sábado, 21 de outubro de 2017

4º TRIMESTRE - LIÇÃO 4 - 20 A 27 DE OUTUBRO - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017


 Verso para Memorizar:
 “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, 
independentemente das obras da lei” (Rm 3:28).


Sábado à tarde, 21 de outubro

O evangelho de boas-novas deve ser interpretado como se permitisse à humanidade viver em contínua rebelião contra Deus, transgredindo sua justa e santa lei. Por que é que aqueles que afirmam compreender as Escrituras não conseguem ver que a exigência de Deus sob a graça é exatamente a mesma que Ele fez no Éden: perfeita obediência a Sua lei? No juízo, Deus perguntará àqueles que professam ser cristãos: Por que você afirma crer em Meu Filho e continua a transgredir Minha lei? [...] O evangelho do Novo Testamento não é a norma do Antigo Testamento rebaixada para satisfazer o pecador e salvá-lo em seu pecado. Deus exige de todos os Seus súditos obediência, inteira obediência a todos os [Seus] mandamentos. Ele exige hoje, como sempre exigiu, perfeita justiça como o único título ao Céu. Cristo é nossa esperança e nosso refúgio. Sua justiça é imputada apenas ao obediente. Aceitemo-la pela fé, para que o Pai não encontre em nós nenhum pecado. Mas aqueles que pisaram a santa lei não terão direito a reivindicar essa justiça. Oh, se pudéssemos ver a imensidão do plano da salvação como filhos obedientes a todos os requisitos de Deus, crendo que temos paz com Deus por meio de Jesus Cristo, nosso sacrifício expiatório! (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.193).

Há dois erros contra os quais os filhos de Deus - particularmente os que só há pouco vieram a confiar em Sua graça - devem, especialmente, precaver-se. O primeiro, do qual já tratamos, é o de tomar em consideração as suas próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de pôr-se em harmonia com Deus. Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras, guardando a lei, tenta o impossível. Tudo que o homem possa fazer sem Cristo, está poluído de egoísmo e pecado. É unicamente a graça de Cristo, pela fé, que nos pode tornar santos.
O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção.
Mas notai aqui que a obediência não é mera aquiescência externa, mas sim o serviço de amor. A lei de Deus é uma expressão de Sua própria natureza; é uma corporificação do grande princípio do amor, sendo, daí o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. Se nosso coração é renovado à semelhança de Deus, se o amor divino é implantado na alma, não será então praticado na vida a lei de Deus? Implantado no coração o princípio do amor, renovado o homem segundo a imagem dAquele que o criou, cumpre-se a promessa do novo concerto: "Porei as Minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos." Heb. 10:16. E se a lei está escrita no coração, não moldará ela a vida? A obediência - nosso serviço e aliança de amor - é o verdadeiro sinal de discipulado. Assim diz a Escritura: "Porque esta é a caridade [ou amor] de Deus: que guardemos os Seus mandamentos." I João 5:3. "Aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade." I João 2:4. É a fé, e ela só, que, em vez de dispensar-nos da obediência, nos torna participantes da graça de Cristo, a qual nos habilita a prestar obediência (Caminho a Cristo, p. 59-61).

Domingo, 22 de outubro: As obras da lei

Desde o início do grande conflito, tem sido o propósito de Satanás representar mal o caráter de Deus, e provocar a rebelião contra a Sua lei; e esta obra parece ser coroada de êxito. As multidões dão ouvidos aos enganos de Satanás, e dispõem-se contra Deus. Mas, em meio da operação do mal, os propósitos de Deus avançam perseverantemente ao seu cumprimento; a todos os seres criados está Ele a tornar manifestas Sua justiça e benevolência. Por meio das tentações de Satanás o gênero humano todo se tornou transgressor da lei de Deus; mas, pelo sacrifício de Seu Filho, abriu-se um caminho por onde podem voltar a Deus. Mediante a graça de Cristo, podem habilitar-se a prestar obediência à lei do Pai. Assim, em todos os séculos, do meio da apostasia e rebelião, Deus reúne um povo que Lhe é fiel, povo em cujo coração está a Sua lei (Isa. 51:7; Patriarcas e Profetas, p. 338).

Aos que insistiam em que "a pregação do evangelho responde a todos os fins da lei", Wesley replicava: "Isto negamos expressamente. Não corresponde ao primeiro objetivo da própria lei, a saber: convencer os homens do pecado, despertar aos que ainda dormem às bordas do inferno." O apóstolo Paulo declara que "pela lei vem o conhecimento do pecado"; "e antes que o homem esteja convicto do pecado, não sentirá verdadeiramente a necessidade do sangue expiatório de Cristo. ... 'Não necessitam de médico os que estão sãos', como nosso Senhor mesmo observa, 'mas, sim, os que estão enfermos'. É absurdo, portanto, oferecer médico aos que estão sãos, ou que ao menos se imaginam assim. Deveis primeiramente convencê-los de que estão doentes; de outra maneira não vos agradecerão o trabalho. É igualmente absurdo oferecer Cristo àqueles cujo coração está são, não tendo ainda sido quebrantado." 
Assim, enquanto pregava o evangelho da graça de Deus, Wesley, a exemplo de seu Mestre, procurava engrandecer a lei e torná-la gloriosa. Fielmente cumpriu a obra que Deus lhe confiara, e gloriosos foram os resultados que lhe foi permitido contemplar (O Grande Conflito, p. 264).

Nossa aceitação por Deus só é segura por meio de Seu Filho amado, e as boas obras são apenas o resultado da atuação de Seu amor que perdoa o pecado. Não constituem um crédito para nós, e nada nos é atribuído pelas nossas boas obras que possamos usar para reivindicar uma parte de nossa salvação. A salvação é o dom gratuito de Deus para o crente, que lhe é concedido unicamente por amor a Cristo. A pessoa perturbada pode encontrar paz pela fé em Cristo, e sua paz será proporcional à sua fé e confiança. O crente não pode apresentar suas boas obras como argumento para sua salvação (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1.252).

Segunda-feira, 23 de outubro: A justiça de Deus

Paulo frisou especialmente os profundos reclamos da lei de Deus. Mostrou como ela alcança os íntimos segredos da natureza moral do homem, derramando um dilúvio de luz sobre aquilo que tem estado oculto à vista e ao conhecimento dos seres humanos. O que as mãos podem fazer ou a língua proferir - isso que a vida exterior revela - mostra, imperfeitamente embora, o caráter moral do homem. A lei esquadrinha seus pensamentos, motivos e propósitos. As perigosas paixões que permanecem ocultas à vista dos homens, a inveja, o ódio, o sensualismo, a ambição, as propostas perversas nos profundos recessos do coração, ainda não executadas por falta de oportunidade - tudo isso a lei de Deus condena.
Paulo procurou dirigir a mente de seus ouvintes para o grande sacrifício pelo pecado. Apontou aos sacrifícios que constituíam sombra dos bens futuros, e apresentou então a Cristo como o antítipo de todas essas cerimônias - o objeto para o qual elas apontavam como a única fonte de vida e esperança para o homem caído. Santos homens do passado foram salvos pela fé no sangue de Cristo. Ao contemplarem as agonias de morte das vítimas sacrificais, olhavam através da voragem dos séculos para o Cordeiro de Deus que devia tirar o pecado do mundo.
Deus com justiça reclama o amor e obediência de todas as Suas criaturas. Deu-lhes em Sua lei uma perfeita norma de retidão. Muitos, porém, se esquecem de seu Criador, e escolhem seguir seus próprios caminhos, em oposição à vontade de Deus. Pagam com inimizade o amor que é tão alto quanto o Céu e tão amplo quanto o Universo. Deus não pode baixar os reclamos de Sua lei a fim de corresponder à norma de homens ímpios; nem pode o homem em sua própria capacidade, cumprir as exigências da lei. Só pela fé em Cristo pode o pecador ser purificado da culpa e capacitado a prestar obediência à lei de seu Criador (Atos dos Apóstolos, p. 424, 425).

Oh! Que incomparável condescendência vir o Rei da glória a este mundo entenebrecido e suportar as agonias da fome e as ferozes tentações de um astuto inimigo, para que pudesse obter uma infinita vitória para o homem. Aqui está o amor sem paralelo. ...
Não foram apenas as torturas da fome que tornaram os sofrimentos de nosso Redentor tão inexprimivelmente severos. Foi o senso da culpa que resultara da indulgência para com o apetite que trouxera ao mundo tão terríveis ais, o que pesou opressivamente sobre Sua divina alma. ...
Com a natureza do homem, e o terrível peso dos pecados deste caindo sobre Si, nosso Redentor sustou o poder de Satanás em relação a esta preeminente tentação, a qual põe em perigo a vida do homem. Se o homem vencesse esta tentação, poderia vencer em todos os outros pontos.
A intemperança jaz na base de todos os males morais conhecidos do homem. Cristo iniciou o trabalho da redenção precisamente onde começara a ruína. A queda de nossos primeiros pais pela indulgência para com o apetite. Na redenção, a negação do apetite é a primeira obra de Cristo. Que estupendo amor Cristo manifestou ao vir ao mundo para levar nossos pecados e enfermidades, e palmilhar a trilha do sofrimento, a fim de que nos pudesse mostrar Sua vida de imaculado mérito, como devemos andar, e vencer como Ele venceu, para que pudéssemos ser reconciliados com Deus. [...]

 mundo havia perdido o padrão original da bondade e se afundara em universal apostasia e corrupção moral; e a vida de Jesus foi de laborioso e abnegado esforço para trazer de volta o homem ao seu primeiro estado mediante o infundir-lhe o espírito de divina benevolência e amor. Conquanto estivesse no mundo, Ele não era do mundo. Era-lhe uma constante pena ser posto em contato com a inimizade, a depravação e impureza que Satanás havia suscitado; mas Ele tinha um trabalho a fazer - pôr o homem em harmonia com o plano divino, e a Terra em conexão com o Céu - e não considerava nenhum sacrifício como demasiado grande para alcançar o Seu objetivo (A Maravilhosa Graça de Deus [MM 1974], p. 240).

