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sábado, 8 de setembro de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 11 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Na noite seguinte, o Senhor, pondo-Se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a Meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma” (At 23:11).

Sábado à tarde, 8 de setembro

Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus.  Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. Gál. 3:26 e 28.
O segredo da unidade encontra-se na igualdade entre os crentes em Cristo. A razão de todas as divisões, discórdias e diferenças encontra-se na separação de Cristo. [...]
Todos os homens são de uma família pela criação, e todos são um pela redenção. Cristo veio para demolir toda parede de separação... a fim de que todos possam ter livre acesso a Deus. Seu amor é tão amplo, tão profundo, tão pleno, que penetra em toda parte (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 95).

A unidade com Cristo depende da renovação mental pelo Espírito Santo. Somos assim fortalecidos a andar em novidade de vida, recebendo de Cristo o perdão de nossos pecados. [...]
Toda desunião, todos os pensamentos, palavras e ações egoístas constituem o fruto da operação de um espírito perverso, sobre as mentes. Sob a influência desse espírito, são proferidas palavras que não revelam o Salvador. Cristo não é formado no íntimo, a esperança da glória. Os que vivem desse modo são pecadores, embora simulem ser santos. [...]
Precisamos buscar a Deus, para que O consideremos precioso a nossa alma. Precisamos retê-Lo como nosso Hóspede e Companheiro permanente, jamais nos separando dEle.
Ser um com Cristo em Deus é o privilégio de toda pessoa. Mas, para fazer isto, temos de ser mansos e humildes, dóceis e obedientes (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 153).

A vaidade e a presunção estão matando a vida espiritual. O eu é exaltado; fala-se sobre o eu. Oh! se morresse esse eu! "Cada dia morro" (I Cor. 15:31), disse o apóstolo Paulo. Quando esta orgulhosa, jactanciosa presunção, e esta complacente justiça própria permeiam a alma, não há lugar para Jesus. É-Lhe dado um lugar inferior, ao passo que o eu incha em importância, e enche todo o templo da alma. Eis a razão por que o Senhor pode fazer tão pouco por nós (Exaltai-O [MM 1992], p. 358).

Domingo, 9 de setembro: Encontrando os líderes de Jerusalém

Podemos esperar que tudo será introduzido e misturado com a sã doutrina, mas mediante claro discernimento espiritual, pela unção celeste, podemos distinguir o sagrado do profano que está sendo introduzido para confundir a fé e o são juízo, e desmerecer a grande, grandiosa verdade probante para estes dias. [...]
Nunca, nunca houve um tempo em que a verdade sofresse mais por ser desvirtuada, amesquinhada e desmerecida mediante as perversas disputas dos homens, do que nestes últimos dias. Os homens se introduziram com sua massa heterogênea de heresias que eles apresentam como oráculos ao povo. O povo é seduzido por coisas novas e estranhas, e não são sábios na experiência para discernir o caráter das ideias que os homens arquitetem como sendo alguma coisa. O chamá-las, porém, coisa de grande consequência, e ligá-las aos oráculos de Deus, não as torna verdade (Comentário de Ellen G. White no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.183). 

O próprio Jesus não comprou nunca a paz mediante transigências. O coração transbordava-Lhe de amor por toda a raça humana, mas nunca era condescendente para com seus pecados. Era muito amigo deles para permanecer em silêncio, enquanto prosseguiam numa direção que seria a ruína de sua alma - a alma que Ele comprara com Seu próprio sangue. Trabalhava para que o homem fosse leal para consigo mesmo, leal para com seus mais altos e eternos interesses. Os servos de Cristo são chamados a realizar a mesma obra, e devem estar apercebidos para que, buscando evitar desarmonia, não transijam contra a verdade. Devem seguir "as coisas que servem para a paz" (Rom. 14:19); mas a verdadeira paz jamais será obtida com transigência de princípios. E ninguém pode ser fiel aos princípios sem despertar oposição. Um cristianismo espiritual sofrerá oposição da parte dos filhos da desobediência. Mas Jesus recomendou aos discípulos: "Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma." Os que são fiéis a Deus não têm a temer o poder dos homens nem a inimizade de Satanás. Em Cristo lhes está garantida a vida eterna. Seu único temor deve ser atraiçoar a verdade, traindo assim a confiança com que Deus os honrou (O Desejado de Todas as Nações, p. 356).

Olhos postos em Sua igreja, o Senhor tem repetidamente permitido que as coisas cheguem a uma crise para que, em sua extremidade, Seu povo esperasse exclusivamente em Seu auxílio. Suas orações, sua fé, juntamente com seu firme desígnio de ser fiel, têm chamado a interferência de Deus, e então Ele cumpriu Sua promessa: "Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e Ele dirá: Eis-Me aqui." Isa. 58:9. [...]
O que é necessário nesse nosso tempo de perigo, é oração fervorosa, misturada com fé sincera, confiança em Deus quando Satanás lança a própria sombra sobre o povo de Deus. Conserve cada um em mente que Deus Se deleita em escutar as súplicas de Seu povo; pois a iniquidade dominante clama por mais fervente oração, e Deus prometeu que vingará Seus eleitos, que a Ele clamam dia e noite, se bem que tardio para com eles (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 372).

Segunda, 10 de setembro: Tumulto no templo

Esta concessão não estava em harmonia com seus ensinos nem com a firme integridade de seu caráter. Seus conselheiros não eram infalíveis. Embora alguns desses homens escrevessem sob a inspiração do Espírito de Deus, algumas vezes cometiam erros quando não estavam sob Sua influência direta. Cabe lembrar que, em certa ocasião, Paulo resistiu a Pedro face a face porque ele estava agindo de maneira dúplice (Comentário de Ellen G. White no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.184).

Satanás espera envolver os remanescentes filhos de Deus na ruína geral que está para vir sobre a Terra. À medida que se aproxima a vinda de Cristo, mais determinado e decidido em seus esforços fica ele, a fim de os derrotar. Surgirão homens e mulheres proclamando possuir alguma nova luz ou alguma nova revelação, e cuja tendência é abalar a fé nos marcos antigos. Suas doutrinas não resistem à prova da Palavra de Deus. Mesmo assim, pessoas serão enganadas. Farão circular relatos falsos e alguns serão apanhados pela armadilha. Acreditarão nesses boatos e por sua vez os repetirão, e assim se formará uma cadeia que os liga com o arquienganador. Tal espírito nem sempre se manifestará em aberto desafio às mensagens enviadas por Deus, mas expressa de muitas maneiras uma deliberada incredulidade. Cada falsa declaração feita, alimenta e fortalece essa incredulidade, e por esse meio muitas pessoas serão levadas à decisão do lado errado (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 295, 296). 

Os homens são mortais. Podem ser sinceramente religiosos, e contudo ter muitos erros de conhecimento e muitos defeitos de caráter; mas não podem ser seguidores de Cristo, e ainda estar associados com Ele, aqueles que amam e praticam a mentira. Apocalipse 22:15. Tal vida é uma fraude, uma perpétua falsidade, um engano fatal. É um teste rigoroso de coragem para homens e mulheres serem levados a enfrentar os próprios pecados e com franqueza reconhecê-los. Dizer: “Este erro deve ser lançado à minha conta” requer uma força de princípio interior que o mundo possui apenas em grau limitado. Aquele, porém, que tem a coragem de dizer isto com sinceridade, ganha uma decidida vitória sobre o eu, e efetivamente fecha a porta contra o inimigo (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 336, 337).

