de força em força, de caráter em caráter. Ele se conforma à imagem de Cristo até que, no crescimento espiritual, alcança a medida da plena estatura de Cristo Jesus. Assim Cristo põe fim à maldição do pecado e livra a pessoa crente de sua ação e efeito.
Cristo, tão-somente, é capaz de fazer isso, pois “era necessário que, em todas as coisas, Ele se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que Ele mesmo sofreu, quando foi tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hb 2:17, 18; Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 395).

Cristo sofreu realmente o castigo pelos pecados do mundo, para que Sua justiça pudesse ser atribuída aos pecadores, e por meio de arrependimento e fé pudessem tornar-se semelhantes a Ele em santidade de caráter. Ele declarou: “Assumo a culpa pelos pecados desse homem. O castigo recaia sobre Mim, e o pecador arrependido fique inocente diante de Ti.” No momento em que o pecador crê em Cristo, permanece sem condenação à vista de Deus; pois a justiça de Cristo é sua: é-lhe atribuída a perfeita obediência de Cristo. Mas deve cooperar com o poder divino e fazer seu esforço humano para dominar o pecado e ficar completo em Cristo.
O resgate pago por Cristo é suficiente para a salvação de todos os homens; só será útil, porém, para os que se tornarem novas criaturas em Cristo Jesus, súditos leais do eterno reino de Deus. Seu sofrimento não protegerá contra o castigo o pecador impenitente e desleal (Fundamentos da Educação Cristã, p. 429, 420).

Olhando para os últimos dias, declarou o apóstolo Paulo: “Virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina” (2Tm 4:3). Chegamos, já, a esse tempo. As multidões rejeitam a verdade das Escrituras, por ser contrária aos desejos do coração pecaminoso e amante do mundo; e Satanás lhes proporciona os enganos que amam.
Mas Deus terá sobre a Terra um povo que mantém a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas. As opiniões de homens ilustrados, as deduções da ciência, os credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas que representam, a voz da maioria – nenhuma dessas coisas, nem todas em conjunto, deveriam considerar-se como prova em favor ou contra qualquer ponto de fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou preceito, devemos pedir em seu apoio um claro “Assim diz o Senhor”.
Satanás se esforça constantemente por atrair a atenção para o homem, em lugar de Deus. Induz o povo a olhar para os bispos, pastores, professores de teologia, como seus guias, em vez de examinarem as Escrituras a fim de, por si mesmos, aprenderem seu dever. Então, dominando o espírito desses dirigentes, [o inimigo] pode influenciar as multidões de acordo com sua vontade (O Grande Conflito, p. 594, 594).

Sexta, 6 de abril: Estudo adicional

Nos Lugares Celestiais, “Não Basta Uma Fé Nominal”, p. 118.
Nossa Alta Vocação, “Força Para Hoje”, p. 120.

sábado, 24 de março de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 13 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (1Pe 2:12).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 1º Trimestre 2018 - Lição 13 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 24 de março

Deus espera que os que usam o nome de Cristo O representem. ... Devem ser um povo purificado e santo, comunicando luz a todos com quem se puserem em contato. [...]
Os seguidores de Cristo devem separar-se do mundo em princípios e em interesses; não se devem, porém, isolar do mundo. O Salvador misturava-Se constantemente com os homens, não para os animar em qualquer coisa que não estivesse em harmonia com a vontade de Deus, mas para os elevar e enobrecer. "Por eles Me santifico a Mim mesmo", declarou Ele, "para que também eles sejam santificados." João 17:19. Assim o cristão deve habitar entre os homens para que o aroma do amor divino seja como o sal a preservar o mundo da corrupção. [...]
O poder de uma vida mais elevada, mais pura e nobre, eis nossa grande necessidade. O mundo observa a ver que fruto é produzido pelos professos cristãos. Ele tem o direito de esperar abnegação e espírito de sacrifício da parte dos que acreditam em uma avançada verdade. Está atento, pronto a criticar aguda e severamente nossas palavras e atos. ... Estão-se produzindo constantemente impressões favoráveis ou desfavoráveis à religião bíblica no espírito de todos com quem temos de tratar.
Deus e os anjos estão observando. O Senhor deseja que Seu povo manifeste pela vida que vive a vantagem do cristianismo sobre a mundanidade; manifeste agir em plano mais elevado e santo. Ele anseia vê-los mostrar que a verdade que receberam os tornou filhos do celeste Rei. Anela torná-los condutos através dos quais possa vazar Seu ilimitado amor e misericórdia (Maranata, o Senhor Vem [MM 1977], p. 110).

