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sábado, 17 de novembro de 2018

4º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 8 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do Céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (At 4:12).

Sábado à tarde, 17 de novembro

Raramente encontramos duas pessoas exatamente iguais. Entre os seres humanos, da mesma maneira que entre as coisas do mundo natural, há diversidade. A unidade na diversidade entre os filhos de Deus - a manifestação de amor e longanimidade a despeito da diferença de disposição - eis o testemunho de que Deus enviou Seu Filho ao mundo para salvar os pecadores. 
A unidade que existe entre Cristo e Seus discípulos não destrói a personalidade nem de um nem de outro. No espírito, no desígnio, no caráter, eles são um, porém não em pessoa. Participando do Espírito de Deus, conformando-se com a lei do Senhor, o homem se torna participante da natureza divina. Cristo leva Seus discípulos a viva união com Ele e com o Pai. Pela atuação do Espírito Santo na mente humana, o homem se torna perfeito em Cristo. A unidade com Cristo estabelece um vínculo de unidade uns com os outros. Essa unidade é a mais convincente prova para o mundo quanto à majestade e a virtude de Cristo, e ao Seu poder de tirar o pecado (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956, 2005], p. 286). 

A unidade do povo escolhido de Deus tem sido terrivelmente abalada. Deus apresenta um remédio. Esse remédio não é uma influência entre muitas influências, e no mesmo nível delas; é uma influência acima de todas as demais sobre a face da Terra, uma influência neutralizante, enaltecedora e enobrecedora. Os que trabalham com o evangelho devem ser elevados e santificados; pois estão lidando com os princípios de Deus. Atrelados a Cristo, são cooperadores de Deus. Assim deseja o Senhor unir Seus seguidores uns aos outros, para que possam ser uma força para o bem, realizando cada qual a sua parte, não obstante nutrirem todos os sagrados princípios de dependência da Cabeça (Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 242).

Domingo, 18 de novembro: Salvação em Jesus

Cristo veio a este mundo para nos mostrar o que Deus pode fazer e o que nós podemos fazer em cooperação com Deus. Em carne humana, Ele foi ao deserto para ser tentado pelo inimigo. Ele sabe o que é ter fome e sede. Conhece as fraquezas e enfermidades da carne. Foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança.
Nosso resgate foi pago por nosso Salvador. Ninguém precisa ser escravizado por Satanás. Cristo Se encontra diante de nós como nosso divino exemplo, nosso todo-poderoso ajuda- dor. Fomos comprados com um preço que é impossível calcular. Quem pode medir a bondade e a misericórdia do amor redentor? (Ms 76, 1903); Comentários de Ellen G. White, no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.195).

Aquele que deseja tornar-se filho de Deus tem de receber a verdade de que o arrependimento e o perdão devem ser obtidos por meio de nada menos que a expiação de Cristo. Certo disto, o pecador tem de fazer um esforço em harmonia com a obra feita em seu favor, e com súplicas incansáveis recorrer ao trono da graça, para que o poder renovador de Deus possa vir a sua alma. Cristo não perdoa a ninguém senão ao penitente, mas àquele a quem Ele perdoa, primeiro faz penitente. A providência tomada é completa, e a eterna justiça de Cristo é colocada ao crédito de toda alma crente (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 393, 394). 

Estamos agora no campo do conflito. ...
Seja a Palavra de Deus o nosso estudo. ...
A todos quantos creem nEle, Cristo dá o poder de serem feitos filhos de Deus. Os que são assim denominados membros da família real viverão para Aquele que é a propiciação pelos seus pecados. Ao prosseguirem em conhecer a verdade, seus pés são firmados sobre o firme fundamento. Nem inundações nem tempestades poderão remover seu fundamento (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 278).

Cristo, nosso Salvador, em quem habita absoluta perfeição, tornou-Se pecado para a raça caída. Ele não conhecia o pecado pela experiência de pecar, mas suportou o terrível peso da culpa do mundo inteiro. Tornou-Se nossa propiciação para que todos que O recebam possam tornar-Se filhos de Deus. A cruz foi erguida para salvar o homem. Cristo erguido sobre a cruz foi o meio planejado no Céu para despertar no pecador arrependido um senso da malignidade do pecado. Pela cruz, Cristo buscou atrair todos a Si mesmo. Ele morreu como a única esperança de salvar aqueles que, devido ao pecado, estavam no fel da amargura. Mediante a atuação do Espírito Santo, um novo princípio de poder mental e espiritual deveria ser trazido ao homem que, mediante associação com a divindade, deveria tornar-Se um com Deus (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 205).

Que tema de meditação, o sacrifício feito por Jesus pelos pecadores perdidos! “Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados.” Isaías 53:5. Como estimaremos as bênçãos assim postas ao nosso alcance? Poderia Jesus haver sofrido mais? Poderia haver comprado para nós mais ricas bênçãos? Não deveria enternecer o coração mais duro, o lembrar-nos de que, por amor de nós, Ele deixou a glória e a felicidade do Céu, e sofreu pobreza e vergonha, cruel aflição e morte terrível? Não nos houvesse Ele aberto, por Sua morte e ressurreição, a porta da esperança, e não conheceríamos senão os horrores das trevas e as misérias do desespero. Em nosso estado atual, favorecidos e abençoados como somos, não podemos calcular de que profundidade fomos salvos. Não nos é possível medir quão mais profundas seriam nossas aflições, quão maiores nossas misérias, não nos houvesse Jesus rodeado com Seu braço humano de simpatia e amor, e nos erguido (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 316).

Segunda, 19 de novembro: A segunda vinda de Cristo

A promessa da segunda vinda de Cristo devia conservar-se sempre viva na mente de Seus discípulos. O mesmo Jesus, a quem viram subir ao Céu, viria outra vez, para receber aos que na Terra se entregam a Seu serviço. A mesma voz que lhes disse: "Estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mat. 28:20), dar-lhes-ia as boas-vindas a Sua presença no reino celestial. [...]
A todos os que O têm amado e esperado por Ele, Ele coroará com honra, glória e imortalidade. Os justos mortos ressurgirão de suas sepulturas, e os que estiverem vivos serão arrebatados com eles para encontrar o Senhor nos ares. Eles ouvirão a voz de Jesus, mais suave que qualquer música jamais ouvida por ouvido mortal, dizendo-lhes: Vossas lutas estão terminadas. "Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mat. 25:34; Atos dos Apóstolos, p. 33, 34).

Jesus virá como ascendeu para o Céu, apenas com novo esplendor. Virá com a glória de Seu Pai, e todos os santos anjos com Ele, a escoltá-Lo em Seu trajeto. Em vez da cruel coroa de espinhos para Lhe ferir as fontes santas, adorna-Lhe a sagrada fronte uma coroa de glória ofuscante. ... Ele não trajará uma simples túnica sem costuras, porém uma veste mais alva do que a neve - de brilho deslumbrante.
Jesus vem! Mas não para reinar como um príncipe temporal. Ele ressuscitará os justos mortos, transformará os santos vivos em gloriosa imortalidade e, com os santos toma o reino debaixo de todo o céu (A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 348).