Quando os cristãos se desentendem, Satanás se insinua para tomar o controle. Quantas vezes teve ele êxito em destruir a paz e a harmonia nas igrejas! Que conflitos ferozes, que amargura, que ódio, se iniciaram por uma pequenina questão! Que esperanças se esfacelaram, quantas famílias foram divididas pela discórdia e contenda! [...]
Lembrem-se os que se deleitam em lançar palavras de calúnia e falsidade contra os servos de Cristo, de que Deus é testemunha de seus atos. Suas arremetidas caluniosas não profanam vasos ou objetos, mas sim o caráter daqueles que Cristo adquiriu por Seu sangue. A mão que traçou as letras nas paredes do palácio de Belsazar, mantém fiel registro de todo ato de injustiça ou opressão cometido contra o povo de Deus (Testemunhos para a Igreja ,v. 5, p. 244, 245).

Terça, 11 de setembro: Diante da multidão

Às portas de Damasco a visão do Crucificado mudou todo o curso de sua vida. O perseguidor tornou-se discípulo, o mestre, aluno. Os dias de trevas passados em solidão em Damasco foram como anos em sua experiência. As Escrituras do Antigo Testamento, entesouradas em sua memória, foram o seu estudo, e Cristo o seu mestre. Para ele também a solidão da natureza se tornou uma escola. Para o deserto da Arábia foi ele, a fim de estudar ali as Escrituras e aprender acerca de Deus. Esvaziou a alma dos preconceitos e tradições que lhe haviam moldado a vida e recebeu instruções da Fonte da verdade.
Sua vida posterior foi inspirada unicamente pelo princípio do sacrifício de si mesmo - o ministério do amor. "Eu sou devedor", disse ele, "tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes." Rom. 1:14. "O amor de Cristo nos constrange" (II Cor. 5:14; Educação, p. 65, 66).

De novo o Senhor apareceu a Paulo e revelou-lhe que deveria subir a Jerusalém, a fim de que fosse preso e sofresse pelo Seu nome. Embora ele ficasse prisioneiro por longo tempo, o Senhor promoveu Sua obra especial por intermédio dele. Suas prisões deviam ser um meio de disseminação do evangelho de Cristo, e assim, de glorificação a Deus. Ao ser enviado de cidade a cidade para julgamento, seu testemunho sobre Jesus e os interessantes incidentes de sua própria conversão eram relatados perante reis e governadores, ficando eles sem escusas com respeito a Jesus. Milhares criam nEle e se regozijavam em Seu nome (Primeiros Escritos, p. 207). 

A renúncia e a tribulação estendem-se em linha reta no caminho de todo o seguidor de Cristo. É a cruz que atravessa as afeições naturais e a vontade. 
Jesus é o nosso modelo. Se Ele pusesse de lado Sua humilhação e sofrimentos, e tivesse dito: "Se alguém quiser vir após Mim, agrade-se a si mesmo, desfrute o mundo e será Meu discípulo", as multidões teriam crido nEle e O teriam seguido. Se quisermos estar com Ele no Céu, temos que ser semelhantes a Ele na Terra. 
Sigamos o Salvador em Sua simplicidade e renúncia. O Homem do Calvário seja por nós enaltecido pela palavra e por vida santa. 
E a todos quantos a erguem e conduzem após Cristo, a cruz é um penhor da coroa da imortalidade que hão de receber (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 148).

Aproximamo-nos do final da história da Terra; em breve nos encontraremos perante o grande trono branco. Vossas oportunidades de trabalho terão passado. Trabalhai, portanto, enquanto o tempo se chama hoje. Com o auxílio de Deus, todo verdadeiro crente verá onde há serviço a ser feito. Quando a vontade humana coopera com a de Deus, torna-se onipotente, e o obreiro pode criar oportunidades. Observai as pessoas com quem entrais em contato. Observai as oportunidades de dirigir-lhes uma palavra a seu tempo. Não espereis uma apresentação, ou até que vos relacioneis com elas, antes de buscardes salvar as pessoas a perecer ao redor de vós. Se ides trabalhar com sinceridade, abrir-se-vos-ão caminhos no cumprimento dessa tarefa. Apoiai-vos no braço divino quanto à sabedoria, força e aptidão para o trabalho que Deus vos deu a fazer (Minha Alta Vocação [MM 1962], p. 296).

Quarta, 12 de setembro: Diante do Sinédrio

O apóstolo deveria agora ser julgado pelo mesmo tribunal de que ele próprio fora membro antes de sua conversão. Estando perante os príncipes judeus, seu porte era calmo, e o rosto revelava a paz de Cristo. "E pondo Paulo os olhos no conselho, disse: Varões irmãos, até ao dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência." Ao ouvirem estas palavras, reacendeu-se-lhes o ódio; e "o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto dele que o ferissem na boca". A esta ordem desumana, Paulo exclamou: "Deus te ferirá, parede branqueada; tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei, e contra a lei me mandas ferir? E os que ali estavam disseram: Injurias o sumo sacerdote de Deus?" Com sua cortesia costumeira Paulo respondeu: "Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal do príncipe do teu povo (Atos dos Apóstolos, p. 410, 411).

Os fariseus eram muito estritos com respeito à observância exterior de formas e costumes e estavam cheios de uma justiça própria insolente, mundana e hipócrita. Os saduceus negavam a ressurreição dos mortos e a existência de anjos, além de serem céticos com respeito a Deus. Esta seita era, em grande parte, composta de pessoas indignas, muitas delas licenciosas em seus hábitos (Comentários de Ellen G. White no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1.199).

"E, havendo dito isto, houve dissensão entre os fariseus e saduceus, e a multidão se dividiu." Os dois partidos começaram a discutir entre si, e assim se quebrara a força de sua oposição contra Paulo. "Levantando-se os escribas da parte dos fariseus, contendiam, dizendo: Nenhum mal achamos neste homem, e, se algum espírito ou anjo lhe falou, não resistamos a Deus." Atos 23:1-9.
Na confusão que se seguiu, os saduceus esforçavam-se ardorosamente por apoderar-se do apóstolo, para que o pudessem matar; e os fariseus estavam igualmente empenhados em seus esforços para o proteger. "O tribuno, temendo que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a soldadesca, para que o tirassem do meio deles, e o levassem para a fortaleza" (Atos 23:10; Atos dos Apóstolos, p. 411, 412).

Quinta, 13 de setembro: Transferência para Cesareia

O caso de Paulo não era o primeiro em que um servo de Deus encontrava entre os pagãos um abrigo da maldade do professo povo de Jeová. Em sua cólera contra Paulo, os judeus haviam acrescentado mais um crime ao tenebroso catálogo que marcava a história deste povo. Haviam endurecido ainda mais o coração contra a verdade e tornado mais certa a sua condenação.
Poucos compreendem o amplo significado das palavras ditas por Cristo quando, na sinagoga de Nazaré apresentara-Se como o Ungido. Ele anunciara Sua missão de confortar, abençoar e salvar os aflitos e pecadores; e então, vendo que a incredulidade e o orgulho controlavam o coração de Seus ouvintes, Ele recordou que no passado Deus Se havia retirado de Seu povo escolhido por causa de sua incredulidade e rebelião, e Se tinha manifestado aos das terras pagãs que não haviam rejeitado a luz do Céu. A viúva de Sarepta e Naamã da Síria tinham vivido à altura de toda a luz que possuíam; assim foram eles considerados mais justos que o povo escolhido de Deus que se tinha desviado dEle, e sacrificado o princípio à conveniência e à honra mundana.
Cristo disse aos judeus de Nazaré uma terrível verdade quando declarou que com o apóstata Israel não havia segurança para o fiel mensageiro de Deus. Eles não reconheceriam seu valor nem apreciariam seus labores. Enquanto os dirigentes judeus professavam ter grande zelo pela honra de Deus e o bem de Israel, eram inimigos de ambos. Por preceito e exemplo estavam levando o povo mais e mais longe da obediência a Deus - guiando-o onde Deus não poderia ser sua defesa no dia da angústia (Atos dos Apóstolos, p. 416, 417).

