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sábado, 13 de janeiro de 2018

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 3 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


 Verso para Memorizar:
 “Deus O exaltou sobremaneira e Lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2:9-11).

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Sábado à tarde, 13 de janeiro

O amor ao mundo tem terrível controle sobre o povo a quem o Senhor ordenou vigiar e orar sempre, para que Ele não viesse repentinamente e os encontrasse dormindo. “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” 1 João 2:15-17.
Foi-me mostrado que o povo de Deus que professa crer na verdade presente, não está em atitude de espera e vigilância. Estão aumentando as riquezas e acumulando tesouros na Terra. Estão se tornando ricos nas coisas da Terra, mas não ricos para com Deus. Não creem na brevidade do tempo; não creem que o fim de todas as coisas está próximo, e que Cristo está às portas. Podem professar possuir muita fé, mas enganam a si mesmos, pois agirão de acordo com a medida da fé que realmente possuem. Suas obras mostram o caráter de sua fé, e testificam àqueles que os cercam de que a vinda de Cristo não deve ocorrer nesta geração. As obras serão de acordo com sua fé. Seu preparo é feito para longa permanência neste mundo. Acrescentam casa a casa, terreno a terreno, e são cidadãos deste mundo (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 196).

Domingo, 14 de janeiro: Cristo, o Criador

O mundo material está sob o controle de Deus. As leis que governam toda a Natureza são obedecidas pela Natureza. Tudo exprime e executa a vontade do Criador. As nuvens, a chuva, o orvalho, a luz solar, os aguaceiros, o vento, a tempestade - tudo está sob a supervisão de Deus, e presta implícita obediência Àquele que os utiliza. A pequenina haste de relva irrompe através da terra, primeiro a erva, depois a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga. O Senhor usa estes Seus servos obedientes para fazerem Sua vontade. O fruto primeiro é visto no botão, que contém o futuro pêssego, pêra ou maçã, e o Senhor os desenvolve em sua estação própria, porque eles não resistem a Sua atuação. Não se opõem à ordem de Suas providências. Suas obras, segundo podem ser vistas no mundo natural, não são compreendidas e apreciadas como deveriam ser. Esses pregadores silenciosos ensinarão suas lições aos seres humanos, se tão somente forem ouvintes atentos (Exaltai-O [MM 1992], p. 63).

Precisamos estar mais em audiência com Deus. Há necessidade de vigiar nossos próprios pensamentos. Certamente estamos vivendo entre os perigos dos últimos dias. Precisamos andar mansamente diante de Deus, com profunda humildade; pois só pessoas dessa espécie é que serão exaltadas.
Oh! quão pouco o homem compreende da perfeição de Deus, de Sua onipresença unida com Seu poder onipotente! [...]
O Senhor Deus ordena e traz as coisas à existência. Ele foi o primeiro planejador. Não depende do homem, mas solicita bondosamente sua atenção e coopera com ele em projetos progressivos e mais elevados. Então o homem toma toda a glória para si, e é enaltecido pelos semelhantes como um notável gênio. Ele não olha acima do homem. A causa primordial é esquecida. [...]
Infelizmente, temos ideias demasiado vulgares e comuns. "Eis que os céus, e até o Céu dos céus, não Te podem conter." I Reis 8:27. Que ninguém se aventure a limitar o poder do Santo de Israel. Há conjeturas e perguntas acerca da obra de Deus. "Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa." (Êxo. 3:5; Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 311)

Os pássaros, trinando seus cantos livres de cuidado, as flores do vale vicejando em sua beleza - o lírio que descansava, em sua formosura, no fundo do lago, as árvores altaneiras, a terra cultivada, as ondulantes espigas, o solo estéril, a árvore infrutífera, os montes eternos, a borbulhante corrente, o Sol poente a tingir e dourar o firmamento - tudo isso empregou Ele para impressionar os ouvintes com a verdade divina. Relacionava a obra da mão de Deus nos céus e na Terra com a Palavra da vida. Dessas coisas tirava Ele Suas lições de instrução espiritual. Apanhava os lírios, as flores do vale, e colocava-as nas mãos das criancinhas, como instrutores a proclamarem a verdade de Sua palavra. ...
As belezas da natureza possuem uma linguagem que nos fala sem cessar. O coração aberto pode ser impressionado com o amor e a glória de Deus, tais como se revelam nas obras de Suas mãos. O ouvido atento pode ouvir e compreender as comunicações de Deus mediante as coisas da natureza. Há uma lição no raio solar, e nas várias coisas da natureza que Deus apresenta ao nosso olhar. Os campos verdes, as grandes árvores, os brotos e as flores, as nuvens movediças, a chuva a cair, a rumorejante fonte, o Sol, a Lua e as estrelas no céu - tudo nos convida à atenção e meditação, ordenando-nos que nos familiarizemos com Aquele que a todas elas fez (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 140).

Segunda-feira, 15 de janeiro: Filho de Deus / Filho do homem

Havia apenas uma esperança para a humanidade: a de que fosse lançado um novo fermento naquela massa de elementos discordantes e corruptores; de que se trouxesse o poder de uma nova vida; de que o conhecimento de Deus fosse restaurado no mundo.
Cristo veio para restaurar este conhecimento. Veio para remover o falso ensino pelo qual os que pretendiam conhecer a Deus O haviam representado de uma maneira errônea. Veio para manifestar a natureza de Sua lei, para revelar em Seu caráter a beleza da santidade.
Cristo veio ao mundo com um amor que se fora acrescendo durante a eternidade. Varrendo aquelas cobranças que tinham atravancado a lei de Deus, mostrou Ele que esta é uma lei de amor, uma expressão da bondade divina. Mostrou que na obediência a seus princípios se acha envolvida a felicidade da humanidade, e com ela a estabilidade, o próprio fundamento e arcabouço da sociedade humana (Educação, p. 76).