Cristo virá com poder e grande glória. Virá revestido de Sua própria glória, e da glória do Pai. E os santos anjos O assistem no Seu trajeto. Enquanto todo o mundo está imerso em trevas, haverá luz em toda habitação dos santos. Eles surpreenderão a primeira luz de Seu segundo aparecimento. A luz imaculada irromperá do Seu esplendor, e Cristo o Redentor será admirado por todos os que O têm servido. Enquanto os ímpios fogem, os seguidores de Cristo regozijam-se em Sua presença.
É então que o redimido dentre os homens receberá sua prometida herança. Assim o propósito de Deus para Israel encontrará literal cumprimento. Aquilo que Deus propõe, o homem é impotente para anular. Mesmo em meio à operação do mal, o propósito de Deus tem prosseguido firmemente em direção do seu cumprimento. Foi assim com a casa de Israel através da história da monarquia dividida; assim é com o Israel espiritual de hoje (Profetas e Reis, p. 720).

A vinda do Senhor tem sido em todos os séculos a esperança de Seus verdadeiros seguidores. A última promessa do Salvador no Monte das Oliveiras, de que Ele viria outra vez, iluminou o futuro a Seus discípulos, encheu-lhes o coração de alegria e esperança que as tristezas não poderiam apagar nem as provações empanar. Em meio de sofrimento e perseguição, "o aparecimento do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo" foi a "bem-aventurada esperança" (O Grande Conflito, p. 302).  

Terça, 20 de novembro: Ministério de Jesus no santuário celestial

Jesus é nosso Advogado, nosso Sumo Sacerdote, nosso Intercessor. Nossa posição é semelhante à dos israelitas no Dia da Expiação. Quando o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo, representando o local em que nosso Sumo Sacerdote agora está pleiteando, e aspergia o sangue expiatório sobre o propiciatório, não eram oferecidos sacrifícios expiatórios no lado de fora. Enquanto o sacerdote estava intercedendo com Deus, todo coração devia curvar-se em contrição, implorando o perdão da transgressão. 
O tipo encontrou o antítipo na morte de Cristo, o Cordeiro morto pelos pecados do mundo. Nosso grande Sumo Sacerdote fez o único sacrifício que tem algum valor em nossa salvação. Quando Ele Se ofereceu na cruz, foi feita uma expiação perfeita pelos pecados das pessoas. Encontramo-nos agora no pátio exterior, aguardando a bendita esperança, o glorioso aparecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Não devem ser oferecidos sacrifícios no lado de fora, pois o grande Sumo Sacerdote está realizando Sua obra no Lugar Santíssimo. Em Sua intercessão como nosso advogado, Cristo não necessita da virtude nem da intercessão de homem algum. Ele é o único Portador do pecado e a única Oferta pelo pecado. A oração e a confissão só devem ser feitas Àquele que entrou uma vez por todas no Lugar Santíssimo. Ele salvará totalmente todos os que vão ter com Ele pela fé. Vive sempre para interceder por nós. ...
O mais poderoso intelecto criado não pode compreender a Deus; as palavras da língua mais eloquente não conseguem descrevê-Lo. ... Os homens só têm um Advogado, um Intercessor que é capaz de perdoar a transgressão. Não há de o nosso coração encher-se de gratidão Àquele que deu Jesus para ser a propiciação pelos nossos pecados? Pensai profundamente no amor que o Pai manifestou em nosso favor, o amor que Ele expressou. Não podemos medir esse amor; pois não tem medição. Podemos medir o Infinito? Só podemos apontar para o Calvário, ao Cordeiro morto desde a fundação do mundo (Exaltai-O [MM 1992], p. 370).

Podemos regozijar-nos na esperança. Nosso Advogado está no santuário celestial, intercedendo em nosso favor. Temos perdão e paz por Seus méritos. Ele morreu a fim de que pudesse lavar nossos pecados, revestir-nos de Sua justiça, e habilitar-nos para o convívio celeste, onde podemos habitar para sempre na luz. [...] quando Satanás quiser encher-lhe a mente de desânimo, sombras e dúvidas, resista-lhe às sugestões. Fale a ele do sangue de Jesus que purifica de todo pecado. Você não pode salvar-se do poder do tentador; porém ele treme e foge quando os méritos daquele precioso sangue são alegados. Não aceitará você então com reconhecimento as bênçãos concedidas por Jesus? Não tomará o cálice da salvação que Ele apresenta, e invocará o nome do Senhor? [...] Ele observa com o mais intenso interesse seu progresso no caminho celeste; vê seus diligentes esforços; nota suas quedas e reerguimentos, suas esperanças e seus temores, os conflitos e as vitórias (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 316, 317).

Com a fé de uma criancinha, devemos chegar a nosso Pai celestial, expondo a Ele todas as nossas necessidades. Ele está sempre pronto a perdoar e ajudar. O suprimento de sabedoria divina é inesgotável, e o Senhor nos anima a dele sacar amplamente. O anseio que devemos ter de bênçãos espirituais, é descrito nas palavras: "Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por Ti, ó Deus!" Sal. 42:1. Necessitamos de mais profunda fome de alma pelos ricos dons que o Céu tem para conceder. Devemos ter fome e sede de justiça.
Oh, se nos possuíssemos de um desejo consumidor de conhecer a Deus por um conhecimento experimental, de penetrarmos na câmara de audiência do Altíssimo, estendendo a mão da fé, e lançando nossa vida desamparada sobre Aquele que é poderoso para salvar! Sua amorável benignidade é melhor que a vida! (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956, 2005], p. 121).

Quarta, 21 de novembro: O sábado

Por haver o sábado sido feito para o homem, é o dia do Senhor. Pertence a Cristo. Pois "todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez". João 1:3. Uma vez que Ele fez todas as coisas, fez também o sábado. Este foi por Ele posto à parte como lembrança da criação. Mostra-O como Criador tanto como Santificador. Declara que Aquele que criou todas as coisas no Céu e na Terra, e por quem todas as coisas se mantêm unidas, é a cabeça da igreja, e que por Seu poder somos reconciliados com Deus. Pois, falando de Israel, disse: "Também lhes dei os Meus sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica" (Ezeq. 20:12) - os torna santos. Portanto, o sábado é um sinal do poder de Cristo para nos fazer santos. E é dado a todos quantos Cristo santifica. Como sinal de Seu poder santificador, o sábado é dado a todos quantos, por meio de Cristo, se tornam parte do Israel de Deus (O Desejado de Todas as Nações, p. 288).

O sábado, especialmente, foi dado para benefício do homem e para honra de Deus. [...]
O sábado devia ser um sinal entre Deus e Seu povo, para sempre. Dessa maneira devia ser um sinal - Todos os que observassem o sábado, mostrariam por tal observância serem adoradores do Deus vivo, Criador dos céus e da Terra. O sábado devia ser um sinal entre Deus e Seu povo, enquanto Ele tivesse um povo sobre a Terra para servi-Lo (História da Redenção, p. 141, 142).