A fé que opera salvação, não é mero assentimento espiritual à verdade. Aquele que espera inteiro conhecimento antes de exercer fé, não pode receber bênção de Deus. Não basta crer no que se diz acerca de Cristo; devemos crer nEle. A única fé que nos beneficiará, é a que O abraça como Salvador pessoal; que se apropria de Seus méritos. Muitos têm a fé como uma opinião. A fé salvadora é um ajuste pelo qual aqueles que recebem a Cristo se unem a Deus em concerto. Fé genuína é vida. Uma fé viva significa acréscimo de vigor, segura confiança pela qual a alma se torna uma força vitoriosa (O Desejado de Todas as Nações, p. 240).

Terça-feira, 24 de outubro: Por Sua graça

O reino da graça foi instituído imediatamente depois da queda do homem, quando fora concebido um plano para a redenção da raça culpada. Existiu ele então no propósito de Deus e pela Sua promessa; e mediante a fé os homens podiam tornar-se súditos seus. [...]
Tão logo houve pecado, houve um Salvador. Cristo sabia que teria de sofrer, e contudo tornou-Se o substituto do homem. Tão logo Adão pecou, o Filho de Deus Se apresentou como garantia para a humanidade apenas com tanto poder para desviar a maldição pronunciada sobre o culpado como quando morreu sobre a cruz do Calvário.
Que amor! Que prodigiosa condescendência! O Rei da glória Se dispõe a humilhar-Se pela humanidade caída! Ele colocaria os Seus pés nos passos de Adão. Tomaria a natureza do homem caído e empenhar-Se-ia em luta com o forte inimigo que triunfou sobre Adão. Ele venceria a Satanás, e assim abriria o caminho para libertar da infelicidade oriunda da falha e queda de Adão, a todos que nEle cressem (A Maravilhosa Graça de Deus [MM 1974], p. 16, 17). 

Há o perigo de considerar que a justificação pela fé concede algum mérito à fé. Quando aceitamos a justiça de Cristo como um dom gratuito somos justificados gratuitamente por meio da redenção de Cristo. Que é fé? "O firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem." Heb. 11:1. É uma aprovação do entendimento às palavras de Deus que leva o coração a uma voluntária consagração e serviço a Deus, o qual deu o entendimento, o qual sensibilizou o coração, o qual primeiro levou a mente a contemplar a Cristo na cruz do Calvário. Fé é entregar a Deus as faculdades intelectuais, submeter-Lhe a mente e a vontade e fazer de Cristo a única porta de entrada no reino dos Céus.
Quando os homens aprendem que não podem obter a justiça pelo mérito de suas próprias obras e olham com firme e inteira confiança para Jesus Cristo como sua única esperança, não haverá tanto do próprio eu e tão pouco de Jesus. Almas e corpos são maculados e poluídos pelo pecado, o coração é alienado de Deus, contudo muitos estão-se debatendo, em sua própria força finita, para conquistar a salvação por boas obras. Jesus, pensam eles, efetuará uma parte da salvação, e eles precisam fazer o resto. Necessitam ver pela fé a justiça de Cristo como sua única esperança para o tempo e para a eternidade (Fé e Obras, p. 22).

Nossa maior necessidade é de fé em Deus. Ao olharmos para o lado escuro, perdemos nossa segurança no Senhor Deus de Israel. Quando abrimos o coração aos temores e conjeturas, o caminho do progresso é obstruído pela incredulidade. Não pensemos jamais que Deus tenha abandonado Sua obra.
Tem que falar menos de incredulidade, menos conjeturas de que isto ou aquilo está impedindo o caminho. Vamos avançar com fé; acreditar que o Senhor preparará o caminho para a Sua obra. Então encontraremos descanso em Cristo (Testemunhos para a Igreja, v. 7, p. 211).

Quarta-feira, 25 de outubro: A justiça de Cristo

O Senhor Jesus tomou sobre Si a forma do homem pecaminoso, revestindo de humanidade a Sua divindade. Mas Ele era santo, assim como Deus é santo. Caso não fosse sem mácula ou mancha de pecado, não poderia ter sido o Salvador da humanidade. Era o Portador de pecados, e não necessitava de expiação. Sendo um com Deus em pureza e santidade de caráter, Ele podia fazer uma propiciação pelos pecados do mundo inteiro. [...]
Quando a verdade controla a vida, há pureza e libertação do pecado. A glória, a plenitude, a inteireza do plano do evangelho é cumprida na vida. A luz da verdade dimana do templo da alma. O entendimento apodera-se de Cristo (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 374).

E que é crer? É aceitar plenamente que Jesus Cristo morreu como nosso sacrifício; que Ele Se tornou maldição por nós, tomou nossos pecados sobre Si e imputou-nos Sua própria justiça. Por isso reivindicamos essa justiça de Cristo, cremos nela, e ela é nossa justiça. Ele é nosso Salvador. Ele nos salva porque disse que o faria. Ocupar-nos-emos em fazer todas as explanações sobre como Ele pode salvar-nos? Possuímos a virtude em nós mesmos que nos torne melhores e nos purifique das manchas e máculas do pecado, habilitando-nos então a aproximar-nos de Deus? Simplesmente não podemos fazer isso. [...]

Pois bem, ele (o jovem rico) não havia absolutamente guardado os mandamentos. Devia ter aceito a Jesus Cristo como seu Salvador e se apoderado de Sua justiça. Então, tendo a justiça de Cristo, poderia guardar a lei de Deus. O jovem príncipe não podia pisotear essa lei. Precisava respeitá-la; precisava amá-la. Então Cristo combinaria o poder divino com os esforços humanos. 
Cristo tomou sobre Si a humanidade, por nós. Cobriu Sua divindade, e a divindade e a humanidade foram combinadas. Ele mostrou que era possível observar aquela lei que Satanás declarou não se poder observar. Cristo assumiu a forma humana para estar aqui em nosso mundo e mostrar que Satanás havia mentido. Tomou sobre Si a natureza humana para demonstrar que, com a divindade e a humanidade combinadas, o homem podia guardar a lei de Jeová. Separai a humanidade da divindade, e podereis procurar desenvolver vossa própria justiça desde agora até que Cristo venha, e isso não passará de um fracasso (Fé e Obras, p. 61, 62).

O coração de Deus anseia por Seus filhos terrestres com amor mais forte que a morte. Entregando Seu Filho, nesse único Dom derramou sobre nós todo o Céu. A vida, morte e intercessão do Salvador, o ministério dos anjos, o pleitear do Espírito, o Pai operando acima de tudo e por tudo, o interesse incessante dos seres celestiais - tudo se empenha em favor da redenção do homem. [...]
Não deveríamos considerar a misericórdia divina? Que mais poderia Deus fazer? Relacionemo-nos, pois, devidamente com Aquele que nos amou com maravilhoso amor. Prevaleçamo-nos dos meios que nos foram providos, para sermos transformados à Sua semelhança e restaurados à comunhão com os anjos ministradores, à harmonia e comunhão com o Pai e o Filho (Caminho a Cristo, p. 21, 22).

Quinta-feira, 26 de outubro: Independentemente das obras da lei

Não podemos compreender que a coisa mais dispendiosa no mundo é o pecado? Ele ocorre à custa da pureza de consciência, ao preço de perder o favor de Deus e dEle separar a alma, perdendo afinal o Céu. O pecado de entristecer o Santo Espírito de Deus e de andar em desacordo com Ele tem custado a muitos indivíduos a perda de sua alma. [...]
Reiteradas vezes me tem sido apresentado o perigo de nutrir, como um povo, falsas idéias da justificação pela fé. Durante anos tem-me sido mostrado que Satanás trabalharia de maneira especial para confundir a mente quanto a esse ponto. Tem-se alongado sobre a lei de Deus e ela tem sido apresentada às congregações quase de modo tão destituído do conhecimento de Jesus Cristo e de Sua relação para com a lei como a oferta de Caim. Foi-me mostrado que muitos se conservam longe da fé devido às idéias embaralhadas e confusas acerca da salvação, e porque os pastores têm trabalhado de maneira errônea para alcançar os corações. O ponto que durante anos tem sido recomendado com insistência à minha mente é a justiça imputada de Cristo. Tenho estranhado que este assunto não se tenha tornado o tema de sermões em nossas igrejas em todas as partes do país, sendo que tão constantemente é realçado perante mim e eu o tenho tornado o assunto de quase todo sermão e palestra que hei proferido para o povo. [...]
Muitos jovens são enviados a trabalhar, embora não compreendam o plano da salvação e o que é verdadeira conversão; na realidade, precisam converter-se. Precisamos ser esclarecidos sobre este ponto, e os pastores têm de ser ensinados a alongar-se mais pormenorizadamente sobre os assuntos que explicam a verdadeira conversão. Todos os que são batizados devem tornar evidente que se converteram. Não há um ponto que necessite ser realçado com mais diligência, repetido com mais freqüência ou estabelecido com mais firmeza na mente de todos, do que a impossibilidade de o homem caído merecer alguma coisa por suas próprias e melhores boas obras. A salvação é unicamente pela fé em Jesus Cristo (Fé e Obras, p. 17-19).