Tudo quanto nos tem confundido acerca das providências de Deus será esclarecido no mundo vindouro. As coisas difíceis de serem compreendidas terão então explicação. Os mistérios da graça nos serão desvendados. Naquilo em que a nossa mente finita só via confusão e promessas desfeitas, veremos a mais perfeita e bela harmonia. Saberemos que o amor infinito dispôs as experiências que nos pareciam as mais difíceis. Ao reconhecermos o terno cuidado dAquele que faz todas as coisas contribuírem para o nosso bem, regozijar-nos-emos com júbilo inexprimível e repleto de glória (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p. 286).

Na providência de Deus, todo empreendimento bom e grande está sujeito a provações, para experimentar a pureza e a resistência de princípios dos que ocupam posições de responsabilidade, e moldar e revigorar o caráter humano, individual segundo o modelo de Deus. Esta é a mais elevada espécie de educação.
A perfeição de caráter é atingida mediante o exercício das faculdades da mente, em tempos de suprema prova, pela obediência a toda reivindicação da lei de Deus. Homens em posições de confiança devem ser instrumentos nas mãos de Deus para promover-Lhe a glória, e no cumprimento de seus deveres com a máxima fidelidade, eles podem atingir a perfeição de caráter (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 161).

Satanás está constantemente operando por meio de seus agentes para desanimar e destruir aqueles a quem Deus tem escolhido para realizar uma grande e boa obra. Podem eles estar prontos para sacrificar mesmo a própria vida para o avançamento da causa de Cristo, não obstante o grande enganador sugerirá a seus irmãos dúvidas referentes a eles que, se mantidas, minarão a confiança em sua integridade de caráter, impedindo assim sua utilidade. Muitas vezes ele alcança êxito em acarretar sobre eles, por intermédio de seus próprios irmãos, tal tristeza de coração que Deus graciosamente Se interpõe para dar repouso a Seus perseguidos servos. Depois que as mãos estão dobradas sobre o peito que já não vibra, quando a voz de advertência e encorajamento está em silêncio, então os obstinados podem ser despertados para ver e apreciar a bênção que eles repeliram. Sua morte pode realizar o que sua vida não conseguiu fazer (Atos dos Apóstolos, p. 418).

Sexta, 14 de setembro: Estudo adicional

Para Conhecê-Lo, "Unidos em Fraternidade Comum", p. 96.


Os trechos em destaque foram extraídos dos originais, mas estão ausentes na compilação do comentário.

sábado, 18 de agosto de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 8 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (At 15:11).

Sábado à tarde, 18 de agosto

Cornélio, um homem de posição elevada, manteve sua experiência religiosa, andando estritamente de acordo com a luz que recebera. Deus o observava, e enviou o Seu anjo com uma mensagem para ele. O mensageiro celestial passou por alto os que eram virtuosos aos seus próprios olhos, aproximou-se de Cornélio e o chamou pelo nome (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 421).

As riquezas e as honras mundanas não podem satisfazer a alma. Muitos dentre os ricos anseiam por alguma divina certeza, alguma esperança espiritual. Muitos, anelam alguma coisa que lhes venha pôr termo à monotonia de uma vida sem objetivo. Muitos, em sua vida profissional, sentem a necessidade de alguma coisa que não possuem! Poucos entre eles vão à igreja; pois sentem que pouco benefício recebem. Os ensinos que recebem não lhes tocam o coração. Não lhes faremos, nós, nenhum apelo pessoal? (A Ciência do Bom Viver, p. 210).

Deus convida obreiros sinceros e humildes, que levem a verdade às classes mais elevadas. Não será através de contato casual ou acidental que os ricos, amantes do mundo e adoradores do mundanismo serão conduzidos a Cristo. Decidido esforço pessoal deve ser empreendido por homens e mulheres imbuídos do espírito missionário, pessoas que não falharão nem serão desencorajadas (Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 80).

Confiando assim em Deus, não seremos achados a pelejar contra a verdade, mas sempre seremos habilitados a colocar-nos ao lado do que é direito. Devemos apegar-nos ao ensino da Bíblia e não seguir os costumes e tradições do mundo, as palavras e os atos de homens.
Quando surgem erros e são ensinados como verdade bíblica, os que têm ligação com Cristo não confiarão no que diz o pastor, mas, à semelhança dos nobres bereanos, examinarão as Escrituras todos os dias para ver se essas coisas são de fato assim. Quando eles descobrem qual é a recomendação do Senhor, colocam-se ao lado da verdade. Ouvem a voz do verdadeiro Pastor dizendo: "Este é o caminho; andai nele." Isa. 30:21. Assim sereis ensinados a fazer da Bíblia o vosso conselheiro, e não ouvireis nem seguireis a voz do estranho (Fé e Obras, p. 86).

Tanto Paulo como Barnabé tinham sido laboriosos ministros de Cristo, e Deus recompensara abundantemente seus esforços, mas nenhum deles havia sido formalmente ordenado para o ministério evangélico pela oração e pela imposição das mãos. Agora, eles estavam autorizados pela igreja não somente a pregar a verdade, mas também a batizar e organizar novas igrejas, sendo investidos de plena autoridade eclesiástica. Esta foi uma época importante para a igreja. Embora o muro de separação entre judeus e gentios tivesse sido quebrado pela morte de Cristo, levando aos gentios os privilégios totais do evangelho, o véu ainda não havia sido tirado dos olhos de muitos crentes judeus, e eles não podiam discernir claramente o fim daquilo que fora abolido pelo Filho de Deus. O trabalho agora devia prosseguir vigorosamente entre os gentios, e disso devia resultar o fortalecimento da igreja mediante uma farta colheita de almas.
Os apóstolos, neste seu trabalho especial, estariam expostos a suspeitas, preconceitos e ciúmes. Como consequência natural de sua saída do exclusivismo judaico, suas doutrinas e ideias estariam sujeitas à acusação de heresia, e suas credenciais de ministros do evangelho seriam postas em dúvida por muitos judeus zelosos e crentes. Deus previu as dificuldades que Seus servos deviam enfrentar e, em Sua sábia providência, fez com que fossem investidos com a inquestionável autoridade da estabelecida igreja de Deus, para que sua obra estivesse acima de acusação (História da Redenção, p. 303, 304).

Domingo, 19 de agosto: O ponto em debate

Antes de sua conversão, Paulo se havia considerado como irrepreensível "segundo a justiça que há na lei". Filip. 3:6. Mas desde sua mudança de coração, ele havia alcançado uma clara concepção da missão do Salvador como Redentor da raça toda, judeus e gentios, e aprendera a diferença entre uma fé viva e um formalismo morto. À luz do evangelho, os antigos ritos e cerimônias confiados a Israel haviam ganho uma nova e mais profunda significação. Aquilo que haviam prefigurado tinha-se cumprido, e os que estavam vivendo sob a dispensação evangélica tinham ficado livres de sua observância. A imutável lei de Deus, dos Dez Mandamentos, entretanto, Paulo ainda guardava no espírito bem como na letra. Na igreja de Antioquia, a consideração do assunto da circuncisão deu em resultado muitas discussões e litígio. Afinal, os membros da igreja, temendo que o resultado de continuada discussão fosse uma divisão entre eles, decidiram enviar a Jerusalém Paulo e Barnabé, juntamente com alguns homens de responsabilidade na igreja, a fim de exporem a questão perante os apóstolos e anciãos. Ali deviam eles encontrar-se com delegados de diversas igrejas e com os que tinham ido a Jerusalém para assistir às próximas festas. Enquanto isto, toda a discussão devia cessar até que fosse pronunciada a decisão do concílio geral. Esta decisão devia ser então universalmente aceita pelas várias igrejas em todo o país (Atos dos Apóstolos, p. 190).