Em si mesmo o encanto da natureza desvia a mente, do pecado e das atrações mundanas, para a pureza, para a paz e para Deus. Em si mesmo o encanto da natureza desvia a mente, do pecado e das atrações mundanas, para a pureza, para a paz e para Deus. Muito frequentemente se enche a mente dos estudantes de teorias e especulações humanas, falsamente chamadas Ciência e Filosofia. Devem eles ser postos em íntimo contato com a natureza. Aprendam que a criação e o cristianismo têm um único Deus. Sejam ensinados a ver a harmonia do natural com o espiritual. Tudo quanto os seus olhos contemplam ou as mãos manuseiam lhes sirva de ensino na formação do caráter. Desta maneira as faculdades mentais são fortalecidas, desenvolvido o caráter e toda a vida enobrecida.
O propósito de Cristo no ensino por parábolas e o propósito do sábado são o mesmo. Deus deu aos homens o memorial de Seu poder criador para que O discernissem nas obras de Suas mãos. O sábado convida-nos a contemplar, nas obras criadas, a glória do Criador. Por desejar Jesus que assim fizéssemos, foi que envolveu as Suas preciosas lições com a beleza das coisas naturais. Mais do que em qualquer outro dia, devemos, no santo dia de descanso, estudar as mensagens que Deus para nós escreveu na natureza. Devemos estudar as parábolas do Salvador onde Ele as pronunciou, nos campos e prados, sob céu aberto, entre a relva e as flores. À medida que penetramos no seio da natureza, Cristo nos torna real a Sua presença, e nos fala ao coração de Sua paz e amor (Parábolas de Jesus, p. 24, 25).

Quinta, 22 de novembro: Morte e ressurreição

A imortalidade, prometida ao homem sob condição de obediência, foi perdida pela transgressão. Adão não poderia transmitir à sua posteridade aquilo que não possuía; e não poderia haver esperança alguma para a raça decaída, se, pelo sacrifício de Seu Filho, Deus não houvesse trazido a imortalidade ao seu alcance. Ao passo que "a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram", Cristo "trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho". Rom. 5:12; II Tim. 1:10. E unicamente por meio de Cristo pode a imortalidade ser obtida. Disse Jesus: "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não terá a vida." João 3:36. Todo homem pode alcançar a posse desta inapreciável bênção, se satisfizer as condições. Todos os que, "com perseverança em fazer bem, procuram glória, e honra e incorrupção", receberão "vida eterna" (Rom. 2:7; O Grande Conflito, p. 533).

O Doador da vida chamará a Sua adquirida possessão, quando da ressurreição primeira, e até aquela hora triunfante, quando há de soar a última trombeta e o vasto exército ressurgirá para a vitória eterna, todo santo que dorme será conservado em segurança, guardado como joia preciosa, conhecido de Deus por nome. Pelo poder do Salvador que neles habitou quando vivos e por terem sido participantes da natureza divina, são ressurgidos dentre os mortos (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 271).

O Doador da vida vem para quebrar as cadeias da sepultura. Ele trará para fora os cativos e proclamará: "Eu sou a ressurreição e a vida." Eis ali a multidão ressuscitada! O último pensamento foi o da morte e suas agonias. Os últimos pensamentos que eles tiveram foram os da sepultura e da tumba, mas agora eles proclamam: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó sepultura, a tua vitória?" I Cor. 15:55. As agonias da morte foram as últimas coisas que eles sentiram. ...
Quando eles acordarem, todo o sofrimento terá passado. "Onde está, ó sepultura, a tua vitória?" Ei-los ali, recebendo o toque final da imortalidade, e ascendem para o encontro de seu Senhor nos ares. As portas da cidade de Deus se revolvem sobre seus gonzos, e as nações que observaram a verdade entram nela (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 430, 431).

A voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. ... Do cárcere da morte vêm eles, revestidos de glória imortal, clamando: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" I Cor. 15:55. ...
Os justos vivos são transformados "num momento, num abrir e fechar de olhos". À voz de Deus foram eles glorificados; agora tornam-se imortais, e com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares. ...
Antes de entrar na cidade de Deus, o Salvador concede a Seus seguidores os emblemas da vitória, conferindo-lhes as insígnias de sua condição real. ... Sobre a cabeça dos vencedores, Jesus com Sua própria destra põe a coroa de glória. Para cada um há uma coroa que traz o seu "novo nome" (Apoc. 2:17), e a inscrição: "Santidade ao Senhor." Em cada mão são colocadas a palma do vencedor e a harpa resplandecente. Então, ao desferirem as notas os anjos dirigentes, todas as mãos deslizam com maestria sobre as cordas da harpa, tirando-lhes suave música em ricos e melodiosos acordes. Indizível arrebatamento faz vibrar todo coração, e toda voz se ergue em grato louvor (A Maravilhosa Graça de Deus [MM 1974], p. 361).

Sexta, 23 de novembro: Estudo adicional

Ellen G. White, O Outro Poder, "Marcos, Fundamentos e Pilares", p. 20.

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 4º Trimestre 2018 - Lição 8 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Os trechos em destaque foram extraídos dos originais, mas estão ausentes na compilação do comentário.

sábado, 30 de junho de 2018

3º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 1 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At 1:8).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 3º Trimestre 2018 - Lição 1 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 30 de junho

Por várias vezes havia Jesus tentado abrir o futuro a Seus discípulos, mas eles não haviam querido refletir no que Ele dissera. Por causa disto, Sua morte veio-lhes como uma surpresa; e mais tarde, ao rememorarem o passado e verem o resultado de sua incredulidade, encheram-se de tristeza. Quando Cristo foi crucificado, eles não creram que Ele ressurgisse. Ele havia afirmado claramente que haveria de ressurgir ao terceiro dia, mas eles ficaram perplexos sobre o que Ele queria dizer. Esta falta de compreensão deixou-os ao tempo da Sua morte em extremo desesperançados. Ficaram amargamente desapontados. Sua fé não penetrava além das sombras que Satanás tinha baixado em seu horizonte. Tudo lhes parecia vago e misterioso. Tivessem eles crido nas palavras do Salvador, e quanta tristeza teria sido evitada! (Atos dos Apóstolos, p. 25, 26)

Enquanto as santas mulheres estavam levando a notícia de que Jesus ressuscitara, a guarda romana circulava a mentira que lhe havia sido colocada na boca pelos principais dos sacerdotes e anciãos, de que os discípulos vieram à noite, enquanto eles dormiam, e roubaram o corpo de Jesus. Satanás pusera esta mentira no coração e boca dos principais dos sacerdotes, e o povo prontificou-se a receber sua palavra. Mas Deus havia agido de um modo seguro, e pusera este importante acontecimento, do qual depende a nossa salvação, fora de toda a dúvida; e era impossível aos sacerdotes e anciãos encobri-lo. Testemunhas foram ressuscitadas dos mortos para atestarem a ressurreição de Cristo.
Jesus permaneceu com Seus discípulos quarenta dias, ocasionando-lhes isto satisfação e alegria de coração, ao desvendar-lhes Ele mais amplamente as realidades do reino de Deus. Ele os comissionara a dar testemunho das coisas que tinham visto e ouvido, concernentes aos Seus sofrimentos, morte e ressurreição; de que Ele fizera um sacrifício pelo pecado, e que todos que o quisessem poderiam vir a Ele e encontrar vida. Com fiel ternura disse-lhes que seriam perseguidos e angustiados; mas que encontrariam alívio recordando-se de sua experiência, e lembrando-se das palavras que Ele lhes falara. Contou-lhes que tinha vencido as tentações de Satanás e obtido vitória através de provações e sofrimentos. Satanás não mais poderia ter poder sobre Ele, e faria suas tentações recaírem mais diretamente sobre eles, e sobre todos os que cressem em Seu nome. Mas poderiam vencer, assim como Ele venceu (Primeiros Escritos, p. 189).