A verdade da livre graça de Deus fora quase perdida de vista pelos judeus. Os rabinos ensinavam que o favor de Deus devia ser alcançado por merecimento. Esperavam ganhar pelas próprias obras o galardão dos justos. Por isto seu culto todo era induzido por um espírito ávido e mercenário. Até os discípulos de Cristo não estavam totalmente livres deste espírito, e o Salvador aproveitava toda oportunidade para mostrar-lhes seu erro. Justamente antes de dar a parábola dos trabalhadores ocorreu um evento que Lhe ofereceu a oportunidade para apresentar os justos princípios.
Indo Seu caminho, um jovem príncipe correu-Lhe ao encontro e, ajoelhando-se, saudou-O reverentemente. "Bom Mestre", disse, "que bem farei, para conseguir a vida eterna?" Mat. 19:16.
O príncipe dirigiu-se a Cristo meramente como a um rabino honrado, não reconhecendo nEle o Filho de Deus. O Salvador disse: "Por que Me chamas bom? Não há bom, senão um só que é Deus." Mat. 19:17. Em que sentido Me chamas bom? Deus unicamente é bom. Se Me reconheces como tal, precisas receber-Me como Seu Filho e representante.
"Se queres, porém, entrar na vida", acrescentou, "guarda os mandamentos." Mat. 19:17. O caráter de Deus é expresso em Sua lei; e se queres estar em harmonia com Deus, os princípios de Sua lei devem ser o motivo de todas as tuas ações.
Cristo não diminui as exigências da lei. Em linguagem inconfundível apresenta a obediência a ela como condição da vida eterna - a mesma condição requerida de Adão antes da queda. O Senhor não espera agora menos de nós, do que esperava do homem no Paraíso, obediência perfeita, justiça irrepreensível. A exigência sob o pacto da graça é tão ampla quanto os requisitos ditados no Éden - harmonia com a lei de Deus, que é santa, justa e boa.
Às palavras: "Guarda os mandamentos", o jovem respondeu: "Quais?" Mat. 19:17 e 18. Supôs que fossem alguns preceitos cerimoniais; mas Cristo falava da lei dada no Sinai. Mencionou diversos mandamentos da segunda tábua do decálogo, e resumiu-os todos no preceito: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Mat. 19:19.
O jovem respondeu sem hesitação: "Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda?" Mat. 19:20. Sua compreensão da lei era externa e superficial. Julgado segundo o padrão humano, preservara caráter irrepreensível. Em grande parte sua vida exterior fora isenta de culpa; acreditara realmente que sua obediência fora sem falha. Contudo tinha um receio íntimo de que nem tudo estava direito entre seu coração e Deus. Isso originou a pergunta: "Que me falta ainda?"
"Se queres ser perfeito", disse Cristo, "vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no Céu; e vem e segue-Me. E o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades." Mat. 19:21 e 22.
O amante de si mesmo é transgressor da lei. Isto quis Jesus revelar ao jovem, e submeteu-o a uma prova de modo tal, que manifestaria o egoísmo de seu coração. Mostrou-lhe a nódoa do caráter. O jovem não desejou mais esclarecimento. Nutrira na alma um ídolo - o mundo era o seu deus. Professava ter guardado os mandamentos, porém estava destituído do princípio que é o próprio espírito e vida de todos eles. Não possuía verdadeiro amor a Deus e ao homem. Esta falta era a carência de tudo quanto o qualificaria para entrar no reino do Céu. Em seu amor ao próprio eu e ao ganho terrestre, estava em desarmonia com os princípios do Céu (Parábolas de Jesus, p. 390-392).

A influência do amor ao dinheiro sobre o espírito humano é quase paralisador. As riquezas transtornam e levam muitos dos que as possuem a agirem como se tivessem perdido a razão. Quanto mais possuem bens deste mundo, tanto mais desejam. Seu medo de passarem necessidade aumenta com a riqueza que possuem. Têm a tendência de acumular bens para o futuro. São avaros e egoístas, temendo que Deus não lhes proveja o necessário. Essa classe é realmente pobre para com Deus. Ao se acumularem suas riquezas, nelas puseram a sua confiança e perderam a fé em Deus e nas Suas promessas (Conselhos Sobre Mordomia, p. 150).