Os judeus se haviam sempre orgulhado de seu cerimonial de instituição divina, e concluíam que, uma vez que Deus havia claramente esboçado a forma hebreia de adoração, era impossível que Ele jamais autorizasse uma mudança em quaisquer de suas especificações. Decidiram que o cristianismo devia associar-se com as leis e cerimônias judaicas. Tinham dificuldade para discernir o fim das coisas abolidas pela morte de Cristo, e em perceber que todas as ofertas sacrificais não tinham senão prefigurado a morte do Filho de Deus, em que o tipo encontrou o antítipo, tornando sem valor as divinamente designadas cerimônias e sacrifícios da religião judaica.
Paulo havia-se orgulhado de seu farisaísmo estrito, mas, depois que Cristo a ele Se revelou na estrada de Damasco, a missão do Salvador e seu próprio trabalho na conversão dos gentios ficaram claros em sua mente, e ele compreendeu com clareza a diferença entre uma fé viva e um formalismo morto. Paulo ainda alegava ser um filho de Abraão e guardava os Dez Mandamentos na letra e no espírito tão fielmente como tinha feito antes de sua conversão ao cristianismo. Entretanto, sabia que as cerimônias típicas logo deviam cessar completamente, já que aquilo que tinham representado estava no passado, e que a luz do evangelho espargia sua glória sobre a religião judaica, conferindo um novo significado a seus antigos rituais (História da Redenção, p. 305, 306).

Somos justificados pela fé. A alma que compreende o significado dessas palavras nunca será autossuficiente. Não temos suficiência em nós próprios, para pensar que somos alguma coisa. O Espírito Santo é nossa eficiência na obra da edificação do caráter, na formação do caráter segundo a semelhança divina. Quando nos achamos capazes de moldar nossa própria experiência, cometemos um grande erro. Nunca podemos, por nós mesmos, obter vitória sobre a tentação. Mas aqueles que têm uma fé genuína em Cristo serão objeto da atuação do Espírito Santo. A alma em cujo coração mora a fé se transformará num belo templo para o Senhor. Ela é dirigida pela graça de Cristo. Crescerá na exata proporção em que depender do ensino do Espírito Santo (Ms 8, 1900; Comentário de Ellen G. White no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.237).

Mesmo os melhores homens, se deixados a si mesmos, cometerão graves erros. Quanto mais responsabilidades forem colocadas sobre o agente humano, quanto mais elevada sua posição para mandar e controlar, mais dano ele certamente causará ao perverter mentes e corações, se não seguir cuidadosamente o caminho do Senhor. Em Antioquia, Pedro falhou nos princípios da integridade. Paulo teve de resistir face a face a sua influência ruinosa. Esse fato está registrado para que outros possam se beneficiar dele e para que a lição possa ser uma solene advertência aos homens que ocupam altas posições, para que não faltem com a integridade, mas se atenham aos princípios.
Após todas as falhas de Pedro, após sua queda e restauração, sua extensa carreira de serviço, sua intimidade com Cristo seu conhecimento da forma pura e reta em que Cristo praticava os princípios; depois de toda a instrução que ele havia recebido, de todos os dons, conhecimento e grande influência na pregação e no ensino da Palavra, não é estranho que ele dissimulasse e se esquivasse dos princípios do evangelho, por medo de seres humanos, ou para lhes conquistar a estima? Não é estranho que ele vacilasse e fosse oscilante em sua posição? Que Deus dê a todo ser humano um senso de sua própria incapacidade pessoal para dirigir sua embarcação de maneira reta e segura ao porto. A graça de Cristo é essencial todos os dias. Somente Sua incomparável graça pode salvar nossos pés de cair (Ms 122, 1897; Comentário de Ellen G. White no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.236, 1.237).

Segunda, 20 de agosto: Circuncisão

Se o homem tivesse guardado a lei de Deus, tal como foi dada a Adão depois da queda, preservada na arca por Noé, e observada por Abraão, não teria havido necessidade da ordenança da circuncisão. E se os descendentes de Abraão tivessem guardado a aliança, da qual a circuncisão era um sinal ou compromisso, jamais teriam eles caído na idolatria nem teria sido permitido descerem ao Egito, e tampouco teria havido necessidade de Deus proclamar Sua lei do Sinai gravando-a sobre tábuas de pedra e guardando-a por definidas instruções nos juízos e estatutos de Moisés (História da Redenção, p. 148, 149).

Por meio do paganismo, Satanás desviara por séculos os homens de Deus; mas conseguira seu grande triunfo ao perverter a fé de Israel. Contemplando e adorando suas próprias concepções, os gentios haviam perdido o conhecimento de Deus, tornando-se mais e mais corruptos. O mesmo se deu com Israel. O princípio de que o homem se pode salvar por suas próprias obras, e que jaz à base de toda religião pagã, tornara-se também o princípio da religião judaica. Implantara-o Satanás. Onde quer que seja mantido, os homens não têm barreira contra o pecado (O Desejado de Todas as Nações, p. 35, 36).

Deus não reconhece distinção alguma de nacionalidade, etnia ou classe social. É o Criador de todo homem. Todos os homens são de uma família pela criação, e todos são um pela redenção. Cristo veio para demolir toda parede de separação e abrir todos os compartimentos do templo a fim de que todos possam ter livre acesso a Deus. Seu amor é tão amplo, tão profundo, tão pleno, que penetra em toda parte. Liberta das ciladas de Satanás os que foram por ele iludidos. Põe-nos ao alcance do trono de Deus, o trono circundado do arco-íris da promessa.
Em Cristo não há nem judeu nem grego, servo nem livre. Todos são aproximados por Seu precioso sangue. (Gál. 3:28; Efés. 2:13.)
Qualquer que seja a diferença de crença religiosa, um clamor da humanidade sofredora precisa ser ouvido e atendido. Onde existirem amargos sentimentos por diferenças de religião, pode ser feito muito bem pelo serviço pessoal. O serviço amável quebrará os preconceitos e conquistará almas para Deus (Parábolas de Jesus, p. 386).

É Deus quem circuncida o coração. Toda a obra é do Senhor, de princípio ao fim. Pode dizer o pecador, a perecer: "Sou um pecador perdido; mas Cristo veio buscar e salvar o que se havia perdido. Diz Ele: 'Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores.' Mar. 2:17. Sou pecador, e Ele morreu na cruz do Calvário para me salvar. Nem um momento mais preciso ficar sem me salvar. Ele morreu e ressurgiu para minha justificação, e me salvará agora. Aceito o perdão que prometeu" (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 392).

Terça, 21 de agosto: O debate

Em ocasião anterior Pedro havia arrazoado com seus irmãos com respeito à conversão de Cornélio e seus amigos, e sua comunhão com eles. Ao relatar nessa ocasião como o Espírito Santo descera sobre os gentios declarara: "Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que a nós, quanto havemos crido no Senhor Jesus Cristo, quem era então eu, para que pudesse resistir a Deus?" Atos 11:17. Agora, com igual fervor e força, ele afirma: "E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós; e não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé. Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?" Atos 15:10. Este jugo não era a lei dos Dez Mandamentos, como afirmam alguns que se opõem aos reclamos da lei; Pedro se refere aqui à lei das cerimônias, tornada nula e vã pela crucifixão de Cristo.
A preleção de Pedro levou a assembleia ao ponto de poderem ouvir com paciência a Paulo e a Barnabé relatarem suas experiências na obra pelos gentios. "Então toda a multidão se calou e escutava a Barnabé e a Paulo, que contavam quão grandes sinais e prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios." Atos 15:12. Tiago também apresentou seu testemunho com decisão, declarando que era o propósito de Deus outorgar ao gentios os mesmos privilégios e bênçãos concedidos aos judeus (Atos dos Apóstolos, p. 193, 194).