Ao voltarem os discípulos do Olivete para Jerusalém, o povo fitava-os, esperando descobrir-lhes no rosto expressões de tristeza, confusão e derrota; mas viram a alegria e triunfo. Os discípulos não pranteavam desapontadas esperanças. Viram o Salvador ressurgido, e Sua promessa de despedida lhes ecoava constantemente aos ouvidos. [...]
Ao esperarem os discípulos pelo cumprimento da promessa, humilharam o coração em verdadeiro arrependimento e confessaram sua incredulidade. Ao trazerem à lembrança as palavras que Cristo lhes havia dito antes de Sua morte, entenderam mais amplamente seu significado. Verdades que lhes tinham escapado à lembrança lhes voltavam à mente, e eles as repetiam uns aos outros. Reprovavam-se a si mesmos por não haverem compreendido o Salvador. Como numa procissão, cena após cena de Sua maravilhosa vida passou perante eles. Meditando sobre Sua vida pura, santa, sentiram que nenhum trabalho seria árduo demais, nenhum sacrifício demasiado grande, contanto que pudessem testemunhar na própria vida, da amabilidade do caráter de Cristo (Atos dos Apóstolos, p. 35, 36).

Domingo, 1º de julho: A restauração de Israel

Quando Jesus abriu o entendimento dos discípulos para o significado das profecias concernentes a Ele próprio, assegurou-lhes de que todo o poder Lhe era dado nos Céus e na Terra, e enviou-os a pregar o evangelho a toda a criatura. Os discípulos, com o súbito reavivamento da antiga esperança de que Jesus haveria de tomar Seu lugar sobre o trono de Davi em Jerusalém, indagaram: "Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?" Atos 1:6. O Salvador, em referência ao assunto, pôs a incerteza em suas mentes replicando que não lhes competia "saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo Seu próprio poder". Atos 1:7.
Os discípulos começaram a esperar que o maravilhoso derramamento do Espírito Santo influenciasse o povo judeu a aceitar a Jesus. O Salvador absteve-Se de explanar mais alguma coisa, pois sabia que quando o Espírito fosse derramado sobre eles em medida completa, suas mentes seriam iluminadas e haveriam de compreender inteiramente o seu trabalho e retomá-lo onde Ele o havia deixado História da Redenção, p. 241).

Os verdadeiros discípulos, sentando-se aos pés de Cristo, descobrem as preciosas gemas da verdade proferidas por nosso Salvador, e discernirão seu significado e apreciarão seu valor. E cada vez mais, ao tornarem-se humildes e dóceis, sua compreensão será aberta para descobrir maravilhosas coisas de Sua lei, pois Cristo as apresentou de modo claro e distinto.
A doutrina da graça e salvação por meio de Jesus Cristo é um mistério para uma grande parte daqueles cujos nomes se encontram nos livros da igreja. Se Cristo estivesse na Terra, falando a Seu povo, Ele os censuraria por sua morosidade de compreensão. Diria para os vagarosos e incompreensivos: "Deixei em vosso poder verdades que têm que ver com a vossa salvação, cujo valor não podeis imaginar" (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 187, 188).

Depois de Sua ressurreição, ao estar andando para Emaús com dois dos discípulos, Ele lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras, explicando-lhes o Antigo Testamento de tal maneira que viram nos seus ensinos um significado que os próprios escritores não tinham visto. ...
As palavras de Cristo são o pão da vida. Quando os discípulos comeram as palavras de Cristo, avivou-se-lhes o entendimento. Eles compreenderam melhor o valor dos ensinos do Salvador. Em sua compreensão desses ensinos, eles saíram da obscuridade do amanhecer para o brilho do meio-dia. Acontecerá a mesma coisa conosco ao estudarmos a Palavra de Deus (Exaltai-O [MM 1992], p. 124).

Segunda, 2 de julho: A missão dos discípulos

Ser-Me-eis testemunhas." Atos 1:8. Estas palavras de Jesus não perderam nada de sua força. Nosso Salvador pede fiéis testemunhas nestes dias de formalismo religioso; mas quão poucos mesmo entre os professos embaixadores de Cristo, se acham prontos a dar um fiel testemunho pessoal em favor de seu Mestre! Muitos podem dizer o que têm feito os grandes e bons homens das gerações passadas, o que ousaram, o que sofreram e sentiram. Tornam-se eloquentes ao salientar o poder do evangelho que habilitou outros a se regozijarem em suas aflições, e a se manterem firmes diante de cruéis tentações. Mas, conquanto tão fervorosos em apresentar outros cristãos como testemunhas de Jesus, eles próprios não parecem possuir uma experiência nova, atual, para relatar.
Ministros de Cristo, que tendes vós a contar quanto a vós mesmos? Que conflito de alma experimentastes vós, que se tornou em bem para vós, para outros, e para a glória de Deus? Vós, que professais estar proclamando a última e solene mensagem de misericórdia ao mundo, qual é vossa experiência no conhecimento da verdade, e quais têm sido seus efeitos sobre o vosso próprio coração? Acaso vosso caráter testifica em favor de Cristo? Podeis vós falar da influência da verdade como é em Jesus, a qual refina, enobrece e santifica? Que tendes vós visto, que tendes vós conhecido, do poder de Cristo? Esta é a espécie de testemunho que o Senhor pede, e por cuja falta as igrejas estão sofrendo. 
Sem uma fé viva em Cristo como um Salvador pessoal, é impossível fazer sentir vossa fé a um mundo cético. Se quereis arrebatar pecadores da impetuosa corrente, vossos próprios pés não se devem achar em lugar escorregadio (Obreiros Evangélicos, p. 273, 274).

Todo o Céu está interessado na obra que se processa na Terra, atualmente. Os anjos observam com interesse os que são honrados em participar como colaboradores de Deus. Quando os servos de Cristo têm um senso de percepção da presença dAquele que é poderoso para salvar, serão cheios de gratidão para com Deus pelo poder da Sua graça. ... Os que se dedicam integralmente a Cristo aprenderão como ganhar pessoas, pois terão íntima ligação com o Redentor do mundo (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 289). 