Terça-feira, 16 de janeiro: Cristo, o Redentor

"Se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo." I João 2:1. Mas Deus não dedicou Seu Filho a uma vida de sofrimento e ignomínia, e a uma morte vergonhosa, para livrar o homem da obediência à lei divina. Tão grande é o poder enganador de Satanás que muitos têm sido levados a considerar a expiação de Cristo como não tendo valor real. Cristo morreu porque não havia outra esperança para o transgressor. Este poderia procurar guardar a lei de Deus no futuro; mas a dívida que ele contraiu no passado continuava a existir, e a lei teria de condená-lo à morte. Cristo veio pagar para o pecador essa dívida que lhe era impossível pagar por si mesmo. Assim, por meio do sacrifício expiatório de Cristo, concedeu-se outra oportunidade ao homem pecaminoso.
O engano de Satanás é que a morte de Cristo introduziu a graça para tomar o lugar da lei. A morte de Jesus de maneira alguma modificou, anulou ou diminuiu a lei dos Dez Mandamentos. Essa preciosa graça oferecida aos homens por meio do sangue do Salvador estabelece a lei de Deus. Desde a queda do homem, o governo moral de Deus e Sua graça são inseparáveis. Andam de mãos dadas através de todas as dispensações. "A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram." Sal. 85:10.
Jesus, nosso Substituto, consentiu em sofrer pelo homem a penalidade da lei transgredida. Ele revestiu Sua divindade com a humanidade, tornando-Se assim o Filho do homem, o Salvador e Redentor. O próprio fato da morte do amado Filho de Deus para remir o homem revela a imutabilidade da lei divina. Quão facilmente, do ponto de vista do transgressor, Deus poderia ter abolido Sua lei, provendo assim um meio pelo qual o homem pudesse ser salvo e Cristo permanecesse no Céu! A doutrina que ensina a liberdade, pela graça, para transgredir a lei é uma ilusão fatal. Todo transgressor da lei de Deus é um pecador, e ninguém pode ser santificado enquanto vive em pecado conhecido. (Fé e Obras, p. 30)

E à medida que nos aproximamos mais de Jesus, e nos regozijamos na plenitude de Seu amor, nossas dúvidas e obscuridades hão de desaparecer ante a luz de Sua presença.
Diz o apóstolo Paulo que Deus "nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor". Col. 1:13. E todo aquele que passou da morte para a vida é capaz de confirmar "que Deus é verdadeiro". João 3:33. Pode testificar: "Necessitava de auxílio, e encontrei-o em Jesus. Toda necessidade foi suprida, a fome de minha alma foi satisfeita; e agora a Bíblia é para mim a revelação de Jesus Cristo. Perguntais por que creio em Jesus. - Porque é para mim um divino Salvador. Por que creio na Bíblia? - Porque achei que ela é a voz de Deus falando à minha alma." Podemos ter em nós mesmos o testemunho de que a Bíblia é verdadeira, de que Cristo é o Filho de Deus. Sabemos que não temos estado a seguir fábulas artificialmente compostas (Caminho a Cristo, p. 112).

Quando Jó ouviu do redemoinho, a voz do Senhor, exclamou: "Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza. Jó 42:6. Foi quando Isaías viu a glória do Senhor e ouviu os querubins a clamar - "Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos" - que exclamou: "Ai de mim, que vou perecendo!" Isa. 6:3 e 5. Arrebatado ao terceiro Céu, Paulo ouviu coisas que não era possível ao homem proferir e fala de si mesmo como "o mínimo de todos os santos". II Cor. 12:2-4; Efés. 3:8. Foi o amado João, que se reclinou ao peito de Jesus, e Lhe contemplou a glória, que caiu como morto aos pés de um anjo (Apoc. 1:17).
Não pode haver exaltação própria, jactanciosa pretensão à libertação do pecado, por parte dos que andam à sombra da cruz do Calvário. Sentem eles que foi seu pecado o causador da agonia que quebrantou o coração do Filho de Deus, e este pensamento os levará à humilhação própria. Os que mais perto vivem de Jesus, mais claramente discernem a fragilidade e pecaminosidade do ser humano, e sua única esperança está nos méritos de um Salvador crucificado e ressurgido (O Grande Conflito, p. 471).

Quarta-feira, 17 de janeiro: Um Deus zeloso

"As coisas encobertas são para o Senhor, nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para nossos filhos, para sempre." Deut. 29:29. A revelação que Deus de Si mesmo deu em Sua Palavra é para nosso estudo. Esta, podemos procurar compreender. Mas além disto não devemos penetrar. O mais elevado intelecto pode esforçar-se até à exaustão em conjeturas concernentes à natureza de Deus, mas infrutíferos serão os esforços. Esse problema não nos foi dado a solver. Nenhuma mente humana pode compreender a Deus. Ninguém se deve entregar a especulações com referência a Sua natureza. A esse respeito, o silêncio é eloquente. O Onisciente está acima de discussão.
Mesmo os anjos não tiveram permissão de partilhar nos conselhos entre o Pai e o Filho quando foi delineado o plano da salvação. E as criaturas humanas não se devem intrometer nos segredos do Altíssimo. Somos tão ignorantes acerca de Deus como criancinhas; mas, como criancinhas, é-nos dado amá-Lo e obedecer-Lhe. Em lugar de especular quanto a Sua natureza ou Suas prerrogativas, demos ouvidos às palavras que falou:

"Porventura, alcançarás os caminhos de Deus
Ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso?
Como as alturas dos céus é a Sua sabedoria; que poderás tu fazer?
Mais profunda é ela do que o inferno; que poderás tu saber?
Mais comprida é a sua medida do que a Terra;
E mais larga do que o mar." Jó 11:7-9.

"Mas onde se achará a sabedoria?
E onde está o lugar da inteligência?
O homem não lhe conhece o valor;
Não se acha na Terra dos viventes.
O abismo diz: Não está em mim;
E o mar diz: Ela não está comigo.
Não se dará por ela ouro fino,
Nem se pesará prata em câmbio dela.
Nem se pode comprar por ouro fino de Ofir,
Nem pelo precioso ônix, nem pela safira.
Com ela não se pode comparar o ouro ou o cristal;
Nem se trocará por jóia de ouro fino.
Ela faz esquecer o coral e as pérolas;
Porque a aquisição da sabedoria é melhor que a dos rubis.
Não se lhe igualará o topázio da Etiópia,
Nem se pode comprar por ouro puro.
De onde, pois, vem a sabedoria,
E onde está o lugar da inteligência?
A perdição e a morte dizem:
Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama.
Deus entende o seu caminho,
E Ele sabe o seu lugar.

