sábado, 16 de dezembro de 2017

4º TRIMESTRE - LIÇÃO 12 - 16 A 22 DE DEZEMBRO - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017


 Verso para Memorizar:
 “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: Comentários de Ellen G. White Sobre a Lição da Escola Sabatina 2017, 4º Trimestre, Lição 12, 16 a 22 de dezembro.

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e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 16 de dezembro

O homem caído pode ser transformado pela renovação da mente, para experimentar "qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12:2). E como ele experimenta isso? Pelo fato de o Espírito Santo tomar posse de sua mente, seu espírito, seu coração e seu caráter. [...] Uma obra real é operada pelo Espírito Santo no caráter humano, e seus frutos são vistos.
Assim como uma árvore boa dá bons frutos, a árvore que está realmente plantada no jardim do Senhor produz frutos para a vida eterna. Pecados arraigados são vencido; pensamentos maus não são permitidos na mente; maus hábitos são expulsos do templo da alma. As tendências que estavam inclinadas numa direção errada se voltam para a direção certa. Disposições e sentimentos errôneos são mudados, são criados novos princípios de ação, e há um novo padrão de caráter. Temperamento santo e emoções santificadas passam a ser os frutos produzidos na árvore cristã. Ocorre uma transformação completa. Esta é a obra a ser feita (CBASD, v. 6, p. 1.202).

Os homens poluíram o templo da alma e Deus os conclama a despertarem e esforçar-se com todas as suas energias para reconquistar sua varonilidade dada por Deus. Coisa alguma a não ser a graça de Deus pode convencer e converter o coração; somente dEle podem os escravos dos hábitos obter força para romper as algemas que os prendem. É impossível ao homem apresentar o seu corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, enquanto persistir na condescendência com hábitos que o privam do vigor físico, mental e moral. De novo diz o apóstolo: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rom. 12:2; Conselhos Sobre Saúde, p. 23).

O coração em que habita o amor de Cristo, manifestará constantemente mais e mais refinamento; pois a fonte da vida é amor para com Deus e o homem. Cristo é cristianismo. 
É glória a Deus nas alturas, e paz na Terra, boa vontade para os homens. É o cumprimento do desígnio de Deus.
O verdadeiro crescimento cristão tende a subir até à completa estatura de homens e mulheres em Cristo. A verdadeira cultura, o refinamento real de ideias e maneiras, é melhor atingido aprendendo lições na escola de Cristo, do que pelos esforços mais penosos e árduos para observar formas e regras, quando o coração não se acha sob a disciplina do Espírito de Deus.
O seguidor de Cristo deve-se aperfeiçoar constantemente em maneiras, hábitos, espírito e trabalho. Isso se opera conservando o olhar, não somente nas realizações exteriores e superficiais, mas em Jesus. Opera-se uma transformação na mente, no espírito e no caráter. O cristão é educado na escola de Cristo, para nutrir as graças de Seu Espírito em toda a mansidão e humildade. Está-se habilitando para a sociedade dos anjos celestiais.
[...] Quanto mais intimamente um homem se achar ligado com a Fonte de todo o conhecimento e sabedoria, tanto mais ele pode ser auxiliado intelectual e espiritualmente. O conhecimento de Deus é a educação essencial; e todo verdadeiro obreiro dedicará seu constante estudo para obtenção desse conhecimento (Obreiros Evangélicos, p. 282, 283).

Domingo, 17 de dezembro: Culto racional

Naquele antigo ritual que era o evangelho em símbolo, nenhuma oferta defeituosa podia ser levada ao altar de Deus. O sacrifício que devia representar a Cristo tinha de ser sem mancha. A Palavra de Deus refere-se a isso como uma ilustração do que devem ser Seus filhos - um "sacrifício vivo, santo", "irrepreensível", e "agradável a Deus". Rom. 12:1; Efés. 5:27.
À parte do poder divino, nenhuma reforma genuína pode ser efetuada. As barreiras humanas erguidas contra as tendências naturais e cultivadas não são mais que bancos de areia contra uma torrente. Enquanto a vida de Cristo não se torna um poder vitalizante em nossa vida, não nos é possível resistir às tentações que nos assaltam interior e exteriormente.
Cristo veio a este mundo e viveu a Lei de Deus, a fim de que o homem pudesse ter perfeito domínio sobre as naturais inclinações que corrompem a alma. Médico da alma e do corpo, Ele dá a vitória sobre as concupiscências em luta no íntimo. Proveu toda facilidade para que o homem possa possuir inteireza de caráter (A Ciência do Bom Viver, p. 130, 131).

Os que são santificados pela verdade manifestarão que a verdade efetuou uma reforma em sua vida, que ela os está preparando para a trasladação ao mundo celestial. Mas, enquanto predominam na vida o orgulho, a inveja e ruins suspeitas, Cristo não reina no coração. Seu amor não está no coração. Na vida dos que são participantes da natureza divina há a crucifixão do espírito altivo e autossuficiente que conduz à exaltação do próprio eu. Em seu lugar habita o Espírito de Cristo e na vida se manifestam os frutos do Espírito. Tendo a mente de Cristo, os Seus seguidores revelam as virtudes de Seu caráter.
Nada menos do que isso tornará os homens aceitáveis a Deus. Nada menos do que isso lhes dará o caráter puro e santo que precisam ter os que são admitidos no Céu. Logo que alguém se reveste de Cristo, é vista uma evidência no espírito, nas palavras e ações, da transformação efetuada nele. Uma atmosfera celestial circunda-lhe a vida, pois Cristo está habitando no íntimo (Exaltai-O [MM 1992], p. 347).

Cristo é a fonte de nossa força. Estudemos Seus ensinos. Dando Seu Filho unigênito para viver em nosso mundo e estar exposto à tentação para que pudesse ensinar-nos como vencer, o Pai fez ampla provisão para que não fôssemos levados cativos pelo inimigo. Enfrentando o adversário caído, Cristo venceu para o bem da humanidade. Ele foi tentado em todos os pontos como nós o somos, mas resistiu na força da divindade, a fim de que pudesse socorrer-nos quando somos tentados.
Tornando-nos participantes de Sua natureza divina, devemos aprender a discernir as tentações de Satanás, e, na força de Sua graça, vencer as corrupções que pela concupiscência há no mundo. Aquele que era outrora um ser humano pecaminoso pode ser refinado e purificado pelos méritos conferidos por Cristo e colocar-se diante de seus semelhantes como cooperador de Deus. Ao que busca a Deus com diligência, certamente será comunicada a natureza divina, e outorgada a compaixão de Cristo (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 154).

Segunda-feira, 18 de dezembro: Pensar com moderação

Não permitamos que nossa sensibilidade seja facilmente ferida. Devemos viver, não para vigiar sobre a nossa sensibilidade ou reputação, mas para salvar almas. Quando estamos interessados na salvação das pessoas, deixamos de pensar nas pequenas diferenças que possam levantar-se entre uns e outros na associação mútua. De qualquer sorte que os outros pensem de nós ou conosco procedam, nunca será necessário que perturbemos nossa comunhão com Cristo, nossa companhia com o Espírito. [...]
Se vos forem dirigidas palavras impacientes, nunca respondais no mesmo tom. Lembrai-vos de que "a resposta branda desvia o furor". Prov. 15:1. Há um poder maravilhoso no silêncio. As palavras ditas em réplica a alguém encolerizado por vezes servem apenas para o exasperar. Mas se a cólera encontra o silêncio, e um espírito amável e paciente, em breve se esvai (A Ciência do Bom Viver, p. 486).