Talvez se pergunte: Não devemos ter ligação alguma com o mundo? A Palavra do Senhor tem de ser nosso guia. Qualquer ligação com os infiéis e incrédulos, que nos viesse identificar com eles, é proibida pela Palavra. Temos de sair do meio deles, e ser separados. Em caso algum devemos unir-nos a eles em seus planos de trabalho. Mas não devemos viver isoladamente. Cumpre-nos fazer aos mundanos todo o bem que nos seja possível. Cristo nos deu um exemplo disto. Quando convidado a comer com publicanos e pecadores, não Se recusava; pois de nenhum outro modo, senão misturando-Se com eles, poderia chegar a essa classe. Mas, em toda ocasião lhes dava talentos de palavras e influência. Puxava temas de conversação que lhes apresentavam ao espírito os interesses eternos. E esse Mestre nos ordena: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos Céus." Mat. 5:16. Quanto à questão da temperança, assumi, sem vacilação, vossa atitude. Sede firmes como a rocha. Não participeis dos pecados dos outros. Atos de desonestidade em transações comerciais, com crentes ou descrentes, devem ser condenados; e se eles não dão prova de reforma, retirai-vos do meio deles, separai-vos (Fundamentos da Educação Cristã, p. 482, 483).

Agora nos parece estarmos ignorados; mas nem sempre será assim. Processam-se movimentos no sentido de pôr-nos em evidência, e se nossas teorias da verdade puderem ser reduzidas a cacos pelos historiadores ou pelos maiores homens do mundo, isso será feito.
Temos que, individualmente, saber por nós mesmos o que é a verdade, e estar preparados para, com mansidão e temor, dar a razão da nossa esperança não com orgulho, vanglória ou pretensão, mas no espírito de Cristo. Aproximamo-nos do tempo em que teremos que permanecer sós, individualmente para responder pela nossa crença. Estão-se multiplicando e entrelaçando com poderio satânico os erros religiosos entre o povo. Quase não resta uma doutrina da Bíblia que não haja sido negada (Evangelismo, p. 69).

Ninguém deve ser presunçoso para entrar em debates, mas contar a simples história do amor de Jesus. Todos devem examinar constantemente as Escrituras quanto à razão de sua fé, de modo que, ao serem interrogados, possam dar "com mansidão e temor" "a razão da esperança que há" (I Ped. 3:15) neles. 
O melhor remédio que podeis ministrar à igreja, não é pregar ou fazer sermões, mas providenciar trabalho para os membros. Caso se empenhasse em trabalho, o desalentado esqueceria em breve seu desânimo, o fraco se tornaria forte, o ignorante inteligente, e todos estariam preparados para apresentar a verdade tal como é em Jesus. Encontrarão um infalível ajudador nAquele que prometeu salvar a todos quantos se chegam a Ele (Evangelismo, p. 356).

Domingo, 25 de março: Mordomia e piedade

Nos preceitos de Sua santa lei, deu Deus uma regra perfeita de vida; e Ele declarou que até o fim do tempo, esta lei, imutável num jota ou num til, deve manter seus reclamos sobre os seres humanos. Cristo veio para engrandecer a lei e a tornar gloriosa. Mostrou que ela está baseada no amplo fundamento do amor a Deus e amor aos homens, e que a obediência a seus preceitos compreende todo o dever do homem. Em Sua própria vida deu Ele exemplo de obediência à lei de Deus. No sermão da montanha Ele mostrou como seus requisitos vão além dos atos exteriores, e penetram os pensamentos e as intenções do coração (Atos dos Apóstolos, p. 505).