"Porque Ele vê as extremidades da Terra;
E vê tudo o que há debaixo dos céus.
Quando prescreveu uma lei para a chuva
E caminho para o relâmpago dos trovões,
Então, a viu e a manifestou;
Estabeleceu-se e também a esquadrinhou.
Mas disse ao homem:
Eis que o temor do Senhor é a sabedoria,
E apartar-se do mal é a inteligência." Jó 28:12-20, 22-24, 26-28.
Nem sondando os recessos da Terra, nem mediante vãos esforços para penetrar os mistérios do divino Ser, se encontra a sabedoria. Ela é antes encontrada no humilde recebimento da revelação que Lhe tem parecido bem conceder-nos, e na conformação da vida com a Sua vontade.
Os homens de mais poderoso intelecto não podem compreender os mistérios de Jeová, segundo se revelam em a natureza. A inspiração divina faz muitas perguntas que o mais profundo erudito não sabe responder. Essas perguntas não foram feitas para que as respondêssemos, mas para chamar nossa atenção para os profundos mistérios de Deus, e ensinar-nos a limitação de nossa sabedoria. No que nos rodeia na vida diária, existem muitas coisas além da compreensão de seres finitos.
Os céticos recusam-se a crer em Deus, porque não podem compreender o infinito poder pelo qual Ele Se revela. Mas Deus deve ser reconhecido, tanto pelo que não revela de Si mesmo como por aquilo que é franqueado à nossa limitada compreensão. Tanto na divina revelação como na natureza, Ele deixou mistérios a fim de reclamar a nossa fé. Assim deve ser. Devemos estar sempre indagando, sempre pesquisando, sempre aprendendo, e resta todavia um infinito para o além (A Ciência do Bom Viver, p. 429-431).

"O trato de Deus para com Seu povo, sempre parece misterioso. Seus caminhos não são os nossos caminhos, nem os Seus pensamentos os nossos pensamentos. Muitas vezes Seu modo de tratar é tão contrário aos nossos planos e expectativas, que ficamos admirados e confundidos. Nós não compreendemos nossa perversa natureza; e, frequentemente, quando estamos satisfazendo ao eu, seguindo as nossas próprias inclinações, gabamo-nos de estar seguindo os pensamentos de Deus. E assim devemos examinar as Escrituras e orar muito, para que segundo Sua promessa o Senhor nos possa dar sabedoria (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 503).

A mão de obra de Deus em a natureza não é o próprio Deus em a natureza. As coisas da natureza são uma expressão do caráter e do poder de Deus; não devemos, porém, considerá-la como Deus. A habilidade artística das criaturas humanas produz obras muito belas, coisas que deleitam a vista; e essas coisas nos revelam algo de seu autor; a obra feita não é, no entanto, seu autor. Não é a obra, mas o obreiro, que é considerado digno de honra. Assim, ao passo que a natureza é uma expressão do pensamento de Deus, não é a natureza, mas o Deus da natureza que deve ser exaltado (A Ciência do Bom Viver, p. 413).

Quinta-feira, 18 de janeiro: Prosperidade verdadeira

O Espírito Santo declara, por intermédio do profeta Isaías: "A quem pois fareis semelhante a Deus? ou com que O comparareis? ... Porventura não sabeis? porventura não ouvis? ou desde o princípio se vos não notificou isto mesmo? ou não atentastes para os fundamentos da Terra? Ele é o que está assentado sobre o globo da Terra, cujos moradores são para Ele como gafanhotos; Ele é o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar. ... A quem pois Me fareis semelhante, para que lhe seja semelhante? diz o Santo. Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas, quem produz por conta o Seu exército, quem a todas chama pelos seus nomes; por causa da grandeza das Suas forças, e pela fortaleza do Seu poder, nenhuma faltará. Por que pois dizes, ó Jacó, e tu falas, ó Israel: O meu caminho está encoberto ao Senhor, e o meu juízo passa de largo pelo meu Deus? Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da Terra, nem Se cansa nem Se fatiga? ... Dá esforço ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor." (Isa. 40:18-29; O Desejado de Todas as Nações, p. 282, 283).

Para os anjos, o rumo que os seres humanos tomam, afigura-se como um curso inexplicavelmente incoerente. Eles veem como a degradação é exposta de forma tão patente ao lado da descrença e condescendência com o apetite. Veem como Satanás está operando incansavelmente para destruir a imagem de Deus no homem. Ficam admirados de ver como seres dependentes em seu Criador para cada respiro, podem agir tão irracional e incoerentemente; indagam-se por que os homens escolhem aliar-se àquele que crucificou a Cristo e que encheu o mundo de disputa, inveja, e ciúme. ...
Cristo é o Senhor, nossa justiça. Tomemos posição ao Seu lado agora, neste instante. Que ninguém se envergonhe de reconhecer a Cristo como seu Salvador, seu conselheiro, seu guia e seu galardão. Será que isso representa algum sacrifício? Será que é honroso estar incluído no exército de Satanás? Aqueles que fazem essa escolha nada lucram. Somente a morte, a morte eterna, os aguarda (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 315).