Se não há essa perfeita harmonia entre nós, não devemos sentir que nós mesmos não somos absolutamente culpados nesse sentido. Se os pensamentos e sentimentos dos outros não convergem para o mesmo ponto que os nossos, não devemos achar que todos eles estão errados e que nós estamos certos. Precisamos manter constantemente o espírito na direção certa, para atender à oração de Cristo em João 17:21-23. Precisamos saber qual é o jugo que Cristo nos ordena levar e os fardos que temos de carregar neste tempo, e procurar constantemente, com bondade e amor, mostrar a nosso irmão que temos interesse nele, e introduzir o amor em nossas ações dia a dia. Este é o ouro provado no fogo - fé e amor. Se vemos alguém em erro nalgum ponto, não devemos passar adiante sem dizer nada, mas compete-nos procurar transportá-lo das trevas para a luz. Precisamos defender os interesses uns dos outros como fazemos com os nossos próprios. Não avaliamos a alma como devemos. Cumpre que estejamos unidos numa grande irmandade e encontrar-nos em tal condição que possamos suportar as faltas uns dos outros com toda longanimidade e mansidão, e procurar levar as cargas uns dos outros (Efés. 5:1 e 2; Este Dia com Deus [MM 1980], p. 287).

Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: "Segue-Me." João 21:19.
É necessário pôr-se em íntimo contato com o povo mediante esforço pessoal. Se se empregasse menos tempo a pregar sermões, e mais fosse dedicado a serviço pessoal, maiores seriam os resultados que se veriam. Os pobres devem ser socorridos, cuidados os doentes, os aflitos e os que sofreram perdas confortados, instruídos os ignorantes e os inexperientes aconselhados. Cumpre-nos chorar com os que choram, e alegrar-nos com os que se alegram. Aliado ao poder de persuasão, ao poder da oração e ao poder do amor de Deus, esta obra jamais ficará sem frutos (A Ciência do Bom Viver, p. 143, 144).

Terça-feira, 19 de dezembro: O cristão e o estado

A bandeira da verdade e da liberdade religiosa desfraldada pelos fundadores da igreja evangélica e pelas testemunhas de Deus durante os séculos decorridos desde então, foi, neste último conflito, confiada a nossas mãos. A responsabilidade deste grande dom repousa com aqueles a quem Deus abençoou com o conhecimento de Sua Palavra. Temos de receber essa Palavra como autoridade suprema. Cumpre-nos reconhecer o governo humano como uma instituição designada por Deus, e ensinar obediência ao mesmo como um dever sagrado, dentro de sua legítima esfera. Mas, quando suas exigências se chocam com as reivindicações de Deus, temos que obedecer a Deus de preferência aos homens. A Palavra de Deus precisa ser reconhecida como estando acima de toda a legislação humana. Um "Assim diz o Senhor", não deve ser posto à margem por um "Assim diz a igreja", ou um "Assim diz o Estado". A coroa de Cristo tem de ser erguida acima dos diademas de autoridades terrestres (Atos dos Apóstolos, p. 68, 69).

A resposta de Cristo não foi uma evasiva, mas uma réplica sincera. Segurando a moeda romana sobre que se achavam inscritos o nome e a imagem de César, declarou que, uma vez que estavam vivendo sob a proteção do poder romano, deviam prestar àquele poder o apoio que lhes exigia, enquanto isso não estivesse em oposição a um mais elevado dever. Mas, conquanto pacificamente sujeitos às leis da Terra, deviam em todos os tempos manter primeiramente lealdade para com Deus (O Desejado de Todas as Nações, p. 602).

Nosso “reino não é deste mundo”. João 18:36. Estamos aguardando nosso Senhor voltar do Céu à Terra para submeter toda autoridade e poder e estabelecer Seu reino eterno. Os poderes terrenos serão abalados. Não podemos e não devemos esperar união entre as nações da Terra. Nossa posição na imagem de Nabucodonosor é representada pelos dedos do pé, num Estado dividido e feitos de um material fragmentário, que não se une. A profecia nos mostra que o grande dia de Deus está às portas e se apressa grandemente. 
Vi que o nosso dever em cada caso é obedecer às leis de nossa pátria, a menos que se oponham às que Deus proferiu com voz audível do Monte Sinai, e depois, com o próprio dedo, gravou em pedra. “Porei as Minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e Eu lhes serei por Deus, e eles Me serão por povo.” Hebreus 8:10. Quem tem a lei de Deus escrita no coração, obedecerá mais a Deus do que aos homens, e preferirá desobedecer a todos os homens a desviar-se um mínimo que seja dos mandamentos de Deus. O povo de Deus, ensinado pela inspiração da verdade, e guiado por uma consciência pura a viver segundo toda Palavra de Deus, terá a Sua lei, escrita no coração, como única autoridade que reconhece ou consente em obedecer. Supremas são a sabedoria e a autoridade da lei divina (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 360, 361).

Quarta-feira, 20 de dezembro: Amar uns aos outros

Os primeiros quatro dos dez mandamentos resumem-se num grande preceito: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração." Os últimos seis estão incluídos no outro: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Mat. 12:31. Ambos estes mandamentos são uma expressão do princípio do amor. Não se pode guardar o primeiro e violar o segundo, nem se pode observar o segundo enquanto se transgride o primeiro. Quando Deus ocupa o lugar que Lhe é devido no trono do coração, será dado ao próximo o lugar que lhe pertence. Amá-lo-emos como a nós mesmos. E só quando amamos a Deus de maneira suprema, é possível amar o nosso semelhante com imparcialidade (O Desejado de Todas as Nações, p. 607).

A amabilidade do caráter de Cristo se manifestará em Seus seguidores. Era Seu deleite fazer a vontade de Deus. Amor a Deus, zelo por Sua glória, era o motivo dominante na vida de nosso Salvador. O amor embelezava e enobrecia todos os Seus atos. O amor vem de Deus. O coração não consagrado não o pode originar nem produzir. Encontra-se unicamente no coração em que reina Jesus. "Nós O amamos, porque Ele nos amou primeiro." I João 4:19, Bras. No coração renovado pela graça divina, o amor é o princípio da ação. Modifica o caráter, governa os impulsos, domina as paixões, subjuga a inimizade e enobrece as afeições. Este amor, abrigado na alma, ameniza a vida e espalha ao redor uma influência enobrecedora (Caminho a Cristo, p. 59).

Aproveitai toda oportunidade de contribuir para a felicidade dos que vos rodeiam, com eles partilhando vossa afeição. Palavras de bondade, olhares de simpatia, manifestação de apreço, seriam para muitos desamparados, como um copo de água ao sedento. Uma palavra de alegria, um ato de bondade, muito farão no sentido de aliviar os fardos que lhes pesam sobre os ombros. Através do serviço abnegado é que se encontra a felicidade. E toda palavra e ato desse serviço são registrados nos livros do Céu como se houvessem sido feitos a Cristo. [...] Vivei ao resplendor do amor de Cristo. Vossa influência, então, será uma bênção para o mundo. 
O espírito de trabalho desinteressado em favor de outros, imprime ao caráter solidez e constância, revestindo-o da amabilidade de Cristo, e dá ao seu possuidor paz e ventura. 
Todo dever cumprido, todo sacrifício feito em nome de Jesus, traz uma recompensa excelente. No próprio ato de cumprir o dever, Deus fala e dá Sua bênção (Minha Consagração Hoje [MM 1989], p. 154).