Cristo é nosso modelo, o perfeito e santo exemplo que nos foi dado para que o seguíssemos. Jamais poderemos igualar o Modelo; podemos, porém, imitá-Lo e assemelhar-nos a Ele de acordo com nossa capacidade. Quando caímos, em inteiro desamparo, sofrendo em consequência de nosso reconhecimento da malignidade do pecado; quando nos humilhamos perante Deus, afligindo nosso coração com o verdadeiro arrependimento e contrição; quando apresentamos ferventes orações a Deus, em nome de Cristo - seremos então recebidos pelo Pai, na razão direta de nossa sincera entrega de tudo que somos, a Deus. Devemos reconhecer, no íntimo do coração, que todos os nossos esforços em si mesmos serão inteiramente destituídos de valor, pois é unicamente em nome e no poder do Vencedor que seremos vencedores.
Se crermos no poder do nome de Jesus, e em Seu nome apresentarmos a Deus nossas petições, jamais seremos despedidos. [...] Nosso auxílio vem do Senhor, que em Suas mãos mantém todas as coisas. Nossa paz reside na certeza de que Seu amor se exerce em nosso favor. Se pela fé nos apoderarmos desta certeza, tudo teremos ganho; se a perdermos, perdido estará tudo. Quando rendemos a Deus tudo que temos e somos e, colocados em posições difíceis e perigosas, entramos em contato com Satanás, devemos lembrar-nos de que teremos a vitória se enfrentarmos o inimigo no nome e poder do Vencedor. Em vez de sermos abandonados à derrota, serão todos os anjos enviados ao nosso socorro, se assim confiarmos em Cristo.
Não podemos, porém, esperar alcançar a vitória sem sofrimento, pois Jesus sofreu, ao vencer em nosso favor. Ao sofrermos em Seu nome, ao sermos chamados a negar ao apetite e a afastar-nos dos amantes dos prazeres, não devemos murmurar, mas antes alegrar-nos por termos o privilégio de ser, em pequena medida, participantes, com Cristo, das provas, do sacrifício e dos sofrimentos que nosso Senhor suportou em nosso favor, a fim de que obtivéssemos a salvação eterna (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 262). 

A vida cristã é uma batalha e uma marcha. Nesta guerra não há trégua; o esforço deve ser contínuo e perseverante. É assim fazendo que mantemos a vitória sobre as tentações de Satanás. A integridade cristã deve ser buscada com irresistível energia, e mantida com resoluta fixidez de propósito.
Ninguém será levado para o alto sem árduo e perseverante esforço em prol de si mesmo. Todos têm de se empenhar por si nessa luta; nenhuma outra pessoa pode combater os nossos combates. Somos individualmente responsáveis pelos resultados do conflito; ainda que Noé, Jó e Daniel estivessem na Terra, não poderiam, por sua justiça, livrar nem filho nem filha (A Ciência do Bom Viver, p. 453).

"Pelos seus frutos os conhecereis" (Mat. 7:20), declarou o Salvador. Todos os verdadeiros seguidores de Cristo darão frutos para Sua glória. Sua vida atesta que uma boa obra tem sido neles operada pelo Espírito de Deus, e seus frutos são para santidade. Sua vida é elevada e pura. Retas ações, eis os frutos inequívocos da verdadeira piedade, e os que não os dão dessa espécie revelam não possuir experiência nas coisas de Deus. Não se acham na Videira. Disse Jesus: "Estai em Mim, e Eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em Mim. Eu sou a Videira, e vós as varas; quem está em Mim, e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podereis fazer" (João 15:4 e 5; Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 329).