Freqüentemente, a melhor evidência que podemos ter de que estamos no caminho certo é que o menor avanço nos custa esforço e as trevas envolvem nossa vereda. Tem sido minha experiência que as mais elevadas alturas da fé só podem ser alcançadas por entre trevas e nuvens. [...]
Os obstáculos que nos impedem de aperfeiçoar caracteres cristãos encontram-se em nós mesmos. Jesus pode removê-los. A cruz que Ele requer que levemos produzirá em nós mais força do que consome, e removerá nossos fardos mais pesados para que levemos o fardo de Cristo, o qual é leve. No desempenho do dever teremos de enfrentar conflitos e aflições. Cristo nos chamou para a glória e para a virtude. A vida que por Seu próprio sofrimento e morte Ele preparou para levarmos, jamais nos teria custado alguma dor ou desgosto se nunca a houvéssemos abandonado. Toda abnegação e todo sacrifício que fazemos em seguir a Cristo são outros tantos passos da ovelha perdida retornando ao aprisco (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 220). 

A guerra contra a lei divina, começada no Céu, continuará até ao fim do tempo. Todo homem será provado. Obediência ou desobediência, eis a questão a ser assentada por todo o mundo. Todos serão chamados a escolher entre a lei divina e as humanas. Aí se traçará a linha divisória. Não existirão senão duas classes. Todo caráter será plenamente desenvolvido; e todos mostrarão se escolheram o lado da lealdade ou o da rebelião. [...]
Então o pecado terá patenteado sua natureza, Satanás o seu caráter. Então o extermínio do pecado reivindicará o amor de Deus, e estabelecerá Sua honra perante um Universo de seres que se deleitam em fazer Sua vontade, e em cujo coração está a Sua lei (O Desejado de Todas as Nações, p. 763, 764).

Sexta-feira, 27 de outubro: Leitura adicional


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sábado, 14 de outubro de 2017

COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017 - 4º TRIMESTRE - LIÇÃO 3 - 14 A 20 DE OUTUBRO


 Verso para Memorizar:
 “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3:23).

Sábado à tarde, 14 de outubro

Satanás conseguiu levar o homem à queda, e desde esse tempo tem sido sua obra desfigurar no homem a imagem de Deus e estampar nos corações a sua própria imagem. ... Ele intercepta cada raio de luz que parte de Deus para o homem, e se apropria do culto que só é devido a Deus. ...
Mas o Filho unigênito de Deus olhou a cena e contemplou os sofrimentos e infelicidade do homem. ... Considerou os planos pelos quais Satanás atua para apagar da alma todo traço de semelhança com Deus; como ele os leva à intemperança, de modo que sejam destruídas as faculdades morais dadas por Deus ao homem como a dotação mais preciosa, acima de avaliação. Viu como, mediante a satisfação do apetite, as faculdades do cérebro eram destruídas, e o templo de Deus feito em ruínas. ... Os sentidos, os nervos, as paixões, os órgãos, eram trabalhados por agentes sobrenaturais na satisfação da mais grosseira e vil sensualidade. A própria marca de demônios era impressa na fisionomia dos homens, e suas faces refletiam a expressão das legiões do mal de que estavam possuídos. Tais eram as perspectivas que o Redentor do mundo contemplava. Que horrível espetáculo para ser visto pelos olhos de infinita pureza! ...
A grande condescendência da parte de Deus é um mistério que está além de nossa compreensão. A grandiosidade do plano não pode ser plenamente compreendida, e nem poderia a infinita sabedoria idear um plano que o superasse. Ele só poderia ser bem-sucedido ... tornando-Se Cristo um homem e sofrendo a ira que o pecado gerara em virtude da transgressão da lei de Deus. Por meio deste plano o grande, o impressionante Deus, pode ser justo e justificador de todo que crê em Jesus, e que O aceita como Salvador pessoal. Esta é a celestial ciência da redenção, a ciência de salvar os homens da ruína eterna. ...
Deus amou o mundo de tal maneira que Se deu em Cristo para o mundo, a fim de sofrer a penalidade da transgressão do homem. Deus sofreu com Seu Filho, como só o Ser divino podia sofrer, a fim de que o mundo pudesse ser reconciliado com Ele (A Maravilhosa Graça de Deus [MM 1974], p. 159).

Os mandamentos de Deus abrangem muito e são de vasto alcance; em poucas palavras desdobram todo o dever do homem. "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças. ... Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Mar. 12:30 e 31. Nessas palavras se compreendem o comprimento e a largura, a profundidade e a altura da lei de Deus; pois declara Paulo: "O cumprimento da lei é o amor." Rom. 13:10. A única definição de pecado, encontrada na Bíblia, é: "O pecado é a transgressão da lei." I João 3:4. A Palavra de Deus declara: "Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." Rom. 3:23. "Não há quem faça o bem, não há nem um só." Rom. 3:12. Muitos se enganam acerca do estado de seu coração. Não entendem que o coração natural é enganoso mais que todas as coisas, e perverso. Envolvem-se em sua própria justiça, e satisfazem-se com alcançar sua própria norma humana de caráter; mas quão fatalmente fracassam quando não alcançam a norma divina, e por si mesmos não podem satisfazer as reivindicações de Deus!
Podemos medir-nos por nós mesmos, podemos comparar-nos uns aos outros, podemos dizer que procedemos tão bem como Fulano ou Sicrano, mas a pergunta para a qual o juízo exigirá resposta é: Satisfazemos as reivindicações dos altos Céus? Alcançamos o padrão divino? Está nosso coração em harmonia com o Deus do Céu? (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 320, 321)

Deus declara: "Não há um justo, nem um sequer." Rom. 3:10. Todos têm a mesma natureza pecaminosa. Todos são suscetíveis de cometer erros. Ninguém é perfeito. O Senhor Jesus morreu pelos que erram, a fim de que fossem perdoados. Não é nossa obra condenar. Cristo não veio para condenar, mas para salvar (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 301).

Nenhum dos apóstolos e profetas declarou jamais estar sem pecado. Homens que viveram o mais próximo de Deus, que sacrificariam a vida de preferência a cometer conscientemente um ato mau, homens a quem Deus honrou com divina luz e poder, confessaram a pecaminosidade de sua natureza. Eles não puseram a sua confiança na carne, nem alegaram possuir justiça própria, mas confiaram inteiramente na justiça de Cristo. Assim será com todos que contemplam a Cristo (Atos dos Apóstolos, p. 314).

Domingo, 15 de outubro: O poder de Deus

Estudai a Cristo. Estudai Seu caráter, aspecto após aspecto. Ele é o nosso Modelo que nos é requerido imitar em nossa vida e em nosso caráter, senão deixaremos de representar a Jesus, e apresentaremos ao mundo um modelo falso. Não imiteis a homem algum, pois os homens são imperfeitos nos hábitos, na linguagem, nas maneiras, no caráter. Eu vos apresento o Homem Cristo Jesus. Precisais conhecê-Lo individualmente como vosso Salvador, antes que possais estudá-Lo como vosso modelo e exemplo.
Paulo disse: "Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. ... Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou." (Rom. 1:16-19; Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 170)

Afugentemos tudo quanto seja desconfiança e falta de fé em Jesus. Comecemos uma vida de confiança simples, infantil, não confiando no sentimento, mas na fé. Não desonreis a Cristo duvidando de Suas preciosas promessas. Ele quer que acreditemos nEle com fé inabalável.
Existe uma classe que diz: "Eu creio, eu creio", e reivindica todas as promessas dadas sob condição de obediência; mas não fazem as obras de Cristo. Deus não é honrado por uma fé assim. Ela é falsa. Outra classe está buscando cumprir todos os mandamentos de Deus, mas muitos deles não chegam a seu exaltado privilégio no suplicar as promessas que lhes foram dadas. As promessas de Deus são para aqueles que observam Seus mandamentos, e fazem o que é agradável aos Seus olhos.
Verifico que tenho de combater o bom combate todo dia. Tenho de exercer toda a minha fé, e não descansar no sentimento; tenho de agir como se soubesse que o Senhor me ouve, e me responde e abençoa. A fé não é feliz impulso de sentimento; é simplesmente pegar a Deus na Palavra - crer que Ele cumprirá Suas promessas por que disse que o faria.
Esperai em Deus, nEle confiai e descansai em Suas promessas, quer vos sintais contentes quer não. Uma boa emoção não é prova de serdes filhos de Deus, nem os sentimentos inquietos, perturbados, desconcertantes são indício de que não o sois. Ide às Escrituras e pegai inteligentemente a Deus em Sua Palavra. Cumpri as condições e crede que Ele vos aceitará por filhos. Não sejais incrédulos, mas crentes (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 115).