Quinta-feira, 21 de dezembro: Nossa salvação está mais próxima

Deus pede de cada membro da igreja que dedique sem reservas sua vida ao serviço do Senhor. Ele pede decidida reforma. Toda a criação geme sob a maldição. O povo de Deus deve colocar-se onde cresça na graça, sendo santificado no corpo, na alma e no espírito, pela verdade. Quando romperem com toda ruinosa tolerância em matéria de saúde, terão mais clara percepção do que significa verdadeira piedade. Maravilhosa mudança será vista na experiência religiosa. ...
"E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada e o dia é chegado. Rejeitemos pois as obras das trevas; e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne com suas concupiscências" (Rom. 13:11-14; Conselhos Sobre Saúde, p. 579).

Há grande escassez de trabalhadores para ir aos campos missionários, dotados do verdadeiro espírito missionário, prontos a difundir a luz da verdade no meio das trevas morais do mundo. Os inimigos de Deus tramam diariamente a supressão da verdade e a escravização das almas humanas. Estão procurando exaltar o falso sábado e, prendendo os homens no erro, adensar as trevas que cobrem a Terra e a escuridão que cobre os povos. Em tal tempo como este, os que conhecem a verdade manter-se-ão inativos, permitindo que prevaleçam os poderes das trevas? Não deveriam os que creem na verdade para este tempo estar bem despertos e labutar com uma energia compatível com a profissão de sua fé? Não deveriam os que compreendem a verdade de Deus sacrificar-se ao máximo a fim de ganhar almas para Cristo e prestar obediência à lei de Deus? Vai alto o dia, vem chegando a noite, e é necessário trabalhar enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Em tal tempo como este, só deveríamos ter este objetivo em vista: empregar todos os meios providos por Deus para implantar a verdade nos corações humanos. É com esta finalidade que a Palavra de Deus foi transmitida ao mundo, para que governe a vida e transforme o caráter. Compete a todo seguidor de Cristo esforçar-se ao máximo para difundir o conhecimento da verdade. Cristo incumbiu Seus discípulos de ir por todo o mundo e pregar o evangelho a todas as nações (Fundamentos da Educação Cristã, p. 201).

Lembrai-vos de que nenhum ser humano é por si mesmo apto para resistir ao ardiloso inimigo. Escondei-vos em Deus, e certificai-vos de que o Espírito Santo está convosco. Só podeis vencer o inimigo quando o Senhor vai adiante de vós.
Para subsistirmos no grande dia do Senhor, com Cristo como nosso refúgio, nossa torre forte, temos de deixar de lado toda inveja, toda luta pela supremacia. Temos de destruir completamente as raízes dessas coisas profanas, para que não tornem a brotar na vida. Precisamos colocar-nos inteiramente ao lado do Senhor. [...]
Buscai a justiça e ponde-vos sob o amplo escudo da Onipotência. Essa é vossa única segurança. Deus solicita que O busqueis com humildade de coração. Lede a oração de Daniel e vede se a vossa experiência resistirá à prova de fogo. Deus abençoará ricamente os que se humilham diante dEle. [...]
Não devemos permitir que sejamos arrefecidos até à morte pelos que não sabem o que significa andar com Deus. ... Não devemos consentir em entrar em contenda. Devemos proferir palavras que promovam a paz, a virtude e a verdade. Devemos examinar diligentemente o nosso coração, humilhando-nos diante de Deus. Devemos respeitar nossos irmãos, mas não devemos colocá-los onde Deus deve estar, pois eles são apenas homens (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 270).

Sexta-feira, 22 de dezembro: Estudo adicional

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domingo, 10 de dezembro de 2017

4º TRIMESTRE - LIÇÃO 11 - 9 A 15 DE DEZEMBRO - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017


 Verso para Memorizar:
 “Terá Deus, porventura, rejeitado o Seu povo? De modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim” (Rm 11:1).


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Sábado à tarde, 9 de dezembro

Com amor indizível nos tem Deus amado, e nosso amor se desperta para com Ele ao compreendermos algo da extensão e largura e profundidade e altura desse amor que sobrepuja todo entendimento. Pela revelação da atrativa beleza de Cristo, pelo conhecimento de Seu amor a nós expresso enquanto éramos ainda pecadores, o coração obstinado abranda-se e é subjugado, e o pecador transforma-se e torna-se um filho do Céu. Deus não emprega medidas compulsórias; o amor é o meio que Ele usa para expelir o pecado do coração. Por meio dele, muda o orgulho em humildade, a inimizade e incredulidade em amor e fé.
Os judeus haviam estado labutando penosamente a fim de atingir a perfeição mediante seus próprios esforços, e tinham fracassado. Cristo já lhes dissera que sua justiça jamais poderia entrar no reino do Céu. Agora Ele lhes indica o caráter da justiça que devem possuir todos quantos entram no Céu. Em todo o Sermão do Monte, descreve os frutos desse reino, e agora, em uma sentença, aponta-lhe a origem e a natureza: Sede perfeitos, como Deus é perfeito. A lei não passa de uma imagem do caráter de Deus. Contemplai em vosso Pai celestial uma manifestação perfeita dos princípios que são o fundamento de Seu governo.
Deus é amor. Quais raios de luz vindos do Sol, o amor e a luz e a alegria procedem dEle para todas as Suas criaturas. Dar é Sua natureza. Sua vida mesma é o fluir de um desinteressado amor. [...]
Ele nos diz que sejamos perfeitos como Ele o é - da mesma maneira. Cumpre-nos ser centros de luz e bênção para o nosso pequeno círculo, da mesma maneira que Ele o é para o Universo. Nada temos de nós mesmos, mas a luz de Seu amor resplandece sobre nós, e devemos refletir-lhe a glória. "Bons na bondade que Ele nos empresta", podemos ser perfeitos em nossa esfera, da mesma maneira que Deus é perfeito na Sua (O Maior Discurso de Cristo, p. 76, 77).

Deus é amor. Tem cuidado pelas criaturas que formou. “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor Se compadece daqueles que O temem.” Salmos 103:13. “Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus.” 1 João 3:1. Que precioso privilégio este, de sermos filhos e filhas do Altíssimo, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Jesus Cristo! Não nos lamentemos, pois, nem nos entristeçamos porque nesta vida não estamos isentos de decepções e aflição. 
Se, na providência de Deus, somos chamados a suportar provações, aceitemos a cruz, e bebamos o amargo cálice, lembrando-nos de que é a mão de um Pai que no-lo chega aos lábios. Confiemos nEle nas trevas da mesma maneira que na luz. Não podemos crer que Ele nos dará tudo que for para o nosso bem? “Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes O entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas?” Romanos 8:32. Mesmo na noite da aflição, como nos poderemos recusar a erguer o coração e a voz em grato louvor, quando nos lembramos do amor a nós expresso na cruz do Calvário? (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 315, 316).

O crer traz paz, e a confiança em Deus traz alegria. Creia, creia! diz meu coração, creia. Descanse em Deus. Ele pode guardar aquilo que você Lhe confiou. Ele a fará mais do que vencedora por Aquele que a amou (Ibid., v. 2, p. 319, 320).