Segunda, 26 de março: Contentamento

Para sermos felizes, precisamos procurar alcançar um caráter como o que Cristo manifestou. Uma notável peculiaridade de Cristo foi Sua abnegação e benevolência. Ele veio não para buscar o que Lhe era próprio. Andou fazendo o bem, e isto era Sua comida e bebida. Nós podemos, seguindo o exemplo do Salvador, estar em santa comunhão com Ele; e ao buscar diariamente imitar o Seu caráter e seguir o Seu exemplo seremos uma bênção ao mundo e garantiremos nosso contentamento aqui e uma eterna recompensa no futuro (Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 227).

Para que o edifício de nosso caráter seja agradável a Deus, temos de progredir constantemente em espiritualidade. Temos de considerar sem valor tudo que diminua a fé e confiança em nosso Redentor. Quanto mais luz brilhe em nossa vida, tanto maior a responsabilidade que temos, de refletir a outros essa luz. Deus deseja que deixeis vossa luz resplandecer para o mundo. Ele será glorificado em nosso ato individual, de refletir o Seu caráter. [...]
Descansando no amor de Cristo, confiando em que o Redentor e Doador da vida realize em vós a salvação de vossa vida, sabereis, à medida que mais e mais vos aproximardes dEle, o que significa suportar a vista dAquele que é invisível. Deus deseja que descansemos satisfeitos em Seu amor. A satisfação que Cristo concede é um dom de valor infinitamente maior do que ouro e prata e pedras preciosas (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 189). 

 Temos de oferecer aos homens alguma coisa melhor do que eles possuem, a própria paz de Cristo, que excede todo o entendimento. Cumpre-nos falar-lhes da santa Lei de Deus, a transcrição de Seu caráter, e uma expressão daquilo que Ele quer que se tornem. Mostrai-lhes quão infinitamente superior às fugazes alegrias e prazeres do mundo é a imperecível glória celeste. Falai-lhes da liberdade e do repouso que se encontram no Salvador. "Aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede", declarou Ele. João 4:14.
Exaltai a Jesus, clamando: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." João 1:29. Unicamente Ele pode satisfazer o anseio do coração, e dar paz à alma.
De todos os povos da Terra, deviam ser os reformadores os mais abnegados, os mais bondosos, os mais corteses. Dever-se-ia ver em seus atos a verdadeira bondade dos atos desinteressados. O obreiro que manifesta falta de cortesia, que mostra impaciência ante a ignorância dos outros ou por se acharem extraviados, que fala bruscamente ou procede sem reflexão, pode cerrar a porta de corações por tal maneira que nunca mais lhes seja dado conquistá-los. Como o orvalho e a chuva branda caem nas ressequidas plantas, assim deixai cair suavemente as palavras quando procurais desviar os homens de seus erros. O plano de Deus é conquistar primeiro o coração. Devemos falar a verdade com amor, confiando nEle quanto ao poder para a reforma da vida. O Espírito Santo aplicará ao coração a palavra proferida com amor (A Ciência do Bom Viver, p. 157).

A presença do Pai circundou a Cristo e nada Lhe sobreveio sem que o infinito amor permitisse, para a bênção do mundo. Aí estava Sua fonte de conforto, e ela existe para nós. Aquele que estiver impregnado do Espírito de Cristo, habita em Cristo. O golpe que lhe é dirigido cai sobre o Salvador, que o circunda com Sua presença. O que quer que lhe aconteça vem de Cristo. Não precisa resistir ao mal, porque Cristo é sua defesa. Nada lhe pode tocar a não ser pela permissão de nosso Senhor; e todas as coisas que são permitidas "contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus" (Rom. 8:28; O Maior Discurso de Cristo, p. 71).