Deu Cristo "a cada um a sua obra". Mar. 13:34. Espera Ele que todo homem faça com fidelidade a obra que lhe toca. Elevados e humildes, ricos e pobres, todos têm uma obra a fazer pelo Mestre. Todos são conclamados para a ação. Se, porém, não obedecerdes à voz do Senhor, se não fizerdes a obra por Ele designada, com firme confiança em Cristo como vossa suficiência, se não seguirdes o Seu exemplo, será registrada junto de vosso nome a sentença "mau e negligente servo". A menos que a luz que vos foi concedida seja comunicada a outros, a menos que façais resplandecer vossa luz, ela se extinguirá em trevas, e vossa alma quedará em tremendo perigo. Diz Deus a todo aquele que conhece a verdade: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos Céus." Mat. 5:16. Comunicai aos outros o conhecimento da verdade. Este é o plano de Deus para iluminar o mundo (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 266).

Terça, 3 de julho: Ele voltará

Os discípulos não somente viram o Senhor em ascensão, mas tiveram o testemunho dos anjos de que Ele havia ido ocupar o trono de Seu Pai no Céu. ... O brilho da escolta celestial e a abertura das portas gloriosas de Deus para recebê-Lo não eram para ser discernidos por olhos mortais. Tivesse o caminho de Cristo para o Céu sido revelado aos discípulos em toda a sua inexprimível glória, e eles não teriam suportado a cena. [...]
Mediante a visível ascensão de Cristo, toda a sua visão e contemplação do Céu está mudada. ... Agora olham [os discípulos] para ele como o seu futuro lar, onde mansões estavam-lhes sendo preparadas pelo seu amante Redentor. A oração se revestira de novo interesse, visto que era uma comunhão com o seu Salvador. ...
Eles tinham um evangelho para pregar - Cristo em forma humana, um Homem de dores; Cristo em humilhação, tomado por mãos ímpias e crucificado; Cristo ressurreto e assunto ao Céu, introduzido à presença de Deus, para ser o Advogado do homem; Cristo a voltar com poder e grande glória nas nuvens do céu (Maravilhosa Graça [MM 1974], p. 43). 

"Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!" (Ap. 1:7). ...
"Os mesmos que O traspassaram" (Apoc. 1:7), os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os mais acérrimos inimigos de Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória, e ver a honra conferida aos fiéis e obedientes (O Grande Conflito, p. 635).

Quando Cristo vier pela segunda vez, ... eles O verão como Rei do Céu. ... Então os sacerdotes e maiorais recordarão distintamente a cena na sala de julgamento. Todas as circunstâncias aparecerão diante deles como que escritas com letras de fogo (Maranata [MM 1977], p. 280).

A fim de aumentar nossa dotação espiritual, é necessário andar na luz. Em vista do acontecimento que é a breve volta de Cristo precisamos trabalhar vigilantemente para preparar nossa alma, manter nossa lâmpada limpa e acesa, resplandecendo a fim de impressionar a outros quanto à necessidade de preparar-se para a vinda do Esposo. Vigiar e trabalhar precisam andar juntos; a fé e as obras precisam estar unidas, do contrário nosso caráter não será simétrico e equilibrado, perfeito em Cristo Jesus.
Se nos entregássemos tão somente a piedosa meditação, nossa luz se iria enfraquecendo, pois foi-nos dada para que possamos comunicar a outros, e quanto mais comunicarmos luz, tanto mais brilhante ela se tornará. Se há uma coisa no mundo em que possamos manifestar entusiasmo, seja este manifestado no buscar a salvação das almas por quem Cristo morreu. Obra dessa espécie não nos fará negligenciar a piedade individual. É-nos dada a exortação de não sermos "vagarosos no cuidado", antes "fervorosos no espírito, servindo ao Senhor" (Rom. 12:11; Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 138, 139).

Quarta, 4 de julho: Preparação para o Pentecostes

[Os] discípulos se prepararam para a obra. Antes do dia de Pentecoste se reuniram e tiraram dentre eles todas as desinteligências. Estavam de um mesmo sentimento. Acreditavam na promessa de Cristo, de que a bênção seria dada, e oravam com fé. Não pediam a bênção apenas para si; estavam preocupados com a responsabilidade quanto à salvação de almas. O evangelho devia ser levado até aos confins da Terra, e eles reclamavam a doação do poder que Cristo prometera. Foi então que o Espírito Santo foi derramado, e milhares se converteram num dia.
Assim pode ser agora. Em vez das especulações dos homens, seja pregada a Palavra de Deus. Tirem os cristãos do meio deles as dissensões, e entreguem-se a si mesmos a Deus para salvação dos perdidos. Peçam a bênção com fé, e ela há de vir. O derramamento do Espírito, nos dias apostólicos, foi a "chuva temporã" (Joel 2:23), e glorioso foi o resultado. Mas a "chuva serôdia" será mais abundante (O Desejado de Todas as Nações, p. 827).

Os que se acham vazios do Espírito Santo não podem ser vigias fiéis sobre os muros de Sião; pois estão cegos quanto à obra que deve ser feita, e não dão à trombeta um sonido certo.
O batismo do Espírito Santo como no dia de Pentecoste levará a um reavivamento da verdadeira religião e à operação de muitas obras maravilhosas. Seres celestes entrarão em nosso meio, e homens falarão segundo forem movidos a fazê-lo pelo Espírito de Deus. Operasse, porém, o Senhor sobre homens como fez no dia de Pentecoste e posteriormente, muitos que hoje professam crer na verdade conheceriam tão pouco da operação do Espírito Santo que haviam de clamar: "Acautelai-vos do fanatismo." Diriam dos que estivessem cheios do Espírito: "Estão cheios de mosto." Atos 2:13.
Não está longe o tempo em que os homens queiram muito mais estreita relação com Cristo, mais achegada união com Seu Santo Espírito, do que jamais tiveram ou terão, a não ser que abandonem sua própria vontade e seu caminho, e se submetam à vontade e ao caminho de Deus. O grande pecado dos que professam ser cristãos é não abrirem o coração para receber o Espírito Santo. Quando almas anseiam por Cristo, e buscam tornar-se um com Ele, então os que estão satisfeitos com a forma de piedade, exclamam: "Tome cuidado, não vá a extremos." Quando os anjos do Céu vierem ao nosso meio, e operarem mediante instrumentos humanos, haverá conversões sólidas, substanciais, segundo a ordem das conversões depois do dia de Pentecoste (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 57).