Domingo, 10 de dezembro: Cristo e a lei

Nossa única segurança está em manter-nos firmemente agarrados a Jesus. Nunca devemos perdê-Lo de vista. Ele diz: "Sem Mim nada podeis fazer." João 15:5. Precisamos cultivar permanente senso de nossa própria ineficiência e desamparo, e apoiar-nos inteiramente em Jesus. Isto nos deve conservar individualmente calmos e firmes em palavras e conduta. Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 59

Sacerdotes e príncipes fixaram-se numa rotina de cerimonialismo. Satisfizeram-se com uma religião legal e era-lhes impossível dar a outros as vivas verdades do Céu. Consideravam suficiente sua própria justiça e não desejavam a intromissão de um novo elemento em sua religião. A boa vontade de Deus para com os homens não era por eles aceita como algo à parte deles próprios, mas a relacionavam com seus próprios méritos por causa de suas boas obras. A fé que opera por amor e purifica a alma não achava lugar na união com a religião dos fariseus, feita de cerimonialismo e injunções humanas (Atos dos Apóstolos, p. 15).

Cristo fez reparação da culpa de todo o mundo, e todos os que se chegarem a Deus com fé, receberão a justiça de Cristo, que levou “Ele mesmo em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas Suas feridas fostes sarados”. 1 Pedro 2:24. Nosso pecado foi expiado, removido, lançado nas profundezas do mar. Mediante arrependimento e fé livramo-nos do pecado, e olhamos para o Senhor, justiça nossa. Jesus sofreu, o justo pelos injustos. [...]
Quem está desejoso de se tornar verdadeiramente arrependido? Que deve ele fazer? — Deve ir ter com Jesus, tal qual está, sem demora. Deve crer que a palavra de Cristo é verdadeira e, crendo na promessa, pedir, para que possa receber. Quando o desejo sincero leva os homens a pedir, eles não orarão em vão. O Senhor cumprirá Sua palavra e dará o Espírito Santo para levar ao arrependimento para com Deus e fé para com nosso Senhor Jesus Cristo. O homem orará e vigiará, e abandonará seus pecados, tornando manifesta sua sinceridade pelo vigor de seu esforço para obedecer aos mandamentos de Deus. Com a oração ele misturará a fé, e não só crerá nos preceitos da lei, mas também lhes obedecerá. Ele se manifestará olhando a questão do lado de Cristo. Renunciará a todos os hábitos e associações que tendam a afastar de Deus o coração. [...]
Abundante graça foi provida para que o crente possa manter-se livre do pecado; pois todo o Céu, com seus recursos ilimitados, foi posto à nossa disposição. Devemos servir-nos da fonte da salvação. Cristo é o fim da lei, para justiça a todo aquele que crê. Em nós mesmos somos pecadores; mas em Cristo somos justos. Tendo-nos feito justos, mediante a imputada justiça de Cristo, Deus nos pronuncia justos e nos trata como justos. Considera-nos Seus filhos amados. Cristo atua contra o poder do pecado, e onde este abundava, muito mais abundante é a graça. Romanos 5:20. “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5:1-2; Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 392-394).

Segunda-feira, 11 de dezembro: A eleição da graça

Todos os que quiserem podem ver o mistério da piedade. Mas é apenas por meio de uma compreensão correta da missão e da obra de Cristo que podemos alcançar a possibilidade de estarmos aperfeiçoados nEle, e sermos aceitos no Amado. Seu longo braço humano abraça toda a família humana, e Seu braço divino alcança o trono do Infinito, para que o ser humano possa ter o benefício do infinito sacrifício feito em seu favor. "Mas a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no Seu nome". [...]
A sabedoria oculta, que é Cristo formado em nós, a esperança da glória, é sabedoria tão alta como o Céu. Os profundos princípios da piedade são sublimes e eternos. A experiência cristã, unicamente, nos pode ajudar a compreender esse problema, e a obter os tesouros de conhecimento que foram ocultos nos conselhos de Deus, mas que são revelados a todos os que têm ligação vital com Cristo. Todos os que quiserem podem conhecer a respeito da doutrina (CBASD, v. 6, p. 1.242, 1.243).

Muito embora houvesse Israel rejeitado Seu Filho, Deus não os rejeitou. Notai como Paulo continua a argumentar: "Digo pois: Porventura rejeitou Deus o Seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o Seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo: Senhor, mataram os Teus profetas, e derribaram os Teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma? Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil varões, que não dobraram os joelhos diante de Baal. Assim pois também agora neste tempo ficou um resto, segundo a eleição da graça." Rom. 11:1-5.
Israel tinha tropeçado e caído, mas isto não tornara impossível para eles se levantarem outra vez (Atos dos Apóstolos, p. 375). 

A uniformidade não é a regra seguida no mundo da natureza. Também não é a regra seguida no reino da graça. Deus opera de diferentes maneiras para alcançar um só propósito - a salvação de almas. O benigno Redentor usa métodos diferentes para lidar com mentes diferentes. [...]
O Pastor celestial sabe onde encontrar os cordeiros que estão desgarrados do aprisco. Ele os recolherá. [...]
Como nos dias de Elias Deus tinha sete mil que não haviam dobrado os joelhos a Baal, assim Ele tem hoje no mundo muitos que estão andando em toda a luz que receberam. Deus tem em reserva todo um firmamento de escolhidos, que brilharão em meio às trevas (Este Dia com Deus [MM 1989], p. 64, 65).

Terça-feira, 12 de dezembro: O ramo natural

Aqui estamos reunidos - de opiniões diferentes, diferente educação, e preparo diferente - e não é de esperar que todas as mentes sigam pelo mesmo conduto; mas a questão é: Estamos nós, nos vários ramos, enxertados na Videira-tronco? Isso é o que precisamos verificar, e precisamos fazer a pergunta aos professores assim como aos estudantes. Precisamos compreender se estamos realmente enxertados na Videira-tronco. Se estamos, podemos ter maneiras diferentes, diferentes timbres de voz, vozes diferentes. Vós podeis olhar às coisas de determinado ponto de vista, e podemos ter ideias diferentes entre nós em relação às Escrituras - não em oposição às Escrituras, mas nossas ideias podem variar. Minha mente pode correr nas linhas que lhe são mais familiares, e outro pode pensar e adotar um ponto de vista de acordo com os seus traços de caráter, e ver motivo de profundo interesse em certo aspecto da questão que outros não apanham (Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 53, 54). 

Este enxerto em Cristo nos separa do mundo. Não mais desejaremos a companhia dos vis, contaminados e contaminadores. Ainda prosseguiremos mortos no pecado, mas vivos em Deus através de Jesus Cristo, nosso Senhor. Aparece então abundante fruto. As graças do Espírito são manifestas em amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade e bondade. Possuímos novas afeições, novos apetites, novos gostos. “As coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17; Testemunhos sobre Conduta Sexual, Adultério e Divórcio, p. 135).