Terça, 27 de março: Confiança

Deus quer que confiemos nEle e desfrutemos Sua bondade. Ele estende um dia após o outro diante de nós, e precisamos ter olhos e faculdade de percepção para compreender essas coisas. Por mais importante e glorioso que seja o completo e perfeito livramento do mal que alcançaremos no Céu, nem tudo deve ser deixado para o tempo do livramento final. Deus o introduz em nossa vida no tempo atual. Diariamente precisamos cultivar a fé num Salvador presente. Confiando num poder fora e acima de nós mesmos, tendo fé em invisível amparo e poder que aguarda ao pedido dos necessitados e dependentes, podemos estar confiantes tanto no meio de nuvens como de luz solar, cantando o livramento atual e a presente fruição de Seu amor. A vida que agora vivemos deve ser pela fé no Filho de Deus (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 59).

Necessitas de orientação do alto. Confia no Senhor de todo o coração, e Ele jamais trairá tua confiança. Se pedires o auxílio de Deus, não pedirás em vão. A fim de animar-nos a ter confiança e fé, Ele Se aproxima de nós por meio de Sua santa Palavra e Espírito, procurando conquistar-nos a confiança de milhares de maneiras. Mas nada Lhe causa mais deleite do que receber os fracos que vão ter com Ele em busca de força. Se tivermos coração e voz para orar, Ele certamente terá ouvidos para ouvir e braços para salvar.
Não há um só caso em que Deus tenha escondido o Seu rosto das súplicas de Seu povo. Quando falharam todos os outros recursos, Ele foi um auxílio presente em todas as emergências. Deus te abençoe, pobre alma acabrunhada e ferida. Apega-te a Sua mão; segura-a firmemente. Ele te acolherá, bem como a teus filhos e a todos os teus fardos e aflições, se tão somente os lançares sobre Ele (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 202).

É perigoso aos seres humanos resistirem ao Espírito da verdade, da graça e da justiça porque as manifestações do Espírito não estão de acordo com as ideias deles e não se harmonizam com seus planos metódicos. O Senhor atua a seu próprio modo e de acordo com Seus desígnios. Que os seres humanos orem para que possam ser despidos a si mesmos e possam estar em harmonia com o Céu. "Não se faça a minha vontade, ó Deus, mas a Tua". Que as pessoas tenham em mente que os caminhos de Deus não são os seus caminhos, nem os pensamentos Dele os seus pensamentos, pois Ele diz: "Assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os Meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos" (Is 55:9; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 2, p. 1108).

Quarta, 28 de março: Nossa influência

"Andai na luz." Andar na luz quer dizer decidir, exercitar o pensamento, exercer força de vontade, num sincero esforço de representar a Cristo na doçura de caráter. Quer dizer afastar toda disposição para a melancolia. Não vos deveis satisfazer apenas com dizer: "Sou um filho de Deus." Estais contemplando a Jesus e, pela contemplação, transformando-vos à Sua semelhança? Andar na luz significa avanço e progresso nas realizações espirituais. Paulo declarou: "Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; [...] esquecendo-me das coisas que atrás ficam", olhando constantemente ao Modelo, avanço "para as que estão diante de mim". Andar na luz quer dizer andar "retamente", andar "no caminho do Senhor", andar "em fé", andar "em Espírito", andar "na verdade", andar "em amor", andar "em novidade de vida". É aperfeiçoar "a santificação no temor de Deus". 
Que terrível coisa é obscurecer o caminho de outros com o trazer sombras e tristeza sobre nós mesmos! Cuide cada um de si mesmo. Não acuseis a outros por vossos defeitos de caráter. [...] Falai de luz; andai na luz. "Deus é luz, e não há nEle treva nenhuma." I João 1:5. [...] Recolhei em vosso coração a coragem que vem unicamente da Luz do mundo. 
Quando a luz do Céu incidir no instrumento humano, sua fisionomia exprimirá a alegria do Senhor na vida. É a ausência de Cristo na vida que torna as pessoas tristes e de espírito duvidoso. É a falta de Cristo que entristece o semblante, e a vida se torna uma peregrinação de suspiros. Regozijar-se é a própria nota tônica da Palavra de Deus para todos quantos O recebem. Por quê? porque têm a Luz da Vida. A luz traz alegria, e essa alegria se exprime na vida e no caráter (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956, 2005], p. 200).