Era nas ocasiões de maior fraqueza que assaltavam a Cristo as mais cruéis tentações. Assim pensava Satanás prevalecer. Por esse método obtivera a vitória sobre os homens. Quando a resistência desfalecia, a força de vontade se debilitava e a fé deixava de repousar em Deus, então eram vencidos os que se haviam valorosamente mantido ao lado direito. Moisés achava-se fatigado pelos quarenta anos da peregrinação de Israel, quando, por um momento, sua fé deixou de se apoiar no infinito poder. Fracassou exatamente no limiar da terra prometida. O mesmo quanto a Elias, que se mantivera diante do rei Acabe; que enfrentara toda a nação de Israel, com os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal a sua frente. Depois daquele terrível dia sobre o Carmelo, em que os falsos profetas haviam sido mortos, e o povo declarara sua fidelidade a Deus, Elias fugiu para salvar a vida diante das ameaças da idólatra Jezabel. Assim se tem Satanás aproveitado da fraqueza da humanidade. E continuará a operar deste modo. Sempre que uma pessoa se encontra rodeada de nuvens, perplexa pelas circunstâncias, ou aflita pela pobreza e a infelicidade, Satanás se acha a postos para tentar e aborrecer. Ataca nossos pontos fracos de caráter. Procura abalar nossa confiança em Deus, que permite existirem tais condições. Somos tentados a desconfiar de Deus, pôr em dúvida Seu amor. Frequentemente o tentador vem a nós como foi a Cristo, apresentando nossas fraquezas e enfermidades. Espera desanimar-nos a alma, e romper nossa ligação com Deus. Então está seguro de sua presa. Se o enfrentássemos como Jesus fez, haveríamos de escapar a muita derrota. Parlamentando com o inimigo, damos-lhe vantagem (O Desejado de Todas as Nações, p. 74, 75).

Segunda, 16 de outubro: Todos pecaram

Minha alma se tem curvado em angústia, ao ser mostrada a débil condição do professo povo de Deus. A iniquidade é abundante e o amor de muitos esfria. Não há senão poucos professos cristãos que consideram esse assunto em seu devido aspecto, e que mantêm sobre si mesmos o justo governo quando a opinião pública e o costume não os condena. Quão poucos refreiam suas paixões por se sentirem sob obrigação moral de fazê-lo, e porque o temor de Deus está diante de seus olhos! As faculdades mais elevadas do homem são escravizadas pelo apetite e por paixões corruptas.
Alguns reconhecerão o mal das condescendências pecaminosas, todavia se desculparão dizendo que não lhes é possível vencer as paixões. Isso é coisa terrível de ser admitida por qualquer pessoa que profere o nome de Cristo. “Qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade.” 2 Timóteo 2:19. Por que essa fraqueza? É porque as propensões sensuais têm sido fortalecidas pelo exercício, até que tomaram ascendência sobre as faculdades superiores. Homens e mulheres carecem de princípios. Estão morrendo espiritualmente, por haverem tão longamente nutrido seus apetites naturais, que sua capacidade de governar-se parece haver desaparecido. As paixões inferiores de sua natureza têm tomado as rédeas, e o que devia ser o poder dirigente se tem tornado o servo da paixão corrupta. A mente é mantida na mais baixa servidão. A sensualidade tem extinguido o desejo de santidade, e ressecado o viço espiritual (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 347, 348).

A pessoa que se acha possuída do amor de Jesus... gosta de pensar em Jesus, e contemplando-O será transformada à Sua semelhança. Cristo é formado no interior, a esperança da glória. Sua confiança aumenta... e seu amor aprofunda-se e amplia-se à medida que ele tem a certeza de que permanece em Cristo, e Cristo nele. ... E podemos olhar a Jesus em busca da mais terna simpatia, e ser animados a perseverar, pondo toda a confiança nAquele que disse: "Tende bom ânimo; Eu venci o mundo." (João 16:33; Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 310).

Cristo é a nossa única esperança. Podemos olhar para Ele, pois é o nosso Salvador. Devemos pegar-Lhe na palavra, e nEle pôr a nossa confiança. Ele sabe justamente o auxílio de que necessitamos, e nEle podemos depositar seguramente a nossa confiança. Se dependermos meramente de que a sabedoria humana nos guie, encontrar-nos-emos do lado que perde. Mas podemos ir diretamente ao Senhor Jesus, pois Ele disse: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.” É nosso privilégio ser ensinados por Aquele que disse: “Se não comerdes da carne do Filho do homem, e não beberdes o Seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.”
Temos um ouvinte divino ao qual apresentar os nossos pedidos. Então nada nos impeça de fazer nossas petições em nome de Jesus, crendo com fé inabalável que Deus nos ouve, e que nos atenderá. Levemos nossas dificuldades a Deus, humilhando-nos diante dEle. Há uma grande obra a fazer, e embora seja nosso privilégio buscar o conselho uns dos outros, devemos estar bem certos em cada questão, de buscar o conselho de Deus, pois Ele nunca nos desencaminhará. Não devemos fazer da carne o nosso braço. Se o fizermos, dependendo principalmente do auxílio humano, da orientação humana, a incredulidade entrará furtivamente, e nossa fé fenecerá (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 486, 487).

Terça, 17 de outubro: Progresso?

Muitos existem que todos os dias testificam: Não me transformei no caráter, mas apenas na teoria. ... Todos podem, mediante a fé, alcançar a coroa do vencedor, mas muitos não estão dispostos a empenhar-se em luta corpo-a-corpo com suas disposições imperfeitas. Retêm atributos que os tornam ofensivos a Deus. Todos os dias transgridem os princípios de Sua santa lei. Se todos tão-somente aprendessem a simples lição de que devem tomar e usar o jugo de Cristo, e aprender do Grande Mestre a Sua mansidão e humildade, melhor haveriam de cumprir seu concerto de amar a Deus supremamente e ao próximo como a si mesmos. ... Devem começar mesmo no princípio. Cristo diz: Tomai sobre vós Meu jugo de restrições e obediência, e aprendei de Mim. ... O coração então se tornará reto para com Deus, mediante o poder criador de Cristo. Participantes da natureza divina, são eles transformados. ...
A obra renovadora e transformadora tem de começar no coração, do qual procedem as saídas da vida. Oh, como poderá então ser considerado suficiente o serviço de lábios?! Rogo-te, por amor de Cristo, não te detenhas em qualquer lugar no meio do caminho, mas marcha, marcha! Prossegue para o aperfeiçoamento das realizações cristãs. Não deixes coisa nenhuma na incerteza. Vigia sobre ti mesmo com toda a diligência. Lembra-te de que és responsável no sentido de não representares falsamente a Cristo no caráter. Não se dê o caso de que nós, por nossos defeitos, levemos outros a praticar os mesmos pecados (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 164, 165).

Os que pensam poder obter um conhecimento de Deus à margem de Seu Representante, a quem a Palavra declara ser "a expressa imagem da Sua Pessoa" (Heb. 1:3), terão de tornar-se loucos em sua própria estima antes de ser sábios. É impossível alcançar um perfeito conhecimento de Deus, da natureza tão-somente; pois a natureza mesma é imperfeita. Em sua imperfeição não pode representar a Deus; não pode revelar o caráter de Deus em sua perfeição moral. Mas Cristo veio ao mundo como um Salvador pessoal. Representou um Deus pessoal. Como Salvador pessoal, subiu ao alto; e virá de novo tal qual subiu ao Céu - como Salvador pessoal. É Ele a expressa imagem da pessoa do Pai. "NEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade." (Col. 2:9; Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 295).

Quarta, 18 de outubro: O que os judeus e gentios têm em comum

Não façais de vossas opiniões, vossos pontos de vista quanto ao dever, vossas interpretações da Escritura, um critério para outros, condenando-os em vosso coração se não atingem vosso ideal. Não critiqueis a outros, conjeturando os seus motivos, e formando juízos. "Nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações." I Cor. 4:5. Não nos é possível ler o coração. Faltosos nós mesmos, não nos achamos capacitados para assentar-nos como juízes dos outros. Os homens finitos não podem julgar se não pelas aparências. Unicamente Àquele que conhece as ocultas fontes da ação, e que trata terna e compassivamente, pertence decidir o caso de cada alma (O Maior Discurso de Cristo, p. 124).

Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós. Rom. 2:23 e 24.
Aqueles que se unem à igreja mas não se unem ao Senhor, a tempo revelarão seu verdadeiro caráter. "Pelos seus frutos os conhecereis." Mat. 7:20. O precioso fruto da piedade, temperança, paciência, bondade, amor e caridade não aparecem em sua vida. Produzem somente espinhos e abrolhos. Deus é desonrado perante o mundo por tais professadores. ...
Satanás sabe que eles são seus agentes que atuam por não apresentarem mudança no coração e na vida, e suas obras estão em tão marcante contraste com o que professam, que se constituem numa pedra de tropeço para os descrentes e uma grande prova para os crentes. ...
Que contas terão que prestar no dia do acerto final os que professam guardar os mandamentos de Deus ao passo que a sua vida contradiz a crença que têm, porque não produzem os preciosos frutos! (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 88).

Um dia de cada vez nos pertence, e durante o mesmo cumpre-nos viver para Deus. Por esse dia devemos colocar na mão de Cristo, em solene serviço, todos os nossos desígnios e planos, depondo sobre Ele toda a nossa solicitude, pois tem cuidado de nós. "Eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais." Jer. 29:11. "Em vos converterdes e em repousardes, estaria a vossa salvação; no sossego e na confiança, estaria a vossa força." Isa. 30:15.
Se buscardes o Senhor e vos converterdes cada dia; se, por vossa própria escolha espiritual, fordes livres e felizes em Deus; se, com satisfeito consentimento do coração a Seu gracioso convite, vierdes e tomardes o jugo de Cristo - o jugo da obediência e do serviço - todas as vossas murmurações emudecerão, remover-se-ão todas as vossas dificuldades, todos os desconcertantes problemas que ora vos defrontam se resolverão (O Maior Discurso de Cristo, p. 101).

Quinta, 19 de outubro: O evangelho e o arrependimento

Os judeus ensinavam que o pecador devia arrepender-se antes de lhe ser oferecido o amor de Deus. A seu parecer, o arrependimento é obra pela qual os homens ganham o favor do Céu. Foi esse pensamento que induziu os fariseus atônitos e irados a exclamarem: "Este recebe pecadores." Luc. 15:2. Conforme sua suposição, não devia permitir que pessoa alguma a Ele se achegasse sem se ter arrependido. Mas na parábola da ovelha perdida, Cristo ensina que a salvação não é alcançada por procurarmos a Deus, mas porque Deus nos procura. "Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram." Rom. 3:11 e 12. Não nos arrependemos para que Deus nos ame, porém Ele nos revela Seu amor para que nos arrependamos.
Quando a ovelha extraviada é recolhida afinal, o júbilo do pastor se exprime em cânticos melodiosos de regozijo. Convoca seus amigos e vizinhos e lhes diz: "Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida." Luc. 15:6. Igualmente o Céu e a Terra unem-se em ações de graças e júbilo quando um pecador é achado pelo grande Pastor de ovelhas (Parábolas de Jesus, p. 95).

Seja qual for a espécie de vosso pecado, confessai-o. Se for contra Deus apenas, confessai-o a Ele só. Se cometestes algum erro ou ofensa contra outros, confessai-o a eles, e a bênção do Senhor repousará sobre vós. Desta maneira morreis para vós mesmos, e Cristo é formado em vós [Gál. 4:19]. ...
Quando, sob as tentações de Satanás, os homens caem em erro, e suas palavras e conduta não são cristãos, podem não reconhecer sua situação, pois que o pecado é enganoso, e tende a amortecer as percepções morais. Mas mediante o exame próprio, o estudo das Escrituras e humilde oração, eles, pelo auxílio do Espírito Santo, serão habilitados a reconhecer seu erro. Se então confessam seus pecados e volvem costas a eles, o tentador já não lhes aparecerá como anjo de luz, mas sim como enganador. ...
Os que reconhecem a repreensão e correção como vindas de Deus, tornando-se assim habilitados a ver e corrigir seus erros, aprendem lições preciosas, mesmo de seus erros. Sua aparente derrota transforma-se em vitória. Resistem, não porque confiem em suas próprias forças, mas no poder de Deus. Possuem eles fervor, zelo e afeição, unidos à humildade, e presididos pelos preceitos da Palavra de Deus. ... O Senhor pode ensinar-lhes Sua vontade. ... Não andam cambaleantes, mas firmes, num caminho em que incide a luz do Céu (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 235, 236).

Há pecadores no pastorado. Não estão eles porfiando por entrar pela porta estreita. Deus não trabalha com eles, pois não pode suportar a presença do pecado. Essa é a coisa que Sua alma aborrece. Mesmo aos anjos que estavam ao redor do Seu trono, a quem Ele amava, mas que não conservaram seu primeiro estado de lealdade, expulsou Deus do Céu com seu guia rebelde. A santidade é o fundamento do trono de Deus; o oposto da santidade é o pecado; o pecado crucificou o Filho de Deus. Pudessem os homens ver quão odioso é o pecado e não o tolerariam nem nele se educariam. Reformariam sua vida e caráter. As faltas secretas seriam vencidas. Se quiserdes ser santos nos Céus primeiramente precisais ser santos na Terra (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 145).

Sexta, 20 de outubro: Leitura adicional

Perdão Através do Sangue de Cristo
Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. Rom. 3:23 e 24.
Necessitamos de Jesus a cada instante. Perder o Seu amor de nosso coração significa muito. No entanto, é Ele próprio quem diz: "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor." Apoc. 2:4. ...
A religião de muitos é semelhante a um pingente de gelo - extremamente fria. O coração de não poucos continua insensível e rebelde. Eles não conseguem tocar o coração de outros porque o seu coração não se acha repleto do bem-aventurado amor que procede do coração de Cristo. ...
A religião genuína se baseia na crença nas Escrituras. A Palavra de Deus deve ser crida sem reservas. Nenhuma parte dela deve ser cortada e moldada a fim de se ajustar a certas teorias. Os homens não devem exaltar a sabedoria humana assumindo a posição de juízes em relação à Palavra de Deus. A Bíblia foi escrita por homens santos do passado, ao serem movidos pelo Espírito Santo; e este Livro contém tudo o que sabemos com certeza, e tudo o que podemos jamais aprender com respeito a Deus e Cristo, a menos que, como Paulo, sejamos arrebatados ao terceiro Céu. ... Esta revelação ao apóstolo não prejudicou sua humildade.
A vida do cristão é regulada pela Palavra de Deus, tal e qual está escrito.Todas as verdades do Antigo e Novo Testamentos formam um todo, completo em si. Devemos nutrir, crer e obedecer a tais verdades. Para o verdadeiro discípulo, a fé na Palavra de Deus é um princípio vivo e ativo, "porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação." Rom. 10:10. Pela fé o homem crê receber a justiça de Cristo.
A fé, em si mesma, é uma ação mental. O próprio Jesus é o Autor e Consumador de nossa fé. Ele deu Sua vida por nós, e Seu sangue dá um melhor testemunho em nosso favor do que o sangue de Abel, que clamou a Deus contra Caim, o assassino. O sangue de Cristo foi derramado para perdoar os nossos pecados.
Muitos cometem o erro de tentar definir minuciosamente os pequenos pontos de diferença entre justificação e santificação. E eles frequentemente trazem para as definições destes dois termos suas próprias ideias e especulações. Por que procurar ser mais minucioso do que a Inspiração na questão vital da justificação pela fé?
Os que se acham unidos com Cristo através do exercício diário e constante da fé que opera por amor e purifica a alma, recebem o perdão de seus pecados, e são santificados para a vida eterna (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 69).

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sábado, 7 de outubro de 2017

COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2017 - 4º TRIMESTRE - LIÇÃO 2 - 07 A 13 DE OUTUBRO


Verso para Memorizar:
“A lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo 1:17).


Sábado à tarde, 7 de outubro

Aquele que deseja tornar-se filho de Deus tem de receber a verdade de que o arrependimento e o perdão devem ser obtidos por meio de nada menos que a expiação de Cristo. Certo disto, o pecador tem de fazer um esforço em harmonia com a obra feita em seu favor, e com súplicas incansáveis recorrer ao trono da graça, para que o poder renovador de Deus possa vir a sua alma. Cristo não perdoa a ninguém senão ao penitente, mas àquele a quem Ele perdoa, primeiro faz penitente. A providência tomada é completa, e a eterna justiça de Cristo é colocada ao crédito de toda alma crente. As vestes, preciosas e sem mácula, tecidas nos teares do Céu, foram providas para o pecador arrependido e crente, e ele poderá dizer: "Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me vestiu de vestidos de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como o noivo que se adorna com atavios, e como noiva que se enfeita com as suas joias." Isa. 61:10.
Abundante graça foi provida para que o crente possa manter-se livre do pecado; pois todo o Céu, com seus recursos ilimitados, foi posto à nossa disposição. Devemos servir-nos da fonte da salvação. Cristo é o fim da lei, para justiça a todo aquele que crê. Em nós mesmos somos pecadores; mas em Cristo somos justos. Tendo-nos feito justos, mediante a imputada justiça de Cristo, Deus nos pronuncia justos e nos trata como justos. Considera-nos Seus filhos amados. Cristo atua contra o poder do pecado, e onde este abundava, muito mais abundante é a graça. (Rom. 5:20.) "Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus." Rom. 5:1 e 2 (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 393, 394).