Embora reconheçamos nossa condição desesperadora sem Cristo, não precisamos ficar desalentados; devemos confiar nos méritos do Salvador crucificado e ressurreto. Pobre alma enferma do pecado, e desalentada, olhe, e viva. Jesus empenhou Sua palavra; Ele salvará todos os que forem ter com Ele. Venhamos, portanto, confessando nossos pecados e produzindo frutos dignos do arrependimento.
Jesus é nosso Salvador hoje. Está intercedendo por nós no lugar santíssimo do santuário celestial, e perdoará nossos pecados. Faz toda a diferença no mundo para nós espiritualmente se nos apoiamos em Deus, sem nenhuma dúvida, como sobre um firme fundamento, ou se procuramos encontrar alguma justiça em nós mesmos antes de ir ter com Ele. Desviai o olhar do próprio eu e olhai para o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É pecado duvidar. A menor descrença, se for acalentada no coração, envolve a alma em culpa e ocasiona grande escuridão e desalento. [...]
Alguns parecem sentir que precisam estar sob observação e provar ao Senhor que se emendaram, antes de poder reivindicar Sua bênção. Mas, essas preciosas almas podem reivindicar a bênção de Deus agora mesmo. Precisam ter Sua graça, o espírito de Cristo para ajudá-los em suas debilidades, do contrário não poderão formar caráter cristão. Jesus gosta que vamos ter com Ele assim como estamos - pecaminosos, desamparados, dependentes. Afirmamos ser filhos da luz, não da noite nem das trevas; qual é o direito que temos de ser descrentes? (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 149, 150).

Quarta-feira, 13 de dezembro: Todo o Israel será salvo

Em todo o trato de Deus com o Seu povo, há, de mistura com Seu amor e misericórdia, a mais notável evidência de Sua justiça estrita e imparcial. Isto se exemplifica na história do povo hebreu. Deus conferira grandes bênçãos a Israel. Sua amorável bondade para com eles é descrita desta maneira tocante: "Como a águia desperta o seu ninho, se move sobre os seus filhos, estende suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas, assim só o Senhor o guiou." Deut. 32:11 e 12. E, contudo, que castigo rápido e severo caiu sobre eles pela sua transgressão!
O amor infinito de Deus foi manifesto no dom de Seu unigênito Filho, para redimir uma raça perdida. Cristo veio à Terra para revelar aos homens o caráter de Seu Pai, e Sua vida foi repleta de ações de ternura e compaixão divina. E no entanto Cristo mesmo declara: "Até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei." Mat. 5:18. A mesma voz que com um rogo paciente e amante convida o pecador a vir a Ele e encontrar perdão e paz, ordenará no Juízo aos que rejeitaram Sua misericórdia: "Apartai-vos de Mim, malditos." Mat. 25:41. Em toda a Bíblia Deus é representado não somente como um terno Pai, mas também como um justo Juiz. Posto que Ele Se deleite em mostrar misericórdia, e a perdoar a iniquidade, a transgressão e o pecado, de nenhuma maneira, todavia, terá por inocente o culpado (Êxo. 34:7; Patriarcas e Profetas, p. 469).

A história dos filhos de Israel foi escrita para ensino e admoestações de todos os cristãos. Quando os israelitas eram surpreendidos por perigos e dificuldades, e seu caminho parecia impedido, abandonava-os a fé, e murmuravam contra o líder que Deus lhes designara. Censuravam-no por levá-los ao perigo, quando ele apenas obedecera à voz de Deus. 
A ordem divina, foi: “Avançar!” Não deviam esperar até que o caminho se aplainasse, e pudessem compreender inteiramente o plano para seu livramento. A causa de Deus é progressiva, e Ele abrirá um caminho diante de Seu povo. Hesitar e queixar-se é manifestar desconfiança no Santo de Israel. Em Sua providência, Deus conduziu os hebreus à fortaleza das montanhas, tendo o Mar Vermelho em frente, a fim de efetuar seu livramento e libertá-los para sempre de seus inimigos. Poderia havê-los salvo por qualquer outra maneira, mas escolheu esse meio a fim de provar-lhes a fé, e fortalecer-lhes a confiança nEle (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 25, 26). 

É então que o redimido dentre os homens receberá sua prometida herança. Assim o propósito de Deus para Israel encontrará literal cumprimento. Aquilo que Deus propõe, o homem é impotente para anular. Mesmo em meio à operação do mal, o propósito de Deus tem prosseguido firmemente em direção do seu cumprimento. Foi assim com a casa de Israel através da história da monarquia dividida; assim é com o Israel espiritual de hoje (Profetas e Reis, p. 720).

Quinta-feira, 14 de dezembro: A salvação dos pecadores

A obra em favor dos judeus, delineada no capítulo 11 de Romanos, deve ser tratada com sabedoria especial. É uma obra que não deve ser ignorada. Nosso povo deve receber a sabedoria de Deus. Em toda a sabedoria e justiça, precisamos desimpedir a estrada do Rei.
Devem ser dadas aos judeus todas as oportunidades de virem para a luz (CBASD, v. 6, p. 1.200, 1.201).

Devemos demonstrar que a graça de Cristo está habitando em nosso coração. Sua influência será revelada, não importa com quem estejamos, por palavras da mais profunda importância, envolvendo consequências tão duradouras quanto a eternidade.
Neste período da história da Terra não podemos prestar-nos a enfraquecer a influência uns dos outros. A carreira cristã é cerrada e severa. Temos que enfrentar e combater inimigos invisíveis, e devemos estar em harmonia com os seres celestiais que buscam purificar-nos da tendência de criticar nossos irmãos, ou de julgá-los. [...]
omos testemunhas de Cristo. Então não falemos de dificuldades, nem ponderemos sobre nossas provações, mas acheguemo-nos ao Senhor Jesus Cristo que é o Autor e Consumador de nossa fé. Ao contemplá-Lo, ao estudar e falar sobre Ele, somos transformados à Sua imagem (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 261, 262). 

A vida de Cristo estava imbuída da divina mensagem do amor de Deus, e anelava intensamente transmitir esse amor aos outros, em abundante medida. O Seu semblante irradiava compaixão e Sua conduta caracterizava-se pela graça, humildade, verdade e amor. Todo membro de Sua igreja militante deve manifestar as mesmas qualidades, se deseja fazer parte da igreja triunfante. O amor de Cristo é tão amplo, tão cheio de glória, que em comparação com ele, tudo o que os homens consideram grande se reduz a uma insignificância. Quando obtemos uma visão a seu respeito, exclamamos: Ó profundidade das riquezas do amor que Deus conferiu aos homens na dádiva de Seu Filho unigênito!
Ao procurarmos descrever o amor de Deus em linguagem apropriada, notamos que as palavras são demasiado insípidas, demasiado débeis e muito abaixo do assunto, e depomos a pena e dizemos: "Não, não é possível descrevê-lo." Só podemos fazer o mesmo que o discípulo amado, dizendo: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus." I João 3:1. Ao fazer qualquer tentativa para descrever esse amor, sentimo-nos como bebês balbuciando suas primeiras palavras. Podemos adorar em silêncio; pois nesta questão só o silêncio é eloquência. Toda e qualquer linguagem é inadequada para descrever esse amor. Ele é o mistério de Deus na carne, Deus em Cristo e a divindade na humanidade. Cristo curvou-Se em inigualável humildade a fim de que, em Sua elevação ao trono de Deus, pudesse elevar os que nEle creem a um lugar com Ele em Seu trono. Todos os que olham a Jesus com fé para que nEle sejam curadas as feridas e contusões causadas pelo pecado, serão restaurados (Fundamentos da Educação Cristã, p. 189, 190).