Quinta, 5 de julho: O décimo segundo apóstolo

Aprendemos, desses passos das Escrituras, que o Senhor tem certos homens para ocupar determinados cargos. Deus ensinará Seu povo a proceder com cautela e a escolher cuidadosamente os homens que não traiam os sagrados encargos. Se nos dias de Cristo foi necessário que os crentes usassem de prudência para a escolha dos homens para os cargos de responsabilidade, nós que vivemos neste tempo certamente precisamos usar de grande discrição. Devemos apresentar a Deus cada caso, e, com oração fervorosa, pedir-Lhe que escolha por nós. 
O Senhor Deus do Céu escolheu homens de experiência para assumir as responsabilidades na Sua causa. Esses homens devem exercer influência especial. Se a todos está sendo concedida a autoridade conferida a esses homens escolhidos, algo terá que ser mudado. Os que são escolhidos para arcar com as responsabilidades da causa de Deus não devem ser precipitados, nem presumidos ou egoístas. Jamais devem a sua influência e exemplo estimular o mal. O Senhor jamais deu a algum homem ou mulher a liberdade de propor ideias que tirem da obra o seu cunho sagrado, produzindo nela vulgaridade. A obra de Deus deve tornar-se para Seu povo mais e mais sagrada. Devemos ressaltar por todos os meios possíveis o exaltado caráter da verdade. Os que foram postos como chefes da obra de Deus em nossas instituições devem acentuar sempre a vontade e o caminho de Deus. O bem da obra em geral depende da fidelidade dos homens designados para executar a vontade de Deus nas igrejas (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p. 264). 

O Senhor não opera por meio de acaso. Buscai-O mais diligentemente em oração. Ele impressionará a mente, e dará linguagem e expressão. O povo de Deus não deve ser educado em confiar em invenções humanas e provas incertas como um meio de conhecer a vontade de Deus a seu respeito. Satanás e seus instrumentos estão sempre prontos a entrar em qualquer porta que encontrem que afaste almas dos puros princípios da Palavra de Deus. O povo que é guiado e ensinado por Deus não dará lugar a métodos para os quais não há um "Assim diz o Senhor" (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 325).

A vontade de Deus exprime-se nos preceitos de Sua santa lei, e os princípios desta lei são os mesmos princípios do Céu. Os anjos celestes não atingem mais alto conhecimento do que saber a vontade de Deus; e fazer Sua vontade é o mais elevado serviço em que se possam ocupar suas faculdades.
No Céu, porém, o serviço não é prestado no espírito de exigência legal. Quando Satanás se rebelou contra a lei de Jeová, a ideia de que existia uma lei ocorreu aos anjos quase como o despertar para uma coisa em que não se havia pensado. Em seu ministério, os anjos não são como servos, mas como filhos. Existe perfeita unidade entre eles e seu Criador. A obediência não lhes é pesada. O amor para com Deus torna o Seu serviço uma alegria. Assim, em toda alma em que Cristo, a esperança da glória, habita, ecoam Suas palavras: "Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração"(Sal. 40:8; O Maior Discurso de Cristo, p. 109).

Nossa vontade finita precisa ser levada em submissão à vontade do Infinito; a vontade humana deve fundir-se com a divina. Isso trará o Espírito Santo em nosso auxílio; e cada conquista tenderá para o restabelecimento da possessão adquirida de Deus e a restauração de Sua imagem na alma.
O Senhor Jesus age por meio do Espírito Santo; pois Este é Seu representante. Por meio dEle, infunde na alma vida espiritual, vivificando as energias para o bem, purificando-a da corrupção moral e habilitando-a para Seu reino. Jesus tem grandes bênçãos a conceder, ricos dons a distribuir entre os homens. É o maravilhoso Conselheiro, infinito em sabedoria e força; e, se reconhecermos o poder de Seu Espírito e nos sujeitarmos a ser por Ele moldados, estaremos perfeitos nele. Que pensamento é este! Em Cristo "habita corporalmente toda a plenitude da divindade; e estais perfeitos nEle" (Col. 2:9 e 10; Mensagens aos Jovens, p. 55).

Sexta, 6 de julho: Estudo adicional
A Fé Pela Qual Eu Vivo, "Esse Mesmo Jesus Voltará", p. 348.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

2º TRIMESTRE 2018 - LIÇÃO 12 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA


Verso para Memorizar:
 “Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA” (Ap 17:5).

Se preferir, baixe este estudo em PDF: 2º Trimestre 2018 - Lição 12 - Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina

Atenção!
Trechos em destaque extraídos dos originais 
e ausentes na versão física do comentário.

Sábado à tarde, 16 de junho

O termo "Babilônia" é derivado de "Babel" e significa confusão. É empregado nas Escrituras para designar as várias formas de religião falsa ou apóstata. Em Apocalipse, capítulo 17, Babilônia é representada por uma mulher - figura que a Bíblia usa como símbolo de igreja, sendo uma mulher virtuosa a igreja pura, e uma mulher desprezível, a igreja apóstata (O Grande Conflito, p. 381).

Não mais têm as forças do mal poder para conservar cativa a igreja; pois "caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição" (Apoc. 14:8); e ao Israel espiritual é dada a mensagem: "Sai dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas." Apoc. 18:4. Assim como os exilados ouviram a mensagem: "Saí do meio de Babilônia" (Jer. 51:6), e foram restaurados à terra da promessa, assim os que temem a Deus hoje estão aceitando a mensagem para retirar-se da Babilônia espiritual, e logo devem permanecer como troféus da graça divina na Terra renovada, a Canaã celestial (Profetas e Reis, p. 715).

Uma terrível guerra está diante de nós. Aproximamo-nos da batalha do grande dia do Deus Todo-poderoso. O que tem sido mantido sob controle será solto. O anjo da misericórdia está fechando suas asas, preparando-se para sair de seu trono e deixar o mundo sob o domínio de Satanás. Os principados e potestades da Terra estão amargamente revoltados contra o Deus do Céu. Estão cheios de ódio contra os que O servem, e logo, muito breve, será travada a última grande batalha entre o bem e o mal. A Terra será o campo de luta - o cenário do conflito final e da última vitória. 
Enquanto se lhes afrouxavam as mãos e os quatro ventos estavam para soprar, os olhos misericordiosos de Jesus contemplaram os remanescentes que não estavam selados e, erguendo as mãos ao Pai, alegou que havia derramado Seu sangue por eles. Então outro anjo recebeu ordem para voar velozmente aos outros quatro e mandar-lhes reter os ventos até que os servos de Deus fossem selados na fronte com o selo do Deus vivo (Minha Consagração Hoje [MM 1989/1953], p. 289).

Dois grandes poderes opostos são revelados na última grande batalha. De um lado está o Criador do Céu e da Terra. Todos os que se encontram do Seu lado têm o Seu selo. Eles são obedientes a Suas ordens. Do outro lado está o príncipe das trevas, com os que escolheram a apostasia e a rebelião. [...]
Os poderes do mal não capitularão no conflito sem uma luta. Mas a Providência Divina tem uma parte a desempenhar na batalha do Armagedom. Quando a Terra for iluminada com a glória do anjo de Apocalipse 18, os elementos religiosos, bons e maus, despertarão do sono, e os exércitos do Deus vivo pôr-se-ão em campo. 
Em breve será travada a batalha do Armagedom. Aquele em cuja vestimenta está escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores, conduz os exércitos do Céu montados em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro (Apoc. 19:11-16; Eventos Finais, p. 249-251).