Homens de posses olham muitas vezes para sua riqueza e dizem: “Por minha capacidade adquiri para mim essa riqueza.” Mas quem lhes deu poder para adquirir riquezas? Deus concedeu-lhes a habilidade que possuem, mas em vez de dar-Lhe glória, eles a tomam para si mesmos. O Senhor os provará e experimentará e lançará sua glória ao pó. Ele suprimirá suas forças e espalhará seus bens. Em vez de bênção, eles lhes serão uma maldição. Um ato de injustiça ou opressão, um desvio do reto proceder, não seria mais tolerado num homem de posses do que naquele que nada possui. Todas as riquezas que o mais rico dos homens possa ter não é de valor suficiente para cobrir o menor pecado diante de Deus; elas não serão aceitas como resgate da transgressão. Unicamente arrependimento, verdadeira humildade, coração contrito e espírito abatido serão aceitos por Deus. Ninguém pode ter verdadeira humildade diante de Deus a menos que seja demonstrada diante de outros. Nada menos que arrependimento, confissão e abandono do pecado são aceitáveis a Deus (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 536, 537).

Sexta-feira, 19 de janeiro: Estudo adicional

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
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domingo, 31 de dezembro de 2017

1º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 1 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


 Verso para Memorizar:
 “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).

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Sábado à tarde, 30 de dezembro

O coração inteiro tem de render-se a Deus, ou do contrário não se poderá jamais operar a transformação pela qual é restaurada em nós a Sua semelhança. Por natureza estamos alienados de Deus. O Espírito Santo descreve nossa condição em palavras como estas: "Mortos em ofensas e pecados" (Efés. 2:1); "toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco", "não há nele coisa sã." Isa. 1:5 e 6. Somos retidos nos laços de Satanás, "em cuja vontade" (II Tim. 2:26) estamos presos. Deus deseja curar-nos, libertar-nos. Mas como isto requer uma completa transformação, uma renovação de nossa natureza toda, é necessário rendermo-nos inteiramente a Ele.
A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi ferida. A renúncia de nosso eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a alma tem de submeter-se a Deus antes que possa ser renovada em santidade (Caminho a Cristo, p. 43).

Contemplando a Cristo, somos transformados. Caso a mente demore de contínuo nas coisas temporais, elas se tornam todo-absorventes, afetando o caráter, de modo que a glória de Deus se perde de vista e é esquecida. As oportunidades que lhes estão ao alcance para se tornarem familiares com o que é celestial, são passadas por alto. Perece a vida espiritual. Diz acerca desses obreiros: Ele está entregue aos ídolos; deixa-o ...
Ponde em Deus toda a vossa confiança. Quando procedeis contrariamente, então é tempo de fazer uma parada. Detende-vos mesmo onde estiverdes, e mudai a ordem das coisas. ... Clamai a Deus em sinceridade, com fome de alma. Lutai com os poderes celestes até que alcanceis a vitória. Ponde todo o vosso ser nas mãos do Senhor, alma, corpo e espírito, e resolvei ser-Lhe amorável e consagrado instrumento, movido por Sua vontade, regido por Sua mão, possuído pelo Espírito. ... Então vereis claramente as coisas celestes (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 105). 

Hoje, Satanás tem grande poder no mundo. Ele obteve permissão para ter a propriedade da Terra por um tempo determinado. Durante esse período, quando a iniqudade prevalece, homens e mulheres têm oportunidade de escolher em que lado estar. ... Satanás tenta tornar o caminho largo atraente e o caminho estreito difícil, humilhante, e desagradável. Ele estabelece planos engenhosos para atrair homens e mulheres a serem dominados pelo apetite. Prazeres vis e insatisfatórios são tornados relevantes nesta era degenerada. Satanás lança sua fascinação sobre esses divertimentos, os quais eclipsam as coisas eternas.
Mas Cristo venceu em nosso benefício. Ele era o único que poderia ser um Salvador competente. Ele tinha sabedoria divina, habilidade, e poder. Ele pôde permanecer de pé perante o mundo como um Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 30).

Domingo, 31 de dezembro: O deus deste mundo

As tentações de Satanás apresentam coisas terrenas e as tornam todo-envolventes e atrativas, de modo que as realidades celestiais são eclipsadas e o apego ao mundo posto em primeiro plano; e isso se tem tornado tão grande poder que unicamente a Onipotência o pode deslocar. A obra de Satanás é acorrentar os sentidos a este mundo. Cristo veio quebrar o encanto satânico, contrabalançar a obra de Satanás, e atrair a mente das coisas da Terra para as celestiais. Unicamente Ele é capaz de desfazer o encanto. ... Uns poucos anos mais, e o mundo e toda a sua glória, que, mediante o fascinante poder do grande enganador, se tem tornado objeto de culto, serão queimados, com todos os embelezamentos da arte humana. Que se encontrará então para compensar a perda da vida humana? (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 283).

A verdade, inculcada no coração pelo Espírito de Deus, expulsará o amor das riquezas. O amor de Jesus e o amor ao dinheiro não podem habitar no mesmo coração. De tal maneira o amor de Deus ultrapassa o amor ao dinheiro que seu possuidor se desvencilha das riquezas e para Deus transfere as afeições. Pelo amor é então levado a atender às necessidades dos necessitados e a ajudar à causa de Deus. É para ele o maior prazer dispor corretamente dos bens de seu Senhor. Não considera seu tudo o que tem, e fielmente desempenha seu dever como despenseiro de Deus. Então pode guardar os dois grandes mandamentos da lei: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. ... Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Mat. 22:37 e 39.
Dessa maneira é possível aos ricos entrar no reino de Deus. "E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor do Meu nome, receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna." Mat. 19:29. Eis a recompensa dos que se sacrificam por Deus. Receberão cem vezes tanto nesta vida, e herdarão a vida eterna (Conselhos Sobre Mordomia, p. 157, 158). 