Sexta-feira, 15 de dezembro: Estudo adicional

Este árduo trabalho é puramente por amor a Deus e ao semelhante. Nosso único lucro é a quantidade de pessoas que visualizam e interagem. Só o que pedimos para nos motivar a continuar com este ministério é sua ajuda, curtindo, compartilhando e comentando. Assim você espalha a boa semente, colaborando para a salvação de alguém.

sábado, 2 de dezembro de 2017

4º TRIMESTRE - LIÇÃO 10 - 2 A 8 DE DEZEMBRO - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017


 Verso para Memorizar:
 “Logo, tem Ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem Lhe apraz” (Rm 9:18).



Sábado à tarde, 2 de dezembro

A Esaú não foi excluído o privilégio de buscar o favor de Deus pelo arrependimento; mas não podia encontrar meios para recuperar a primogenitura. Sua mágoa não se originava da convicção do pecado; não desejava reconciliar-se com Deus. Entristecia-se por causa dos resultados de seu pecado, mas não pelo próprio pecado.
Devido à sua indiferença para com as bênçãos e preceitos divinos, Esaú é nas Escrituras chamado "profano". Heb. 12:16. Representa aqueles que têm em pouco valor a redenção a eles comprada por Cristo, e estão prontos para sacrificar sua herança no Céu por amor às coisas perecíveis da Terra. Multidões vivem para o presente, sem qualquer pensamento ou cuidado pelo futuro.
¹ Como Esaú, clamam: "Comamos e bebamos que amanhã morreremos." I Cor. 15:32. São governados pela inclinação; e de preferência a praticar a abnegação renunciam às mais valiosas considerações. No caso em que uma destas coisas deva ser abandonada - ou a satisfação de um apetite depravado, ou as bênçãos celestiais prometidas somente ao abnegado e temente a Deus - prevalecem as exigências do apetite, e Deus e o Céu são virtualmente desprezados. Quantos, mesmo dos professos cristãos, aderem a certas satisfações que são prejudiciais à saúde, e que embotam as sensibilidades da alma! Quando se apresenta o dever de se purificarem de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus, escandalizam-se. Veem que não podem reter estas nocivas satisfações e ao mesmo tempo alcançar o Céu; e concluem que, visto ser o caminho da vida eterna tão estreito, não mais andarão nele.
Multidões estão a vender seu direito de primogenitura pela satisfação sensual. A saúde é sacrificada, as faculdades mentais enfraquecidas, e perdido o Céu; e tudo por um simples prazer temporário - condescendência que debilita e avilta ao mesmo tempo. Assim como Esaú despertou-se para ver a loucura de sua permuta precipitada quando era demasiado tarde para recuperar sua perda, assim será no dia de Deus para aqueles que houverem trocado sua herança no Céu pela satisfação egoísta (Patriarcas e Profetas, p. 181, 182).

O amor de Deus pelos anjos é uma parte de Si mesmo, direta e positiva em sua divindade. O amor de Deus pela humanidade é uma forma peculiar - um amor nascido da misericórdia; pois o objeto humano é todo-imerecedor. ...
² A misericórdia implica a imperfeição do objeto a quem é concedida. Devido à imperfeição do homem, a misericórdia foi trazida à existência ativa. O pecado não é objeto do amor de Deus, mas de Sua aversão. Todavia Ele tem piedade do pecador, porque o culpado apresenta a imagem do Criador, e dEle recebeu as faculdades que lhe tornam possível tornar-se filho de Deus, não por meio dos próprios méritos, mas dos méritos imputados de Jesus Cristo, pelo grande sacrifício que o Salvador fez em seu favor. [...]
O amor de Deus, Sua misericórdia, são sempre estendidos aos pecadores. [...] (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 41).

Não faz parte da missão de Cristo compelir as pessoas a recebê-Lo. É Satanás, e homens manejados por seu espírito, que procuram forçar a consciência. Sob pretenso zelo pela justiça, homens confederados com anjos maus levam algumas vezes o sofrimento a seus semelhantes para convertê-los a suas ideias de religião; mas Cristo está sempre mostrando misericórdia, sempre procurando salvar pela revelação de Seu amor. Ele não admite rival na alma, nem aceita serviço parcial; deseja somente serviço voluntário, voluntária entrega do coração constrangido pelo amor (Atos dos Apóstolos, p. 541).

¹: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
²: parágrafo ausente na versão do comentário físico.

Domingo, 3 de dezembro: O fardo de Paulo

Deus desejava fazer do povo de Israel um louvor e glória. Todos os privilégios espirituais lhes foram concedidos. Deus nada reteve que pudesse ser útil para a formação do caráter que os tornaria representantes Seus.
Sua obediência à lei de Deus os tornaria uma maravilha de prosperidade ante as nações do mundo. Ele que lhes podia dar sabedoria e perícia em todo artifício, continuaria a ser seu mestre, e os enobreceria e elevaria pela obediência a Suas leis. Se fossem obedientes seriam preservados das enfermidades que afligiam outras nações, e abençoados com vigor intelectual. A glória de Deus, Sua majestade e poder deveriam ser revelados em toda a sua prosperidade. Deveriam ser um reino de sacerdotes e príncipes. Deus lhes proveu toda a possibilidade de se tornarem a maior nação da Terra. [...]
Israel, porém, não cumpriu o propósito de Deus. O Senhor declarou: "Eu mesmo te plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel; como, pois, te tornaste para Mim uma planta degenerada, de vide estranha?" Jer. 2:21. "Israel é uma vide frondosa; dá fruto para si mesmo" (Osé. 10:1; Parábolas de Jesus, p. 288,290).

A obra de Cristo era expor aos homens o caráter de Seu reino, mostrando que nomes, posições e títulos não são nada, mas genuína virtude e um caráter santo constituem tudo à vista do Céu. Em Seu sermão no monte, as primeiras frases que Lhe saíram dos lábios eram de molde a lançar essas ambições por terra. "Bem-aventurados os humildes de espírito - disse Ele - porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. [...]
³ Todo esse sermão foi uma explanação da Lei. Cristo apresentou as amplas reivindicações da lei de Deus. Ele procurou corrigir-lhes as ideias fantasiosas enaltecendo sentimentos genuínos e proclamando uma bênção sobre os traços de caráter que eram completamente opostos aos atributos acalentados por eles. Apresentou-lhes um reino em que as ambições humanas e as paixões terrenas não podem encontrar entrada (Exaltai-O [MM 1992], p. 149).

Temos abundante sermonar. O que é mais necessário [...] é amor pelas pessoas que perecem, o amor que vem em ricas torrentes do trono de Deus. O verdadeiro cristianismo difunde o amor por todo o ser. Ele atinge todas as partes vitais: o cérebro, o coração, as mãos auxiliadoras, os pés, habilitando as pessoas a permanecer firmemente onde Deus requer que permaneçam, para que não façam caminhos tortuosos para os pés, a fim de que não se extravie o que é manco. O ardente e consumidor amor de Cristo pelas pessoas que perecem é a vida de todo o sistema do cristianismo.
Só aquele cujo coração está cheio de compaixão pelo homem caído, que ama com um objetivo em vista, manifestando o seu amor pela realização de atos semelhantes aos de Cristo, poderá suportar a visão dAquele que é invisível. Só quem ama os seus semelhantes com um objetivo em vista pode conhecer a Deus. Quem não ama aqueles pelos quais o Pai tem feito tanta coisa não conhece a Deus. Esta é a razão por que há tão pouca vitalidade genuína em nossas igrejas. ⁴ A teologia é inútil se não estiver saturada do amor de Cristo (Ibid., p. 147).