Como o homem semeia, assim também ceifará. Todos os que estudam a Palavra com firme propósito de excluir da vida todo pecado, e que examinam as Escrituras para aprender o que é a verdade, acolherão a verdade da Palavra como um Assim diz o Senhor. Arrepender-se-ão sob as severas repreensões da verdade bíblica. ... Se um homem semeia o verdadeiro arrependimento, colherá a recompensa de sadias boas obras. Se continuar na fé, colherá a paz. Se se tornar santificado e purificado de seu apetite de coisas vulgares e loucas, ele... colherá justiça e perfeito amor. .:. A continuação no bom trabalho feito rumo da vitória, torna-o um cotidiano vencedor, por isso que mantém sempre diante de si o alvo da perfeição de Cristo (Para Conhecê-Lo, [MM 1965], p. 278).

A fé que opera por amor e purifica a alma, não podia encontrar união com a religião dos fariseus, feita de cerimônias e injunções de homens. O esforço de ligar os ensinos de Jesus com a religião estabelecida, seria em vão. A verdade vital de Deus, qual vinho em fermentação, estragaria os velhos, apodrecidos odres das tradições farisaicas.
Os fariseus julgavam-se demasiado sábios para necessitar instruções, demasiado justos para precisar salvação, muito altamente honrados para carecer da honra que de Cristo vem. O Salvador deles Se desviou em busca de outros que recebessem a mensagem do Céu.
[...]
Jesus mostrou o poder dos falsos ensinos para destruir a capacidade de apreciar e desejar a verdade. "Ninguém", disse Ele, "tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho." Luc. 5:39. Toda a verdade dada ao mundo por meio de patriarcas e profetas, resplandeceu com nova beleza nas palavras de Cristo. Mas os escribas e fariseus não tinham nenhum desejo quanto ao precioso vinho novo. Enquanto não se esvaziassem das velhas tradições, costumes e práticas, não tinham, na mente e no coração, lugar para os ensinos de Cristo. Apegavam-se às formas mortas, e desviavam-se da verdade viva e do poder de Deus. [...]
Uma religião legal nunca poderá conduzir almas a Cristo; pois é destituída de amor e de Cristo. Jejuar ou orar quando imbuídos de um espírito de justificação própria, é uma abominação aos olhos de Deus. A solene assembleia para o culto, a rotina das cerimônias religiosas, a humilhação externa, o sacrifício imposto, mostram que o que pratica essas coisas se considera justo, e com títulos ao Céu, mas tudo é engano. Nossas próprias obras jamais poderão comprar a salvação (O Desejado de Todas as Nações, p. 279, 280).

Domingo, 8 de outubro: Uma aliança superior

As condições do "velho concerto" eram: Obedece e vive - "cumprindo-os [estatutos e juízos] o homem, viverá por eles" (Ezeq. 20:11; Lev. 18:5); mas "maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei". Deut. 27:26. O "novo concerto" foi estabelecido com melhores promessas: promessas do perdão dos pecados, e da graça de Deus para renovar o coração, e levá-lo à harmonia com os princípios da lei de Deus.
As bênçãos do novo concerto estão baseadas puramente na misericórdia em perdoar a injustiça e os pecados. ... Todo que humilha o coração, confessando os seus pecados, encontrará misericórdia, e graça e segurança. Deixou Deus de ser justo por mostrar misericórdia ao pecador? Desonrou Sua santa lei, e agora, passará por alto as violações da mesma? Deus é fiel. Ele não muda. As condições da salvação são sempre as mesmas. Vida, vida eterna, é para todos que obedeçam à lei de Deus. ...
Sob o novo concerto, as condições pelas quais a vida eterna pode ser alcançada são as mesmas do velho concerto - perfeita obediência. ... No novo e melhor concerto, Cristo cumpriu a lei para o transgressor da lei, se ele O aceitar pela fé como seu Salvador pessoal. ... No melhor concerto somos purificados do pecado pelo sangue de Cristo. (Maravilhosa Graça, [MM 1974], p. 133)

O povo de Deus é justificado por meio da administração da "superior aliança", por meio da justiça de Cristo. Uma aliança é um acordo pelo qual as partes assumem compromissos mútuos de obedecerem a certas condições. Assim o agente humano entra em acordo com Deus de aceitar as condições especificadas em Sua Palavra. Sua conduta mostra se está ou não respeitando as condições.
O ser humano ganha tudo em obedecer ao Deus que guarda a aliança. Os atributos de Deus são comunicados ao crente, habilitando-o a exercer misericórdia e compaixão. A aliança de Deus nos garante Sua conduta imutável. Por que, então, aqueles que afirmam crer em Deus são mutáveis, volúveis, indignos de confiança? Por que não prestam seu serviço resolutamente, como estando sob a obrigação de agradar e glorificar a Deus? Não é suficiente que tenhamos uma ideia geral das reinvidicações divinas; precisamos conhecer, por nós mesmos, quais são as Suas exigências e qual é a nossa obrigação. Os termos da aliança são: "Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo." Essas são as condições de vida. "Faze isso", disse Cristo, "e viverás" (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, p. 1.037, 1.038).

Ao olharmos para as promessas de Deus, encontramos conforto e esperança, pois falam-nos as palavras do Ser Infinito. Para apreciarmos devidamente essas preciosas promessas devemos estudá-las com muito cuidado, examinando-as minuciosamente. Quanta alegria podemos trazer para nossa vida, quanta bondade ao nosso caráter, se apenas, nos apossarmos dessas promessas! Ao viajarmos em nossa viagem para cima, falemos das bênçãos recolhidas ao longo do caminho. Ao pensarmos nas mansões que Cristo nos está preparando, esqueçamo-nos das pequenas contrariedades com que dia a dia nos defrontamos. Procuremos respirar a atmosfera da pátria celestial para a qual caminhamos, e seremos pacificados e confortados. ... Honremos a Deus entretecendo mais a Jesus e o Céu em nossa vida. (Minha Consagração Hoje, [MM 1989], p. 317).

Segunda-feira, 9 de outubro: Leis e regulamentos judaicos

A mesma lei que fora gravada em tábuas de pedra, é escrita pelo Espírito Santo nas tábuas do coração. Em vez de cuidarmos em estabelecer nossa própria justiça, aceitamos a justiça de Cristo. Seu sangue expia os nossos pecados. Sua obediência é aceita em nosso favor. Então o coração renovado pelo Espírito Santo produzirá os "frutos do Espírito". Mediante a graça de Cristo viveremos em obediência à lei de Deus, escrita em nosso coração. Tendo o Espírito de Cristo, andaremos como Ele andou.
Há dois erros contra os quais os filhos de Deus - particularmente os que só há pouco vieram a confiar em Sua graça - devem, especialmente, precaver-se. O primeiro ... é o de tomar em consideração as suas próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de pôr-se em harmonia com Deus. Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras, guardando a lei, tenta o impossível. ...
O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção. ... Se a lei está escrita no coração, não moldará ela a vida? ... É a fé, e ela só, que, em vez de dispensar-nos da obediência, nos torna participantes da graça de Cristo, a qual nos habilita a prestar obediência (Maravilhosa Graça, [MM 1974], p. 133).

A predição de Cristo acerca da destruição do templo era uma lição sobre a purificação religiosa, pelo fato de tornar sem efeito formas e cerimônias. Ele Se declarou maior do que o templo e distinguiu-Se ao proclamar: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida." João 14:6. Era Aquele no qual todo o cerimonial judaico e o serviço típico encontrariam o cumprimento. Ele distinguiu-Se em lugar do templo; todas as funções da igreja centralizavam-se unicamente nEle.
No passado, os homens aproximaram-se de Cristo por meio de formas e cerimônias, mas agora Ele estava sobre a Terra, chamando a atenção diretamente para Si mesmo, apresentando um sacerdócio espiritual e colocando o pecaminoso instrumento humano junto ao estrado da misericórdia. Lucas 11:9; João 14:14 e 15; João 14:21; João 15:9 e 10.
Cristo transmitiu estas lições em Seus ensinos, mostrando que o serviço cerimonial estava passando e não possuía virtude alguma. "A hora vem, - disse Ele - e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade." João 4:23 e 24. A verdadeira circuncisão é a adoração de Cristo em espírito e em verdade, não em formas e cerimônias, com pretensão hipócrita (Fundamentos da Educação Cristã, p. 399).

Terça-feira, 10 de outubro: Conforme o costume de Moisés

Os judeus se haviam sempre orgulhado de seu cerimonial de instituição divina; e muitos dos que se haviam convertido à fé de Cristo ainda sentiam que uma vez que Deus havia claramente esboçado a forma hebreia de adoração, era pouco provável que Ele tivesse autorizado uma mudança em quaisquer de suas especificações. Insistiam em que as leis e cerimônias judaicas deviam ser incorporadas aos ritos da religião cristã. Eram tardos em discernir que todas as ofertas sacrificais não tinham senão prefigurado a morte do Filho de Deus, em que o tipo encontrou o antítipo, depois do que os ritos e cerimônia da dispensação mosaica não mais deviam perdurar.
Antes de sua conversão, Paulo se havia considerado como irrepreensível "segundo a justiça que há na lei". Filip. 3:6. Mas desde sua mudança de coração, ele havia alcançado uma clara concepção da missão do Salvador como Redentor da raça toda, judeus e gentios, e aprendera a diferença entre uma fé viva e um formalismo morto. À luz do evangelho, os antigos ritos e cerimônias confiados a Israel haviam ganho uma nova e mais profunda significação. Aquilo que haviam prefigurado tinha-se cumprido, e os que estavam vivendo sob a dispensação evangélica tinham ficado livres de sua observância. A imutável lei de Deus, dos Dez Mandamentos, entretanto, Paulo ainda guardava no espírito bem como na letra (Atos dos Apóstolos, p. 189, 190).