Deus quer que os homens compreendam Suas reivindicações a seu respeito. Ele julgará todo homem que se interponha entre Seus semelhantes e seu Deus, a fim de conduzi-los a caminhos que não foram preparados para os remidos. "Conhecidas a Deus são todas as Suas obras desde o princípio do mundo." Atos 15:18, KJV. Ele ordenou que Suas obras sejam apresentadas ao mundo de modo distinto, santo e sagrado. O reino de Deus não vem com visível aparência, mas por meio da suavidade da inspiração de Sua Palavra, e por meio da operação de Seu Espírito, na alma. Sua obra, em muitos lugares do mundo, estaria agora muito mais adiantada se o homem não se houvesse interposto entre o povo e Deus, a fim de realizar um trabalho que não foi designado por Deus (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 200).

Nesta ocasião parece ter sido escolhido Tiago para anunciar a decisão tomada pelo concílio. E sua sentença foi que a lei cerimonial, e especialmente a ordenança da circuncisão, não deveriam ser impostas aos gentios, ou a eles sequer recomendadas. Tiago procurou impressionar a mente de seus irmãos com o fato de que, em se convertendo a Deus, os gentios tinham feito grande mudança em sua vida, e que se deveria usar muita cautela para não perturbá-los com assuntos embaraçantes e duvidosos de somenos importância, para que não desanimassem em seguir a Cristo.
Os conversos gentios, porém, deviam abandonar os costumes incoerentes com os princípios do cristianismo. Os apóstolos e anciãos, portanto, concordaram em instruir por carta os gentios a se absterem de carnes sacrificadas aos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue. Deviam ser instigados a guardar os mandamentos, e a levar vida santa. Deviam também estar certos de que os que declaravam ser a circuncisão obrigatória não estavam autorizados a fazê-lo em nome dos apóstolos (Atos dos Apóstolos, p. 195).

Quarta, 22 de agosto: O decreto apostólico

Quando se estabeleceram em Canaã, foi permitido aos israelitas o uso de alimento animal, mas com restrições cuidadosas, que tendiam a diminuir o mal. O uso da carne de porco era proibido, bem como de outros animais e aves e peixes cuja carne foi declarada imunda. Das carnes permitidas, era estritamente proibido comer a gordura e o sangue.
Só se podiam usar como alimento animais em boas condições. Nenhum animal despedaçado, que morrera naturalmente, ou do qual o sangue não havia sido cuidadosamente tirado, podia servir de alimento.
Afastando-se do plano divinamente indicado para seu regime, sofreram os israelitas grande prejuízo. Desejaram um regime cárneo, e colheram-lhe os resultados. Não atingiram o ideal divino quanto ao seu caráter, nem cumpriram os desígnios de Deus. O Senhor "satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar a sua alma". Sal. 106:15. Estimaram o terreno acima do espiritual, e a sagrada preeminência que Deus tinha o propósito de lhes dar não conseguiram eles obter (A Ciência do Bom Viver, p. 311, 312).

Foi associando-se com os idólatras e unindo-se às suas festas que os hebreus foram levados a transgredir a lei de Deus, e trazer Seus juízos sobre a nação. Assim, agora, é levando os seguidores de Cristo a associar-se com os ímpios e unir-se às suas diversões que Satanás é mais bem-sucedido ao induzi-los ao pecado. "Saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo." II Cor. 6:17. Deus requer hoje de Seu povo uma distinção tão grande do mundo, nos costumes, hábitos e princípios, como exigia de Israel antigamente. Se fielmente seguirem os ensinos de Sua Palavra, existirá esta distinção; não poderá ser de outra maneira. As advertências feitas aos hebreus contra o identificarem-se com os gentios, não eram mais diretas ou explícitas do que as que vedam aos cristãos adaptar-se ao espírito e costumes dos ímpios. Cristo nos fala: "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." I João 2:15. "A amizade do mundo é inimizade contra Deus"; "portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus." Tia. 4:4. Os seguidores de Cristo devem separar-se dos pecadores, procurando sua companhia apenas quando há oportunidade de fazer-lhes bem. Nunca seríamos demasiado decididos em evitar a companhia daqueles que exercem influência para desviar-nos de Deus. Ao mesmo tempo em que oramos: "Não nos deixes cair em tentação" (Mat. 6:13), devemos excluir a tentação tanto quanto possível (Patriarcas e Profetas, p. 458).

O espírito de Cristo será revelado em todos aqueles que nasceram de Deus. Rivalidades e contendas não podem ocorrer entre aqueles que são controlados por Seu Espírito. “Purificai-vos, vós que levais os utensílios do Senhor.” Isaías 52:11. A igreja dificilmente adotará padrão mais elevado do que aquele de seus pastores. Precisamos de um ministério convertido e de um povo convertido. Pastores que vigiam pelos salvos como quem deve deles dar conta, conduzirão o rebanho nos caminhos de paz e santidade. Seu sucesso nessa obra será proporcional ao próprio crescimento na graça e conhecimento da verdade. Quando os professores são santificados de corpo, alma e espírito, podem impressionar o povo com a importância de tal santificação (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 227).

Não deve haver fala incisiva, repreensões irritadas, pois anjos de Deus andam para cá e para lá, em cada recinto. Cristo gosta de louvar todo obreiro fiel, e Ele o fará. Todo ato de bondade é registrado no livro. Acontece serem cometidos pequenos erros, mas palavras de censura despertam sentimentos de vingança, e Deus é desonrado. ... Qualquer palavra proferida impensada ou imprudentemente deve ser retratada imediatamente. ... Devemos lembrar-nos de que, como cristãos que professam trabalhar unidamente, não devemos proceder como pecadores, cujas pecaminosas palavras e atos, a menos que se arrependam, os hão de condenar (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 185). 

Quinta, 23 de agosto: A carta de Jerusalém

O concílio que decidiu este caso era composto dos fundadores das igrejas cristãs judaicas e gentias. Estavam presentes anciãos de Jerusalém e delegados de Antioquia, e as igrejas mais influentes estavam representadas. O concílio não reclamou a infalibilidade de suas deliberações, mas conduziu-se de acordo com os ditames de iluminado juízo e com a dignidade de uma igreja estabelecida pela vontade divina. Viram que o próprio Deus tinha decidido a questão favorecendo os gentios com o Espírito Santo, e era-lhes deixado seguir a guia do Espírito.
Não foram convocados todos os cristãos para votarem sobre a questão. Os apóstolos e anciãos - homens de influência e bom senso - redigiram e expediram o decreto, que foi logo aceito pelas igrejas cristãs. Nem todos, entretanto, ficaram contentes com a decisão; havia uma facção de falsos irmãos que tomaram a decisão de se empenhar em uma obra de sua própria responsabilidade. Puseram-se a murmurar e criticar, propondo novos planos e procurando deitar abaixo a obra dos homens experientes a quem Deus havia mandado ensinar a doutrina de Cristo. Desde o início teve a igreja tais obstáculos a enfrentar, e há de tê-los até a consumação do tempo (História da Redenção, p. 308, 309).