A graça divina nos recém-conversos é progressiva. É uma graça crescente, que é recebida, não para ser oculta sob o alqueire, mas comunicada para que outros sejam beneficiados. Aquele que está verdadeiramente convertido trabalhará para salvar outros que se encontram em trevas. Uma alma realmente convertida esforçar-se-á com fé para converter outra e ainda outra. Os que isto fazem são instrumentos de Deus, Seus filhos e filhas. Fazem parte de Sua grande firma, e a obra deles é ajudar a reparar a brecha feita por Satanás e seus instrumentos na lei de Deus pisando o sábado verdadeiro, e pondo em seu lugar um falso dia de descanso (Evangelismo, p. 355).

Daniel foi considerado pelo Senhor como homem, porque era um mordomo que lidava fielmente com os bens do Senhor. Ele não se esqueceu de Deus, mas colocou-se no conduto de luz, onde podia comunicar-se com Deus em oração. E lemos que Deus concedeu a Daniel e seus companheiros conhecimento e habilidade em toda cultura e sabedoria. [...]
Em todo lugar, vejam os que vos rodeiam que dais glória a Deus. Que o homem seja posto na penumbra; e que Deus apareça como a única esperança da humanidade! Todo homem deve estabelecer o edifício do seu caráter sobre a Rocha eterna, Cristo Jesus; então ele permanecerá em meio à tormenta e tempestade.
Deus preparará a mente para que reconheça ser Ele o único que pode ajudar a pessoa que se esforça e luta. Todos os que estão sob o Seu estandarte serão por Ele educados a serem fiéis mordomos de Sua graça. Deus deu ao homem princípios imortais a que todo poder humano terá um dia de submeter-se. Ele confiou a verdade à nossa guarda. Os preciosos raios dessa luz não devem ser ocultados debaixo do alqueire, mas alumia a todos os que se encontram na casa. A verdade, a verdade imperecível, deve tornar-se preeminente. Mostrai àqueles com quem entrais em contato que a verdade é importante para vós. Permanecer ao lado dos princípios que subsistirão pelos séculos eternos significa muita coisa para vós.
Deus concedeu talentos a cada pessoa, para que seja exaltado o Seu nome, e não para que o homem seja enaltecido e louvado, honrado e glorificado, ao passo que o Doador é esquecido. A todos foram confiados dons de Deus, desde as pessoas mais humildes e mais afligidas pela pobreza, às mais elevadas e ricas. [...] Que ninguém desperdice o tempo que lhe foi dado por Deus em lamentações por ter apenas um talento. Passai cada momento usando os talentos que tendes. Eles são do Senhor, para serem devolvidos a Ele. Não estais administrando vossa própria propriedade, mas a do Senhor. Um dia Ele virá receber com juros o que é Seu. Cumpri fielmente a mordomia que vos foi designada, para que possais encontrar-vos com Ele em paz (Exaltai-O [MM 1992], p. 426).

Quinta, 29 de março: Palavras que queremos (e não queremos) ouvir

Os cristãos que vivem para si mesmos desonram o Redendor. Podem ser aparentemente muito ativos no serviço do Senhor, mas entretecem o eu em tudo que fazem. Como estão semeando as sementes do egoísmo, deverão, no final, obter uma colheita de corrupção. [...] O serviço egoísta assume uma variedade de formas. Algumas dessas formas parecem inofensivas. A bondade aparente faz com que as pessoas pareçam ter bondade genuína, mas elas não dão glória ao Senhor. O serviço delas atrapalha Sua causa. Cristo diz: "Quem não é por Mim é contra Mim, e quem Comigo não ajunta, espalha". 
Aqueles que colocam o eu em seu trabalho não merecem confiança. Se perdessem de vista o eu em Cristo, seus esforços teriam valor em Sua causa. Conformariam então a vida a Seus ensinos. Fariam planos em harmonia com Seu grande plano de amor; o egoísmo seria banido de seus esforços. [...] A negação própria, a humildade de coração e a nobreza de propósito marcaram a vida do Salvador (Ms 2, 1903; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1221).