A ordem que foi mantida na primitiva igreja cristã, possibilitou-lhes avançarem firmemente como bem disciplinado exército, vestido com a armadura de Deus. Os grupos de crentes, se bem que espalhados em um grande território, eram todos membros de um só corpo; todos se moviam em concerto e em harmonia uns com os outros. Quando surgia dissensão em uma igreja local, como mais tarde aconteceu em Antioquia e em outros lugares, e os crentes não podiam chegar a um acordo entre si, não se permitia que tais assuntos criassem divisão na igreja, mas eram encaminhados a um concílio geral de todo o conjunto dos crentes, constituído de delegados designados pelas várias igrejas locais, com os apóstolos e anciãos nos cargos de maior responsabilidade. Assim os esforços de Satanás para atacar a igreja nos lugares isolados, foram contidos pela ação concorde por parte de todos; e os planos do inimigo para esfacelar e destruir foram subvertidos (Atos dos Apóstolos, p. 95, 96).

Quarta-feira, 11 de outubro: Os cristãos gentios

Antes de sua conversão, Paulo se havia considerado como irrepreensível "segundo a justiça que há na lei". Filip. 3:6. Mas desde sua mudança de coração, ele havia alcançado uma clara concepção da missão do Salvador como Redentor da raça toda, judeus e gentios, e aprendera a diferença entre uma fé viva e um formalismo morto. À luz do evangelho, os antigos ritos e cerimônias confiados a Israel haviam ganho uma nova e mais profunda significação. Aquilo que haviam prefigurado tinha-se cumprido, e os que estavam vivendo sob a dispensação evangélica tinham ficado livres de sua observância. A imutável lei de Deus, dos Dez Mandamentos, entretanto, Paulo ainda guardava no espírito bem como na letra. Na igreja de Antioquia, a consideração do assunto da circuncisão deu em resultado muitas discussões e litígio. Afinal, os membros da igreja, temendo que o resultado de continuada discussão fosse uma divisão entre eles, decidiram enviar a Jerusalém Paulo e Barnabé, juntamente com alguns homens de responsabilidade na igreja, a fim de exporem a questão perante os apóstolos e anciãos. Ali deviam eles encontrar-se com delegados de diversas igrejas e com os que tinham ido a Jerusalém para assistir às próximas festas. Enquanto isto, toda a discussão devia cessar até que fosse pronunciada a decisão do concílio geral. Esta decisão devia ser então universalmente aceita pelas várias igrejas em todo o país (Atos dos Apóstolos, p. 190).

O próprio sistema de sacrifícios foi planejado por Cristo, e dado a Adão como típico de um Salvador vindouro, que havia de levar os pecados do mundo, e morrer por sua redenção. Por meio de Moisés deu Cristo instruções definidas aos filhos de Israel quanto às ofertas sacrificais. ... Unicamente animais limpos e preciosos, os que melhor poderiam simbolizar a Cristo, eram aceitos como ofertas a Deus. ...
Os israelitas eram proibidos de comer a gordura e o sangue. ... Essa lei não se referia apenas aos animais oferecidos em sacrifício, mas a todo o gado usado como alimento. Essa lei devia impressioná-los quanto ao importante fato de que, se não houvesse pecado, não teria havido derramamento de sangue. ...
O sangue do Filho de Deus era simbolizado pelo sangue da imolada vítima, e Deus queria que fossem conservadas ideias claras e definidas entre o santo e o comum. O sangue era sagrado, porquanto por meio do sangue do Filho de Deus unicamente podia haver expiação de pecado. O sangue era usado também para purificar o santuário dos pecados do povo, tipificando assim o sangue de Cristo, que é unicamente o que pode purificar do pecado (Filhos e Filhas de Deus [MM 1965], p. 225).

Muitos têm adotado o conceito de que não podem pecar porque estão santificados, mas isto é uma enganosa cilada do maligno. Há constante perigo de cair em pecado, pois Cristo nos admoestou a vigiar e orar para que não entremos em tentação. Se estivermos cientes da debilidade do próprio eu, não seremos presunçosos nem indiferentes ao perigo, mas sentiremos a necessidade de recorrer à Fonte de nossa força: Jesus, Justiça nossa. Iremos em arrependimento e contrição, com pungente senso de nossa própria fraqueza finita, e aprenderemos que precisamos apropriar-nos diariamente dos méritos do sangue de Cristo, a fim de que nos tornemos vasos preparados para uso do Mestre.
Confiando assim em Deus, não seremos achados a pelejar contra a verdade, mas sempre seremos habilitados a colocar-nos ao lado do que é direito. Devemos apegar-nos ao ensino da Bíblia e não seguir os costumes e tradições do mundo, as palavras e os atos de homens.
Quando surgem erros e são ensinados como verdade bíblica, os que têm ligação com Cristo não confiarão no que diz o pastor, mas, à semelhança dos nobres bereanos, examinarão as Escrituras todos os dias para ver se essas coisas são de fato assim. Quando eles descobrem qual é a recomendação do Senhor, colocam-se ao lado da verdade. Ouvem a voz do verdadeiro Pastor dizendo: "Este é o caminho; andai nele." Isa. 30:21. Assim sereis ensinados a fazer da Bíblia o vosso conselheiro, e não ouvireis nem seguireis a voz do estranho (Fé e Obras, p. 86, 87).

Quinta-feira, 12 de outubro: Paulo e os gálatas

Os gálatas eram dados à adoração de ídolos, mas como os apóstolos lhes pregassem, rejubilaram-se na mensagem que prometia libertação do cativeiro do pecado. Paulo e seus cooperadores proclamaram a doutrina da justificação pela fé no sacrifício expiatório de Cristo. Apresentaram a Cristo como sendo Aquele que, vendo o estado desesperado da raça caída, veio para redimir a homens e mulheres mediante uma vida de obediência à lei de Deus, e o pagamento da penalidade da desobediência. E à luz do madeiro, muitos que nunca dantes haviam conhecido o verdadeiro Deus, começaram a compreender a magnitude do amor do Pai.
Assim foram os gálatas ensinados no que respeita às verdades fundamentais concernentes a "Deus Pai" e a "nosso Senhor Jesus Cristo, o qual Se deu a Si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai". Gál. 1:3 e 4. "Pela pregação da fé", receberam o Espírito de Deus, e tornaram-se "filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus." (Gál. 3:2 e 26, Atos dos Apóstolos, p. 207, 208).

Aqueles que se empenham hoje na causa de Deus enfrentarão provações tais como suportou Paulo em seu trabalho. Pela mesma obra jactanciosa e enganadora Satanás procurará desviar conversos da fé. Serão introduzidas teorias com as quais não será sábio lidarmos. Satanás é um astuto obreiro, e introduzirá falsidades sutis para obscurecer e confundir a mente e extirpar as doutrinas da salvação. Os que não aceitam a Palavra de Deus tal qual reza, serão apanhados em sua armadilha.
Necessitamos hoje falar a verdade com santa ousadia. O testemunho dado à igreja primitiva pelo mensageiro do Senhor, deve Seu povo ouvir em nossos dias: "Ainda que nós mesmos ou um anjo do Céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema."Gál. 1:8.
O homem que torna a operação de milagres a prova de sua fé verificará que Satanás pode, por meio de uma variedade de enganos, efetuar prodígios que parecerão genuínos milagres. Ele esperou fazer disto um elemento de prova para os israelitas ao tempo de seu livramento do Egito(Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 52).

Precisamos livrar-nos dos costumes e da servidão da sociedade, a fim de que, quando os princípios de nossa fé estiverem em jogo, não hesitemos em mostrar de que lado nos achamos, mesmo que sejamos tidos como singulares por fazê-lo. Mantende uma consciência sensível, para que possais ouvir o mais leve murmúrio da voz que falou como jamais alguém falou. Todos os que querem levar o jugo de Cristo manifestem o inflexível propósito de fazer o que é correto porque é correto. Fixai o olhar em Jesus, perguntando a todo passo: "É este o caminho do Senhor?" O Senhor não permitirá que quem fizer isso se torne o joguete das tentações de Satanás.
Quando surgem perplexidades, como é certo que irá acontecer, chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós outros. E então, quando o inimigo vier como uma torrente impetuosa, o Espírito do Senhor erguerá uma bandeira para vós. Compenetrai-vos de que há uma grande obra a ser realizada, e que a influência ou a oposição de homem algum vos desviarão do claro caminho do dever. Podereis então dizer com Neemias: "A boa mão do meu Deus [está] comigo." Nee. 2:8.
Quando homens relacionados com a obra de Deus consentem em serem comprados ou vendidos, quando violam a verdade para obter o favor e a aprovação dos homens, Deus os inscreve em Seu livro como traidores de encargos sagrados. Mantenha todo homem a independência moral, resolvendo que sua mente será moldada pelo Espírito Santo. Deus requer homens ativos, que não estejam dispostos a enunciar as palavras de homens que, caso se convertessem, poderiam exercer uma boa influência, mas não estando convertidos, não são dignos de confiança. Numa emergência, é indubitável que conduzirão a falsos caminhos. O Senhor não quer que imitemos a homem algum, e, sim, que prossigamos passo a passo em conhecê-Lo. ... (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 282).