Ser descortês, denunciar outros, dar expressão a juízos ásperos e severos, entreter pensamentos maus, não é resultado daquela sabedoria que vem de cima. ... A linguagem do cristão tem de ser mansa e circunspecta, pois sua santa fé dele requer que represente Cristo ao mundo. Todos os que permanecem em Cristo manifestarão a bondosa e perdoadora cortesia que caracterizava Sua vida. Suas obras serão obras de piedade, equidade e pureza. Possuirão sabedoria humilde, e porão em exercício o dom da graça de Jesus. 
"A paz de Deus... domine em vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração." Col. 3:15 e 16. Era esta a prática de Cristo. Era muitas vezes assaltado pela tentação, mas em vez de ceder ou sentir-se provocado, cantava louvores a Deus. Com cânticos espirituais detinha Ele a fluente fala dos que estavam sendo usados por Satanás para criar discórdia. ...
Os que amam a Deus, quando são tentados cantem os louvores de seu Criador, em vez de pronunciar palavras de acusação ou crítica. O Senhor abençoará os que assim procuram promover a paz. Confiai em Deus. Sede cuidadosos para não dardes ao inimigo vantagem alguma, mediante palavras desavisadas. Conservai-vos olhando para Jesus. É Ele vossa força. ...
Sede tão atenciosos, tão ternos, tão compassivos, que a atmosfera que vos circunda seja como perfumada pela bênção de Deus (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 181). 

O Senhor ajudará a cada um de nós onde mais necessitarmos na grande obra de vencer e sujeitar o próprio eu. Esteja em vossos lábios a lei da bondade, e o óleo da graça em vosso coração. Isto produzirá maravilhosos resultados. Sereis brandos, cheios de simpatia, corteses. Necessitais de todas essas graças. Importa que o Espírito Santo seja recebido e introduzido em vosso caráter; então, Ele será qual fogo sagrado, produzindo incenso que ascenderá a Deus, não de lábios que condenam, mas como um restaurador dos homens. Vossa fisionomia refletirá a imagem do divino. ... Deus requer que toda pessoa a Seu serviço acenda seus incensários com brasas do fogo sagrado. As palavras profanas, severas, ásperas que tão prontamente brotam de vossos lábios, precisam ser reprimidas, e o Espírito de Deus falará por meio do instrumento humano. Contemplando o caráter de Cristo vos transformareis à Sua semelhança. Unicamente a graça de Cristo vos pode mudar o coração, e então refletireis a imagem do Senhor Jesus. Deus nos chama a sermos semelhantes a Ele - puros, santos, incontaminados. Cumpre-nos apresentar a imagem do divino (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956/2005], p. 102). 

Sexta, 24 de agosto: Estudo adicional

Este Dia com Deus [MM 1980], "Cristãos Guiados pelo Espírito", p. 325.



Os trechos em destaque foram extraídos dos originais, mas estão ausentes na compilação do comentário.

sábado, 11 de agosto de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 7 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste; e, por meio Dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés” (At 13:38, 39).

Sábado à tarde, 11 de agosto

Seus trabalhos foram mais abundantes do que de qualquer dos discípulos, seus açoites acima da medida. Foi espancado com varas, apedrejado, sofreu naufrágios, esteve à morte muitas vezes. Esteve em perigo por terra e mar, na cidade e no deserto, em perigos de ladrões, em perigos dos de sua nação. Prosseguiu em sua missão sob contínuas enfermidades, em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em frio e nudez. ... Quando interrogado pelo sanguinário Nero, ninguém estava a seu lado. ...
Mas porventura dedicou Paulo seu precioso tempo a relatar os ofensivos abusos que sofrera? Não, ele desviou a atenção, de si mesmo para Jesus. Não vivia para sua própria felicidade, entretanto era feliz. ... "Transbordante de gozo em todas as nossas tribulações." II Cor. 7:4. [...]
Paulo era vivo exemplo do que deve ser todo cristão verdadeiro. Vivia para glória de Deus. ... "Para mim o viver é Cristo" (Filip. 1:21; Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 361).

Grande parte do assim chamado cristianismo transmite uma fidelidade benigna, mas é dessa forma pois aqueles que o professam não têm de enfrentar perseguição por amor à verdade. Quando chegar o tempo em que a lei de Deus for invalidada e a igreja for peneirada pelas provas ardentes que provarão a todos os que vivem sobre a Terra, uma grande proporção daqueles que supostamente são genuínos cristãos dará ouvidos a espíritos enganadores e se tornarão infiéis, traindo sagrados legados. Eles se demonstrarão nossos piores perseguidores. “Dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (At 20:30); e muitos darão ouvidos a espíritos enganadores.
Aqueles que têm subsistido da carne e do sangue do Filho de Deus - Sua Santa Palavra — serão fortalecidos, arraigados e fundamentados na fé. Verão crescentes evidências da razão pela qual devem prezar a Palavra de Deus e obedecê-la. Com Davi, dirão: “Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a Tua lei está sendo violada. Amo os Teus mandamentos mais do que o ouro, mais do que o ouro refinado” (SI 119:126, 127). Enquanto outros os consideram como escória, eles se levantarão para defender a fé. Todos os que procurarem sua conveniência, seu prazer, seu benefício, não suportarão a prova (RH, 08/06/1897; Comentário de Ellen White, no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.184).

A todos os povos e nações e tribos e línguas deve a verdade ser proclamada. Chegou o tempo de ser feito muito trabalho intensivo nas cidades e em todos os campos negligenciados e não trabalhados. 
Requer-se agora trabalho diligente. Nesta crise, nenhum esforço incompleto será bem-sucedido. Em todo o nosso trabalho nas cidades, devemos sair em busca de almas. Planos sábios têm que ser ideados, a fim de que esse trabalho seja feito com o melhor proveito possível. [...]
Oh! Como me parece ouvir a voz dia e noite: "Avançai; acrescentai novo território; penetrai em novos campos com a tenda, e dai ao mundo a derradeira mensagem de advertência. Não há tempo para perder. Deixai Meu memorial em cada lugar aonde fordes. Meu Espírito irá adiante de vós, e a glória do Senhor será vossa retaguarda" (Evangelismo, p. 59, 61).

Domingo, 12 de agosto: Salamina e Pafos

A igreja cristã estava a esse tempo entrando numa fase importante. A obra de proclamar a mensagem evangélica entre os gentios devia agora prosseguir com vigor; e, em resultado, a igreja se havia de fortalecer por uma grande colheita de almas. Os apóstolos que tinham sido designados para dirigir essa obra, estariam expostos a suspeitas, preconceitos e ciúmes. Seus ensinos a respeito da demolição da "parede de separação que estava no meio" (Efés. 2:14), a qual por tanto tempo separara o mundo judaico do gentílico, haviam naturalmente de acarretar-lhes a acusação de heresia; e sua autoridade como ministros do evangelho seria posta em dúvida por muitos judeus zelosos e crentes. Deus previu as dificuldades que Seus servos seriam chamados a enfrentar; e para que Sua obra estivesse acima de acusação, instruiu a igreja, mediante revelação, a separá-los publicamente para a obra do ministério. Sua ordenação era um reconhecimento público de sua divina designação para levar aos gentios as boas novas do evangelho (Atos dos Apóstolos, p. 161).

Não é sem luta que Satanás permite ser o reino de Deus estabelecido na Terra. As forças do mal estão empenhadas em incessante luta contra os instrumentos indicados para disseminar o evangelho; e esses poderes das trevas são especialmente ativos quando a verdade é proclamada diante de homens de reputação e genuína integridade. Assim foi quando Sérgio Paulo, o procônsul de Chipre, estava ouvindo a mensagem do evangelho. O procônsul tinha solicitado a presença dos apóstolos, para ser instruído na mensagem que possuíam; e agora as forças do mal, operando por intermédio de Elimas, o encantador, procuravam com malignas sugestões desviá-lo da fé, e impedir assim o propósito de Deus. [...]
O mágico tinha cerrado os olhos às evidências da verdade evangélica, e o Senhor, em justa indignação, fez que seus olhos naturais se fechassem, deles excluindo a luz do dia. Esta cegueira não foi permanente, mas apenas por certo período, a fim de que fosse advertido e se arrependesse, buscando o perdão de Deus a quem tão gravemente ofendera. A confusão em que assim foi lançado, tornou de nenhum efeito suas artes sutis contra a doutrina de Cristo. O fato de ter ele de andar apalpando, em sua cegueira, provou a todos que os milagres que os apóstolos haviam realizado, e que Elimas acusara de serem prestidigitações, haviam sido operados pelo poder de Deus. O procônsul, convencido da verdade da doutrina ensinada pelos apóstolos, aceitou o evangelho (Atos dos Apóstolos, p. 167, 168).