O que está consumindo as forças vitais do povo de Deus é o amor ao dinheiro e a amizade com o mundo. É privilégio desse povo ser brilhantes luzes no mundo para crescer no conhecimento de Deus e ter clara compreensão de Sua vontade. Mas os cuidados desta vida e o engano das riquezas sufocam a semente lançada em seu coração, e não produzem fruto para a glória de Deus. Eles professam ter fé, mas não é uma fé viva porque não é sustentada pelas obras. “A fé sem obras é morta” em si mesma. Tiago 2:26. Aqueles que professam grande fé, e todavia não têm obras, não serão salvos por sua fé. Satanás crê na verdade e treme, contudo, essa espécie de fé não possui virtude. Muitos que têm feito alta profissão de fé são deficientes em boas obras. Se mostrassem sua fé pelas obras, poderiam exercer poderosa influência a favor da verdade. Mas não aplicam os talentos de recursos que lhes foram confiados por Deus. Os que pensam acalmar a consciência transferindo seus bens aos filhos, ou retendo-os da causa de Deus, e deixando-os nas mãos de filhos descrentes e irresponsáveis para que esbanjem ou acumulem e os adorem, prestarão contas a Deus. São mordomos infiéis do dinheiro do Senhor. Eles permitem que Satanás os domine por meio dos filhos, cuja mente está sob seu controle. Os propósitos de Satanás são alcançados de muitas maneiras, enquanto os mordomos de Deus parecem estupefatos e paralisados, pois não compreendem a grande responsabilidade e o ajuste de contas que deve em breve acontecer (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 657, 658).

Segunda-feira, 1º de janeiro: Enchendo os celeiros

O rico estava em perplexidade sobre o que devia fazer com a colheita. Seus celeiros estavam superabarrotados, e não tinha lugar para o excedente. Não pensou em Deus, de quem vieram todas as dádivas. Não reconheceu que Deus o fizera mordomo de Seus bens, para que socorresse os necessitados. [...]
Cerrou ele, porém, o coração ao clamor do indigente, e disse aos servos: "Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.." Luc. 12:18 e 19.
A aspiração desse homem não era mais elevada que a das bestas que perecem. Vivia como se não houvesse Deus, nem Céu, nem vida futura; como se tudo que possuía lhe pertencesse, e nada devesse a Deus nem aos homens (Parábolas de Jesus, p. 256-258).

[A Judas] foi-lhe dada toda a oportunidade de receber a Cristo como seu Salvador pessoal, mas recusou essa dádiva. Não quis entregar seus caminhos e vontade a Cristo. Não pôs em prática o que lhe contrariava as inclinações, portanto, seu forte espírito de avareza não foi corrigido. Ainda que continuasse como discípulo nas formas exteriores, embora estivesse na própria presença de Cristo, apropriava-se dos meios que pertenciam ao tesouro do Senhor. ...
Judas poderia ter sido beneficiado por essas lições, tivesse ele sido dominado pelo anseio de ser reto de coração; mas o desejo de adquirir o venceu, e o amor do dinheiro se tornou uma força dominante. Pela condescendência, permitiu que esse traço de seu caráter crescesse e criasse raízes tão profundas que excluíram a boa semente da verdade semeada em seu coração (Conselhos Sobre Mordomia, p. 220). 

Olhei para observar quem daqueles que professam estar esperando o aparecimento de Cristo, possuía uma disposição para oferecer, de sua abundância, sacrifícios a Deus. Pude ver uns poucos, que, como a viúva pobre, privavam-se e davam sua oferta. Cada oferta como essa é considerada por Deus como precioso tesouro. Mas aqueles que estão adquirindo recursos e aumentando suas posses, estão muito aquém. Nada fazem em relação ao que poderiam fazer. Estão retendo e roubando a Deus, pois estão temerosos de que venham padecer necessidades. Não ousam confiar em Deus. Essa é uma das razões por que, como um povo, estamos tão enfermos e muitos estão baixando à sepultura. Há cobiçosos entre nós, amantes do mundo e também aqueles que privam o trabalhador de seu salário. Homens que não têm ninguém neste mundo, que são pobres e dependentes de seu trabalho, têm sido tratados rigorosa e injustamente. O amante do mundo, com rosto e coração endurecidos, paga de má vontade a pequena soma conseguida com trabalho duro. Assim estão lidando com seu Mestre, de quem professam ser servos. De igual modo dão suas ofertas ao tesouro de Deus. O homem da parábola não tinha onde armazenar seus bens e o Senhor abreviou sua vida inútil. Assim Ele tratará com muitos. Quão difícil, nesta época corrompida, é guardar-se do crescente mundanismo e egoísmo. Quão fácil é tornar-se ingrato ao Doador de todas as graças. Grande vigilância é necessária, e muita oração, para guardar o coração com toda a diligência (Testemunhos para a Igreja, v.2, p. 198, 199).