Sexta-feira, 13 de outubro: Estudo Adicional

Foi o seu coração mau, incrédulo, dirigido por Satanás, que os levou a ocultar sua luz, em vez de espargi-la sobre os povos vizinhos; foi esse mesmo espírito de fanatismo que fez com que ou seguissem as práticas iníquas dos gentios, ou se encerrassem em um orgulhoso exclusivismo, como se o amor e cuidado de Deus estivessem somente sobre eles.
Assim como a Bíblia apresenta duas leis, uma imutável e eterna, e outra provisória e temporária, assim há dois concertos. O concerto da graça foi feito primeiramente com o homem no Éden, quando, depois da queda, foi feita uma promessa divina de que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente. A todos os homens este concerto oferecia perdão, e a graça auxiliadora de Deus para a futura obediência mediante a fé em Cristo. Prometia-lhes também vida eterna sob condição de fidelidade para com a lei de Deus. Assim receberam os patriarcas a esperança da salvação.
Este mesmo concerto foi renovado a Abraão, na promessa: "Em tua semente serão benditas todas as nações da Terra." Gên. 22:18. Esta promessa apontava para Cristo. Assim Abraão a compreendeu (Gál. 3:8 e 16), e confiou em Cristo para o perdão dos pecados. Foi esta fé que lhe foi atribuída como justiça. O concerto com Abraão mantinha também a autoridade da lei de Deus. O Senhor apareceu a Abraão e disse: "Eu sou o Deus todo-poderoso, anda em Minha presença e sê perfeito." Gên. 17:1. O testemunho de Deus concernente a Seu fiel servo foi: "Abraão obedeceu à Minha voz, e guardou o Meu mandado, os Meus preceitos, os Meus estatutos, e as Minhas leis." Gên. 26:5. E o Senhor lhe declarou: "Estabelecerei o Meu concerto entre Mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus, e à tua semente depois de ti." Gên. 17:7.
Se bem que este concerto houvesse sido feito com Adão e renovado a Abraão, não poderia ser ratificado antes da morte de Cristo. Existira pela promessa de Deus desde que se fez a primeira indicação de redenção; fora aceito pela fé; contudo, ao ser ratificado por Cristo, é chamado um novo concerto. A lei de Deus foi a base deste concerto, que era simplesmente uma disposição destinada a levar os homens de novo à harmonia com a vontade divina, colocando-os onde poderiam obedecer à lei de Deus.
Outro pacto, chamado nas Escrituras o "velho" concerto, foi formado entre Deus e Israel no Sinai, e foi então ratificado pelo sangue de um sacrifício. O concerto abraâmico foi ratificado pelo sangue de Cristo, e é chamado o "segundo", ou o "novo" concerto, porque o sangue pelo qual foi selado foi vertido depois do sangue do primeiro concerto. Que o novo concerto era válido nos dias de Abraão, evidencia-se do fato de que foi então confirmado tanto pela promessa como pelo juramento de Deus, "duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta". Heb. 6:18.
Mas, se o concerto abraâmico continha a promessa da redenção, por que se formou outro concerto no Sinai? - Em seu cativeiro, o povo em grande parte perdera o conhecimento de Deus e os princípios do concerto abraâmico. Libertando-os do Egito, Deus procurou revelar-lhes Seu poder e misericórdia, a fim de que fossem levados a amá-Lo e confiar nEle. Trouxe-os ao Mar Vermelho - onde, perseguidos pelos egípcios, parecia impossível escaparem - a fim de que se compenetrassem de seu completo desamparo, e da necessidade de auxílio divino; e então lhes operou o livramento. Assim eles se encheram de amor e gratidão para com Deus, e de confiança em Seu poder para os ajudar. Ele os ligara a Si na qualidade de seu Libertador do cativeiro temporal.
Havia, porém, uma verdade ainda maior a ser-lhes gravada na mente. Vivendo em meio de idolatria e corrupção, não tinham uma concepção verdadeira da santidade de Deus, da excessiva pecaminosidade de seu próprio coração, de sua completa incapacidade para, por si mesmos, prestar obediência à lei de Deus, e de sua necessidade de um Salvador. Tudo isto deveria ser-lhes ensinado.
Deus os levou ao Sinai; manifestou Sua glória; deu-lhes Sua lei, com promessa de grandes bênçãos sob condição de obediência: "Se diligentemente ouvirdes a Minha voz, e guardardes o Meu concerto, então... Me sereis um reino sacerdotal e o povo santo." Êxo. 19:5 e 6. O povo não compreendia a pecaminosidade de seus corações, e que sem Cristo lhes era impossível guardar a lei de Deus; e prontamente entraram em concerto com Deus. Entendendo que eram capazes de estabelecer sua própria justiça, declararam: "Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos." Êxo. 24:7. Haviam testemunhado a proclamação da lei, com terrível majestade, e tremeram aterrorizados diante do monte; e no entanto apenas algumas semanas se passaram antes que violassem seu concerto com Deus e se curvassem para adorar uma imagem esculpida. Não poderiam esperar o favor de Deus mediante um concerto que tinham violado; e agora, vendo sua índole pecaminosa e necessidade de perdão, foram levados a sentir que necessitavam do Salvador revelado no concerto abraâmico e prefigurado nas ofertas sacrificais. Agora, pela fé e amor, uniram-se a Deus como seu Libertador do cativeiro do pecado. Estavam então, preparados para apreciar as bênçãos do novo concerto.
As condições do "velho concerto" eram: Obedece e vive - "cumprindo-os [estatutos e juízos] o homem, viverá por eles" (Ezeq. 20:11; Lev. 18:5); mas "maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei". Deut. 27:26. O "novo concerto" foi estabelecido com melhores promessas: promessas do perdão dos pecados, e da graça de Deus para renovar o coração, e levá-lo à harmonia com os princípios da lei de Deus. "Este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a Minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração. ... Porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais Me lembrarei dos seus pecados." Jer. 31:33 e 34.
A mesma lei que fora gravada em tábuas de pedra, é escrita pelo Espírito Santo nas tábuas do coração. Em vez de cuidarmos em estabelecer nossa própria justiça, aceitamos a justiça de Cristo. Seu sangue expia os nossos pecados. Sua obediência é aceita em nosso favor. Então o coração renovado pelo Espírito Santo produzirá os "frutos do Espírito". Mediante a graça de Cristo viveremos em obediência à lei de Deus, escrita em nosso coração. Tendo o Espírito de Cristo, andaremos como Ele andou. Pelo profeta Ele declarou a respeito de Si mesmo: "Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a tua lei está dentro do Meu coração." Sal. 40:8. E, quando esteve entre os homens, disse: "O Pai não Me tem deixado só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada." João 8:29.
O apóstolo Paulo apresenta claramente a relação entre a fé e a lei, no novo concerto. Diz ele: "Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo." Rom. 5:1. "Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei." Rom. 3:31. "Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne" - ou seja, ela não podia justificar o homem, porque em sua natureza pecaminosa este não a poderia guardar - "Deus, enviando o Seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rom. 8:3 e 4.
A obra de Deus é a mesma em todos os tempos, embora haja graus diversos de desenvolvimento e diferentes manifestações de Seu poder, para satisfazerem as necessidades dos homens nas várias épocas. Começando com a primeira promessa evangélica, e vindo através da era patriarcal e judaica, e mesmo até ao presente, tem havido um desenvolvimento gradual dos propósitos de Deus no plano da redenção. O Salvador tipificado nos ritos e cerimônias da lei judaica, é precisamente o mesmo que se revela no evangelho. As nuvens que envolviam Sua divina pessoa foram removidas; o nevoeiro e as sombras desapareceram; e Jesus, o Redentor do mundo, Se acha revelado. Aquele que do Sinai proclamou a lei e entregou a Moisés os preceitos da lei ritual, é o mesmo que proferiu o sermão do monte. Os grandes princípios de amor a Deus, que estabeleceu como fundamento da lei e dos profetas, são apenas uma repetição do que Ele dissera por meio de Moisés ao povo hebreu: "Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder." Deut. 6:4 e 5. "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Lev. 19:18. O ensinador é o mesmo em ambas as dispensações. As reivindicações de Deus são as mesmas. Os mesmos são os princípios de Seu governo. Pois tudo procede dAquele "em quem não há mudança nem sombra de variação". (Tia. 1:17, Patriarcas e Profetas, p. 370-373).

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