Deus me instruiu a dizer-vos e a todo o Seu povo que deveis ser muito cuidadosos para não resistir à atuação do Espírito Santo - o Consolador enviado por Cristo - temendo dar o primeiro passo presunçoso de resistência. Quando Cristo falou aos discípulos a respeito do Espírito Santo, procurou elevar-lhes os pensamentos e ampliar suas expectativas a fim de que se apossassem da mais alta concepção de excelência. Procuremos entender Suas palavras. Procuremos apreciar o valor do maravilhoso dom que Ele nos concedeu. Busquemos a plenitude do Espírito Santo (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 269).

Segunda, 13 de agosto: Antioquia da Pisídia: Parte 1

O próprio Salvador, durante o Seu ministério terrestre, predisse a disseminação do evangelho entre os gentios. Na parábola da vinha Ele declarou aos impenitentes judeus: "O reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos." Mat. 21:43. E depois de Sua ressurreição Ele comissionou os discípulos para irem "por todo o mundo" (Mat. 28:19), a ensinar "todas as nações". Não deviam deixar de advertir a ninguém, mas deviam pregar "o evangelho a toda a criatura". Mar. 16:15.
Voltando-se para os gentios em Antioquia da Pisídia, Paulo e Barnabé não deixaram de trabalhar pelos judeus de outras partes, onde quer que a oportunidade lhes deparasse ouvintes. Posteriormente, em Tessalônica, em Corinto, em Éfeso e em outros importantes centros, Paulo e seus companheiros de trabalho pregaram o evangelho tanto a judeus como a gentios. Mas suas maiores energias eram daí por diante dirigidas no sentido de estabelecer o reino de Deus em território gentílico, entre povos que tinham pouco ou nenhum conhecimento do verdadeiro Deus e de Seu Filho (Atos dos Apóstolos, p. 174, 175).

Quando o cristão está na expectativa de deveres e severas provações que ele espera que lhe sobrevenham, devido a sua profissão de fé cristã, é humano e natural pensar nas consequências e esquivar-se às perspectivas, e isto será decididamente assim ao nos aproximarmos do fim da história terrestre. Podemos ser animados pela veracidade da Palavra de Deus, por Cristo nunca haver abandonado Seus filhos como o seu seguro Dirigente na hora de sua provação; pois temos o relato verídico dos que estiveram sob os poderes opressivos de Satanás, de que Sua graça corresponde a seus dias. Deus é fiel, e não permitirá que sejamos tentados além das nossas forças. ... 
[...] [O crente] não deve estar fazendo amplas provisões para si mesmo para proteger-se contra a provação, pois ele é somente o instrumento de Deus e deve avançar com um só propósito, guarnecendo dia a dia sua mente e alma, para que não sacrifique um só princípio de sua integridade, mas não faça afirmações jactanciosas e ameaças, nem diga o que irá fazer ou deixar de fazer. Pois não sabe o que irá fazer até que seja provado (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 398, 399).

Conquanto o pecador não possa salvar-se a si próprio, tem algo que fazer para conseguir a salvação. "O que vem a Mim", disse Cristo, "de maneira nenhuma o lançarei fora." João 6:37. Mas devemos ir a Ele; e, quando nos arrependemos de nossos pecados, devemos crer que Ele nos aceita e perdoa. A fé é dom de Deus, mas a faculdade de exercê-la é nossa. A fé é a mão pela qual a alma se apodera das ofertas divinas de graça e misericórdia.
Nada além da justiça de Cristo pode dar-nos direito às bênçãos do concerto da graça. Muitos há que durante longo tempo têm desejado e procurado obter essas bênçãos, mas não as têm recebido, porque têm acariciado a ideia de que podiam fazer algo para se tornarem dignos das mesmas. Eles não têm olhado fora de si, e crido que Jesus é um Salvador inteiramente capaz. Não devemos crer que nossos próprios méritos nos salvarão; Cristo é a nossa única esperança de salvação. "Debaixo do Céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4:12; Patriarcas e Profetas, p. 431).

Terça, 14 de agosto: Antioquia da Pisídia: Parte 2

Reiteradas vezes me tem sido apresentado o perigo de nutrir, como um povo, falsas ideias da justificação pela fé. Durante anos tem-me sido mostrado que Satanás trabalharia de maneira especial para confundir a mente quanto a esse ponto. Tem-se alongado sobre a lei de Deus e ela tem sido apresentada às congregações quase de modo tão destituído do conhecimento de Jesus Cristo e de Sua relação para com a lei como a oferta de Caim. Foi-me mostrado que muitos se conservam longe da fé devido às ideias embaralhadas e confusas acerca da salvação, e porque os pastores têm trabalhado de maneira errônea para alcançar os corações. O ponto que durante anos tem sido recomendado com insistência à minha mente é a justiça imputada de Cristo. Tenho estranhado que este assunto não se tenha tornado o tema de sermões em nossas igrejas em todas as partes do país, sendo que tão constantemente é realçado perante mim e eu o tenho tornado o assunto de quase todo sermão e palestra que hei proferido para o povo (Fé e Obras, p. 18).

Semelhantemente às novas do nascimento do Salvador, a mensagem do segundo advento não foi confiada aos dirigentes religiosos do povo. Eles não haviam preservado sua união com Deus, recusando a luz do Céu; não eram, portanto, do número descrito pelo apóstolo Paulo: "Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas." I Tess. 5:4 e 5. [...]
Os vigias sobre os muros de Sião deveriam ter sido os primeiros a aprender as novas do advento do Salvador, os primeiros a alçar a voz para proclamar achar-Se Ele perto, os primeiros a advertir o povo a fim de que se preparasse para a Sua vinda. Entregavam-se, porém, ao comodismo, sonhando em paz e segurança, enquanto o povo dormia em seus pecados. Jesus viu a Sua igreja, semelhando a figueira estéril, coberta de pretensiosas folhas e no entanto destituída do precioso fruto. Notava-se alardeada observância das formas da religião, enquanto faltava o espírito da verdadeira humildade, arrependimento e fé - o que unicamente poderia tornar aceitável o culto a Deus. Em vez das graças do Espírito, havia manifesto orgulho, formalismo, vanglória, egoísmo, opressão. Uma igreja apóstata fechava os olhos aos sinais dos tempos. Deus não a abandonou, nem permitiu que Sua fidelidade lhe faltasse; dEle, porém, afastara-se, e separara-se de Seu amor. Recusando-se ela a satisfazer às condições, Suas promessas não foram para com ela cumpridas.
Esse é o resultado certo de não apreciar nem aproveitar a luz e privilégios que Deus confere. A menos que a igreja siga o caminho que lhe abre a Providência, aceitando todo raio de luz, cumprindo todo dever que lhe seja revelado, a religião fatalmente degenerará em formalismo, e desaparecerá o espírito da piedade vital. Esta verdade tem sido repetidas vezes ilustrada na história da igreja. Deus requer de Seu povo obras de fé e obediência correspondentes às bênçãos e privilégios conferidos. A obediência exige sacrifício e implica uma cruz; e este é o motivo por que tantos dentre os professos seguidores de Cristo se recusam a receber a luz do Céu e, como aconteceu com os judeus de outrora, não conhecem o tempo de Sua visitação (Luc. 19:44). Por causa de seu orgulho e incredulidade, o Senhor os passa por alto, e revela Sua verdade aos que, à semelhança dos pastores de Belém e dos magos do Oriente, têm prestado atenção a toda a luz que receberam (O Grande Conflito, p. 315, 316).