Terça-feira, 2 de janeiro: A fascinação do materialismo

Muitos que professam crer na palavra de Deus parecem não compreender a enganosa atuação do inimigo. Não reconhecem que está próximo o fim do tempo; sabe-o, porém, Satanás; e enquanto o homem dorme, ele atua. A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e a soberba da vida estão controlando homens e mulheres. Satanás está em atuação, mesmo entre os filhos de Deus, a fim de causar desunião. O egoísmo, a corrupção e o mal de toda sorte, estão se apoderando firmemente dos corações. Muitos negligenciam a preciosa palavra de Deus. Uma novela ou livro de contos monopoliza a atenção e fascina a mente. Aquilo que excita a imaginação é devorado rapidamente, ao passo que é posta de lado a Palavra de Deus.
O mundo é o inimigo nº 1 da religião, pois forças satânicas estão em contínua atuação através do mundo, e é objetivo de Satanás levar a igreja e o mundo em tão íntima comunhão que seus alvos, seu espírito, seus princípios, harmonizem, e que se torne impossível distinguir entre aquele que professa servir a Deus e aquele que não O serve. O inimigo atua continuamente para colocar em prioridade o mundo (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 318). 

As inspiradas advertências de Paulo contra a condescendência própria soam desde então até o nosso tempo. ... Apresenta ele para o nosso encorajamento a liberdade desfrutada pelo verdadeiramente santificado: "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rom. 8:1. Ele exorta os gálatas: "Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne." Gál. 5:16 e 17. Menciona algumas formas de concupiscências carnais - a idolatria, bebedices e coisas semelhantes. Depois de mencionar os frutos do Espírito, entre os quais está a temperança, acrescenta: "E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências." Gál. 5:24.
Hoje há entre os professos cristãos muitos que haveriam de julgar que Daniel era por demais esquisito, e o pronunciariam como mesquinho e fanático. Eles consideram a questão do comer e beber como de muito pequena importância para exigir tão decidida resistência - tal que poderia envolver o provável sacrifício de todas as vantagens terrenas. Mas aqueles que assim raciocinam, notarão no dia do juízo que se desviaram das expressas exigências de Deus e se apoiaram em sua própria opinião como norma para o certo e para o errado. Descobrirão que aquilo que lhes parecera sem importância não fora assim considerado por Deus. Suas exigências deveriam ter sido sagradamente obedecidas. Aqueles que aceitam e obedecem a um de Seus preceitos porque lhes convém, ao passo que rejeitam a outro porque sua observância haveria de requerer sacrifício, rebaixam a norma do direito e, por seu exemplo, levam outros a considerarem levianamente a lei de Deus. "Assim diz o Senhor", deve ser nossa regra em todas as coisas (Conselhos Sobre Saúde, p. 69, 70). 

Deus pede separação do mundo. Obedecer-lhe-emos? Sairemos do meio deles, permanecendo separados, distintos? “Porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” 2 Coríntios 6:14. Não podemos nos misturar com o mundo, participar de seu espírito, seguir seu exemplo, e ao mesmo tempo ser um filho de Deus. O Criador do Universo Se dirige a você como um Pai afetuoso. Se você se separar do mundo em suas afeições, e permanecer livre de sua contaminação, e guardando-se “da corrupção” que pela cobiça há no “mundo” (Tiago 1:27), Deus será seu Pai. Ele o adotará em Sua família, e você será Seu herdeiro. Em lugar do mundo, Ele lhe dará, por uma vida de obediência, o reino debaixo de todo o céu. Ele lhe dará “um peso eterno de glória” (2 Coríntios 4:17) e uma vida perdurável como a eternidade (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 44).

Quarta-feira, 3 de janeiro: Amor próprio

Há uma constante tentação para os seres humanos considerarem que qualquer influência que exerceram, é fruto de algum valor em si mesmos. O Senhor não trabalha com estes pois Ele não dará a qualquer ser humano a glória que pertence a Seu próprio nome. Deus gostaria que todos estivessem sob Sua supervisão e reconhecendo que a Ele pertence toda a glória de seu sucesso. Se fizerem isso, crescerão em conhecimento e sabedoria. ...
Se o obreiro humano andar em toda humildade de mente, olhando para Deus, nEle confiando, operando sua própria salvação com temor e tremor, o Senhor cooperará com ele. É Deus que opera em nós para fazer Sua vontade em benefício da glória de Seu próprio nome. Ele concederá Sua sabedoria e Seu divino poder a todos que estão fazendo Seu serviço. Ele faz Seu representante o humilde e confiante servo (aquele que não se exalta e se conceitua mais alto do que deveria). A vida de tal indivíduo será dedicada a Deus como um sacrifício vivo. ... (Olhando para o Alto [MM 1983], p. 266).

Pouco a pouco Lúcifer veio a condescender com o desejo de exaltação própria. Dizem as Escrituras: "Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor." Ezeq. 28:17. "Tu dizias no teu coração: ... acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono. ... Serei semelhante ao Altíssimo." Isa. 14:13 e 14. Se bem que toda a sua glória proviesse de Deus, este poderoso anjo veio a considerá-la como pertencente a si próprio. Não contente com sua posição, embora fosse mais honrado do que a hoste celestial, arriscou-se a cobiçar a homenagem devida unicamente ao Criador. Em vez de procurar fazer com que Deus fosse o alvo supremo das afeições e fidelidade de todos os seres criados, consistiu o seu esforço em obter para si o serviço e lealdade deles. E, cobiçando a glória que o infinito Pai conferira a Seu Filho, este príncipe dos anjos aspirou ao poder que era a prerrogativa de Cristo apenas (Patriarcas e Profetas, p. 35).