³: parágrafo ausente na versão do comentário físico.
⁴: frase ausente na versão do comentário físico.

Segunda-feira, 4 de dezembro: Eleitos

Esaú e Jacó tinham sido instruídos de modo semelhante no conhecimento de Deus, e ambos estavam em liberdade para andar em Seus mandamentos e receber Seu favor; porém, não preferiram ambos fazer isto. Os dois irmãos tinham andado em caminhos diferentes, e suas veredas continuariam a divergir mais e mais uma da outra.
Não houve uma preferência arbitrária da parte de Deus, pela qual ficassem excluídas de Esaú as bênçãos da salvação. Os dons de Sua graça por Cristo são gratuitos a todos. Não há eleição senão a própria, pela qual alguém possa perecer. Deus estabeleceu em Sua Palavra as condições pelas quais toda a alma será eleita para a vida eterna: obediência aos Seus mandamentos, pela fé em Cristo. Deus elegeu um caráter de acordo com Sua lei, e qualquer que atinja a norma que Ele exige, terá entrada no reino de glória. O próprio Cristo diz: "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida." João 3:36. ⁵ "Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos Céus." Mat. 7:21. E no Apocalipse Ele declara: "Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas." Apoc. 22:14. Quanto ao que respeita à salvação final do homem, esta é a única eleição referida na Palavra de Deus (Patriarcas e Profetas, p. 207).

Jesus apresentara a taça de bênçãos aos que se julgavam ricos e de nada carecidos (Apoc. 3:17), e eles, com escárnio, volveram costas à dádiva misericordiosa. Aquele que se julga são, que pensa ser razoavelmente bom e se satisfaz com o seu estado, não procura tornar-se participante da graça e justiça de Cristo. O orgulho não sente necessidade, fechando, pois, o coração a Cristo e às bênçãos infinitas que Ele veio dar. Não há lugar para Jesus no coração dessa pessoa. Os que são ricos e honrados aos próprios olhos, não oram com fé, para receberem a bênção de Deus. Presumem estar cheios, por isso se retiram vazios. Os que sabem que não se podem salvar a si mesmos, nem de si praticar qualquer ação de justiça, são os que apreciam o auxílio que Cristo pode conceder. ⁶ São eles os humildes de espírito, aos quais Ele declara bem-aventurados (O Maior Discurso de Cristo, p. 7).

⁷ Diz Jesus: "Conheço as Minhas ovelhas". Consideremos esta declaração. Somos conhecidos por Deus antes de O recebermos. "Conheço as Minhas ovelhas." / Como se tornam as pessoas, ovelhas de Cristo? Decidindo-se a recebê-Lo. Mas Cristo as recebera antes. Conhecia cada um que havia de corresponder a Sua atração, e a cada um que se inclinaria a recebê-Lo, mas que, devido a opostas influências populares, desviar-se-ia dEle. João diz a todos: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". João 1:29. Aqueles que ouviram a voz e olharam a Jesus como o Cordeiro de Deus, nEle creram e tornaram-se propriedade dEle por sua própria escolha. Mas... sua decisão de aceitar a Cristo foi em resposta à atração da parte dEle. O amor de Jesus nos foi expresso antes de O amarmos a Ele. ...
Toda a família humana é confiada a Jesus, como os rebanhos de ovelhas são confiados a um pastor. Essas ovelhas e cordeiros devem ser velados com cuidado pastoral. Serão guardados pelo fiel sumo Pastor, sob os cuidados de fiéis subpastores, e se eles obedecerem à voz do sumo Pastor não será permitido aos lobos devorá-los (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 47).

⁵: texto ausente na versão do comentário físico.
⁶: frase ausente na versão do comentário físico.
⁷: texto ausente na versão do comentário físico até a barra.

Terça-feira, 5 de dezembro: Mistérios

Não pode habitar profundo amor por Jesus num coração que não vê e não avalia a própria pecaminosidade. A alma transformada pela graça há de admirar-Lhe o caráter divino; mas, se não vemos nossa própria deformidade moral, isto é inequívoca demonstração de que não tivemos uma visão da beleza e excelência de Cristo. Quanto menos virmos para estimar em nós mesmos, tanto mais veremos para apreciar na infinita pureza e amabilidade de nosso Salvador. Uma visão da própria pecaminosidade impele-nos para Aquele que pode perdoar. [...]
Deus não lida conosco como os homens finitos tratam uns com os outros. Seus pensamentos são pensamentos de misericórdia, amor e da mais terna compaixão. ... Ele diz: "Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados, como a nuvem" (Isa. 44:22; Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 22).

Era propósito de Deus que Sua graça fosse revelada entre os gentios bem como entre os israelitas. Isto havia sido claramente esboçado nas profecias do Antigo Testamento. O apóstolo usa algumas dessas profecias em seu argumento. "Não tem o oleiro poder sobre o barro", interroga, "para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a Sua ira, e dar a conhecer o Seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da Sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Como também diz em Oséias: Chamarei Meu povo ao que não era Meu povo; e amada à que não era amada. E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois Meu povo; aí serão chamados filhos do Deus vivo" (Rom. 9:21-26; Atos dos Apóstolos, p. 376).

⁸ Todos os milagres de Cristo foram operados para favorecer aqueles a quem esses dirigentes judeus negligenciavam e desprezavam, e recusavam ajudar. E Ele era amado [pelo povo comum] porque era o Restaurador, o Grande Médico. Todas as Suas virtudes eram luz do Céu. Em toda boa obra / Ele procurava levá-los a aceitá-Lo como seu Salvador pessoal. Sua vida era fragrante - um aroma de vida para vida. Ele introduzia a luz no coração e no lar. Iam ter com Ele lamentando, e saíam de Sua presença com cânticos de louvor e alegre regozijo. A Si mesmo Se ofereceu por eles para que pudessem dar-Lhe um lar em seu coração.

As qualidades que é essencial que todos possuam são as que caracterizavam a perfeição do caráter de Cristo - Seu amor, Sua paciência, Sua abnegação e Sua bondade. ...
A maior e mais fatal decepção é supor que alguém pode ter fé para a vida eterna, sem possuir por seus irmãos amor semelhante ao de Cristo. Quem ama a Deus e a seu próximo está repleto de luz e amor. Deus está nele e em toda parte ao seu redor. Os cristãos amam os que se acham ao seu redor como preciosas pessoas pelas quais Cristo morreu. Não há tal coisa como um cristão destituído de amor; pois "Deus é amor" (I João 4:8; Ibid., p. 285).

⁸: texto ausente na versão do comentário físico até a barra.

Quarta-feira, 6 de dezembro: Ammi: "Meu Povo"

"Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os Seus juízos, e quão inescrutáveis os Seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? ou quem foi Seu conselheiro? Ou quem Lhe deu primeiro a Ele, para que lhe seja recompensado? Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória pois a Ele eternamente." Rom. 11:26-36.
Assim mostra Paulo que Deus é abundantemente capaz de transformar o coração de judeus e gentios semelhantemente, e de conceder a cada crente em Cristo as bênçãos prometidas a Israel. Ele repete a declaração de Isaías concernente ao povo de Deus: "Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo. Porque o Senhor executará a Sua palavra sobre a Terra, completando-a e abreviando-a. E como antes disse Isaías: Se o Senhor dos exércitos não nos deixara descendência, teríamos sido feitos como Sodoma, e seríamos semelhantes a Gomorra" (Rom. 9:27-29; Atos dos Apóstolos, p. 378, 379).