Foi o amor pelos perdidos que conduziu Cristo ao Calvário. E esse amor deve levar-nos à abnegação e ao sacrifício, para a salvação dos que estão perdidos. Ao devolverem os seguidores de Cristo seus bens ao Senhor, estarão ajuntando tesouros em cuja posse entrarão quando ouvirem as palavras: “Bem está, servo bom e fiel. ...entra no gozo do teu Senhor.” Mateus 25:21. “Pelo gozo que Lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-Se à destra do trono de Deus.” Hebreus 12:2. A alegria de ver pessoas eternamente salvas será a recompensa de todos os que seguem as pegadas do Redentor (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 59).

Quando o mundo afinal for levado a julgamento diante do grande trono branco para responder por sua rejeição a Jesus Cristo, o mensageiro do próprio Deus ao mundo, quão solene será essa cena! Que ajuste de contas terá que ser feito por ser pregado na cruz Aquele que veio ao nosso mundo com uma carta viva da lei! Deus fará a cada um a pergunta: "O que você fez do Meu Filho unigênito?" O que responderão aqueles que se recusaram a aceitar a verdade? [...] Se aqueles a quem for apresentada a luz do Céu a rejeitarem, estarão rejeitando a Cristo. Estarão rejeitando a única provisão pela qual podem ser purificados da impureza. [...] Será dito a eles: "Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim". Deus certamente vingará a morte de Seu Filho (Review and Herald, 30/01/1900; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1234).

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.” Provérbios 1:7. Uma única frase da Escritura é de muito mais valor que dez mil idéias e argumentos humanos. Os que se recusam a seguir os caminhos de Deus receberão por fim a sentença: “Apartai-vos de Mim.” Mateus 25:41. Mas ao nos submetermos à vontade de Deus, o Senhor Jesus nos dirige a mente e põe nos lábios palavras de certeza. Podemos ser fortes no Senhor e na força do Seu poder. Recebendo a Cristo, somos revestidos do Seu poder. Cristo habitando em nós faz com que Seu poder seja nossa propriedade. A verdade se torna nossa especialidade. Nenhuma injustiça é vista na vida. Somos capazes de falar palavras oportunas aos que não conhecem a verdade. A presença de Cristo no coração é um poder vitalizante que fortalece o ser todo.
Foi-me mandado dizer aos obreiros de nossas instituições de saúde que a incredulidade e a presunção são os perigos contra que deverão estar em guarda constante. Devem combater o mal com zelo e ardor tais que os enfermos sintam a influência enobrecedora dos seus esforços abnegados.
Nenhuma sombra de egoísmo deve manchar nosso serviço. “Não podeis servir a Deus e a Mamom.” Mateus 6:24. Exaltemos o Homem do Calvário. Exaltemo-lO através de uma fé viva em Deus, a fim de que as nossas orações sejam ouvidas. Reconhecemos a proximidade a que Jesus chega de nós? Ele nos fala pessoalmente. Ele Se revelará a cada um que se disponha a revestir-se da Sua justiça. Declara Ele: “Eu [...] te tomo pela tua mão direita.” Isaías 41:13. Coloquemo-nos em lugar onde Ele nos possa tomar pela mão, onde Lhe possamos ouvir a voz, dizendo com segurança e autoridade: “Eu sou o que vivo e estive morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre” (Apocalipse 1:18; Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 71).

Sexta, 30 de março: Estudo adicional

Este Dia com Deus, "Sempre de Prontidão", p. 297.