Domingo, 17 de junho: O "vinho da fúria da sua prostituição"

Aqueles que sempre se vão aproximando mais do mundo, tornando-se mais e mais semelhantes a ele nos sentimentos, planos e ideias, deixaram um espaço entre eles e o Salvador, e Satanás se insinuou nesse espaço, de modo que sua vida se torna entretecida com planos reles, mundanos e egoístas (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 246).

Aqueles que ficarem confusos em sua compreensão da Palavra, que deixarem de ver o significado do anticristo, certamente se colocarão do lado dele. Não há tempo agora para nos tornarmos semelhantes ao mundo. O caso de Daniel já está decidido [ver Dn 12:13, ARC] e ele está em seu lugar. As profecias de Daniel e de João devem ser entendidas. Elas se interpretam mutuamente. Dão ao mundo verdades que todos devem compreender. Essas profecias devem ser testemunhas ao mundo. Por seu cumprimento nestes últimos dias, elas se explicarão a si mesmas (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1.058).

"Os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus Se lembrou das iniquidades dela." "No cálice em que vos deu de beber dai-lhe a ela em dobro. Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, dai-lhe outro tanto em tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto. Portanto, num dia virão as pragas, a morte, e o pranto e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga. E os reis da Terra, que se prostituíram com ela, e viveram em delicias, a chorarão, e sobre ela prantearão, ... dizendo: Ai! ai daquela grande Babilônia, aquela forte cidade! pois numa hora veio o seu juízo." Apoc. 18:5-10. [...]
Tais são os juízos que caem sobre Babilônia, no dia da ira de Deus. Ela encheu a medida de sua iniquidade; veio o seu tempo; está madura para a destruição (O Grande Conflito, p. 653).

Toda espécie de engano está sendo agora introduzida. As verdades mais claras da Palavra de Deus são cobertas  com uma multidão de teorias de feitura humana. Erros mortais são apresentados como sendo verdade perante os quais todos devam curvar-se. A simplicidade da verdadeira piedade é sepultada debaixo da tradição (Evangelismo, p. 247).

Como a Pedro, é-nos dirigida a palavra: "Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo. Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça." Luc. 22:31 e 32. Graças a Deus, não somos deixados sozinhos. Aquele que "amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16), não nos abandonará na batalha contra o adversário de Deus e do homem. "Eis", diz Ele, "que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum." Luc. 10:19.
Vivei em contato com o Cristo vivo, e Ele vos segurará firmemente com uma mão que nunca soltará. Conhecei e crede o amor que Deus nos tem, e estareis seguros; esse amor é uma fortaleza inexpugnável contra todos os enganos e assaltos de Satanás. "Torre forte é o nome do Senhor; para ela correrá o justo e estará em alto retiro" (Prov. 18:10; O Maior Discurso de Cristo, p. 119).

Segunda, 18 de junho: Caiu! Caiu a grande Babilônia!

O mundo tornou-se ousado na transgressão da lei de Deus. Por causa de Sua longa clemência os homens Lhe espezinharam a autoridade. Fortaleceram-se na opressão e crueldade contra Sua herança, dizendo: "Como o sabe Deus? Ou: Há conhecimento no Altíssimo?" Sal. 73:11. Há, porém, um limite além do qual não podem passar. Próximo está o tempo em que atingirão o limite prescrito. Mesmo agora quase excederam os termos da longanimidade de Deus, e a medida de Sua graça e misericórdia. O Senhor Se interporá para vindicar Sua própria honra, para livrar Seu povo e reprimir os excessos da injustiça. [...]
"Os seus pecados se acumularam até ao Céu, e Deus Se lembrou das iniquidades dela. Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro." Apoc. 18:5 e 6.
Da Índia, da África, da China, das ilhas do mar, dos milhões de oprimidos dos países chamados cristãos, sobe para Deus o clamor do tormento humano. Esse clamor não permanecerá muito tempo sem ser atendido. Deus purificará a Terra da corrupção moral, porém não por um mar de água como nos dias de Noé, mas com um mar de fogo, que não será apagado por artifício humano algum (Parábolas de Jesus, p. 177-179).

Jesus... andou como homem na Terra, tendo Sua divindade revestida com a humanidade, e foi um homem sofredor, tentado, atacado pelos ardis de Satanás. ... Agora Ele Se acha à destra de Deus, no Céu, onde atua como Advogado, fazendo intercessão por nós. Devemos sempre ficar confortados e esperançosos ao pensar nisso. Ele pensa naqueles que estão sujeitos a tentações neste mundo. Ele pensa em nós individualmente, e conhece cada necessidade nossa. Quando tentados, simplesmente dizei: Ele tem cuidado de mim, intercede por mim, Ele me ama, e morreu por mim. Entregar-me-ei sem reservas a Ele.
Ofendemos o coração de Cristo quando nos condoemos de nós mesmos, como se fôssemos nosso próprio salvador. Não; precisamos confiar a guarda de nossa vida a Deus, como a um Criador fiel. Ele vive sempre para interceder por nós, criaturas provadas e tentadas. Abri vosso coração aos brilhantes raios do Sol da Justiça, e não deixeis que um único suspiro de dúvida, uma palavra de descrença, escape de vossos lábios, para que não semeeis as sementes da dúvida. Há ricas bênçãos prometidas a nós; apossemo-nos delas pela fé. Suplico-vos que tenhais ânimo no Senhor. A força divina é nossa; falemos, pois, com ânimo, vigor e fé (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 101).

Terça, 19 de junho: Armagedom

Todo o mundo estará em um ou no outro lado da questão. Será travada a batalha do Armagedom. E nesse dia nenhum de nós deverá estar dormindo. Precisamos estar bem despertos, como as virgens prudentes, tendo azeite em nossas vasilhas com nossas lâmpadas. O poder do Espírito Santo deve estar sobre nós, e o Capitão do exército do Senhor estará à frente dos anjos do Céu para dirigir a batalha. 
A inimizade de Satanás contra o bem manifestar-se-á cada vez mais, ao conduzir ele em atividade suas forças em sua última obra de rebelião; e toda alma que não esteja inteiramente entregue a Deus e não seja guardada pelo poder divino, fará uma aliança com Satanás contra o Céu e se unirá na batalha contra o Governador do Universo. 
Logo, todos os habitantes da Terra terão tomado partido, ou a favor ou contra o governo do Céu.
Em breve será travada a batalha do Armagedom. Aquele em cuja vestimenta está escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores, conduz os exércitos do Céu montados em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro. (Apoc. 19:11-16; Eventos Finais, p. 250, 251).

Há apenas dois grupos de pessoas em nosso mundo: as que são leais a Deus e as que estão sob a bandeira do príncipe das trevas. Satanás e seus anjos descerão com grande poder, sinais e prodígios da mentira, para enganar os que habitam sobre a Terra, e, se possível, até os escolhidos. A crise está bem à nossa frente. Mas isso irá paralisar as energias daqueles que têm o conhecimento da verdade? Seria a influência dos poderes enganadores tão forte a ponto de sobrepujar a influência da verdade? (Referência não consta na lição física e não foi encontrada. Se você por acaso encontrar, ponha nos comentários juntamente com o link. Obrigado).