Como a mensagem do evangelho se espalhasse na Pisídia, judeus incrédulos de Antioquia, em seu cego preconceito, "incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram" (Atos 13:50) fora daquele distrito.
Os apóstolos não ficaram desencorajados por este tratamento; lembraram-se das palavras de seu Mestre: "Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por Minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos Céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós." Mat. 5:11 e 12.
A mensagem do evangelho estava avançando, e os apóstolos tinham todo o motivo de sentir-se encorajados. Suas atividades entre os de Antioquia da Pisídia, tinham sido ricamente abençoadas, e os crentes a quem tinham deixado a conduzir a obra sozinhos por algum tempo, "estavam cheios de alegria e do Espírito Santo" (Atos 13:52; Atos dos Apóstolos, p. 176).

Quarta, 15 de agosto: Icônio

De Antioquia da Pisídia, Paulo e Barnabé foram para Icônio. Neste lugar, como em Antioquia, começaram suas atividades na sinagoga de seu próprio povo. Tiveram assinalado sucesso; "creu uma grande multidão, não só de judeus mas de gregos". Mas em Icônio, como em outros lugares onde os apóstolos trabalharam, "os judeus incrédulos incitaram e irritaram, contra os irmãos, os ânimos dos gentios". Atos 14:1 e 2.
Os apóstolos, entretanto, não recuaram de sua missão; pois muitos estavam aceitando o evangelho de Cristo. Enfrentando a oposição, inveja e preconceito foram eles avante com sua obra, "falando ousadamente acerca do Senhor"; e Deus "dava testemunho à palavra de Sua graça, permitindo que por suas mãos se fizessem sinais e prodígios". Atos 14:3. Essas evidências da aprovação divina tinham poderosa influência sobre aqueles cuja mente estava aberta à convicção, e multiplicavam-se os conversos ao evangelho. 
A crescente popularidade da mensagem apresentada pelos apóstolos encheu de inveja e ódio os judeus incrédulos e eles determinaram fazer cessar de uma vez os trabalhos de Paulo e Barnabé. Por meio de relatos falsos e exagerados, levaram as autoridades a temer que toda a cidade estivesse em perigo de ser incitada a uma insurreição. Declararam que grande número se estava aliando aos apóstolos, e sugeriram que havia nisto desígnios secretos e perigosos (Atos dos Apóstolos, p. 177, 178).

Paulo era um apóstolo inspirado, contudo o Senhor não lhe revelava em todos os tempos a condição exata de Seu povo. Os que estavam interessados na prosperidade da igreja e que tinham visto males nela penetrando apresentaram o assunto perante ele, e, pela luz que recebera anteriormente, achava-se preparado para julgar o verdadeiro caráter desses desenvolvimentos. Conquanto o Senhor não lhe houvesse dado uma nova revelação para esse tempo especial, os que estavam realmente em busca de luz não rejeitaram sua mensagem como se fosse apenas uma carta comum. Não mesmo. O Senhor lhe mostrara as dificuldades e os perigos que surgiriam nas igrejas, para que quando se manifestassem ele soubesse exatamente como enfrentá-los (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 55). 

Deus põe Seu amor no povo eleito que vive entre os homens. Esses são o povo a quem Cristo redimiu a preço do próprio sangue; e como eles correspondem a atração de Cristo mediante a soberana misericórdia de Deus, são eleitos para ser salvos como Seus filhos obedientes. Manifesta-se neles a abundante graça de Deus, o amor com que os amara. Todo aquele que se humilhar como uma criancinha, que receber a Palavra de Deus e a ela obedecer com a simplicidade de uma criança, achar-se-á entre os eleitos de Deus (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 75).

Nos concílios do Céu, foi feita provisão para que o homem, embora transgressor, não perecesse na sua desobediência mas, pela fé em Cristo como seu substituto e segurança, pudesse tornar-se eleito de Deus, predestinado para a adoção de filho por Jesus e para Ele segundo a Sua vontade. Deus deseja que todos se salvem; para isso foi feita ampla provisão ao dar Seu Filho unigênito para pagar o resgate do homem. Os que se perderem, perecerão porque se recusaram ser adotados como filhos de Deus mediante Cristo Jesus (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 157).

Quinta, 16 de agosto: Listra e Derbe

Acompanhado de Barnabé, foi ele para outras cidades, pregando a Jesus e operando milagres, e muitos eram convertidos. Havendo sido curado um homem que sempre fora coxo, a população que era adoradora de ídolos estava prestes a queimar sacrifícios em honra dos discípulos. Paulo sentiu-se mortificado, e disse que ele e seu companheiro eram apenas homens, e que unicamente o Deus que fizera o céu e a Terra, o mar e tudo que neles há, devia ser adorado. Assim Paulo exaltou a Deus perante o povo; mas não lhe foi fácil contê-los. A primeira concepção de fé no verdadeiro Deus, e de adoração e honra a Ele devida, estava sendo formada em suas mentes; e ao passo que ouviam a Paulo, Satanás estava instigando os judeus incrédulos de outras cidades a irem após Paulo e destruírem a boa obra realizada por meio dele. Esses judeus inflamaram o espírito dos idólatras mediante falsos relatos sobre Paulo. A estima e admiração do povo agora transmudou-se em ódio, e os que pouco antes estavam prontos a adorar os discípulos, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, supondo que estivesse morto. Mas rodeando-o os discípulos, e chorando por ele, Paulo, para alegria e satisfação deles, levantou-se e entrou com eles na cidade (Primeiros Escritos, p. 203).

Conquanto possuísse altos dotes intelectuais, a vida de Paulo revelava o poder de uma sabedoria mais rara. Princípios do mais profundo alcance, princípios a respeito dos quais os maiores espíritos do seu tempo eram ignorantes, desdobravam-se em seus ensinos e exemplificavam-se em sua vida. Ele possuía a maior de todas as sabedorias - a que proporciona prontidão para discernir e simpatia de coração, e que põe o homem em contato com os homens, e o habilita a suscitar sua melhor natureza e inspirá-los a uma vida mais elevada.
Escute-lhe as palavras diante dos pagãos de Listra, quando ele os dirige a Deus, revelado na natureza, fonte de todo o bem, "dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria o vosso coração" (Atos 14:17; Educação, p. 66).

Paulo não esquecia as igrejas que havia estabelecido. Depois de fazerem uma viagem missionária, Paulo e Barnabé repassavam seu caminho, visitavam as igrejas que haviam estabelecido, escolhendo delas homens a quem pudessem preparar a fim de se unirem na proclamação do evangelho.
Este aspecto da obra de Paulo contém uma importante lição para os ministros de hoje. O apóstolo constituiu como parte de seu trabalho educar jovens para o encargo do ministério. Levava-os consigo em suas viagens missionárias e assim adquiriam experiência que mais tarde os habilitava a ocupar posições de responsabilidade. Separado deles, conservava-se ainda em contato com o trabalho deles, e suas cartas a Timóteo e a Tito são provas de quão profundo era o seu desejo pelo êxito deles.
Os experimentados obreiros de hoje fazem nobre obra quando, em vez de procurarem levar todos os encargos sozinhos, adestram obreiros mais jovens e colocam responsabilidades sobre seus ombros.
Paulo jamais esqueceu a responsabilidade que repousava sobre ele como ministro de Cristo, nem que, se almas se perdessem por infidelidade de sua parte, Deus o faria responsável (Atos dos Apóstolos, p. 368). 

Sexta, 17 de agosto: Estudo adicional

Fé e Obras, "Falar de Fé, Viver e Agir Pela Fé", p. 78.



Os trechos em destaque foram extraídos dos originais, mas estão ausentes na compilação do comentário.