A Bíblia não condena ninguém por ser rico, uma vez que haja adquirido suas riquezas honestamente. Não o dinheiro, mas o amor do dinheiro é a raiz de todos os males. É Deus que dá aos homens poder para adquirir fortuna; e nas mãos daquele que agir como mordomo de Deus, empregando seus meios altruistamente, a fortuna é uma bênção - tanto para seu possuidor como para o mundo. Muitos, porém, absorvidos em seus interesses nos tesouros mundanos, tornam-se insensíveis aos reclamos de Deus e às necessidades de seus semelhantes. Consideram sua riqueza como um meio de glorificarem a si mesmos. Acrescentam casa a casa, e terra a terra: enchem sua casa de luxo, enquanto tudo ao seu redor são seres humanos em miséria e crime, em enfermidade e morte. Aqueles que assim consagram sua existência ao serviço do próprio eu estão desenvolvendo em si mesmos não os atributos de Deus, mas os do maligno (A Ciência do Bom Viver, p. 212, 213).

Vi que o povo de Deus está em terreno encantado, e que alguns têm quase perdido o senso da brevidade do tempo e o valor da alma. O orgulho tem-se insinuado entre os guardadores do sábado - o orgulho do vestuário e da aparência. Disse o anjo: "Os guardadores do sábado terão de morrer para o eu, morrer para o orgulho e o amor da aprovação."
A verdade, a salvadora verdade, precisa ser levada ao faminto povo em trevas. Vi que muitos oravam para que Deus os tornasse humildes; mas se Deus respondesse a suas orações, seria por terríveis coisas em justiça. Era seu dever humilharem-se a si mesmos. Vi que se a exaltação pessoal fosse tolerada, levaria seguramente almas ao descaminho, e se não fosse vencida, mostrar-se-ia sua ruína. Quando alguém começa a parecer grande aos seus próprios olhos e pensa que pode fazer alguma coisa, o Espírito de Deus é retirado, e ele vai em sua própria força até que é vencido. Vi que um santo, se reto, poderia mover o braço de Deus; mas toda uma multidão, se em erro, seria fraca e nada efetuaria (Primeiros Escritos, p. 120).

Quinta-feira, 4 de janeiro: A total futilidade do materialismo

Paulo reconheceu que sua suficiência não estava em si próprio, mas na presença do Espírito Santo, cuja benigna influência enchia-lhe o coração trazendo cada pensamento em sujeição a Cristo. Ele falava de si como "trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no... corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos". II Cor. 4:10. Nos ensinos do apóstolo, Cristo era a figura central. "E vivo", declarou ele, "não mais eu, mas Cristo vive em mim." Gál. 2:20. O eu fora apagado; Cristo foi revelado e exaltado.
Paulo era um orador eloquente. Antes de sua conversão havia ele muitas vezes procurado impressionar seus ouvintes com rasgos de oratória. Mas agora pusera tudo isto de lado. Em vez de se demorar em descrições poéticas e fantasiosas representações, que poderiam lisonjear os sentidos e alimentar a imaginação, mas que não encontrariam eco na experiência diária, buscava ele pelo uso de linguagem simples, convencer os corações com as verdades de importância vital. Representações fantasistas da verdade podem provocar um êxtase dos sentidos, mas não raro, verdades apresentadas desta maneira não suprem o alimento necessário ao fortalecimento e robustecimento do crente para as batalhas da vida. As necessidades imediatas, as provas presentes das almas em conflito, devem ser enfrentadas com instrução prática e sadia com base nos princípios fundamentais do cristianismo (Atos dos Apóstolos, p. 251, 252).

Aquele que considera as coisas terrenas como o supremo bem, aquele que gasta sua vida no afã de obter riquezas terrestres está realmente fazendo um péssimo investimento. Demasiado tarde verá desmoronar-se aquilo em que confiou. É unicamente pela abnegação e pelo sacrifício das riquezas terrenas que podem ser obtidas as riquezas eternas. É por meio de muitas tribulações que o cristão entra no reino do Céu. Ele deve combater constantemente o bom combate, não depondo suas armas antes que Cristo ordene que descanse. Unicamente dando tudo a Cristo poderá ele assegurar a posse da herança que durará por toda a eternidade (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 156). 

Cristo intima a cada um a ponderar. Prestai uma conta honesta. Ponde num prato da balança Jesus, que significa tesouro eterno, vida, verdade, Céu e a alegria de Cristo pelos redimidos; no outro, ponde toda a atração que o mundo pode oferecer. Num prato ponde a vossa perdição, e dos que poderíeis ser instrumento para salvar; no outro, para vós e para elas, uma vida que se compare com a vida de Deus. Pesai para agora e para a eternidade. Enquanto estais ocupado nisso, Cristo diz: "Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" Mar. 8:36.
Deus deseja que escolhamos o celestial em vez do terreno. Abre-nos as possibilidades de uma inversão celeste. Deseja prover encorajamento para nossas mais elevadas aspirações e segurança para nosso mais dileto tesouro. Declara: "Farei que um homem seja mais precioso do que o ouro puro e mais raro do que o ouro fino de Ofir." Isa. 13:12. Quando forem consumidas as riquezas que a traça devora e a ferrugem corrói (Mat. 6:19), os seguidores de Cristo poderão rejubilar-se em seu tesouro celeste, em suas riquezas imperecíveis (Parábolas de Jesus, p. 374).

Sexta-feira, 5 de janeiro: Estudo adicional

"Salvar do pecado e guiar no serviço", eis o nosso lema. Nenhum sacrifício jamais será maior que o de nosso Salvador. 
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