Toda expressão do mal há de lançar-se em intensa atividade. Anjos maus unem seus poderes a homens maus. Como eles têm estado em constante conflito e obtido experiência nos melhores métodos de engano e combate, tendo-se fortalecido durante séculos, não se renderão na última grande contenda sem uma furiosa luta. O mundo inteiro estará de um lado ou de outro da questão. Será travada a batalha do Armagedom, e esse dia não deverá surpreender nenhum de nós adormecidos. Devemos estar bem despertos, como as virgens prudentes, tendo azeite em nossas vasilhas e lâmpadas (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1.098).

O poder do Espírito Santo deve estar sobre nós, e o Capitão do exército do Senhor estará à frente dos anjos do Céu para dirigir a batalha. Solenes acontecimentos ainda ocorrerão diante de nós. Soará uma trombeta após a outra; uma taça após a outra será derramada sucessivamente sobre os habitantes da Terra. Cenas de estupendo interesse se acham precisamente diante de nós (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 426).

Quarta, 20 de junho: O Armagedom e o monte Carmelo: parte 1

Permanecendo em conscienciosa inocência perante Acabe, Elias não procura escusar-se ou lisonjear o rei. Nem busca fugir à ira do rei mediante as boas novas de que a seca está para findar. Ele não tem desculpas a pedir. Com indignação e em zelo pela honra de Deus, devolve a imputação de Acabe, declarando audazmente ao rei que são os pecados dele, rei, e de seus pais, que trouxeram sobre Israel esta terrível calamidade (Vidas que Falam [MM 1971], p. 208). 

Deus não pode usar homens que, em tempos de perigo, quando a força, a coragem e a influência de todos são necessárias, temem tomar uma firme posição pelo direito. Ele chama a homens para que se empenhem fielmente na batalha contra o erro, guerreando contra principados e potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as forças espirituais da maldade nos lugares celestiais. A tais é que Ele dirigirá as palavras: "Bem está, bom e fiel servo... entra no gozo do teu Senhor" (Mat. 25:23; Profetas e Reis, p. 142).

A verdadeira reverência para com Deus é inspirada pela percepção de Sua infinita grandeza e de Sua presença. Todo coração deve ser profundamente impressionado com essa percepção do Invisível. A hora e o lugar da oração são sagrados, porque Deus está ali; e, à medida que a reverência for manifestada em atitude e comportamento, o sentimento que a inspirará se tornará mais profundo. “Ele é santo e poderoso” (Salmos 111:9), declara o salmista. Quando os anjos falam Seu nome, cobrem o rosto. Com que reverência, então, nós, caídos e pecadores, devemos proferi-lo! (Mensagens aos Jovens, p. 251).

Séculos mais tarde Paulo ensinou a mesma verdade nas palavras: "O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do Céu e da Terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; nem tão pouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois Ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; ... para que buscassem ao Senhor, se porventura tateando, O pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; porque nEle vivemos, e nos movemos, e existimos" (Atos 17:24-28; Profetas e Reis, p. 48-50).

Os pátios do templo de Jerusalém, cheios do tumulto de um tráfico profano, representavam com exatidão o templo da alma, contaminado por paixões sensuais e pensamentos profanos. Purificando o templo dos compradores e vendilhões mundanos, Jesus anunciou Sua missão de limpar a alma da contaminação do pecado - dos desejos terrenos, das ambições egoístas, dos maus hábitos que a corrompem. [...]
Sua presença purificará e santificará a alma, de maneira que ela seja um santo templo para o Senhor, e uma "morada de Deus em Espírito" (Efés. 2:21 e 22; O Desejado de Todas as Nações, p. 161, 162).

Quinta, 21 de junho: O Armagedom e o monte Carmelo: parte 2

João [...] foi testemunha das terríveis cenas que ocorrerão como sinais da vinda de Cristo. Ele viu exércitos dispostos para a batalha e pessoas desmaiando de terror. Viu a terra movida de seu lugar, montanhas transportadas para o meio do oceano, cujas ondas rugiam revoltadas. Viu as taças da ira abertas, e a pestilência, fome e morte vindo sobre os habitantes da Terra (Cristo Triunfante [MM 2002], p. 315; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1.098).

Aproximamo-nos do fim da história terrestre, em que só pode haver dois grupos, e todo homem, mulher e criança estará num desses exércitos. Jesus será o General de um exército; do exército oposto Satanás será o dirigente. Todos os que estão transgredindo e ensinando outros a transgredir a lei de Deus, o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra, são arregimentados sob uma liderança superior, que os dirige em oposição ao governo de Deus. E a "anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio" (Jud. 6) são rebeldes contra a lei de Deus e inimigos de todos os que amam os Seus mandamentos e obedecem a eles. Estes súditos, com Satanás, seu dirigente, reunirão outros em suas fileiras de toda maneira possível, a fim de fortalecer suas forças e impor suas reivindicações.
Por meio de sua impostura e mentira, Satanás quer enganar, se possível, os próprios eleitos. Sua hipocrisia não é sem importância. Ele procurará molestar, importunar, deturpar, acusar e desfigurar todos aqueles que não pode compelir a dar-lhe honra e ajudá-lo em sua obra. Seu grande êxito está em manter confusa a mente dos homens e na ignorância dos seus ardis, pois então ele pode conduzir os imprudentes, por assim dizer, de olhos vendados (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 423).

Jeová, o Ser eterno, existente por Si mesmo, incriado, sendo o originador e mantenedor de todas as coisas, é o único que tem direito a reverência e culto supremos. Proíbe-se ao homem conferir a qualquer outro objeto o primeiro lugar nas suas afeições ou serviço. O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou se incompatibilize com o culto a Ele devido, disso fazemos um deus.
"Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na Terra, nem nas águas debaixo da Terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás." [...]
"Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso." A íntima e sagrada relação de Deus para com Seu povo é representada sob a figura do casamento. Sendo a idolatria o adultério espiritual, é o desprazer de Deus contra a mesma apropriadamente chamado ciúme (Patriarcas e Profetas, p. 305, 306).

Tudo o que Cristo foi para os primeiros discípulos, deseja ser para Seus filhos hoje; pois naquela última oração, rodeado do pequeno grupo de discípulos, disse: "Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em Mim." João 17:20.
Jesus orou por nós, pedindo que fôssemos um com Ele, assim como Ele é um com o Pai. Que união é esta! Disse o Salvador, de Si mesmo: "O Filho por Si mesmo não pode fazer coisa alguma" (João 5:19); "o Pai, que está em Mim, é quem faz as obras." João 14:10. Habitando, pois, Cristo em nosso coração, operará, em nós "tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade". Filip. 2:13. Trabalharemos como Ele trabalhou; manifestaremos o mesmo espírito. E assim, amando-O e nEle permanecendo, havemos de crescer "em tudo nAquele que é a cabeça, Cristo" (Efés. 4:15; Caminho a Cristo, p. 75).

Sexta, 22 de junho: Estudo adicional

Este Dia com Deus [MM 1980], "O Cuidado de Deus por Sua Igreja", p. 177.