Às vezes pode parecer que o Senhor esqueceu os perigos de Sua igreja, e o dano a ela feito por seus inimigos. Mas Deus não esqueceu. Nada neste mundo é tão caro ao coração de Deus como Sua igreja. Não é Sua vontade que métodos mundanos corrompam o seu registro. Ele não deixa que Seu povo seja vencido pelas tentações de Satanás. Ele punirá os que O representarem mal, mas será misericordioso para com todos os que sinceramente se arrependerem. Ele dará o necessário auxílio aos que O invocarem pedindo força para o desenvolvimento de um caráter cristão.
No tempo do fim o povo de Deus suspirará e chorará por causa das abominações que se fazem na Terra. Com lágrimas advertirão os ímpios do seu perigo em tripudiar sobre a lei divina, e com indizível tristeza se humilharão perante o Senhor em penitência. Os ímpios zombarão de sua tristeza e ridicularizarão seus solenes apelos. Mas a angústia e humilhação do povo de Deus é uma segura evidência de que estão reconquistando a força e a nobreza de caráter perdidos em consequência do pecado. É porque se estão achegando mais a Cristo, porque seus olhos estão fixos em Sua perfeita pureza, que discernem assim claramente a excessiva malignidade do pecado. Mansidão e humildade são condições de sucesso e vitória. Uma coroa de glória espera os que se dobram ao pé da cruz (Profetas e Reis, p. 590).

⁹ Nosso Pai celestial exige de Seus servos de acordo com aquilo que lhes confiou, e Seus reclamos são razoáveis e justos. Ele não aceitará menos de nós do que exige. Todas as Suas justas exigências precisam ser plenamente atendidas, ou testificarão contra nós de que fomos pesados na balança e achados em falta. / Mas Jesus observa nossos esforços com o mais profundo interesse. Ele sabe que os homens com todas as deficiências de sua humanidade estão fazendo Seu trabalho. Observa suas falhas e abatimentos com mui terna piedade. Mas essas deficiências e imperfeições podem tornar-se muito menores do que são. Se estivermos em harmonia com o Céu, anjos ministradores trabalharão conosco e coroarão de sucesso nossos esforços (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 421).

⁹: texto ausente na versão do comentário físico até a barra.

Quinta-feira, 7 de dezembro: Tropeço

O Senhor escolheu um povo e o fez depositário da Sua verdade. Era o Seu propósito que, pela revelação do Seu caráter através de Israel, fossem os homens atraídos a Ele. A todo o mundo seria levado o convite do evangelho. Por intermédio do serviço sacrifical, Cristo seria enaltecido perante as nações, e todos que olhassem para Ele viveriam. 
Mas Israel não cumpriu o propósito de Deus. Esqueceram-se de Deus e perderam a visão de seu alto privilégio como representantes dEle. As bênçãos que eles tinham recebido não trouxeram bênçãos para o mundo. Todas suas vantagens foram utilizadas para a própria glorificação. Eles roubaram a Deus do serviço que deles requeria, e roubaram dos membros da raça humana a orientação religiosa e um exemplo santo (Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 25, 26).

Nosso Redentor é uma "Pedra Provada". Foi feita a experiência, aplicada a grande prova, e isto com perfeito êxito. NEle se cumpre todo o desígnio de Deus para salvar um mundo perdido. Jamais foi um fundamento submetido a tão rigorosa experiência e prova como esta "Pedra Provada". O Senhor Jeová sabia o que esta pedra fundamental poderia suportar. Os pecados do mundo inteiro se poderiam amontoar sobre ela. Os escolhidos do Senhor seriam revelados, as portas do Céu abertas a todos os que cressem; suas indizíveis glórias deviam ser dadas aos vencedores (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 49).

Para os que crêem, Cristo é o firme fundamento. São eles que caem sobre a Rocha e se despedaçam. A submissão a Cristo e a fé nEle são aqui representadas. Cair sobre a Rocha e despedaçar-se, é renunciar a nossa própria justiça e ir a Cristo com a humildade de uma criança, arrependidos de nossas transgressões e crendo em Seu amor perdoador. ¹⁰ E assim também é pela fé e a obediência que edificamos sobre Cristo como nosso fundamento. /
Sobre essa pedra viva podem edificar semelhantemente judeus e gentios. Este é o único fundamento sobre que podemos com segurança edificar. É suficientemente largo para todos, e forte bastante para sustentar o peso e o fardo do mundo inteiro. ¹¹ E pela ligação com Cristo, a pedra viva, todos quantos edificam sobre esse fundamento se tornam pedras vivas. Muitas pessoas são lavradas, polidas e embelezadas por seus próprios esforços; não podem, no entanto, tornar-se "pedras vivas", porque não estão ligadas a Cristo. Sem essa ligação, homem algum se pode salvar. Sem a vida de Cristo em nós, não podemos resistir às tempestades das tentações. Nossa segurança eterna depende de edificarmos sobre o firme fundamento. Multidões se encontram hoje em dia edificando sobre fundamento não provado. Ao cair a chuva, e soprarem os ventos, e as enchentes sobrevirem, sua casa cairá, porque não está fundada sobre a Rocha eterna, a principal pedra de esquina - Cristo Jesus. 
"Para aqueles que tropeçam na Palavra, sendo desobedientes", Cristo é uma rocha de escândalo. [...]
"E aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó." / O povo que rejeitou a Cristo, teria de ver em breve destruídas sua cidade e nação. Sua glória seria despedaçada, espalhada como o pó diante do vento. E que foi que destruiu os judeus? Foi a rocha que, houvessem eles edificado sobre ela, teria sido sua segurança. Foi a bondade divina desprezada, a justiça maltratada, e menosprezada Sua misericórdia. Os homens deliberaram opor-se a Deus, e tudo quanto teria servido para sua salvação foi voltado para sua destruição. Tudo quanto Deus ordenara para vida, acharam ser para morte. Na crucifixão de Cristo pelos judeus, estava envolvida a destruição de Jerusalém. O sangue derramado sobre o Calvário, foi o peso que os fez abismar na ruína para este mundo e o mundo por vir. Assim será no grande dia final, quando o juízo cair sobre os que rejeitam a graça divina. Cristo, para eles a pedra de escândalo, aparecer-lhes-á então como vingadora montanha. A glória de Seu rosto, que para os justos é vida, será para os ímpios um fogo consumidor. Por causa do amor rejeitado, da graça desprezada, será destruído o pecador (O Desejado de Todas as Nações, p. 599, 600).

¹⁰: frase ausente na versão do comentário físico até a barra.
¹¹: texto ausente na versão do comentário físico até a barra.

Sexta-feira, 8 de dezembro: Estudo adicional

Este árduo trabalho é puramente por amor a Deus e ao semelhante. Nosso único lucro é a quantidade de pessoas que visualizam e interagem. Só o que pedimos para nos motivar a continuar com este ministério é sua ajuda, curtindo, compartilhando e comentando. Assim você espalha a boa semente, colaborando para a salvação de alguém.